En relación a lo anteriormente comentado por J Sarto (aquí está la noticia) sólo añadir algunos comentarios.
1. España es junto a Gran Bretaña uno de los dos grandes laboratorios de ingeniería social a nivel mundial, pero los principios son esencialmente los mismos: volver a los viejos hábitos, retornar a la persecución.
2. Llama la atención el silencio me(r)diático.
3. Llama más todavía la atención la sordina con que la Iglesia se comporta. Una actitud vergonzante y humillante cuyo paralelo más claro es el que Roma ha tenido desde el Vaticano II en relación a la Iglesia perseguida.
4. No llama la atención, estando en manos de los sin-Dios en los que estamos, que no haya una investigación enérgica de todo esto, que de algún modo esté semi-tolerado todo esto. Ni llamaría la atención la impunidad con que serían tratados los perpetradores caso de ser encontrados.
5. La persecución se está empezando a volver física. Contar con el martirio como posibilidad es una realidad para todo cristiano. Debemos estar preparados -sobre todo con la oración- para todo ello.
Rafael Castela Santos
quinta-feira, julho 16, 2009
Os velhos hábitos que o extremismo radical de esquerda nunca esqueceu
No passado fim-de-semana, em Majadahonda, nos arredores de Madrid, um grupo de energúmenos tentou incendiar com gasolina a Igreja Paroquial de Santa Genoveva, no momento em que no interior desta terminava a celebração da Missa. A tragédia foi evitada tão-só graças à rápida reacção do pároco e de mais alguns fiéis (ler aqui, aqui e aqui). Comprova-se assim que há velhos hábitos que o extremismo radical de esquerda nunca esquece. Quanto ao autor moral desta tentativa criminosa, ele tem um nome - José Luís Rodríguez Zapatero, chefe do governo espanhol. Que, com o seu anticatolicismo desusado e revanchismo serôdio disfarçado de parcialíssima memória histórica, reabriu velhas feridas do passado que se julgavam saradas e criou o ambiente propício para que acontecimentos como este pudessem voltar a ocorrer em Espanha.
segunda-feira, julho 13, 2009
Missa tradicional em Fátima
Aos fiéis interessados, informa-se que na Casa do Menino Jesus de Praga (foto supra), em Fátima, durante a segunda quinzena do mês de Julho e a totalidade do mês de Agosto, a Missa tradicional de rito latino-gregoriano será celebrada todos os Domingos, sempre às 18.00 horas, por um sacerdote da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X proveniente do Priorado de Madrid, Espanha. Isto contrariamente ao que tem vindo a suceder ao longo do último ano, com a Missa a ser oficiada apenas no primeiro Domingo de cada mês. A Casa situa-se na Rua da Imaculada Conceição, no Bairro da Moita Redonda, em Fátima, entre o Convento das Clarissas e a Capela de Santa Luzia.
Para os mais escrupulosos, relembra-se também que um sacerdote da diocese de Leiria-Fátima oficia a Missa tradicional todos os Domingos, às 17.30 horas, na Capela dos Padres Marianos, localizada na Rua de São Paulo, nº 2, igualmente em Fátima (perpendicular à Rua Jacinta Marto, junto ao Museu de Cera).
Para os mais escrupulosos, relembra-se também que um sacerdote da diocese de Leiria-Fátima oficia a Missa tradicional todos os Domingos, às 17.30 horas, na Capela dos Padres Marianos, localizada na Rua de São Paulo, nº 2, igualmente em Fátima (perpendicular à Rua Jacinta Marto, junto ao Museu de Cera).
Cardeal-Patriarca de Lisboa celebrou "ad orientem"

O Cardeal-Patriarca celebrou recentemente Missa (rito de Paulo VI) “ad orientem”, no Santuário de Covadonga, nas Astúrias, Espanha. Pela minha parte, desejo com sinceridade que tal gesto represente uma mudança de atitude para melhor de D. José Policarpo face à tradição, à reforma da reforma litúrgica tão querida ao Papa Bento XVI e à própria Missa tradicional de rito latino-gregoriano. De igual modo, faço votos para que o prelado olissiponense comece a celebrar com regularidade deste modo na sua própria Sé, e reconsidere a posição inicial que tomou relativamente à aplicação do “Summorum Pontificum” na área de jurisdição do Patriarcado de Lisboa.
Reafirmado o ensinamento de sempre da Igreja acerca do aborto
Em rescaldo do triste caso de Olinda e Recife, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu, no dia 10 de Julho último, um esclarecimento onde é reafirmado no seu todo o ensinamento de sempre da Igreja que condena o aborto como atentado contra a vida humana inocente. Desta maneira, ainda que tardiamente, é feita inteira justiça à corajosa pessoa de D. José Sobrinho, ao tempo Arcebispo de Olinda e Recife, e censurada a escandalosa postura antitradicional que o Arcebispo Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, assumiu a propósito do caso, através de um escrito infame publicado no “L’Osservatore Romano”. Fisichella que tem de ser destituído das funções que desempenha, caso em Roma haja coerência e por paralelo à situação ocorrida com Monsenhor Williamson.
