terça-feira, fevereiro 02, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Uma renúncia com a qual a Igreja só terá a ganhar
Concordo em pleno com o responsável do imprescindível "La Cigüeña de la Torre". De facto, não deixará quaisquer saudades a forma como D. José Policarpo governou a diocese olissiponense, já que num plano interno alinhou sempre com um progressismo obsoleto radicalmente anticatólico e em nada beneficiou a tradição, e num plano externo se mostrou incapaz de defender com um mínimo de firmeza e sem quaisquer ambiguidades, mormente face ao poder político socialista, o magistério constante da Igreja em matérias como o aborto ou emparelhamento de homossexuais.
Na verdade, e afirmo-o sem qualquer prazer, ao seu múnus episcopal no Patriarcado de Lisboa só pode aplicar-se este trecho do "Sermão da Epifania", pregado pelo grande Padre António Vieira, no ano de 1662, na Capela Real:
Sabeis, diz o supremo Pastor da Igreja, quando foge o que não é verdadeiro pastor? Foge quando vê injustiças, e em vez de bradar contra elas, as cala: foge, quando devendo sair a público em defesa de verdade, se esconde, e esconde a mesma verdade debaixo do silêncio. Bem creio que alguns dos que me ouvem, teriam por mais modéstia e decência, que estas verdades e estas injustiças se calassem; e eu o faria facilmente como Religioso, sem pedir grandes socorros à paciência: mas que seria, se eu assim o fizesse? Seria ser mercenário e não pastor: Fugit, quia mercenarius est: seria ser consentidor das mesmas injustiças que vi, e estando tão longe, não pude atalhar: Fugit, quia injuistitiam vidit, et tacuit: seria ser proditor das mesmas ovelhas que Cristo me entregou, e de que lhe hei-de dar conta, não as defendendo, e escondendo-me onde só as posso defender: Fugit, quia se sub silentio se abscondit.
sábado, janeiro 30, 2010
Um exercício útil e interessante
Naquela, o Papa propõe a pessoa do Santo Cura d'Ars como exemplo a ser seguido por todos os sacerdotes pelo seu amor ao Santo Sacrifício da Missa, pelo seu cuidado com a cura de almas, pela santidade modelar da sua vida; neste, D. Carlos Azevedo, em contradição directa com o Papa, não hesita em afirmar entre muitas outras barbaridades saídas directamente da vulgata progressista: Partiram-se, quebraram--se os modelos presbiterais do passado. Não podemos crer que se possa voltar a posições e perspectivas do passado, ainda que renovada a fachada e realizadas acomodações de emergência. Não, definitivamente. O amanhã não será continuação pacífica do ontem.
Percebe-se perfeitamente quem é que D. Carlos Azevedo pretende atacar com estas linhas e sobretudo com estas entrelinhas. Esse alguém mais não é do que o próprio Bento XVI e a sua obra de restauração católica ao nível da hermenêutica da continuidade, da reforma da reforma litúrgica e da defesa da Santa Missa tradicional de rito latino gregoriano. Em contraposição, com característica falta de imaginação progressista e em autêntica hermenêutica da ruptura (o amanhã não será a continuação pacífica do ontem), propõe sacerdotes abertos ao mundo (sabemos aonde conduziu essa abertura a um dos inimigos da alma nestes últimos cinquenta anos, e o Santo Padre lamenta-o amargamente na sua carta…), quiçá sacerdotes mundanos, provavelmente trajados de fato e gravata ou pólo "Lacoste", com voz afectada e modos efeminados, capazes das piores cedências perante os disparates do mesmo mundo, sendo tudo menos outros Cristos. De permeio, o Bispo Auxiliar de Lisboa faz ainda uma capciosa defesa da pluralidade de espiritualidades (que sempre existiu na Igreja), a qual, neste contexto, devidamente decifrada, não passa de uma apologia do relativismo e até do indiferentismo religioso. Com D. Carlos Azevedo estamos, de facto, muito longe do sim, sim, não, não evangélico.
