quinta-feira, outubro 26, 2006
segunda-feira, outubro 23, 2006
Pureza de ideales, pureza de pensamiento y sacrificio
“Pureza de Ideales ha de ser lema de la juventud. Pureza de pensamiento. Un afán de ejemplo, de sacrificio; que la bastardía no anida en corazones españoles y pertenecemos a una raza de hidalgos que, pobres y remendados, supieron imponer a un mundo sus leyes y su fe y llevaron sus banderas a través del Atlántico.
Bosque de árboles corpulentos y robustos ha de ser la juventud española, con los troncos altos y esbeltos, que eleven sus copas al cielo, pero apretados, unidos, para ser más fuertes, y no como aquellos intentos anárquicos que, con sus troncos deformados, se mostraban incapaces de dar madera para la construcción de la Patria, ni de prestar servicio alguno a la madre España.
Ayer fueron nuestras Universidades, nuestros Colegios Mayores, nuestros Seminarios, los que cuidaron de la juventud, los que guiaron su camino, los que instruyeron a la infancia, los que le imprimieron esa espiritualidad, esa Fe, ese entusiasmo de aquellas otras juventudes que hicieron renacer la edad dorada, en que se suceden los triunfos, en que se suceden las glorias; aquella edad dorada, fruto de una espiritualidad, espiritualidad que incrementamos mucho, y espiritualidad que fue decayendo, que fue perdiéndose al tiempo que entraban en el solar español los extranjerismos, al tiempo que el materialismo invadía todas las actividades.
Y conforme se iba perdiendo la pureza de costumbres, la pureza de pensamientos, la idea de sacrificio, surgían las épocas degeneradas, surgieron esas juventudes que vieron perder un Imperio y no alzaron los brazos como vosotros, ni se movieron como vosotros.
Por eso, hemos de cuidar la educación de la juventud, de eso, hemos de cuidar la educación de la juventud, de esta juventud gloriosa, de esta juventud ejemplar, que haciendo un lema de la disciplina y de la jerarquía, no bastardea, al servicio de la Nueva España.”
Francisco Franco Bahamonde, Caudillo de España
Discurso a las Juventudes del S.E.U. (12 de octubre de 1937)
(RCS)
Bosque de árboles corpulentos y robustos ha de ser la juventud española, con los troncos altos y esbeltos, que eleven sus copas al cielo, pero apretados, unidos, para ser más fuertes, y no como aquellos intentos anárquicos que, con sus troncos deformados, se mostraban incapaces de dar madera para la construcción de la Patria, ni de prestar servicio alguno a la madre España.
Ayer fueron nuestras Universidades, nuestros Colegios Mayores, nuestros Seminarios, los que cuidaron de la juventud, los que guiaron su camino, los que instruyeron a la infancia, los que le imprimieron esa espiritualidad, esa Fe, ese entusiasmo de aquellas otras juventudes que hicieron renacer la edad dorada, en que se suceden los triunfos, en que se suceden las glorias; aquella edad dorada, fruto de una espiritualidad, espiritualidad que incrementamos mucho, y espiritualidad que fue decayendo, que fue perdiéndose al tiempo que entraban en el solar español los extranjerismos, al tiempo que el materialismo invadía todas las actividades.
Y conforme se iba perdiendo la pureza de costumbres, la pureza de pensamientos, la idea de sacrificio, surgían las épocas degeneradas, surgieron esas juventudes que vieron perder un Imperio y no alzaron los brazos como vosotros, ni se movieron como vosotros.
Por eso, hemos de cuidar la educación de la juventud, de eso, hemos de cuidar la educación de la juventud, de esta juventud gloriosa, de esta juventud ejemplar, que haciendo un lema de la disciplina y de la jerarquía, no bastardea, al servicio de la Nueva España.”
Francisco Franco Bahamonde, Caudillo de España
Discurso a las Juventudes del S.E.U. (12 de octubre de 1937)
(RCS)
A Missa de rito latino-gregoriano - 6
O Padre Daniel Cooper inicia a análise das orações que constituem o ordinário da Missa tradicional.
JSarto
As toupeiras vermelhas - 3
O "Pacto de Metz", ou a razão por que o comunismo não foi condenado pelo V2. Uma história bem triste e sórdida…
JSarto
JSarto
Vamos travar o bom combate!

Conforme sustentava Charles Maurras, não existem causas antecipadamente perdidas! Por isso, eis que surge agora o "Pela Vida", um blogue colectivo em defesa da vida humana inocente e indefesa, do qual muito me honra ser um dos colaboradores.
JSarto
JSarto
sábado, outubro 21, 2006
A Missa de rito latino-gregoriano - 5
O abuso da comunhão na mão. Sublinhe-se que a prática de os leigos comungarem sob ambas as espécies consagradas a que o Padre Daniel Cooper alude, muito comum em todos os Estados Unidos nas paróquias da Igreja pós-conciliar, não foi adoptada pelas dioceses nacionais.
JSarto
JSarto
sexta-feira, outubro 20, 2006
Aborto, imagens e palavras - 4

Os bispos portugueses pronunciaram-se em nota pastoral publicada no dia de ontem, intitulada "Razões para escolher a vida", sobre a questão do aborto. Congratulamo-nos com a posição agora assumida, a única possível face à doutrina tradicional católica, e transcrevemos de seguida a referida nota, sendo os destaques feitos da nossa exclusiva responsabilidade:
1. A Assembleia da República decidiu sujeitar, mais uma vez, a referendo popular o alargamento das condições legais para a interrupção voluntária da gravidez, acto vulgarmente designado por aborto voluntário. Esta proposta já foi rejeitada em referendo anterior, embora a percentagem de opiniões expressas não tivesse sido suficiente para tornar a escolha do eleitorado constitucionalmente irreversível, o que foi aproveitado pelos defensores do alargamento legal do aborto voluntário.
Nós, Bispos Católicos, sentimos perplexidade acerca desta situação. Antes de mais porque acreditamos, como o fez a Igreja desde os primeiros séculos, que a vida humana, com toda a sua dignidade, existe desde o primeiro momento da concepção. Porque consideramos a vida humana um valor absoluto, a defender e a promover em todas as circunstâncias, achamos que ela não é referendável e que nenhuma lei permissiva respeita os valores éticos fundamentais acerca da Vida, o que se aplica também à Lei já aprovada. Uma hipotética vitória do “não” no próximo referendo não significa a nossa concordância com a Lei vigente.
2. Para os fiéis católicos o aborto provocado é um pecado grave porque é uma violação do 5º Mandamento da Lei de Deus, “não matarás”, e é-o mesmo quando legalmente permitido.
Mas este mandamento limita-se a exprimir um valor da lei natural, fundamento de uma ética universal. O aborto não é, pois, uma questão exclusivamente da moral religiosa; ele agride valores universais de respeito pela vida. Para os crentes acresce o facto de, na Sua Lei, Deus ter confirmado que esse valor universal é Sua vontade.
Não podemos, pois, deixar de dizer aos fiéis católicos que devem votar “não” e ajudar a esclarecer outras pessoas sobre a dignidade da vida humana, desde o seu primeiro momento. O período de debate e esclarecimento que antecede o referendo não é uma qualquer campanha política, mas sim um período de esclarecimento das consciências. A escolha no dia do referendo é uma opção de consciência, que não deve ser influenciada por políticas e correntes de opinião. Nós, os Bispos, não entramos em campanhas de tipo político, mas não podemos deixar de contribuir para o esclarecimento das consciências. Pensamos particularmente nos jovens, muitos dos quais votam pela primeira vez e para quem a vida é uma paixão e tem de ser uma descoberta.
