terça-feira, outubro 23, 2007
Represiones
Juan Donoso Cortés
(RCS)
quarta-feira, outubro 17, 2007
Um novo templo para uma nova religião

Ora, no passado mês de Maio, abordei neste espaço o problema da moderna arquitectura religiosa pós-conciliar, num artigo intitulado "A Restauração do Santuário Católico", de que agora respigo um trecho, o qual expressa em pleno a minha opinião sobre a pseudo-igreja aberta no passado dia 12, no Santuário de Fátima:
Igualmente a partir dos anos 60/70, projectadas por arquitectos adeptos do progressismo radical cristão, como Nuno Portas ou Nuno Teotónio Pereira, ou do comunismo marxista-leninista como Siza Vieira, começaram a ser construídas nos principais centros urbanos e seus arredores as novas igrejas, caracterizadas por uma frieza e fealdade extremas, despojadas de reverência, desprovidas de dignidade, e desguarnecidas de qualquer atmosfera de sagrado, as quais são afinal a expressão material da nova liturgia pós-conciliar, mais salas de reuniões centradas no homem e para o homem, e menos locais de adoração de Deus e de renovação constante do sacrifício do calvário. A esta leva pertencem a Igreja do Sagrado Coração de Jesus de Lisboa (...), projectada por aqueles dois primeiros arquitectos, ou o mamarracho de Marco de Canaveses (...), da autoria do terceiro deles.
Junta-se-lhes doravante o mastodonte de Fátima…
Às sugestões bibliográficas que então fiz, acrescento o livro "No Place For God - The Denial of the Transcendent in Modern Church Architecture", de Moyra Doorly, publicado pela norte-americana "Ignatius" (editora próxima da Companhia de Jesus, mas de tendência conservadora), leitura que recomendo tanto ao Senhor Bispo de Leiria-Fátima, como ao Reitor do Santuário de Fátima, e que não lhes fará mal algum.
A marcante experiência da Tradição

12 de Outubro, Missa Solene em Saint Nicholas du Chardonnet. Apesar de ser final de tarde de um dia útil, a belíssima igreja parisiense tinha cerca de dois terços da sua lotação ocupada, boa parte dela por jovens, que os modernistas bem gostariam de ver presentes nos seus enfadonhos e paupérrimos serviços religiosos. Contudo, que pode um rito totalmente artificial, nascido torto e nunca endireitado, contra o rito latino-gregoriano de sempre e de todos os santos, quinze vezes secular, e que expressa, com toda a reverência e sacralidade, a grandiosidade da fé católica? Depois de hora e meia de intensa espiritualidade, para a qual o latim, o incenso, a música de órgão, e o cântico gregoriano deram uma poderosa ajuda, e sem que ninguém arredasse pé ou mostrasse enfado, a Missa terminou com fiéis a cantarem o "Ave de Fátima" em francês; alguns, porém, e não apenas eu, como o confirmaram os meus ouvidos, fizeram-no em português.
Nos dias seguintes, estive de novo em Saint Nicholas: numa delas, enquanto se celebrava a Missa no altar-mor, constatei que num dos altares laterais, exactamente o dedicado a São Nicolau, se rezava simultaneamente outra Missa. Contrariando-se o abuso modernista das concelebrações, reafirmava-se assim a boa doutrina tradicional sustentada pelo Papa Pio XII, na encíclica "Mediator Dei": "Toda a vez, com efeito, que o sacerdote repete o que fez o divino Redentor na última ceia, o sacrifício é realmente consumado e tem sempre e em qualquer lugar necessariamente e por sua intrínseca natureza, uma função pública e social, enquanto o ofertante age em nome de Cristo e dos cristãos, dos quais o divino Redentor é Cabeça, e oferece a Deus pela Santa Igreja Católica e pelos vivos e defuntos. E isso se verifica certamente, quer assistam os fiéis - e desejamos e recomendamos que estejam presentes numerosíssimos e fervorosíssimos - quer não assistam, não sendo de nenhum modo requerido que o povo ratifique o que faz o sagrado ministro". Quantas mais Missas ditas, tanto melhor!
Fotografia: Altar lateral dedicado a São Nicolau, em Saint Nicholas du Chardonnet
segunda-feira, outubro 15, 2007
A Beata Jacinta de Fátima, o Papa Bento XVI e as reacções ao "Summorum Pontificum"
Como não reflectir nestas palavras, no exacto momento em que se comemora o nonagésimo aniversário das Aparições de Fátima, e de Roma chegam notícias do extremo agastamento com que Sua Santidade o Papa Bento XVI tem recebido as reacções muito negativas de boa parte dos membros do colégio dos bispos à promulgação do Motu Proprio "Summorum Pontificum"? Em 1917, quem poderia dizer que entre aqueles que um dia atirariam pedras ao Papa, lhe rogariam pragas e chamariam palavras feias, se encontraria parte não despicienda do episcopado mundial?...
Bastante desagradado com tais atitudes e as tentativas de diversas conferências episcopais (Itália, Polónia, Alemanha e Suíça), bem como de muitos outros bispos pelo mundo fora - entre os quais, o Patriarca de Lisboa - de ignorar, restringir e sabotar a aplicação do "Summorum Pontificum", Sua Santidade prepara-se para publicar uma instrução interpretativa do "Motu Proprio" com o fito de restringir os restringentes e repô-lo no lugar que lhe é devido por expressa vontade papal.
Entretanto, numa linguagem bem forte e dura, em total conformidade com o "sim, sim, não, não" evangélico e demonstrativa de que em Roma as coisas estão realmente a mudar, Monsenhor Malcolm Ranjith, que já apresentámos aos nosso leitores, definiu os opositores do "Motu Proprio" - e com propriedade - como "instrumentos do demónio"! Eis aqui um verdadeiro homem de Igreja, bem merecedor do barrete vermelho cardinalício já no próximo consistório!