Em resumo, o Patriarcado de Lisboa continua a ser uma praça-forte do modernismo e do progressismo em Portugal. Numa altura em que D. José Policarpo se aproxima do limite de idade para o exercício de funções episcopais, seria bom que Roma, ao mais alto nível, começasse a pensar inverter a situação deplorável que persiste na principal diocese portuguesa. A exemplo do que sucedeu recentemente com a arquidiocese de Malines-Bruxelas, na Bélgica.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Destrinçar o estrutural do conjuntural
Por outro lado, não tenhamos a ilusão de que o actual poder político socialista socrático age deste modo com o fito de desviar a atenção da chamada opinião pública da situação calamitosa em que o país se encontra ao nível económico, financeiro e social. Supor tal é um erro em que incorre a falsa direita dos interesses, em Portugal personificada no PSD e CDS, adversa a combater numa guerra cultural cuja importância a sua tacanha mentalidade materialista de guarda-livros não atinge de todo em todo, parecendo incorrer no mesmo erro, ainda que apenas em parte, num dos seus artigos, o próprio Padre Gonçalo Portocarrero. Repito: não tenhamos tal ilusão! Bem pelo contrário, o poder socialista age com plena consciência e sem intenções secundárias. O seu objectivo principal é simples, directo e imediato: erradicar o que ainda resta por inércia da antiga ordem social cristã e substitui-la por uma nova ordem social jacobina e anticristã. De outro modo, como compreender a revolução imoral sofrida por Portugal, no curto período de quatro anos, com a consagração legislativa sucessiva do aborto a simples pedido, do divórcio por vontade unilateral de um dos cônjuges, da amoral instrução sexual nas escolas com distribuição gratuita de preservativos e anticonceptivos, e do emparelhamento de homossexuais?
Passo a relembrar uma verdade esquecida pela maior parte dos católicos contemporâneos estupidificados pelas heresias modernista e progressista, mas não olvidada pelos inimigos destes: a história, toda a história, é um combate religioso permanente entre dois exércitos personificados na cidade de Deus e na cidade dos homens, os quais se enfrentam numa luta sem quartel nem tréguas. É neste contexto que tem de ser percebida a ofensiva socialista, tanto mais que os mentores efectivos desta sabem que o seu tempo começa a escassear, pois o regresso do Rei aproxima-se, como o indiciam todos os sinais exteriores do mundo contemporâneo, desde a sucessão de catástrofes naturais que têm vindo a ocorrer nos anos mais recentes (a última, o terramoto haitiano) até à apostasia generalizada das sociedades ocidentais outrora cristãs (o esfriamento da caridade entendida cristãmente como a atracção irresistível pela verdade).
Deste modo, há que destrinçar o estrutural do conjuntural: o défice orçamental, o endividamento externo, o desemprego, as condições de vida muito difíceis de parte não despicienda da população portuguesa são problemas gravíssimos, frutos eles próprios da terrível desordenação anticristã da nossa sociedade dominada pela agiotagem e ganância, mas apesar de tudo reversíveis e solucionáveis com um maior ou menor esforço colectivo; porém, muito pior é o roubo da nossa essência mais profunda, da nossa alma, contra a qual acomete o poder socialista, pois esse é irreversível e fatal. Não permitamos que o mesmo suceda!
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Deus no Haiti

Volviendo a la catástrofe de Haití, estoy seguro de que quienes hoy se escandalizan y blasfeman contra Dios por el terremoto, anteayer ni sabían ni tenían en su mente la miseria atávica de Haití y la culpable omisión de los estados a la hora de solucionar o atender los endémicos problemas estructurales de naciones y sociedades como esa. Quiero decir que no se escandalizan del Haití que se muere miserablemente dia a dia, pero sí del que sufre un terremoto.
