segunda-feira, novembro 06, 2006

Las consecuencias del ecumenismo

La pérdida de la Fe, la incoherencia, el abandono de los Votos … la persecución de los justos, etc. El escándalo, en una palabra.
Todo ello se puede leer aquí, de la pluma de Christopher Ferrara.
¿Y Roma …? ¡Ah! Eso es otro asunto.

Rafael Castela Santos

sábado, novembro 04, 2006

Alameda Digital


Já está disponível em linha o número dois da excelente "Alameda Digital": leitura alternativa obrigatória, nestes tempos tristes e cinzentos de conformismo politicamente correcto.
JSarto

A Missa de rito latino-gregoriano - 9



O Intróito; os Salmos; o Rosário.

JSarto

Ainda a Festa de Todos os Santos



Na Festa de Todos os Santos, a Igreja recorda aqueles que não sendo venerados publicamente nos altares como tal, nem por isso deixam ter exactamente essa qualidade - a de Santos. Eis, pois, uma excelente ocasião para evocar a memória de Monsenhor Marcel Lefebvre e a sua notável obra de defesa da tradição católica num dos momentos mais difíceis da bimilenar história da Igreja.

JSarto

Aborto, imagens e palavras - 6

Do ilustre filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, transcreve-se de seguida o artigo "Desejo de matar", originalmente publicado no Jornal da Tarde, de São Paulo, em 22 de Janeiro de 1998. Aqui fica, sendo os destaques de minha responsabilidade:

Amigos e leitores pedem-me uma opinião sobre o aborto. Mas, inclinado por natureza à economia de esforço, meu cérebro se recusa a criar uma opinião sobre o quer que seja, exceto quando encontra um bom motivo para fazê-lo. Diante de um problema qualquer, sua reação instintiva é apegar-se ferozmente ao direito natural de não pensar no caso. Mas, ao argumentar em favor desse direito, ele acaba tendo de se perguntar por que afinal existe o maldito problema. Assim, o que era uma tentativa de não pensar acaba por se tornar uma investigação de fundamentos, isto é, o empreendimento mais filosófico que existe. Os futuros autores de biografias depreciativas dirão, com razão, que me tornei filósofo por mera preguiça de pensar. Mas, como a preguiça gradua os assuntos pela escala de atenção prioritária mínima, acabei por desenvolver um agudo sentimento da diferença entre os problemas colocados pela fatalidade das coisas e os problemas que só existem porque determinadas pessoas querem que existam.

Ora, o problema do aborto pertence, com toda a evidência, a esta última espécie. O questionamento do aborto existe porque a prática do aborto existe, e não ao contrário. Que alguém decida em favor do aborto é o pressuposto da existência do debate sobre o aborto. Mas o que é pressuposto de um debate não pode, ao mesmo tempo, ser a sua conclusão lógica. A opção pelo aborto, sendo prévia a toda discussão, é inacessível a argumentos. O abortista é abortista por decisão livre, que prescinde de razões. Essa liberdade afirma-se diretamente pelo ato que a realiza e, multiplicado por milhões, se torna liberdade genericamente reconhecida e consolidada num "direito". Daí que o discurso em favor do aborto evite a problemática moral e se apegue ao terreno jurídico e político: ele não quer tanto afirmar um valor, mas estatuir um direito (que pode, em tese, coexistir com a condenação moral do ato).

Quanto ao conteúdo do debate, os adversários do aborto alegam que o feto é um ser humano, que matá-lo é crime de homicídio. Os partidários alegam que o feto é apenas um pedaço de carne, uma parte do corpo da mãe, que deve ter o direito de extirpá-lo à vontade. No presente score da disputa, nenhum dos lados conseguiu ainda persuadir o outro. Nem é razoável esperar que o consiga, pois, não havendo na presente civilização o menor consenso quanto ao que é ou não é a natureza humana, não existem premissas comuns que possam fundamentar um desempate.

Mas o empate mesmo acaba por transfigurar toda a discussão: diante dele, passamos de uma disputa ético-metafísica, insolúvel nas presentes condições da cultura ocidental, a uma simples equação matemática cuja resolução deve, em princípio, ser idêntica e igualmente probante para todos os seres capazes de compreendê-la. Essa equação formula-se assim: se há 50% de probabilidades de que o feto seja humano e 50% de probabilidades de que não o seja, apostar nesta última hipótese é, literalmente, optar por um ato que tem 50% de probabilidades de ser um homicídio.