Assim enunciamos, de modo simples, as razões para votar “não” e escolher a Vida:
1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião. E esta é hoje uma certeza confirmada pela Ciência: todas as características e potencialidades do ser humano estão presentes no embrião. A vida é, a partir desse momento, um processo de desenvolvimento e realização progressiva, que só acabará na morte natural. O aborto provocado, sejam quais forem as razões que levam a ele, é sempre uma violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica eticamente.
2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do “aborto clandestino”, que acrescenta aos traumas espirituais no coração da mulher-mãe que interrompe a sua gravidez, os riscos de saúde inerentes à precariedade das situações em que consuma esse acto. Não somos insensíveis a esse drama; na confidencialidade do nosso ministério conhecemos-lhe dimensões que mais ninguém conhece. A luta contra este drama social deve empenhar todos e passa por um planeamento equilibrado da fecundidade, por um apoio decisivo às mulheres para quem a maternidade é difícil, pela dissuasão de todos os que intervêm lateralmente no processo, frequentemente com meros fins lucrativos.
3ª. Não se trata de uma mera “despenalização”, mas sim de uma “liberalização legalizada”, pois cria-se um direito cívico, de recurso às instituições públicas de saúde, preparadas para defender a vida e pagas com dinheiro de todos os cidadãos.
“Penalizar” ou “despenalizar” o aborto clandestino, é uma questão de Direito Penal. Nunca fizemos disso uma prioridade na nossa defesa da vida, porque pensamos que as mulheres que passam por essa provação precisam mais de um tratamento social do que penal. Elas precisam de ser ajudadas e não condenadas; foi a atitude de Jesus perante a mulher surpreendida em adultério: “alguém te condenou?... Eu também não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar”. [ver as nossas "Telegráficas sobre o aborto"]
Mas nem todas as mulheres que abortam estão nas mesmas circunstâncias e há outros intervenientes no aborto que merecem ser julgados. É que tirar a vida a um ser humano é, em si mesmo, criminoso.
4ª. O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.
5ª. O aborto não é uma questão política, mas de direitos fundamentais. O respeito pela vida é o principal fundamento da ética, e está profundamente impresso na nossa cultura. É função das leis promoverem a prática desse respeito pela vida. A lei sobre a qual os portugueses vão ser consultados em referendo, a ser aprovada, significa a degenerescência da própria lei. Seria mais um caso em que aquilo que é legal não é moral.
3. Pedimos a todos os fiéis católicos e a quantos partilham connosco esta visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências. Façam-no com serenidade, com respeito e com um grande amor à vida. E encorajamos as pessoas e instituições que já se dedicam generosamente às mães em dificuldade e às próprias crianças que conseguiram nascer.
Lisboa, 19 de Outubro de 2006
JSarto
1. A Assembleia da República decidiu sujeitar, mais uma vez, a referendo popular o alargamento das condições legais para a interrupção voluntária da gravidez, acto vulgarmente designado por aborto voluntário. Esta proposta já foi rejeitada em referendo anterior, embora a percentagem de opiniões expressas não tivesse sido suficiente para tornar a escolha do eleitorado constitucionalmente irreversível, o que foi aproveitado pelos defensores do alargamento legal do aborto voluntário.
Nós, Bispos Católicos, sentimos perplexidade acerca desta situação. Antes de mais porque acreditamos, como o fez a Igreja desde os primeiros séculos, que a vida humana, com toda a sua dignidade, existe desde o primeiro momento da concepção. Porque consideramos a vida humana um valor absoluto, a defender e a promover em todas as circunstâncias, achamos que ela não é referendável e que nenhuma lei permissiva respeita os valores éticos fundamentais acerca da Vida, o que se aplica também à Lei já aprovada. Uma hipotética vitória do “não” no próximo referendo não significa a nossa concordância com a Lei vigente.
2. Para os fiéis católicos o aborto provocado é um pecado grave porque é uma violação do 5º Mandamento da Lei de Deus, “não matarás”, e é-o mesmo quando legalmente permitido.
Mas este mandamento limita-se a exprimir um valor da lei natural, fundamento de uma ética universal. O aborto não é, pois, uma questão exclusivamente da moral religiosa; ele agride valores universais de respeito pela vida. Para os crentes acresce o facto de, na Sua Lei, Deus ter confirmado que esse valor universal é Sua vontade.
Não podemos, pois, deixar de dizer aos fiéis católicos que devem votar “não” e ajudar a esclarecer outras pessoas sobre a dignidade da vida humana, desde o seu primeiro momento. O período de debate e esclarecimento que antecede o referendo não é uma qualquer campanha política, mas sim um período de esclarecimento das consciências. A escolha no dia do referendo é uma opção de consciência, que não deve ser influenciada por políticas e correntes de opinião. Nós, os Bispos, não entramos em campanhas de tipo político, mas não podemos deixar de contribuir para o esclarecimento das consciências. Pensamos particularmente nos jovens, muitos dos quais votam pela primeira vez e para quem a vida é uma paixão e tem de ser uma descoberta.
Assim enunciamos, de modo simples, as razões para votar “não” e escolher a Vida:
1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião. E esta é hoje uma certeza confirmada pela Ciência: todas as características e potencialidades do ser humano estão presentes no embrião. A vida é, a partir desse momento, um processo de desenvolvimento e realização progressiva, que só acabará na morte natural. O aborto provocado, sejam quais forem as razões que levam a ele, é sempre uma violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica eticamente.
2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do “aborto clandestino”, que acrescenta aos traumas espirituais no coração da mulher-mãe que interrompe a sua gravidez, os riscos de saúde inerentes à precariedade das situações em que consuma esse acto. Não somos insensíveis a esse drama; na confidencialidade do nosso ministério conhecemos-lhe dimensões que mais ninguém conhece. A luta contra este drama social deve empenhar todos e passa por um planeamento equilibrado da fecundidade, por um apoio decisivo às mulheres para quem a maternidade é difícil, pela dissuasão de todos os que intervêm lateralmente no processo, frequentemente com meros fins lucrativos.
3ª. Não se trata de uma mera “despenalização”, mas sim de uma “liberalização legalizada”, pois cria-se um direito cívico, de recurso às instituições públicas de saúde, preparadas para defender a vida e pagas com dinheiro de todos os cidadãos.
“Penalizar” ou “despenalizar” o aborto clandestino, é uma questão de Direito Penal. Nunca fizemos disso uma prioridade na nossa defesa da vida, porque pensamos que as mulheres que passam por essa provação precisam mais de um tratamento social do que penal. Elas precisam de ser ajudadas e não condenadas; foi a atitude de Jesus perante a mulher surpreendida em adultério: “alguém te condenou?... Eu também não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar”. [ver as nossas "Telegráficas sobre o aborto"]
Mas nem todas as mulheres que abortam estão nas mesmas circunstâncias e há outros intervenientes no aborto que merecem ser julgados. É que tirar a vida a um ser humano é, em si mesmo, criminoso.
4ª. O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.
5ª. O aborto não é uma questão política, mas de direitos fundamentais. O respeito pela vida é o principal fundamento da ética, e está profundamente impresso na nossa cultura. É função das leis promoverem a prática desse respeito pela vida. A lei sobre a qual os portugueses vão ser consultados em referendo, a ser aprovada, significa a degenerescência da própria lei. Seria mais um caso em que aquilo que é legal não é moral.
3. Pedimos a todos os fiéis católicos e a quantos partilham connosco esta visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências. Façam-no com serenidade, com respeito e com um grande amor à vida. E encorajamos as pessoas e instituições que já se dedicam generosamente às mães em dificuldade e às próprias crianças que conseguiram nascer.
