domingo, julho 18, 2010

Conferência "Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional" - notícias mais recentes

Da organização da conferência "Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional" recebi mais uma comunicação, dando conta das últimas novidades relacionadas com este importantíssimo evento. Aqui a transcrevo para conhecimento de todos os meus leitores:

Graças à generosidade e oração de muitos, queremos comunicar o alargamento do prazo de inscrições até ao dia 15 de Agosto e também a supressão dos honorários. Assim todos os que estiverem inscritos, participarão no Workshop de forma gratuita!

Pedimos, pois, que divulguem, por todos os meios, com a ousadia evangélica que vos é conhecida, o Workshop! Seria excelente que Portugal enchesse a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima para a Missa Solemnis do dia 10. Este é um serviço à Igreja e por isso para a salvação de muitos!

Continuemos a rezar por este apostolado tão desprezado. Temos recebido de muitos a preocupação e receio de participar neste workshop, confiamo-los também às vossas orações, para que à semelhança dos Apóstolos sejam audazes na fidelidade à Igreja.

Confiemos ao Imaculado Coração de Maria os frutos deste projecto!

Os Cónegos Regulares de S. João de Câncio

Impedir a tirania

Um bispo que compreendeu perfeitamente a deriva totalitária da democracia contemporânea e o despotismo do número a ela associado. Que bom seria que o nosso episcopado português, ou ao menos parte dele, também se expressasse assim!...

sábado, julho 17, 2010

Deixem fazer a experiência da tradição em Portugal! (2)

Em teoria, apenas uma pessoa mentirosa e execrável, desprovida de honestidade intelectual e desguarnecida de probidade moral, supondo que a verdade consiste na adequação da realidade à sua inteligência e não o inverso, é que poderá arguir que não existe interesse da parte dos católicos portugueses pela Missa tradicional de rito latino-gregoriano. A quem sustentar por hipótese tal absurdo, convirá recordar o teor da sondagem que a Associação Paix Liturgique realizou recentemente em Portugal, bem como aquilo que então escrevi neste espaço acerca da mesma, já que contra factos não há argumentos!

Sobre este assunto, acrescentarei agora mais o seguinte: a implantação prática do “Summorum Pontificum” depende da existência de dois movimentos de vontade opostos, mas convergentes para um ponto comum de chegada: um, de cima para baixo, do episcopado para os fiéis; outro, de baixo para cima, dos fiéis para o episcopado. Ora, em Portugal, país em estado de necessidade e de autêntica anomalia religiosa, o episcopado quase em bloco tem omitido o primeiro daqueles movimentos, com vista a sabotar sistematicamente a afirmação da Missa tradicional em terras lusitanas, frustrando deste modo qualquer esforço que os fiéis leigos tentem fazer nesse sentido. Não faltam exemplos concretos do que afirmo, ocorridos em várias dioceses nacionais. De seguida, passo a dar conta de alguns.

Numa diocese, o bispo manifestou aos fiéis interessados na Missa tradicional que estes teriam de formar um grupo estável composto por “X” pessoas. Assim que o mesmo apareceu formado, e logo com “X” mais “Y” pessoas, o bispo em causa, com notória má fé negocial, decretou que tal grupo teria agora de se constituir numa associação de direito canónico presidida por ele ordinário local, depois de tramitado o processo - demorado… - de aprovação do respectivo estatuto associativo.

Noutra, o bispo, ademais de exorbitar prerrogativas ao sujeitar à sua aprovação pessoal a celebração da Missa tradicional, subordinou também essa eventual aprovação à emissão de um prévio parecer positivo do Secretariado Litúrgico da sua diocese, o qual até hoje, como é óbvio, não foi emitido…

Noutra ainda, um grupo de fiéis devidamente organizado conseguiu convencer um pároco a ceder-lhe uma capela com vista à celebração da Missa tradicional. O celebrante nem sequer seria esse pároco, mas um outro sacerdote diocesano. Acto contínuo, logo apareceu um cónego da Sé local a intimidar o referido pároco com diversas ameaças que se consumariam, caso tal projecto fosse para a frente. Não foi.

É bom de ver que todas estas exigências dos bispos portugueses não têm acolhimento nem na letra, nem no espírito do “Summorum Pontificum”. Ao invés, as mesmas são a manifestação cabal de um episcopado em estado de cisma prático face a Roma, com vontade de obstruir nesta matéria, pelos motivos que aqui atempadamente expus, tanto quanto possível a legítima e superior vontade papal.

