domingo, maio 30, 2010

Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional - vídeo promocional

Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional - Programa

Quarta-feira, 8 Setembro 2010

17h30 – 19h00 Missa Solemnis in Forma Extraordinaria (1962 Missale Romanum)
Local: Capela do Opus Angelorum, Fátima

19h30 – 20h30 Pausa para Jantar

20h00 – 20h45 Abertura do Secretariado

21h00 – 22h30 Conferência de Abertura
Local: Hotel Fátima

Quinta-feira, 9 Setembro 2010

09h00 – 09h45 Abertura do Secretariado
Local: Hotel Fátima

10h00 – 11h20 Conferência
Local: Hotel Fátima

11h30 – 12h50 Conferência
Local: Hotel Fátima

13h00 – 15h00 Pausa para Almoço

15h00 – 16h30 Conferência
Local: Hotel Fátima

17h30 – 19h00 Missa Cantata (Rito Bracarense)
Local: Capela do Opus Angelorum, Fátima

19h30 – 20h30 Pausa para Jantar

21h00 – 22h20 Conferência
Local: Hotel Fátima

Sexta-feira, 10 Setembro 2010

09h00 – 09h45 Abertura do Secretariado
Local: Hotel Fátima

10h00 – 11h20 Conferência
Local: Hotel Fátima

11h30 – 12h50 Conferência
Local: Hotel Fátima

13h00 – 15h30 Pausa para Almoço

16h00 – 17h30 Conferência
Local: Hotel Fátima

18h00 – 19h00 Pausa para Jantar

20h00 – 22h00 Missa Solemnis in Forma Extraordinaria (1962 Missale Romanum)
Local: Basílica de Nossa Senhora de Fátima

Sábado, 11 Setembro 2010

09h00 – 10h15 Conferência de encerramento
Local: Hotel Fátima

10h45 – 12h00 Missa Solemnis in Forma Extraordinaria (1962 Missale Romanum)
Local: Capela do Opus Angelorum, Fátima


A organização de Sancta Missa - Portugal

Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional


Da organização da conferência "Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional" recebi a seguinte comunicação, que aqui transcrevo, dado o grande interesse da mesma para todos os leitores deste espaço:

Workshop: “Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional” - Fátima, 8 a 11 de Setembro de 2010.

As conferências explanarão as rubricas da Missa Tradicional, assim como a sua antiquíssima história, desvelando o tesouro oferecido a toda a Igreja, pela pastoral solicitude do Sumo Pontífice Bento XVI, através do Motu Proprio "Summorum Pontificum cura". Serão apresentados o riquíssimo simbolismo e sacralidade do cerimonial da Santa Missa na forma extraordinária do Rito Romano e a Hermenêutica da Continuidade, tão desejada pelo nosso Sumo Pontífice. Abordaremos ainda o Rito Bracarense, rito da família litúrgica Romana, que se formou em Portugal ligado à Arquidiocese Primaz de Braga. Serão palestrantes o Rev. C. Frank Phillips, C.R., Fundador e Superior dos Cónegos de S. João de Câncio; Rev. Scott A. Haynes, S.J.C.; Rev. Joseph Santos, Diocese de Braga, Portugal. Todas as conferências serão proferidas em português e inglês, das quais haverá tradução. Serão no auditório do
Hotel Fátima.

Como já foi referido, durante o Workshop, a Santa Missa será oferecida de acordo com o Missale Romanum de 1962. Nos dias 8 e 11 a Santa Missa será em Rito Romano, no dia 9 será em Rito Bracarense - sempre na capela do Opus Angelorum. No dia 10 será oferecida Missa Solemnis, no Altar-mor da Basílica de Nossa Senhora do Sacratíssimo Rosário de Fátima.

Foto: Padre Joseph Santos celebrando a Missa segundo o rito bracarense, em Providence, Rhode Island, Estados Unidos.

quarta-feira, maio 26, 2010

De Maria nunquam satis


Quando eu era um jovem teólogo, antes do Concílio, tinha uma certa reserva quanto a algumas fórmulas antigas, como, por exemplo, aquela famosa "de Maria nunquam satis", "sobre Maria nunca se falará o bastante". Parecia-me exagerada. Além disso, tinha dificuldade de compreender o sentido verdadeiro de uma outra expressão famosa, repetida na Igreja desde os primeiros séculos, quando, após uma disputa memorável, o Concílio de Éfeso, em 431, proclamara Maria Theotókos, "Mãe de Deus". Refiro-me à expressão que chama a Virgem "inimiga de todas as heresias". Agora, neste período confuso em que realmente todo o tipo de desvio herético parece bater às portas da fé autêntica, agora compreendo que não se tratava de exageros de devotos, mas de verdades hoje mais do que nunca válidas. (destaques meus)

Joseph Ratzinger/Papa Bento XVI - Diálogos sobre a Fé. Entrevistas realizadas por Vittorio Messori - Lisboa, Editorial Verbo, 2005 - páginas 86 e 87.