Lisboa, 19 de Outubro de 2006
JSarto
terça-feira, outubro 17, 2006
As toupeiras vermelhas - 2

Na sequência do postal anterior, recordei-me de uma entrevista que li há uns meses atrás, originalmente concedida por Alice von Hildebrand (viúva de Dietrich von Hildebrand) à "The Latin Mass Magazine", número do Verão de 2001, e republicada no blogue católico tradicional norte-americano "Scriptures and Catholic Tradition". Recomendando vivamente a leitura integral de tal entrevista, transcrevo neste espaço as seguintes passagens da mesma, por as considerar de importância crucial. Aqui as deixo:
TLM: You realize, of course, Doctor, that as soon as you mention this idea of infiltration, there will be those who roll their eyes in exasperation and remark, "Not another conspiracy theory!"
AVH: I can only tell you what I know. It is a matter of public record, for instance, that Bella Dodd, the ex-Communist who reconverted to the Church, openly spoke of the Communist Party's deliberate infiltration of agents into the seminaries. She told my husband and me that when she was an active party member, she had dealt with no fewer than four cardinals within the Vatican "who were working for us."
Many a time I have heard Americans say that Europeans "smell conspiracy wherever they go." But from the beginning, the Evil One has "conspired" against the Church -- and has always aimed in particular at destroying the mass and sapping belief in the Real Presence of Christ in the Eucharist. That some people are empted to blow this undeniable fact out of proportion is no reason for denying its reality. On the other hand, I, European born, am tempted to say that many Americans are naive; living in a country that has been blessed by peace, and knowing little about history, they are more likely than Europeans (whose history is a tumultuous one) to fall prey to illusion. Rousseau has had an enormous influence in the United States. When Christ said to His apostles at the Last Supper that "one of you will betray me," the apostles were stunned. Judas had played his hand so artfully that no one suspected him, for a cunning conspirator knows how to cover his tracks with a show of orthodoxy.
TLM: Do the books by the Italian priest you mentioned before the interview contain documentation that would provide evidence of this infiltration?AVH: The two books I mentioned were published in 1998 and 2000 by an Italian priest, Don Luigi Villa of the diocese of Brescia, who at the request of Padre Pio has devoted many years of his life to the investigation of the possible infiltration of both Freemasons and Communists into the Church. My husband and I met Don Villa in the sixties. He claims that he does not make any statement that he cannot substantiate. When Paulo Sesto Beato? (1998) was published the book was sent to every single Italian bishop. None of them acknowledged receipt; none challenged any of Don Villa's claims.
In this book, he relates something that no ecclesiastical authority has refuted or asked to be retracted -- even though he names particular personalities in regard to the incident. It pertains to the rift between Pope Pius XII and then Bishop Montini (the future Paul VI) who was his Undersecretary of State. Pius XII, conscious of the threat of Communism, which in the aftermath of World War II was dominating nearly half of Europe, had prohibited the Vatican staff from dealing with Moscow. To his dismay, he was informed one day through the Bishop of Upsala (Sweden) that his strict order had been contravened. The Pope resisted giving credence to this rumor until he was given incontrovertible evidence that Montini had been corresponding with various Soviet agencies. Meanwhile, Pope Pius XII (as had Pius XI) had been sending priests clandestinely into Russia to give comfort to Catholics behind the Iron Curtain. Every one of them had been systematically arrested, tortured, and either executed or sent to the gulag. Eventually a Vatican mole was discovered: Alighiero Tondi, S.J., who was a close advisor to Montini. Tondi was an agent working for Stalin whose mission was to keep Moscow informed about initiatives such as the sending of priests into the Soviet Union.
Add to this Pope Paul's treatment of Cardinal Mindszenty. Against his will, Mindszenty was ordered by the Vatican to leave Budapest. As most everyone knows, he had escaped the Communists and sought refuge in the American embassy compound. The Pope had given him his solemn promise that he would remain primate of Hungary as long as he lived. When the Cardinal (who had been tortured by the Communists) arrived in Rome, Paul VI embraced him warmly, but then sent him to exile in Vienna. Shortly afterwards, this holy prelate was informed that he had been demoted, and had been replaced by someone more acceptable to the Hungarian Communist government. More puzzling, and tragically sad, is the fact that when Mindszenty died, no Church representative was present at his burial.
Another of Don Villa's illustrations of infiltration is one related to him by Cardinal Gagnon. Paul VI had asked Gagnon to head an investigation concerning the infiltration of the Church by powerful enemies. Cardinal Gagnon (at that time Archbishop) accepted this unpleasant task, and compiled a long dossier, rich in worrisome facts. When the work was completed, he requested an audience with Pope Paul in order to deliver personally the manuscript to the Pontiff. This request for a meeting was denied. The Pope sent word that the document should be placed in the offices of the Congregation for the Clergy, specifically in a safe with a double lock. This was done, by the very next day the safe deposit box was broken and the manuscript mysteriously disappeared. The usual policy of the Vatican is to make sure the news of such incidents never sees the light of day. Nevertheless, this theft was reported even in L'Osservatore Romano (perhaps under pressure because it had been reported in the secular press). Cardinal Gagnon, of course, had a copy, and once again asked the Pope for a private audience. Once again his request was denied. He then decided to leave Rome and return to his homeland in Canada. Later, he was called back to Rome by Pope John Paul II and made a cardinal.
TLM: Why did Don Villa write these works singling out Paul VI for criticism?
AVH: Don Villa reluctantly decided to publish the books to which I have alluded. But when several bishops pushed for beatification of Paul VI, this priest perceived it as a clarion call to print the information he had gathered through the years. In so doing, he was following the guidelines of a Roman Congregation, informing the faithful that it was their duty as members of the Church to relay to the Congregation any information that might militate against the candidate's qualifications for beatification.
Considering the tumultuous pontificate of Paul VI, and the confusing signals he was giving, e.g.: speaking about the "smoke of Satan that had entered the Church," yet refusing to condemn heresies officially; his promulgation of Humanae Vitae (the glory of his pontificate), yet his careful avoidance of proclaiming it ex cathedra; delivering his Credo of the People of God in Piazza San Pietro in 1968, and once again failing to declare it binding on all Catholics; disobeying the strict orders of Pius XII to have no contact with Moscow, and appeasing the Hungarian Communist government by reneging on the solemn promise he had made to Cardinal Mindszenty; his treatment of holy Cardinal Slipyj, who had spent seventeen years in a Gulag, only to be made a virtual prisoner in the Vatican by Paul VI; and finally asking Archbishop Gagnon to investigate possible infiltration in the Vatican, only to refuse him and audience when his work was completed -- all these speak strongly against the beatification of Paolo VI, dubbed in Rome, "Paolo Sesto, Mesto" (Paul VI, the sad one).
That the duty to publish this depressing information was onerous and cost Don Villa great sorrow cannot be doubted. Any Catholic rejoices when he can look up to a Pope with boundless veneration. But Catholics also know that even though Christ never promised He would give us perfect leaders, He did promise that the gates of hell shall not prevail. Let us not forget that even thought the Church has had some very bad popes, and some mediocre ones, she ahs been blessed with many great popes. Eighty of them have been canonized and several have been beatified. This is a success story that does not bear parallel in the secular world.
God alone is the judge of Paul VI. But it cannot be denied that his pontificate was a very complex and tragic one. It was under him that, in the course of fifteen years, more changes were introduced in the Church than in all preceding centuries combined. What is worrisome is that we read the testimony of ex-Communists like Bella Dodd, and study Freemasonic documents (dating from the nineteenth century, and usually penned by fallen-away priests like Paul Roca), we can see that to a large extent, their agenda has been carried out: the exodus of priests and nuns after Vatican II, dissenting theologians not censured, feminism, the pressure put on Rome to abolish priestly celibacy, immorality in the clergy, blasphemous liturgies (see articles by David Hart in First Things, April 2001, "The Future of the Papacy"), the radical changes that have been introduced into the sacred liturgy (see Cardinal Ratzinger's book Milestones , pp. 126 and 148, Ignatius Press), and a misleading ecumenism. Only a blind person could deny that many of the Enemy's plan have been perfectly carried out.
