Estamos triturados por un montón de noticias en nuestro derredor, ahogados en la sobreinformación tremenda con que se nos anestesia. Entre esas noticias merece la pena espigar siquiera el dato tremendo de que cada 5 minutos hay un mártir cristiano en el mundo. 12 a la hora. Casi 300 al día. Cerca de 10.000 por mes. Ahí es nada: el Diocleciano nuestro de cada día. Por no hablar de otras persecuciones anticristianas no letales, pero cruelísimas.
Hoy por hoy es en países árabes donde antes sí se respetaba –aunque no fuera perfecto- a los cristianos, como Irak, Libia o Egipto (¿esta era la defensa de las minorías que predicaban los “cruzados” contra el Eje del Mal?). Pero también en países comunistas, como China, Corea del Norte o Cuba, donde se persigue a los católicos. Nada menos que 350 millones de cristianos están siendo perseguidos.
Se habla con este lenguaje tibio, vomitivo, de la “persecución religiosa”. Pero no hay tal persecución religiosa genéricamente hablando. La persecución es mayoritariamente contra los cristianos. Ni musulmanes ni judíos sufren esta persecución en la magnitud que la sufren los cristianos, por ejemplo. Casos que, si se dan, se airean a medio mundo. Pero de los casi 10.000 cristianos muertos nadie habla. Incluso Roma parece hablar con sordina sobre ellos.
Otro tema que merece la pena analizar es la marcha de las conversaciones entre Roma y la Hermandad de San Pío X. Mucho de lo que dice la prensa es espurio. Quizás aclare y pongan ciertos puntos sobre ciertas íes las recientes declaraciones del antiguo Superior de la SSPX, el Padre Schmidberger. O, también en un ánimo clarificatorio, merezca la pena señalar la tergiversación de ciertas palabras de Monseñor Fellay. Pero esto mismo está todo revuelto.
El mundo va mal, ciertamente. Sea como sea, aquí se nos ha engañado con este tema de las Consagraciones del mundo, o las Consagraciones parciales. No hemos visto que se haya cooperado plenamente con los deseos expresos de la Santísima Virgen en Fátima, cuando pidió la Consagración de Rusia al Inmaculado Corazón por parte del Papa y en compañía de todos los Obispos del mundo. Hay, de hecho, una brutal diferencia entre el mundo actual (post-pseudoconsagraciones) con el Portugal posterior a 1931 que habla por sí sola.
¿Para cuándo la Consagración de Rusia al Inmaculado Corazón, Santo Padre? ¿Para cuándo Su Santidad pudiera hallarse en trance de muerte violenta y cruel …?
Nuestro destino, como católicos, pero también el destino de todos los hombres, está en las manos consagradas y consagrantes de Vuestra Santidad. Y en la de todos los demás Obispos católicos del orbe.
¿Para cuándo Fátima?
Rafael Castela Santos
terça-feira, fevereiro 14, 2012
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Sobre e contra a usura

Proveniente do excelente blogue católico tradicional brasileiro “Vida Sacerdotal”, aqui fica um excerto da tradução, de autoria de Nina Batista, de um texto fulcral de Hilaire Belloc, “Sobre a usura”, merecedor de leitura integral.
***
(…) os juros sobre um empréstimo podem constituir, sob certas circunstâncias de tempo ou extensão, uma exigência de tributação impossível. Podem representar em determinado contexto um tributo moralmente indevido, que não traduz produção extra de riquezas gerada pelo investimento original. Sob certas condições, os valores exigidos não equivalem mais o fruto do investimento original, não correspondendo, portanto, à remuneração de parte dos lucros, mas sim a um pagamento a ser feito, se possível, a partir de quaisquer outros bens que o devedor possa obter. E esse tributo, além de certo ponto, torna-se mesmo impagável, devido à inexistência na sociedade dos meios suficientes para tanto.
Que circunstâncias são essas? Que condições distinguem a exigência de juros moralmente legítima da ilegítima?
A distinção se dá entre a cobrança moral de parte dos frutos de um empréstimo produtivo e a exigência imoral de juros sobre um empréstimo improdutivo ou juros superiores ao incremento anual em riquezas efetivas geradas por um empréstimo produtivo. Tal exigência “esgota” – “consome” – “exaure” as riquezas do devedor, sendo por isso denominada “Usura”. Uma derivação imprecisa em termos filológicos, mas correta sob o ponto de vista moral, conecta o termo latino “usura” à ideia de destruir, “exaurir”, e não à idéia original do termo “usus,” “uso”.
A Usura, portanto, é a cobrança de juros sobre um empréstimo improdutivo ou de juros superiores ao incremento real gerado por um empréstimo produtivo. É a exigência de algo ao qual o credor não tem direito, como se eu dissesse: “Pague-me dez sacas de trigo ao ano pelo aluguel destes campos”, após os campos terem sido tragados pelo mar ou terem passado a produzir anualmente muito menos do que as dez sacas de trigo.
Devo, com relutância, introduzir aqui um significado coloquial do termo “Usura” que confunde o raciocínio. As pessoas falam de “juros usurários” referindo-se a juros muito elevados. A forma como surgiu essa confusão é elementar. Juros muito elevados são geralmente superiores à riqueza real produzida até mesmo por um empréstimo produtivo, e cobrá-los significa, de fato, cobrar mais do que a produção do empréstimo original; mas não há nada na taxa de juros per se que a torne usurária. É possível cobrar juros de cem por cento sobre um empréstimo e estar em pleno exercício de seus direitos morais.
Por exemplo, uma pequena área de mineração que produzia 15 kg de ouro por ano tem a súbita oportunidade de produzir 200 vezes essa quantidade – 3.000 kg – com a obtenção do capital equivalente a apenas 30 kg para desenvolvimento. O credor desse novo capital não tem a obrigação moral de ceder ao devedor, como presente, os lucros imensamente maiores. É legítimo que reivindique sua parte; ele poderia muito bem exigir metade da nova produção, ou seja, 1.500 kg ao ano, 500 por cento sobre o empréstimo, pois esses juros altos corresponderiam apenas à metade da nova riqueza produzida. A demanda desses 500 por cento não representaria cobrança de tributo sobre riqueza inexistente, nem sobre riqueza que não foi criada pelo capital investido.
Portanto, a rigor a Usura nada tem a ver com a quantidade de juros cobrados, mas sim com o fato de haver ou não um incremento produzido pelo capital investido que seja pelo menos igual ao tributo exigido.
Caso seja necessário avalizar uma posição moral tão evidente, esse aval pode ser encontrado em todos os principais sistemas morais sancionados pelas filosofias religiosas e sociais permanentes adotadas pela humanidade. Aristóteles a proíbe, assim como São Tomás de Aquino. O sistema ético maometano a condena [e, na prática, faz uma condenação ininteligível, ao proibir muitos empréstimos que seriam úteis]. Temos, em particular, a brilhante decisão do Quarto Concílio de Latrão [1215].
Tudo certo até este ponto. Vejamos agora o desenvolvimento muito interessante que se deu nos tempos modernos, desde o rompimento de nosso sistema moral e religioso comum europeu, com a Reforma Protestante. Após esse desastre, a Usura passou a ser gradualmente admitida. Tornou-se prática comum sancionada pela legislação, com pagamento imposto pela magistratura civil. Na Inglaterra, foi sob o reinado de Cecil, no ano de 1571, que os juros, embora limitados a dez por cento, tornaram-se legais, independentemente da utilização do empréstimo. O ano de nascimento do que se pode chamar “Usura Indiscriminada” foi 1609, quando, sob o Calvinismo, o Banco de Amsterdã iniciou sua próspera carreira em estimular a capacidade dos afortunados e arruinar os desafortunados. De forma geral, os governos que se desligaram da unidade representada pela Cristandade introduziram, um após o outro, a Usura legalizada, obtendo vantagem sobre as nações conservadoras que se empenhavam em manter o antigo código moral. Às novas ideias morais, ou melhor, imorais assim introduzidas, devemos o rápido desenvolvimento do sistema bancário nas nações “reformadas”, bem como o controle financeiro que adquiriram e mantiveram por três séculos. Por fim, todos se adequaram ao novo sistema, e hoje a Usura atua lado a lado com o lucro legítimo e, confundida com ele, universalizou-se no que já foi a civilização Cristã. É ponto pacífico que todo empréstimo deve produzir juros, sem questionamento quanto ao seu caráter produtivo ou improdutivo. Todo o aspecto financeiro de nossa civilização ainda se baseia nesse falso conceito.
Seria possível escrever um ensaio muito interessante sobre os mais recentes frutos de tal concepção em nossos tempos. Se porventura viesse a ser escrito, um bom título seria “O fim do reinado da Usura”. Afinal, vem-se tornando muito claro que o vício inerente ao sistema responsável, tempos atrás, pela derrocada da estrutura social do Império Romano começa a fazer ruir também nossas transações financeiras internacionais. Contudo, com a seguinte diferença: eles foram arruinados pela Usura particular e nós, pela pública.
***
(…) os juros sobre um empréstimo podem constituir, sob certas circunstâncias de tempo ou extensão, uma exigência de tributação impossível. Podem representar em determinado contexto um tributo moralmente indevido, que não traduz produção extra de riquezas gerada pelo investimento original. Sob certas condições, os valores exigidos não equivalem mais o fruto do investimento original, não correspondendo, portanto, à remuneração de parte dos lucros, mas sim a um pagamento a ser feito, se possível, a partir de quaisquer outros bens que o devedor possa obter. E esse tributo, além de certo ponto, torna-se mesmo impagável, devido à inexistência na sociedade dos meios suficientes para tanto.