Relembrar a visita do Papa Bento XVI a Portugal: da importância da oração do Terço

Irmãos e irmãs, neste lugar é impressionante observar como três crianças se renderam à força interior que as invadiu nas aparições do Anjo e da Mãe do Céu. Aqui, onde tantas vezes se nos pediu que rezemos o Terço, deixemo-nos atrair pelos mistérios de Cristo, os mistérios do Rosário de Maria. A oração do Terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das «Ave Marias», contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até à Cruz e à glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança. A graça invade o nosso coração no desejo de uma incisiva e evangélica mudança de vida de modo a poder proclamar com São Paulo: «Para mim viver é Cristo» (Fil 1, 21), numa comunhão de vida e de destino com Cristo.

Papa Bento XVI - Fátima, Capelinha das Aparições, 12 de Maio de 2010.

segunda-feira, maio 24, 2010

O cada vez mais estranho Arcebispo de Viena, Cardeal Christoph Schönborn


Já escrevi em momento anterior acerca do estranho Arcebispo de Viena, Cardeal Christoph Schönborn: a estranheza que então manifestei, aumentou ainda mais com as suas recentes intervenções públicas (ler aqui e aqui). Com estas, o cardeal vienense assume-se definitivamente como figura de proa da oposição herética progressista à obra de restauração católica de Bento XVI e confirma em pleno as palavras proferidas pelo Papa durante o decurso da sua viagem para Portugal: hoje, os piores inimigos da Igreja estão no interior desta e são a grande causa do sofrimento da mesma.

Ora, tal factualidade, com respeito a Schönborn, é corroborada pelo blogue "Exorbe" através dois magníficos artigos, os quais subscrevo na íntegra e cuja leitura recomendo vivamente (I e II). Aqui fica o trecho final do primeiro deles:

Pero Schönborn se ha destacado, poco a poco, como uno de los más sombríos personajes, contra-figura del pontificado de Benedicto XVI, un opositor-contradictor de primera línea. Dicen que es el nuevo adalid de los radicales vanguardistas europeos, el Caballo de Troya de los modernistizantes vaticanoterceristas para el Cónclave que venga.

Yo confieso mi esperanza de que Benedicto XVI dure todo lo necesario para que Schönborn & cía no tengan ni una miserable posibilidad de nada para nada.

A los nubarrones de tormenta, mejor que los barra el viento.

A fantástica aventura de Garcia Moreno, Presidente do Equador


Um Presidente que não cindia a ética da convicção da ética da responsabilidade e que entendia a política na sua verdadeira dimensão de actividade moral ordenada à obtenção do bem comum do todo social (e não como jogo maquiavélico dominado por meras conveniências conjunturais e sórdidos cálculos oportunistas). Um exemplo sempre actual e para a actualidade.

quarta-feira, maio 19, 2010

O cúmplice empenhado


Com a promulgação da legislação sobre os emparelhamentos homossexuais, o Presidente da República, Cavaco Silva, confirma definitivamente aquilo que acerca dele se sabia há muito: o evidente desconforto com que encara o combate ideológico puro decorrente da guerra cultural contemporânea e a notória adversidade que sente perante tudo o que supere os horizontes estritos de uma postura tecnocrática de guarda-livros requintado - circunstâncias nas quais em nada se distingue do nível médio de mediocridade do seu partido de origem (o PSD) -, tornaram-no paradoxalmente num cúmplice empenhado da obra anticristã de subversão civilizacional encetada pelo governo socialista socrático, o mais ímpio que Portugal conheceu nos últimos trinta e cincos anos.

É óbvio que Cavaco Silva não contará com o meu voto em próximas eleições presidenciais, caso venha a apresentar nelas a sua recandidatura. E é claro que acerca da sua pessoa compartilho do juízo severo, mas justo, feito pelo Padre Nuno Serras Pereira (aqui e aqui).