JSarto
TLM: You realize, of course, Doctor, that as soon as you mention this idea of infiltration, there will be those who roll their eyes in exasperation and remark, "Not another conspiracy theory!"
AVH: I can only tell you what I know. It is a matter of public record, for instance, that Bella Dodd, the ex-Communist who reconverted to the Church, openly spoke of the Communist Party's deliberate infiltration of agents into the seminaries. She told my husband and me that when she was an active party member, she had dealt with no fewer than four cardinals within the Vatican "who were working for us."
Many a time I have heard Americans say that Europeans "smell conspiracy wherever they go." But from the beginning, the Evil One has "conspired" against the Church -- and has always aimed in particular at destroying the mass and sapping belief in the Real Presence of Christ in the Eucharist. That some people are empted to blow this undeniable fact out of proportion is no reason for denying its reality. On the other hand, I, European born, am tempted to say that many Americans are naive; living in a country that has been blessed by peace, and knowing little about history, they are more likely than Europeans (whose history is a tumultuous one) to fall prey to illusion. Rousseau has had an enormous influence in the United States. When Christ said to His apostles at the Last Supper that "one of you will betray me," the apostles were stunned. Judas had played his hand so artfully that no one suspected him, for a cunning conspirator knows how to cover his tracks with a show of orthodoxy.
TLM: Do the books by the Italian priest you mentioned before the interview contain documentation that would provide evidence of this infiltration?AVH: The two books I mentioned were published in 1998 and 2000 by an Italian priest, Don Luigi Villa of the diocese of Brescia, who at the request of Padre Pio has devoted many years of his life to the investigation of the possible infiltration of both Freemasons and Communists into the Church. My husband and I met Don Villa in the sixties. He claims that he does not make any statement that he cannot substantiate. When Paulo Sesto Beato? (1998) was published the book was sent to every single Italian bishop. None of them acknowledged receipt; none challenged any of Don Villa's claims.
In this book, he relates something that no ecclesiastical authority has refuted or asked to be retracted -- even though he names particular personalities in regard to the incident. It pertains to the rift between Pope Pius XII and then Bishop Montini (the future Paul VI) who was his Undersecretary of State. Pius XII, conscious of the threat of Communism, which in the aftermath of World War II was dominating nearly half of Europe, had prohibited the Vatican staff from dealing with Moscow. To his dismay, he was informed one day through the Bishop of Upsala (Sweden) that his strict order had been contravened. The Pope resisted giving credence to this rumor until he was given incontrovertible evidence that Montini had been corresponding with various Soviet agencies. Meanwhile, Pope Pius XII (as had Pius XI) had been sending priests clandestinely into Russia to give comfort to Catholics behind the Iron Curtain. Every one of them had been systematically arrested, tortured, and either executed or sent to the gulag. Eventually a Vatican mole was discovered: Alighiero Tondi, S.J., who was a close advisor to Montini. Tondi was an agent working for Stalin whose mission was to keep Moscow informed about initiatives such as the sending of priests into the Soviet Union.
Add to this Pope Paul's treatment of Cardinal Mindszenty. Against his will, Mindszenty was ordered by the Vatican to leave Budapest. As most everyone knows, he had escaped the Communists and sought refuge in the American embassy compound. The Pope had given him his solemn promise that he would remain primate of Hungary as long as he lived. When the Cardinal (who had been tortured by the Communists) arrived in Rome, Paul VI embraced him warmly, but then sent him to exile in Vienna. Shortly afterwards, this holy prelate was informed that he had been demoted, and had been replaced by someone more acceptable to the Hungarian Communist government. More puzzling, and tragically sad, is the fact that when Mindszenty died, no Church representative was present at his burial.
Another of Don Villa's illustrations of infiltration is one related to him by Cardinal Gagnon. Paul VI had asked Gagnon to head an investigation concerning the infiltration of the Church by powerful enemies. Cardinal Gagnon (at that time Archbishop) accepted this unpleasant task, and compiled a long dossier, rich in worrisome facts. When the work was completed, he requested an audience with Pope Paul in order to deliver personally the manuscript to the Pontiff. This request for a meeting was denied. The Pope sent word that the document should be placed in the offices of the Congregation for the Clergy, specifically in a safe with a double lock. This was done, by the very next day the safe deposit box was broken and the manuscript mysteriously disappeared. The usual policy of the Vatican is to make sure the news of such incidents never sees the light of day. Nevertheless, this theft was reported even in L'Osservatore Romano (perhaps under pressure because it had been reported in the secular press). Cardinal Gagnon, of course, had a copy, and once again asked the Pope for a private audience. Once again his request was denied. He then decided to leave Rome and return to his homeland in Canada. Later, he was called back to Rome by Pope John Paul II and made a cardinal.
TLM: Why did Don Villa write these works singling out Paul VI for criticism?
AVH: Don Villa reluctantly decided to publish the books to which I have alluded. But when several bishops pushed for beatification of Paul VI, this priest perceived it as a clarion call to print the information he had gathered through the years. In so doing, he was following the guidelines of a Roman Congregation, informing the faithful that it was their duty as members of the Church to relay to the Congregation any information that might militate against the candidate's qualifications for beatification.
Considering the tumultuous pontificate of Paul VI, and the confusing signals he was giving, e.g.: speaking about the "smoke of Satan that had entered the Church," yet refusing to condemn heresies officially; his promulgation of Humanae Vitae (the glory of his pontificate), yet his careful avoidance of proclaiming it ex cathedra; delivering his Credo of the People of God in Piazza San Pietro in 1968, and once again failing to declare it binding on all Catholics; disobeying the strict orders of Pius XII to have no contact with Moscow, and appeasing the Hungarian Communist government by reneging on the solemn promise he had made to Cardinal Mindszenty; his treatment of holy Cardinal Slipyj, who had spent seventeen years in a Gulag, only to be made a virtual prisoner in the Vatican by Paul VI; and finally asking Archbishop Gagnon to investigate possible infiltration in the Vatican, only to refuse him and audience when his work was completed -- all these speak strongly against the beatification of Paolo VI, dubbed in Rome, "Paolo Sesto, Mesto" (Paul VI, the sad one).
That the duty to publish this depressing information was onerous and cost Don Villa great sorrow cannot be doubted. Any Catholic rejoices when he can look up to a Pope with boundless veneration. But Catholics also know that even though Christ never promised He would give us perfect leaders, He did promise that the gates of hell shall not prevail. Let us not forget that even thought the Church has had some very bad popes, and some mediocre ones, she ahs been blessed with many great popes. Eighty of them have been canonized and several have been beatified. This is a success story that does not bear parallel in the secular world.
God alone is the judge of Paul VI. But it cannot be denied that his pontificate was a very complex and tragic one. It was under him that, in the course of fifteen years, more changes were introduced in the Church than in all preceding centuries combined. What is worrisome is that we read the testimony of ex-Communists like Bella Dodd, and study Freemasonic documents (dating from the nineteenth century, and usually penned by fallen-away priests like Paul Roca), we can see that to a large extent, their agenda has been carried out: the exodus of priests and nuns after Vatican II, dissenting theologians not censured, feminism, the pressure put on Rome to abolish priestly celibacy, immorality in the clergy, blasphemous liturgies (see articles by David Hart in First Things, April 2001, "The Future of the Papacy"), the radical changes that have been introduced into the sacred liturgy (see Cardinal Ratzinger's book Milestones , pp. 126 and 148, Ignatius Press), and a misleading ecumenism. Only a blind person could deny that many of the Enemy's plan have been perfectly carried out.