Que circunstâncias são essas? Que condições distinguem a exigência de juros moralmente legítima da ilegítima?
A distinção se dá entre a cobrança moral de parte dos frutos de um empréstimo produtivo e a exigência imoral de juros sobre um empréstimo improdutivo ou juros superiores ao incremento anual em riquezas efetivas geradas por um empréstimo produtivo. Tal exigência “esgota” – “consome” – “exaure” as riquezas do devedor, sendo por isso denominada “Usura”. Uma derivação imprecisa em termos filológicos, mas correta sob o ponto de vista moral, conecta o termo latino “usura” à ideia de destruir, “exaurir”, e não à idéia original do termo “usus,” “uso”.
A Usura, portanto, é a cobrança de juros sobre um empréstimo improdutivo ou de juros superiores ao incremento real gerado por um empréstimo produtivo. É a exigência de algo ao qual o credor não tem direito, como se eu dissesse: “Pague-me dez sacas de trigo ao ano pelo aluguel destes campos”, após os campos terem sido tragados pelo mar ou terem passado a produzir anualmente muito menos do que as dez sacas de trigo.
Devo, com relutância, introduzir aqui um significado coloquial do termo “Usura” que confunde o raciocínio. As pessoas falam de “juros usurários” referindo-se a juros muito elevados. A forma como surgiu essa confusão é elementar. Juros muito elevados são geralmente superiores à riqueza real produzida até mesmo por um empréstimo produtivo, e cobrá-los significa, de fato, cobrar mais do que a produção do empréstimo original; mas não há nada na taxa de juros per se que a torne usurária. É possível cobrar juros de cem por cento sobre um empréstimo e estar em pleno exercício de seus direitos morais.
Por exemplo, uma pequena área de mineração que produzia 15 kg de ouro por ano tem a súbita oportunidade de produzir 200 vezes essa quantidade – 3.000 kg – com a obtenção do capital equivalente a apenas 30 kg para desenvolvimento. O credor desse novo capital não tem a obrigação moral de ceder ao devedor, como presente, os lucros imensamente maiores. É legítimo que reivindique sua parte; ele poderia muito bem exigir metade da nova produção, ou seja, 1.500 kg ao ano, 500 por cento sobre o empréstimo, pois esses juros altos corresponderiam apenas à metade da nova riqueza produzida. A demanda desses 500 por cento não representaria cobrança de tributo sobre riqueza inexistente, nem sobre riqueza que não foi criada pelo capital investido.
Portanto, a rigor a Usura nada tem a ver com a quantidade de juros cobrados, mas sim com o fato de haver ou não um incremento produzido pelo capital investido que seja pelo menos igual ao tributo exigido.
Caso seja necessário avalizar uma posição moral tão evidente, esse aval pode ser encontrado em todos os principais sistemas morais sancionados pelas filosofias religiosas e sociais permanentes adotadas pela humanidade. Aristóteles a proíbe, assim como São Tomás de Aquino. O sistema ético maometano a condena [e, na prática, faz uma condenação ininteligível, ao proibir muitos empréstimos que seriam úteis]. Temos, em particular, a brilhante decisão do Quarto Concílio de Latrão [1215].
Tudo certo até este ponto. Vejamos agora o desenvolvimento muito interessante que se deu nos tempos modernos, desde o rompimento de nosso sistema moral e religioso comum europeu, com a Reforma Protestante. Após esse desastre, a Usura passou a ser gradualmente admitida. Tornou-se prática comum sancionada pela legislação, com pagamento imposto pela magistratura civil. Na Inglaterra, foi sob o reinado de Cecil, no ano de 1571, que os juros, embora limitados a dez por cento, tornaram-se legais, independentemente da utilização do empréstimo. O ano de nascimento do que se pode chamar “Usura Indiscriminada” foi 1609, quando, sob o Calvinismo, o Banco de Amsterdã iniciou sua próspera carreira em estimular a capacidade dos afortunados e arruinar os desafortunados. De forma geral, os governos que se desligaram da unidade representada pela Cristandade introduziram, um após o outro, a Usura legalizada, obtendo vantagem sobre as nações conservadoras que se empenhavam em manter o antigo código moral. Às novas ideias morais, ou melhor, imorais assim introduzidas, devemos o rápido desenvolvimento do sistema bancário nas nações “reformadas”, bem como o controle financeiro que adquiriram e mantiveram por três séculos. Por fim, todos se adequaram ao novo sistema, e hoje a Usura atua lado a lado com o lucro legítimo e, confundida com ele, universalizou-se no que já foi a civilização Cristã. É ponto pacífico que todo empréstimo deve produzir juros, sem questionamento quanto ao seu caráter produtivo ou improdutivo. Todo o aspecto financeiro de nossa civilização ainda se baseia nesse falso conceito.
Seria possível escrever um ensaio muito interessante sobre os mais recentes frutos de tal concepção em nossos tempos. Se porventura viesse a ser escrito, um bom título seria “O fim do reinado da Usura”. Afinal, vem-se tornando muito claro que o vício inerente ao sistema responsável, tempos atrás, pela derrocada da estrutura social do Império Romano começa a fazer ruir também nossas transações financeiras internacionais. Contudo, com a seguinte diferença: eles foram arruinados pela Usura particular e nós, pela pública.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
A Monarquia de amanhã

A Monarquia de amanhã será a Monarquia de sempre: católica, tradicional, orgânica, antimoderna e portanto ultramoderna. Proclamemos, pois, em uníssono: Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt! (Nós somos livres, o nosso Rei é livre, as nossas mãos libertaram-nos!)
Uma sugestão de visita

À "Cigarrilha de Chesterton", um espaço colectivo dedicado à difusão do distributismo e do paleoconservadorismo católico, onde eu e o Rafael temos o gosto de colaborar.
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Que Monarquia queremos?

Constato o grande entusiasmo que nos últimos dias tem percorrido parte da blogosfera lusa, a propósito de um manifesto em defesa da restauração da Monarquia promovido por pessoas que individualmente reputo de estimabilíssimas; porém, numa perspectiva metapolítica inspirada pelo Catolicismo tradicional, não compartilho desse entusiasmo.
Em Portugal, a Monarquia ou será cristã e tradicional ou não será. Conforme já referi em momento anterior, trata-se desde o começo de uma questão inquinada o debater se o Chefe de Estado - o Presidente da República… - deve adornar a sua cabeça com um chapéu comum ou com um chapéu mais invulgar conhecido pelo nome de “coroa”. Pelo contrário, a Monarquia só terá razão de ser se, acima da questão da forma de exercício da chefia do Estado, se souber apresentar como verdadeira alternativa ao regime político vigente, constituindo-se em poderoso factor de regeneração nacional e de recuperação da tradição histórica portuguesa, bem como em primacial opositora da revolução cultural anticristã promovida pelo republicanismo no seu sentido mais lato. Só assim a Monarquia fará sentido e só desta maneira será.
Ao invés, para alterar simplesmente a forma de exercício da chefia de Estado, mas manter intocado o republicanismo e a marcha destrutiva da sua revolução cultural anticristã, o melhor mesmo é deixar as coisas tal qual elas estão. Ou alguém será ingénuo o bastante ao ponto de supor que tal revolução é menos virulenta, por exemplo, nas “monarquias” do Reino Unido, Holanda ou Espanha (onde os Presidentes da República usam coroa…) do que nas repúblicas dos Estados Unidos, de França ou Portugal?.. Quero crer que não…
Em Portugal, a Monarquia ou será cristã e tradicional ou não será. Conforme já referi em momento anterior, trata-se desde o começo de uma questão inquinada o debater se o Chefe de Estado - o Presidente da República… - deve adornar a sua cabeça com um chapéu comum ou com um chapéu mais invulgar conhecido pelo nome de “coroa”. Pelo contrário, a Monarquia só terá razão de ser se, acima da questão da forma de exercício da chefia do Estado, se souber apresentar como verdadeira alternativa ao regime político vigente, constituindo-se em poderoso factor de regeneração nacional e de recuperação da tradição histórica portuguesa, bem como em primacial opositora da revolução cultural anticristã promovida pelo republicanismo no seu sentido mais lato. Só assim a Monarquia fará sentido e só desta maneira será.
Ao invés, para alterar simplesmente a forma de exercício da chefia de Estado, mas manter intocado o republicanismo e a marcha destrutiva da sua revolução cultural anticristã, o melhor mesmo é deixar as coisas tal qual elas estão. Ou alguém será ingénuo o bastante ao ponto de supor que tal revolução é menos virulenta, por exemplo, nas “monarquias” do Reino Unido, Holanda ou Espanha (onde os Presidentes da República usam coroa…) do que nas repúblicas dos Estados Unidos, de França ou Portugal?.. Quero crer que não…
sábado, fevereiro 04, 2012
...os progressistas não ficarão contentes

Um grande sermão de Monsenhor Fellay proferido no passado dia 2 de Fevereiro, no Seminário de Winona, Minnesota, Estados Unidos, por ocasião da Festa da Purificação de Nossa Senhora. Merecedor de leitura atenta e integral, na tradução publicada no “Fratres in Unum”.
…o que vai acontecer agora? Bem, já enviámos a nossa resposta a Roma. Eles ainda dizem que estão refletindo sobre ela, o que significa que provavelmente eles estão embaraçados. Ao mesmo tempo, creio que podemos ver agora o que eles realmente querem. Será que eles realmente nos querem na Igreja ou não? Dissemo-lhes muito claramente, se nos aceitarem como somos, sem mudanças, sem nos obrigar a aceitar essas coisas, então estamos prontos.