Do arquivo
É sempre um prazer mergulhar no arquivo deste espaço e reencontrar a pena firme e ortodoxa, sem lugar para relativismos ou confusionismos morais, de D. António Caponnetto, um dos últimos grandes paladinos da cavalheiresca tradição católica hispano-americana. Do seu livro “El Deber Cristiano de la Lucha” (destaques meus):
Esta Iglesia Primitiva no ignoraba el quinto mandamiento, ni los consejos del Señor sobre el amor a los enemigos, ni las recomendaciones personales para entregar también la chaqueta al que nos despoja del abrigo. Pero sabía que la muerte es pecado si se ejecuta contra un inocente y no contra un perverso en custodia del bien. Que una cosa son los enemigos privados, ante los cuales cabe ofrecer nuestro anonadamiento y nuestra humillación, y otra los enemigos públicos de Dios y del Orden por Él creado, a quienes estamos obligados a enfrentar hasta las últimas consecuencias, no por odio a ellos, sino por amor a la Verdad. Que es distinto preferir el padecimiento de una injusticia antes que cometerla - tal el sentido de la metáfora del despojo del abrigo - que consentir un robo o no impedirlo, pudiendo, pues, sería faltar al séptimo mandamiento. Y que Cristo mismo, al fin, que eligió ser víctima antes que hacer víctimas, no colocó su otra mejilla frente al sirviente de Caifás, ni descartó la posibilidad de movilizar una legión de arcángeles armados si aquella no hubiese sido la hora de la iniquidad.
Esta Iglesia Primitiva no ignoraba el quinto mandamiento, ni los consejos del Señor sobre el amor a los enemigos, ni las recomendaciones personales para entregar también la chaqueta al que nos despoja del abrigo. Pero sabía que la muerte es pecado si se ejecuta contra un inocente y no contra un perverso en custodia del bien. Que una cosa son los enemigos privados, ante los cuales cabe ofrecer nuestro anonadamiento y nuestra humillación, y otra los enemigos públicos de Dios y del Orden por Él creado, a quienes estamos obligados a enfrentar hasta las últimas consecuencias, no por odio a ellos, sino por amor a la Verdad. Que es distinto preferir el padecimiento de una injusticia antes que cometerla - tal el sentido de la metáfora del despojo del abrigo - que consentir un robo o no impedirlo, pudiendo, pues, sería faltar al séptimo mandamiento. Y que Cristo mismo, al fin, que eligió ser víctima antes que hacer víctimas, no colocó su otra mejilla frente al sirviente de Caifás, ni descartó la posibilidad de movilizar una legión de arcángeles armados si aquella no hubiese sido la hora de la iniquidad.
sábado, julho 11, 2009
Pobres destroços cada vez mais em pânico
Num momento em que os Zollitschs, Lehmanns, Kaspers, Müllers e demais hereges progressistas obstinados aguardavam, no seu mesquinho e delirante ódio anticatólico, uma nova excomunhão dos bispos da Fraternidade Sacerdotal do São Pio X, eis que o Santo Padre Bento XVI, desprezando-os, responde com o Motu Proprio "Ecclesiae Unitatem" anunciando a próxima realização de discussões doutrinárias entre Roma e a FSSPX, com vista à plena regularização da situação canónica desta última no seio da Igreja institucional.
Ora, como recorda com sapiência Monsenhor Fellay, em entrevista concedida à Reuters, a propósito das recentes ordenações realizadas em Winona, Zaitzkofen e Ecône, o facto é que Roma no presente tolera tacitamente a actuação da FSSPX. Para grande desgosto dos trogloditas progs, os quais já vêem aproximar-se a passadas largas o dia em que essa tolerância tácita vai passar a ser de aprovação explícita! Da defesa da tradição católica e do combate contra todas a heresias, em especial a modernista e progressista!
Ora, como recorda com sapiência Monsenhor Fellay, em entrevista concedida à Reuters, a propósito das recentes ordenações realizadas em Winona, Zaitzkofen e Ecône, o facto é que Roma no presente tolera tacitamente a actuação da FSSPX. Para grande desgosto dos trogloditas progs, os quais já vêem aproximar-se a passadas largas o dia em que essa tolerância tácita vai passar a ser de aprovação explícita! Da defesa da tradição católica e do combate contra todas a heresias, em especial a modernista e progressista!
As duas lições principais do caso do Bispo de Málaga
O recente caso envolvendo o Bispo de Málaga tem a grande virtude de permitir retirar dele duas lições principais:
1ª) O estado de necessidade persiste - e de que maneira! - na Igreja. Os mais optimistas, muitos deles vivendo privilegiadamente nas torres de marfim das comunidades tradicionais "Ecclesia Dei", poderão discordar deste diagnóstico, mas a vivência diária da maioria dos católicos pelas dioceses desse mundo fora contradi-los. Como o aprenderam agora, às suas próprias custas, os membros da "Una Voce Málaga". Hoje, mais do que nunca, o combate da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X em defesa de tradição é absolutamente fulcral, até como forma de apoio imprescindível ao Papa Bento XVI e à "Ecclesia Dei". A verdade é que sem a "carregadora de pianos" FSSPX não haveria "Ecclesia Dei" e muito menos "Summorum Pontificum", e o rito tradicional latino-gregoriano já teria sido há muito despejado pelos progressistas por um qualquer orwelliano buraco da memória abaixo.