JSarto
As toupeiras vermelhas - 1
Recordações da Ilha de Jesus, Terceira, Açores, 2006 - 2




Ainda na Igreja do Colégio. De cima para baixo: 1º) Estátua do Beato João Baptista Machado, S.J., mártir do Japão; 2º) Relicário de Santo Inácio, num altar lateral; 3º) Pormenor de uma das paredes da sacristia forrada a azulejos holandeses; 4º) Altar lateral com as armas da Companhia de Jesus (trabalho de embutidos de madeira).
JSarto
segunda-feira, outubro 16, 2006
O Papa Bento XVI e a tradição - 6

A ler:
- "The Ideological re-writing of the Second Vatican Council and Fundamental Misinterpretations", a propósito das muitas incorrecções que nos últimos dias têm sido proferidas na comunicação social (e não só) acerca da "missa em latim", no "The New Liturgical Movement";
- "The Possible Future of the Tridentine Liturgy: An Analysis", onde se alvitra sobre as modalidades de que se poderá revestir o esperado indulto papal relativo à Missa Tradicional de rito latino-gregoriano, também no "The New Liturgical Movement". Pela nossa parte, embora vejamos muito positivamente a libertação total do rito tradicional, ainda que a título de rito extraordinário da Igreja do Ocidente, nem por isso nos olvidamos do conteúdo da sempre vigente bula "Quo Primum", de São Pio V;
- "Traditional Mass document said to be imminent", no "Athanasius Contra Mundum";
- "What you will not find here", no "Rorate-Caeli".
Estes dois últimos artigos aconselham sabiamente à prudência no assunto e ao redobrar oração, para que o objectivo tão querido a todos os católicos fiéis à tradição possa ser alcançado - a libertação completa da Missa Tradicional de rito latino-gregoriano das amarras que a tolhem.
JSarto
- "The Ideological re-writing of the Second Vatican Council and Fundamental Misinterpretations", a propósito das muitas incorrecções que nos últimos dias têm sido proferidas na comunicação social (e não só) acerca da "missa em latim", no "The New Liturgical Movement";
- "The Possible Future of the Tridentine Liturgy: An Analysis", onde se alvitra sobre as modalidades de que se poderá revestir o esperado indulto papal relativo à Missa Tradicional de rito latino-gregoriano, também no "The New Liturgical Movement". Pela nossa parte, embora vejamos muito positivamente a libertação total do rito tradicional, ainda que a título de rito extraordinário da Igreja do Ocidente, nem por isso nos olvidamos do conteúdo da sempre vigente bula "Quo Primum", de São Pio V;
- "Traditional Mass document said to be imminent", no "Athanasius Contra Mundum";
- "What you will not find here", no "Rorate-Caeli".
Estes dois últimos artigos aconselham sabiamente à prudência no assunto e ao redobrar oração, para que o objectivo tão querido a todos os católicos fiéis à tradição possa ser alcançado - a libertação completa da Missa Tradicional de rito latino-gregoriano das amarras que a tolhem.
JSarto
Ennio Morricone - "The Good, The Bad and The Ugly"
E já que chamei Ennio Morricone à colação, aqui fica "The Good, The Bad and The Ugly".
JSarto
JSarto
Ennio Morricone - "Gabriel's Oboe"
Depois do jesuítico passeio, vem mesmo a calhar este "Gabriel's Oboe", de Ennio Morricone.
JSarto
Recordações da Ilha de Jesus (Terceira), Açores, 2006 - 1








Um postal à maneira do Je Maintiendrai: a tridentina Igreja do Colégio dos Jesuítas, em Angra, Ilha de Jesus (Terceira), Açores - Agosto de 2006.
JSarto
JSarto
domingo, outubro 15, 2006
Aborto, imagens e palavras - 3

Feto de dez semanas fotografado pelo Professor Stuart Campbell, no ano de 2004, com recurso à técnica da ecografia tridimensional. Este obstetra e ginecologista britânico é autor do extraordinário livro "Watch me Grow", que possui uma tradução portuguesa intitulada exactamente "Vejam-me… Crescer!", publicada pela Edicare. Sobre as fotografias de Stuart Campbell, conhecer mais pormenores aqui e aqui.
Como todos sabem, os aborcionistas pretendem liberalizar completamente o crime do aborto até às dez semanas, arguindo com sofística e inescrupulosa má-fé que nesse momento ainda não nos encontramos perante um ser humano…
JSarto
Como todos sabem, os aborcionistas pretendem liberalizar completamente o crime do aborto até às dez semanas, arguindo com sofística e inescrupulosa má-fé que nesse momento ainda não nos encontramos perante um ser humano…
JSarto
Uma reflexão profética de Dietrich von Hildebrand
De "La Vigne Ravagée", tradução francesa de "Devastated Vineyard", da autoria do grande Dietrich von Hildebrand, obra originalmente publicada no ano de 1973, transcrevo de seguida alguns trechos do capítulo apropriadamente chamado "La Grande Déception", onde o ilustre tradicionalista arrasa a reforma litúrgica do V2. Era minha vontade publicar tal capítulo na sua totalidade, tão importante que ele é, mas devido aos condicionalismos de espaço e tempo óbvios, aqui ficam as partes mais importantes do mesmo:
Au cours du deuxième Concile du Vatican on espérait le grande Renouveau de la Religion, sa "déconventionalisation" et son approfondissement. Mais si quelqu'un venait à considerer, sans parti pris, l'Eglise d'aujourd'hui et la comparait à l'Église de 1956, qu'est-ce qui lui sauterait le plus aux yeux? Des changements, certes, mais quant à un renouveau et à un approfondissement de la foi en la Révelation du Christ, telle que elle est formulée dans le "depositum fidei", quant à une vie plus active dans le Christ, à une imitation plus fidèle du Christ, il rechercherait tout cela en vain.
(...)
La nouvelle liturgie, on le peut dire, n'est pas sortie des mains de saints, d'"homines religiosi", ni même d'artistes ou de poètes. Elle a été fabriquée par de soi-disant experts qui n'avaient nulle conscience de leur inaptitude pour une telle tache en notre temps, et de leur manque total de talent. De nos jours, on rencontre des hommes remarquables dans les domaines de la technique et de la recherche medicale. Il n'en est pas hélas! pour produire organiquement des expressions nouvelles dans le domaine religieux. Notre monde est dépoétisé. Il est pratique. Il est vulgaire. Raison de plus, nous semble-t-il, pour s'approcher avec un infini respect des trésors religieux que nous ont transmis des âges plus heureux, et non oser prétendre faire mieux que les saints et artistes de siècles du passé!
(...)
En verité, si l'un des démons du roman "Screwtape Letters" de C. S. Lewis s'était vu confier le sabotage de la liturgie, il n'aurait pas fait mieux!
Hier encore, l'attitude de notre corps elle-même jouait un rôle d'expression religieuse, combien profonde: s'asseoir pour entendre la Lecture et à l'Offertoire, se tenir debout au Gloria, à l'Evangile et au Credo et se tenir à genoux en adoration tout au long du Canon. Et aujourd'hui? Une sucession ininterrompue de "debout", "assis", comme à la caserne ou à l'école, qui nuit au recueillement de tous.
(...)
Le latin universel, qui, à travers les siècles, était resté la langue sacrée de l'Eglise Catholique Romaine, a été remplacé par une langue vulgaire et, chose pire, est traduit de telle manière qu'il devient difficile, voire impossible, d'être introduit dans le monde sacré du surnaturel qui tend ainsi à être remplacé par un monde profane. - Que dire de la supression du chant grégorien, voix glorieuse de l'Eglise, qui planait au-dessus du temps et qui avait presque le caractère d'un "sacramental"? - Nous le demandons: tous ces changements servent-ils à renouveler la Foi à la revivifier? C'est le contraire, hélas! qui est constaté. Les vocations au sacerdoce sont de plus en plus rares, et il n'y a pour ainsi dire de conversions.