Mais uma aberração modernista de Monsenhor Luciano Guerra

Segundo o que nos conta o nosso amigo do blogue "Ascendens", a inacreditável resposta é sim! Com prosápia da mais pura cepa herética modernista, o ainda Reitor do Santuário de Fátima assevera tratar-se de "(…) um Cristo que se liberta da cruz e o seu rosto já não reflecte o sofrimento", frase que mediatamente também explica boa parte do desprezo que nutre pela tradição e pela Santa Missa de rito latino-gregoriano.
Para pôr as coisas nos eixos, nada como recordar os imperecíveis ensinamentos do inolvidável Papa Pio XII, na grande encíclica "Mediator Dei":
" (…) está fora do caminho quem quer restituir ao altar a antiga forma de mesa; quem quer eliminar dos paramentos litúrgicos a cor negra; quem quer excluir dos templos as imagens e as estátuas sagradas; quem quer suprimir na representação do Redentor crucificado as dores acérrimas por ele sofridas; quem repudia e reprova o canto polifónico, ainda quando conforme às normas emanadas da santa sé" (destaques nossos).
Fotografia via "Ascendens"
domingo, outubro 14, 2007
Carta abierta al Papa
Le escribo desde una modestísima bitácora luso-castellana: A Casa de Sarto. Quienes aquí escribimos somos dos católicos absolutamente convencidos que defender la Santa Madre Iglesia es defender la Tradición.
Le pido perdón de antemano, Santo Padre, por el atrevimiento de enviarle una carta pública. Sin embargo me consta que a veces somos leídos en Roma y quizás, por ventura, pudiera suceder que alguien le hiciera llegar a Su Santidad estas líneas que expresan no sólo un sentir personal, sino el de muchos católicos defensores de la Tradición, dicho sea esto sin arrogancia ni presunción. O que al menos se sepa de esto en Roma.
Es más, Santo Padre, me atrevo a escribirle con la misma confianza filial con que me dirigiría a mi padre terreno pues Su Santidad es, si cabe, el padre más padre de todos. Vengo, también, de una familia donde siempre nos inculcaron una filial devoción hacia la Silla de Pedro. Humildemente, pero también persuadido de mi derecho de ser oído por el Papa –como cualquier católico-, me dirijo a Su Santidad.
Quisiera, primeramente, darle unas gracias enormes por la promulgación del Motu Proprio. El haber liberalizado el uso de la Misa Tridentina, el haber cortado de raíz sospechas, medias verdades y mentiras descaradas que pendían sobre la Tradición (incluso propugnadas por Ecclesia Dei) es algo por lo que, por mucho que quiera, no tengo suficientes palabras para agradecer el valiente acto de Su Santidad. Me consta que Su Santidad –acompañado de algunos verdaderos Príncipes de la Iglesia- ha tenido que vencer no pocas resistencias y dificultades para hacerlo. Mi agradecimiento, Santo Padre, se une pues a mi admiración por su valentía y arrojo en lidiar con todos esos obstáculos.
Santo Padre: hemos sido perseguidos, vilipendiados, exiliados, calumniados, arrojados, difamados, escupidos en la cara y un montón de cosas más por defender la Misa Tridentina, la Liturgia sempiterna y el Depósito de la Fe. Su Santidad, especialmente en estos últimos años, ha reconocido el enorme tesoro que la Misa Tridentina supone. Esta riqueza no es sólo litúrgica, sino también de Fe por la íntima relación que existe entre la Lex orandi y la Lex credendi.
Es verdad que la Tradición es pequeña en el mundo. El grupo más numeroso de la Tradición, pero afortunadamente no el único, es la Hermandad de San Pío X. Gracias a esta Fraternidad Sacerdotal muchos hemos podido asistir a Misa Tridentina, pues de otro modo la combinación de modernismo y mala voluntad de muchos Obispos nos lo hubiera impedido del todo. En mi caso, aún así, estoy a una hora y cuarto de mi Misa dominical, pues ni la Diócesis en que vivo en Gran Bretaña ni ninguna de las circundantes me ofrece esta posibilidad.
La Tradición está verdaderamente viva. En las parroquias y centros de Misa tradicionalistas hay muchas familias jóvenes. Hay muchos niños y muchas familias numerosas. Nuestros Sacerdotes son jóvenes y llenos de ardor en defensa de la Iglesia. Los sermones de los Padres tradicionalistas están inspirados en una Fe pura. Las Misas son seguidas con una piedad y devoción que no se puede encontrar en parte alguna hoy día. Cuando nos confesamos la Teología Moral de nuestros confesores es prístina, sin concesiones de ningún tipo al mundo o a las modas o a extravagantes hipótesis éticas y morales. Los Seminarios tradicionalistas siguen teniendo vocaciones y las Ordenes religiosas tradicionalistas atraen a la flor y nata de la juventud católica. Por citar un solo ejemplo la Hermandad de San Pío X tiene unas de la edades medias más bajas de cualquier Orden o Fraternidad Sacerdotal.
Sin embargo, y a pesar del Motu Proprio, seguimos encontrándonos vejados y humillados. En Portugal, esa bendita tierra de Nuestra Señora de Fátima, no podemos ir a ninguna otra Misa Tridentina salvo la de los Sacerdotes de la Hermandad de San Pío X porque la oposición de los Obispos e incluso del Patriarca de Lisboa y del Rector de Fátima, incluso contra el deseo y la voluntad expresa de Su Santidad, es obvia. En España algunos Obispos, como el de Gerona, impiden la Misa Tridentina y el encargado de Liturgia de la Conferencia Episcopal española hace todo cuanto puede para evitar la Misa Tridentina. La lista de Obispos y Sacerdotes que boicotean, dificultan y obstruyen el Motu Proprio es larga y sus acciones claman al Cielo. No le faltará información a Su Santidad sobre este particular.
Santo Padre: si Su Santidad no nos protege y ampara, quedaremos una vez más a la intemperie, y no por nuestra voluntad, sino por la terquedad y empecinamiento de muchos miembros del Alto Clero y algunos Sacerdotes enfangados en el modernismo –y quién sabe si a veces en cosas peores-. Nosotros no somos católicos tradicionalistas para estar contra Roma o contra el Papa. Todo lo contrario: somos tradicionalistas para estar más con Su Santidad y para ser más romanos si cabe. Santo Padre: le necesitamos. Necesitamos su paternal y providencial tutela. Necesitamos que nos defienda y que impida el socavamiento activo y pasivo del apostolado de la Tradición.
