Constitui triste sinal dos tempos ver um jornal como o parisiense "Figaro", outrora título muito respeitável da imprensa francesa, alinhar na campanha de mentiras contra a pessoa do Papa Bento XVI. Mentiras torpes, embora com pernas muito curtas para andar (ler aqui e aqui), como é próprio de todas as mentiras.
domingo, abril 11, 2010
A propósito da campanha de difamação contra o Papa Bento XVI

A propósito da campanha de difamação lançada à escala mundial contra o Papa Bento XVI pelos inimigos externos e internos da Igreja, o responsável do excelente blogue "Ex Orbe" publica mais um magnífico artigo de sua autoria. Sugerindo a leitura integral do mesmo, transcrevo abaixo algumas das suas passagens mais importantes, sendo os destaques da minha responsabilidade.
Cada día que pasa, con cada titular que se publica, es evidente que todo está deliberadamente orquestado, previsto, capítulo a capítulo, todo manipulado contra el Papa Benedicto, que tantas cosas está ordenando. Son los alentadores del desorden, sus beneficiarios, quienes traman y jalean este repugnante caso contra el Papa.
Para completar la faena turbia y emponzoñada sólo les falta sacar a escena a un Garzón de esos que hay por ahí sueltos, para que lance orden de busca y captura. Encontrar a un juez venal, masón o anticatólico que se preste, es muy facil. Sería una especie de remate de la jugada, para seguir luego con una amenaza más directa.
Lobos enfurecidos, fieras feroces que persiguen a Pedro, unas veces embozados con pellejos de borrego, otras sin disfraz, dependiendo de que las tengan todas consigo o no, porque sólo son valientes cuando el ambiente les favorece, con el poder de turno a su favor. Y nuestro siglo es de los malos, no hay, casi no existen buenos en el poder. Y muy pocos en los medios.
Vuelvo a decir que lo tienen facil, porque van contra uno y cuentan con el aplauso de los enemigos todos, que son tantos.
Es engaño muy grave que se revistan hipócritamente de "sentimentalismos eclesiásticos", porque ellos, los persecutores (...) no son ya de la Iglesia, porque ni creen ni practican según la Iglesia, que han abandonado de facto. Les falta la coherencia de pedir eso que hacen algunos de los de su cuerda: Que les borren la partida de bautismo.
(...)
Los grandes son grandes sin necesidad de enemigos sobre los que encumbrarse. Pero es un hecho que el contraste resalta. La sombra hace más visible la luz. La figura de Benedicto XVI, tan luminosa, resalta cada vez más, es más brillante cuanto más sombra le hacen.
Qué duda cabe que el Pontificado de Benedicto XVI dejará una huella de luz. Y las sombras (artificiales) servirán para marcar el contraluz.
Me preguntaban hace poco si se puede cristianamente orar contra alguien. Yo respondí que sí, que por supuesto, y que en algunas ocasiones era obligado. Algo así, por ejemplo:
Contra persecutores Ecclesiæ: Ecclésiæ tuæ, quaésumus, Dómine, preces placátus admítte: ut, destrúctis adversitátibus et erróribus univérsis, secúra tibi sérviat libertáte. Per Dóminum nostrum Iesum Christum...Amen.
O esta, más patente:
Contra persecutores et male agentes: Hostium nostrorum, quaésumus Dómine, elíde supérbiam, et eórum contumáciam déxterae tuae virtúte prostérne. Per Dominum nostrum Iesum Christum...Amen.
Se las brindo a ustedes, los católicos, para que las recen con toda intención, ad casum.
Cada día que pasa, con cada titular que se publica, es evidente que todo está deliberadamente orquestado, previsto, capítulo a capítulo, todo manipulado contra el Papa Benedicto, que tantas cosas está ordenando. Son los alentadores del desorden, sus beneficiarios, quienes traman y jalean este repugnante caso contra el Papa.
Para completar la faena turbia y emponzoñada sólo les falta sacar a escena a un Garzón de esos que hay por ahí sueltos, para que lance orden de busca y captura. Encontrar a un juez venal, masón o anticatólico que se preste, es muy facil. Sería una especie de remate de la jugada, para seguir luego con una amenaza más directa.
Lobos enfurecidos, fieras feroces que persiguen a Pedro, unas veces embozados con pellejos de borrego, otras sin disfraz, dependiendo de que las tengan todas consigo o no, porque sólo son valientes cuando el ambiente les favorece, con el poder de turno a su favor. Y nuestro siglo es de los malos, no hay, casi no existen buenos en el poder. Y muy pocos en los medios.
Vuelvo a decir que lo tienen facil, porque van contra uno y cuentan con el aplauso de los enemigos todos, que son tantos.
Es engaño muy grave que se revistan hipócritamente de "sentimentalismos eclesiásticos", porque ellos, los persecutores (...) no son ya de la Iglesia, porque ni creen ni practican según la Iglesia, que han abandonado de facto. Les falta la coherencia de pedir eso que hacen algunos de los de su cuerda: Que les borren la partida de bautismo.
(...)
Los grandes son grandes sin necesidad de enemigos sobre los que encumbrarse. Pero es un hecho que el contraste resalta. La sombra hace más visible la luz. La figura de Benedicto XVI, tan luminosa, resalta cada vez más, es más brillante cuanto más sombra le hacen.
Qué duda cabe que el Pontificado de Benedicto XVI dejará una huella de luz. Y las sombras (artificiales) servirán para marcar el contraluz.
Me preguntaban hace poco si se puede cristianamente orar contra alguien. Yo respondí que sí, que por supuesto, y que en algunas ocasiones era obligado. Algo así, por ejemplo:
Contra persecutores Ecclesiæ: Ecclésiæ tuæ, quaésumus, Dómine, preces placátus admítte: ut, destrúctis adversitátibus et erróribus univérsis, secúra tibi sérviat libertáte. Per Dóminum nostrum Iesum Christum...Amen.
O esta, más patente:
Contra persecutores et male agentes: Hostium nostrorum, quaésumus Dómine, elíde supérbiam, et eórum contumáciam déxterae tuae virtúte prostérne. Per Dominum nostrum Iesum Christum...Amen.
Se las brindo a ustedes, los católicos, para que las recen con toda intención, ad casum.
Blogue do dia
O João Marchante distinguiu uma vez mais este espaço, do qual é amigo desde a primeira hora, com a menção de "blogue do dia", no seu "Eternas Saudades do Futuro". Aqui lhe deixo, ainda que tardiamente, o meu público agradecimento.
sexta-feira, abril 09, 2010
Uma entrevista implicitamente censurada
Embora não seja um tradicionalista no sentido estrito da palavra, até pela obra a que pertence, nem por isso deixa de ser inquestionável que o Padre Gonçalo Portocarrero é um dos poucos sacerdotes católicos que ousa defender publicamente, em Portugal, a Igreja e o seu magistério. Um bom exemplo desta factualidade é a entrevista aqui transcrita: nela, o Padre Portocarrero ministra uma autêntica "tareia" a um jornaleiro do pasquim "Expresso", que, a propósito das recentes notícias sobre casos de pedofilia no interior da Igreja, foi à procura de lã e acabou por regressar tosquiado. Como é óbvio, tal entrevista, pelo seu grau de incorrecção em relação aos cânones admitidos pelos "bens pensantes", não foi publicada, que é como quem diz, foi implicitamente censurada. E, também por isto, merece a mesma agora uma atenta leitura.