Si la catástrofe hubiera sido de la misma trágica magnitud en una urbe acomodada y opulenta, el escándalo de los incrédulos hubiera sido mayor, con más profunda rabia. Serían los "tecnócratas" que no son capaces de agradecer a Dios los bienes que disfrutan pero se rebelan contra Dios (en Quien no creen, a Quien han expulsado de su mundo, de su mente, de su personal universo) en cuanto el mundo no les sonrie, o les falla algo, o les surje el dolor o la muerte en su camino. Son los agnósticos post-modernos que profesan un "credo natural" pero no aceptan/no encajan una "catástrofe natural". Viven encima de un torrente seco y se desesperan cuando llueve torrencialmente y el torrente se desborda y les arrastra. Viven sin creer y se revuelven cuando se les viene encima el mundo al que ellos mismos le han negado el Cielo, ¡y culpan al Cielo!
(...)
Cuando en casos como este u otros de mayor tragedia y desconcierto me lanzan la pregunta tópica de - "¿Dónde está Dios, dónde estaba?!!!", yo respondo (si me dejan, si me escuchan)que:
Dios (mi Dios) está en un pesebre
Dios (el único Dios) está crucificado
Y estuvo también "muerto y sepultado". Y vive y reina glorioso por los siglos de los siglos, eternamente feliz, omnisciente y omnipotente. Y lo ve todo y lo sabe todo y nada pasa sin que su voluntad lo quiera o lo consienta. Y proclamo todo esto con esa capacidad de responder y comprender y expresar lo inexpresable que me da la Fe para decir-verbalizar el Misterio de Dios que se hizo carne, que se hizo hombre, y que subió al Cielo y vive y reina con un cuerpo sacrificado que lleva como prueba del dolor cinco llagas en pies, manos y costado. Cinco llagas que no se han cerrado y que siguen abiertas y ofreciendose en acto por cada herida que sangra hoy en Haití y todos los días en todo el mundo sufriente y doliente, que Él sabe como nadie sabe y conoce como ninguno conoce.
Así es Dios, ese es mi Dios, en el que creo, por Quien no me escandalizan los dolores y las penas del mundo porque Él los lleva a cuestas, a todos, sin escandalizarse de ninguno ni por ninguna causa o cosa de este mundo que sí se escandaliza de Él.
¡Bienaventurado quien no se escandalice de Él! Porque siguen siendo un escándalo para el mundo el Dios Crucificado y el misterio del dolor que nosotros creemos y sabemos que es Misterio de la Cruz.
Quem quiser, pode ajudar as vítimas da tragédia haitiana através da Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre).
Sobre o assunto, a ler também: Haiti - do terror à beleza, e desta à hipocrisia.
Fotos: retiradas do blogue de Andrew Cusack.
terça-feira, janeiro 12, 2010
Da deriva totalitária secularista
Ora, é fácil de constatar aonde conduz a crença em análise: foi ela que gerou os totalitarismos revolucionários nacional-socialista e comunista que marcaram o século XX com milhões de mortos; é também ela que dará origem - caso a Providência Divina não se lhe oponha - à futura nova ordem mundial que dominará ferreamente o século XXI, numa base totalitária neo-ateísta e com muitos milhões de mortos mais (ver aqui e aqui), e que outra coisa não será do que a república universal do Anticristo, da qual apenas o Rei, em pessoa e em reclamação do seu Reino, nos conseguirá libertar.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Rumiando sobre el divorcio
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La base de la sociedad no es el individuo, sino la familia. Los gobiernos se han hartado en estas últimas décadas de dinamitar la familia con leyes permisivas del divorcio, con penalizaciones económicas a la familia, con no favorecer fiscalmente a las familias numerosas, con suprimir el derecho de reunificación de familias por motivos laborales, etc, etc.
La situación actual, donde los gobiernos dinamitan en la base –en la familia- a la misma sociedad en la que se estriban y apoyan no tiene parangón histórico. Es, simplemente, un suicidio en toda regla alentado por todos los áulicos del Enemigo.
El epítome moderno es la consideración económica. Ahora nos dicen que el divorcio es caro, que las familias monoparentales ocasionan mucho gasto al Estado. ¡Para este viaje no se necesitaban estas alforjas! Pero no paran mientes en ello. En todo caso, si el divorcio ocasiona tantos males, ¿por qué legislarlo de un modo tan permisivo? Pero no paran mientes ahí. Su actitud es perversa: prefieren el aborto al parto porque es más caro este último. O eso dicen las aseguradoras médicas norteamericanas. Es odio a la vida: es odio al futuro.