Yo no soy canonista, pero estoy seguro de que Su Santidad puede blindar la Tradición. Blindarla para que no sea atacada, erosionada y disminuida. Y blindarla, también, para que no sintamos esa intemperie que a nadie beneficia. ¿Qué hijo pequeño no quiere estar con su madre? ¿Qué madre solícita dormiría tranquila sabiendo que uno de sus pequeñuelos está amenazado, solo y en peligro? ¿Cree que nosotros, simples católicos tradicionalistas de a pie, no añoramos la presencia cálida y maternal, la protección y el amparo de la Santa Madre Iglesia? ¿Quién soy yo para decirle a Su Santidad si una Prelatura Personal, un Patriarcado especial u otra institución canónica es el mejor modo de conseguir esto? Lo que sí me atrevo, humildemente, a expresar a Vuestra Santidad es, precisamente, que queremos estar dentro de la Iglesia pero no para ser hostigados, sino para aportar nuestro grano para que la Fe sin mancha vivifique de nuevo a toda la Iglesia.
Su Santidad sabe mejor que nadie, porque el Vicario de Cristo en la tierra sigue gozando de Gracias que nadie más tiene, que el tiempo se nos acaba. No sólo nuestro tiempo personal, pues la Hermana Muerte Corporal puede estarnos esperando a la vuelta de la esquina más próxima, sino el tiempo de este mundo que se precipita hacia el Juicio de las Naciones sin katechon alguno que lo frene. Su predecesor Pablo VI dijo que “el humo de Satanás” había entrado en la Iglesia como consecuencia del Vaticano II. ¿No será entonces mejor motivo para mejor servir a Dios en este mundo y darle Gloria aquí y en el más allá el que la Tradición disipe esos vapores tóxicos y malignos como la luz del amanecer disipa las tinieblas? Como hijo fiel que respeta y venera profundamente a Su Santidad me atrevo a preguntarle con confianza filial, ¿no contribuiría ese blindaje de la Tradición, un blindaje que sólo nos puede dar hoy por hoy el Vicario de Cristo en la tierra, al bien común de la Iglesia?
Y ahora, Santo Padre, cuando ya expira el día en que celebramos el Milagro de Fátima del 13 de Octubre de 1917, hace 90 años, me atrevo a pedirle de rodillas que haga realidad lo que Nuestra Señora pidió al Papa: la Consagración de Rusia al Inmaculado Corazón de María en unión de todos los Obispos del mundo. Nada menos que un mundo depende de esto. Cuanto antes lo haga, más mitigará el merecido Castigo que hemos atraído sobre nosotros por nuestros pecados, por nuestra falta de oración y penitencia y –también- por no haber dejado que la Sangre de Nuestro Señor se derrame libremente en el Sacrificio incruento de la Santa Misa como Dios, tal cual decretó San Pío V en Quam Primam.
Soy consciente del atrevimiento, lo repito una vez más, de esta carta. ¿Pero qué hijo al que han dejado a la intemperie no llamaría a su padre en su ayuda?
Imploro, finalmente, a Vuestra Santidad que nos otorgue su bendición papal a todos los Obispos, religiosos, religiosas y Sacerdotes y a todos los seglares que han defendido la Tradición y la Silla de Pedro. Santo Padre: he tenido el privilegio enorme de conocer personalmente a los cuatro Obispos de la Hermandad de San Pío X y puedo decirle que todos y cada uno de ellos me han enseñado más a amar al Papa que nadie. Si Su Santidad verdaderamente supiera, más allá de rumores y tópicos, el filial amor que le profesan y el que nos han enseñado a profesarle a miles y miles de católicos a través de sus enseñanzas, se sorprendería. Todo lo que han hecho, y todo lo que hemos hecho, en la Tradición ha sido por el mismo amor a la Roma Eterna que Su Santidad profesa.
Humildemente, un soldado de Cristo de a pie,
Rafael Castela Santos
sábado, outubro 13, 2007
Hispanidad: el día después
Pío XII, alocución del 17 de diciembre 1942
(RCS)
sexta-feira, outubro 05, 2007
Efeitos desagradáveis mas previsíveis

Trata-se, pois, de um projecto absolutamente abjecto que deve merecer a firme oposição de qualquer pessoa bem formada, e em especial dos católicos dignos desse nome. Uma hipotética lei que com base nele viesse a ser aprovada violaria a mais elementar ordem natural, seria grosseiramente inconstitucional e contrária à Concordata vigente entre Portugal e a Santa Sé, e, acima de tudo e no extremo, permitiria que o governo socrático consumasse o oculto desiderato de colocar em risco o destino eterno das almas de um incontável número de pessoas, ao privá-las da possibilidade de receberem os sacramentos da Penitência e/ou da Extrema-Unção com base em motivos de estrita ordem burocrática!
Sobre este grave tema já se pronunciaram dois bispos portugueses: o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e o Bispo-Auxiliar de Lisboa, Dom Carlos Azevedo (o mesmo que reputa os devotos da Santa Missa de rito latino-gregoriano de nostálgicos…). Infelizmente, fazem-no em termos tais que revelam imediatamente as suas convicções modernistas, e, por isso, melhor seria que se tivessem mantido calados.