A adúltera lapidadora
Mais um brilhante texto do Corcunda. Transcrevo a seguinte parte, desejando vivamente que o seu autor volte a ser presença regular na blogosfera:
São os que pregam o fim da restrição e da subordinação do Homem à Lei de Deus, que agora apontam o dedo aos que não contiveram a sua perversidade. Os que atacaram a autoridade moral da Igreja são os mesmos que, ao colocar as opiniões todas ao mesmo nível, abriram a porta à ideia de que conceitos como complementaridade dos sexos, abertura à vida humana e natureza, são meras convenções. Resta saber por que insondável razão se erguem estes contra os que ignoraram convencionalismos como a maioridade, a puberdade ou a auto-determinação?Nós temos uma razão para condenar a pedofilia, os pedófilos e os que os ajudam (o que não é manifestamente o caso do Santo Padre). Nem todos se podem gabar do mesmo…
São os que pregam o fim da restrição e da subordinação do Homem à Lei de Deus, que agora apontam o dedo aos que não contiveram a sua perversidade. Os que atacaram a autoridade moral da Igreja são os mesmos que, ao colocar as opiniões todas ao mesmo nível, abriram a porta à ideia de que conceitos como complementaridade dos sexos, abertura à vida humana e natureza, são meras convenções. Resta saber por que insondável razão se erguem estes contra os que ignoraram convencionalismos como a maioridade, a puberdade ou a auto-determinação?Nós temos uma razão para condenar a pedofilia, os pedófilos e os que os ajudam (o que não é manifestamente o caso do Santo Padre). Nem todos se podem gabar do mesmo…
domingo, abril 04, 2010
Páscoa da Ressurreição

Mas o anjo tomou a palavra e disse às mulheres: "Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde jazia e ide depressa dizer aos seus discípulos: Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis. Eis o que tinha para vos dizer."
São Mateus 28, 5-7 .
São Mateus 28, 5-7 .
sábado, abril 03, 2010
Páscoa da Cruz

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste,
rejeitando o meu lamento, o meu grito de socorro?
Meu Deus, clamo por ti durante o dia e não me respondes;
durante a noite, e não tenho sossego.
Tu, porém, és o Santo
E habitas na glória de Israel.
Em ti confiaram os nossos pais; confirmaram e Tu os libertaste.
A ti clamaram e foram salvos;
confiaram em ti e não foram confundidos.
Eu, porém, sou um verme e não um homem,
o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.
Todos os que me vêem escarnecem de mim;
estendem os lábios e abanam a cabeça.
"Confiou no Senhor, Ele que o livre;
Ele que o salve, já que é seu amigo."
Na verdade, Tu me tiraste do seio materno;
Puseste-me em segurança ao peito da minha mãe.
Pertenço-te desde o ventre materno;
desde o seio de minha mãe, Tu és o meu Deus.
Não te afastes de mim, porque estou atribulado
e não há quem me ajude.
Rodeiam-me touros em manada;
cercam-me touros ferozes de Basan.
Abrem contra mim as suas fauces,
como leão que despedaça e ruge.
Fui derramado como água;
e todos os meus ossos se desconjuntaram;
o meu coração tornou-se como cera e derreteu-se dentro do meu peito.
A minha garganta secou-se como barro cozido
e a minha língua pegou-se ao céu da boca;
reduziste-me ao pó da sepultura.
Estou rodeado por matilhas de cães,
envolvido por um bando de malfeitores;
trespassaram as minhas mãos e os meus pés:
posso contar todos os meus ossos.
Eles olham para mim cheios de espanto!
Repartem entre si as minhas vestes
e sorteiam a minha túnica.
Mas Tu, Senhor, não te afastes de mim!
És o meu auxílio: vem socorrer-me depressa!
Livra a minha alma da espada, e, das garras dos cães, a minha vida.
Salva-me da boca dos leões;
livra-me dos chifres dos búfalos.
Então anunciarei o teu nome aos meus irmãos
e te louvarei no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-o!
Glorificai-o, descendentes de Jacob!
Reverenciai-o, descendentes de Israel!
Pois Ele não desprezou nem desdenhou a aflição do pobre,
nem desviou dele a sua face;
mas ouviu-o, quando lhe pediu socorro.
De ti vem o meu louvor na grande assembleia;
cumprirei os meus votos na presença dos teus fiéis.
Os pobres comerão e serão saciados;
louvarão o Senhor, os que o procuram.
"Vivam para sempre os vossos corações."
Hão-de lembrar-se do Senhor e voltar-se para Ele
todos os confins da terra;
hão-de prostra-se diante dele
todos os povos e nações,
porque ao Senhor pertence a realeza.
Ele domina sobre todas as nações.
Diante dele hão-de prostrar-se todos os grandes da terra;
diante dele hão-de inclinar-se todos os que descem ao pó
e assim deixam de viver.
Uma nova geração o servirá
e narrará ao vindouros as maravilhas do Senhor;
ao povo que vai nascer dará a conhecer a sua justiça,
contará o que ele fez.
Salmo 21
rejeitando o meu lamento, o meu grito de socorro?
Meu Deus, clamo por ti durante o dia e não me respondes;
durante a noite, e não tenho sossego.
Tu, porém, és o Santo
E habitas na glória de Israel.
Em ti confiaram os nossos pais; confirmaram e Tu os libertaste.
A ti clamaram e foram salvos;
confiaram em ti e não foram confundidos.
Eu, porém, sou um verme e não um homem,
o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.
Todos os que me vêem escarnecem de mim;
estendem os lábios e abanam a cabeça.
"Confiou no Senhor, Ele que o livre;
Ele que o salve, já que é seu amigo."
Na verdade, Tu me tiraste do seio materno;
Puseste-me em segurança ao peito da minha mãe.
Pertenço-te desde o ventre materno;
desde o seio de minha mãe, Tu és o meu Deus.
Não te afastes de mim, porque estou atribulado
e não há quem me ajude.
Rodeiam-me touros em manada;
cercam-me touros ferozes de Basan.
Abrem contra mim as suas fauces,
como leão que despedaça e ruge.
Fui derramado como água;
e todos os meus ossos se desconjuntaram;
o meu coração tornou-se como cera e derreteu-se dentro do meu peito.
A minha garganta secou-se como barro cozido
e a minha língua pegou-se ao céu da boca;
reduziste-me ao pó da sepultura.
Estou rodeado por matilhas de cães,
envolvido por um bando de malfeitores;
trespassaram as minhas mãos e os meus pés:
posso contar todos os meus ossos.
Eles olham para mim cheios de espanto!
Repartem entre si as minhas vestes
e sorteiam a minha túnica.
Mas Tu, Senhor, não te afastes de mim!
És o meu auxílio: vem socorrer-me depressa!
Livra a minha alma da espada, e, das garras dos cães, a minha vida.
Salva-me da boca dos leões;
livra-me dos chifres dos búfalos.
Então anunciarei o teu nome aos meus irmãos
e te louvarei no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-o!
Glorificai-o, descendentes de Jacob!
Reverenciai-o, descendentes de Israel!
Pois Ele não desprezou nem desdenhou a aflição do pobre,
nem desviou dele a sua face;
mas ouviu-o, quando lhe pediu socorro.
De ti vem o meu louvor na grande assembleia;
cumprirei os meus votos na presença dos teus fiéis.
Os pobres comerão e serão saciados;
louvarão o Senhor, os que o procuram.
"Vivam para sempre os vossos corações."
Hão-de lembrar-se do Senhor e voltar-se para Ele
todos os confins da terra;
hão-de prostra-se diante dele
todos os povos e nações,
porque ao Senhor pertence a realeza.
Ele domina sobre todas as nações.
Diante dele hão-de prostrar-se todos os grandes da terra;
diante dele hão-de inclinar-se todos os que descem ao pó
e assim deixam de viver.
Uma nova geração o servirá
e narrará ao vindouros as maravilhas do Senhor;
ao povo que vai nascer dará a conhecer a sua justiça,
contará o que ele fez.
Salmo 21
Apoio a Bento XVI

Livrai-me, Senhor, do homem mau;
defende-me do homem violento:
dos que planeiam o mal em seu coração
e todos os dias promovem discórdias.
Afiam a sua língua como serpentes
e escondem nos lábios venenos de víboras.
Protege-me, Senhor, das mãos do ímpio;
defende-me dos homens violentos,
que preparam tropeços para os meus pés.
Os insolentes escondem armadilhas contra mim;
estenderam um rede à beira do caminho;
armaram laços para eu cair.
Disse ao Senhor: "Tu és o meu Deus!"
Escuta, Senhor, a voz da minha súplica.
Senhor, meu Deus, meu poderoso defensor,
protege a minha cabeça no dia do combate.
Não escutes, Senhor, os desejos do ímpio;
não permitas que se realizem os seus planos.
Salmo 139, 1-9.