Deste modo, concluo, insistindo: deixem fazer a experiência da tradição em Portugal!

Belo lembrete do Cardeal Cañizares


Belo lembrete de Sua Eminência o Cardeal Cañizares, a propósito do fim último do Motu Proprio "Summorum Pontificum", no prefácio que faz à edição espanhola do livro do Padre Nicola Bux, "La reforma de Benedicto XVI". À atenção de bispos lusitanos cismáticos e demais hereges progressistas.

Se cremos de verdade que a Eucaristia é realmente a “fonte e o ápice da vida cristã” - como nos recorda o Concílio Vaticano II - não podemos admitir que seja celebrada de um modo indigno. Para muitos, aceitar a reforma conciliar significou celebrar uma Missa que de um modo ou de outro devia ser “dessacralizada”. Quantos sacerdotes vimos ser tratados como “retrógrados” ou “anticonciliares” pelo simples facto de celebrarem de maneira solene, piedosa ou simplesmente por obedecerem cabalmente às rubricas! É peremptório sair desta dialéctica.

A reforma foi aplicada e principalmente vivida como uma mudança absoluta, como se se devesse criar um abismo entre o pré e o pós Concílio, em um contexto em que o termo “pré-conciliar” era usado como um insulto. Aqui também se deu o fenómeno que o Papa observa em sua recente carta aos bispos de 10 de Março de 2009: “Às vezes se tem a impressão de que nossa sociedade tenha necessidade de um grupo, ao menos, com o qual não tenha tolerância alguma, o qual se pode atacar com ódio”. Durante este ano foi o caso, em boa medida, dos sacerdotes e fiéis ligados à forma de Missa herdada através dos séculos, tratados muitas vezes como “leprosos”, como dizia de forma contundente o então cardeal Ratzinger.

Hoje em dia, graças ao Motu Proprio, esta situação está mudando notavelmente. E em grande medida está acontecendo porque a vontade do Papa não foi unicamente satisfazer aos seguidores de Dom Lefebvre, nem limitar-se a responder aos justos desejos dos fiéis que se sentem ligados, por diversos motivos, à herança litúrgica representada pelo rito romano, mas também, e de maneira especial, abrir a riqueza litúrgica da Igreja a todos os fiéis, tornando possível assim a descoberta dos tesouros do património litúrgico da Igreja a quem ainda o ignora. Quantas vezes a atitude dos que os menosprezam não é devida a outra coisa senão a este desconhecimento! Por isso, considerado a partir deste último aspecto, o Motu Proprio tem sentido transcendente à existência ou não de conflitos: ainda quando não houvesse nenhum “tradicionalista” a quem satisfazer, este “descobrimento” teria sido suficiente para justificar as disposições do Papa.
(destaques meus)

Fonte: blogue "Oblatus".

sábado, julho 10, 2010

"Nadando contra corriente", de Juan Manuel de Prada


Com a edição de "Nadando contra corriente" (Junho de 2010), compilação dos seus mais recentes artigos de opinião publicados em diversos órgãos de comunicação social, Juan Manuel de Prada prossegue a sua luta contra o progressismo anticristão, confirmando em pleno todo o crédito de bom combatente católico que "A Nova Tirania" justamente lhe granjeou. "Nadando contra corriente" é um livro que recomendo sem hesitações. Do que já li dele, gostei especialmente deste "La Monstrua", cuja transcrição deixo abaixo aos meus leitores, aconselhando também a leitura desta entrevista concedida por Prada ao sítio "Religión en Libertad".

La Monstrua

Uno de los signos más palmarios de la corrupción de la democracia es la subversión de las humanas jerarquías. ¿Quiénes están capacitados para gobernar? El Buey Mudo
[São Tomás de Aquino] lo expresaba con la lucidez sintética que lo caracteriza: «Qui in virtute intelectiva excedunt». O sea, quienes descuellan por la virtud de la inteligencia; pero hoy este orden jerárquico se ha subvertido, y nos gobiernan los malvados y los tontos. Cuando los malvados y los tontos alcanzan el poder democráticamente, puede decirse sin atisbo de duda que la sociedad ha alcanzado el grado máximo de corrupción; pues si encumbrar lo que es de naturaleza inferior es siempre una monstruosidad, cuando dicho encumbramiento se hace en nombre de la «voluntad popular» debemos entender que la monstruosidad se ha enquistado en la propia organización humana. No hace falta, sin embargo, leer al Buey Mudo para llegar a esta conclusión; basta escuchar las barbaridades de esa miembra del Gobierno llamado Bibiana Aído [ministra espanhola da igualdade, do governo ímpio de Rodríguez Zapatero].