…o que vai acontecer agora? Bem, já enviámos a nossa resposta a Roma. Eles ainda dizem que estão refletindo sobre ela, o que significa que provavelmente eles estão embaraçados. Ao mesmo tempo, creio que podemos ver agora o que eles realmente querem. Será que eles realmente nos querem na Igreja ou não? Dissemo-lhes muito claramente, se nos aceitarem como somos, sem mudanças, sem nos obrigar a aceitar essas coisas, então estamos prontos.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Libertar o voto católico do cativeiro
Não bastava já que o actual governo português houvesse enveredado pela aplicação de uma política económico-financeira profundamente injusta e imoral, de puro pendor utilitarista, que esmaga os mais pobres e depaupera a classe média, enquanto permite que o grande capital plutocrático e as clientelas político-partidárias continuem a depredar em proveito próprio pessoal privado a coisa pública. Agora, tornou-se público e notório que o principal dos dois partidos políticos que compõem a coligação governamental - o PSD - pouco mais é correntemente do que uma plataforma visível da actuação de um projecto maçónico em Portugal, e que a coligação governamental no seu todo - PSD e CDS/PP - pretende prosseguir e aprofundar a revolução cultural anticristã encetada pelos governos socialistas de José Sócrates, conforme o comprova a atitude assumida por aqueles partidos a propósito da questão das chamadas “barrigas de aluguer” mas não só (ver I, II, III e IV).
Esta deriva anticristã das direcções do PSD e do CDS/PP, contrária ao sentir empírico da maioria da base eleitoral destes partidos (a qual compõe em sentido lato aquilo que se convencionou chamar de “direita sociológica”), só é possível na medida em que aquelas direcções supõem cativo em seu benefício exclusivo o voto desta base eleitoral, voto que em parte nada despicienda é um voto de católicos.
Como se chegou a este estado de coisas?
No que concerne ao voto dos católicos, são duas as razões principais:
1ª) A inércia do eleitorado em questão, que continua, mais por reflexo do que por convicção, a votar nos partidos em que sempre votou, da mesma forma que alguém é adepto clubístico do Benfica ou do Sporting porque sempre o foi e independentemente da prestação desportiva concreta destes clubes em cada momento. Porém, um partido político não é um clube desportivo, sendo assim tal atitude própria de pessoas pouco esclarecidas e desconhecedoras do magistério da Igreja, as quais são legião em Portugal. Efectivamente, um eleitor católico não pode apoiar partidos políticos onde imperam em posições de relevo pessoas como Passos Coelho, Paulo Portas, Carlos Abreu Amorim ou Teresa Caeiro, que de forma mais ou menos declarada são favoráveis ao aborto ou ao emparelhamento de homossexuais, porquanto estas posturas contrariam princípios fundamentais - inegociáveis - da doutrina católica.
2ª) À inércia do eleitorado leigo soma-se a inércia do episcopado, que será a principal responsável pela subsistência deste estado de coisas deplorável.
Na verdade, o episcopado português jamais sublinhou com a veemência necessária, sobretudo durante os períodos eleitorais mais recentes, a questão dos princípios inegociáveis; por seu turno, a “Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao empenhamento e ao comportamento dos católicos na vida política”, da autoria da Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Ratzinger, e aprovada pelo Papa João Paulo II, tem sido sistematicamente desconsiderada em Portugal, como de resto muitos outros documentos provenientes de Roma…
Deste modo, o desconhecimento do magistério por uns e a indiferença ao mesmo por outros criaram nas direcções partidárias do PSD e do CDS/PP a ilusão de que o voto católico é um voto fácil e assegurado, um voto cativo e pouco exigente que não reage aos enxovalhos que lhe são feitos e que pode ser preterido em benefício dos fautores da revolução cultural.
Ora, não se admite que esta situação subsista por mais tempo: o episcopado, restante clero e os leigos conscientes desta factualidade têm o grave dever de recordar publicamente que um católico não pode continuar a apoiar com o seu voto partidos políticos que na sua acção contrariam princípios inegociáveis da doutrina católica, e que tal apoio constitui objectivamente uma falta moral séria e, no limite, um pecado mortal; por sua vez, aos partidos políticos que persistam em enveredar pelos caminhos ínvios em apreço, há que lhes fazer sentir que a insistência nessas posições lhes trará as indesejadas mas implacáveis e inapeláveis sanções eleitorais.
O eleitorado católico é um gigante adormecido que tem de acordar definitivamente e fazer-se respeitar! Já chega de os interesses anticristãos em Portugal, representados por clubes de influência com poucos milhares de membros no máximo, continuarem a fazer com total impunidade a chuva e o bom tempo na vida política nacional, ao mesmo tempo que remetem os católicos - muitíssimos mais dos que aqueles em qualquer caso - para uma cidadania de segunda classe! E para que tal suceda, urge libertar o voto católico do cativeiro em que se encontra!
Esta deriva anticristã das direcções do PSD e do CDS/PP, contrária ao sentir empírico da maioria da base eleitoral destes partidos (a qual compõe em sentido lato aquilo que se convencionou chamar de “direita sociológica”), só é possível na medida em que aquelas direcções supõem cativo em seu benefício exclusivo o voto desta base eleitoral, voto que em parte nada despicienda é um voto de católicos.
Como se chegou a este estado de coisas?
No que concerne ao voto dos católicos, são duas as razões principais:
1ª) A inércia do eleitorado em questão, que continua, mais por reflexo do que por convicção, a votar nos partidos em que sempre votou, da mesma forma que alguém é adepto clubístico do Benfica ou do Sporting porque sempre o foi e independentemente da prestação desportiva concreta destes clubes em cada momento. Porém, um partido político não é um clube desportivo, sendo assim tal atitude própria de pessoas pouco esclarecidas e desconhecedoras do magistério da Igreja, as quais são legião em Portugal. Efectivamente, um eleitor católico não pode apoiar partidos políticos onde imperam em posições de relevo pessoas como Passos Coelho, Paulo Portas, Carlos Abreu Amorim ou Teresa Caeiro, que de forma mais ou menos declarada são favoráveis ao aborto ou ao emparelhamento de homossexuais, porquanto estas posturas contrariam princípios fundamentais - inegociáveis - da doutrina católica.
2ª) À inércia do eleitorado leigo soma-se a inércia do episcopado, que será a principal responsável pela subsistência deste estado de coisas deplorável.
Na verdade, o episcopado português jamais sublinhou com a veemência necessária, sobretudo durante os períodos eleitorais mais recentes, a questão dos princípios inegociáveis; por seu turno, a “Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao empenhamento e ao comportamento dos católicos na vida política”, da autoria da Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Ratzinger, e aprovada pelo Papa João Paulo II, tem sido sistematicamente desconsiderada em Portugal, como de resto muitos outros documentos provenientes de Roma…
Deste modo, o desconhecimento do magistério por uns e a indiferença ao mesmo por outros criaram nas direcções partidárias do PSD e do CDS/PP a ilusão de que o voto católico é um voto fácil e assegurado, um voto cativo e pouco exigente que não reage aos enxovalhos que lhe são feitos e que pode ser preterido em benefício dos fautores da revolução cultural.
Ora, não se admite que esta situação subsista por mais tempo: o episcopado, restante clero e os leigos conscientes desta factualidade têm o grave dever de recordar publicamente que um católico não pode continuar a apoiar com o seu voto partidos políticos que na sua acção contrariam princípios inegociáveis da doutrina católica, e que tal apoio constitui objectivamente uma falta moral séria e, no limite, um pecado mortal; por sua vez, aos partidos políticos que persistam em enveredar pelos caminhos ínvios em apreço, há que lhes fazer sentir que a insistência nessas posições lhes trará as indesejadas mas implacáveis e inapeláveis sanções eleitorais.
O eleitorado católico é um gigante adormecido que tem de acordar definitivamente e fazer-se respeitar! Já chega de os interesses anticristãos em Portugal, representados por clubes de influência com poucos milhares de membros no máximo, continuarem a fazer com total impunidade a chuva e o bom tempo na vida política nacional, ao mesmo tempo que remetem os católicos - muitíssimos mais dos que aqueles em qualquer caso - para uma cidadania de segunda classe! E para que tal suceda, urge libertar o voto católico do cativeiro em que se encontra!
domingo, janeiro 22, 2012
Sobre los enemigos de Fátima ...
Quienes, por cierto, coinciden con los enemigos del Vaticano, de la Santa Madre Iglesia y de Nuestro Señor Jesucristo.
Enemigos de Dios mismo.
Rafael Castela Santos
Enemigos de Dios mismo.
Rafael Castela Santos
terça-feira, janeiro 17, 2012
Mártires: ¿Qué dijeron? ... ¿Qué nos dicen?
Miles glosaba recientemente, en esta recoleta Casa de Sarto, una bitácora, en portugués, Mártires de Espanha. Quiero dar las gracias a Víctor Tomás Henriques por el fenomenal trabajo de difusión que está llevando a cabo del gran martirologio de la Cruzada de 1936, el cual se inició ya antes del 18 de Julio. Toda labor es poca y los textos de VT Henriques destacan por un sentido amor filial y reverencial a quienes nos precedieron, y nos dieron un testimonio inapelable, de Fe. Víctor Henriques es también agudo al señalar cómo en España vuelven a darse las condiciones de persecución hoy día, que a veces él refleja bien en el ánimo (y obras) de los enemigos de Cristo y de Su Iglesia. Así que, como Miles, yo también me uno a esta difusión de este excelente recurso para pensar, rezar y reflexionar y le doy las gracias más sentidas a Víctor Tomás Henriques, a quien no tengo el gusto de conocer personalmente.