2ª) Sem prejuízo, o desfecho final do caso de Málaga evidencia também a importância da concertação de esforços de todos os católicos tradicionais e o papel fundamental que em tal actuação têm as novas tecnologias, designadamente a boa utilização da Internet. Bastou que um conjunto relevante de bloguistas católicos tradicionais, impulsionados e organizados espontaneamente pelo combativo Paco Pepe, fizesse pressão nos pontos próprios e manifestasse a sua indignação contra uma decisão infame, para que o Bispo de Málaga viesse depressa dar o dito por não dito, afirmando que afinal, na sua diocese, se podem celebrar todas as Missas de rito-latino gregoriano que se queiram! Que grande lição aqui também para os displicentes católicos tradicionais portugueses! A verdade é que a heresia progressista é um tigre de papel! Os tempos estão a mudar! O Espírito Santo efectivamente sopra! Mas não para o lado dos dinossauros progs…
1ª) O estado de necessidade persiste - e de que maneira! - na Igreja. Os mais optimistas, muitos deles vivendo privilegiadamente nas torres de marfim das comunidades tradicionais "Ecclesia Dei", poderão discordar deste diagnóstico, mas a vivência diária da maioria dos católicos pelas dioceses desse mundo fora contradi-los. Como o aprenderam agora, às suas próprias custas, os membros da "Una Voce Málaga". Hoje, mais do que nunca, o combate da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X em defesa de tradição é absolutamente fulcral, até como forma de apoio imprescindível ao Papa Bento XVI e à "Ecclesia Dei". A verdade é que sem a "carregadora de pianos" FSSPX não haveria "Ecclesia Dei" e muito menos "Summorum Pontificum", e o rito tradicional latino-gregoriano já teria sido há muito despejado pelos progressistas por um qualquer orwelliano buraco da memória abaixo.
2ª) Sem prejuízo, o desfecho final do caso de Málaga evidencia também a importância da concertação de esforços de todos os católicos tradicionais e o papel fundamental que em tal actuação têm as novas tecnologias, designadamente a boa utilização da Internet. Bastou que um conjunto relevante de bloguistas católicos tradicionais, impulsionados e organizados espontaneamente pelo combativo Paco Pepe, fizesse pressão nos pontos próprios e manifestasse a sua indignação contra uma decisão infame, para que o Bispo de Málaga viesse depressa dar o dito por não dito, afirmando que afinal, na sua diocese, se podem celebrar todas as Missas de rito-latino gregoriano que se queiram! Que grande lição aqui também para os displicentes católicos tradicionais portugueses! A verdade é que a heresia progressista é um tigre de papel! Os tempos estão a mudar! O Espírito Santo efectivamente sopra! Mas não para o lado dos dinossauros progs…
Palavras sábias, mas não sob a forma de aforismos, acerca da ideologia feminista do género
O carácter típico desta nova antropologia, concebida para fundamento da Nova Ordem Mundial, manifesta-se sobretudo na imagem da mulher, na ideologia do "Women's empowerment" (…). O fim à vista é a auto-realização da mulher, que encontra os seus principais obstáculos na família e na maternidade. Assim, a mulher dever ser libertada sobretudo do que a caracteriza e lhe dá nada mais que a sua especificidade: esta é chamada a desaparecer diante de uma "Gender equity and equality", diante de um ser humano indistinto e uniforme, em cuja vida a sexualidade não tem outro sentido senão o de uma droga voluptuosa, de que a gente se pode servir seja lá como for. No medo da maternidade que se apoderou de grande parte dos nossos contemporâneos, entra decerto, também, alguma coisa de ainda mais profundo: o outro é sempre afinal o concorrente que me leva uma parte da minha vida, ameaça para o meu eu e para o meu livre desenvolvimento. Deixou de haver, hoje, uma "filosofia do amor"; o que há é somente uma "filosofia do egoísmo". Que eu possa enriquecer-me simplesmente com o dom; que eu possa encontrar-me justamente a partir do outro e através do meu ser-para-outrem - eis o que é recusado como ilusão idealista. Mas é precisamente aí que o homem se engana. Na verdade, na medida em que o desaconselham de amar, nessa medida o desaconselham de ser homem.
Deste modo, no estádio de desenvolvimento de uma nova imagem e de um novo mundo, chegou o momento em que o Cristão - e não apenas ele, mas pelo menos ele - tem obrigação de protestar.
Joseph, Cardeal Ratzinger
Roma, 25 de Abril de 1997
Do prefácio de "O Evangelho perante a Desordem Mundial", de Michel Schooyans, Lisboa, Grifo, 2000 (livro a merecer releitura, face à mais recente encíclica papal).
Deste modo, no estádio de desenvolvimento de uma nova imagem e de um novo mundo, chegou o momento em que o Cristão - e não apenas ele, mas pelo menos ele - tem obrigação de protestar.