Com isso, a questão toda se esclarece mais do que poderia exigi-lo o mais refratário dos cérebros. Não havendo certeza absoluta da inumanidade do feto, extirpá-lo pressupõe uma decisão moral (ou imoral) tomada no escuro. Podemos preservar a vida dessa criatura e descobrir mais tarde que empenhamos em vão nossos altos sentimentos éticos em defesa do que não passava, no fim das contas, de mera coisa. Mas podemos também decidir extirpar a coisa, correndo o risco de descobrir, tarde demais, que era um ser humano. Entre a precaução e a aposta temerária, cabe escolher? Qual de nós, armado de um revólver, se acreditaria moralmente autorizado a dispará-lo, se soubesse que tem 50% de chances de acertar numa criatura inocente? Dito de outro modo: apostar na inumanidade do feto é jogar na cara-ou-coroa a sobrevivência ou morte de um possível ser humano.

Chegados a esse ponto do raciocínio, todos os argumentos pró-aborto tornaram-se argumentos contra. Pois aí saímos do terreno do indecidível e deparamos com um consenso mundial firmemente estabelecido: nenhuma vantagem defensável ou indefensável, nenhum benefício real ou hipotético para terceiros pode justificar que a vida de um ser humano seja arriscada numa aposta.

Mas, como vimos, a opção pró-aborto é prévia a toda discussão, sendo este o motivo pelo qual o abortista ressente e denuncia como "violência repressiva" toda argumentação contrária. A decisão pró-aborto, sendo a pré-condição da existência do debate, não poderia buscar no debate senão a legitimação ex post facto de algo que já estava decidido irreversivelmente com debate ou sem debate. O abortista não poderia ceder nem mesmo ante provas cabais da humanidade do feto, quanto mais ante meras avaliações de um risco moral. Ele simplesmente deseja correr o risco, mesmo com chances de zero por cento. Ele quer porque quer. Para ele, a morte dos fetos indesejados é uma questão de honra: trata-se de demonstrar, mediante atos e não mediante argumentos, uma liberdade autofundante que prescinde de razões, um orgulho nietzschiano para o qual a menor objeção é constrangimento intolerável.

Creio descobrir, aí, a razão pela qual meu cérebro se recusava obstinadamente a pensar no assunto. Ele pressentia a inocuidade de todo argumento ante a afirmação brutal e irracional da pura vontade de matar. É claro que, em muitos abortistas, esta vontade permanece subconsciente, encoberta por um véu de racionalizações humanitárias, que o apoio da mídia fortalece e a vociferação dos militantes corrobora. Porém é claro também que não adianta nada argumentar com pessoas capazes de mentir tão tenazmente para si próprias.

JSarto

quinta-feira, novembro 02, 2006

Dies Irae

Dies iræ, dies illa,
Solvet sæclum in favilla,
Teste David cum Sybilla.
Quantus tremor est futúrus,
Quando Judex est ventúrus.
Cuncta stricte discussúrus!
Tuba, mirum spargems sonum,
Per sepúlcra regiónum.
Coget omnes ante thronum,
Mors stupébit et natúra,
Cum resúrget creatúra,
Judicánti responsúra.
Liber scriptus proferétur.
In quo totum continétur,
Unde mundus judicétur.
Judex ergo cum sedébit,
Quidquid latet, apparébit:
Nil inúltum remanébit.
Quid sum miser tunc dictúrus?
Quem patrónum rogatúrus,
Cum vix justus sit secúrus?
Rex treméndæ majestátis,
Qui salvándos salvas gratis,
Salva me, fons pietátis,
Recordáre, Jesu pie,
Quod sum causa tuæ viæ:
Ne me perdas illa die.
Quærens me, sedísti lassus:
Redemísti, crucem passus:
Tantus labor non sit cassus
Juste Judex ultiónis,
Donum fac remissiónis
Ante diem ratiónis.
Ingemísco, tamquam reus;
Culpa rubet vultus meus:
Supplicánti parce, Deus.
Qui Maríam absolivísti,
Et latrónem exaudísti,
Mihi quoque spem dedísti.
Preces meæ non sunt dignæ:
Sed tu bonus fac benígne
Ne perénni cremer igne.
Inter oves locum præsta,
Et ab hædis me sequéstra,
Státuens in parte dextra.
Confutátis maledíctis,
Flammis ácribus addíctis:
Voca me cum benedíctis.
Oro supplex et acclínis,
Cor contrítum quasi cinis,
Gere curam mei finis.
Lacrymósa dies illa.
Qui resúrget ex favíilla
Judicándus homo reus:
Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Dómine, Dona eis réquiem.
Amen.