Para concluir, porque o Presidente da República decidiu fundamentar a sua indigna decisão com a invocação de uma suposta ética da responsabilidade, aqui recordo, nas palavras do Papa Bento XVI proferidas recentemente em Fátima, aquilo que implicaria uma verdadeira ética da responsabilidade:

As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum. Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor.

Para ler de fio a pavio

O balanço da viagem do Papa Bento XVI a Portugal feito por Paco Pepe, de "La Cigüeña de la Torre". Fica abaixo um trecho:

Digan lo que digan, hagan lo que hagan, los católicos están con el Papa. Benedicto XVI acaba de comprobarlo con gozo manifiesto. Se le notaba en la cara. Estaba feliz. Las jornadas fueron agotadoras y este Papa de 83 años, de débil apariencia y gesto contenido, que mide sus actos pues conoce sus fuerzas, en esta ocasión se entregó todo. Seguro que más de lo aconsejable. Como si necesitara en estos días tan duros, sentir el amor de sus hijos. Y vaya si lo notó.

Em destaque n'"O Insurgente"

Os meus agradecimentos à equipa d'"O Insurgente" em geral, e ao André Azevedo Alves em especial, pelo destaque com que decidiram distinguir durante esta semana "A Casa de Sarto" e que muito nos honra.

segunda-feira, maio 17, 2010

13 de Maio em Fátima com o Papa Bento XVI

Estive no Santuário de Fátima, no passado dia 13 de Maio, onde pude assistir à Missa Papal. Coincidência interessante, na véspera, ao final do dia, tinha à minha espera na caixa de correio o livro "Benedict XVI and the Sacred Liturgy". De certa forma, esta circunstância já antevia aquilo que iria viver no dia seguinte na companhia de alguns tradicionalistas, entre os quais o meu amigo Afonso Miguel.

Confesso que ao deslocar-me à Cova da Iria, a minha intenção primeira era a de ouvir a homília do Santo Padre, conhecidas que são as reticências que tenho e mantenho em relação ao rito paulino; todavia, mentiria se dissesse que não me impressionou profundamente a forma como Bento XVI celebrou a Missa.

Na verdade, o Papa deu a todos os fiéis presentes uma magistral catequese prática litúrgica, exemplificando aquilo em que consiste a sua reforma da reforma litúrgica, ou seja, a gradual e paulatina aproximação do rito paulino ao rito tradicional latino-gregoriano, fazendo com que aquele primeiro se possa assemelhar tanto quanto possível a este segundo e assim reconciliar-se com a tradição católica. Aliás, a este respeito, comentei com o Afonso Miguel que um fiel menos alertado em matéria litúrgica, e que porventura não conseguisse ver o altar onde decorria a celebração, até poderia supor que o Santo Padre estivesse a oficiar a Missa tradicional de rito-latino gregoriano.

Ora, que esta catequese prática tenha decorrido em Portugal e em Fátima, perante um episcopado português consabidamente displicente em matéria litúrgica, é facto bem simbólico que a torna ainda mais significativa. Bento XVI é deveras um grande Papa, e com ele nada fica esquecido nem sujeito ao acaso!

domingo, maio 16, 2010

Deixem fazer a experiência da tradição em Portugal!


A sondagem efectuada recentemente pela associação "Paix Liturgique" em Portugal, demonstra uma vez mais o estado de calamidade a que o Catolicismo chegou no nosso país: para além deste ser aqui um terreno onde grassam com abundância os erros em matéria de fé e moral, ficou-se a saber agora que a prática dominical semanal é observada por apenas 11,7% dos católicos portugueses. Um resultado desastroso que é fruto não só da descristianização acelerada da sociedade nacional nas últimas décadas, mas também da ruinosa reforma litúrgica paulina, que destruiu uma referência fundamental da identidade católica - a Missa tradicional - e provocou o consequente abandono da prática religiosa de um incontável número de crentes.

Por outro lado, esta sondagem prova igualmente que um dos grandes flagelos do Catolicismo português é a simples falta de informação em matéria religiosa dos seus fiéis: efectivamente, 3/4 deles nunca ouviram falar do Motu Proprio "Summorum Pontificum".

