segunda-feira, junho 02, 2008

Restaurar a reverência pelo corpo sacramentado de Cristo




Ao ver estas imagens captadas durante a última Missa Papal da Festividade do Corpo do Deus, ademais da imensa alegria que as mesmas me proporcionaram por nelas Sua Santidade distribuir a comunhão pela forma tradicional, rezei a Deus para que conceda ao Santo Padre a coragem necessária para banir definitivamente outras maneiras de comungar, em especial a irreverente e abjecta comunhão na mão introduzida na Igreja pela acção nefasta do herege Bugnini com a conivência do Papa Paulo VI.

Esta actuação de Bento XVI possibilita também uma excelente ocasião para recordar o ensinamento tradicional sobre a distribuição da comunhão propugnado por São Tomás de Aquino, autêntica muralha de ortodoxia católica contra a qual se esmagam todas as heresias e hereges. Da III parte, questão 82, artigo 3, da Suma Teológica:

"Pertence ao sacerdote distribuir o corpo de Cristo por três motivos. Primeiro, porque é ele que consagra na pessoa de Cristo. Assim como Cristo consagrou o seu corpo na Ceia, assim também distribuiu-o aos discípulos. Por isso, assim como pertence ao sacerdote consagrar o corpo de Cristo, assim também o de distribui-lo.

Segundo, porque o sacerdote se constitui intermediário entre Deus e o povo. Portanto, como lhe pertence apresentar a Deus as oferendas do povo, assim também lhe pertence distribuir ao povo os dons divinamente santificados.

Terceiro, porque por respeito à Eucaristia, nada a deve tocar que não esteja consagrado. Por isso, consagram-se os corporais, os cálices, igualmente as mãos do sacerdote para tocarem este sacramento. Não lícito, pois, a ninguém mais tocá-lo, a não ser em caso de necessidade, por exemplo se cair no chão ou em outro caso semelhante".

sexta-feira, maio 30, 2008

Monges Cistercienses de Stift Heiligenkreuz



Ontem ao final do dia, certamente para compensar uma semana que está a ser extenuante (não falta razão ao meu amigo FSantos), ao abrir a caixa de correio, tive a grata surpresa de nela encontrar à minha espera uma encomenda da Amazon inglesa contendo o belíssimo "Chant - Music For Paradise", dos monges cistercienses de Stif Heiligenkreuz, disco que os catapultou para o topo das tabelas de vendas no Reino Unido. Sobre a qualidade deste trabalho, deixo aos meus leitores a crítica que dele foi feita no magnífico "New Liturgical Movement", ademais do excelente sítio promocional de que o mesmo dispõe na rede.

Recordo que a Abadia de Stif Heiligenkreuz (Santa Cruz), situada nos arredores de Viena, remonta aos começos do século XII (é portanto contemporânea de Alcobaça) e foi visitada pelo Santo Padre Bento XVI durante a viagem que efectuou à Áustria, no passado mês de Setembro de 2007, e não por acaso certamente. Como é possível constatar pelas imagens supra, a Abadia está na vanguarda da "Reforma da Reforma" tão querida ao Papa, e no pleno trilho do espírito com que este pretende que a Liturgia católica seja celebrada.

segunda-feira, maio 26, 2008

Clovis Diffusion











À imagem do que sucede há muito com a sua congénere Angelus Press, de língua inglesa, está finalmente disponível em linha a "Clovis", a editora de língua francesa da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, responsável pela edição de obras absolutamente fulcrais para a prossecução do bom combate da tradição.

Recordo que todos os católicos tradicionais, na medida das suas capacidades e disponibilidades, têm o dever de cultivar, aprofundar e esclarecer a sua fé com recurso ao estudo e leitura dos melhores autores, sob pena de tal fé ficar reduzida a uma mera piedade natural respeitável mas incapaz de resistir aos ataques dos lobos modernistas com pele de cordeiro que lhe possam surgir ao caminho.




Da excelência do traje eclesiástico


"Siete Excelencias de la Sotana", um interessante artigo publicado no blogue "Crux et Gladius" sobre o porte do traje eclesiástico, um dos acessórios da tradição mais odiados pela turba modernista e progressista.

Aproveito a ocasião para lamentar, uma vez mais, o abandono quase total do uso deste traje por parte da maioria do clero português, indício exterior da sua gravíssima laicização, sem paralelo em qualquer outro país europeu, talvez com a excepção de França.

sábado, maio 17, 2008

Ainda o Papa e a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X


Causou evidente comoção entre alguns bons leitores deste espaço, especialmente do Brasil, merecendo mesmo reacção crítica de alguém que muito admiro, o último artigo que o meu amigo Rafael Castela Santos escreveu sobre o ponto da situação das relações entre o Vaticano e a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X. Não irei agora analisar esse artigo, tanto mais que o Rafael já prestou as suas explicações na caixa de comentários respectiva, mas antes dar a minha opinião sobre o tema de fundo que lhe subjaz.

Primeiramente, mentiria se dissesse que não fiquei desiludido com o facto de a FSSPX ainda não ter conseguido chegar a um acordo - que tanto desejo - com Roma; porém, se bem li o comunicado de Monsenhor Fellay, permanecem abertas todas as portas a um diálogo com vista à consecução de tão almejado fim.

É verdade que logo após a publicação do "Summorum Pontificum" defendi aqui o seguinte: "(…)incumbe agora aos tradicionalistas cerrarem fileiras à volta do Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, e protegerem-no das investidas selvagens dos lobos modernistas e progressistas"; contudo, não posso deixar de compartilhar as preocupações manifestadas por alguns dos nossos leitores na caixa de comentários, tendo sempre presente que a prudência é por excelência uma virtude cristã. A este respeito, relembro o que o próprio Rafael escreveu em Outubro de 2007, também n'"A Casa de Sarto", e que subscrevo na íntegra:

"Santo Padre: si Su Santidad no nos protege y ampara, quedaremos una vez más a la intemperie, y no por nuestra voluntad, sino por la terquedad y empecinamiento de muchos miembros del Alto Clero y algunos Sacerdotes enfangados en el modernismo –y quién sabe si a veces en cosas peores-. Nosotros no somos católicos tradicionalistas para estar contra Roma o contra el Papa. Todo lo contrario: somos tradicionalistas para estar más con Su Santidad y para ser más romanos si cabe. Santo Padre: le necesitamos. Necesitamos su paternal y providencial tutela. Necesitamos que nos defienda y que impida el socavamiento activo y pasivo del apostolado de la Tradición.Yo no soy canonista, pero estoy seguro de que Su Santidad puede blindar la Tradición. Blindarla para que no sea atacada, erosionada y disminuida. Y blindarla, también, para que no sintamos esa intemperie que a nadie beneficia. ¿Qué hijo pequeño no quiere estar con su madre? ¿Qué madre solícita dormiría tranquila sabiendo que uno de sus pequeñuelos está amenazado, solo y en peligro? ¿Cree que nosotros, simples católicos tradicionalistas de a pie, no añoramos la presencia cálida y maternal, la protección y el amparo de la Santa Madre Iglesia? ¿Quién soy yo para decirle a Su Santidad si una Prelatura Personal, un Patriarcado especial u otra institución canónica es el mejor modo de conseguir esto? Lo que sí me atrevo, humildemente, a expresar a Vuestra Santidad es, precisamente, que queremos estar dentro de la Iglesia pero no para ser hostigados, sino para aportar nuestro grano para que la Fe sin mancha vivifique de nuevo a toda la Iglesia.Su Santidad sabe mejor que nadie, porque el Vicario de Cristo en la tierra sigue gozando de Gracias que nadie más tiene, que el tiempo se nos acaba. No sólo nuestro tiempo personal, pues la Hermana Muerte Corporal puede estarnos esperando a la vuelta de la esquina más próxima, sino el tiempo de este mundo que se precipita hacia el Juicio de las Naciones sin katechon alguno que lo frene. Su predecesor Pablo VI dijo que “el humo de Satanás” había entrado en la Iglesia como consecuencia del Vaticano II. ¿No será entonces mejor motivo para mejor servir a Dios en este mundo y darle Gloria aquí y en el más allá el que la Tradición disipe esos vapores tóxicos y malignos como la luz del amanecer disipa las tinieblas? Como hijo fiel que respeta y venera profundamente a Su Santidad me atrevo a preguntarle con confianza filial, ¿no contribuiría ese blindaje de la Tradición, un blindaje que sólo nos puede dar hoy por hoy el Vicario de Cristo en la tierra, al bien común de la Iglesia?"

Ora, é meu humilde juízo que uma vez garantida por Sua Santidade o Papa Bento XVI a pretendida "blindagem da Tradição", a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X deverá colocar imediatamente um ponto final ao litigio que a opõe a Roma, dado que não é cismática, nem sedevacantista. Assegurada pela pessoa do Sumo Pontífice a salvaguarda da obra de defesa da tradição que a Fraternidade ergueu nestes últimos quase quarenta anos e asseverado que a mesma não será estiolada, nem cairá sob a jurisdição dos hereges modernistas que ao nível episcopal continuam a ser legião, o estado de necessidade que a FSSPX invoca para justificar a sua situação excepcional terá cessado, devendo esta assumir em pleno a sua nova situação jurídica de total regularidade canónica, através da qual se verá definitivamente livre dos rótulos injustos e infames de "excomungada" e "cismática" que ainda a atormentam, pesem todas as clarificações prestadas nos tempos mais recentes por Sua Eminência o Cardeal Castrillón. Desta maneira, permitirá que o combate de defesa da tradição ganhe redobrado alento e dinamismo, atraindo para o seu seio novos fiéis desiludidos com o modernismo e progressismo, em especial jovens.

Contrapor-me-ão alguns leitores que a crise na Igreja continua, que o Papa persiste na defesa do falso ecumenismo do pós-V2 (o que até nem é totalmente correcto), bem como de outras posições doutrinariamente menos claras, ao que eu replico insistindo:

I) Monsenhor Lefebvre fundou a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, no ano de 1970, para servir a Igreja num momento de crise gravíssima, tendo em vista a ordenação de bons sacerdotes com sólida formação católica tradicional que a pudessem socorrer durante a feroz tormenta que na altura já atravessava; porém, nunca foi sua intenção criar uma igreja paralela, mas antes incardinar tais sacerdotes pelas dioceses do mundo inteiro;

II) A Fraternidade não é cismática, nem sedevacantista, tendo sempre reconhecido o Primado de Pedro e, como tal, a obediência legítima que a este é devida;

III) Em 1988, Monsenhor Lefebvre não hesitou em negociar um acordo com Roma, mau-grado o gravíssimo escândalo que o Papa João Paulo II havia provocado dois anos antes com a realização do encontro ecuménico de Assis.

É certo que a crise na Igreja subsiste, e com que enormidade!

Atente-se ao infame caso português. Missas celebradas segundo o rito tradicional latino-gregoriano fora das capelas da FSSPX, nenhuma! Abusos litúrgicos no "Novus Ordo" paulino, uma constante! Episcopado cismontano, hostil em maior ou menor grau ao Papa, e indigente ao nível doutrinário! Seminários diocesanos que ministram uma deficientíssima formação de pendor totalmente modernista e progressista! Sacerdotes que de teologia conhecem tão-só hereges notórios e perversos como Teilhard de Chardin, Karl Rahner ou Leonardo Boff, que repudiam a obra de São Tomás de Aquino à revelia do recomendado pelos Papas Leão XIII e São Pio X, que tomam como bispo exemplar o apóstata francês Jacques Gaillot, e que se comportam sem o decoro que o seu especialíssimo estado exigiria! Enfim, leigos que se afirmam praticantes, mas que não passam de "católicos" de letreiro e cismáticos "de facto", pelo modo público, reiterado e raivoso como desprezam o magistério eclesial, renegando-o com a defesa que fazem do divórcio, da anticoncepção artificial, do aborto, da eutanásia, da ordenação sacerdotal de mulheres e do desdém da lei natural, quando não arremetem com raiva infernal contra dogmas de fé como a infalibilidade papal, a natureza propiciatória do Santo Sacrifício da Missa, ou mesmo a Imaculada Conceição, a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora e a Ressurreição de Cristo!