Joseph, Cardeal Ratzinger
Roma, 25 de Abril de 1997
Do prefácio de "O Evangelho perante a Desordem Mundial", de Michel Schooyans, Lisboa, Grifo, 2000 (livro a merecer releitura, face à mais recente encíclica papal).
segunda-feira, julho 06, 2009
Aprovada a beatificação do Cardeal Newman

A aprovação papal da beatificação do Cardeal Newman é uma magnífica notícia para todos os católicos tradicionais, para mim muito em especial, admirador que sou há longo tempo da pessoa de John Henry Newman e dos restantes convertidos ingleses ao catolicismo de finais do século XIX, princípios do século XX. Aqui deixo, de seguida, alguns extractos comprovativos da ortodoxia e robustez doutrinárias do futuro Beato, retirados de "Newman against the Liberals", uma compilação de vinte cinco sermões efectuada pelo inolvidável Michael Davies, editada em 1978, pela Augustine Publishing Company (páginas 148, 123 e 193):
- The Jewish rites were to disappear; yet no one was bid forcibly to separate himself from what he had long used, lest he lost his sense of religion also. Much more will this hold good with forms such as ours, which so far from being abrogated by the Apostles, were introduced by them or their immediate successors; and which, besides the influence they exert over us from long usage, are, many of them, witnesses and types of precious gospel truths; nay, much more, possess a sacramental nature, and are adapted and reasonably accounted to convey a gift, even where they are not formally sacraments by Christ's institution.
- The Jewish rites were to disappear; yet no one was bid forcibly to separate himself from what he had long used, lest he lost his sense of religion also. Much more will this hold good with forms such as ours, which so far from being abrogated by the Apostles, were introduced by them or their immediate successors; and which, besides the influence they exert over us from long usage, are, many of them, witnesses and types of precious gospel truths; nay, much more, possess a sacramental nature, and are adapted and reasonably accounted to convey a gift, even where they are not formally sacraments by Christ's institution.
- The fear of God is the beginning of wisdom; till you see Him to be a consuming fire, and approach Him with reverence and godly fear, as being sinners, you are not even in the sight of the strait gate. I do not wish you to be able to point to any particular time when you renounced the world (as it is called), and were converted; this is a deceit. Fear and love must go together; always fear, always love, to your dying day.
- Be our mind as heavenly as it may be, most loving, most holy, most zealous, most energetic, most peaceful, yet if we look off from Him for a moment, and look towards ourselves, ath once these excellent tempers fall into some extreme or mistake. Charity becomes over-easiness, holiness is tainted with spiritual pride, zeal degenerates into fierceness, activity eats up the spirit of prayer, hope is heightened into presumption. We cannot guide ourselves. God's revealed word is our sovereign rule of conduct.
- Be our mind as heavenly as it may be, most loving, most holy, most zealous, most energetic, most peaceful, yet if we look off from Him for a moment, and look towards ourselves, ath once these excellent tempers fall into some extreme or mistake. Charity becomes over-easiness, holiness is tainted with spiritual pride, zeal degenerates into fierceness, activity eats up the spirit of prayer, hope is heightened into presumption. We cannot guide ourselves. God's revealed word is our sovereign rule of conduct.
Bispo de Málaga, o figurão progressista do momento

O Bispo de Málaga, Dom Jesús Esteban Catalá Ibáñez, é o figurão progressista do momento, pela forma inepta como se deu à liberdade de interpretar restritivamente a vontade do Papa Bento XVI plasmada no Motu Proprio "Summorum Pontificum", desobedecendo-lhe em termos práticos e efectivos. Pela minha parte, creio que não será nisto que consiste a famosa "plena comunhão" tantas vezes brandida contra a FSSPX… Ou será?... Mais pormenores no "Secretum Meum Mihi" e no "Tradição Católica".
sábado, julho 04, 2009
Tu és sacerdote para a eternidade!

Jesus Cristo escolhe certos homens, a quem dá uma participação real do Seu sacerdócio. São os padres que o Bispo consagra no dia da ordenação. Com as mãos estendidas sobre a cabeça daquele que vai consagrar, o Bispo invoca o Espírito Santo, pedindo-lhe para que desça à sua alma. Naquele momento, poder-se-iam repetir ao sacerdote as palavras do Anjo a Maria: Spiritus Sanctus superveniet in te. O Espírito Santo envolve-o, para assim dizer, e opera nele uma semelhança e uma união tão estreita com Jesus, que, como Jesus Cristo, se torna sacerdote para a eternidade. A tradição denominou o sacerdote "outro Cristo": é escolhido para ser, em nome de Jesus Cristo, mediador entre o céu e a terra. É esta uma realidade sobrenatural. Vede: quando o sacerdote oferece o sacrifício da Missa, que reproduz o sacrifício do Calvário, identifica-se com Jesus Cristo. Não diz: "Isto é o corpo de Cristo, isto é o sangue de Cristo". Se assim o fizesse, não haveria sacrifício. Mas diz: "Isto é o meu corpo, isto é o meu sangue".
Desde aquele momento, o sacerdote, consagrado a Deus pelo Espírito Santo, torna-se, como Jesus Cristo, Pontífice e Mediador entre os homens e Deus, ou antes, é a mediação única de Jesus Cristo que se prolonga na terra, através dos tempos, pelo ministério dos sacerdotes. O padre oferece a Deus, em nome dos fiéis, sobre o altar, o sacrifício eucarístico; do altar distribui ao povo a Vítima sagrada, o pão da vida, e com ele, todos os dons e todas as graças.
O altar é, na terra, o centro da religião de Jesus, como o Calvário é o remate e a culminação da Sua vida. Todos os mistérios da existência terrestre de Jesus convergem, como já disse, para a imolação da cruz; todos os estados da Sua vida gloriosa aí vão haurir o seu esplendor.