Nous le disons franchement. Le nouvel "Ordo missae" (ainsi que la réforme de l'année liturgique) est tellement terne, inarticulé et artificiel qu'il ne pourra subsister longtemps. La messe tridentine, nous ne saurions l'oublier, était célébrée, dans sa substance, bien avant le Concile de Trente. De l'arrangement des fêtes du Seigneur, de la sainte Vierge et des saints - et même du Commune Sanctorum - émanait une atmosphère trés puissante dans sa structure organique et dans sa beauté, tout spécialement avec le chant grégorien. Par l'effet même de ses vertus, la liturgie possédait une force vivant si marquée que les siècles écoulés n'ont pu en ternir la splendeur et en voiler la merveilleuse profondeur. - Tout cela est sacrifié par la réforme. Il nous est donc légitime d'espérer que la liturgie nouvelle ne pourra pas durer. Du seul point de vue pastoral - qui prévaut aujourd'hui -, elle a grandement déçu. Nous attendons. L'Église, sous peu, reviendra à la glorieuse messe de Saint Pie V et à l'admirable structure de l'année liturgique. [destaques nossos]
JSarto
Au cours du deuxième Concile du Vatican on espérait le grande Renouveau de la Religion, sa "déconventionalisation" et son approfondissement. Mais si quelqu'un venait à considerer, sans parti pris, l'Eglise d'aujourd'hui et la comparait à l'Église de 1956, qu'est-ce qui lui sauterait le plus aux yeux? Des changements, certes, mais quant à un renouveau et à un approfondissement de la foi en la Révelation du Christ, telle que elle est formulée dans le "depositum fidei", quant à une vie plus active dans le Christ, à une imitation plus fidèle du Christ, il rechercherait tout cela en vain.
(...)
La nouvelle liturgie, on le peut dire, n'est pas sortie des mains de saints, d'"homines religiosi", ni même d'artistes ou de poètes. Elle a été fabriquée par de soi-disant experts qui n'avaient nulle conscience de leur inaptitude pour une telle tache en notre temps, et de leur manque total de talent. De nos jours, on rencontre des hommes remarquables dans les domaines de la technique et de la recherche medicale. Il n'en est pas hélas! pour produire organiquement des expressions nouvelles dans le domaine religieux. Notre monde est dépoétisé. Il est pratique. Il est vulgaire. Raison de plus, nous semble-t-il, pour s'approcher avec un infini respect des trésors religieux que nous ont transmis des âges plus heureux, et non oser prétendre faire mieux que les saints et artistes de siècles du passé!
(...)
En verité, si l'un des démons du roman "Screwtape Letters" de C. S. Lewis s'était vu confier le sabotage de la liturgie, il n'aurait pas fait mieux!
Hier encore, l'attitude de notre corps elle-même jouait un rôle d'expression religieuse, combien profonde: s'asseoir pour entendre la Lecture et à l'Offertoire, se tenir debout au Gloria, à l'Evangile et au Credo et se tenir à genoux en adoration tout au long du Canon. Et aujourd'hui? Une sucession ininterrompue de "debout", "assis", comme à la caserne ou à l'école, qui nuit au recueillement de tous.
(...)
Le latin universel, qui, à travers les siècles, était resté la langue sacrée de l'Eglise Catholique Romaine, a été remplacé par une langue vulgaire et, chose pire, est traduit de telle manière qu'il devient difficile, voire impossible, d'être introduit dans le monde sacré du surnaturel qui tend ainsi à être remplacé par un monde profane. - Que dire de la supression du chant grégorien, voix glorieuse de l'Eglise, qui planait au-dessus du temps et qui avait presque le caractère d'un "sacramental"? - Nous le demandons: tous ces changements servent-ils à renouveler la Foi à la revivifier? C'est le contraire, hélas! qui est constaté. Les vocations au sacerdoce sont de plus en plus rares, et il n'y a pour ainsi dire de conversions.
Nous le disons franchement. Le nouvel "Ordo missae" (ainsi que la réforme de l'année liturgique) est tellement terne, inarticulé et artificiel qu'il ne pourra subsister longtemps. La messe tridentine, nous ne saurions l'oublier, était célébrée, dans sa substance, bien avant le Concile de Trente. De l'arrangement des fêtes du Seigneur, de la sainte Vierge et des saints - et même du Commune Sanctorum - émanait une atmosphère trés puissante dans sa structure organique et dans sa beauté, tout spécialement avec le chant grégorien. Par l'effet même de ses vertus, la liturgie possédait une force vivant si marquée que les siècles écoulés n'ont pu en ternir la splendeur et en voiler la merveilleuse profondeur. - Tout cela est sacrifié par la réforme. Il nous est donc légitime d'espérer que la liturgie nouvelle ne pourra pas durer. Du seul point de vue pastoral - qui prévaut aujourd'hui -, elle a grandement déçu. Nous attendons. L'Église, sous peu, reviendra à la glorieuse messe de Saint Pie V et à l'admirable structure de l'année liturgique. [destaques nossos]
JSarto
O aborto é uma questão religiosa
Tenho aqui criticado muitas vezes os bispos portugueses, e até com grande severidade. Por esse motivo, é agora justo elogiar também a posição assumida por Dom Jorge Ortiga, Arcebispo-Primaz de Braga, com estas declarações, através das quais acaba por salvar a honra e dignidade do episcopado nacional e repor a verdade acerca da questão do aborto.
JSarto
JSarto
Como rechazar el aborto con sus mismos argumentos


Da excelente revista espanhola de cultura católica "Arbil", de seguida e na íntegra, oferecemos este preciosíssimo artigo da autoria de Max Silva Abbot:
Se dice, por parte de los defensores del aborto, que el resultado de la concepción no sería de inmediato un ser humano, sino sólo a partir de un momento determinado posterior. ¿Qué momento sublime y misterioso es aquél? Parece algo que sólo la ley —curiosamente— está en condiciones de resolver, justificada por ciertos veredictos “científicos” altamente cuestionables. El punto es que, cualquiera sea la fecha en que “surge” un ser humano —diríamos que por una inexplicable “generación espontánea”—, la frontera entre lo “humano” y lo “prehumano” —sin saber en definitiva qué es esto último— resulta una arbitrariedad absoluta e indesmentible. A este respecto surgen dos problemas.
El primero es el fundamento de la fecha fronteriza, sea tal o cual. Recalcando nuevamente que siempre se trata de una arbitrariedad, pareciera imponerse la idea de que sería a partir del día 14° que el producto de la concepción se transformaría en un ser humano, debido a tener ya visible o identificable el sistema nervioso. Pero tal como esta “justificación”, cabe cualquier otra, igualmente removible. Pendería así de un elemento muy frágil y cambiante el momento en que se empieza a ser sujeto de derechos: el acuerdo manifestado a través de la ley. Curioso que sea precisamente la ley la que graciosamente “con- ceda” la calidad de persona, siendo que los Derechos Humanos justamente pretenden imponerse o estar por encima de ella con el fin de evitar sus posibles arbitrariedades. Es decir, nos encontramos frente a una situación circular, en que aquello que existe y se invoca para proteger de la ley abusiva —los Derechos Humanos— tiene su punto de nacimiento en esa misma ley. Así, entonces, ¿quién está realmente a un nivel más alto? El asunto es importante porque, con igual facilidad, podría esa misma ley convertirse en el “certificado de defunción” de los Derechos Humanos, como en el caso de la eutanasia.