En otro orden de cosas se acusa a la Iglesia de varios latrocinios tan infundados como exitosos. Entre ellos que el que tiene dinero consigue la anulación y el que no lo tiene, no. El Matrimonio católico es indisoluble, por más que les pese a algunos. El problema, el verdadero problema, es que hoy día hay muchas bodas y pocos Matrimonios. Espero que el Padre Gómez Jaubert, autorizada voz en estas lides, deshaga estos mitos y nos ayude a desfacer el entuerto.
La sociedad civil, pervertida por los gobiernos, sí está sufriendo un proceso de divorcio profundo.
De divorcio de la realidad.
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Rafael Castela Santos
domingo, dezembro 27, 2009
Villancico

del rosal nació una flor
Virgen sagrada.
En Belén, villa real
flor de nieve da un rosal
Virgen sagrada.
Del rosal nació una flor
Jesús nuestro Salvador
Virgen sagrada.
Flor de nieve da un rosal
Dios y hombre natural
Virgen sagrada.
Blanca y rosa estáis, Señora
noche buena por ahora
Virgen sagrada.
Pero en cánticos y en luz
piensa el niño ya en la cruz
Virgen sagrada.
Pero hoy no importa nada.
¡Tiempo habrá para la pena!
¡Noche buena, noche buena!
¡Virgen sagrada!
Padre Leonardo Castellani
quinta-feira, dezembro 24, 2009
De regresso a Nicolás Gómez Dávila
Por tudo isto, foi com enorme surpresa e maior alegria que encontrei este "Angel cautivo en el tiempo": um excelente blogue católico tradicional que tem como fonte condutora os trabalhos do notável pensador colombiano. Recomendo-o a todos os meus leitores. Vale mesmo a pena lê-lo!
segunda-feira, dezembro 21, 2009
O episcopado que o Papa vai encontrar em Maio próximo
- Algumas perguntas ao Bispo de Viseu;
- Justo pedido de esclarecimento.
Acrescentaria tão-só mais dois pontos.
Primeiro, é uma honra para os católicos tradicionais que esta gente levante todo o tipo de entraves à celebração da Missa de sempre, mostrando assim que a nossa religião nada tem a ver com as heresias deles.
Segundo, em relação ao caso patológico do Bispo de Viseu, insisto no que aqui já escrevi em tempos: Roma não tem outra alternativa que não seja a de reprovar os ensinamentos erróneos deste e exigir a sua retractação pública pelos escândalos que tem provocado. Caso tal retractação não aconteça, à mesma Roma não restará outra alternativa que não seja a de concluir que tal bispo deixou de ter condições para exercer publicamente o seu múnus episcopal e, em consequência, deverá destitui-lo de funções. Menos é impossível de exigir em coerência, face ao precedente aberto com a situação de Monsenhor Williamson.
Da Igreja militante em Portugal contra a Igreja claudicante
Ora, é neste contexto que merece os mais rasgados elogios o combate praticamente solitário que o ilustre sacerdote católico que é o Senhor Padre Nuno Serras Pereira tem vindo a travar em defesa da verdade cristã: sozinho faz mais por esta última do que toda a Conferência Episcopal Portuguesa em conjunto, permitindo que a Igreja militante continue a existir em Portugal! Comprovam-no a luta infatigável que move contra o crime do aborto e a aberração dos emparelhamentos homossexuais, plasmada nos corajosos artigos que publica regularmente no imprescindível "Logos" e que traduzem o pleno sentir de todos os católicos dignos desse nome (ainda que não - como é óbvio! - dos lobos com pele de cordeiro, católicos de letreiro e embaixadores do príncipe deste mundo no seio da Igreja, vulgarmente conhecidos por progressistas).
De tais artigos, destacaria, sugeriria e recomendaria a leitura dos que abaixo indico, face à recente ofensiva socialista contra a ordem natural que deve vigorar no casamento:
- Casamento entre homossexuais. É lá com eles?
- Casamento ou união civil?