Bibiana Aído ha justificado que las mujeres de dieciséis años puedan abortar sin consentimiento paterno, puesto que también pueden casarse y tener hijos. La pobrecita confunde, como señalaba el otro día el maestro Martín Ferrand, un silogismo con un sofisma; pero un pueblo que refrenda con su voto la subversión de las humanas jerarquías merece que le tomen el pelo, colándole sofismas como si fueran silogismos. El derecho ha establecido desde tiempos inmemoriales una edad mínima para que las personas puedan obligarse jurídicamente; edad que en la mayoría de los ordenamientos jurídicos vigentes oscila entre los dieciocho y los veintiún años. Pero el derecho sabe que la naturaleza es una fuerza motriz contra la que ni siquiera las leyes pueden alzarse; por eso, ante una expresión tan vigorosa -tan constitutiva- de la naturaleza humana como es el deseo de fundar una familia, las leyes declinan su imperio y aceptan que los menores puedan contraer matrimonio y procrear. El genio jurídico admite así que la naturaleza puede crear derecho; o que existen unos mandatos prejurídicos, fundados en la propia naturaleza humana, que las leyes deben respetar, exceptuándolos de sus mandatos jurídicos. Entonces llega Bibiana Aído y se saca de la manga el sofisma: puesto que la ley no impide a mujeres menores de edad casarse y tener hijos tampoco puede impedirlas que aborten. Y así una excepción legal fundada en la naturaleza se convierte en una excepción fundada en la abolición de la naturaleza; pues nada hay tan contrario a la naturaleza como que una madre «decida» aniquilar la vida que se gesta en su vientre.

Tal conversión del sofisma en silogismo sucede cuando se subvierten las humanas jerarquías. Así se puede establecer que una menor tiene capacidad decisoria para abortar; y también se puede emplear un criterio arbitrario de plazos para despenalizar el aborto. Hace cincuenta años, un feto era viable cuando había completado siete meses de gestación; hoy lo es cuando ha completado tan sólo veintidós semanas; dentro de cincuenta años, tal vez lo sea cuando apenas haya sido concebido. Cualquier criterio despenalizador del aborto que se funde en la viabilidad del feto es un sofisma; pues equivale a subordinar el derecho a la vida a los avances o retrocesos científicos. Pero tales aberraciones jurídicas sólo son concebibles cuando se ha instaurado el imperio del sofisma, que es lo que ocurre cuando el gobierno no se entrega a «qui in virtute intelectiva excedunt». Que una persona tan huérfana de «virtud intelectiva» como Aído haya alcanzado la dignidad de ministra nos confirma que cada pueblo tiene los gobernantes que se merece; y puesto que encumbrar lo que es de naturaleza inferior es siempre una monstruosidad, es natural que nos gobiernan monstruas.

Juan Manuel de Prada acerca do Padre Leonardo Castellani

"O Credo do Incrédulo", do Padre Leonardo Castellani




O famoso "Credo do Incrédulo" (que também poderia denominar-se "Credo do Herege Progressista"), de autoria do grande Padre Leonardo Castellani, em versão vídeo.

segunda-feira, junho 28, 2010

A mim não me interessa o que o Senhor Ordinário Castrense aceita!

Ouvi em tempos a um sacerdote da FSSPX esta história, ocorrida numa igreja paroquial de França, no final dos anos 60, começo dos anos 70, no período de grande turbulência que se seguiu ao encerramento do Concílio V-2. Durante a homília de uma Missa dominical, o pároco perorava nos seguintes termos, nele já habituais: "Sobre isto eu penso que… Sobre aquilo eu penso que… Sobre aqueloutro eu penso que…" Exasperado com este tique, um paroquiano interrompeu tal homília (algo que só se deve fazer em circunstâncias absolutamente excepcionais) e disse: "A mim não me interessa o que o Senhor Padre pensa! Interessa-me antes o que a Igreja pensa!"

Vem esta história a propósito de uma recente e deplorável entrevista concedida por D. Januário Torgal Ferreira, Ordinário Castrense, ao jornal "I". Em tal entrevista, que nem chega a escandalizar (capacidade que o entrevistado, com a sua sede de protagonismo mediático exibicionista, perdeu há muito), D. Januário declara aceitar que dois homens vivam juntos no âmbito de uma relação homossexual. Ora, a este respeito, à imagem do paroquiano francês da história acima relatada, afirmo: "A mim não me interessa o que o Senhor Ordinário Castrense aceita ou deixa de aceitar! Interessa-me antes o que a Igreja aceita ou não!"