Pero la segunda cuestión es la que constituye el fondo del problema: si sólo a partir —por poner cualquier fecha— del día 14° el producto de la concepción es un hombre, ¿qué era antes de ese instante misterioso y de transformación radical? La pregunta no es nada de absurda y, por el contrario, es una valla ineludible si se pretende justificar “racionalmente” al aborto, en vez de reconocer abiertamente y sin piruetas semánticas, que obedece a una decisión arbitraria e inhumana.
En efecto, siguiendo con el planteamiento dado, habría que concluir que como antes del día no era un ser humano, estábamos en presencia de otra cosa: una planta, una piedra, un gusano, simplemente células, etc. ¿Parece aceptable? Francamente no, porque es obvio que en todo su proceso de desarrollo existe algo que inequívocamente lo dirige, cual es que se trata de un ser humano y no de otra cosa. Y esto se confirma incluso con el mismo argumento de los que ponen el día 14° como el de la aparición de un hombre.
En efecto, si resulta —por decir algo— que es el sistema nervioso lo que haría surgir a un hombre, ¿por qué aparece o se desarrolla ese sistema nervioso? No puede deberse a un azar, porque, en caso contrario, ello podría ocurrir en cualquier otro ser vivo, como por ejemplo un perro. ¿Podría decirse, en consecuencia, que en un lapso cualquiera, un embrión de perro pueda convenirse en hombre por aparecer un sistema nervioso, no cualquiera sino que específicamente humano? La respuesta es, obviamente, negativa. ¿Por qué? Porque era un perro, con padres caninos y, por tanto, con una naturaleza de perro que tiene desde el instante mismo de su concepción y que guía su desarrollo, haciéndola —aunque parezca una perogrullada— ser lo que es.
Con el hombre ocurre lo mismo: desde su concepción es un ser humano, porque todo su desarrollo posee ya una esencia que lo dirige. Negar esta naturaleza implicaría introducir el caos en todo lo que existe, cosa que precisamente la ciencia ha tratado de desmentir. Por eso, ella se traiciona a sí misma si pretende usar argumentos “científicos” para demostrar la justificación del aborto, porque negaría ese orden lógico.
Por tanto, forzoso es concluir que los padres humanos engendran un ser humano desde el primer momento, lo que es una regla lógica de cada género. Así, entonces, en caso de que el aborto tuviera argumentos razonables —y racionales—, se daría el absurdo de que el hombre sería el único ser que no podría dar origen a una descendencia de su misma especie.
Más aún, todos estos casos nos pondrían en presencia de un ente indeterminado, si cabe la expresión; una materia sin forma, siguiendo a Aristóteles; pura potencialidad de ser, pero sin la especificidad necesaria para que realmente sea; una especie de “materia prima”, nadie sabe exactamente de qué. Lo anterior también puede abordarse desde otro ángulo: si se llegara a aceptar que antes de algún momento el producto de la concepción no es un ser determinado en el caso del hombre, lo mismo debiera aplicarse a todo animal. De esta manera, si bien los plazos serían diferentes según el tipo de embarazo, cada especie tendría un momento de preespecie o de preexistencia en que no era lo que actualmente es, pero que, pese a ello, por algún motivo resultó ser lo que ahora es (?). Pero el absurdo podría llegar aún más lejos. Supóngase, por ejemplo, que en el campo de la ingeniería genética se consiguiera el máximo avance posible y se pudieran introducir muchos cambios en el embrión, cualquiera que fuese. Si se tomaran de esta manera —para seguir con el ejemplo— dos embriones, uno de un futuro hombre y otro de un futuro pero antes de que se “conviertan” en hombre y en perro (?) —si es que así las cosas se los pudiera diferenciar según esta teoría—, ¿cabría, mediante la genética, transformar el embrión “prehumano” en perro y el “preperro” en un ser humano? Nuevamente respondemos que no; porque, por mucho avance que se consiga en este campo, no se puede convertir una cosa en algo que no es. Y ello debido a que no existe un momento en que el feto no sea un hombre o un perro, y, por el contrario, siempre lo ha sido.
Por tanto, el producto de la concepción es desde su primer instante un ser humano; y lo anterior se confirma incluso con su nombre: “producto de la concepción”. En efecto, si “concebir” quiere decir dar origen a algo nuevo, cabría preguntarse: concepción, sí; pero, ¿de qué?
Las bases y límites del Consenso
Quizás una de las características más llamativas dentro del amplio espectro de doctrinas englobadas bajo el rótulo “positivismo jurídico” es la neta y tajante división entre el mundo del ser y del deber ser, entre el ámbito del Sein y del So/len, siendo sólo posible desde su perspectiva arribar a datos racionales o “científicos” en el primero de ellos. Por el contrario, a su juicio, el mundo de los valores pertenece al ámbito de lo ¡rracional, motivo por el cual queda sujeto a los pareceres y sentimientos más dispares que debe ‘asumir’ cada cual a su manera.
Lo anterior se une además a otra premisa fundamental, como es sabido: una marcada autonomía moral del sujeto, esto es, que cada individuo, dentro de su más amplia esfera de libertad, es quien determina su propia moralidad, siendo así absolutamente soberano para dar la orientación que estime conveniente a sus propias acciones, supuestamente —así suele decirse— de un modo responsable. De esta manera, respecto del ámbito moral, se unen irracionalidad y autonomía, lo que en verdad resulta bastante llamativo, si se toma en cuenta la importancia fundamental de este orden de cosas para la vida humana.
Ahora bien, el problema se presenta de inmediato debido al carácter social del ser humano; o, si se prefiere, razones mínimas de convivencia hacen aconsejable al menos proporcionar algún marco normativo para la interacción mutua, a fin de evitar una especie de “estado de naturaleza” al estilo hobbesiano. Mas, este mecanismo es sólo formal, no sustancial, hablándose en no pocas oportunidades de meras “reglas del juego”, sobre todo a propósito del sistema democrático. Es por este motivo que aun cuando se hayan planteado algunos caminos para intentar dotar de ciertas ‘reglas mínimas’ a la discusión ética, por lo general, se las concibe como meras pautas procedimentales, que a lo sumo pretenden impedir el uso de la violencia —al menos de manera no regulada—, pero que en ningún caso dan alguna pista sobre el fondo de dicha discusión o, si se prefiere, que no arriban a contenido material alguno a este respecto.
Sin embargo, todas estas “reglas” se justifican, aún sin saberlo, en un dato bastante más real y “objetivo” o, si se prefiere, bastante menos “irracional” o meramente “asumido” de lo que se cree. Este dato no es otro que la consideración de la persona como un ser digno, que merece respeto y, por tanto, que no puede ser tratado de cualquier manera. Sólo este sustrato implícito explica por qué se considera ilegítimo el uso de la fuerza —al menos de una manera no regulada— o, también, la imposición de unos sobre otros o, si se prefiere, por qué son defendidos el diálogo y la tolerancia, tenidos como valores absolutos. Dicho de otro modo: el contenido de la moral, sea individual o social, puede ser cualquiera —en virtud de su supuesta irracionalidad y la autonomía de los sujetos—, con excepción de la tolerancia y del consenso. En estos aspectos se impone, por así decir, un curioso dogmatismo o, si se prefiere, un llamativo “objetivismo moral”: todo es discutible, excepto que tenemos que discutir (debido a lo cual resulta inaceptable que unos intenten imponerse a otros por la fuerza) para llegar a determinar lo que se considera bueno o malo. Mas aún cuando se trata de un objetivismo moral meramente procedimental, a fin de cuentas descansa sobre la misma convicción —no importa si es más ‘racional’ o ‘sentimental’—: la consideración del sujeto (o al menos de algunos sujetos) como dignos de respeto o, si se prefiere, se manifiesta en un curioso consenso (que incluso podría asimilarse a un ‘dogma’, desde estas mismas premisas) en cuanto a la condena del uso de la violencia.