Já escrevi aqui sobre a campanha de desinformação anticatólica lançada pelo jornal esquerdista e laicista "New York Times", e secundada à escala global por outros órgãos de comunicação social com orientação ideológica semelhante à do diário norte-americano. Ao que então referi, pouco tenho a acrescentar agora. Contudo, sempre direi que o que está em causa nesta campanha, vinda como vem da parte de apologistas do aborto e do homossexualismo, é muito menos a defesa dos direitos de menores vítimas de abusos sexuais e muito mais um ataque selvagem à pessoa do Papa Bento XVI, sendo a suposta defesa daqueles direitos tão-só um mero pretexto oportunista e interesseiro para dar legitimidade a este ataque, verdadeiro móbil de toda a gigantesca manipulação em decurso.
De facto, os inimigos externos e internos da Igreja e do Papado, não perdoam a Bento XVI a intransigente defesa que este tem vindo a fazer da Missa tradicional e da reforma da reforma litúrgica, da hermenêutica da continuidade contra o espírito de ruptura progressista, e da civilização cristã da vida contra a cultura secularista da morte. Não lhe perdoam e têm-no feito sentir com particular estridência, como se pôde constatar ao longo dos últimos dias.
Por exemplo, não se trata de um mero acaso que a revista jacobina e socialista francesa "L'Express", na sua mais recente edição, se atreva a censurar o Santo Padre nos seguintes termos, bem típicos de um certo progressismo troglodita ainda em voga por terras gaulesas e lusitanas: Le concile Vatican II prêchait pour une Eglise "horizontale", ouverte sur son temps et en communion avec le "peuple de Dieu", les fidèles. Par sa personnalité et par ses actes - réhabilitation de la messe en latin, main tendue aux intégristes, relecture "conservatrice" de Vatican II - Benoît XVI se reconnaît davantage dans la vision ecclésiale opposée, qui a toujours existé au sein du catholicisme: celle d'une Eglise "verticale", centrée sur le respect de l'autorité et de l'héritage [destaques meus].
Com o mundo - esse inimigo da alma - em fúria contra a pessoa do Papa, como não reflectir na visão que a Beata Jacinta de Fátima teve do Santo Padre, em 1917, na Cova da Iria, e que a Irmã Lúcia narrou em Agosto de 1941, na sua 3ª Memória, nos exactos termos em que aquela lha contou: Não sei como foi! Eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mão na cara a chorar. Fora de casa estava muita gente, e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas, e diziam-lhe muitas palavras feias [destaques meus].
Por tudo isto, neste tempo pascal em que o bem triunfa em definitivo sobre o mal, aos católicos dignos desse nome não restam outras alternativas que não sejam a de desmascarar a ignominiosa campanha de propaganda feita contra o Papa (pois de ignomínia aqui se trata efectivamente), para o que sugiro a leitura por todos dos artigos que abaixo indico, bem como a de manifestar publicamente todo o seu apoio a Bento XVI, mormente através da assinatura desta petição.
- Setting the record straight in the case of abusive Milwaukee priest Father Lawrence Murphy
- Avvenire: New York Times Contradicts Itself
- The Pope and the abuse scandal: a guide for perplexed Catholics
- Argumentaire sur les prêtres et la pédophilie
defende-me do homem violento:
dos que planeiam o mal em seu coração
e todos os dias promovem discórdias.
Afiam a sua língua como serpentes
e escondem nos lábios venenos de víboras.
Protege-me, Senhor, das mãos do ímpio;
defende-me dos homens violentos,
que preparam tropeços para os meus pés.
Os insolentes escondem armadilhas contra mim;
estenderam um rede à beira do caminho;
armaram laços para eu cair.
Disse ao Senhor: "Tu és o meu Deus!"
Escuta, Senhor, a voz da minha súplica.
Senhor, meu Deus, meu poderoso defensor,
protege a minha cabeça no dia do combate.
Não escutes, Senhor, os desejos do ímpio;
não permitas que se realizem os seus planos.
Salmo 139, 1-9.
Já escrevi aqui sobre a campanha de desinformação anticatólica lançada pelo jornal esquerdista e laicista "New York Times", e secundada à escala global por outros órgãos de comunicação social com orientação ideológica semelhante à do diário norte-americano. Ao que então referi, pouco tenho a acrescentar agora. Contudo, sempre direi que o que está em causa nesta campanha, vinda como vem da parte de apologistas do aborto e do homossexualismo, é muito menos a defesa dos direitos de menores vítimas de abusos sexuais e muito mais um ataque selvagem à pessoa do Papa Bento XVI, sendo a suposta defesa daqueles direitos tão-só um mero pretexto oportunista e interesseiro para dar legitimidade a este ataque, verdadeiro móbil de toda a gigantesca manipulação em decurso.
De facto, os inimigos externos e internos da Igreja e do Papado, não perdoam a Bento XVI a intransigente defesa que este tem vindo a fazer da Missa tradicional e da reforma da reforma litúrgica, da hermenêutica da continuidade contra o espírito de ruptura progressista, e da civilização cristã da vida contra a cultura secularista da morte. Não lhe perdoam e têm-no feito sentir com particular estridência, como se pôde constatar ao longo dos últimos dias.
Por exemplo, não se trata de um mero acaso que a revista jacobina e socialista francesa "L'Express", na sua mais recente edição, se atreva a censurar o Santo Padre nos seguintes termos, bem típicos de um certo progressismo troglodita ainda em voga por terras gaulesas e lusitanas: Le concile Vatican II prêchait pour une Eglise "horizontale", ouverte sur son temps et en communion avec le "peuple de Dieu", les fidèles. Par sa personnalité et par ses actes - réhabilitation de la messe en latin, main tendue aux intégristes, relecture "conservatrice" de Vatican II - Benoît XVI se reconnaît davantage dans la vision ecclésiale opposée, qui a toujours existé au sein du catholicisme: celle d'une Eglise "verticale", centrée sur le respect de l'autorité et de l'héritage [destaques meus].
Com o mundo - esse inimigo da alma - em fúria contra a pessoa do Papa, como não reflectir na visão que a Beata Jacinta de Fátima teve do Santo Padre, em 1917, na Cova da Iria, e que a Irmã Lúcia narrou em Agosto de 1941, na sua 3ª Memória, nos exactos termos em que aquela lha contou: Não sei como foi! Eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mão na cara a chorar. Fora de casa estava muita gente, e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas, e diziam-lhe muitas palavras feias [destaques meus].
Por tudo isto, neste tempo pascal em que o bem triunfa em definitivo sobre o mal, aos católicos dignos desse nome não restam outras alternativas que não sejam a de desmascarar a ignominiosa campanha de propaganda feita contra o Papa (pois de ignomínia aqui se trata efectivamente), para o que sugiro a leitura por todos dos artigos que abaixo indico, bem como a de manifestar publicamente todo o seu apoio a Bento XVI, mormente através da assinatura desta petição.
- Setting the record straight in the case of abusive Milwaukee priest Father Lawrence Murphy
- Avvenire: New York Times Contradicts Itself
- The Pope and the abuse scandal: a guide for perplexed Catholics
- Argumentaire sur les prêtres et la pédophilie
domingo, março 28, 2010
Conferência sobre o Rito Tradicional Latino-Gregoriano em Fátima - um acontecimento merecedor da mais ampla divulgação
Os Cónegos Regulares de São João Câncio, religiosos integrados no âmbito da Comissão "Ecclesia Dei", irão realizar no próximo mês de Setembro, entre os dias 8 e 11, em Fátima, uma Conferência sobre o Rito Tradicional Latino-Gregoriano, cuja participação se encontra aberta a todos os sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e leigos que nela queiram inscrever-se.
Trata-se de um acontecimento merecedor da mais ampla divulgação e do maior apoio possível de todos os católicos tradicionais portugueses, susceptível de dar à Missa Tradicional no nosso país a visibilidade pública que até agora lhe tem sido injustamente negada.
Os interessados podem obter mais pormenores sobre este evento aqui (em inglês) e aqui (em português).
Trata-se de um acontecimento merecedor da mais ampla divulgação e do maior apoio possível de todos os católicos tradicionais portugueses, susceptível de dar à Missa Tradicional no nosso país a visibilidade pública que até agora lhe tem sido injustamente negada.