Na verdade, à revelia do magistério tradicional sobre as relações entre o Estado e a Igreja, os senhores bispos não hesitam em defender o secularismo e o laicismo, fazendo uma destrinça absurda entre estas realidades em si mesmas, que reputam de positivas, e os seus excessos, que qualificam de negativos. Prisioneiros que estão dos sofismas progressistas e das falácias da "nova cristandade" propagadas pelo mau Maritain, não compreendem que ao condescender-se que a espada do poder temporal deixe de estar ao serviço do poder eclesiástico; ao aceitar-se a autonomização do bem individual perante o bem comum colectivo; e ao admitir-se a não subordinação do todo colectivo às leis divina e moral, ou seja, ao sufragar-se o secularismo e o laicismo; se fica sujeito a efeitos desagradáveis ainda que previsíveis, pois se aquela espada não assiste mais a Igreja na prossecução do bem, é porque passou a servir outros interesses não cristãos ou até impiamente anticristãos, como os senhores bispos começam a constatar doravante e da pior maneira possível.
terça-feira, outubro 02, 2007
Altar y Trono en imágenes invertidas
El demoledor ataque del matutino británico The Times contra Su Majestad Don Juan Carlos I ha tenido muchísimo eco en la prensa española y no poco en la prensa internacional también. Empero el ataque, que plantea asuntos interesantes, como la poca transparencia financiera de la Casa Real, el estilo de vida jet-set, etc., y que no entra en otros asuntos que la gente habla en España a nivel de calle (por ejemplo los líos de faldas del Rey, sus corruptelas y “tajadas” económicas, el abuso de poder sobre periodistas ejercido por la Casa Real, el nunca suficientemente aclarado papel de Don Juan Carlos en el intento de golpe de Estado de 1981 o sus amistades peligrosas con varios prófugos de la Justicia, encarcelados y demás). Personalmente creo que algunas de estas cosas no están probadas, así que no puedo sino dudar de ellas, pero de otras existe suficiente evidencia como para que sean innegables.
Tampoco entra el diario inglés en lo que es un secreto a voces en España: que el Rey ha apoyado descaradamente a los socialistas y que ha sido muy partidario y partidista. Un Partido Socialista obrero expañol que a día de hoy es más furibundamente republicano que nunca (si es que alguna vez dejó de serlo). ¿Es esta una alianza natural o más bien un contubernio contra-natura?
Tampoco entra (ni entraría) The Times en el perjurio del Rey (recordemos que la Monarquía alfonsina fue restaurada por imposición de Franco, contra el sentir mayoritario de aquella España de entonces), quien juró los Principios Fundamentales del Movimiento de Franco, y a quien luego le faltó tiempo para conculcarlos. Ni entra en que la firma del Rey, que ostenta el título de “Su Católica Majestad”, estampa y rubrica muchas de las criminales leyes españolas, entre las que descuella –pero no es la única- la del aborto. Ley refrendada por el Rey que ha permitido la impunidad del asesinato de cientos de miles de niños, inocentes donde los haya, en los vientres de su madres dejando así a Herodes a la altura de un miserable amateur. Balduino, aunque algo cobardón, evitó bañar sus manos en sangre inocente. Tengo para mí que este perjurio o estas firmas son infinitamente más graves que los otros pecados –también graves y mortales- de debilidad de los que algunos le acusan (que, insisto, yo personalmente no puedo creer porque no hay suficiente evidencia).
Juan Carlos I va ya mayor y su salud empieza a flaquear. En poco tiempo, aunque hago votos que esto sea cuanto más tarde mejor, también Su Majestad comparecerá ante el Altísimo y ante Él no habrá más que el alma desnuda de su Majestad. No habrá tráfico de influencias, ni patentes de corso, ni nada de nada. Cristo, Rey de Reyes, de Quien viene el poder del Rey de España, y Don Juan Carlos. Frente a frente. Y en ese momento se sellará el destino de Su Majestad por toda la Eternidad. Más joven que él su predecesor, nuestro Rey y Emperador Don Carlos I de España y V de Alemania, sin lugar a dudas el hombre más poderoso del mundo de aquel entonces, dejó todo el oropel y el poder de esta vida por la austeridad del Monasterio de Yuste. A día de hoy, y dado el bagaje aportado, yo no quisiera estar en el pellejo de Don Juan Carlos en esa hora suprema ante el Altísimo que para él ya, por ley de vida, está cerca.
Hace años en A Casa de Sarto, cuando iniciaba mi colaboración junto a JSarto en esta bitácora, escribí un post sobre la boda del Príncipe que recibió mucho silencio por respuesta. Allí sacaba a colación un texto del Marqués de Valdeiglesias sobre la Casa de los Borbones:
“Parecía que sólo la construcción completa y acabada de un sistema monárquico, que no se agotara con la colocación de un Rey en la cúspide, podía dar la solución del problema. Ni el mando de uno ni la entrega a las pasiones volubles de la plebe. Ambas cosas son construir sobre arena. ¡Desgraciado del hombre que se fía de las aclamaciones que pueda la masa tributarle en un momento! Fernando VII recibió el nombre del Deseado. Su retorno a España fue aclamado con fervor. Con el mismo fervor que acompañó a Isabel II durante casi todos los años de su reinado sin perjuicio de que a su caída se escribiera en todas las paredes: ‘Cayó para siempre la raza espúrea de los Borbones en justo castigo de su perversidad’ y fuera inútil que una y otra vez se borrara el infamante letrero porque volvía invariablemente a aparecer como expresión del sentir unánime de un pueblo. ‘El destino de la Casa de Borbón es fomentar las revoluciones y morir en sus manos’, dijo Donoso Cortés. ¿Es un sino personal o es una prueba de su incapacidad para organizar convenientemente el Estado?”
Hubo un tiempo en que los Reyes eran, por encima de todo, los Jueces Supremos del Reino y, ante todo, los defensores de los pobres frente a nobles y poderosos. Muerto Balduino I, Rey de Bélgica, ya no queda Rey alguno en Europa que tenga un mínimo de bagaje ético que le respalde. Digámoslo claramente: Don Juan Carlos I, llamado “Su Católica Majestad” no ha refrendado su Trono del ejemplo ético y moral que hubiera debido acompañarle como católico primero y como Rey después. En estos tiempos de partitocracia plutocrática (creo que a esto lo llaman “democracia”), de Monarquías vaciadas de sentido y significado, lo único que puede dar sentido y significado a la Monarquía es, precisamente, el ejemplo moral y la solidez ética.