(RCS)

quarta-feira, novembro 01, 2006

El origen semítico de las runas

La bitácora de A Casa de Sarto está abierta no sólo a los “invitados” que traemos porque consideramos que lo que dicen es interesante, y parte de la estrategia bloguística es filtrar y apuntar hacia aquellos textos o trabajos que realmente merecen la pena. También está abierta a aquellas personas y amigos que aportan nueva savia y nuevas ideas. Hemos tenido en tiempos al Padre José María Mestre, exponiéndonos algunas objecciones al pensamiento escatológico del Padre Castellani. Hemos tenido a Lucía de Erausquin, hablándonos de Chesterton. Hemos tenido, incluso tras su muerte, a Jacobo San Miguel, de quien reprodujimos parte de su correspondencia.
Hoy quiero hacer de introductor de embajadores para con Guillermo Pérez Galicia, un joven Licenciado en Filología Clásica, conocedor también de lenguas antiguas como el ayurvédico entre otras. Guillermo, con cuya amistad nos preciamos, me llamó la atención hace unos meses sobre una tontería, una más, de los neopaganos. Neopaganos que en la mayor parte de los casos son en rigor apóstatas, y nada más. Neopaganos que suelen exhibir un antisemitismo tan visceral como yerrado, tan estúpido como inconsistente. Neopaganos que hacen de no sé qué historias prefabricadas y amañadas una mitología hiperbórea escrita en lenguaje rúnico. Y también a todos esos nazis, también perseguidores de católicos y judíos –entre otros-, que creían que las runas eran la quintaesencia de lo no semítico, conviene recordarles que los hechos, que la evidencia sostiene que las runas son, precisamente, semíticas en su origen.
Ya ven, no sólo Nuestro Señor Jesucristo, verdadero Dios y verdadero Hombre, nació de sangre semítica. También las runas son semíticas. Y es que a lo mejor no andaba San Agustín tan descaminado en La Ciudad de Dios cuando decía que la primera lengua del mundo fue el hebreo, de la cual todas las demás en cierto sentido derivan.
A todos esos apóstatas henchidos de odio (y autodenominados neopaganos), nazis y demás ralea dedicada a sus vacuidades intelectuales (con no pocas páginas de fantasía y pensamiento desiderativo en el internet) les dedicamos este artículo de Guillermo Pérez Galicia.