Os interessados podem obter mais pormenores sobre este evento aqui (em inglês) e aqui (em português).
Impressões de visita a Saint Nicholas du Chardonnet

No seu muito recomendável "The Hermeneutic of Continuity", o Padre Tim Finigan, que viajou recentemente até Paris, dá conta das suas impressões de visita à grande igreja da FSSPX na capital francesa - Saint Nicholas du Chardonnet -, em artigo escrito no tom sério, equilibrado e sensato que lhe é característico. A este respeito, não deixa de ser agradável para a minha pessoa que o ilustre sacerdote inglês constate, quase ponto por ponto, aquilo que eu próprio pude constatar em visita de boa memória à referida igreja parisiense.
sexta-feira, março 26, 2010
Ainda mais factos
É claro que a culpa dos casos de abusos sexuais de menores por parte de padres ditos católicos não é do celibato sacerdotal, muito longe disso! Nada que já não se soubesse, mas nunca é demais sublinhar com toda a firmeza a verdade dos factos.
Bien qu'il soit peu politiquement correct de le dire, il y a un chiffre qui est beaucoup plus important: plus de 80% des pédophiles sont homosexuels, des individus mâles abusant d'autres mâles. Et - pour citer une fois de plus Jenkins - plus de 90% des prêtres catholiques condamnés pour abus sexuel d'enfants et pédophilie sont homosexuels. Si dans l'Église catholique il y a eu effectivement un problème, ce n'était pas le célibat, mais une certaine tolérance de l'homosexualité dans les séminaires, en particulier dans les années 1970, quand ont été ordonnés la grande majorité des prêtres reconnus par la suite coupables d'abus. C'est un problème que Benoît XVI corrige vigoureusement. Plus généralement, le retour à la morale, à la discipline ascétique, à la méditation sur la vraie, grande nature du sacerdoce sont l'antidote ultime aux vraies tragédies de la pédophilie. C'est à cela aussi que devrait servir l'Année Sacerdotale.
Bien qu'il soit peu politiquement correct de le dire, il y a un chiffre qui est beaucoup plus important: plus de 80% des pédophiles sont homosexuels, des individus mâles abusant d'autres mâles. Et - pour citer une fois de plus Jenkins - plus de 90% des prêtres catholiques condamnés pour abus sexuel d'enfants et pédophilie sont homosexuels. Si dans l'Église catholique il y a eu effectivement un problème, ce n'était pas le célibat, mais une certaine tolérance de l'homosexualité dans les séminaires, en particulier dans les années 1970, quand ont été ordonnés la grande majorité des prêtres reconnus par la suite coupables d'abus. C'est un problème que Benoît XVI corrige vigoureusement. Plus généralement, le retour à la morale, à la discipline ascétique, à la méditation sur la vraie, grande nature du sacerdoce sont l'antidote ultime aux vraies tragédies de la pédophilie. C'est à cela aussi que devrait servir l'Année Sacerdotale.
Repondo a verdade com factos contra as mentiras da desinformação
Factos a sério que repõem a verdade contra mentiras com pernas muito curtas da desinformação: através do imprescindível "Le Salon Beige", tomo conhecimento deste artigo fundamental, de autoria do jornalista italiano Massimo Introvigne, sobre a mais recente campanha de difamação lançada pelo jornal esquerdista, laicista e anticristão "New York Times" contra a pessoa do Papa Bento XVI. Respigo um trecho bem elucidativo:
Les faits sont un peu différents. Vers 1975, le Père Murphy a été accusé d'abus particulièrement graves et méprisables dans un pensionnat pour des mineurs sourds. Le cas a été signalé sans délai aux autorités civiles, qui n'ont pas trouvé de preuves suffisantes pour poursuivre Don Murphy. L'Eglise, en l'occurrence plus sévère que l'Etat, continua pourtant avec persistance à enquêter sur Don Murphy et puisqu'elle soupçonnait qu'il était coupable, à limiter de différentes façons l'exercice de son ministère, bien que les accusations portées contre lui avaient été abandonnées par la magistrature.
Vingt ans après les événements, en 1995 - dans un climat de fortes polémiques autour des affaires de "prêtres pédophiles" - l'archidiocèse de Milwaukee jugea bon de signaler le cas à la Congrégation pour la Doctrine de la Foi. L'information était liée à des violations de la discipline de la confession, du ressort de la Congrégation, et n'avait rien à voir avec l'enquête civile, qui avait eu lieu et s'était conclue il y a plus de vingt ans. Il convient également de noter que, dans les vingt années antérieures à 1995, il n'y avait pas eu de faits nouveaux ou de nouvelle accusation contre Don Murphy. Les faits débattus étaient encore ceux de 1975. L'archidiocèse signala même à Rome que Don Murphy était mourant. La Congrégation pour la Doctrine de la Foi ne publia certes pas de documents, ni ne fit de déclarations publiques vingt ans après les faits, mais recommanda que l'on continuât à restreindre les activités pastorales de Don Murphy et qu'on lui demande de reconnaître publiquement sa responsabilité. Quatre mois après l'intervention de Rome, Don Murphy mourut.
Ce nouvel exemple de journalisme poubelle confirme comment fonctionnent les «paniques morales». Pour salir la personne du Saint-Père, on remue un épisode d'il y a trente ans, connu et discuté par la presse locale déjà au milieu des années 1970, dont la gestion - pour autant qu'elle relève de ses compétences, et un quart de siècle après les faits - par la Congrégation pour la Doctrine de la Foi a également été canoniquement et moralement irréprochable, et bien plus sévère que celle des autorités de l'Etat américain.
Les faits sont un peu différents. Vers 1975, le Père Murphy a été accusé d'abus particulièrement graves et méprisables dans un pensionnat pour des mineurs sourds. Le cas a été signalé sans délai aux autorités civiles, qui n'ont pas trouvé de preuves suffisantes pour poursuivre Don Murphy. L'Eglise, en l'occurrence plus sévère que l'Etat, continua pourtant avec persistance à enquêter sur Don Murphy et puisqu'elle soupçonnait qu'il était coupable, à limiter de différentes façons l'exercice de son ministère, bien que les accusations portées contre lui avaient été abandonnées par la magistrature.
Vingt ans après les événements, en 1995 - dans un climat de fortes polémiques autour des affaires de "prêtres pédophiles" - l'archidiocèse de Milwaukee jugea bon de signaler le cas à la Congrégation pour la Doctrine de la Foi. L'information était liée à des violations de la discipline de la confession, du ressort de la Congrégation, et n'avait rien à voir avec l'enquête civile, qui avait eu lieu et s'était conclue il y a plus de vingt ans. Il convient également de noter que, dans les vingt années antérieures à 1995, il n'y avait pas eu de faits nouveaux ou de nouvelle accusation contre Don Murphy. Les faits débattus étaient encore ceux de 1975. L'archidiocèse signala même à Rome que Don Murphy était mourant. La Congrégation pour la Doctrine de la Foi ne publia certes pas de documents, ni ne fit de déclarations publiques vingt ans après les faits, mais recommanda que l'on continuât à restreindre les activités pastorales de Don Murphy et qu'on lui demande de reconnaître publiquement sa responsabilité. Quatre mois après l'intervention de Rome, Don Murphy mourut.
Ce nouvel exemple de journalisme poubelle confirme comment fonctionnent les «paniques morales». Pour salir la personne du Saint-Père, on remue un épisode d'il y a trente ans, connu et discuté par la presse locale déjà au milieu des années 1970, dont la gestion - pour autant qu'elle relève de ses compétences, et un quart de siècle après les faits - par la Congrégation pour la Doctrine de la Foi a également été canoniquement et moralement irréprochable, et bien plus sévère que celle des autorités de l'Etat américain.