E o facto é que a Igreja não aceita, nunca aceitou e jamais aceitará que dois homens possam viver juntos no âmbito de uma relação homossexual! Para bispos lusitanos heréticos e cismáticos "de facto" face a Roma, demais católicos de letreiro e trastes quejandos, nada melhor do que recordar o magistério ordinário constante (e portanto infalível) da Igreja sobre esta matéria, bem plasmado nas "Considerações sobre os Projectos de Reconhecimento Legal das Uniões entre Pessoas Homossexuais", da Congregação para a Doutrina da Fé, redigidas em 2003 pelo então Cardeal Joseph Ratzinger e aprovadas pelo Papa João Paulo II, de que aqui cito um trecho:

Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimónio e a família. O matrimónio é santo, ao passo que as relações homossexuais estão em contraste com a lei moral natural. Os actos homossexuais, de facto, "fecham o acto sexual ao dom da vida. Não são fruto de uma verdadeira complementaridade afectiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhuma, aprovar".

Na Sagrada Escritura, as relações homossexuais "são condenadas como graves depravações... (cf. Rm 1, 24-27; 1 Cor 6, 10; 1 Tm 1, 10). Desse juízo da Escritura não se pode concluir que todos os que sofrem de semelhante anomalia sejam pessoalmente responsáveis por ela, mas nele se afirma que os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". Idêntico juízo moral se encontra em muitos escritores eclesiásticos dos primeiros séculos, e foi unanimemente aceite pela Tradição católica.

Também segundo o ensinamento da Igreja, os homens e as mulheres com tendências homossexuais "devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Deve evitar-se, para com eles, qualquer atitude de injusta discriminação". Essas pessoas, por outro lado, são chamadas, como os demais cristãos, a viver a castidade. A inclinação homossexual é, todavia, "objectivamente desordenada", e as práticas homossexuais "são pecados gravemente contrários à castidade".

Mais claro é impossível!

Ler também sobre este assunto:

- Portuguese Bishop: OK with men who "live" with other men; for artificial contraception [D. Januário Torgal Ferreira em "grande estilo" no "Rorate-Caeli"!];

- "Conclusões e Conclusões", no "Logos";

- "Notícia de última hora: Igreja cismática portuguesa - bispo concorda com homem que ama e vive com outro homem", no "Tradição Católica";

- "Da contínua apostasia na Igreja portuguesa", na "Tribuna".

sábado, junho 26, 2010

Roy Campbell


Roy Campbell. Poeta a redescobrir. Sul-africano anglófono. Zulu branco. Convertido ao Catolicismo. Participante na Cruzada Espanhola. Tradutor de Camões e Fernando Pessoa.

Christ in Uniform

Close at my side a girl and boy
Fell firing, in the doorway here,
Collapsing with a strangled cheer
As on the very couch of joy,
And onward through a wall of fire
A thousand others rolled the surge,
And where a dozen men expire
A hundred myrmidons emerge -
As if Christ, our Solar Sire,
Magnificient in their intent,
Returned the bloody way he went,
Of so much blood, of such desire,
And so much valour proudly spent,
To weld a single heart of fire.

Roy Campbell, in "Selected Poems - Edited and introduced by Joseph Pearce", London, The Saint Austin Press, 2001


Evocando novamente Couto Viana

A propósito de uma mesquinha polémica recentemente ocorrida, bem demonstrativa do primarismo mental de quem a provocou, apetece-me evocar novamente Couto Viana.

A Minha Terceira Grande Guerra

Menino, ouvi que a pátria da minha Mãe, a Espanha,
Fuzilava, vermelha, na fronteira
Que o rio Minho banha,
O fidalgo, o burguês, o padre, a freira.

Logo a minha cidade
Se encheu de fugas precipitadas.
E havia mais convívio e liberdade
No cinema, nos jardins, nas esplanadas.

Falava-se galego em toda a parte.
E eu via, com alegre sobressalto,
Um comboio de víveres que parte;
Um jovem se alista, braço ao alto.

Morrera minha Avó ao cercarem Oviedo.
González Peña, seu sobrinho,
Combatia em Madrid. Mas isto era um segredo
Que feria a família como a espada do espinho.

O hino Cara al Sol, com letra tão bela,
Cantava-o minha Mãe. Clarim nos meus ouvidos!
E, enquanto eu me sonhava de guarda a cada estrela,
Sem distinção de credos, era Ela
Que me punha a rezar por todos os caídos!