Dicho esto quiero reproducir y compartir con Vds una recensión de Carmelo López-Arias recientemente publicada en un importante digital español sobre un libro escrito por Santiago Cantera Montenegro, OSB, de la Abadía Benedictina del Valle de los Caídos (Así iban a la muerte. Testimonios jóvenes de la guerra de España [1936-1939], Editorial Voz de Papel, 2011).
“Lo más sorprendente de la recopilación de Santiago Cantera es la unidad de mensaje de aquellas víctimas a pesar de la diversidad de circunstancias personales, geográficas y temporales.
En las primeras semanas de la guerra civil, en la retaguardia controlada por el Frente Popular se produjeron miles de asesinatos. Muchas de esas víctimas tuvieron ocasión de escribir a sus familiares, antes del fusilamiento, cartas que llegaron a su destino a lo mejor años después, finalizada la contienda, gracias a compañeros de celda con mejor suerte.
Sacrificio y perdón
No se trata, subraya en el prólogo Tomás García Madrid, de ‘remover odios pasados’, sino de fijarse ‘en el sublime testimonio que nos dejaron las víctimas, honrar su memoria y seguir incondicionalmente su heroico ejemplo. Y ello porque ese odio atávico contra Dios y contra la fe se convirtió en ocasión para las víctimas de expresar el amor más grande, un amor que muere perdonando a sus verdugos, un amor que muere cantando lo más bonito del corazón humano.’
Es lo que experimenta el lector al acercarse a estos textos limpios, sinceros, directos, cincelados como epitafios sobre el papel por personas entre la adolescencia y la última juventud. Saben que van a morir y dedican unos minutos de su ya escaso tiempo a consolar -y, en su caso, aconsejar- a sus seres más queridos. Son Sacerdotes y Religiosos mártires que se dirigen a padres, hermanos o familiares. Son militares o civiles casados que dejan unas letras para la esposa o los hijos, o solteros que dicen un último ‘te quiero’ a su novia y mandan un abrazo postrero a sus progenitores.
Las lágrimas de un Papa
Hoy no pueden leerse sin lágrimas en los ojos ante el drama que nos permiten imaginar, y sin embargo muchos de los protagonistas proclaman su alegría. Firmes en la fe e inspirados por una confianza serena en la misericordia de Dios, saben que les espera el cielo, y si acaso su preocupación es animar a los suyos a perseverar en la virtud el resto de su vida para reencontrarse todos allí.
Como la carta que dirigió a su novia Francisco Castelló Aleu, por ejemplo, asesinado en Lérida a los 22 años. Hizo llorar al Papa Pío XII cuando la leyó. ‘Me está sucediendo algo extraño’, le explica a Mariona, ‘no puedo sentir pena alguna por mi suerte. Una alegría interna, intensa, fuerte, me invade por completo. Querría hacerte una carta triste de despedida, pero no puedo. Estoy todo envuelto de ideas alegres como un presentimiento de gloria.’
O el Capitán Juan Ramos, que le escribe a sus hijos: ‘Hoy os dejo, cuando todavía sois niños, cuando no os dais cuenta de que perdéis al padre, al consejero, al educador; pero mamá, que es tan buena, hará mis veces, y yo pediré desde el Cielo por ella y por vosotros. Estudiad mucho, haceos hombres, siendo el único camino el de la perseverancia y del trabajo, no olvidad nunca, como cosa primordial, la fe en Dios, que salva las almas, fin para el que venimos a la tierra.’
Impactante unidad de mensaje
Lo más llamativo de esta selección es que aquellos hombres, seglares unos y religiosos otros, militares éstos y civiles aquéllos, de dieciséis años alguno y alguno de treinta, en distintos lugares de España, sin conocerse de nada, repiten unas mismas pautas en sus cartas: no os preocupéis, muero en gracia de Dios; nos vemos en el cielo; gracias por la fe que me habéis transmitido; perdonad a quienes me asesinan; muero tranquilo y en paz.
Y todo esto, en los primeros compases de la guerra, cuando ni siquiera existía la certeza de si su sacrificio sería por una victoria o por una derrota. Para ellos estaba cumplida con él su misión en la vida. El resto era secundario.
Fueron gentes de una pieza, y la cercanía de la muerte sacó de ellos lo mejor. Su ejemplo hizo bien entonces incluso a sus asesinos, y gracias al libro de Fray Santiago Cantera nos lo puede hacer a nosotros también hoy. Porque leerlos nos invita a imitar su temple y su fervor, su mejor legado.”
Lo que los mártires nos dijeron con sus palabras y sus actos nos debe apelar en el fondo de nuestros corazones. Quizás porque estos sean tiempos donde, más que nunca si cabe, todos los cristianos debemos contemplar el martirio como un hecho altamente probable en nuestras vidas.
Rafael Castela Santos
Dicho esto quiero reproducir y compartir con Vds una recensión de Carmelo López-Arias recientemente publicada en un importante digital español sobre un libro escrito por Santiago Cantera Montenegro, OSB, de la Abadía Benedictina del Valle de los Caídos (Así iban a la muerte. Testimonios jóvenes de la guerra de España [1936-1939], Editorial Voz de Papel, 2011).
“Lo más sorprendente de la recopilación de Santiago Cantera es la unidad de mensaje de aquellas víctimas a pesar de la diversidad de circunstancias personales, geográficas y temporales.
En las primeras semanas de la guerra civil, en la retaguardia controlada por el Frente Popular se produjeron miles de asesinatos. Muchas de esas víctimas tuvieron ocasión de escribir a sus familiares, antes del fusilamiento, cartas que llegaron a su destino a lo mejor años después, finalizada la contienda, gracias a compañeros de celda con mejor suerte.
Sacrificio y perdón
No se trata, subraya en el prólogo Tomás García Madrid, de ‘remover odios pasados’, sino de fijarse ‘en el sublime testimonio que nos dejaron las víctimas, honrar su memoria y seguir incondicionalmente su heroico ejemplo. Y ello porque ese odio atávico contra Dios y contra la fe se convirtió en ocasión para las víctimas de expresar el amor más grande, un amor que muere perdonando a sus verdugos, un amor que muere cantando lo más bonito del corazón humano.’
Es lo que experimenta el lector al acercarse a estos textos limpios, sinceros, directos, cincelados como epitafios sobre el papel por personas entre la adolescencia y la última juventud. Saben que van a morir y dedican unos minutos de su ya escaso tiempo a consolar -y, en su caso, aconsejar- a sus seres más queridos. Son Sacerdotes y Religiosos mártires que se dirigen a padres, hermanos o familiares. Son militares o civiles casados que dejan unas letras para la esposa o los hijos, o solteros que dicen un último ‘te quiero’ a su novia y mandan un abrazo postrero a sus progenitores.
Las lágrimas de un Papa
Hoy no pueden leerse sin lágrimas en los ojos ante el drama que nos permiten imaginar, y sin embargo muchos de los protagonistas proclaman su alegría. Firmes en la fe e inspirados por una confianza serena en la misericordia de Dios, saben que les espera el cielo, y si acaso su preocupación es animar a los suyos a perseverar en la virtud el resto de su vida para reencontrarse todos allí.
Como la carta que dirigió a su novia Francisco Castelló Aleu, por ejemplo, asesinado en Lérida a los 22 años. Hizo llorar al Papa Pío XII cuando la leyó. ‘Me está sucediendo algo extraño’, le explica a Mariona, ‘no puedo sentir pena alguna por mi suerte. Una alegría interna, intensa, fuerte, me invade por completo. Querría hacerte una carta triste de despedida, pero no puedo. Estoy todo envuelto de ideas alegres como un presentimiento de gloria.’
O el Capitán Juan Ramos, que le escribe a sus hijos: ‘Hoy os dejo, cuando todavía sois niños, cuando no os dais cuenta de que perdéis al padre, al consejero, al educador; pero mamá, que es tan buena, hará mis veces, y yo pediré desde el Cielo por ella y por vosotros. Estudiad mucho, haceos hombres, siendo el único camino el de la perseverancia y del trabajo, no olvidad nunca, como cosa primordial, la fe en Dios, que salva las almas, fin para el que venimos a la tierra.’
Impactante unidad de mensaje
Lo más llamativo de esta selección es que aquellos hombres, seglares unos y religiosos otros, militares éstos y civiles aquéllos, de dieciséis años alguno y alguno de treinta, en distintos lugares de España, sin conocerse de nada, repiten unas mismas pautas en sus cartas: no os preocupéis, muero en gracia de Dios; nos vemos en el cielo; gracias por la fe que me habéis transmitido; perdonad a quienes me asesinan; muero tranquilo y en paz.
Y todo esto, en los primeros compases de la guerra, cuando ni siquiera existía la certeza de si su sacrificio sería por una victoria o por una derrota. Para ellos estaba cumplida con él su misión en la vida. El resto era secundario.
Fueron gentes de una pieza, y la cercanía de la muerte sacó de ellos lo mejor. Su ejemplo hizo bien entonces incluso a sus asesinos, y gracias al libro de Fray Santiago Cantera nos lo puede hacer a nosotros también hoy. Porque leerlos nos invita a imitar su temple y su fervor, su mejor legado.”
Lo que los mártires nos dijeron con sus palabras y sus actos nos debe apelar en el fondo de nuestros corazones. Quizás porque estos sean tiempos donde, más que nunca si cabe, todos los cristianos debemos contemplar el martirio como un hecho altamente probable en nuestras vidas.