Desde hace varios siglos se sigue un ataque orquestado contra el Altar y el Trono. El Altar –poder espiritual, alma-, el Sacrificio incruento de Cristo en la Santa Misa, ha caído con la degradación litúrgica acarreada por el Vaticano II. El Trono, cuerpo y poder temporal, no informado por el alma ha caído en el naturalismo más burdo. Naturalismo que lo precipita en la corrupción inherente a todo lo que es simplemente humano y carente de lo sobrenatural. Lo que hoy nos queda, una Misa degradada y contaminada (válida en ocasiones, eso sí), y un Rey (todavía Rey, eso sí) sin respaldo ético son meramente imágenes invertidas, del Altar y del Trono.
Me produce una grandísima tristeza ver la caída de la Monarquía en España. Grandísima. Desearía con todo mi corazón que el Príncipe Don Felipe pudiera verse inspirado en reyes santos, como San Luis de Francia, San Fernando de León y Castilla, San Eduardo de Inglaterra, San Enrique de Alemania, o San Esteban de Hungría y la todavía no canonizada Isabel la Católica. Particularmente en reyes y reinas de nuestro entorno, como Fernando III o las Isabeles de Castilla y Portugal, deberían buscar el ejemplo y la inspiración. Si Don Felipe renunciase a mucho de lo que él, y Doña Letizia, han hecho … porque pueden, porque deben, porque mientras hay vida hay esperanza, podrían aglutinar lo mejor de España y dirigirnos y llevarnos hacia una vida virtuosa de la que ellos debieran ser los máximos adalides. Es aquí, en la vida virtuosa, donde está la felicidad de los ciudadanos del Reino, no en otra cosa. De esta manera neutralizarían la maldición que parece existir sobre la Casa de los Borbones y atraerían sobre sí unas Gracias y unas bendiciones celestiales que las palabras humanas apenas acertarían a explicar y aún muy burdamente.
¿Qué ha acontecido a Don Felipe, cuyos últimos años no han sido nada ejemplares? ¿Qué ha pasado a nuestro Príncipe, quien de adolescente era capaz de parar un domingo las vacaciones de invierno de la Casa Real para asistir a Misa? ¿Qué demonios se operó en él durante su estancia en Norteamérica? Estoy absolutamente seguro que si Don Felipe se conquistase ética y moralmente, y Doña Letizia le siguiera en esto, acabaría por reconquistar la confianza del pueblo español. Porque el Tradicionalismo político español, sabedor de la flaqueza humana, siempre ha declarado lo obvio: que la legitimidad de ejercicio está por encima de la legitimidad dinástica. Y si la legitimidad de ejercicio deja de existir …
Que reflexionen también en la Casa Real portuguesa, tan dado Don Duarte y su entorno a contemporizar con los poderes de este mundo, a hacer gala de un escandaloso respeto humano y a postergar y olvidar la Tradición política y religiosa del país hermano.
Dios acaba por destrozar aquellas Casas Reales que no cumplen con su cometido. La historia así lo prueba y lo seguirá probando. Torres muy altas ya cayeron y otras, como la Monarquía inglesa, tienen ya sus días contados. El oficio de Rey es un alto llamado para servir a la Patria y a sus súbditos, no para servirse de ellos. El primer deber que tienen los Reyes es cumplir con el Decálogo y ayudar a hacerlo cumplir, siquiera sea sólo con el ejemplo. Insisto: en estos tiempos de Monarquías vaciadas de significado sólo el ejemplo ético y moral puede otorgarles de nuevo el significado que jamás debieron perder.
El padre de la mentira, Satanás, sólo puede invertir lo que es de Dios. Un Trono invertido ya no es de Dios, sino del Príncipe de este mundo. Y el Príncipe de este mundo no tolera a ningún otro príncipe ni Rey. Tolera sólo a su mal remedo de hijo unigénito, el Anticristo. Pero éste, seguro, es republicano.
Y en el Infierno (imagen invertida del Cielo), que se puede empezar a vivir en esta tierra, no hay Monarquía: sólo tiranía (imagen invertida de la Monarquía). Porque al Trono y al Altar le une lo mismo: el sacrificio. El sacrificio por la Patria –que comienza por lo personal- y el Sacrificio incruento de Dios. Lo demás, ya digo, son imágenes invertidas. Es decir, satánicas.
Rafael Castela Santos
quarta-feira, setembro 26, 2007
Nos trilhos do Padre Julio Meinvielle

A Doutrina Católica não acredita que as esferas política e moral existam de forma separada, que a política possa fazer algo que não seja impedir o Mal e promover a Justiça.
A solução para o Político remeter o Catolicismo para a esfera da crença privada foi o Modernismo de que Maritain foi o máximo expoente, que postulou a total independência da esfera política. Segundo esta perspectiva a política tem uma dimensão própria e dependente apenas da vontade dos cidadãos (…), em clara oposição com toda a Doutrina da Igreja que sempre concebeu a justiça como matéria pública e não matéria privada de expressão pública.
Nunca percebi como pode um Católico saber que a Doutrina Religiosa que o anima defende estas posições e desprezá-las em função de uma liberdade individual (autonomia) que surge com a tentativa de destruir tudo o que a Igreja significa, nem sequer percebi como é que se pode aceitar que estas posições “modernistas” se tornem maioritárias, mesmo quando em total contradição com a Igreja. Ao contrário do que muitos pensam, a Tradição faz parte da Revelação e não é substituível por um conjunto de apreciações de pensadores modernos que contradizem essa linha. Isso simplesmente não é Catolicismo.
Nem o liberalismo, nem o modernismo-católico, são soluções para o que quer que seja. Se um modernista-católico aceita a injustiça do político, simplemente porque deixámos de ter uma sociedade de cristãos, só posso dizer que esse é um pensamento frustrado, porque nada pode criar. Quando esta posição se cola ao pensamento liberal e à sua apologia de que a educação para o satanismo, para o hedonismo, para o homicídio, é uma questão privada ou de defesa do interesse estatal, é evidente o factor que predomina nesse pensamento, em clara oposição a dois milénios de história. O totalitarismo liberal é tão mau como os outros...