António Manuel Couto Viana, de "O Senhor de Si", in "António Manuel Couto Viana - 60 Anos de Poesia", Lisboa, Imprensa Nacional, 2004.

sábado, junho 19, 2010

Saramago segundo Nosso Senhor

Est' ano Senhora trago
Comigo um pesado encargo
Intenção extra e concisa:
A de orar por Saramago
Que coitado bem precisa

Não tivesse Cristo-Rei
Um tão imenso fair-play
E já irmão Saramago
Agora teria pago
Com juro e língua de palmo
O seu sacrílego salmo…

José Saramago, visto
Ao vivo por Jesus Cristo…
Saramago o escritor
Biografadinho e descrito
Segundo Nosso Senhor:
Havia de ser bonito!...

O que salva é Cristo-Rei
Ter um tão grande fair-play
Quando não Virgem Maria
Esse Evangelho vermelho
Onde é que já não estaria

Proponho assim, por descargo
- Como quem dá a camisa -
Rezarmos por Saramago
Que bem precisa coitado…!
Mãe dos Céus, Oh se precisa.


Rodrigo Emílio

segunda-feira, junho 14, 2010

Os Sentinelas da Noite



Belíssimo documentário recentemente laureado com o Prémio Marcel Julian 2010, do Clube Audiovisual de Paris, e que reporta o quotidiano dos monges do Barroux. O respectivo DVD pode ser encomendado directamente do sítio da própria Abadia (a entrega postal do meu exemplar foi feita em menos de uma semana).

Pensar e agir em conformidade com a modernidade socrática - 2


Professor Orlando Fedeli


Nunca conheci pessoalmente Orlando Fedeli, mas desde que reverti ao Catolicismo e descobri a Tradição, passei a ler com grande interesse e proveito todos os artigos que o Professor publicava no sítio da "Montfort", e isto apesar da minha discordância quanto ao fundo de alguns e à forma de outros. Sem prejuízo, jamais deparei neles com a defesa de qualquer erro contra as verdades de fé e moral católicas. De facto, a qualidade da árvore afere-se pelos frutos que dá: nos seus escritos, Orlando Fedeli posicionou-se sempre como um homem que amava com intensidade a Igreja, a Tradição e o Papado, e que não hesitava em testemunhar publicamente o nome de Cristo! Coisa pouco comum nos dias de hoje. Que descanse na Paz do Senhor!

Em memória de Couto Viana


Esfera Armilar

Minha Mãe apontou-me, entre cumes nevados,
Um caminho viril que a fé prolonga.
E disse: - Vai entre soldados.
É perto Covadonga.

E, na praia solar, apontou-me meu Pai
Um caminho salgado aberto às velas.
E disse: - Vai
Descobrir, para Deus, novas estrelas.

Segui-lhes os caminhos. A batalha foi ganha.
O mar sem fim achou final.
É pátria minha cada terra estranha.
Tenho uma alma universal,
Só porque sou Espanha
E Portugal.

António Manuel Couto Viana, de "O Velho de Novo", in "António Manuel Couto Viana - 60 Anos de Poesia", Volume II, Lisboa, Imprensa Nacional, 2004.

domingo, maio 30, 2010

Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional - vídeo promocional

Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional - Programa

Quarta-feira, 8 Setembro 2010

17h30 – 19h00 Missa Solemnis in Forma Extraordinaria (1962 Missale Romanum)
Local: Capela do Opus Angelorum, Fátima

19h30 – 20h30 Pausa para Jantar

20h00 – 20h45 Abertura do Secretariado

21h00 – 22h30 Conferência de Abertura
Local: Hotel Fátima

Quinta-feira, 9 Setembro 2010

09h00 – 09h45 Abertura do Secretariado
Local: Hotel Fátima

10h00 – 11h20 Conferência
Local: Hotel Fátima

11h30 – 12h50 Conferência
Local: Hotel Fátima

13h00 – 15h00 Pausa para Almoço

15h00 – 16h30 Conferência
Local: Hotel Fátima

17h30 – 19h00 Missa Cantata (Rito Bracarense)
Local: Capela do Opus Angelorum, Fátima