É por isso que a Igreja não comemora nem celebra mistério algum de Jesus sem oferecer o santo sacrifício da Missa. Todo o culto público organizado pela Igreja gravita em torno do altar; o conjunto das leituras, orações, louvores e homenagens, que se denomina Ofício divino, em que a Igreja descreve e exalta os mistérios do Seu celeste Esposo, foi por ela regulado para enquadrar o sacrifício eucarístico.
Seja, pois, qual for o mistério de Jesus que celebremos, não podemos, depois de o termos contemplado e meditado com a Igreja, participar nele de modo mais perfeito nem preparar-nos melhor para dele colhermos os frutos, do que assistindo com fé e amor ao sacrifício da Missa e unindo-nos, pela Comunhão, à vítima divina por nós imolada sobre o altar.
Dom Columba Marmion, O. S. B. - "Jesus Cristo nos Seus Mistérios", Mosteiro de Singeverga, Edições "Ora & Labora", tradução de 1958 do original de 1919, páginas 107 e 108.
Foto: ordenações sacerdotais no seminário suíço de Ecône (FSSPX), em 29 de Junho do ano corrente.
Desde aquele momento, o sacerdote, consagrado a Deus pelo Espírito Santo, torna-se, como Jesus Cristo, Pontífice e Mediador entre os homens e Deus, ou antes, é a mediação única de Jesus Cristo que se prolonga na terra, através dos tempos, pelo ministério dos sacerdotes. O padre oferece a Deus, em nome dos fiéis, sobre o altar, o sacrifício eucarístico; do altar distribui ao povo a Vítima sagrada, o pão da vida, e com ele, todos os dons e todas as graças.
O altar é, na terra, o centro da religião de Jesus, como o Calvário é o remate e a culminação da Sua vida. Todos os mistérios da existência terrestre de Jesus convergem, como já disse, para a imolação da cruz; todos os estados da Sua vida gloriosa aí vão haurir o seu esplendor.
É por isso que a Igreja não comemora nem celebra mistério algum de Jesus sem oferecer o santo sacrifício da Missa. Todo o culto público organizado pela Igreja gravita em torno do altar; o conjunto das leituras, orações, louvores e homenagens, que se denomina Ofício divino, em que a Igreja descreve e exalta os mistérios do Seu celeste Esposo, foi por ela regulado para enquadrar o sacrifício eucarístico.
Seja, pois, qual for o mistério de Jesus que celebremos, não podemos, depois de o termos contemplado e meditado com a Igreja, participar nele de modo mais perfeito nem preparar-nos melhor para dele colhermos os frutos, do que assistindo com fé e amor ao sacrifício da Missa e unindo-nos, pela Comunhão, à vítima divina por nós imolada sobre o altar.
Dom Columba Marmion, O. S. B. - "Jesus Cristo nos Seus Mistérios", Mosteiro de Singeverga, Edições "Ora & Labora", tradução de 1958 do original de 1919, páginas 107 e 108.
Foto: ordenações sacerdotais no seminário suíço de Ecône (FSSPX), em 29 de Junho do ano corrente.
Cardeal Castrillón vai publicar livro sobre o rito latino-gregoriano

No momento em que se aproxima o fim da sua notável presidência da Comissão Pontifícia "Ecclesia Dei", o Cardeal Castrillón concedeu uma entrevista ao jornal colombiano "El Tiempo" - de que o "Secretum Meum Mihi" faz eco -, onde anuncia os seus projectos para o futuro próximo. Entre eles conta-se a conclusão de um livro sobre o rito latino-gregoriano. Será certamente um trabalho de grande mestria, obra de leitura obrigatória para todos os católicos tradicionais. Já tem lugar reservado na minha estante.
sexta-feira, julho 03, 2009
A fé adulta (e a sua antítese) segundo o Papa Bento XVI
Crucial intervenção do Papa Bento XVI, em homília proferida por ocasião do encerramento do Ano Paulino, no passado dia 28 de Junho, na qual condenou frontalmente atitudes bem características dos hereges progressistas. Transcrevo excertos de notícia publicada pela "Agência Ecclesia" (destaques meus):
Bento XVI encerrou na tarde deste Domingo o Ano Paulino, na Basílica de São Paulo Fora de Muros, deixando duras críticas à "moda" que considera que uma "fé adulta" implica não dar ouvidos "à Igreja e os seus pastores".
Bento XVI encerrou na tarde deste Domingo o Ano Paulino, na Basílica de São Paulo Fora de Muros, deixando duras críticas à "moda" que considera que uma "fé adulta" implica não dar ouvidos "à Igreja e os seus pastores".
"A fé adulta não se deixa levar de um lado para outro por qualquer corrente. Ela opõe-se aos ventos da moda", apontou.
(...)
Na sua homilia, Bento XVI disse que a expressão "fé adulta" se tornou nos "últimos dez anos um slogan difundido.
"É entendida muitas vezes como comportamento de quem já não dá ouvidos à Igreja e aos seus Pastores, mas escolhe autonomamente aquilo que quer ou não acreditar, uma fé «feita por si mesma»", precisou o Papa.