De combien de ces "découvertes" avons-nous encore besoin pour réaliser que l'attaque contre le Pape n'a rien à voir avec la défense des victimes de cas de pédophilie - certes grave, inacceptable et criminel, comme Benoît XVI l'a rappelé avec une sainte sévérité- et vise à discréditer un Pape et une Eglise qui gênet les lobbies pour leur action efficace dans la défense de la vie et la famille?
quinta-feira, março 25, 2010
Os abusos sexuais de menores - um fruto da heresia progressista
A propósito das recentes notícias sobre casos de abuso sexual de menores cometidos por sacerdotes católicos na Alemanha e na Áustria, não deixa de causar admiração o modo hipócrita como os costumeiros inimigos externos e internos da Igreja, de imediato, se aproveitaram delas para, uma vez mais, difamarem essa Igreja e atacarem a pessoa do Papa.
De facto, é razão para espanto que os mesmos que defendem o assassinato impune e indiscriminado de seres humanos inocentes e indefesos no próprio seio materno através da prática vil do aborto, rasguem agora vestes em público à maneira dos fariseus, por causa destes abusos, numa atitude que tem tanto de falso como de canalha. Efectivamente, em tese e utilizando a lógica pervertida deles, onde é possível o mais (matar um ser humano inocente e indefeso), também deveria ser possível o menos (abusar sexualmente de um ser humano inocente e indefeso). Porém, esta gente sem escrúpulos, da qual fazem parte os repugnantes católicos de letreiro comummente conhecidos por progressistas, está-se nas tintas para quaisquer raciocínios lógicos, interessando-lhe apenas pegar com oportunismo em tudo o que permita atacar as verdades de fé e moral católica!
Ora, ademais da notória má-fé de quererem implicar todo o clero católico nestes sucessos infames, quando os mesmos foram praticados tão-só por uma pequena minoria, jamais sublinham - porque isso não lhes convém - que aqueles são o fruto directo, não da prática da fé e moral católicas, mas sim do abandono da mesma prática e da sua substituição pelos erros do progressismo. É que com respeito a esta matéria, o que tem vindo ao conhecimento público nos anos mais recentes não demonstra qualquer fracasso da doutrina católica tradicional - nomeadamente da disciplina do celibato sacerdotal -, comprovando antes a chocante falência moral da heresia progressista, de que os abusos sexuais de menores no interior da Igreja são um dos frutos mais vis.
É simples coincidência que os primeiros casos de abusos sexuais ocorridos na Igreja remontem há cerca de sessenta anos, quando a heresia progressista começava a ganhar terreno no interior do mundo católico, debalde os esforços do Papa Pio XII em contrariá-la? Não! É simples coincidência que os casos de abusos sexuais hajam disparado depois do Concílio Vaticano II, o qual, no mínimo, baixou as defesas da Igreja contra a heresia progressista e permitiu que esta se infiltrasse em amplíssimos sectores católicos? Não! Aonde conduziu uma heresia que sustenta que o pecado não ofende a Deus (quando não nega a existência do próprio pecado), que refuta a natureza sacrificial propiciatória e expiatória da Missa, que prega a salvação universal independente dos méritos pessoais, e que considera admissível a tendência homossexual? Os resultados, esses, estão agora à vista de todos…
De facto, é razão para espanto que os mesmos que defendem o assassinato impune e indiscriminado de seres humanos inocentes e indefesos no próprio seio materno através da prática vil do aborto, rasguem agora vestes em público à maneira dos fariseus, por causa destes abusos, numa atitude que tem tanto de falso como de canalha. Efectivamente, em tese e utilizando a lógica pervertida deles, onde é possível o mais (matar um ser humano inocente e indefeso), também deveria ser possível o menos (abusar sexualmente de um ser humano inocente e indefeso). Porém, esta gente sem escrúpulos, da qual fazem parte os repugnantes católicos de letreiro comummente conhecidos por progressistas, está-se nas tintas para quaisquer raciocínios lógicos, interessando-lhe apenas pegar com oportunismo em tudo o que permita atacar as verdades de fé e moral católica!
Ora, ademais da notória má-fé de quererem implicar todo o clero católico nestes sucessos infames, quando os mesmos foram praticados tão-só por uma pequena minoria, jamais sublinham - porque isso não lhes convém - que aqueles são o fruto directo, não da prática da fé e moral católicas, mas sim do abandono da mesma prática e da sua substituição pelos erros do progressismo. É que com respeito a esta matéria, o que tem vindo ao conhecimento público nos anos mais recentes não demonstra qualquer fracasso da doutrina católica tradicional - nomeadamente da disciplina do celibato sacerdotal -, comprovando antes a chocante falência moral da heresia progressista, de que os abusos sexuais de menores no interior da Igreja são um dos frutos mais vis.
É simples coincidência que os primeiros casos de abusos sexuais ocorridos na Igreja remontem há cerca de sessenta anos, quando a heresia progressista começava a ganhar terreno no interior do mundo católico, debalde os esforços do Papa Pio XII em contrariá-la? Não! É simples coincidência que os casos de abusos sexuais hajam disparado depois do Concílio Vaticano II, o qual, no mínimo, baixou as defesas da Igreja contra a heresia progressista e permitiu que esta se infiltrasse em amplíssimos sectores católicos? Não! Aonde conduziu uma heresia que sustenta que o pecado não ofende a Deus (quando não nega a existência do próprio pecado), que refuta a natureza sacrificial propiciatória e expiatória da Missa, que prega a salvação universal independente dos méritos pessoais, e que considera admissível a tendência homossexual? Os resultados, esses, estão agora à vista de todos…
domingo, março 14, 2010
Defender o rito tradicional latino-gregoriano é defender a vida humana
O rito latino-gregoriano, sendo o rito comum, perpetuamente válido e irrevogável da Igreja do Ocidente, está acima de quaisquer contingências temporais, e é por isso também um rito sempre jovem, actual e ultramoderno, que constitui a forma mais radical de se ser antimoderno. São enormes as potencialidades que estão inerentes ao seu génio, entre as quais, em plano de evidência, a defesa da vida humana a partir do momento da concepção.
De facto, urge não esquecer o teor do sábio brocardo latino " Lex Orandi, Lex Credendi, Lex Vivendi", ou seja, a forma como se reza exprime o modo como se crê, e o modo como se crê expressa a maneira como se vive. Assim, enfatizando o rito latino-gregoriano magistralmente as verdades fundamentais de fé e moral católicas, rezar segundo aquele é exprimir a crença em tais verdades (entre as quais, a da defesa da vida humana inocente), em reflexo do próprio estilo de vida religiosa e moral de quem crê. Deste modo, percebe-se por que motivo os hereges progressistas, inimigos denodados das verdades de fé e moral católicas, bem como do magistério extraordinário e ordinário constante da Igreja, são outrossim os principais inimigos do rito latino-gregoriano, hostilizando-o tanto quanto lhes é possível: este, por ser a expressão pública máxima daquelas verdades, é-lhes insuportável.
Sem prejuízo, mesmo nos meios católicos tradicionais, não está totalmente compreendido o valor catequético do rito tradicional e a sua importância para a defesa da vida humana e para o combate antiaborcionista; portanto, deixo à consideração dos meus leitores um interessante artigo escrito por Deborah Morlani, colaboradora do "New Liturgical Movement" que se tem dedicado a aprofundar este assunto, bem como uma entrevista fundamental de Sua Eminência o Cardeal Cañizares, sobre o mesmo tema, concedida ao extraordinário Life Site News.
Lidas tais recomendações, acredito ser lícito perguntar: não se terá devido o grande avanço das legislações aborcionistas nos últimos quarenta anos, em especial nos países outrora católicos, também à marginalização sofrida durante o mesmo período de tempo pelo rito tradicional?...
De facto, urge não esquecer o teor do sábio brocardo latino " Lex Orandi, Lex Credendi, Lex Vivendi", ou seja, a forma como se reza exprime o modo como se crê, e o modo como se crê expressa a maneira como se vive. Assim, enfatizando o rito latino-gregoriano magistralmente as verdades fundamentais de fé e moral católicas, rezar segundo aquele é exprimir a crença em tais verdades (entre as quais, a da defesa da vida humana inocente), em reflexo do próprio estilo de vida religiosa e moral de quem crê. Deste modo, percebe-se por que motivo os hereges progressistas, inimigos denodados das verdades de fé e moral católicas, bem como do magistério extraordinário e ordinário constante da Igreja, são outrossim os principais inimigos do rito latino-gregoriano, hostilizando-o tanto quanto lhes é possível: este, por ser a expressão pública máxima daquelas verdades, é-lhes insuportável.