19h30 – 20h30 Pausa para Jantar

21h00 – 22h20 Conferência
Local: Hotel Fátima

Sexta-feira, 10 Setembro 2010

09h00 – 09h45 Abertura do Secretariado
Local: Hotel Fátima

10h00 – 11h20 Conferência
Local: Hotel Fátima

11h30 – 12h50 Conferência
Local: Hotel Fátima

13h00 – 15h30 Pausa para Almoço

16h00 – 17h30 Conferência
Local: Hotel Fátima

18h00 – 19h00 Pausa para Jantar

20h00 – 22h00 Missa Solemnis in Forma Extraordinaria (1962 Missale Romanum)
Local: Basílica de Nossa Senhora de Fátima

Sábado, 11 Setembro 2010

09h00 – 10h15 Conferência de encerramento
Local: Hotel Fátima

10h45 – 12h00 Missa Solemnis in Forma Extraordinaria (1962 Missale Romanum)
Local: Capela do Opus Angelorum, Fátima


A organização de Sancta Missa - Portugal

Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional


Da organização da conferência "Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional" recebi a seguinte comunicação, que aqui transcrevo, dado o grande interesse da mesma para todos os leitores deste espaço:

Workshop: “Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional” - Fátima, 8 a 11 de Setembro de 2010.

As conferências explanarão as rubricas da Missa Tradicional, assim como a sua antiquíssima história, desvelando o tesouro oferecido a toda a Igreja, pela pastoral solicitude do Sumo Pontífice Bento XVI, através do Motu Proprio "Summorum Pontificum cura". Serão apresentados o riquíssimo simbolismo e sacralidade do cerimonial da Santa Missa na forma extraordinária do Rito Romano e a Hermenêutica da Continuidade, tão desejada pelo nosso Sumo Pontífice. Abordaremos ainda o Rito Bracarense, rito da família litúrgica Romana, que se formou em Portugal ligado à Arquidiocese Primaz de Braga. Serão palestrantes o Rev. C. Frank Phillips, C.R., Fundador e Superior dos Cónegos de S. João de Câncio; Rev. Scott A. Haynes, S.J.C.; Rev. Joseph Santos, Diocese de Braga, Portugal. Todas as conferências serão proferidas em português e inglês, das quais haverá tradução. Serão no auditório do
Hotel Fátima.

Como já foi referido, durante o Workshop, a Santa Missa será oferecida de acordo com o Missale Romanum de 1962. Nos dias 8 e 11 a Santa Missa será em Rito Romano, no dia 9 será em Rito Bracarense - sempre na capela do Opus Angelorum. No dia 10 será oferecida Missa Solemnis, no Altar-mor da Basílica de Nossa Senhora do Sacratíssimo Rosário de Fátima.

Foto: Padre Joseph Santos celebrando a Missa segundo o rito bracarense, em Providence, Rhode Island, Estados Unidos.

quarta-feira, maio 26, 2010

De Maria nunquam satis


Quando eu era um jovem teólogo, antes do Concílio, tinha uma certa reserva quanto a algumas fórmulas antigas, como, por exemplo, aquela famosa "de Maria nunquam satis", "sobre Maria nunca se falará o bastante". Parecia-me exagerada. Além disso, tinha dificuldade de compreender o sentido verdadeiro de uma outra expressão famosa, repetida na Igreja desde os primeiros séculos, quando, após uma disputa memorável, o Concílio de Éfeso, em 431, proclamara Maria Theotókos, "Mãe de Deus". Refiro-me à expressão que chama a Virgem "inimiga de todas as heresias". Agora, neste período confuso em que realmente todo o tipo de desvio herético parece bater às portas da fé autêntica, agora compreendo que não se tratava de exageros de devotos, mas de verdades hoje mais do que nunca válidas. (destaques meus)

Joseph Ratzinger/Papa Bento XVI - Diálogos sobre a Fé. Entrevistas realizadas por Vittorio Messori - Lisboa, Editorial Verbo, 2005 - páginas 86 e 87.

Relembrar a visita do Papa Bento XVI a Portugal: da importância da oração do Terço

Irmãos e irmãs, neste lugar é impressionante observar como três crianças se renderam à força interior que as invadiu nas aparições do Anjo e da Mãe do Céu. Aqui, onde tantas vezes se nos pediu que rezemos o Terço, deixemo-nos atrair pelos mistérios de Cristo, os mistérios do Rosário de Maria. A oração do Terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das «Ave Marias», contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até à Cruz e à glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança. A graça invade o nosso coração no desejo de uma incisiva e evangélica mudança de vida de modo a poder proclamar com São Paulo: «Para mim viver é Cristo» (Fil 1, 21), numa comunhão de vida e de destino com Cristo.

Papa Bento XVI - Fátima, Capelinha das Aparições, 12 de Maio de 2010.