Sem prejuízo, nem tudo é negativo na sondagem em causa, e a mesma até abre boas perspectivas para uma implantação da Missa Tradicional, a médio prazo, em terras lusitanas. De facto, apesar do intenso desnorte doutrinário a que os católicos portugueses estão quotidianamente sujeitos, ainda assim 44,7% deles acharia normal que a Missa Tradicional fosse celebrada nas suas paróquias, sendo que 29,5% aceitaria assistir semanalmente à celebração dessa Missa.

Deste modo, cai por terra a falácia de que em Portugal não há interesse pela Missa Tradicional de rito latino-gregoriano. Há, sim senhor! Só que tal interesse é sistematicamente sabotado pelo quase totalidade do episcopado português e pelas razões que em devido tempo expus no artigo "Apetências e urticárias modernistas dos bispos portugueses". Deixem, pois, fazer a experiência da tradição em Portugal!

quarta-feira, maio 12, 2010

Papa Bento XVI em Portugal (1º dia)

Aqui fica a minha selecção dos momentos mais significativos das intervenções públicas do Papa Bento XVI, durante o primeiro dia da sua visita a Portugal. Os destaques são meus.

À chegada, no aeroporto:

Venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu.

Logo aos alvores da nacionalidade, o povo português voltou-se para o Sucessor de Pedro esperando na sua arbitragem para ver reconhecida a própria existência como Nação; mais tarde, um meu Predecessor havia de honrar Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de fidelíssimo (cf. Pio II, Bula Dum tuam, 25/I/1460), por altos e continuados serviços à causa do Evangelho. Que depois, há 93 anos, o Céu se abrisse precisamente sobre Portugal – como uma janela de esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta – para reatar, no seio da família humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo Pai, trata-se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do Papa nem de qualquer outra autoridade eclesial: «Não foi a Igreja que impôs Fátima – diria o Cardeal Manuel Cerejeira, de veneranda memória –, mas Fátima que se impôs à Igreja».

Veio do Céu a Virgem Maria para nos recordar verdades do Evangelho que são para a
humanidade, fria de amor e desesperada de salvação, fonte de esperança. Naturalmente esta esperança tem como dimensão primária e radical, não a relação horizontal, mas a vertical e transcendente. A relação com Deus é constitutiva do ser humano: foi criado e ordenado para Deus, procura a verdade na sua estrutura cognitiva, tende ao bem na esfera volitiva, é atraído pela beleza na dimensão estética. A consciência é cristã na medida em que se abre à plenitude da vida e da sabedoria, que temos em Jesus Cristo.

(…)

Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade, inventar caminhos de missão até à radicalidade do martírio.

Na Missa no Terreiro do Paço, em Lisboa:

«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.

Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.

(…)

Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado; Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».

Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?

Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.

Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença!

(…)

Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo.

terça-feira, maio 11, 2010

Bem Vindo!


Papa Bento XVI em Portugal (programa aqui e aqui).

Um sonho tornado realidade: Missa Tradicional na Basílica de Fátima!


Tenho a confirmação dada pela própria organização: no próximo dia 10 de Setembro, e conforme o já noticiado pelos nossos amigos do "Rorate Caeli" e da "Tribuna", será celebrada uma Missa Tradicional de rito latino-gregoriano no altar-mor da Basílica da Rainha do Sacratíssimo Rosário de Fátima, por ocasião do decurso da Conferência sobre o Rito Tradicional Latino-Gregoriano organizada pelos Cónegos Regulares de São João Câncio.

É um sonho tornado realidade! E trata-se também de um acontecimento fulcral, merecedor da mais ampla divulgação e do maior apoio possível de todos os católicos tradicionais portugueses, já que dará de vez à Missa Tradicional a visibilidade pública que até agora lhe tem sido injustamente negada em Portugal!

segunda-feira, maio 10, 2010

A nova onda


A última carta escrita por Monsenhor Fellay aos amigos e benfeitores da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X é mais uma vez notável, constituindo em simultâneo um testemunho de genuíno amor à Igreja e de verdadeira fidelidade ao Papa, que apenas um bispo autenticamente católico poderia escrever! Que diferença, para melhor, em relação às criaturas rastejantes modernistas que continuam a ser legião no pobre episcopado lusitano…

Aqui deixo um excerto da tradução espanhola de tal carta (a tradução portuguesa - perdoe-me quem a fez - está fraquinha…), recomendando a sua leitura integral. Monsenhor Fellay faz um diagnóstico exacto do actual momento da Igreja.