Sem prejuízo, mesmo nos meios católicos tradicionais, não está totalmente compreendido o valor catequético do rito tradicional e a sua importância para a defesa da vida humana e para o combate antiaborcionista; portanto, deixo à consideração dos meus leitores um interessante artigo escrito por Deborah Morlani, colaboradora do "New Liturgical Movement" que se tem dedicado a aprofundar este assunto, bem como uma entrevista fundamental de Sua Eminência o Cardeal Cañizares, sobre o mesmo tema, concedida ao extraordinário Life Site News.
Lidas tais recomendações, acredito ser lícito perguntar: não se terá devido o grande avanço das legislações aborcionistas nos últimos quarenta anos, em especial nos países outrora católicos, também à marginalização sofrida durante o mesmo período de tempo pelo rito tradicional?...
O massacre da população europeia - o maior e mais silencioso genocídio de todos os tempos
Tomo conhecimento, através desta notícia, das horrendas dimensões que o aborto alcançou na União Europeia: os europeus são hoje massacrados nos ventres maternos como nunca o foram antes nos campos de batalha, em proporções que consubstanciam o maior e mais silencioso genocídio de todos os tempos.
Ora, a criminosa desordem política que tolera, permite e até apoia este estado de coisas, é necessariamente ilegítima, iníqua e ímpia, e merece ser combatida por todos os meios moralmente lícitos e admissíveis. E com respeito à monstruosidade aborcionista, apetece-me citar um trecho certeiro de Juan Manuel de Prada, retirado do seu livro "A Nova Tirania" (Leiam-no! Leiam-no!):
O progressista é o sujeito que conseguiu fazer passar o seu cinismo por filantropia.
(…) No seu empenho por evitar olhar o rosto do outro, o progressista desenvolveu uma espécie de antropologia bizantina, que faz depender a condição humana de uma vida em gestação do tamanho dessa vida, da viabilidade dessa vida, das semanas de gestação, e por aí fora. O progressista pretende fazer-nos crer que um feto de dez semanas não merece protecção jurídica porque não pode desenvolver-se independentemente da mãe. Mas a inviolabilidade da vida humana não está, de modo nenhum, dependente do facto de ser ou não viável; pelo contrário, uma vida torna-se tanto mais valiosa quanto mais desvalida se encontra, quanto mais exige o nosso auxílio para continuar a viver, quando não tem poder, nem voz para se defender. A inviolabilidade da vida depende, em suma, da nossa decisão de olhar para ela de frente, reconhecendo nela uma dignidade inalienável.
(…) Para conseguir ver a dignidade de uma vida em gestação é necessário, evidentemente, olhá-la com os olhos do coração, que é onde reside a nossa liberdade de escolher entre o bem e o mal. E, como o progressista foge às decisões morais, como nem sequer aceita que haja bem e mal, recorre ao mais repelente fisiologismo para determinar de forma ditatorial que uma vida em gestação não é vida, porque não tem rosto. E, como não tem rosto, não pode ser sujeito; por isso, é um objecto do qual posso dispor livremente, um objecto que posso destruir, se for caso.
Mas como atrás dissemos, o progressista tem necessidade de disfarçar o seu cinismo, dando-lhe a forma de filantropia. E, para justificar a matança de vidas em gestação, tem necessidade de invocar direitos. O progressismo é uma fábrica de salsichas de direitos. E assim, o progressista saca da manga um filantrópico "direito ao aborto": a mulher tem o direito de decidir sobre a sua qualidade de vida; a sociedade tem o direito de se desembaraçar de crianças indesejadas, para garantir aos cidadãos elevados níveis de bem-estar, etc. O progressista disfarça as expressões do interesse egoísta, conferindo-lhes a forma de direitos; e, neste labor de camuflagem, não hesita em negar a dignidade da vida, enquanto esta não tiver rosto. Mas é a nossa própria dignidade que está dependente do olhar que dirigimos a essas vidas sem rosto; quando as tratamos como objectos dos quais podemos dispor a nosso bel-prazer, estamos a negar-lhes dignidade a elas, mas também a estamos a negar a nós próprios. Estamos, muito simplesmente, a deixar de ser humanos.
E o progressista, que já deixou de ser humano, tem necessidade de fingir que continua a sê-lo; para isto, recorre a espaventos filantrópicos.
Ora, a criminosa desordem política que tolera, permite e até apoia este estado de coisas, é necessariamente ilegítima, iníqua e ímpia, e merece ser combatida por todos os meios moralmente lícitos e admissíveis. E com respeito à monstruosidade aborcionista, apetece-me citar um trecho certeiro de Juan Manuel de Prada, retirado do seu livro "A Nova Tirania" (Leiam-no! Leiam-no!):
O progressista é o sujeito que conseguiu fazer passar o seu cinismo por filantropia.
(…) No seu empenho por evitar olhar o rosto do outro, o progressista desenvolveu uma espécie de antropologia bizantina, que faz depender a condição humana de uma vida em gestação do tamanho dessa vida, da viabilidade dessa vida, das semanas de gestação, e por aí fora. O progressista pretende fazer-nos crer que um feto de dez semanas não merece protecção jurídica porque não pode desenvolver-se independentemente da mãe. Mas a inviolabilidade da vida humana não está, de modo nenhum, dependente do facto de ser ou não viável; pelo contrário, uma vida torna-se tanto mais valiosa quanto mais desvalida se encontra, quanto mais exige o nosso auxílio para continuar a viver, quando não tem poder, nem voz para se defender. A inviolabilidade da vida depende, em suma, da nossa decisão de olhar para ela de frente, reconhecendo nela uma dignidade inalienável.
(…) Para conseguir ver a dignidade de uma vida em gestação é necessário, evidentemente, olhá-la com os olhos do coração, que é onde reside a nossa liberdade de escolher entre o bem e o mal. E, como o progressista foge às decisões morais, como nem sequer aceita que haja bem e mal, recorre ao mais repelente fisiologismo para determinar de forma ditatorial que uma vida em gestação não é vida, porque não tem rosto. E, como não tem rosto, não pode ser sujeito; por isso, é um objecto do qual posso dispor livremente, um objecto que posso destruir, se for caso.
Mas como atrás dissemos, o progressista tem necessidade de disfarçar o seu cinismo, dando-lhe a forma de filantropia. E, para justificar a matança de vidas em gestação, tem necessidade de invocar direitos. O progressismo é uma fábrica de salsichas de direitos. E assim, o progressista saca da manga um filantrópico "direito ao aborto": a mulher tem o direito de decidir sobre a sua qualidade de vida; a sociedade tem o direito de se desembaraçar de crianças indesejadas, para garantir aos cidadãos elevados níveis de bem-estar, etc. O progressista disfarça as expressões do interesse egoísta, conferindo-lhes a forma de direitos; e, neste labor de camuflagem, não hesita em negar a dignidade da vida, enquanto esta não tiver rosto. Mas é a nossa própria dignidade que está dependente do olhar que dirigimos a essas vidas sem rosto; quando as tratamos como objectos dos quais podemos dispor a nosso bel-prazer, estamos a negar-lhes dignidade a elas, mas também a estamos a negar a nós próprios. Estamos, muito simplesmente, a deixar de ser humanos.
E o progressista, que já deixou de ser humano, tem necessidade de fingir que continua a sê-lo; para isto, recorre a espaventos filantrópicos.
Em peregrinação pela Terra Média

Muito por culpa do amigo Fray Trabucaire, tenho estado ausente em peregrinação pelas bandas da Terra Média, que é uma Terra Cristã, em redescoberta do fantástico universo de Tolkien (de resto, um católico convicto e denodado defensor do rito tradicional); o blogue, esse, segue já dentro de momentos.
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Eugénio Corti e "O Cavalo Vermelho"

Terminei há não muito a leitura das quase mil páginas da edição em língua francesa d’”O Cavalo Vermelho” ("Le Cheval Rouge"), do italiano Eugénio Corti. Escritor quase desconhecido em Portugal (acerca dele, encontrei redigido no nosso país tão-só este artigo), é todavia um autor aclamado em Espanha, França e, sobretudo, Itália, com uma longa carreira literária iniciada em 1947.