Rafael Castela Santos
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Em Espanha como em Portugal, a mesma cega-rega com os feriados
Abaixo deixo mais um artigo brilhante da autoria de Juan Manuel de Prada, intitulado “Trasladando fiestas”, originalmente publicado no diário madrileno “ABC”. Tem inteira aplicação à situação portuguesa, para o efeito bastando substituir o nome de Zapatero pelo de Sócrates e o de Rajoy pelo de Passos Coelho. É caso para dizer: lá como cá ou Espanha tão perto e tão parecida…
***
Si Zapatero hubiese tenido la ocurrencia de trasladar las fiestas a los lunes, y de cargarse de paso festividades de gran arraigo como la Asunción de la Virgen o el día de Todos los Santos, habríamos escuchado enseguida -con voz tonante y airada- que su propósito no era otro sino descristianizar la sociedad. Pero quien ha tenido la ocurrencia ha sido Rajoy; y, misteriosamente, nadie le ha atribuido semejante propósito. De donde se deduce -risum teneatis- que si las festividades religiosas se las carga un gobierno de izquierdas, hemos de presumir que su propósito es descristianizar la sociedad; en cambio, si quien se las carga es un gobierno de derechas, hemos de presumir que su propósito es «racionalizar el calendario laboral y reactivar la economía». Que la economía vaya a reactivarse por quitar cuatro días de fiesta, o por correrlos al lunes, es una sandez que sólo se le habría ocurrido a aquellos arbitristas demenciales de los que se cachondeaba Quevedo; pero vivimos en una época tan confusa que las sandeces más grotescas pueden pasar fácilmente por ideas geniales.
El mundo liberal siempre tuvo la obsesión de cepillarse el calendario cristiano. Primero lo intentó con el desquiciado calendario napoleónico; y, fracasado aquel empeño arbitrista, se dedicó, al tiempo que la Iglesia reducía sus fiestas de precepto, a multiplicar las suyas, hasta tupir el calendario con una caterva de fiestas civiles, a cada cual más relamida y rimbombante. Las fiestas verdaderas, que sólo pueden ser religiosas, no tienen más sentido que santificar la vida: se basan en la necesidad que el hombre tiene de encontrarse a sí mismo bajo la luz de una fe comunitaria; y se cumplen en la recepción de un don espiritual. Las fiestas civiles, que son falsificaciones paródicas de las religiosas, nunca cumplieron ninguna de estas dos funciones; pero su proliferación insensata logró enturbiar el sentido originario de las fiestas religiosas, hasta equipararlo con el de las fiestas civiles, como mera ocasión para el ocio consumista. Una vez lograda esta equiparación turbia, se prueba ahora a cambiar de fecha las fiestas religiosas, o a borrarlas del calendario, en la confianza de que su traslado o supresión no ocasionará mayores resistencias que el traslado o supresión de las insustanciales fiestas civiles. Y como quien anuncia esta barrabasada no es Zapatero, sino Rajoy, ni los católicos rechistamos, en lo que se demuestra que la ofuscación ideológica ha logrado desecar el meollo de nuestra fe, convirtiéndola en una sucesión de automatismos vacuos; en esto consiste el fariseísmo.
Existe un axioma biológico infalible: a medida que disminuye lo vivo, aumenta lo automático. Cuando las fiestas religiosas se convierten en un automatismo vacuo importa poco, en efecto, que se cambien de día. Si fuesen fiestas vivas, su traslado por decreto nos resultaría tan desquiciado y abusivo como una orden ministerial que nos exigiese celebrar nuestro cumpleaños en domingo, o parir durante el mes de vacaciones; pues ese traslado obedece a la misma visión mecanicista -automática- del hombre, reducido a un gurruño de carne sin necesidades espirituales, para quien las fiestas se han convertido en meras ocasiones para el ocio consumista. ¡A trabajar y a consumir, españolitos sin fe, que hay que «reactivar» la economía!
«Al que no tiene, aun lo que tiene se le quitará», leemos en el Evangelio. Así se recompensa la fe de los tibios. Después de todo, la ocurrencia de Rajoy de quitarnos o trasladarnos las fiestas religiosas puede que sea un instrumento del designio divino.
***
Si Zapatero hubiese tenido la ocurrencia de trasladar las fiestas a los lunes, y de cargarse de paso festividades de gran arraigo como la Asunción de la Virgen o el día de Todos los Santos, habríamos escuchado enseguida -con voz tonante y airada- que su propósito no era otro sino descristianizar la sociedad. Pero quien ha tenido la ocurrencia ha sido Rajoy; y, misteriosamente, nadie le ha atribuido semejante propósito. De donde se deduce -risum teneatis- que si las festividades religiosas se las carga un gobierno de izquierdas, hemos de presumir que su propósito es descristianizar la sociedad; en cambio, si quien se las carga es un gobierno de derechas, hemos de presumir que su propósito es «racionalizar el calendario laboral y reactivar la economía». Que la economía vaya a reactivarse por quitar cuatro días de fiesta, o por correrlos al lunes, es una sandez que sólo se le habría ocurrido a aquellos arbitristas demenciales de los que se cachondeaba Quevedo; pero vivimos en una época tan confusa que las sandeces más grotescas pueden pasar fácilmente por ideas geniales.
El mundo liberal siempre tuvo la obsesión de cepillarse el calendario cristiano. Primero lo intentó con el desquiciado calendario napoleónico; y, fracasado aquel empeño arbitrista, se dedicó, al tiempo que la Iglesia reducía sus fiestas de precepto, a multiplicar las suyas, hasta tupir el calendario con una caterva de fiestas civiles, a cada cual más relamida y rimbombante. Las fiestas verdaderas, que sólo pueden ser religiosas, no tienen más sentido que santificar la vida: se basan en la necesidad que el hombre tiene de encontrarse a sí mismo bajo la luz de una fe comunitaria; y se cumplen en la recepción de un don espiritual. Las fiestas civiles, que son falsificaciones paródicas de las religiosas, nunca cumplieron ninguna de estas dos funciones; pero su proliferación insensata logró enturbiar el sentido originario de las fiestas religiosas, hasta equipararlo con el de las fiestas civiles, como mera ocasión para el ocio consumista. Una vez lograda esta equiparación turbia, se prueba ahora a cambiar de fecha las fiestas religiosas, o a borrarlas del calendario, en la confianza de que su traslado o supresión no ocasionará mayores resistencias que el traslado o supresión de las insustanciales fiestas civiles. Y como quien anuncia esta barrabasada no es Zapatero, sino Rajoy, ni los católicos rechistamos, en lo que se demuestra que la ofuscación ideológica ha logrado desecar el meollo de nuestra fe, convirtiéndola en una sucesión de automatismos vacuos; en esto consiste el fariseísmo.
Existe un axioma biológico infalible: a medida que disminuye lo vivo, aumenta lo automático. Cuando las fiestas religiosas se convierten en un automatismo vacuo importa poco, en efecto, que se cambien de día. Si fuesen fiestas vivas, su traslado por decreto nos resultaría tan desquiciado y abusivo como una orden ministerial que nos exigiese celebrar nuestro cumpleaños en domingo, o parir durante el mes de vacaciones; pues ese traslado obedece a la misma visión mecanicista -automática- del hombre, reducido a un gurruño de carne sin necesidades espirituales, para quien las fiestas se han convertido en meras ocasiones para el ocio consumista. ¡A trabajar y a consumir, españolitos sin fe, que hay que «reactivar» la economía!
«Al que no tiene, aun lo que tiene se le quitará», leemos en el Evangelio. Así se recompensa la fe de los tibios. Después de todo, la ocurrencia de Rajoy de quitarnos o trasladarnos las fiestas religiosas puede que sea un instrumento del designio divino.
Momento de sorte e felicidade
Encontrar à venda numa das bancas da feira de velharias da minha cidade, que se realiza todos os segundos Sábados de cada mês e à qual concorrem diversos alfarrabistas, um exemplar do esgotadíssimo livro “A Tempo e Contratempo”, da autoria do genial Gustavo Corção, que pude adquirir pelo singelo preço de um euro.
Mártires de Espanha em português
Apresentou-me o seu autor o blogue “Mártires de Espanha”, que eu agora difundo com todo o gosto neste espaço: nunca é demais recordar a santa memória de todos os que caíram, por causa da sua fé católica, numa das maiores perseguições religiosas que a Igreja alguma vez sofreu.
sexta-feira, janeiro 13, 2012
El cirujano
Me llegó hoy vía internet, sin fuente o autoría. Es un pequeño cuento, pero que te hace pensar dos veces ante las muertes prematuras, humanamente hablando.
- Mañana por la mañana abriré tu corazón, le explicaba el cirujano a un niño-.
Y el niño interrumpió:
- ¿Usted encontrará a Jesús allí?
El cirujano se quedó mirándole y luego continuó:
- Cortaré una pared de tu corazón para ver el daño completo.
- Pero cuando abra mi corazón, ¿encontrará a Jesús ahí?, volvió a interrumpir el niño.
El cirujano se volvió hacia los padres, quienes estaban sentados tranquilamente:
- Cuando haya visto todo el daño allí, planearemos lo que sigue, ya con tu corazón abierto.
- Pero, ¿usted encontrará a Jesús en mi corazón? La Biblia bien claro dice que Él vive allí. Las alabanzas todas dicen que Él vive allí ... ¡Entonces usted lo encontrará en mi corazón!
El cirujano pensó que era suficiente y le explicó:
- Te diré que encontraré en tu corazón ... Encontraré músculo dañado, baja respuesta de glóbulos rojos, y debilidad en las paredes y vasos. Y aparte me daré cuenta si te podemos ayudar o no.
- ¿Pero encontrará a Jesús allí también? Es su hogar, Él vive allí, siempre está conmigo.
El cirujano no toleró más los insistentes comentarios y se fue. Enseguida se sentó en su oficina y procedió a grabar sus estudios previos a la cirugía: aorta dañada, vena pulmonar deteriorada, degeneración muscular cardiaca masiva. Sin posibilidades de trasplante, difícilmente curable. Terapia: analgésicos y reposo absoluto. Pronóstico: tomó una pausa y en tono triste dijo: muerte dentro del primer año. Entonces detuvo la grabadora.