- Também enganarão o Papa?
sábado, dezembro 05, 2009
Revolución sexual: ¿liberarse de qué?
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En nuestras propias filas, las tradicionalistas –y también en algunas aledañas- se sigue combatiendo con furia y rigor una serie de enemigos declarados de la civilización cristiana, como el comunismo o el liberalismo, por ejemplo. Esta crítica es demoledora y bien fundada. Pero tendemos a olvidar que el enemigo requintado de nuestra época es el nihilismo. Contra el maldito nihilismo deberíamos descargar doble número de mandoblazos, al menos, que contra los enemigos “clásicos”. La quinta revolución, la nihilista, es la que está corroyendo todos nuestros fundamentos sin dejar nada en pie, es la más rabiosamente actual y, sin duda, es la más deletérea.
Me sorprendió ver una voz discordante sobre la revolución sexual en la prensa general, la cual recomiendo como lectura. Existen quienes hacen su particular camino de Damasco, y esto es siempre bueno: quien yerra debe reconocer su error. Si ha habido un vector pernicioso, perniciosísimo, de estos últimos tiempos ése ha sido la pinza conseguida por una combinación tan letal como exitosa de feminismo y pansexualismo, ambos epifenómenos nihilistas donde los haya. Sobre el feminismo hay mucho, y bueno, para leer, pero baste siquiera esta pincelada. Pero no nos ocupemos hoy del feminismo pues en A Casa de Sarto ya lo hemos hecho en anteriores y recientes ocasiones y en otras, y pretéritas, ocasiones, también. Asimismo, desde esta modesta tribuna, se ha denunciado el íntimo contubernio entre feminismo y asesinato de inocentes.
En el primer enlace de esta entrada se carga sobre el pansexualismo, sobre la tan traída y llevada revolución sexual. Revolución que empezara de manera oficial en los años contemporáneos de ese otro misil contra Iglesia, y por ende contra la civilización, llamado Vaticano II. Aunque en realidad esta revolución empezó en los años 20. El terreno ya había sido allanado por la hipócrita moral victoriana.
Que nadie se engañe: ni el feminismo ni la revolución sexual han sido gestadas por las mujeres. La mujer, por su propia esencia, tiene en el aspecto sexual un daño menos marcado del Pecado Original que el hombre. Hartos estamos a ver que el hombre disocia el sexo de las emociones y lazos afectivos, pero esto siempre es más difícil en la mujer, lo cual indica su menor daño en esta esfera por mor del Pecado Original. El feminismo y la revolución sexual han sido creados por los hombres con el objetivo innoble de tener “carne fresca” con la que regodearse (y regocijarse, claro está).
Es hora de que los hombres recuperen su nobleza de espíritu. Dicha nobleza está reñida con la promiscuidad. La mujer merece un respeto por su debilidad y mayor fragilidad física. Es propio de caballeros proteger al débil. La mujer merece un respeto y una protección en tanto en cuanto es un ser que es (o va a ser o fue) susceptible de llevar vida dentro de sí. A este privilegio de la maternidad, sublime en el caso de Nuestra Señora donde esto alcanza su perfección, todo hombre con un mínimo de nobleza de espíritu debería responder con la inclinación de la cabeza y hasta la rodilla en tierra.
El artículo primero que enlazábamos nos cuenta las cuitas de quien vivió esa revolución sexual y sufrió sus consecuencias. La promiscuidad y el sexo más o menos libre le hacen daño a todos, pero mucho más –si cabe- a la mujer.
Es hora de recuperar el espacio sagrado del sexo, que en Nuestra Santa Religión tiene su sello en el Matrimonio, elevado a la naturaleza sacramental. Es hora de recuperar por parte de los hombres el compromiso que implica el sexo, compromiso exclusivo con una mujer al que hay que amar como no se ama a ningún otro ser humano; compromiso indeleble extendido a unos hijos que están ahí o que pudieran venir. Es hora, también, de que las mujeres recuperen el respeto de sí mismas con las virtudes de la modestia, el pudor, el recato e incluso la inocencia, palabras ominosas a este mundo descristianizado de nuestros días. Si alguien no me cree, que mire alguna de las fotos, posiblemente bien petroleadas con alcohol (¡y ojalá sea sólo con alcohol!) del primer enlace que sugeríamos.