Fraternidade de Cristo Sacerdote e de Santa Maria Rainha

Eis aqui uma boa oportunidade de os católicos tradicionais do Norte de Portugal, em especial das zonas do Porto, Braga (que aconteceu ao rito bracarense?) e Viana do Castelo, poderem assistir com alguma periodicidade à celebração do Santo Sacrifício da Missa segundo o rito latino-gregoriano, tridentino ou de São Pio V, e desta maneira furarem o bloqueio que o episcopado português impiamente deseja continuar a impor à Missa tradicional.
De facto, é tristíssimo que Portugal, país de tão arraigadas tradições católicas, por força dos seus maus bispos, se esteja a transformar numa "aldeia de Astérix" do modernismo. Mas o triunfo da Missa de sempre há-de chegar também a terras lusitanas: não só pelo apostolado dedicado da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X entre nós, mas sobretudo de Fátima e por Fátima!
A nova dinâmica da Missa de sempre

segunda-feira, setembro 24, 2007
Estrategia contra la blasfemia
"Profanación del Santísimo Sacramento en Fuensalida (Toledo). Exposiciones blasfemas en Madrid, Castellón e Ibiza -éste último caso en un templo desconsagrado, propiedad de la Iglesia- usufructuado por el Ayuntamiento. O sea, para fastidiar. Ningún político, ni socialista ni popular, ha elevado la voz contra ninguno de estos desafueros, salvo la alcaldesa de Ibiza, pero para renegar de la infame censura artística que algunos pretenden. (¿Cómo van a hacerlo los del PP, si la exposición de Madrid ha sido acogida en un centro municipal de Cultura, del alcalde pepero Ruiz-Gallardón?). Precisamente, mientras el mismo alcalde, junto al socialista Felipe González, participaba en un acto de homenaje a ese gran tolerante que fue Jesús Polanco, la televisión de la Cuatro, se anuncia por todo Madrid con una vulgar parodia de la Última Cena, con el salutífero objetivo de promocionar la última estupidez telebasuril del grupo Polanco.
En el entretanto, al otro lado del Atlántico, la histórica catedral de Buenos Aires volvía a ser atacada con panfletos insultantes por gentes tan tolerantes como los gays y las feministas, mientras los medios informativos ocultaban “piadosamente” la escena.
Parece claro: la última batalla por los derechos, la libertad y la dignidad del hombre no será ni la vida, cimiento de otros muchos derechos, ni la familia, el refugio contra la opresión modernista, ni la educación, que no deja de ser una consecuencia del derecho de familia. No, la gran batalla que se avecina será la de la libertad religiosa. El Enemigo no va ahora a por la Iglesia, va a por Dios, por lo que orienta sus baterías contra la forma consagrada, contra la Eucaristía.
Con total impunidad, porque el blasfemo sabe que el cristiano no puede responder a la injuria con la injuria ni a la violencia con violencia. Por eso la blasfemia es tan cobarde. Pero provoca un dolor intenso y no conlleva riesgo alguno. Por eso, los corazones audaces, creyentes o no, desprecian la blasfemia, como lamentable práctica de progres sin agallas.
En España, el obispo Cañizares habla, directamente, de un intento de “eliminar” a la Iglesia. Un hombre pequeño puede precisar a un hombre grande, así que permítame mi admirado prelado matizar: no creo que el objetivo actual sea eliminar a la Iglesia sino a Dios: no es anticlericalismo, es pura Cristofobia. Por eso, los ataques más canallas se centran en la Eucaristía.
Y resultaría cómico, si no fuera trágico, porque, si resulta imposible eliminar a la Iglesia, a Dios no digamos.
En el entretanto, parafraseando al fervoroso Felipe González cuando afirmaba aquello de “¿Crisis en Europa? Más Europa”, la respuesta a la blasfemia es: “¿Ataques a la Eucaristía? Más amor a la Eucaristía, más sacar al Santísimo del Sagrario y exponerlo en la Custodia, más confesores a todas horas, más misas a todas horas, aunque los curas tengan que oficiar muchas veces al día”.
Por cierto, la iglesia madrileña de San Pascual Bailón se quedó pequeña para recibir a los fieles que siguieron el llamamiento de este monasterio de clarisas, ubicadas al lado de La Cibeles en Madrid, sobre una Noche en Blanco de adoración al Santísimo, el pasado sábado 22. Toda una alternativa a la Noche en Blanco del alcalde Gallardón, el que financia exposiciones blasfemas."
Eulogio López
(El artículo original se puede encontrar aquí)
(RCS)
sexta-feira, setembro 21, 2007
Um documento ultrajante

Saído do punho de um modernista radical impenitente e totalmente dominado pela hermenêutica da ruptura antitradicional inerente ao espírito do V2, confirma os piores receios que atempadamente aqui expusemos no artigo intitulado Os Bispos Portugueses e o Motu Proprio "Summorum Pontificum": impossibilitado de ignorar a vontade do Papa Bento XVI, ao invés do que sucedeu com a do Papa João Paulo II e o "Ecclesia Dei", o Patriarca de Lisboa tenta porém interpretá-la tão restritivamente quanto possível, com o desiderato final prático de continuar a boicotar o direito legítimo dos sacerdotes católicos de oficiarem sem restrições o Santo Sacrifício da Missa segundo o rito tradicional latino-gregoriano, e o dos fiéis de a este assistirem sem impedimentos.
Ademais de subverter genericamente toda intenção papal que presidiu à promulgação do "Summorum Pontificum", suscitam particulares interrogações as pretensões de Dom José Policarpo de limitar ao máximo a admissão de fiéis às Missas privadas, de apurar factualmente os motivos que levam estes a preferir e a pedir o rito tradicional, e de impedir a celebração da Missa Dominical de acordo com o rito tradicional, as quais se têm de reputar como notoriamente abusivas e sem qualquer apoio na letra e espírito do Motu Proprio de Sua Santidade.
Na verdade, o Papa convida vivamente os bispos a satisfazerem os desejos dos fiéis nesta matéria - cfr. artigo 7º do "Motu Proprio" - , reconhecendo de forma expressa na carta que escreveu àqueles primeiros o seguinte:
" (…) [podia-se] supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia."