Pero, tengo algo más que decir ... pensó mientras se recomía en sus reflexiones de por qué todo aquello.
- ¿Por qué?, preguntó en voz alta ... ¿Por qué hiciste esto a él? ¡Tú lo pusiste aquí, Tú lo pusiste en medio de este dolor y lo has sentenciado a una muerte temprana! ... ¿Por qué?
De pronto, Dios, Nuestro Señor, le contestó:
- El niño, mi oveja, ya no pertenecerá a tu rebaño porque él es parte del mío y conmigo estará toda la Eternidad. Aquí, en el Cielo, en mi rebaño sagrado, ya no tendrá ningún dolor y será confortado de una manera inimaginable para ti o para cualquiera. Sus padres un día se unirán con él, conocerán la paz y la armonía juntos, en mi Reino y mi rebaño sagrado continuará creciendo.
El cirujano empezó a llorar terriblemente, pero sintió aún más rencor, no entendía las razones. Y replicó:
- Tú creaste a este muchacho, y también su corazón ... ¿Para qué? ¿Para que muera dentro de unos meses?
El Señor le respondió:
- Porque es tiempo de que regrese a su rebaño, su tarea en la tierra ya la cumplió. Hace unos años envié una oveja mía con dones de doctor para que ayudara a sus hermanos, pero con tanta ciencia se olvidó de su Creador. Así que envié a mi otra oveja, el niño enfermo, no para perderlo sino para que regresara a mí aquella oveja perdida hace tanto tiempo.
El cirujano lloró y lloró inconsolablemente. Días después, tras la cirugía, el doctor se sentó a un lado de la cama del niño; mientras que sus padres lo hicieron frente al médico.
El niño despertó y murmurando rápidamente preguntó:
- ¿Abrió mi corazón?
- Sí, dijo el cirujano
- ¿Qué encontró?, preguntó el niño
- Tenías razón, encontré allí a Jesús. Dios tiene muchas maneras y formas diferentes para que tú regreses a su lado.
(Dedicado a todos mis colegas médicos, que a veces no percibimos lo mucho que Dios nos habla -y nos enseña- a través de todos nuestros pacientes)
Rafael Castela Santos
- Mañana por la mañana abriré tu corazón, le explicaba el cirujano a un niño-.
Y el niño interrumpió:
- ¿Usted encontrará a Jesús allí?
El cirujano se quedó mirándole y luego continuó:
- Cortaré una pared de tu corazón para ver el daño completo.
- Pero cuando abra mi corazón, ¿encontrará a Jesús ahí?, volvió a interrumpir el niño.
El cirujano se volvió hacia los padres, quienes estaban sentados tranquilamente:
- Cuando haya visto todo el daño allí, planearemos lo que sigue, ya con tu corazón abierto.
- Pero, ¿usted encontrará a Jesús en mi corazón? La Biblia bien claro dice que Él vive allí. Las alabanzas todas dicen que Él vive allí ... ¡Entonces usted lo encontrará en mi corazón!
El cirujano pensó que era suficiente y le explicó:
- Te diré que encontraré en tu corazón ... Encontraré músculo dañado, baja respuesta de glóbulos rojos, y debilidad en las paredes y vasos. Y aparte me daré cuenta si te podemos ayudar o no.
- ¿Pero encontrará a Jesús allí también? Es su hogar, Él vive allí, siempre está conmigo.
El cirujano no toleró más los insistentes comentarios y se fue. Enseguida se sentó en su oficina y procedió a grabar sus estudios previos a la cirugía: aorta dañada, vena pulmonar deteriorada, degeneración muscular cardiaca masiva. Sin posibilidades de trasplante, difícilmente curable. Terapia: analgésicos y reposo absoluto. Pronóstico: tomó una pausa y en tono triste dijo: muerte dentro del primer año. Entonces detuvo la grabadora.
Pero, tengo algo más que decir ... pensó mientras se recomía en sus reflexiones de por qué todo aquello.
- ¿Por qué?, preguntó en voz alta ... ¿Por qué hiciste esto a él? ¡Tú lo pusiste aquí, Tú lo pusiste en medio de este dolor y lo has sentenciado a una muerte temprana! ... ¿Por qué?
De pronto, Dios, Nuestro Señor, le contestó:
- El niño, mi oveja, ya no pertenecerá a tu rebaño porque él es parte del mío y conmigo estará toda la Eternidad. Aquí, en el Cielo, en mi rebaño sagrado, ya no tendrá ningún dolor y será confortado de una manera inimaginable para ti o para cualquiera. Sus padres un día se unirán con él, conocerán la paz y la armonía juntos, en mi Reino y mi rebaño sagrado continuará creciendo.
El cirujano empezó a llorar terriblemente, pero sintió aún más rencor, no entendía las razones. Y replicó:
- Tú creaste a este muchacho, y también su corazón ... ¿Para qué? ¿Para que muera dentro de unos meses?
El Señor le respondió:
- Porque es tiempo de que regrese a su rebaño, su tarea en la tierra ya la cumplió. Hace unos años envié una oveja mía con dones de doctor para que ayudara a sus hermanos, pero con tanta ciencia se olvidó de su Creador. Así que envié a mi otra oveja, el niño enfermo, no para perderlo sino para que regresara a mí aquella oveja perdida hace tanto tiempo.
El cirujano lloró y lloró inconsolablemente. Días después, tras la cirugía, el doctor se sentó a un lado de la cama del niño; mientras que sus padres lo hicieron frente al médico.
El niño despertó y murmurando rápidamente preguntó:
- ¿Abrió mi corazón?
- Sí, dijo el cirujano
- ¿Qué encontró?, preguntó el niño
- Tenías razón, encontré allí a Jesús. Dios tiene muchas maneras y formas diferentes para que tú regreses a su lado.
(Dedicado a todos mis colegas médicos, que a veces no percibimos lo mucho que Dios nos habla -y nos enseña- a través de todos nuestros pacientes)
Rafael Castela Santos
terça-feira, janeiro 10, 2012
El Colegio Irlandés de Salamanca
El Colegio de los nobles irlandeses, también llamado del Arzobispo Fonseca, de Salamanca, fue una de esas instituciones de cooperación con un país católico perseguido, en este caso Irlanda, a manos de protestantes y anglicanos (¿no será esto ‘de anglicanos’ una redundancia en el 98% de los casos o más?). Durante la ocupación inglesa de Eire los católicos fueron perseguidos con saña, impidiéndoseles el acceso a los puestos públicos, a la educación o a cualquier trabajo con cierto significado. Más aún, se suprimieron los Seminarios. España organizó una red de Colegios donde los irlandeses que querían ser Sacerdotes podían cursar los estudios de Filosofía y Teología correspondientes y llegar a ordenarse en España. Luego retornaban a Eire, donde muchos de ellos murieron mártires, a menudo de manera cruentísima.
Tengamos en cuenta que hubo décadas y décadas donde si a uno le pillaban asistiendo a Misa, era inmediatamente ejecutado. Esta secular persecución afectó a todas las facetas, pero también a la lengua irlandesa. De igual manera que en las Highlands escocesas la Fe católica se refugió en el gaélico escocés, así había ocurrido secularmente con la Iglesia, que respetaba las lenguas autóctonas. De todos es sabido que todos los enemigos de la Fe suelen han solido tener particular inquina contra lenguas minoritarias y locales. El genocidio acometido en las tierras altas de Escocia por los pérfidos ingleses se acompañó no sólo con deportaciones en masas a Nova Scotia, en Canadá, sino a la práctica erradicación del gaélico. Otro tanto había acontecido con el irlandés. También los revolucionarios franceses tuvieron a bien exterminar todas las lenguas regionales de Francia. O el V Imperio, el de Satanás, también conocido por Estados Unidos, que machacó el español que existía en las Filipinas con el intento de demoler la Fe que en él solía expresarse. El denominador común es, siempre, el odium fidei.
Me encontré con el memorial de O’Donell a Felipe III de manera serendipitosa, que mucho les recomiendo que lean. Se habla de estas cosas. Merece la pena tenerlas en cuenta. Pivota, precisamente, sobre el Colegio Irlandés de Salamanca, a cuya sombra tengo algunas de las mejores memorias de mi adolescencia y juventud.
Si en Europa hubiese monarquías verdaderamente católicas, ayudaríamos a salvar a los católicos orientales (en países musulmanes), pero también a los de otras latitudes, como Nigeria. Tampoco olvidemos las persecuciones a católicos a manos comunistas (China, Corea del Norte, Cuba, etc.). Las persecuciones a cristianos no hacen sino multiplicarse por todo el orbe.
Lamentablemente en Europa ya no hay ni países católicos ni –mucho menos- monarquías católicas. Hemos quedado en eso: en sal que no sala.
Presta a arrojarse al fuego.
Rafael Castela Santos
Tengamos en cuenta que hubo décadas y décadas donde si a uno le pillaban asistiendo a Misa, era inmediatamente ejecutado. Esta secular persecución afectó a todas las facetas, pero también a la lengua irlandesa. De igual manera que en las Highlands escocesas la Fe católica se refugió en el gaélico escocés, así había ocurrido secularmente con la Iglesia, que respetaba las lenguas autóctonas. De todos es sabido que todos los enemigos de la Fe suelen han solido tener particular inquina contra lenguas minoritarias y locales. El genocidio acometido en las tierras altas de Escocia por los pérfidos ingleses se acompañó no sólo con deportaciones en masas a Nova Scotia, en Canadá, sino a la práctica erradicación del gaélico. Otro tanto había acontecido con el irlandés. También los revolucionarios franceses tuvieron a bien exterminar todas las lenguas regionales de Francia. O el V Imperio, el de Satanás, también conocido por Estados Unidos, que machacó el español que existía en las Filipinas con el intento de demoler la Fe que en él solía expresarse. El denominador común es, siempre, el odium fidei.