Pero, precisamente por ominosas al mundo contemporáneo, más necesarias que nunca.
Y para eso, y para comenzar, no estaría mal empezar no reduciendo lo sexual a lo meramente genital, justamente lo contrario de lo que hizo y hace la revolución sexual.
La revolución sexual no es una liberación. Es una esclavitud.
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Rafael Castela Santos
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Vós sois a luz do mundo!

A São Pedro disse Cristo: Tu es Petrus, et super hanc Petram aedificabo Ecclesiam meam (Mt. 16, 18); a D. Afonso disse Cristo: Volo in te, et in semine tuo, imperium mihi stabilire. A Pedro disse: Quero fundar em uma Igreja, não tua, senão minha, ecclesiam meam. A Afonso disse: Quero fundar em ti um império, não para ti, senão para mim: Imperium mihi. A Pedro, na instituição da Igreja, não disse in te et in semine tuo, porque, como o império da Igreja era universal sobre todas as nações do mundo, quis que todas as nações tivessem direito à eleição da tiara: o hebreu, como Pedro; o grego, como Anacleto; o romano, como Gregório; o alemão, como Victor; o francês, como Martinho; o espanhol, como Calisto; o português, como Dâmaso. Mas na instituição do Reino de Portugal disse Cristo: In te, et in semine tuo; porque como era reino particular de uma só nação, quis que fosse hereditário e não electivo, para que continuasse na sucessão e descendência do mesmo sangue. E porquê tudo isto, e para quê? Não para o fim político, que é comum a todos os reinos e a todas as nações, senão para o fim apostólico, que é particular deste reino e desta nação. O mesmo Cristo disse nas palavras com que o instituiu: Ut deferatur nomen meum in exteras gentes, para que por meio dos Portugueses seja levado meu nome às gentes estranhas. Ainda então não sabia o mundo que gentes estranhas fossem estas, mas a daí a 400 anos, quando também o mundo se conheceu a si mesmo, o soube. Vede se foi instituição apostólica. De São Pedro disse Cristo: Ut portet nomen meum coram gentibus (Act. 9, 15); e aos Portugueses disse o mesmo Cristo: Ut deferatur nomen meum in exteras gentes. Aos Apóstolos disse Cristo: Videte regiones, quia albae sunt ad messem (Lc. 14, 35); e aos Portugueses disse o mesmo Cristo: Ut sint messores mei in terris longinquis. E notai que disse nomeadamente messores, segadores, porque se havia de servir também do seu braço e do seu ferro. Quando Cristo apareceu a el-rei D. Afonso, estava ele na sua tenda lendo a história de Gedeão, não só com um, mas com dois mistérios: primeiro, para que o rei não desconfiasse da promessa, vendo que os seus portugueses eram poucos; segundo, para que os mesmos portugueses entendessem que, como soldados de Gedeão, em uma mão haviam de levar a trombeta e na outra mão a luz (Juízes 7, 20). A Pedro chamou-lhe Cristo Cephas (Jo. 1, 42), pedra, em significação do que havia de ser; os Portugueses primeiro se chamaram Tubales (de Tubal) que quer dizer mundanos e depois se chamaram lusitanos: lusitanos, para que trouxessem no nome a luz, mundanos para que trouxessem no nome o mundo, porque Deus os havia de escolher para luz do mundo: Vos estis lux mundi.