Para estes, acrescentou, é um sinal de "coragem" expressar-se contra o Magistério da Igreja. "Na realidade, não é preciso ter coragem para isso e contar com o aplauso do público. É preciso ter coragem para aderir à fé da Igreja, mesmo se esta contradiz o esquema do mundo contemporâneo", acrescentou.
Bento XVI lembrou que, para São Paulo, infantil era "correr atrás de ventos e de correntes do tempo".
"Faz parte da fé adulta, por exemplo, lutar contra a violação da vida humana desde o primeiro momento, opondo-se com isso radicalmente ao princípio da violência e colocando-se em defesa das criaturas humanas mais vulneráveis. Faz parte da fé adulta reconhecer o matrimónio entre um homem e uma mulher por toda a vida como norma do Criador, restabelecida novamente por Cristo", indicou.
Cânones para canonistas de pacotilha

Também temos um exemplar do Código de Direito Canónico. 2ª edição portuguesa. Do ano de 1984. Ficou do tempo em que cursámos na Universidade Católica. Aqui deixamos alguns dos seus cânones, à atenção dos muitos hereges cismáticos progressistas, ademais de hipócritas como é próprio de lobos com pele de cordeiro, que por aí pululam e debitam as maiores alarvidades sobre a Igreja Católica em geral, e a FSSPX em especial.
Cânone 751 - Diz-se heresia a negação pertinaz, depois de recebido o baptismo, de alguma verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou ainda a dúvida pertinaz acerca da mesma; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos.
Cânone 752 - Ainda que não se tenha de prestar assentimento de fé, deve-se contudo prestar obséquio religioso da inteligência e da vontade àquela doutrina que quer o Sumo Pontífice quer o Colégio dos Bispos enunciam ao exercerem o magistério autêntico, apesar de não terem intenção de a proclamar como um acto definitivo; façam, portanto, os fiéis por evitar o que não se harmonize com essa doutrina.
Cânone 754 - Todos os fiéis têm obrigação de observar as constituições e decretos que a legítima autoridade da Igreja promulgar para promover uma doutrina ou proscrever opiniões erróneas, e com especial motivo as que publicar o Romano Pontífice ou o Colégio dos Bispos.
Cânone 1364 - § 1. Sem prejuízo do cânone 194, § 1, nº 2, o apóstata da fé, o herege e o cismático incorrem em excomunhão latae sententiae; o clérigo pode ainda ser punido com as penas referidas no cânone 1336, § 1, nºs 1, 2 e 3.
§ 2. Se o exigir a contumácia prolongada ou a gravidade do escândalo, podem acrescentar-se outras penas, sem exceptuar a demissão do estado clerical.
Cânone 1369 - Quem em espectáculo ou reunião pública, ou por escrito divulgado publicamente, ou utilizando por outra forma os meios de comunicação social, proferir uma blasfémia, ou lesar gravemente os bons costumes, ou proferir injúrias ou excitar o ódio ou o desprezo contra a religião ou a Igreja, seja punido com uma pena justa.
Cânone 751 - Diz-se heresia a negação pertinaz, depois de recebido o baptismo, de alguma verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou ainda a dúvida pertinaz acerca da mesma; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos.
Cânone 752 - Ainda que não se tenha de prestar assentimento de fé, deve-se contudo prestar obséquio religioso da inteligência e da vontade àquela doutrina que quer o Sumo Pontífice quer o Colégio dos Bispos enunciam ao exercerem o magistério autêntico, apesar de não terem intenção de a proclamar como um acto definitivo; façam, portanto, os fiéis por evitar o que não se harmonize com essa doutrina.
Cânone 754 - Todos os fiéis têm obrigação de observar as constituições e decretos que a legítima autoridade da Igreja promulgar para promover uma doutrina ou proscrever opiniões erróneas, e com especial motivo as que publicar o Romano Pontífice ou o Colégio dos Bispos.
Cânone 1364 - § 1. Sem prejuízo do cânone 194, § 1, nº 2, o apóstata da fé, o herege e o cismático incorrem em excomunhão latae sententiae; o clérigo pode ainda ser punido com as penas referidas no cânone 1336, § 1, nºs 1, 2 e 3.
§ 2. Se o exigir a contumácia prolongada ou a gravidade do escândalo, podem acrescentar-se outras penas, sem exceptuar a demissão do estado clerical.
Cânone 1369 - Quem em espectáculo ou reunião pública, ou por escrito divulgado publicamente, ou utilizando por outra forma os meios de comunicação social, proferir uma blasfémia, ou lesar gravemente os bons costumes, ou proferir injúrias ou excitar o ódio ou o desprezo contra a religião ou a Igreja, seja punido com uma pena justa.
Afinal, quem é que está excomungado?!...
terça-feira, junho 30, 2009
A ideologia feminista do género é uma ideologia fundamentalista homicida

Uma notável reflexão de Orlando Braga, no "Perspectivas", sobre os efeitos práticos do feminismo radical contemporâneo.
Os incondicionais da aceitação do Vaticano II são assim tão incondicionais?