Me encontré con el memorial de O’Donell a Felipe III de manera serendipitosa, que mucho les recomiendo que lean. Se habla de estas cosas. Merece la pena tenerlas en cuenta. Pivota, precisamente, sobre el Colegio Irlandés de Salamanca, a cuya sombra tengo algunas de las mejores memorias de mi adolescencia y juventud.
Si en Europa hubiese monarquías verdaderamente católicas, ayudaríamos a salvar a los católicos orientales (en países musulmanes), pero también a los de otras latitudes, como Nigeria. Tampoco olvidemos las persecuciones a católicos a manos comunistas (China, Corea del Norte, Cuba, etc.). Las persecuciones a cristianos no hacen sino multiplicarse por todo el orbe.
Lamentablemente en Europa ya no hay ni países católicos ni –mucho menos- monarquías católicas. Hemos quedado en eso: en sal que no sala.
Presta a arrojarse al fuego.
Rafael Castela Santos
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Un regalo de Reyes, Santo Padre ... ¡por favor!
Humildemente se lo ruego, Santo Padre, por favor: ¡Consagre Rusia al Inmaculado Corazón ya!
En este momento no habría más grande regalo para la Cristiandad y para el mundo.
Las razones para hacerlo son tremendas.
Rafael Castela Santos
En este momento no habría más grande regalo para la Cristiandad y para el mundo.
Las razones para hacerlo son tremendas.
Rafael Castela Santos
domingo, janeiro 01, 2012
Palavras bonitas, mas vãs
Desconhecesse eu os sucessivos pronunciamentos públicos de D. José Policarpo (ver, por exemplo, I, II e III) e até elogiaria a homília que este proferiu no dia de Natal. Todavia, aqui não será esse o caso.
Na verdade, de que vale lamentar a rejeição de Cristo pela humanidade, quando por palavras, actos e omissões se contribui fortemente para que tal rejeição suceda? De que serve deplorar o desconhecimento da pessoa de Cristo por parte dos homens, quando se recusa a instauração de tudo no mesmo Cristo e se aceita a sociedade secularizada ou o indiferentismo religioso? De que adianta lamentar a descristianização do mundo hodierno, quando se obsta determinantemente à prévia e necessária recuperação da identidade católica através da imprescindível redescoberta da Missa tradicional de rito latino-gregoriano?
Respondo: de pouco; de nada…
Na verdade, de que vale lamentar a rejeição de Cristo pela humanidade, quando por palavras, actos e omissões se contribui fortemente para que tal rejeição suceda? De que serve deplorar o desconhecimento da pessoa de Cristo por parte dos homens, quando se recusa a instauração de tudo no mesmo Cristo e se aceita a sociedade secularizada ou o indiferentismo religioso? De que adianta lamentar a descristianização do mundo hodierno, quando se obsta determinantemente à prévia e necessária recuperação da identidade católica através da imprescindível redescoberta da Missa tradicional de rito latino-gregoriano?
Respondo: de pouco; de nada…
quinta-feira, dezembro 29, 2011
quarta-feira, dezembro 28, 2011
Por ocasião da Festa dos Santos Inocentes

Três textos para ler e reler por ocasião da passagem da Festa dos Santos Inocentes:
- Os não- existentes;
- Les bons esprits se rencontrent;
- Passos Coelho é a favor de um “Estado mínimo”, mas apoia o aborto pago pelo Estado.
Do primeiro deles, não resisto a respigar o trecho abaixo transcrito:
A multidão dos “invisíveis”, dos não-pessoa, dos que positivamente não existem, mas que são degolados, estraçalhados, aniquilados e depois arrojados ao lixo ou aproveitados para sabores de bebidas, para cosméticos, e outras infâmias nefandas não constituem uma emergência para os nossos Bispos. Ignoram sistemática e olimpicamente, com um desprezo que raia a impiedade, o Magistério de João Paulo II e de Bento XVI com as suas insistentes referências a esta tragédia e às implicações sociais da mesma. Chegam ao desplante de citar a Caritas in Veritate, Encíclica que torna bem claro, na continuidade da Evangelium vitae, que é impossível uma Doutrina Social da Igreja à margem da sexualidade e da vida nascente.
A isto acrescento tão-só: por que é que esta atitude do nosso episcopado não me causa qualquer espanto?...
- Os não- existentes;
- Les bons esprits se rencontrent;
- Passos Coelho é a favor de um “Estado mínimo”, mas apoia o aborto pago pelo Estado.
Do primeiro deles, não resisto a respigar o trecho abaixo transcrito:
A multidão dos “invisíveis”, dos não-pessoa, dos que positivamente não existem, mas que são degolados, estraçalhados, aniquilados e depois arrojados ao lixo ou aproveitados para sabores de bebidas, para cosméticos, e outras infâmias nefandas não constituem uma emergência para os nossos Bispos. Ignoram sistemática e olimpicamente, com um desprezo que raia a impiedade, o Magistério de João Paulo II e de Bento XVI com as suas insistentes referências a esta tragédia e às implicações sociais da mesma. Chegam ao desplante de citar a Caritas in Veritate, Encíclica que torna bem claro, na continuidade da Evangelium vitae, que é impossível uma Doutrina Social da Igreja à margem da sexualidade e da vida nascente.
A isto acrescento tão-só: por que é que esta atitude do nosso episcopado não me causa qualquer espanto?...
segunda-feira, dezembro 26, 2011
Excerpts from letter to a prisoner 02
[...] Let me ramble a wee bit today about Penitence.
There is still this stupid myth Penitence is about whipping your back or extreme fasting. Modern men in Western societies have grown in too comfortable settings. Comfort permeates everything. The mere idea of doing corporal penitence is met with utter repugnance by today’s man. In fact, there is a need (within limits) to practice some form of penitence.
However the key issue is not this. We tend to forget, or at least overlook, the mechanics of sin. We often go to Confession with some remorse, with some bad feeling, having known we have violated the rules, the Commandments given to us by God Himself. In fact, that suffering is good in itself. Modern man decries suffering but it took no less than a God to descend into us and to teach us from the Cross a lesson about suffering. Given the enormity of the suffering of a crucifixion, it is reasonable to ponder that suffering must be a very important thing when no less than a God accepted this as the ultimate lesson He gave us. Again, the internal suffering we have after having sinned is a very good thing in itself and is normally the first step towards repentance.
Yet the crime is not the same if I killed a nasty hooligan during a fight or premeditatedly killed the Queen. While both would be very grievous crimes, the latter would be even worse on account of the importance, dignity and royalty of the Queen. Now, do we bring to our minds often enough that every sin we commit is against God Himself? Talking about Importance, Dignity and Royalty … wow! The distance between the Creator and the creature is infinite. And the Creator is, in Himself, Infinite. As the severity of crime depends upon the victim, and not the perpetrator, therefore every mortal sin we commit is an infinite offence we inflict upon the most delightful of Beings: the Holy Trinity. I will go back to this Trinitarian approach afterwards, but please allow me to carry on for the time being.
Now every offence, every transgression deserves a punishment. Somehow we must expiate our crimes, our sins. Otherwise the Divine Justice will fall upon us after earthly life and we know from the Catechism that the lightest of penances in Purgatory is worse than the hardest suffering of this world. That is supposing the issue ends up nicely, because if we talk about Hell there are no words to describe the situation of a soul in such a state. Expiation is closely related to the word atonement. The more you expiate, the more you atone before God. […] If I harm you, but afterwards I not only beg your forgiveness, but also help you, do something good for you, even if this means a sacrifice for me, I am not only expiating my sin, but your logical wrath against me would diminish, wouldn’t it?
And this is precisely the hard core of Penitence. The willingness to expiate for our sins and, in turn, to atone for them. Protestants are grossly misled when they confide everything to Our Lord in the Cross. It is not only St Paul who clearly specifies that Faith without works is nothing, but also they fail to appreciate that erasing our sins, as if they were an infinite offence (Original Sin and each one of the mortal sins committed by every single human being throughout history by itself, gee!) would require an Infinite Reparation. Who could provide this Reparation to God other than God Himself? You have here the absolute need of Christ and His Redemption. Yet if the person does not do anything of his own to repair, he cannot join the Ultimate Reparation. Luther mistakenly said: “esto peccator et pecca fortiter, sed fortius fide”. That is to say, “if you are going to be a sinner, sin strongly, but believe even stronger”. On the contrary Catholics state, and common sense proclaims “no pain, no gain”. Avoid as much sin as possible, do penitence, perform good deeds and good works. If you are a sinner, Faith by itself will not save you and, in any case, try to minimize your sin(s) as much as possible. And if you commit a sin, there is no way you will erase it simply through pure Faith. No expiation (no atonement), no Heaven.
Ultimately our spiritual life relies in identifying ourselves with Christ our Saviour. If Our Lord did atone and did expiate for our sins (He had none of his own crop), we must imitate Him. If Our Lord followed the steps of St John the Baptist and did penance, we must do the same. If Our Lord practiced the Works of Mercy, and he was often exhausted because of it, we should emulate Him. If Our Lord lived humbly and in poverty (not in misery), we should live a humble and poor life too, even if we are the wealthiest people on earth.