Volviendo a nuestra imagen, parece que desde hace algún tiempo, más o menos desde la subida al pontificado del Papa Benedicto XVI, ha aparecido una nueva ola, mucho más modesta que la primera, pero no obstante bastante persistente como para que la podamos percibir y que, contra todo pronóstico, parece ir contra el sentido de la primera. Los indicios son suficientemente variados y numerosos como para poder afirmar que este nuevo movimiento de reforma o de restauración es algo real. Se lo ve particularmente entre las generaciones jóvenes, manifiestamente frustradas por la poca eficacia espiritual de las reformas de Vaticano II. Si consideramos los reproches tan duros y amargos que los progresistas lanzan contra Benedicto XVI, está claro que ellos perciben en la propia persona del Papa actual una de las causas más vigorosas de este principio de renovación. Y por lo mismo, incluso si nos parece que todas las iniciativas del Papa son más bien tímidas, contrarían profundamente al mundo revolucionario e izquierdista, tanto en el interior como en el exterior de la Iglesia, y esto a varios niveles.

Com Pedro, continuar a escalada da Montanha da Tradição até ao topo


sábado, abril 24, 2010

¡Viriatos, a las armas ...!

El Valle de los Caídos, próximo al Escorial, es un monumento a los muertos de la Guerra Civil española de 1936-1939. La majestuosidad de su ubicación, así como el hecho de ser una Basílica excavada en roca, amén de la impresionante Cruz que lo corona hacen de él un lugar único. Esta Basílica es la segunda más grande del mundo y está coronada por la Cruz más grande del mundo.

El monumento tiene un carácter innegable religioso y de paz. Desde el inicio se trató de restañar las heridas del conflicto fratricida que afligió a España. Desde el inicio la Comunidad Benedictina del Valle de los Caídos que allí reside se ha encargado de rezar incesantemente por esta causa de la paz así como por España.

En pos de una torticera y sesgada ley de memoria histórica generada por este gobierno socialista y anticatólica –de rancio sabor masónico-, se está acabando con cualquier monumento o signo que fuera de la época de Franco. Historiadores otrora comunistas, como Pío Moa, se han manifestado contra la consideración de monumento franquista del Valle de los Caídos. Hay una leyenda negra en relación al Valle que es preciso desmontar. En este último hipervínculo se dan también ideas acerca de qué se puede hacer.

El gobierno socialista español, cuya política anticatólica es absolutamente sectaria, cerró ya el Valle en Febrero del 2010. En este neo-samizdat del ciberespacio, las bitácoras y los foros, algunos se hicieron eco de dicho cierre. La institución gubernamental que controla el Valle de los Caídos, Patrimonio Nacional se ha negado repetidamente a informar sobre qué pasa y efectuó un cierre sigiloso. De hecho sorprende incluso la práctica ausencia de noticias en los mass-media al tiempo que la red sí se ha hecho eco de todo ello. La explicación oficial es que se trata de obras de restauración por las humedades, pero éstas han sido denunciadas repetidamente por los Benedictinos que allí están durante años y nunca se ha hecho nada. Lo cierto es que no hay fecha de reapertura. De manera clara las explicaciones oficiales han resultado falaces y mentirosas.

El intento de cerrar el Valle de los Caídos no es nuevo. Ya en el 2009 lo intentaron cerrar. En el 2005, con este gobierno ya en el poder, se urdía la fechoría. Ya hubo problemas estos años de atrás por culpa de las presiones gubernamentales para que no se celebrasen funerales en los 20 de Noviembre, pero a objeto de preservar la santidad del recinto –violada por la innoble actuación de la Guardia Civil obedeciendo consignas sectarias- hasta la Fundación Francisco Franco ha cesado de convocar estos funerales en este recinto.

Se ha intentado gestionar algo a través de la Casa Real, pero infructuosamente. Nada extraño en un Rey que aprueba la ley del aborto. La familia real española, de facto, abomina de la religión católica y cuyo futuro está seriamente amenazado desde la boda del Príncipe.

La actuación de los separatistas catalanes ha sido vergonzosa. No es extraño cuando destacados políticos catalanes (Maragall o Carod Rovira, por ejemplo) llegaron a mofarse públicamente de la corona de espinas de Cristo en Jerusalén mismo. El Partido Nacionalista Vasco, cuyo pasado anticatólico es palmario a pesar de ellos sostener lo contrario, quedó retratado en uno de sus líderes (Iñaki Anasagasti)

Siendo terreno sagrado no deja de ser insultante y sacrílego el intento de convertir aquello en un parque de atracciones. Una íntima aliada del gobierno socialista y anticristiano que hay en España, la extrema izquierda, ha solicitado incluso convertir el Valle en una especie de atracción de feria tipo “casa de los horrores”.