É óbvio que o Santo Padre Bento XVI não corrobora este estado de coisas, o qual não é um exclusivo português, e, desde que subiu ao Trono de Pedro, tem vindo a dar sinais crescentes de ser sua firme intenção pôr-lhe um cobro. Demonstram-no a sua condenação da hermenêutica da ruptura inerente ao "espírito do V2"; o discurso de Regensburg; a promulgação do "Summorum Pontificum"; a prossecução da reforma da reforma litúrgica de 1969 com os altares decorados em estilo beneditino e as celebrações oficiadas "ad orientem", em latim e com recurso ao gregoriano, num ambiente perfeitamente tradicional de grande reverência, sacralidade e elevação espiritual; a publicação da encíclica "Spe Salvi", recordando aos homens os novíssimos - Morte, Julgamento, Céu ou Inferno - como nenhum Papa o havia feito no pós-V2; ou a clarificação de que a Igreja de Cristo é a Igreja Católica; tudo factos que já diferenciam grandemente o seu pontificado dos desastres que foram os de Paulo VI e João Paulo II, como de resto o reconhece um ilustre tradicionalista que bastante prezo.

Contudo, um Papa isolado nada pode, mau-grado todo o discernimento que o Espírito Santo lhe conceda. Há dois anos, o Padre Domenico Bartolucci, maestro da Capela Sistina, dizia que o Santo Padre era um Napoleão sem generais. Creio que tais declarações não se podem tomar completamente à letra, pois é impossível ignorar o precioso auxílio que o Cardeal Castrillón, Monsenhor Malcolm Ranjith, Monsenhor Guido Marini ou até o Bispo Athanasius Schneider têm prestado a Bento XVI. Mas estes, por si sós, não bastam. O Papa, conforme o presenciaram as Beatas Isabel Canori Mora ou Jacinta de Fátima nas suas visões, continua cercado por quase todos os lados por lobos rapaces, inimigos de Cristo, que se empenham em sabotar as intenções pontifícias, precisando assim de mais generais fiéis que se saibam manter firmes no combate sem tréguas nem quartel que é a defesa da Santa Igreja Católica.

Em face do que disse, que melhores ajudantes de campo poderia ter nesta luta o Sumo Pontífice, que não Monsenhores Bernard Fellay, Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta, secundados por todos os sacerdotes, religiosos, religiosas e fiéis leigos da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, mais o seu poderoso arsenal doutrinário não poluído pela heresia modernista e solidamente ancorado na tradição? Para que os consagrou Monsenhor Lefebvre, se não para o momento crucial que se aproxima? Portanto, se Pedro blindar a tradição e lhes pedir auxílio para a luta, não deverão em hesitar acorrer-lhe pronta, diligente e pressurosamente. "Se o Papa me chama, eu vou, aliás eu corro. Isto é certo. Por obediência. Por filial respeito para com o chefe da Igreja."

Viva a FSSPX! Viva o Papa!

segunda-feira, maio 12, 2008

Tradição sem cedências


Grande e importante entrevista do Cardeal Castrillón, Presidente da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei", sobre todo um conjunto de questões respeitantes à Missa Tradicional de rito latino-gregoriano. Em Roma, há de novo quem saiba falar em termos de sim, sim, não, não!

sábado, maio 10, 2008

Instruções em DVD sobre o modo de se celebrar o Santo Sacrifício da Missa



Através de um correio electrónico da "Una Voce", recebo a notícia de que Fraternidade Sacerdotal de São Pedro acaba de lançar um DVD destinado à instrução dos sacerdotes católicos que pretendam aprender a celebrar o Santo Sacrifício da Missa segundo o rito tradicional latino-gregoriano. Editado numa primeira fase em inglês e espanhol, o DVD pode ser encomendado neste sítio, sendo as suas imagens promocionais supra exibidas excelentes.

É justo recordar que no ano transacto, também a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X publicou um óptimo DVD com igual desiderato, que foi inclusive distribuído gratuitamente a todos os sacerdotes portugueses. De tal facto, dei conta aqui em devido tempo; recordo agora também, abaixo, algumas imagens desse DVD.

quinta-feira, maio 08, 2008

¿Cordura?