Now, let’s be practical. Certain “charisms”, as they label them nowadays, are called to live a life of corporal penitence. In Western tradition it has been the case of Franciscans monks, specially Capuchins, and Clarise nuns. We should abstain and fast, at least, on the days prescribed by the Holy Mother Church that, to be honest, are not that many. We should not live a worldly life, but take only the things we need from the world to fulfill our duties of state. This means it is good for us not to give our senses and our bodies all they claim. A proper order means our bodies are oriented towards our souls, and not vice versa. While our bodies deserve respect, they suffer the consequences of Original Sin. Restraining them is important. Suffice is to say that, from this point of view, every time we avoid a sin, particularly if it is a sin we have previously committed or, worse, a sin which has becomes a habit, we are already doing expiation. Aye, God, Who sees everything, will not fail to reward us 10,000 % in Heaven -so the Bible goes- for every time we deviate from sin. Avoiding occasions of sin is probably the most practical way to expiate.
I have digressed and would like to concentrate on certain practical issues. Let me focus on our duties of state. We have different states. Let’s consider yours: as a husband, as a father, as a prisoner. For the time being they are your duties of state. You might think otherwise wrongly that there is not much you can do as a father or as a husband. St Thomas More was imprisoned in the Tower of London as a consequence of iniquity, and he had already showed heroic virtues prior to his imprisonment. From the letters he wrote I can grasp that his example as husband and father was even greater from within his cell than outside. His book “The Agony of Christ”, written when he was already waiting to be executed, shows an unbelievable mettle (or courage). Even the letters he wrote to Rupert, his son-in-law, and some of Rupert’s writings about the conversations with him, reveal a man who offered every single sacrifice for his family and for England, when we consider that he was the legitimate Lord Chancellor and that the King had acted unjustly and tyrannically in removing him from power. His duties of state meant he should dedicate himself to his family and England. While you have the duty to be a patriot (patriotism is a virtue linked to the 4th Commandment), you do not have the Lord Chancellor’s duties of state. Yet you have the duty towards [Y] and all your children. Every time, which I reckon are many these days, you implore blessings and protection from Heaven upon them, every time you do a sacrifice for them (you have nice food and you abstain from it, for example, for them), you are not only doing things for them as father and husband, but you are expiating for the many times you did fail in your duty of state.
[…]
You also have duties of state as a prisoner. And sometimes you must be very weary of them. After all, we are only human. You may have an officer who is not a kind person, and who treats you below standards. And you may reply to him, even justly and within reason, with wrath, even if just an internal one. But if you do it with kindness, you will gain even more graces. And so on, and so forth. Look for specific examples where you can practise your duty of state (obedience, compliance, cleanliness, making good use of your time, etc.) as a prisoner. Again, in doing so, you will practise Penitence. Even in accepting your current fate. All this will also reduce your Purgatory.
It seems to me that this unjust affair falling upon you is going to build up a mansion in Heaven for both [Y] (who is suffering tremendously as well) and you. A very beautiful and comfortable mansion of great proportions. All these sufferings, all these trials, are nothing compared with the Glory you are called to.
Rafael Castela Santos
There is still this stupid myth Penitence is about whipping your back or extreme fasting. Modern men in Western societies have grown in too comfortable settings. Comfort permeates everything. The mere idea of doing corporal penitence is met with utter repugnance by today’s man. In fact, there is a need (within limits) to practice some form of penitence.
However the key issue is not this. We tend to forget, or at least overlook, the mechanics of sin. We often go to Confession with some remorse, with some bad feeling, having known we have violated the rules, the Commandments given to us by God Himself. In fact, that suffering is good in itself. Modern man decries suffering but it took no less than a God to descend into us and to teach us from the Cross a lesson about suffering. Given the enormity of the suffering of a crucifixion, it is reasonable to ponder that suffering must be a very important thing when no less than a God accepted this as the ultimate lesson He gave us. Again, the internal suffering we have after having sinned is a very good thing in itself and is normally the first step towards repentance.
Yet the crime is not the same if I killed a nasty hooligan during a fight or premeditatedly killed the Queen. While both would be very grievous crimes, the latter would be even worse on account of the importance, dignity and royalty of the Queen. Now, do we bring to our minds often enough that every sin we commit is against God Himself? Talking about Importance, Dignity and Royalty … wow! The distance between the Creator and the creature is infinite. And the Creator is, in Himself, Infinite. As the severity of crime depends upon the victim, and not the perpetrator, therefore every mortal sin we commit is an infinite offence we inflict upon the most delightful of Beings: the Holy Trinity. I will go back to this Trinitarian approach afterwards, but please allow me to carry on for the time being.
Now every offence, every transgression deserves a punishment. Somehow we must expiate our crimes, our sins. Otherwise the Divine Justice will fall upon us after earthly life and we know from the Catechism that the lightest of penances in Purgatory is worse than the hardest suffering of this world. That is supposing the issue ends up nicely, because if we talk about Hell there are no words to describe the situation of a soul in such a state. Expiation is closely related to the word atonement. The more you expiate, the more you atone before God. […] If I harm you, but afterwards I not only beg your forgiveness, but also help you, do something good for you, even if this means a sacrifice for me, I am not only expiating my sin, but your logical wrath against me would diminish, wouldn’t it?
And this is precisely the hard core of Penitence. The willingness to expiate for our sins and, in turn, to atone for them. Protestants are grossly misled when they confide everything to Our Lord in the Cross. It is not only St Paul who clearly specifies that Faith without works is nothing, but also they fail to appreciate that erasing our sins, as if they were an infinite offence (Original Sin and each one of the mortal sins committed by every single human being throughout history by itself, gee!) would require an Infinite Reparation. Who could provide this Reparation to God other than God Himself? You have here the absolute need of Christ and His Redemption. Yet if the person does not do anything of his own to repair, he cannot join the Ultimate Reparation. Luther mistakenly said: “esto peccator et pecca fortiter, sed fortius fide”. That is to say, “if you are going to be a sinner, sin strongly, but believe even stronger”. On the contrary Catholics state, and common sense proclaims “no pain, no gain”. Avoid as much sin as possible, do penitence, perform good deeds and good works. If you are a sinner, Faith by itself will not save you and, in any case, try to minimize your sin(s) as much as possible. And if you commit a sin, there is no way you will erase it simply through pure Faith. No expiation (no atonement), no Heaven.
Ultimately our spiritual life relies in identifying ourselves with Christ our Saviour. If Our Lord did atone and did expiate for our sins (He had none of his own crop), we must imitate Him. If Our Lord followed the steps of St John the Baptist and did penance, we must do the same. If Our Lord practiced the Works of Mercy, and he was often exhausted because of it, we should emulate Him. If Our Lord lived humbly and in poverty (not in misery), we should live a humble and poor life too, even if we are the wealthiest people on earth.
Now, let’s be practical. Certain “charisms”, as they label them nowadays, are called to live a life of corporal penitence. In Western tradition it has been the case of Franciscans monks, specially Capuchins, and Clarise nuns. We should abstain and fast, at least, on the days prescribed by the Holy Mother Church that, to be honest, are not that many. We should not live a worldly life, but take only the things we need from the world to fulfill our duties of state. This means it is good for us not to give our senses and our bodies all they claim. A proper order means our bodies are oriented towards our souls, and not vice versa. While our bodies deserve respect, they suffer the consequences of Original Sin. Restraining them is important. Suffice is to say that, from this point of view, every time we avoid a sin, particularly if it is a sin we have previously committed or, worse, a sin which has becomes a habit, we are already doing expiation. Aye, God, Who sees everything, will not fail to reward us 10,000 % in Heaven -so the Bible goes- for every time we deviate from sin. Avoiding occasions of sin is probably the most practical way to expiate.
I have digressed and would like to concentrate on certain practical issues. Let me focus on our duties of state. We have different states. Let’s consider yours: as a husband, as a father, as a prisoner. For the time being they are your duties of state. You might think otherwise wrongly that there is not much you can do as a father or as a husband. St Thomas More was imprisoned in the Tower of London as a consequence of iniquity, and he had already showed heroic virtues prior to his imprisonment. From the letters he wrote I can grasp that his example as husband and father was even greater from within his cell than outside. His book “The Agony of Christ”, written when he was already waiting to be executed, shows an unbelievable mettle (or courage). Even the letters he wrote to Rupert, his son-in-law, and some of Rupert’s writings about the conversations with him, reveal a man who offered every single sacrifice for his family and for England, when we consider that he was the legitimate Lord Chancellor and that the King had acted unjustly and tyrannically in removing him from power. His duties of state meant he should dedicate himself to his family and England. While you have the duty to be a patriot (patriotism is a virtue linked to the 4th Commandment), you do not have the Lord Chancellor’s duties of state. Yet you have the duty towards [Y] and all your children. Every time, which I reckon are many these days, you implore blessings and protection from Heaven upon them, every time you do a sacrifice for them (you have nice food and you abstain from it, for example, for them), you are not only doing things for them as father and husband, but you are expiating for the many times you did fail in your duty of state.
[…]
You also have duties of state as a prisoner. And sometimes you must be very weary of them. After all, we are only human. You may have an officer who is not a kind person, and who treats you below standards. And you may reply to him, even justly and within reason, with wrath, even if just an internal one. But if you do it with kindness, you will gain even more graces. And so on, and so forth. Look for specific examples where you can practise your duty of state (obedience, compliance, cleanliness, making good use of your time, etc.) as a prisoner. Again, in doing so, you will practise Penitence. Even in accepting your current fate. All this will also reduce your Purgatory.
It seems to me that this unjust affair falling upon you is going to build up a mansion in Heaven for both [Y] (who is suffering tremendously as well) and you. A very beautiful and comfortable mansion of great proportions. All these sufferings, all these trials, are nothing compared with the Glory you are called to.
Rafael Castela Santos
domingo, dezembro 25, 2011
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