“O Cavalo Vermelho” é a obra-prima de Corti: originalmente publicado em 1983, trata-se de um romance notável que cobre trinta e cinco anos da história italiana entre 1939 e 1974, com especial incidência no período da II Guerra Mundial, por onde perpassam constantemente as firmes convicções católicas do autor. Este conduz-nos a um ritmo avassalador, por intermédio das diferentes personagens da sua obra, das terríveis batalhas da Frente Leste aos furiosos combates da Linha Gótica, no centro de Itália (Corti combateu em ambos os teatros: no primeiro, como oficial do Exército Real Italiano, participando na pavorosa retirada italiana dos arredores de Estalinegrado; no segundo, depois do armistício de Setembro de 1943, como membro do Exército de Libertação Nacional Italiano); da guerra suja entre as forças leais a um Mussolini cingido ao território da República Social Italiana e a feroz guerrilha comunista; da Itália do fim guerra, na iminência de cair sobre o controlo do Partido Comunista de Palmiro Togliatti (travado quase miraculosamente por uma democracia-cristã então ainda fiel aos seus princípios doutrinários de base) até à Itália de 1974, dos anos de chumbo, descristianizada e corrompida, em grande parte por culpa da rendição católica sucedida com o V2. De permeio - e que permeio! -, Corti retrata-nos os devastadores efeitos da negação da ordem moral cristã não só pelos dois irmãos inimigos que foram o nacional-socialismo e o comunismo soviético, mas também pelo relativismo moral hodierno, guiando-nos sucessivamente pela inumanidade nazi, pela selvajaria inimaginável do diabólico gulag vermelho (por si observado em primeira mão), em páginas escritas ao nível do melhor Soljenitsine, e, enfim, pela degeneração ética das sociedades ocidentais contemporâneas.
Pujante defesa do “tudo instaurar em Cristo”, mensagem principal d’”O Cavalo Vermelho”, Corti demonstra que tal instaurar deve ser sempre o objectivo último de todo o católico digno desse nome, na medida das suas possibilidades, em quaisquer circunstâncias a que Deus o tenha destinado, mesmo no meio das ruínas: na vida pessoal; na vida familiar; na vida pública.
Enfim, este é um livro que me prendeu como há muito não sucedia, e que me fez criar uma empatia quase instantânea com o seu autor e algumas das suas personagens. Corti é definitivamente um escritor católico na mais pura acepção da palavra! Leitura recomendada em absoluto!
“O Cavalo Vermelho” é a obra-prima de Corti: originalmente publicado em 1983, trata-se de um romance notável que cobre trinta e cinco anos da história italiana entre 1939 e 1974, com especial incidência no período da II Guerra Mundial, por onde perpassam constantemente as firmes convicções católicas do autor. Este conduz-nos a um ritmo avassalador, por intermédio das diferentes personagens da sua obra, das terríveis batalhas da Frente Leste aos furiosos combates da Linha Gótica, no centro de Itália (Corti combateu em ambos os teatros: no primeiro, como oficial do Exército Real Italiano, participando na pavorosa retirada italiana dos arredores de Estalinegrado; no segundo, depois do armistício de Setembro de 1943, como membro do Exército de Libertação Nacional Italiano); da guerra suja entre as forças leais a um Mussolini cingido ao território da República Social Italiana e a feroz guerrilha comunista; da Itália do fim guerra, na iminência de cair sobre o controlo do Partido Comunista de Palmiro Togliatti (travado quase miraculosamente por uma democracia-cristã então ainda fiel aos seus princípios doutrinários de base) até à Itália de 1974, dos anos de chumbo, descristianizada e corrompida, em grande parte por culpa da rendição católica sucedida com o V2. De permeio - e que permeio! -, Corti retrata-nos os devastadores efeitos da negação da ordem moral cristã não só pelos dois irmãos inimigos que foram o nacional-socialismo e o comunismo soviético, mas também pelo relativismo moral hodierno, guiando-nos sucessivamente pela inumanidade nazi, pela selvajaria inimaginável do diabólico gulag vermelho (por si observado em primeira mão), em páginas escritas ao nível do melhor Soljenitsine, e, enfim, pela degeneração ética das sociedades ocidentais contemporâneas.
Pujante defesa do “tudo instaurar em Cristo”, mensagem principal d’”O Cavalo Vermelho”, Corti demonstra que tal instaurar deve ser sempre o objectivo último de todo o católico digno desse nome, na medida das suas possibilidades, em quaisquer circunstâncias a que Deus o tenha destinado, mesmo no meio das ruínas: na vida pessoal; na vida familiar; na vida pública.
Enfim, este é um livro que me prendeu como há muito não sucedia, e que me fez criar uma empatia quase instantânea com o seu autor e algumas das suas personagens. Corti é definitivamente um escritor católico na mais pura acepção da palavra! Leitura recomendada em absoluto!
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Juan Manuel de Prada em português

Já está disponível nas livrarias, com a chancela da "Aletheia", a edição portuguesa do imprescindível "A Nova Tirania - O Senso Comum contra o Progressismo Matrix", de Juan Manuel de Prada, escritor espanhol convertido ao Catolicismo e que é actualmente um dos mais importantes defensores públicos da religião católica no país vizinho, através das colunas que publica com regularidade em órgãos de comunicação social como o jornal "ABC", a revista digital "XL Semanal" ou ainda o próprio "L'Osservatore Romano", da Santa Sé.
Em todos estes espaços, Prada insurge-se contra a ditadura totalitária do relativismo ético-moral que oprime as decadentes sociedades ocidentais modernas, bem como contra o fundamentalismo secularista e laicista que define caracteristicamente de "progressismo matrix". Que vem a ser este progressismo? Dê-se a palavra ao autor, também como forma de estimular a sua descoberta pelos meus leitores:
O progressismo Matrix converteu-se (…) numa espécie de fé messiânica: instaurou uma nova ordem, impôs paradigmas culturais inatacáveis, estabeleceu uma nova antropologia que, prometendo ao homem a libertação final, lhe reserva apenas o suicídio futuro. E a única ordem capaz de se erguer contra esta nova ordem quase-religiosa é a ordem religiosa, que restitui ao homem a sua verdadeira natureza e lhe propõe uma visão cabal do mundo, que ataca os fundamentos da ilusão na qual assenta a nova tirania, dissolvendo as falsificações. Trata-se de uma visão que a nova tirania combate denodadamente; com efeito, essa ordem religiosa é a única fortaleza que ainda lhe falta derrubar, para que o seu triunfo seja completo. O laicismo dominante acusa a Igreja de se imiscuir na política, aduzindo aquela sentença evangélica que costuma ser arvorada por pessoas que nunca leram o Evangelho: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." Mas, afinal, quais são as coisas que são de César? São as coisas temporais, as realidades terrenas; mas não são os princípios de ordem moral que resultam da natureza humana, nem os fundamentos éticos da ordem temporal. A nova tirania, que tão zelosa se mostra de expandir as "liberdades" dos seus súbditos, não hesita em recusar à Igreja a liberdade de ajuizar a da moralidade da sua actuação temporal, ciente que está que tal juízo contém uma radical subversão da ilusão sobre a qual assenta a nova tirania. Anseia por uma Igreja farisaica e corrompida, que renuncie a restituir ao homem a sua verdadeira natureza e que acate esse "mistério da iniquidade" que é a adoração do homem; anseia por uma Igreja que se ajoelhe diante de César, convertida na "grande rameira que fornica com os reis da terra" de que nos fala o Apocalipse (destaques meus).
Em conclusão, como se constata pelo trecho supra citado, este livro é de leitura absolutamente obrigatória e uma munição fundamental no terrível combate que todos os católicos dignos desse nome travam contra o monstro progressista em ambas as frentes da Igreja - a externa e a interna.
Por último, mas não menos importante, sublinhe-se que Prada é um grande admirador da obra do Padre Leonardo Castellani e divulgador da mesma em Espanha, o que faz com que a sua pessoa me seja ainda mais simpática.