Assim, das duas uma: ou Dom José Policarpo não sabe interpretar um texto que também o tem por destinatário, o que é pouco provável; ou, então, está em flagrante e deliberada desobediência a Bento XVI, o que já se nos afigura muito plausível, e em perfeita consonância com a sua prática modernista. Por isto, é inadmissível que o Patriarca de Lisboa ouse falar no pseudo-cisma de Monsenhor Lefebvre, insistindo com má fé num lugar comum repetidas vezes desmentido por Roma, sem primeiro auto-examinar os frutos do seu próprio comportamento. É caso para dizer, com São Mateus (Mt. 7, 3-5): "Por que reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista? Como ousas dizer ao teu irmão: "Deixa-me tirar o argueiro da tua vista", tendo tu uma trave na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão".
São múltiplas as questões que a infame carta de Dom José Policarpo levanta, as quais os católicos do Patriarcado de Lisboa - se acaso vierem a ser efectivamente lesados nos seus legítimos direitos assegurados pela Bula "Quo Primum", de São Pio V e reconfirmados pelo "Summorum Pontificum", de Bento XVI - não deverão hesitar em pôr à consideração e julgamento da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, pois a esta incumbe zelar pelo bom cumprimento das disposições do "Motu Proprio" - cfr. o seu artigo 12º.
De facto, já não estamos nos anos 70, na altura do calamitoso pontificado de Paulo VI, quando se encontravam em Roma personagens sinistras como Bugnini, Villot, Casarolli e outras, época durante a qual os hereges modernistas tiveram praticamente rédea livre para implodir a Santa Igreja Católica. De uma vez por todas, esse tempo acabou!
Sobre o tema, recomendamos também a leitura do que escreveram os nossos amigos do Vetus Ordo (um excelente blogue católico tradicional português) e da Gazeta da Restauração.
segunda-feira, setembro 17, 2007
Abusos litúrgicos e São Tomás de Aquino

Apercebi-me de que se preparava a celebração de uma Missa - de rito paulino, como é óbvio… -, com a numerosa participação de membros de um grupo juvenil cujo nome não consegui fixar, embora me recorde que nos pólos uniformizados que vestiam alguns deles tivessem nas costas uma face estilizada de Cristo, a qual de uma maneira pouco inocente recordava a do bandido e assassino comunista Ernesto "Che" Guevara, enquanto outros tomavam posição no coro da Capelinha guarnecidos de um vasto número de guitarras, pandeiretas e até um tambor!
De imediato, compreendi que estava à beira de principiar mais uma manifestação dos abusos e excessos típicos da nova liturgia modernista aberta ao homem e mundo, pelo que rapidamente me afastei do local, o mesmíssimo onde em Agosto de 2005 os peregrinos da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X foram perturbados e enxovalhados tão-só por nele terem pretendido rezar da forma que a Igreja sempre rezou, o que diz bem das prioridades de quem sobre o dito tem autoridade directa.
Claro que não censuro os jovens que participam nestas manifestações - vítimas das circunstâncias da pobre época que lhes calhou viver, as quais nunca os deixaram conhecer o verdadeiro Catolicismo - e ainda menos julgo as suas intenções subjectivas, tarefa que incumbe exclusivamente a Deus; mas objectivamente não posso deixar de criticar a Reitoria do Santuário de Fátima, que, com soberbo desprezo por todas as determinações que Roma tem vindo a emanar sobre matéria litúrgica, permite que este tipo de tristes eventos continue a ocorrer.
Ora, tendo dedicado parte do tempo das minhas últimas férias à leitura da "Suma Teológica", de São Tomás de Aquino (a II Secção da II Parte - Questões 57 - 122, correspondente ao volume VI publicado pelas Edições Loyola, de São Paulo), o acontecimento que acima relato não pôde deixar de me trazer à memória os ensinamentos do Doutor Angélico acerca do uso do canto e música no louvor a Deus, e também sobre a hipótese de no culto do Deus verdadeiro poder haver algo de pernicioso, isto a propósito do "novus ordo" e seus abusos.
Assim, transcrevo de tal obra, da questão 91, artigo 2, a resposta que São Tomás dá à 4ª objecção:
(…) deve-se dizer como ensina Aristóteles: "Para ensinar não se deve usar flautas nem instrumentos semelhantes, como a cítara e outros, mas tudo que possa contribuir para os ouvintes serem bons", até porque esses instrumentos musicais movem mais a alma para o deleite do que para a formação da boa disposição interior. No Antigo Testamento, usavam-se esses instrumentos, quer porque o povo era mais grosseiro e carnal, e por isso deviam ser estimulados por tais instrumentos, como também pelas promessas terrenas; quer porque esses instrumentos materiais eram figurativos.
De seguida, cito a resposta emitida na questão 93, artigo 1:
Agostinho também escreveu que a mais perniciosa das mentiras é a dita contra a religião cristã. Consiste a mentira em contradizer com sinais externos a verdade. Assim como se pode significar algo mediante as palavras, pode-se também, mediante acções. Foi acima estabelecido que o culto religioso consiste externamente em acções significativas. Poderá, pois, o culto externamente manifestado, quando propõe alguma mentira, ser pernicioso.
(…) deve-se dizer que sendo Deus a verdade, somente invocam Deus os que lhe prestam um culto autêntico em espírito e verdade: um culto que contenha falsidade não será invocação salvífica de Deus.
Enfim, extraio da resposta proferida na questão 94, artigo 2:
Sendo o culto exterior sinal do interior, assim como é pernicioso uma mentira quando se afirma em palavras o contrário da fé que nutre na alma, também é perniciosa a falsidade quando no culto exterior se manifesta a alguém o contrário do que lhe vai no coração.