Las últimas declaraciones públicas de Monseñor Fellay me parecen no desafortunadas, sino desafortunadísimas. No quiere decir esto que un servidor se “enfrente” ahora a la Hermandad Sacerdotal de San Pío X (HSPX), porque ya hay –incluído en el círculo próximo a Monseñor- quien le dirá semejante estupidez, cualesquiera que sean las voces críticas –sensatas o insensatas, fundamentadas o no, cabales o enloquecidas- que puedan surgir alrededor. De mi defensa de la HSPX ya di cuenta desde esta misma atalaya, así que no voy a insistir.
Como no soy ningún religioso, ni miembro de ninguna Orden Tercera, ni estoy inscrito en ninguna tenida, ni soy cliente de tugurios y antros de mal vivir, ni tengo sarpullidos aparicionistas ni sarampiones modernistas, ni nada ... y encima soy algo anticlerical, me voy a permitir llamar ciertas cosas por su nombre. Y como quiero a la HSPX, no voy a permanecer callado.
De hecho mi crítica es más por forma que por fondo.
Cierto, en materia de fondo la Hermandad de San Pío X ha mantenido una postura tan sólida doctrinalmente como aburrida y falta de originalidad. La Tradición de siempre, sin virajes ni adulteraciones, ha sido el bastión sobre el que descansa la postura de la HSPX. A Dios gracias. Y que así sea muchos años. Y no menos cierto ha sido que la Jerarquía, Roma misma, ha actuado de una manera tan injusta como cruel en ocasiones contra la Tradición. De esto último las pruebas son contundentes porque la travesía en el desierto durante los Pontificados de esos dos tahúres eclesiásticos de Pablo VI y de Juan Pablo II ha sido durísima.
Sin embargo decir, o insinuar, que en Roma no han cambiado las cosas es no darse cuenta de lo obvio. Si hasta en las formas ha habido cambios. Ahora en los alrededores de Roma se puede entrar en tiendas de objetos religiosos y ver una orfebrería y unas ropas litúrgicas dignas de dicho nombre, por decir algo de menor calibre; cuando estos mismos sitios durante el Pontificado de Juan Pablo II eran antros lóbregos de feísmo. Negar por otro lado que el Motu Proprio no cambia el status quo, no es ya negar: es ser refractario a la realidad.
¿Dónde está el cambio? Pues pura, lisa y llanamente en el Papa. Que Su Santidad Benedicto XVI no es perfecto, ya lo sabemos. Que no es el Papa que en puridad se podría soñar, no lo es menos. Pero es el Papa. Es el Vicario de Cristo y la Piedra sobre la que se edifica la Iglesia. ¿Cree acaso Fellay que el próximo Papa estando como está el mundo va a ser como Benedicto XVI? Que no lo sueñe. Benedicto XVI es lo mejor que le ha podido pasar a la Tradición en los tiempos que corren y sólo pertenece a los arcanos del Espíritu Santo la fortaleza que tuvo que insuflar al Santo Padre para que pudiera acometer el Motu Proprio con la pléyade de enemigos tan formidables que tiene la Tradición dentro de la Iglesia. ¿Cree honestamente Monseñor Fellay que una crisis de 40 años, como poco, se va a resolver en un abrir y cerrar de ojos?
¿Qué pasa con el Santo Padre? ¿Qué sería mejor que optase por una filosofía más escolástica y se dejase de monsergas fenomenológicas? Sin duda. ¿Qué sería mejor –si es que puede y está de su mano, pues Roma está desbocada- que hubiera hecho otros nombramientos de los que ha hecho? Sin duda. ¿Qué sería mejor que fuera más alto, más guapo, más joven, más fornido y con menos problemas de corazón? También; sin duda. Etcétera.
Pero el quicio de esta cuestión no radica es querer un Santo Padre hecho a nuestra medida. El hecho es analizar con realismo, objetividad y un mínimo de frialdad lo que el Santo Padre ha hecho. Para empezar del Ratzinger de 1965 tiene, a Dios gracias, muy poco que ver con Benedicto XVI. Ha habido un camino de Damasco del Santo Padre y él lleva clavadas dos espinas en su haber, espinas de las que tardando no mucho habrá de responderle a Dios: su dudoso comportamiento en Fátima en relación al Tercer Secreto y su participación en la inicua “excomunión” de Lefebvre. Añádase su terca voluntad, como buen teutón. Fellay no puede negar que el Papa mira con simpatía la Tradición. No es sólo el Motu Proprio. Son montones de hechos. Sus libros, queriendo volver a los esquemas de la Liturgia de siempre (p. ej., su insistencia en decir la Misa mirando hacia el Sagrario, lo cual lo ha materializado). Su empeño en mantener un diálogo abierto con la Tradición. Sus Encíclicas, que revelan una fundamentación tradicional y ya no son aquellos tochos infumables escritos por algún plumífero chikilicuatre cuyas únicas referencias eran al Vaticano II (¡malditos tautólogos!). Etc.
Con todo ese bagaje la peregrina idea de Monseñor Fellay de insinuar que las puertas están cerradas con Roma resulta en una afrenta a la razón y una temeridad culpable. Parece participar Fellay de ese sentimiento tan frecuente en la Tradición de que la solución a todo este problema es divina, cuasi-mística. En todo caso, es una solución súbita. Pues no. En primer lugar ayudémonos nosotros mismos, que Dios nos ayudará. La crisis de la Iglesia, mejor comprendida por la HSPX que por ningún otro sector de la Tradición, tiene ya 40 años como poco y pensar que la solución a la misma va a ser fulminante es pueril.
No sé si todo esto obedece a una especie de táctica ad hoc, quizás estrategia, por parte de Monseñor Fellay. Si así fuera, está tensando la cuerda con Roma en exceso. Peligrosamente diría. Tengo para mí que si esto es un juego táctico Fellay está sobreestimando sus cartas. Como los clérigos cuando dicen “caramba” en realidad quieren decir “coño” dar la callada por respuesta equivale a mandar a tomar por saco. Y eso, mi querido Monseñor Fellay, equivale en diplomacia a una declaración de guerra. Estoy seguro que la siempre admirable nación suiza está contentísima de que Monseñor Fellay no decidiera hacer carrera diplomática. A juzgar por los hechos uno acaba por inferir que si Fellay decidiera secularizarse -¡líbrenos Dios!- su status en la diplomacia sería no sólo el de desempleado, sino el de desempleable. Desempleable vitalicio, debiera añadir.
Que nadie se engañe. El Papa es muy listo. Tiene una mente académica privilegiada y penetrante. Y tiene no sólo conciencia de autoridad sino que sabe cómo ejercerla, con autoritarismo incluso. No va a tolerar en asuntos de su jurisdicción directa, y la situación de la Tradición es uno de ellos, que la gente haga lo que le dé la gana, como le dé la gana y cuando le dé la gana. Para eso es Papa y para eso es bávaro.
Han de darse situaciones muy graves, gravísimas, para que uno tenga que optar por desafiar al Papa. A San Marcel Lefebvre (sí, Santo, aunque no lo quieran canonizar por el momento) no le quedó más remedio. Y bien a su pesar. Porque Monseñor Lefebvre, formado como estaba en un Seminario de Roma, y no en un tugurio jansenista de esos que proliferan en Francia, sí tenía absolutamente clara la necesidad de la Romanitas, virtud que en mayor o menor medida debe adornar a todo católico. Sin excepción.
A muchos tradicionalistas nos gustaría que nos explicaran los prebostes de la HSPX cómo es posible seguir con una posición frente a Roma idéntica a la que –muy a su pesar- tuvo que ejercer Monseñor Lefebvre cuando es posible que las peticiones del Santo Obispo de entonces puedan ser atendidas hoy día. ¿Por qué no se hace el saludable ejercicio de ver qué quería concreta y específicamente Monseñor Lefebvre en 1988 –cuando le negaron todo, hasta el aire- y qué se ofrece por parte de Roma a la Tradición hoy día? A ver si va a resultar que lo que el Fundador de la Hermandad de San Pío X quería en 1988 sí es plausible conseguirlo hoy.
¿O es que Monseñor Fellay quiere montar la fiesta por su cuenta? Ya sé que la HSPX no es herética. Ni cismática. Pero maldita la gracia que nos hace a algunos una actitud, una forma, más en concordancia con lo cismático que con lo verdaderamente católico.
Algunos de nosotros estamos ya hartos (y, ¡vive Dios!, que el cuerpo me pide expresar esta idea de un modo mucho más castizo) de que aquí se dé por zanjada la cuestión. ¿No es también tradición de la Iglesia el solucionar mediante el diálogo esta cuestión? ¿Puede decir Monseñor Fellay con el corazón en la mano si ha encontrado acaso una recepción y una disposición por parte de Roma mejor que las actuales no ya sólo durante sus mandatos como Superior de la HSPX, sino durante toda la historia de la HSPX?
De los Obispos de la HSPX no sabe uno ya qué pensar. Monseñor de Galarreta, un hombre de oración y garra contemplativa como pocos, desaparecido en combate. Monseñor Tissier de Mallerais, profundo y con una gravitas que ya quisiéramos para todo el Episcopado, subido en el ficus, como de costumbre. Y Monseñor Williamson (me disculparán si tengo una debilidad especial por éste por lo listo, lo listísimo que es) haciendo de las suyas, de enfant terrible, últimamente más de enfant que de terrible, para orgullo suyo, vergüenza de muchos y desgracia de todos.
Y todos ellos haciendo mutis por el foro.
Y yo sigo preguntándome: ¿Cómo se explica que un hombre de naturaleza afable y que rezuma amabilidad como Fellay se nos haya vuelto autista? ¿Por ventura es mudo? ¿O simplemente su última Carta es un ejercicio de gilipollez sublime? ¿O acaso un farol de póker de poca monta?
¡Señores Obispos de la Tradición! ¡Despierten! ¿Nos oyen? Hello! Estamos aquí. Somos fieles de a pie que estamos en la Tradición porque queremos ser romanos, cien mil veces -infinitamente- más romanos que los modernistas, no porque queramos permanecer en el limbo del no man’s land por toda la Eternidad. Si somos católicos, Roma es nuestro sitio. Queremos estar bajo la férula de Roma porque como católicos tradicionales que somos queremos joder desde dentro, no obligados a estar jodidos y fuera.
Me temo que uno no puede dar la callada por respuesta a Roma. Quizás en circunstancias excepcionalísimas. Y ahora no se dan. Por tanto, con el debido respeto (pero si hace falta sin ningún respeto también), me atrevo a invitar a Monseñor Fellay a que hable con quien sea menester y a que se llegue –con todas las seguridades y garantías, que eso es el oficio de Fellay- a una solución para que la Tradición esté regularizada dentro de la Iglesia oficial (pues de la Iglesia Mística algunos se tendrían que preguntar quién está dentro y quién fuera). Y que no sobrestime sus bazas ni minusvalore el poder del Vicario de Cristo.
No habrá muchas posibilidades en el futuro de poder regularizar la situación con Roma. Vienen tiempos duros, de hierro.
Ni Monseñor Fellay ni ningún Obispo ni clérigo de la Tradición puede dejar a los simples fieles tirados. Por culpa de esta circunstancia algunos llevamos padeciendo lo indecible. Lo natural para un católico es estar bajo el manto protector de Roma. Lo contranatural es estar a la intemperie, particularmente si no hay necesidad grave de estarlo.
¡Viva la Hermandad de San Pío X! ¡Viva el Papa!