Rafael Castela Santos


«Un hecho completamente aceptado por los expertos y que por el contrario es poco conocido en ámbitos extraños a los especializados es el origen semítico de las runas germánicas. La evidencia arqueológica no deja lugar a dudas.
En la antigüedad los alfabetos estaban unidos a prácticas mágicas y rituales, cosa nada extraña y que no sólo era exclusiva de los alfabetos, sino que se extendía también a otros ámbitos como por ejemplo el de la música o la danza. Pero dejemos esto y vamos a centrarnos aquí en el origen de las runas.
Las runas tenían también su simbología y su significación mágica, como letras de un alfabeto que eran: el alfabeto rúnico, el más antiguo alfabeto utilizado por una lengua germánica de manera exclusiva. Con el tiempo, y al igual que con otras cosas, los alfabetos se fueron desacralizando y comenzaron a obedecer exclusivamente a la utilidad inmediata de la comunicación escrita en sociedades más desligadas del mito y el ritual.
El alfabeto fenicio fue el primero de los alfabetos (aunque no la primera de las escrituras conocidas, ni mucho menos). Del alfabeto fenicio han derivado los alfabetos que hoy conocemos.
Hacia el siglo X-IX a.C., el alfabeto fenicio va imponiéndose en Grecia con el comercio, al tiempo que hay algunas otras influencias culturales. Esta es la segunda escritura conocida que aparece en la cultura griega (ya antes había existido otra escritura griega pero no alfabética, sino de silabario: el lineal B).
El alfabeto griego derivó del alfabeto fenicio, ajustándose a las necesidades de plasmación del lenguaje oral de manera analógica en lenguaje escrito, con lo que poco a poco irá imponiéndose una cultura escrita en una sociedad eminentemente oral como era la griega, en detrimento de ciertos aspectos como el desarrollo de las estrategias mnemotécnicas.
Posteriormente, surgirá también el alfabeto etrusco, a partir del alfabeto griego. Del alfabeto etrusco será del que surgirá después también el alfabeto latino y otros alfabetos itálicos. Fue el alfabeto latino el que acabaría imponiéndose, siendo hoy día el alfabeto más utilizado. Por ejemplo, el lector está ahora leyendo este texto en alfabeto latino, que como hemos visto tiene origen semítico.
Otro alfabeto que derivaría del fenicio a través del griego sería el alfabeto cirílico, propio del eslavo.
Pero si hemos introducido ya la noción de cómo el fenicio dio origen a los alfabetos europeos, no debemos dejarnos tampoco el origen de otros tipos de escritura, es decir, de la extensión del alfabeto no en sentido occidental, sino también hacia oriente, aunque la evolución siguió un sentido diferente. En efecto, las lenguas indoeuropeas de la India, como el sánscrito, también adoptarían sistemas de escritura de origen semítico, como es el caso por ejemplo del sistema Devanagari, cuyo solo nombre ya hace referencia a ese sentido mistérico y mítico de la escritura.
Por último, hay que mencionar el origen de otros alfabetos semíticos, como el hebreo, el arameo, el samaritano y el árabe, que también derivan del alfabeto fenicio, pero con una evolución en sentido diferente tanto a los sistemas de escritura de la India como a los sistemas de escritura de lenguas europeas.
Y ahora, una vez introducidas esos aspectos que convenía señalar antes de introducirse en profundidad, volvamos al origen de las runas.
La primera inscripción germánica conocida es la que aparece en un yelmo hallado en el sur de Austria no anterior al siglo III a.C. y escrito en alfabeto etrusco. Que aparezca esta primera inscripción germana en alfabeto etrusco ya nos debe hacer sospechar cierta relación del alfabeto rúnico con el etrusco, al confirmar así que el primer sistema de escritura conocido usado por los germanos fue el alfabeto etrusco.
Si examinamos la evolución del alfabeto rúnico, podemos observar su origen en el alfabeto fenicio; la mentada inscripción en alfabeto etrusco nos brinda la pista de que las runas germánicas podrían haber derivado del alfabeto fenicio a través del alfabeto etrusco. Efectivamente, el alfabeto etrusco era el utilizado por las tribus itálicas asentadas en los Alpes, que sabemos que mantuvieron contacto con pueblos germanos. Sin embargo, faltan datos para poder determinar con certeza si fue a través del alfabeto etrusco por donde se produjo la transmisión del alfabeto semítico a los germanos, o si lo hacen a través del alfabeto griego o alguno de los alfabetos itálicos, como el latino. Lo que sí es seguro es su procedencia en el alfabeto fenicio, aunque no podamos determinar a través de qué alfabeto fue. Por lo tanto, el alfabeto rúnico tiene su origen también en el alfabeto fenicio.
Las primeras runas que se han hallado datan del siglo II d.C., y se extienden varios siglos durante la Antigüedad Tardía y la Edad Media. Al igual que en el fenicio, es bien conocido el carácter mistérico y mágico que siempre tuvieron las runas, envolviendo una simbología que hoy ya se puede vislumbrar sólo escasamente.
En 1953 fueron halladas cinco inscripciones cerca de Belén datables en el siglo XII a.C. que mostraron ya cuál era el origen del alfabeto fenicio: el protocananeo. Este alfabeto semítico procede a su vez del alfabeto semita, también conocido como "protosinaítico", que guarda estrecha relación con el alfabeto egipcio. Esto aclara definitivamente que un alfabeto semita como el fenicio tiene su origen en un sistema pictográfico de escritura también semita. En ese sistema primitivo se observa claramente su simbología por su propio carácter pictográfico, analógico con diferentes objetos y animales.
Por lo tanto, queda científicamente demostrado cuál es el origen de Futhark.»

Guillermo-C Pérez Galicia

De la Misa de la Festividad de Todos los Santos

En este día donde en las naciones católicas todavía rezamos por nuestros muertos, por nuestros mayores, debemos alegrarnos de la Misericordia divina, que ha puesto a los justos y a los Santos en medio de la felicidad completa eterna del Cielo y la visión beatífica de Dios, destino de todo hombre bueno.
En virtud de la comunicación entre la Iglesia Triunfante, la Iglesia Purgante y la Iglesia Militante, mucho es lo que podemos hacer rezando por nuestros muertos y haciendo sacrificios por ello. Ninguno como el Sacrificio de la Santa Misa. A ellos, a nuestros muertos en el Más Allá de la bendición eterna del Padre, debemos implorarle, como en la Misa de hoy, de esta manera:

“Omnipotens sempiterne Deus, qui nos omnium Sanctorum tuorum merita sub una tribuisti celebritate venerari: quaesumus; ut, desideratam nobis tuae propitiatonis abundamtiam, multiplicatis intercessoribus largiaris. Per Dominum Nostrum Jesum Christum filium tuum, qui Tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus. Per omnia secula seculorum, Amen.”