Monsenhor Kurt Koch, bispo de Basileia, Suíça, publicou recentemente no sítio da diocese que chefia o texto abaixo transcrito, cujo teor não sufrago por inteiro, mas que nem por isso deixa de ser muito interessante, e que apresento agora aos meus leitores em tradução efectuada pelo blogue "La Buhardilla de Jerónimo". Nele, o prelado helvético denuncia a falta de honestidade moral de muitos dos supostos incondicionais da aceitação do Vaticano II, os quais afinal não são assim tão incondicionais quanto isso. Que bom seria que um bispo português, ao menos, também dissesse coisas destas! Os destaques infra são meus.
¿Qué me impulsa?
¡Más honestidad, por favor!
En las últimas semanas muchos periodistas, y también algunos clérigos, han expresado sus opiniones sobre el Papa Benedicto. Opiniones que contienen muchas medias verdades, falsedades y calumnias. La peor acusación afirma que el Papa desea retornar a un pasado anterior al Concilio Vaticano II. Esta acusación es la peor porque implica que la persona misma que posee la autoridad de enseñar a la Iglesia universal estaría trabajando para minar la autoridad del Concilio. Tal veredicto estaría, sin embargo, completamente errado. De hecho, como joven teólogo, Benedicto XVI, contribuyó mucho dentro del concilio. Quienquiera que busque comprender hoy al Papa, no sólo a través de los medios, sino leyendo lo que él escribe, llegará a la conclusión de que ha orientado todo su magisterio según el Concilio. ¿Cómo debemos entender entonces la acusación?
Mucha gente ha firmado una petición de incondicional aceptación del Concilio. De entrada, la expresión “incondicional aceptación” me irrita porque no sé de nadie – incluido yo mismo – a quien se pueda aplicar esto. Unos pocos ejemplos, arbitrariamente elegidos, serán suficientes:
-El Concilio no abolió el Latín en la liturgia. Por el contrario, -enfatiza que en el Rito Romano, salvo casos excepcionales, el uso de la lengua latina debe ser mantenido. ¿Quién entre los ruidosos defensores del Concilio desea una “incondicional aceptación” de esto?
-El Concilio declara que la Iglesia considera el Canto Gregoriano como la “música propia del Rito Romano” y que, por lo tanto, a ésta debe “darse el primer puesto”. ¿En cuántas parroquias es implementado esto “sin condiciones”?
– El Concilio pidió expresamente que las autoridades gubernamentales cedieran voluntariamente aquellos derechos de participación en la selección de obispos que surgieron en el transcurso del tiempo. ¿Qué defensor del Concilio se ha dedicado “incondicionalmente” a esto?
– El Concilio describe la naturaleza fundamental de la liturgia como la celebración del misterio pascual y el sacrificio eucarístico como “la compleción de la obra de nuestra salvación” ¿Cómo puede conciliarse eso con mi experiencia, vivida en muchas parroquias diferentes, de que el sentido sacrificial de la Misa ha sido completamente eliminado del lenguaje litúrgico y la Misa es ahora entendida sólo como una comida o “fracción del pan”? ¿De qué manera puede uno justificar este cambio profundo basándose en el Concilio?
– A ningún oficio eclesiástico fue dada tanta importancia en el Concilio como al del obispo. Entonces, ¿cómo podemos entender la gran disminución de este oficio de la Iglesia en Suiza, justificada en referencia al Concilio? ¿Será, por ejemplo, cuando Hans Kung niega completamente la autoridad de enseñar de los obispos, permitiéndoles solamente el oficio de conducción pastoral?
No sería difícil alargar esta letanía. Aún así, ha de ser obvio por qué demando más honestidad en el presente debate sobre el Concilio. En vez de acusar a otros, incluso al Papa, de desear volver a un pasado anterior al Concilio, habría que aconsejar a todos estudiar sus libros y volver a examinar su posición sobre el Concilio. Porque no todo lo que fue dicho y hecho después del Concilio, fue llevado a cabo en concordancia con el mismo –y esto se aplica también a la diócesis de Basilea. En todo caso, las últimas semanas me han mostrado que un problema primordial de la situación actual ha sido un muy pobre y, en parte, un muy unilateral entendimiento y aceptación del Concilio, incluso por parte de los católicos que lo defienden “incondicionalmente”. En este sentido todos nosotros –una vez más me incluyo- tenemos mucho por hacer. Por lo tanto, nuevamente repito mi pedido urgente: ¡Más honestidad, por favor!
+ Kurt Koch
Obispo de Basilea
¿Qué me impulsa?
¡Más honestidad, por favor!
En las últimas semanas muchos periodistas, y también algunos clérigos, han expresado sus opiniones sobre el Papa Benedicto. Opiniones que contienen muchas medias verdades, falsedades y calumnias. La peor acusación afirma que el Papa desea retornar a un pasado anterior al Concilio Vaticano II. Esta acusación es la peor porque implica que la persona misma que posee la autoridad de enseñar a la Iglesia universal estaría trabajando para minar la autoridad del Concilio. Tal veredicto estaría, sin embargo, completamente errado. De hecho, como joven teólogo, Benedicto XVI, contribuyó mucho dentro del concilio. Quienquiera que busque comprender hoy al Papa, no sólo a través de los medios, sino leyendo lo que él escribe, llegará a la conclusión de que ha orientado todo su magisterio según el Concilio. ¿Cómo debemos entender entonces la acusación?