Rafael Castela Santos

sexta-feira, abril 25, 2008

Duquesne Diffusion, o Centro de Chiré em linha


Por intermédio da Duquesne Diffusion, o Centro de Chiré-en-Montreuil, de Jean Auguy, o maior e mais dinâmico distribuidor de livros católicos tradicionais em língua francesa - especialmente identificado com a defesa da tradição católica, não só a promovida pela Fraternidade de São Pio X, mas também a encetada pelos grupos dependentes da Comissão Pontifícia "Ecclesia Dei" - chegou finalmente à rede; mais vale tarde do que nunca!

Estando o respectivo sítio ainda a dar os primeiros passos, nem por isso deixo de sugerir vivamente aos meus leitores, em especial aos de tendência mais acentuadamente católica tradicional e monárquica orgânica, que solicitem ao Centro de Chiré o envio de alguns exemplares dos catálogos de novidades editoriais que o mesmo todos os meses publica e distribui pelos seus correspondentes, entre os quais me incluo. Verão que não se arrependem!

Efeméride do dia


Há exactamente cento e oitenta anos, no dia 25 de Abril de 1828, o Senado Municipal de Lisboa aclamava como Rei de Portugal o Senhor Dom Miguel.

Mais más dos notícias dos bispos portugueses


O episcopado nacional quer aprender gestão e eu aplaudo, sabendo que o primeiro bispo que se dedicou explicitamente a tão magna tarefa foi Judas Iscariotes.

Ora, precisamente de verdadeiros Judas é o comportamento dos prelados lusitanos na defesa da Fé Católica e da sua forma máxima de expressão pública - a Santa Missa de rito latino-gregoriano. Mais bem conhecido no exterior do que em Portugal pela sua indigência doutrinária, fruto directo da aceitação incondicional que fez de um modernismo e progressismo destravados, a verdade é que mesmo internamente o episcopado nacional já não consegue enganar os fiéis católicos quanto às suas reais intenções.

De facto, é preocupante constatar como em anos recentes, sob chancela directa da Conferência Episcopal Portuguesa, foram sendo editadas todo um conjunto de obras pretensamente catequéticas, que mais não são do que um desavergonhado propagandear da heresia litúrgica. É escandaloso que em tais publicações a Missa seja sistematicamente definida como celebração do "Mistério Pascal", memorial, refeição, banquete e até festa (no sentido de farra), mas jamais como a renovação não-sangrenta do sacrifício de Cristo na Cruz! Afastamento mais extremo - e portanto herético - da doutrina católica tradicional explicitada e fixada dogmaticamente pelo glorioso Concílio de Trento, não é possível!

Provas concretas do que afirmo podem ser consultadas aqui, aqui e aqui. A este respeito, felicito o renovado e excelente blogue "Ascendens" pelo minucioso e pacientíssimo trabalho que tem vindo a fazer nesta área, ao denunciar factual e publicamente os ensinamentos heréticos sufragados pelos nossos bispos modernistas, e aos quais todos os verdadeiros católicos têm o dever de legitimamente resistir.