Y en el Evangelio de hoy se vuelve sobre las Bienaventuranzas, ese programa tan contrario al mundo, al demonio y a la carne. Para quien quiera profundizar un poco más en esto les dejo con Santo Tomás de Aquino, en sus comentarios al Sermón de la Montaña. Porque el Aquinatense deja un no sé qué cuando se le lee y estudia, un sabor de plenitud en el alma y en el espíritu que no es comparable a nada ni tiene parangón.
Entretanto recordemos que hay muchos Santos que siguen rezando e intercediendo por nosotros. Muchos más de los reconocidos por la Santa Madre Iglesia en su Santoral.
Entretanto, también, recemos por y con nuestros muertos. Ellos están vivos. Y ellos son parte de nuestras familias y nuestras Patrias. Aquí y ahora y siempre. Hic et nunc et semper.

Rafael Castela Santos

domingo, outubro 29, 2006

Sobre la actualidad de la Fiesta de Cristo Rey

El texto completo del Padre Orlandis, creador de uno de los mejores grupos neotomistas en la España de la primera mitad del siglo XX, se puede encontrar aquí.

Fue el día 11 de diciembre de 1925, en los últimos momentos del Año Santo, cuando por su Encíclica Quas primas el Romano Pontífice Pío XI promulgó la institución de la nueva festividad litúrgica de Cristo Rey. Testimonio es ella bien fehaciente de la convicción profunda que inducía al Papa a tomar tal determinación. Esta convicción de la importancia y de la actualidad del acto, se deja bien entrever en el recuento de los antecedentes que lo han ido preparando y con que se abre la Encíclica.
(…) ¡cómo se trasluce en todos los párrafos la angustia paternal del corazón del Vicario de Cristo, al ver al mundo confiado a su tutela cerrar los ojos a la luz a riesgo de irse despeñando cada vez más en la ruina! El Papa alza su voz y no cesa de clamar al mundo descamado que vuelva los ojos a la luz, que sólo acogiéndose al imperio salvador de Jesucristo podrá hallar la vida, la salud, la paz. La Encíclica Ubi arcano, es ciertamente un toque de alarma, pero más que un toque de alarma es un gemido de un corazón de padre, que debiera herir y despertar el corazón de los dormidos.
(…)
Se puede encerrar el pensamiento del Papa en unas pocas proposiciones, cuales son las que se siguen:
1º Sólo en el Reinado de Cristo puede haber paz verdadera y estable. En él sí, fuera de él, no. Y la paz que se promete no es sólo la espiritual de las almas, sino la social y la internacional (Ubi arcano, Quas primas).
2º El Reinado que trae consigo las promesas es el aceptado libremente por los hombres: no el Reinado de mero hecho, ni el Reinado del mero poder (Passim).
3º Por consiguiente entonces reina Cristo en la sociedad, cuando constituida ésta rectamente, la Iglesia, cumpliendo el divino encargo, defienda y tutele los derechos de Dios, ora sobre los hombres en particular, ora sobre la sociedad entera (Ubi arcano).
4º La realización de este ideal, no tan sólo se ha de desear y procurar, sino también se ha de esperar, en cuanto correspondamos al plan divino (Ubi arcano, Quas primas, Miserentissimus Redemptor).
(…)
Cuantas veces habla S. S. Pío XI de la realeza de Cristo, dirige su palabra al mundo actual, al mundo en que nosotros vivimos. No trata del asunto en forma abstracta, en una forma en que cualquier Papa de cualquier siglo hubiera podido hablar al mundo de aquel entonces. Habla para instruir, y persuadir y [466] gobernar a los hombres actuales, y es la suya una verdadera porfía para hacerles comprender la actualidad del tema, para convencerles del interés que tiene aquello de que les habla para el mundo, en que nosotros vivimos y nos movemos. Los males de nuestro mundo son gravísimos. Sólo la aceptación voluntaria del Reinado de Cristo puede remediarlos. Por esto es tan necesario que el mundo inficionado por la peste de los errores contrarios a la soberanía de Cristo, sea instruido, según su capacidad, en la doctrina salvadora, que sepa en qué consiste la soberanía de Cristo, su justicia y su valor.
¿Cuál es esta peste que infecciona las almas? No es otra que el Laicismo. Las Palabras de Pío XI son terminantes:

«Al prescribir al mundo católico, que dé culto a Jesucristo Rey, tenemos en cuenta las necesidades actuales y aplicamos el remedio principal a la peste que ha inficionado la sociedad humana. Calificamos de peste de nuestros tiempos al llamado Laicismo, a sus errores, a sus intentos malvados. No llegó, sabida cosa es, a la madurez en sólo un día. Tiempo hacía que estaba latente en la entraña de las naciones. Comenzóse por negar la soberanía de Cristo sobre todas las gentes. Negóse a la Iglesia, el derecho, que es consecuencia del derecho de Cristo, de enseñar al linaje humano, de dar leyes, de regir a los pueblos, en orden claro es a la bienaventuranza eterna. Luego paso tras paso se equiparó a la Iglesia de Cristo con las falsas, poniéndola ignominiosamente al nivel de ellas. Después se la sujetó al poder civil y poco faltó para que se la entregara al arbitrio de soberanos y gobernantes. Más lejos fueron aquellos que pensaron en sustituir la religión divina por una cierta religión natural, par un cierto sentimiento natural. Ni tampoco faltaron naciones que juzgaron poderse pasar sin Dios y hacer religión de la impiedad y del menosprecio de Dios» (Quas primas).
Esta caracterización del malhadado Laicismo peste de nuestra sociedad descubre su próximo parentesco con el liberalismo tantas veces anatematizado, y convence de que o es el mismísimo liberalismo, ni más ni menos, o es el liberalismo llegado a su mayor edad.
¿De esta apostasía social, de esta separación de Jesucristo, qué consecuencias se siguen para la sociedad? S. S. nos lo recuerda a renglón seguido: «Los acerbísimos frutos, tan frecuentes y duraderos, que este alejarse de Cristo individuos y naciones, ha producido, los lamentamos ya en la Encíclica Ubi arcano y de nuevo los lamentamos hoy.» Para no alargarnos más hagamos notar solamente el último de sus amargos frutos que enumera Pío XI: «La humana sociedad trastornada y llevada a la destrucción.»
Así, la negación de la realeza de Cristo es peste, ruina, muerte; el acatamiento de la realeza de Cristo es vida, salud, prosperidad. «Si un día reconocieran los hombres, en su vida privada y pública, la regia potestad de Cristo, no es posible imaginar los bienes, que forzosamente penetrarían todas las partes de la sociedad civil; la justa libertad, la disciplina y la tranquilidad, la concordia y la paz.»