La disculpa inicial por todo esto es el mal estado de la Piedad que corona la entrada. La situación real es otra muy distinta, de claro ataque al Valle de los Caídos. Se puede hablar ya sin tapujos del inicio de una nueva persecución religiosa en España. La desacralización de una Basílica católica, la persecución a la Comunidad Benedictina que allí vive amén de los obstáculos crecientes que van poniendo al culto, así lo indican. La persecución a los católicos tiene por punto de mira preferente al Valle de los Caídos. Sobre este impresionante monumento se cierne la sombra ominosa de la demolición.

De nada han servido las palabras de conciliación de Don Anselmo, el Abad benedictino ni el hecho de que el Abad abogue por una despolitización hasta en lo más ínfimo. Las palabras de perdón no han sido escuchadas. En un orden más genérico, hasta Pío Moa se ha quejado al Consejo de Europa sobre la situación que tenemos. Incluso se ha constituido una organización en defensa del Valle de los Caídos. Un relato de los hechos que han acontecido se puede encontrar aquí. El súmmum ha sido el trato recibido por la estatua de la Piedad que preside la entrada.

La sociedad española es una sociedad terriblemente enferma, como recientemente ha señalado el Obispo de Burgos. La tibieza de los cristianos, nuestra poca oración y prácticamente nula penitencia –males todos estos sobre los que la Santísima Virgen nos advirtió en Fátima- han sido faltas gravísimas en las que hemos incidido una y otra vez. Por esto volvemos a ser perseguidos y castigados. Es justo que así sea y, quién sabe, quizás esto afiance nuestra Fe.

Hace casi 75 años un grupo de aguerridos soldados portugueses, popularmente conocidos como “Viriatos”, no dudo en arriesgar su vida por defender la civilización cristiana de España. La Guerra Civil fue una Cruzada porque media España quería perseguir a Cristo y a su Iglesia y no quedó más remedio que alzarse en armas en defensa de la Religión. Pío XII así lo reconoció. Aquellos portugueses sabían lo que estaba en riesgo. Por inescrutable designio de la Providencia el solar ibérico lo compartimos estas dos Patrias hermanas y el destino de una suele ser el de la otra. Y por inescrutable designio, también, nuestra metapolítica ha sido, es y será siempre común. Ahora las armas son otras, Viriatos de hoy. Son las de la oración, son las de la pluma metamorfoseada en ordenador.

Os ruego humildemente, por tanto, que recéis por España, que recéis por el Valle de los Caídos, para que sigamos siendo la nación cristiana y misionera que junto a vosotros hizo llegar a Cristo a todo el orbe. Os suplico que empecemos aquí desde esta olvidad bitácora una Cruzada de Rosarios por la libertad del Valle de los Caídos y de la Comunidad Benedictina que allí vive. Agradecería enormemente que si alguno de vosotros reza un Rosario por esta causa, nos lo dejase saber en las cajas de comentarios para así hacerle llegar a los Benedictinos noticia de vuestras oraciones.

Os rogaría, portugueses –o de esos otros “Portugales” de alem do mar- de buena voluntad, que difundierais este texto. Si alguno de vosotros se tomase la molestia de traducirlo al portugués, tanto mejor.

¡Viva Cristo Rey!

¡Y ahora, Viriatos, a las armas! A la oración, a la pluma.

Rafael Castela Santos

terça-feira, abril 13, 2010

Perceber como tudo isto pôde acontecer


Tenho apresentado e recomendado neste espaço vários livros aos meus leitores; contudo, até hoje quase nada escrevi aqui sobre "Good Bye, Good Men: How Liberals Brought Corruption into the Catholic Church", de autoria do jornalista católico norte-americano Michael S. Rose. É uma lacuna que passo a suprir de imediato.

Como apresentar "Good Bye, Good Men"? Direi que se trata de um livro cuja leitura me impressionou profundamente, sendo uma das três obras - corria o ano de 2002, altura em que reverti ao Catolicismo - que me colocaram definitivamente no caminho da Tradição (as outras duas, a título de curiosidade, foram "A Carta Aberta aos Católicos Perplexos", de Monsenhor Marcel Lefebvre, e o "Charitable Anathema", de Dietrich von Hildebrand"). Não é pouco!