quarta-feira, abril 23, 2008

Mojones contra el liberalismo

Se proporcionan en esta entrada una serie de enlaces de interés que demuestran que el liberalismo es incompatible con una cosmovisión católica.
El Padre Sardá i Salvany escribió “el liberalismo es pecado”, obra a nuestro modesto entender clave en la disección y comprensión del liberalismo. Pero es que, como apuntaba el Profesor Canals Vidal, discípulo del Padre Orlandis y destacado miembro de la escuela neotomista de Barcelona, el liberalismo descristianiza. Y, es más, descristianiza profundamente.
Incluso los católicos que tratan con un mínimo de seriedad de defender el liberalismo lo han de hacer proponiendo un liberalismo enormemente morigerado que poco o nada representa el liberalismo que actualmente padecemos. Los liberales católicos se escudan a menudo en los documentos anfibológicos de Juan Pablo II, esquivando las claras distinciones planteadas por León XIII, y propenden a posturas modernistas, personalistas y tardo-maritanianas como única manera de lograr su particular intento de cuadratura del círculo. La Doctrina Social de la Iglesia, tal cual fue enunciada por León XIII, tiene una coherencia y una cohesión interna realmente formidables. Y es, repito, incompatible con el liberalismo.
El impacto del liberalismo sobre la moderna Teología es fuerte y deletéreo. Lo cierto es que el liberalismo es uno de los peores enemigos de la Iglesia.
Históricamente la constante de las Españas, o de las Hispaniae si se prefiere, ha sido la lucha contra el liberalismo. Quizás nadie como San Ezequiel Moreno resuma tan bien en una vida y una obra esta permanente lucha de las Hispaniae contra el liberalismo.
Lucha, por otro lado, consustancial y constitutiva del verdadero ser de las Españas. Nuestro ser no es, ciertamente, liberal.

Rafael Castela Santos

quarta-feira, abril 16, 2008

Las instituciones naturales de la sociedad

Sacado de aquí.

«Tanto el sociedalismo orgánico de Mella como su concepto de la Tradición, hunden sus raíces en la idea de que “la sociedad se fundamenta en la naturaleza del hombre”.
El hombre, según el pensamiento de Aristóteles, es un animal social, y en esta idea se halla implícita toda una amplísima teoría cuyas consecuencias supo Mella extraer, y que fue ignorada tanto por el racionalismo liberal como por el socialismo estatista.
Esas instituciones autónomas o sociedades históricas que durante la Edad Media, y aún durante la moderna, hasta la revolución, formaban en su existencia armonizada la sociedad civil, podrían distribuirse en dos distintos órdenes: unas tenían un carácter natural, respondían a la naturaleza específica del hombre: así, el impulso que llamaríamos de afectividad y continuidad determinaba la institución familiar, con el pleno ejercicio de la patria potestad en su esfera, su propio patrimonio y su continuidad en el tiempo a través de adecuados medios sucesorios; el impulso económico-material determinaba las clases profesionales y la institución gremial, permanente y autónoma; el impulso defensivo engendraba la institución militar, más vinculada por su naturaleza al orden político, pero con una existencia intangible y fuero propio; el impulso intelectual, por fin, exigía la agrupación universitaria, libre y dotada de su propia personalidad y carácter.
Fácilmente puede reconocerse aquí un eco de la concepción política de Platón en su República. Recordemos como derivaba el filósofo griego las tres clases sociales fundamentales –jefes, guerreros y productores- de las facultades anímicas –razón, ánimo y apetito-, con sus mismas tres virtudes privativas. Esta concepción platónica ha sido interpretada muchas veces como la teoría del grande hombre, que reasume al individuo y lo somete a una especie de realización terrena de la Idea Hombre, que sería el Estado; pero, en realidad, no es sino una anticipación del principio aristotélico de la sociabilidad natural, que en ella se halla como implicado; es decir, de la teoría según la cual los impulsos sociales y la estructura natural de la sociedad se hallan preformados en la naturaleza del hombre, que pide una espontánea realización en instituciones adecuadas.
La teoría de las tres clases de la República debe interpretarse a partir de la idea de justicia o vida recta y armónica, es decir, como el ideal realizable o la actualización plena de la potencia insita en la naturaleza del hombre. Así aparece, no como una estructura superior que se impone al hombre concreto y lo subsume, sino como desarrollo de las potencias de su naturaleza. La Edad Media cristiana fue, por su parte, un esfuerzo gigantesco por llevar a la práctica el ideal aristocrático y jerárquico –clasista- de la teoría platónica. Las clases y las instituciones de la sociedad estamentaria constituyen, cada una por sí, una realización autónoma, con unidad finalista, de una potencia o necesidad de la naturaleza humana, ordenándose todas en el cuerpo social jerarquizado que representa la unidad sustancial del hombre.
El segundo grupo de instituciones históricas tiene un carácter más fáctico o existencial que específico o natural. Brota de la realidad geográfica y de la realización histórica de las sociedades humanas y determina la institución municipal para el gobierno de las agrupaciones ciudadanas o rurales, y la regional, que representa el derecho de toda más amplia sociedad histórica a administrarse por sí misma y a gobernarse por las propias leyes que brotan de su personalidad.
Sobre estas instituciones naturales y fácticas surge la necesidad de unidad y dirección que exige el poder rector del Estado.
“Toda institución –dice Mella- se funda, cuando es legítima, en una necesidad de la naturaleza humana”. “Y el Estado tiene la facultad de conocer a la persona colectiva, pero no el derecho de crearla según la teoría de que sólo el Estado existe por derecho propio y las demás instituciones por su concesión y tolerancia”.
A través de esta concepción recibe su luz definitiva la idea de institución que hemos procurado perfilar con alusiones al pensamiento de Hauriou y Renard. Señala M. Faribault que institución procede de in-statuere –establecer sobre-, y statuere procede de status, que, a su vez, entronca con el verbo isteme, mantenerse. Su sentido etimológico total sería, así, lo que se establece y mantiene sobre. Pero ¿sobre qué? A esto respondería Mella: sobre esos impulsos legítimos de la naturaleza, con los que el espíritu humano formará, superponiéndose y completándolos, una obra humano-natural profundamente política. Institución incluirá, así, una doble significación: realidad establecida sobre algo natural y permanente, lo que la distingue del contrato y de cualquier género de convención o de esquema ideológico, y realización u obra del hombre, lo que la opone a la concepción organicista o meramente naturalista de la formación política.»