Mucha gente ha firmado una petición de incondicional aceptación del Concilio. De entrada, la expresión “incondicional aceptación” me irrita porque no sé de nadie – incluido yo mismo – a quien se pueda aplicar esto. Unos pocos ejemplos, arbitrariamente elegidos, serán suficientes:
-El Concilio no abolió el Latín en la liturgia. Por el contrario, -enfatiza que en el Rito Romano, salvo casos excepcionales, el uso de la lengua latina debe ser mantenido. ¿Quién entre los ruidosos defensores del Concilio desea una “incondicional aceptación” de esto?
-El Concilio declara que la Iglesia considera el Canto Gregoriano como la “música propia del Rito Romano” y que, por lo tanto, a ésta debe “darse el primer puesto”. ¿En cuántas parroquias es implementado esto “sin condiciones”?
– El Concilio pidió expresamente que las autoridades gubernamentales cedieran voluntariamente aquellos derechos de participación en la selección de obispos que surgieron en el transcurso del tiempo. ¿Qué defensor del Concilio se ha dedicado “incondicionalmente” a esto?
– El Concilio describe la naturaleza fundamental de la liturgia como la celebración del misterio pascual y el sacrificio eucarístico como “la compleción de la obra de nuestra salvación” ¿Cómo puede conciliarse eso con mi experiencia, vivida en muchas parroquias diferentes, de que el sentido sacrificial de la Misa ha sido completamente eliminado del lenguaje litúrgico y la Misa es ahora entendida sólo como una comida o “fracción del pan”? ¿De qué manera puede uno justificar este cambio profundo basándose en el Concilio?
– A ningún oficio eclesiástico fue dada tanta importancia en el Concilio como al del obispo. Entonces, ¿cómo podemos entender la gran disminución de este oficio de la Iglesia en Suiza, justificada en referencia al Concilio? ¿Será, por ejemplo, cuando Hans Kung niega completamente la autoridad de enseñar de los obispos, permitiéndoles solamente el oficio de conducción pastoral?
No sería difícil alargar esta letanía. Aún así, ha de ser obvio por qué demando más honestidad en el presente debate sobre el Concilio. En vez de acusar a otros, incluso al Papa, de desear volver a un pasado anterior al Concilio, habría que aconsejar a todos estudiar sus libros y volver a examinar su posición sobre el Concilio. Porque no todo lo que fue dicho y hecho después del Concilio, fue llevado a cabo en concordancia con el mismo –y esto se aplica también a la diócesis de Basilea. En todo caso, las últimas semanas me han mostrado que un problema primordial de la situación actual ha sido un muy pobre y, en parte, un muy unilateral entendimiento y aceptación del Concilio, incluso por parte de los católicos que lo defienden “incondicionalmente”. En este sentido todos nosotros –una vez más me incluyo- tenemos mucho por hacer. Por lo tanto, nuevamente repito mi pedido urgente: ¡Más honestidad, por favor!
+ Kurt Koch
Obispo de Basilea
Sobre este texto, sugiro ainda a leitura dos comentários que o conhecido Padre Z fez ao mesmo no seu blogue.
segunda-feira, junho 29, 2009
Parábola para o momento presente
Por isso o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: "Concede-me um prazo e tudo pagarei". Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: "Paga o que me deves!" O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: "Concede-me um prazo que eu te pagarei.". Mas ele não concordou e mandou-o prender até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros contristados foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?" E o senhor, indignado entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. (Mt 18, 23-34)
Ora, quem se comporta como o servo mau no momento presente, se não a corja de hereges modernistas que expele o seu ódio doentio sobre a tradição católica e a difama com todo o tipo de mentiras e calúnias, mas que hipocritamente não olha para as enormes abominações por si praticadas nestes últimos quarenta e cinco anos sob o "espírito do V2"?...
Ora, quem se comporta como o servo mau no momento presente, se não a corja de hereges modernistas que expele o seu ódio doentio sobre a tradição católica e a difama com todo o tipo de mentiras e calúnias, mas que hipocritamente não olha para as enormes abominações por si praticadas nestes últimos quarenta e cinco anos sob o "espírito do V2"?...
sábado, junho 27, 2009
Pobres destroços em pânico

Lembrando-lhes a severa advertência de Cristo, no Sermão da Montanha, de que "Ai de vós os que agora rides, porque gemereis e chorareis!" (Lc 6, 25), não liguemos mais aos desvarios dos pobres destroços remanescentes da heresia modernista, os quais, em delírio provocado pelo desespero que lhes causa a plena regularização da tradição católica, inventam comunicados imaginários do Vaticano, deformam os fins estatutários do Instituto do Bom Pastor ou tomam meras opiniões privadas de jornalistas esquerdistas simpatizantes do pseudo-progressismo cristão, como o norte-americano John Allen Jr. ou o francês Henri Tincq, por pronunciamentos oficiais do próprio Papa! O pânico do que aí vem toldou-lhes definitivamente a razão. Pela nossa parte, não sentimos qualquer pena deles por esse facto, e aguardamos com calma e tranquilidade a concretização das boas notícias previstas para os próximos dias, de que têm feito eco blogues amigos como o "Rorate-Caeli", o "Fratres in Unum" ou o "Tradição Católica", este último dessa verdadeira fonte de exasperação dos hereges progressistas que é a combativa Magdalia.
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