(…)
Pío XI tiene fe, fe viva e inconmovible en la idea de Cristo Rey; para Pío XI la Idea de Cristo Rey, del Reino de Cristo es una de aquellas ideas-fuerza que se abren camino, vencen y avasallan; difúndase esta poderosa idea y ella conquistará al mundo, lo salvará de la ruina y le comunicará la paz verdadera, la paz de Cristo.
(…)
La Realeza de Cristo es en verdad inmutable. La autoridad del Rey eterno no admite ni crecimientos ni vicisitudes; podrá sí ser reconocida por un número mayor o menor de súbditos; podrá ser acatada con mayor o menor perfección; mas los derechos de jurisdicción de nuestro Rey han sido, son y serán en todos los tiempos los mismos.
(…)
El desarrollo de las ideas, aquella descomposición mental que las particulariza y define procede naturalmente del cotejo con otras Ideas, de la combinación con ideas afines, &c. Pero lo más frecuente y normal será siempre que el desenvolvimiento de una de estas ideas pletóricas de sentido, cual es la del Reino de Cristo, no llegue a su plenitud, si no es al rozar con ideas afines, más aún, al chocar con ideas contrarias. Sólo cuando Pueblos y gobiernos, práctica y teóricamente, directa y expresamente, rechazaron y negaron la soberanía de Cristo, ésta apareció fulgurante, fecunda y necesaria, en toda su plenitud y en toda su precisión, en sí misma y en sus relaciones. Ha sido necesario que llegaran los tiempos en que, como dice el mismo Pío XI en la Encíclica «Miserentissimus Redemptor» pueblo y gobernantes han clamado «no queremos que Este, que Cristo reine sobre nosotros»; para que los fieles súbditos de Cristo a conciencia, dándose perfecta cuenta de su acto, respondieran con aquel otro clamor «es necesario que Este, que Cristo reine, venga a nos el tu Reino».
(…)
En el seno del mundo moderno ha logrado su madurez, su perfecto desarrollo y en su seno la lleva el mundo, y así, por más que se aturda y por más coces que tire contra el aguijón, no podrá jamás librarse de las angustias de su conciencia social, cuyo imperativo cristiano pesa sobre él como una losa. Y cuantas más soluciones busque para sus problemas de vida o muerte fuera de la que le ofrece Cristo Rey más sentirá angustias de agonía, más desesperantes serán sus desengaños.
Jesucristo, Rey de reyes y Señor de los que dominan ofrece al mundo, desplegándola a la vista de todos, la carta magna de su soberanía de amor, de su caridad, de su amor de caridad por cuya falta la sociedad agoniza; y no es verdad que el hombre moderno no pueda entender tal programa, que la doctrina religioso-político-social, que se basa en la soberanía de Cristo sobrepuje la capacidad intelectual del hombre de nuestro tiempo; tan lejos nos parece esto de la verdad que a nuestro humilde entender jamás en ninguna época del mundo han estado los hombres en su generalidad tan preparados como hoy en día para entender la doctrina religioso-político-social, programa del Reino de Cristo.
Verdad es que la ignorancia religiosa es en muchísimos casos poco menos que absoluta; que el más vil materialismo embota muchísimas inteligencias y las ciega para que no puedan ver más allá de la materia; es verdad que el más absurdo escepticismo anula en muchas personas el vigor intelectual y perturba la orientación del pensamiento; es verdad que la frivolidad dilettante desdeña a conciencia el esfuerzo serio, necesario al bien pensar. Confesamos que tales extravíos mentales dificultan enormemente la inteligencia de la doctrina salvadora.
(…)
Un pensador no católico, Berdiaeff, en su conocido libro «Una nueva Edad Media», entrevé los primeros tenuísimos fulgores de un día que ya amanece. Este día no es para él sino un tiempo nuevo en el cual el género humano acatará amorosamente el Reinado de Jesucristo.
(…)
¡La Providencia divina!, ¡las promesas de Paray le Monial!: ¡Reinaré a pesar de mis enemigos! Estas palabras resonaban de continuo en el oído de Santa Margarita. ¿Cómo las entendía la santa? No lo sabemos de cierto. Algo nos dice de ello aquella promesa de Jesús en una de las grandes revelaciones: allí habla con más claridad; allí anuncia que su designio no es otro que la ruina del imperio de Satanás y la implantación en las almas del imperio de su amor.
(…)
Y S. S. Pío XI declara en su Encíclica «Miserentissimus Redemptor» que al instituir la fiesta de Cristo Rey se propuso dar complemento a lo que iniciaron los fieles en sus actos de consagración al Corazón de Jesús y afirma solemnemente que la celebración de la fiesta es, si, una proclamación de la Realeza de Cristo, pero además es un anticipo de aquel día venturoso en que el universo entero espontánea y libremente prestará su obediencia al Reinado suavísimo de Jesús.
(…)”

Ramón Orlandis, S.I.

(RCS)

sábado, outubro 28, 2006

¡Viva Cristo Rey!

Porque Dios creo al hombre como un ser social y porque Su Hijo Unico, Sacerdote, Profeta y Rey, tiene todo el derecho de reinar sobre las sociedades creadas por el Padre Eterno.

“El Dios sumo y verdadero, con su Verbo y el Espíritu Santo, tres que son uno, Dios uno y omnipotente, Creador y hacedor de todo alma y de todo cuerpo, por cuya participación son felices cuantos son felices por la verdad, no por la vanidad; que hizo al hombre animal racional de alma y cuerpo; que, en pecando éste, ni permitió que quedara sin castigo, ni le dejó sin misericordia; que dio a los buenos y a los malos ser con las piedras, vida seminal con los árboles, vida sensitiva con los animales, y vida intelectual con solos los ángeles; del cual procede todo modo, toda especia y todo orden; del cual promana la medida, el número y el peso; del cual procede cuanto naturalmente es, de cualquier género que sea y cualquiera que sea su valor; del que proceden los gérmenes de las plantas, y las formas de los gérmenes, y los movimientos de los gérmenes y de las formas; que dio también a la carne origen, belleza, complexión, fecundidad de propagación, disposición de miembros, salud y armonía; que dio al alma irracional memoria sentido y apetito, y a la racional además mente, inteligencia y voluntad; que no dejó sin conveniencia de parte y sin una especie de paz no sólo al cielo y a la tierra, ni sólo al ángel y al hombre, sino ni a los entresijos del más vil animalito, ni a la alita del ave, ni la florecilla de la hierba, ni una hoja de árbol, en modo alguno es creíble que quisiera fueran ajenas a las leyes de su Providencia los reinos de los hombres, sus señoríos y sus servidumbres.”