Rafael Gambra, La monarquía social y representativa en el pensamiento tradicional

(RCS)

segunda-feira, abril 14, 2008

Ocasião para relembrar a boa doutrina


Leio nos blogues amigos "Tradição Católica", "Ascendens" e "Gazeta da Restauração", relatos sobre o miserável desempenho protagonizado por D. Carlos Azevedo numa reportagem televisiva dedicada às relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, na qual o Bispo Auxiliar de Lisboa demonstrou uma indisfarçada simpatia pelo "filhos da viúva". Nada a admirar num notório modernista, bem conhecido pela sua pública antipatia para com a Missa tradicional de rito latino-gregoriano - de facto, a qualidade de uma árvore vê-se não só pelos frutos que dá, mas também pelas simpatias e antipatias que exibe. E que D. Carlos Azevedo manifeste um mal contido apreço pelos pedreiros-livres não me causa espanto de maior: apoiante convicto do espírito do V2, entendido como ruptura com toda a tradição da Igreja, a sua postura recorda aos mais distraídos que as doutrinas pós-conciliares da "nova cristandade" laicista, da colegialidade, da falsa liberdade de religião e do ecumenismo, mais não são do que autênticos cavalos de Tróia do jacobinismo maçónico infiltrados no seio da cidade de Deus que é a Igreja.

De qualquer maneira, porque de um mal é sempre possível retirar algum bem, eis aqui uma excelente ocasião para relembrar a boa doutrina, ensinada em dois documentos fundamentais da Igreja, sobre quais devem ser as verdadeiras relações do Catolicismo com a Maçonaria: o primeiro, a Encíclica "Humanum Genus", do grande Papa Leão XIII; o segundo, a Declaração sobre a Maçonaria, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, datada de 26 de Novembro de 1983, redigida pelo então Cardeal Ratzinger, e aprovada pelo Papa João Paulo II.

domingo, abril 13, 2008

Sobre Obispos, nacionalismo vasco, mentiras y otras cintas de video

Sigue sorprendiéndome que en sectores católicos portugueses haya quien se alegre de todo lo que sean éxitos del nacionalismo vasco y catalán. Si son verdaderos católicos tendrán que constatar lo obvio: que es precisamente en las regiones españolas más afligidas por el nacionalismo es precisamente donde la práctica religiosa ha decaído más.
En Cataluña, por ejemplo, ya no llega ni al 4 % la cifra de católicos practicantes, siendo ya el porcentaje de musulmanes practicantes superior a la de los católicos. Las Vascongadas, junto con Navarra, tenían a honra el ser las regiones españolas de mayor intensidad vocacional de toda España. Vaya un dato: en los tiempos anteriores al Vaticano II de cada tres Sacerdotes españoles prácticamente uno era vasco o navarro. Hoy día los Seminarios en el País Vasco están cerrados o, de facto, a punto de cerrar.
Esto debe ser entendido desde dos perspectivas. La primera, sociológica, por la cual el nacionalismo se constituye como un sustituto de la religión. Esto se ver muy bien en los aspectos mesiánicos del nacionalismo. La segunda, religiosa-filosófica, por la cual se invierte el orden justo de las cosas: se pone la adscripción a una tierra, a una raza o lo que sea, por encima de Dios.
Que piensen esto socratistas de medio pelo, adictos empedernidos al cannabis, franconogueiristas cerriles, iberistas taimados, áulicos del Anticristo, tuercebotas cosmopolitistas, mamporreros del Nuevo Orden o los habituales descerebrados neopaganos y demás ralea se puede comprender. Que lo hagan católicos, con desprecio al bien último y mayor de la Santa Madre Iglesia sólo se puede entender desde el odio (disfrazado de visceralismo, resentimiento, envidia, iniquidad o lo que sea). Y el odio es incompatible con ser católico. Es más, para el católico el bien de la Iglesia es el bien mayor. ¿De qué otra forma se entenderían si no los sufrimientos de la Santa Sede cada vez que han visto a países católicos enfrentarse entre sí mismos?
No se pierdan, por favor, el excelente análisis que Pedro Fernández Barbadillo nos hace del nuevo nombramiento del Padre Mario Izeta Gabikagogeaskoa como Obispo de Bilbao en breve. Vasco hasta la médula él mismo ha sufrido las iras nacionalistas por no estar de acuerdo con ellos y fue forzado a abandonar su tierra natal por esta causa. Roma, como nos dice Fernández Barbadillo (otro animal de blogosfera con su siempre provocador y polémico Bokabulario), está harta del clero nacionalista vasco que ha dividido al Cuerpo Místico de Cristo en el País Vasco. Soplan vientos mejores, y más cabales, en Roma. Y católicos vascos no nacionalistas, como Pedro Fernández Barbadillo, son mártires secos (por cierto, que mártir significa testigo) con su persecución privada y pública de este problema.
Aún recuerdo como el Obispo Setién, canalla defensor de etarras y terroristas, trató de manera displicente a una paralítica cerebral en una peregrinación organizada por la Diócesis de San Sebastián al Santuario de Lourdes por el mero hecho de que sus padres “no eran vascos”, sino de Salamanca. Hay puñaladas que nunca se olvidan. ¿Llamamos a esto ejemplo evangélico?
Claro que en la misma Universidad Pontificia de Salamanca, que otrora fuera cátedra de los Santiago Ramírez, Victorino Rodríguez, PP. Nácar y Colunga, etc., y lamentablemente en los tiempos de hierro posteriores al Vaticano II fue ocupada por sujetos del calibre de ese tal Setién, tan teñida hoy día de kantianismos y liberacionismos, no pueden ver al filoliberacionista Setién ni en pintura. Ya no sólo por sus ideas sino porque, como lo describió un insigne y comedido Profesor de la Pontificia –quien tuvo que sufrir en los años 70 a Setién- en una histórica cafetería de la Plaza Mayor, “es un sujeto humanamente despreciable”. Sea como fuere Setién es el paradigma del clero nacionalista vasco. Por sus frutos los conoceréis.
Añado, como nota a pie de página, que en esta humilde Casa de Sarto ya se dieron algunas pinceladas sobre la naturaleza anticatólica del nacionalismo vasco, incluso del autodenominado de centro-derecha, y también sobre el odio y el error como claves fundacionales del nacionalismo.