Padre António Vieira, S. J. - Do "Semão de Santo António", pregado na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, no ano de 1670.
segunda-feira, novembro 30, 2009
As ideias têm consequências
Reafirmando princípios fundamentais

Debater se o presidente da república deve andar com a cabeça descoberta, coberta por um chapéu de coco ou uma coroa é discussão que os monárquicos devem evitar, pois não lhes fica bem compartilhar um núcleo fundamental de ideias - da idolatria da vontade popular ao concomitante desprezo da soberania de Cristo - com o chefe dos pedreiros-livres. Por mim, que nunca militei nos velhos grupos monárquicos, e assim me poupei às figuras menos airosas feitas por muitos dos seus membros que tanto contribuíram para o descrédito da ideia de Monarquia em Portugal, prefiro compartilhar o destino da causa com a novíssima geração que surge agora no horizonte - e que em boa parte, um pouco por todo o mundo, é também uma das razões do grande vigor actual da tradição católica -, ademais de reflectir nas ideias propugnadas pelos grandes mestres de sempre, de São Tomás de Aquino até ao nosso António Sardinha.
Do uso dos chavões clerical e fundamentalista
Ora, compreende-se bem a razão de ser do recurso a estes chavões infames: através do seu uso, quem assim procede, intenta desumanizar e até diabolizar os que por eles são visados, ademais de tentar desacreditar os pontos de vista dos mesmos sem precisar de discuti-los ou contrariá-los. De permeio, procura ainda atingir um objectivo inconfessado: disfarçar o seu próprio clericalismo (jacobino), fundamentalismo (relativista, subjectivista e indiferentista) e fanatismo (ateísta), imputando tais características sectárias a terceiros.
De facto, como outrora havia quem invocasse o espectro do clericalismo, há hoje quem abane o do fundamentalismo islâmico e o associe com desprezível má fé aos católicos tradicionais. Desconhecem os analfabetos que assim procedem, como já escrevi aqui em tempos, que na cidade cristã da civilização ocidental sempre imperou a separação entre a esfera religiosa e a esfera civil. Bem distinto é o curto-circuito que estes últimos pretendem provocar, sob a aparência de defenderem tão-só tal separação: na verdade, almejam a cisão entre a lei natural e a lei positiva, com o consequentemente consagrar da soberania ilimitada da vontade humana, desiderato máximo do seu fanatismo ateísta que foi o primeiro e principal responsável por todas as barbáries totalitárias ocorridas ao longo do século XX.
terça-feira, novembro 24, 2009
Pensamiento sobre la muerte
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“En cada acción, en cada pensamiento, deberías comportarte como si tuvieras que morir hoy mismo; si tuvieras la conciencia recta, no tendrías miedo a morir. Sería mejor estar lejos del pecado que huir de la muerte. Si hoy no estás preparado para morir, ¿cómo lo estarías mañana?”
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Imitación de Cristo (1, 23,1)
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(RCS)
sexta-feira, novembro 20, 2009
Llamamiento al Papa a favor de la restauración del arte sacro
A través de Una Voce Sevilla nos llega este llamamiento al Santo Padre para la restauración del arte sacro. Una verdadera restauración católica tiene que tener en cuanta algunos elementos cruciales. Entre ellos destaca el arte sacro. El documento, que se lee muy bien, explica por qué hemos de defender esta parcela y recuperar la Tradición dentro de la misma. La sana antropología católica reclama que sea a través de los sentidos como se informa de Dios. Uno de los errores cabales, basados en una pésima antropología, de los modernistas es su esfuerzo panrracionalista. El Misterio, el Misterio de Dios, encuentra en el lenguaje artístico una avenida más adecuada de aproximación al mismo; harto distante de esa sequedad tan iconoclasta como aburrida ad nauseam de los textos modernistas.
Yo me pregunto si esta restauración del arte sacro no pasa, entre otras cosas, por la demolición hasta los cimientos de las extrañas construcciones de Fátima y su arte blasfemo contra Nuestro Señor Jesucristo. Una amiga ortodoxa que recientemente visitó el Santuario Mariano se escandalizó profundamente de ver en Fátima el deforme e insultante crucifijo que define esa novedosa construcción, tan ajena toda ella a cualquier parámetro católico, por laxo que éste sea.
Lo repugnante referido a Dios es sencillamente blasfemo. Y todo eso repugnante, como dice un añorado y admirado Prelado en su catalán nativo, sólo puede tener un destino: “a cremar-lo tot …”.
Pero todo. Absolutamente todo.
¡Cómo se echa de menos al Santo Ángel Exterminador!
Rafael Castela Santos