San Agustín, La Ciudad de Dios (libro 11, capítulo 5)

(RCS)

sexta-feira, outubro 27, 2006

De las turbias cloacas eclesiales en tiempos de Rampolla y otros menesteres

No se pierdan este fenomenal artículo de Pedro Rizo donde analiza uno de los períodos más turbulentos de la Iglesia, aquel donde los modernistas unen fuerzas con enemigos seculares de la Iglesia, como la Masonería, quienes de mano del Cardenal Rampolla intentaron poner a un Papa “de los suyos”. En aquel momento la jugada fue abortada y el Espíritu Santo la conjuró mandando a Pío X, que después fuera canonizado, y uno de los diques de contención del modernismo más importantes (sino el que más) de la historia.
Aquí se ve que la crisis de la Iglesia no es reciente, aunque haya tenido su punto de culminación y clímax en el Vaticano II al que, vistos los resultados, el calificativo de nefando se le convierte en epíteto.
En el fondo, como bien nos recuerda una y otra vez el Padre Castellani, el misterio de la iniquidad lleva trabajando desde el principio, porque la historia de Satanás contra Dios, y luego de la Sinagoga de Satanás contra la Iglesia de Jesucristo por emplear la terminología de San Juan, ha sido permanente. Pero en los últimos quinientos años ha alcanzado un momentum cuya culminación, mucho nos tememos, es inminente. Digo inminente en el sentido histórico, donde 25 años no es gran cosa, aunque sí lo puedan ser en la vida del ser humano. Cuesta creer dado el estado actual de cosas que algo serio y gravísimo no pase que sirva para purificar la Iglesia y la Cristiandad y, también, para castigar a los malos. Quién sabe si hasta la llegada del Anticristo está próxima, pero todo parece apuntar a ello.
Pero para que los malos sean castigados, primero han de triunfar ellos sobre los Santos y hacerles guerra, como nos recuerda el Apokalypsis. Y el castigo de los malos no irá exento de sangre inocente derramada. Así son los misterios de la Justicia de Dios.
En ese momento de negrura del Juicio de las Naciones y de la soberanía del Anticristo es cuando los católicos debemos recordar una y otra vez, como lo hacía San Juan de la Cruz, que el día empieza a medianoche. Claro que ese día, de la mano de Nuestro Salvador, será un súbito amanecer.
Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat!
¡Ven pronto, Señor!

Rafael Castela Santos

segunda-feira, outubro 23, 2006

Pureza de ideales, pureza de pensamiento y sacrificio

“Pureza de Ideales ha de ser lema de la juventud. Pureza de pensamiento. Un afán de ejemplo, de sacrificio; que la bastardía no anida en corazones españoles y pertenecemos a una raza de hidalgos que, pobres y remendados, supieron imponer a un mundo sus leyes y su fe y llevaron sus banderas a través del Atlántico.
Bosque de árboles corpulentos y robustos ha de ser la juventud española, con los troncos altos y esbeltos, que eleven sus copas al cielo, pero apretados, unidos, para ser más fuertes, y no como aquellos intentos anárquicos que, con sus troncos deformados, se mostraban incapaces de dar madera para la construcción de la Patria, ni de prestar servicio alguno a la madre España.
Ayer fueron nuestras Universidades, nuestros Colegios Mayores, nuestros Seminarios, los que cuidaron de la juventud, los que guiaron su camino, los que instruyeron a la infancia, los que le imprimieron esa espiritualidad, esa Fe, ese entusiasmo de aquellas otras juventudes que hicieron renacer la edad dorada, en que se suceden los triunfos, en que se suceden las glorias; aquella edad dorada, fruto de una espiritualidad, espiritualidad que incrementamos mucho, y espiritualidad que fue decayendo, que fue perdiéndose al tiempo que entraban en el solar español los extranjerismos, al tiempo que el materialismo invadía todas las actividades.
Y conforme se iba perdiendo la pureza de costumbres, la pureza de pensamientos, la idea de sacrificio, surgían las épocas degeneradas, surgieron esas juventudes que vieron perder un Imperio y no alzaron los brazos como vosotros, ni se movieron como vosotros.
Por eso, hemos de cuidar la educación de la juventud, de eso, hemos de cuidar la educación de la juventud, de esta juventud gloriosa, de esta juventud ejemplar, que haciendo un lema de la disciplina y de la jerarquía, no bastardea, al servicio de la Nueva España.”

Francisco Franco Bahamonde, Caudillo de España
Discurso a las Juventudes del S.E.U. (12 de octubre de 1937)

(RCS)

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