Rafael Castela Santos

quinta-feira, abril 10, 2008

segunda-feira, abril 07, 2008

Feministoilógica con testostero(i)rreverencia

¡Estamos buenos! Para animalillos simples y absolutamente predecibles que somos los hombres las mujeres son, a veces, difíciles de entender (las suegras no; a ésas se las entiende siempre … ¡vaya que si se las entiende!). Las puñeteras y jodidas hembristas (alias feministas) … esas sí que son imposibles de entender: son ilógicas. De todo punto.
En fin. No tienen de qué preocuparse las feministas. Ellas han ganado la batalla y a los hombres nos queda la capitulación deshonrosa: ya se consiguió el tránsito del varón domado al varón castrado. Pareciera que, como Eric Zémmour nos apunta, todos los hombres debemos pedir perdón por el mero hecho de serlo. Porque en esto hemos devenido: en ser capados y emasculados por un feminismo que es el postmarxismo más exitoso de todos.
Pero eso son las malditas feminazis, que casi aseveraría que son asimismo anglocabronas (porque orwellianas fijo que lo son), puede que incluso rusas. Bueno, rusas no … que las rusas abdicaron del feminismo y de las pretensiones igualitarias el primer día que tuvieron que bajar a la mina por obligación. Al subir del primer turno ya no querían ser iguales.
O quizás filonazis … pero siempre pro-islámicas. Esto último, la asociación entre feministas e islamistas, que me lo expliquen, por favor. De todas maneras, ¿por qué seguimos llamando feminismo a lo que en realidad es hembrismo de la peor especie?
No obstante, al César lo que es del César, algunas ya han iniciado su particular camino de Damasco. ¡A buenas horas, mangas verdes!
Y entre ácratas y libertarios todavía hay voces sensatas. Será por aquello de conservar un mínimo de sensatez al no estar incluidos, todavía, en el establishment. Como aquellas que critican lo opresivos que son el feminismo y el psicoanálisis. Claro que esto lo dice un hombre, pero también hay mujeres sensatas del mismo pelaje político. Y si no lean aquí a Wendy McElroy, una de mis feministas favoritas.
Monseñor Fulton Sheen se quejaba del estado de las mujeres, y eso era en 1947. ¿Qué diría ahora? Hoy día la sana doctrina ya no la resisten ni cuatro (si son mujeres, ni dos siquiera), lo diga quien lo diga, Gustavo Corçao o San Pablo.
Las consecuencias son las que son, sin paliativos. Duro, ¿verdad? Que nadie se engañe: las autodenominadas feministas y a veces simplemente autoproclamadas defensoras de las mujeres, en rigor hembristas, tienen su agenda. Y de esto, loado sea Dios, les acusa una mujer, que si fuera hombre ya estaría linchado tiempo ha.
Empero para las mujeres de verdad, repito: mujeres de verdad, la tarea es áspera. Y nunca fue más necesaria. Y lógica.
Dicho sea con la mejor, y más irreverente, de mis reverencias: Feministoilógica con testostero(i)rreverencia .

Rafael Castela Santos

sexta-feira, abril 04, 2008

Más notícias dos bispos portugueses (para variar...)


Os bispos portugueses voltaram a dar um ar da sua pouca graça: aos pedidos de mudança na Igreja Católica em Portugal solicitados por Sua Santidade o Papa Bento XVI, responderam com a reeleição para presidente da Conferência Episcopal de Portuguesa, de D. Jorge Ortiga, Arcebispo-Primaz de Braga, público crítico do Motu Proprio "Summorum Pontificum" e da restauração da Missa tradicional.

Na primeira entrevista que concedeu após tal reeleição, e face aos últimos desenvolvimentos da ofensiva de descristianização da sociedade portuguesa que o governo socrático continua a concretizar, de que o paradigma mais recente é o divórcio"simplex", Sua Excelência Reverendíssima veio bradar escandalizado que o Estado democrático não pode ser ateu, demonstrando à saciedade não perceber absolutamente nada de relações entre causas e efeitos, dado estar com o espírito invadido pela heresia anticonstantinista da "nova cristandade", ao invés de se manter fiel à doutrina católica tradicional da Realeza Social de Cristo.

Ora, o Estado democrático, precisamente porque é democrático e não conhece outro limite à sua actuação que não os caprichos arbitrários de cada momento da vontade popular, não só pode ser perfeitamente ateu - e o mais natural é que o seja -, como ademais ir mais longe e ilegalizar a Igreja Católica, criminalizar a prática religiosa e puni-la com pesadas penas de prisão ou com a morte. Tal aconteceu no século XX, na Rússia Soviética, no México, na Espanha republicana, e tudo indicia que irá suceder de novo no século XXI, como já se antevê das vozes de alguns agentes provocadores que não costumam dar ponto sem nó. O "Sermon del Cura Loco", desse enviado de Deus e autêntico profeta dos tempos modernos que foi o Padre Leonardo Castellani, está cada vez mais actual.

Os comentadores de assuntos religiosos


Leio este artigo da "Gazeta da Restauração" e reflicto uma vez mais: em Portugal, é curioso verificar quem os meios de comunicação social ditos de referência sistematicamente convidam para falar ou escrever em suposta representação da Igreja Católica. De entre os bispos, D. Januário Torgal Ferreira ou o antigo Camarada Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, e volta não volta, o Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo; dos presbíteros, o ex-Prior da Lixa, Mário Oliveira, Frei Bento Domingues, os Padres António Vaz Pinto, Feytor Pinto, Vítor Melícias, Carreira das Neves, o circense Borga, e o "teólogo" Anselmo Borges. Isto quando não apanhamos em cima com o "especialista em temas religiosos" Robalo, os submarinos vermelhos da Liga e Juventude Operárias Católicas, ou com as megeras histéricas do "Nós Somos Igreja".

Ora, ao fazerem-se tais escolhas com a finalidade inconfessada de distorcer a verdadeira doutrina católica e a própria imagem da Igreja, precisão cirúrgica mais canalha é impossível de atingir. O "católico" - bispo, padre ou leigo - a quem permitem o acesso a tais tribunas só pode ser, na melhor das hipóteses, um modernista extremo, ou, na pior delas, um militante comunista radical (com ou sem cartão do partido), mas é certamente alguém sempre pronto para se render face às mentiras mundo, e perante este apostasiar de facto a fé.

Como bem lembra o pensador católico tradicional colombiano Nicolás Gómez Dávila nos seus monumentais aforismos: "El cristianismo progresista se halla tan listo a pactar com el adversario, que el adversario no halla com quien pactar". E ainda mais contundentemente: "El progresismo cristiano es una borrachera de traición".

Um pouco de humor: os Marretas modernistas do "novus ordo"



Why do we always come here?
I guess we'll never know
It's like a kind of torture
To have to watch the show