Tomando por base a situação calamitosa que a Igreja Católica atingiu em geral, e os seus seminários em particular, nos Estados Unidos, no pós-Vaticano II, o autor conduz-nos ao longo da devastação provocada pela ruptura progressista numa Igreja outrora sólida e vibrante, cuja decadência resultou directamente do desprezo a que votou a doutrina católica tradicional e o magistério constante da Igreja, bem como da contemporização que fez com todo o tipo de heterodoxias doutrinárias em matéria de fé e moral, desde a negação do pecado, passando pela desconsideração absoluta do celibato sacerdotal até à suicida aceitação da homossexualidade como uma tendência normal e respeitável, num autêntico caldo infernal que no extremo conduziu aos abjectos abusos sexuais de menores.

Por exemplo, é caso para admirar que a arquidiocese de Milwaukee, à qual pertencia o repugnante pedófilo Padre Lawrence Murphy, haja sido a diocese norte-americana onde este ambiente de autodemolição católica foi talvez mais intenso, sob a liderança então de um arcebispo - Rembert Weakland - modernista radical, homossexual assumido, inimigo da Missa Tradicional e adversário de um tal Cardeal Ratzinger?!... Creio que não…

Em resumo, e retornando ao trabalho de Michael S. Rose, este é leitura imprescindível para se perceber como todos estes escândalos puderam ocorrer no interior da Igreja; embora centrado na situação concreta da Igreja norte-americana, o padrão aí descrito é similar ao de muitos outros países ocidentais, sobretudo da Europa Central, como as notícias mais recentes o têm vindo tristemente a comprovar. E, em definitivo, conclui-se que os abusos sexuais de menores são mais um fruto aprodecido da heresia progressista.

Pelos seus frutos os conhecereis

Publicado no "The Remnant". Subscrevo integralmente. Os destaques são meus, como de costume.

Ah, yes, the media have found their collective conscience. They’re shocked - shocked! - to discover a sexual abuse scandal in the Church that emerged more than eight years ago, and which they had already covered and forgotten only to realize- just a moment! - we can use this against Benedict. These are the same moral watchdogs that call us “haters” if we object to “reformed” sex offenders being relocated in our neighborhoods; who ignore the prevalence of sexual abuse in all areas of “enlightened” society today, and that, among clerical offenders, Catholic priests are least likely to offend. These guardians of the moral order accuse grandmothers of “hate speech” for objecting to Catholic adoption agencies placing Catholic children with homosexual couples; view condom distribution in grade schools as an issue of national security, and broadcast Lady Gaga videos night and day depicting borderline necrophilia, lesbianism and violence to children. And, above all, these are the same moral authorities who agitate for tax-funded abortion on demand.

Yes, these guys are shocked - shocked - that thirty years ago Archbishop Ratzinger didn't read the memo about a sexually abusive priest who was sent to “therapy.” They're all about the truth.... And if you buy that one I’ve got a bridge to sell.

“The Bad Shepherd” screamed the headline in the latest Newsweek, just above a picture of a “cold” and “aloof” Holy Father and a vicious concluding paragraph: “What’s needed, really, is a new vision for a church that is more human. Is Benedict the man to provide that? Alas, probably not.”

Get it? What’s needed is an even wider opening of Catholic windows to the modern world. What’s needed is less dogma and more Darwin to help the Church “evolve” into something that might actually benefit the common good someday.

From the New York Times to the London Times to the Sydney Herald, it’s open season on the Catholic Church. And even traditional Catholics - historic defenders of the papacy - find themselves between a rock and hard place. Clearly, a witch hunt is under way in which Pope Benedict is the target, but it’s not as if the disastrous policies of the last forty years aren’t responsible for all of this: the dismal formation of priests, watered down moral theology, the pooh-poohing of sin and hell, face-to-face confession (“let’s just chat”), relocating predator priests, encouraging homosexuality in the priesthood, and establishing an utterly emasculated liturgy. Faux media outrage aside, we know that the Church is reaping the whirlwind - exactly as traditional Catholics predicted she would forty years ago.

Our cause has never been about “liturgical preferences”, but rather the defense of the Church against the very policies of ecclesial auto-demolition that are now threatening to bring the Church to her knees and put Peter in chains.

Still, it must be said that Pope Benedict has done more than any other Pope since Vatican II (including John Paul ‘The Great’!) to actually address the madness running rampant since 1965.