Para quem pretenda conhecer melhor a obra e o pensamento do autor, deixo aqui ainda as seguintes ligações:
- Escritor Juan Manuel de Prada alerta para a "Nova Tirania";
- Juan Manuel de Prada: La Nueva Tiranía (El Matrix Progre);
- La España católica tiene un nuevo heraldo: Juan Manuel de Prada.
Em todos estes espaços, Prada insurge-se contra a ditadura totalitária do relativismo ético-moral que oprime as decadentes sociedades ocidentais modernas, bem como contra o fundamentalismo secularista e laicista que define caracteristicamente de "progressismo matrix". Que vem a ser este progressismo? Dê-se a palavra ao autor, também como forma de estimular a sua descoberta pelos meus leitores:
O progressismo Matrix converteu-se (…) numa espécie de fé messiânica: instaurou uma nova ordem, impôs paradigmas culturais inatacáveis, estabeleceu uma nova antropologia que, prometendo ao homem a libertação final, lhe reserva apenas o suicídio futuro. E a única ordem capaz de se erguer contra esta nova ordem quase-religiosa é a ordem religiosa, que restitui ao homem a sua verdadeira natureza e lhe propõe uma visão cabal do mundo, que ataca os fundamentos da ilusão na qual assenta a nova tirania, dissolvendo as falsificações. Trata-se de uma visão que a nova tirania combate denodadamente; com efeito, essa ordem religiosa é a única fortaleza que ainda lhe falta derrubar, para que o seu triunfo seja completo. O laicismo dominante acusa a Igreja de se imiscuir na política, aduzindo aquela sentença evangélica que costuma ser arvorada por pessoas que nunca leram o Evangelho: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." Mas, afinal, quais são as coisas que são de César? São as coisas temporais, as realidades terrenas; mas não são os princípios de ordem moral que resultam da natureza humana, nem os fundamentos éticos da ordem temporal. A nova tirania, que tão zelosa se mostra de expandir as "liberdades" dos seus súbditos, não hesita em recusar à Igreja a liberdade de ajuizar a da moralidade da sua actuação temporal, ciente que está que tal juízo contém uma radical subversão da ilusão sobre a qual assenta a nova tirania. Anseia por uma Igreja farisaica e corrompida, que renuncie a restituir ao homem a sua verdadeira natureza e que acate esse "mistério da iniquidade" que é a adoração do homem; anseia por uma Igreja que se ajoelhe diante de César, convertida na "grande rameira que fornica com os reis da terra" de que nos fala o Apocalipse (destaques meus).
Em conclusão, como se constata pelo trecho supra citado, este livro é de leitura absolutamente obrigatória e uma munição fundamental no terrível combate que todos os católicos dignos desse nome travam contra o monstro progressista em ambas as frentes da Igreja - a externa e a interna.
Por último, mas não menos importante, sublinhe-se que Prada é um grande admirador da obra do Padre Leonardo Castellani e divulgador da mesma em Espanha, o que faz com que a sua pessoa me seja ainda mais simpática.
Para quem pretenda conhecer melhor a obra e o pensamento do autor, deixo aqui ainda as seguintes ligações:
- Escritor Juan Manuel de Prada alerta para a "Nova Tirania";
- Juan Manuel de Prada: La Nueva Tiranía (El Matrix Progre);
- La España católica tiene un nuevo heraldo: Juan Manuel de Prada.
terça-feira, fevereiro 16, 2010
A propósito do centenário da república - 1

Tem a palavra Mestre Ramalho Ortigão, que até parece discorrer sobre a III República, a actual:
Pobres homens, mais dignos de piedade que de rancor os que imaginam que é com um carapuço frígio, talhado à pressa em pano verde e vermelho, manchado no lodo de uma revolta num bairro de Lisboa, que mais dignamente se pode coroar a veneranda cabeça de uma pátria em que se geraram tantos grandes homens, a cuja memória imperecível, e não aos nossos mesquinhos feitos de hoje em dia, devemos ainda os últimos restos de consideração a pudemos aspirar no mundo! Pobre gente! Pobre pátria!
(…)
Tais resultados, que eu acho melhor encarar pelo lado cómico, que pelo lado trágico, demonstram, com a evidência científica de uma operação química, que a experiência política da Rotunda prolongada até hoje não está deixando, no fundo das retortas, senão indisciplina, desordem, deseducação, desnacionalização, imoralidade, irreligião, empobrecimento, charlatanismo, cabotinismo e miséria.
Evaporada a infantil e burlesca ilusão de que um país pode continuar a viver, como vive uma minhoca em postas, uma vez esquartejado nas suas tradições, nas suas crenças, nos seus usos e costumes, na continuidade da sua experiência histórica, governado por um pessoal improvisado pelo favoritismo político, com uma instrução pública de pedantes, uma religião de ateus, uma polícia de sicários, uma maioria parlamentar de ineptos, um ministério de energúmenos, uma burocracia de vagabundos e uma diplomacia de curiosos, da qual só é dado esperar através das chancelarias e dos salões da Europa a mais estercoraria pingadeira de "gaffes".
Citado por Fernando Campos, in "Os Nossos Mestres ou Breviário da Contra-Revolução", Lisboa, Portugália Editora, 1924 - páginas 76 e 78.
Pobres homens, mais dignos de piedade que de rancor os que imaginam que é com um carapuço frígio, talhado à pressa em pano verde e vermelho, manchado no lodo de uma revolta num bairro de Lisboa, que mais dignamente se pode coroar a veneranda cabeça de uma pátria em que se geraram tantos grandes homens, a cuja memória imperecível, e não aos nossos mesquinhos feitos de hoje em dia, devemos ainda os últimos restos de consideração a pudemos aspirar no mundo! Pobre gente! Pobre pátria!
(…)
Tais resultados, que eu acho melhor encarar pelo lado cómico, que pelo lado trágico, demonstram, com a evidência científica de uma operação química, que a experiência política da Rotunda prolongada até hoje não está deixando, no fundo das retortas, senão indisciplina, desordem, deseducação, desnacionalização, imoralidade, irreligião, empobrecimento, charlatanismo, cabotinismo e miséria.
Evaporada a infantil e burlesca ilusão de que um país pode continuar a viver, como vive uma minhoca em postas, uma vez esquartejado nas suas tradições, nas suas crenças, nos seus usos e costumes, na continuidade da sua experiência histórica, governado por um pessoal improvisado pelo favoritismo político, com uma instrução pública de pedantes, uma religião de ateus, uma polícia de sicários, uma maioria parlamentar de ineptos, um ministério de energúmenos, uma burocracia de vagabundos e uma diplomacia de curiosos, da qual só é dado esperar através das chancelarias e dos salões da Europa a mais estercoraria pingadeira de "gaffes".
Citado por Fernando Campos, in "Os Nossos Mestres ou Breviário da Contra-Revolução", Lisboa, Portugália Editora, 1924 - páginas 76 e 78.
Um livro para ler ou reler no centenário da república

Numa altura em que já se iniciaram as comemorações do centenário da república, ler ou reler o livro "Padre Barros-Gomes - Vítima da República", da autoria do Padre Bráulio Guimarães, publicado originalmente em 1939 e reeditado pela "Aletheia" em 2007, é uma excelente ocasião para todos - em especial os mais distraídos - recordarem a verdadeira e perversa natureza da coisa objecto das comemorações em curso.
Relembre-se que o Padre Barros Gomes, insigne cientista e ilustre sacerdote lazarista, foi barbaramente assassinado por um grupo de facínoras republicanos no próprio dia 5 de Outubro de 1910, em Arroios, Lisboa, num acto que, desde logo, definiria a essência criminosa do novo regime e dos seus apaniguados, que os tristes do costume tentam agora, cem anos depois, fazer passar por heróis, como se porventura a verdadeira memória histórica se tivesse desvanecido.
Relembre-se que o Padre Barros Gomes, insigne cientista e ilustre sacerdote lazarista, foi barbaramente assassinado por um grupo de facínoras republicanos no próprio dia 5 de Outubro de 1910, em Arroios, Lisboa, num acto que, desde logo, definiria a essência criminosa do novo regime e dos seus apaniguados, que os tristes do costume tentam agora, cem anos depois, fazer passar por heróis, como se porventura a verdadeira memória histórica se tivesse desvanecido.
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