De facto, como é recomendável a leitura de São Tomás de Aquino: poderoso antídoto contra todas as falácias dos modernistas, e verdadeiro deleite para o espírito, o que não se ganharia na actualidade se todos os católicos com possibilidades para tal o lessem regularmente!
segunda-feira, setembro 10, 2007
A lei do número e a defesa da tradição

Pessoalmente, não encararia com tal negativismo esse resultado: sem prejuízo de reconhecer que a ignorância religiosa é extrema em Portugal, estribando-se a fé da maior parte dos católicos portugueses exclusivamente numa piedade natural sem qualquer aprofundamento em termos doutrinários (passando, assim, a muitos desapercebida a importante questão dos ritos e da "lex orandi, lex credendi"), e também de saber que a iniciativa foi publicitada num meio - os blogues - acessível apenas a uma minoria activa, que antes de ser activa é minoria, a realidade é que a defesa da tradição católica nunca foi papel desempenhado por maiorias.
Efectivamente, um dos maiores gozos que a tradição me dá é o total desprezo que a mesma nutre pela lei do número e pelo reino da quantidade, ou seja, pela mentalidade democrática contemporânea que supõe ser a verdade definida pela vontade de cinquenta por cento mais um, e não pela adequação da inteligência à revelação, à consciência e à realidade.
Não fora assim, e como compreender que apenas dois bispos do episcopado do mundo então cristianizado - Santo Atanásio e Santo Hilário de Poitiers - se tenham oposto com determinação à heresia ariana que negava a natureza divina de Cristo, em matéria na qual até o próprio Papa - Libério - tergiversou? Ou que de todos os bispos ingleses, tão-só São João Fisher haja contrariado os erros de Henrique VIII? Ou ainda que somente a intervenção providencial de outros dois bispos - Monsenhor Marcel Lefebvre e Dom António de Castro Mayer - tenha impedido que, na segunda metade do século XX, os hereges modernistas e progressistas destruíssem a doutrina tradicional católica e a pedra angular que a corporiza em toda a plenitude - a Santa Missa de rito latino-gregoriano?
Não, vinte e uma pessoas interessadas na Santa Missa parece-me um número muito bom, e que se torna tanto melhor sabendo que alguns sacerdotes católicos portugueses já se começam a acercar da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, manifestando o desejo de aprenderem a celebrar segundo o rito tradicional.
Por esta razão, estou em condições de informar que a mesma Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, a exemplo do que já sucedeu em outros países europeus, vai iniciar nos próximos dias a distribuição de um DVD, com narração em língua portuguesa - ver fotografia a cima -, a cada um e todos os sacerdotes nacionais, onde se ensina a oficiar em conformidade com o rito latino-gregoriano, tridentino ou de São Pio V.
Desejo para esta iniciativa o máximo sucesso, e que a mesma possa contribuir para a efectiva implantação a curto-prazo no nosso País, do Motu Proprio "Summorum Pontificum", de Sua Santidade o Papa Bento XVI.
domingo, setembro 09, 2007
Cem anos de "Pascendi Dominici Gregis"

Tal heresia, mau-grado os avisos proféticos daquele Santo Papa, conduziria a Igreja ao longo do século XX, e muito especialmente após o Concílio V2, para o estado de caos e semi-destruição que nela presentemente persiste, pese embora o esforço desenvolvido pelo Pontífice actualmente reinante, Bento XVI, para inverter tal estado de coisas.
Ora, num triste tempo em que os cargos de responsabilidade na Igreja, muito em especial ao nível episcopal, continuam a ser ocupados por modernistas, ou seja, como São Pio X lhes chamava, por inimigos internos do Catolicismo, os quais não hesitam em lutar com tenacidade infernal contra toda e qualquer tentativa de restauração católica, nada mais oportuno do que conhecer o retrato que deles e das suas práticas é feito em tal encíclica pelo Papa que tinha por mote "Tudo instaurar em Cristo", encíclica de que aqui se deixa o trecho inicial:
A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do género humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu de sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.
E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.
Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem.
Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado.
Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias: porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há consequências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.
Mas vós bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como tudo foi debalde; pareceram por momento curvar a fronte, para depois reerguê-la com maior altivez. Poderíamos talvez ainda deixar isto desapercebido se tratasse somente deles; trata-se porém das garantias do nome católico.
Há, pois, mister quebrar o silêncio, que ora seria culpável, para tornar bem conhecidas à Igreja esses homens tão mal disfarçados.
E visto que os modernistas (tal é o nome com que vulgarmente e com razão são chamados) com astuciosíssimo engano costumam apresentar suas doutrinas não coordenadas e juntas como um todo, mas dispersas e como separadas umas das outras, afim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de facto estão firmes e constantes, convém, Veneráveis Irmãos, primeiro exibirmos aqui as mesmas doutrinas em um só quadro, e mostrar-lhes o nexo com que formam entre si um só corpo, para depois indagarmos as causas dos erros e prescrevermos os remédios para debelar-lhes os efeitos perniciosos.
sábado, setembro 08, 2007
Ahora a Polonia ... ¿Cuándo le tocará al resto?
Dado que esta gente aplica el principio de la gradualidad lo lógico es esperar que uno de los próximos ataques sea uno, bastante frontal, contra la misma Iglesia.
Por muchas explicaciones ridículas que quieran soltar, las Sagradas Escrituras son clarísimas con respecto a la homosexualidad y Nuestro Señor Jesucristo fue también clarísimo al insistir que todo pecador es una persona querida y amada que debe abandonar su vida de pecado si no quiere perecer eternamente:
“Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.” (Rom 1, 27-32)
Sobre la homosexualidad (que no sobre los homosexuales, a los que se invita a abandonar ese pecado que clama venganza al Cielo) también San Pablo predicaba oportuniter et importuniter.
Rafael Castela Santos
domingo, setembro 02, 2007
Un joven dominico
En el caso de nuestro joven Dominico su otro gran temor era las represalias a que se vería sometido por la Comunidad y su Superior, un hombre ciertamente hostil a la Tradición. De este caso también saca uno la conclusión de que hay mucho individuo tóxico por ahí (sí, también hay Curas y Obispos tóxicos) que van a hacer todo cuanto esté en sus manos para obstaculizar la Misa Tridentina.
Rafael Castela Santos
sexta-feira, agosto 31, 2007
Aberraciones jesuíticas
¿Precisa esta noticia de algún comentario? Creo que no.
¡Quién os ha visto y quién os ve, “hijos” de San Ignacio!
Rafael Castela Santos