Se podrá decir que esta conclusión (preferir el acuerdo a la violencia) resulta evidente, y así es. Mas, el problema de su ‘evidencia’, desde la perspectiva que se está comentando, radica en que para ella esta conclusión arranca o de valores ‘preasumidos’ (motivo por el cual resulta impropio hablar de ‘evidencias’, porque lo ‘evidente’ no sólo alude a un dato real y objetivo, sino, además, indubitable), o de los hechos, esto es, de las consecuencias o resultados —también evidentes— que origina acudir al consenso por un lado, y a la violencia por otro. En este último evento, no cabe duda de que es mejor el primer resultado que el segundo; mas, de ser coherentes con estas premisas, se estarían desprendiendo valores a partir de meros hechos, o si se prefiere, se estaría concluyendo lo positivo o benéfico del consenso en vez de la violencia, por los resultados a los que conduce una y otra forma de proceder. Mas, esos resultados son simples hechos, datos, un Sein; comprobables, pero absolutamente independientes del mundo de los valores, un Sollen. En consecuencia, y de acuerdo a la llamada ‘falacia naturalista’ —otro lugar común de la epistemología positivista—, se estaría dando un salto lógico, a partir—se insiste nuevamente— de las premisas manejadas por estas corrientes (y no de la realidad de las cosas, evidentemente).
También existe otra premisa más fundamental todavía, sobre la cual se ha construido este sistema de acuerdos procedimentales que parte del ‘dogma’ según el cual, el acuerdo es mejor que la violencia (‘dogma’, se insiste, porque no se puede demostrar racionalmente en el plano de los valores, ni desprenderse de los meros hechos, de acuerdo a estas premisas). Este ‘dato’ es absolutamente obvio, pero por lo mismo, muchas veces es pasado por alto. Consiste en que los sujetos que actúan en el acuerdo, son capaces de ponerse de acuerdo. O, si se prefiere, se está partiendo de la base de que los sujetos intervinientes son racionales, motivo por el cual pueden intercambiar ideas, visiones del mundo. Lo anterior no deja de tener su importancia. En efecto, puesto que el carácter de ‘persona’ es un atributo que de acuerdo al positivismo jurídico kelseniano es ‘dado’ u ‘otorgado’ a los sujetos por el ordenamiento jurídico (al punto que aquellos a los que no se les atribuya este carácter, no serían ‘personas’), da la impresión de que es la ley positiva la que determina con absoluta autonomía quiénes son y quiénes no son ‘persona’. Mas, de existir realmente esta autonomía, esto es, si en verdad la ley positiva pudiera determinar quiénes son o no ‘persona’, no sólo podría quitarle dicho carácter a ciertos miembros de la especie humana (como ocurre, por ejemplo, muchas veces con los no nacidos), sino que, además, podría otorgárselo a otras clases de seres de tipo no humano, como animales, plantas o incluso cosas. Es decir, de ser coherentes con este planteamiento, la calidad de persona sería algo absolutamente accidental o artificial (creado por el hombre) y, por lo mismo, no dependiente de calidad ontológica alguna: cualquier cosa, cualquier ente podría ser ‘persona’, calidad que sería, en definitiva, otorgada o quitada libérrimamente por medio de la ley positiva. Con todo, debe recordarse que esta ley positiva emana, a su vez, de otras ‘personas’, cuya calidad de tal también tendría el mismo origen. Así las cosas, y como puede verse sin mucha dificultad, el círculo vicioso resulta manifiesto.
Lo anterior es, evidentemente, imposible: la calidad de persona depende de algo previo a la mera calificación jurídica: o si se prefiere, hay que tener cierta calidad ontológica para poder ser persona, porque como es sabido, ‘nadie puede dar lo que no tiene’. Mas, con esto se está reconociendo que el normativismo (esto es, la capacidad, en teoría omnímoda de la norma jurídica para determinar qué es Derecho y qué no, para el positivismo) posee límites, que no es absolutamente arbitraria y autónoma. Significa, en suma, que la calidad de persona no es algo a otorgar o quitar arbitrariamente, sino un atributo que debe reconocerse, porque en caso contrario —se insiste— podría ser otorgada a cualquier ente. De este modo, pareciera que el mundo del ser y del deber ser no resultan tan independientes el uno del otro, porque lo establecido por la norma (un Sollen) depende de un dato previo (un Sein).
En consecuencia, reconociendo que es a partir de una calidad ontológica que deriva a su vez la calidad de persona, de ser coherentes, también es necesario concluir que es el voto (la base del consenso) lo que depende de la persona, y no lo contrario. Esto es, que para que haya votos, medio a través del cual se posibilita el consenso, se requiere de ¡a existencia previa de personas, puesto que son los votos los que dependen de la persona, y no la persona de los votos. Esto no deja de tener nuevamente su importancia, porque si el voto (un accidente) es sólo un efecto de algo previo (una sustancia, la persona), dicho efecto no puede desentenderse de o ir contra su causa. De esta manera, los votos, como manifestaciones de la persona, no pueden quitarle dicho carácter (el de persona) a nadie, a ningún ser humano, como tampoco dárselo a un ente distinto del hombre mismo.
JSarto
Se dice, por parte de los defensores del aborto, que el resultado de la concepción no sería de inmediato un ser humano, sino sólo a partir de un momento determinado posterior. ¿Qué momento sublime y misterioso es aquél? Parece algo que sólo la ley —curiosamente— está en condiciones de resolver, justificada por ciertos veredictos “científicos” altamente cuestionables. El punto es que, cualquiera sea la fecha en que “surge” un ser humano —diríamos que por una inexplicable “generación espontánea”—, la frontera entre lo “humano” y lo “prehumano” —sin saber en definitiva qué es esto último— resulta una arbitrariedad absoluta e indesmentible. A este respecto surgen dos problemas.
El primero es el fundamento de la fecha fronteriza, sea tal o cual. Recalcando nuevamente que siempre se trata de una arbitrariedad, pareciera imponerse la idea de que sería a partir del día 14° que el producto de la concepción se transformaría en un ser humano, debido a tener ya visible o identificable el sistema nervioso. Pero tal como esta “justificación”, cabe cualquier otra, igualmente removible. Pendería así de un elemento muy frágil y cambiante el momento en que se empieza a ser sujeto de derechos: el acuerdo manifestado a través de la ley. Curioso que sea precisamente la ley la que graciosamente “con- ceda” la calidad de persona, siendo que los Derechos Humanos justamente pretenden imponerse o estar por encima de ella con el fin de evitar sus posibles arbitrariedades. Es decir, nos encontramos frente a una situación circular, en que aquello que existe y se invoca para proteger de la ley abusiva —los Derechos Humanos— tiene su punto de nacimiento en esa misma ley. Así, entonces, ¿quién está realmente a un nivel más alto? El asunto es importante porque, con igual facilidad, podría esa misma ley convertirse en el “certificado de defunción” de los Derechos Humanos, como en el caso de la eutanasia.
Pero la segunda cuestión es la que constituye el fondo del problema: si sólo a partir —por poner cualquier fecha— del día 14° el producto de la concepción es un hombre, ¿qué era antes de ese instante misterioso y de transformación radical? La pregunta no es nada de absurda y, por el contrario, es una valla ineludible si se pretende justificar “racionalmente” al aborto, en vez de reconocer abiertamente y sin piruetas semánticas, que obedece a una decisión arbitraria e inhumana.
En efecto, siguiendo con el planteamiento dado, habría que concluir que como antes del día no era un ser humano, estábamos en presencia de otra cosa: una planta, una piedra, un gusano, simplemente células, etc. ¿Parece aceptable? Francamente no, porque es obvio que en todo su proceso de desarrollo existe algo que inequívocamente lo dirige, cual es que se trata de un ser humano y no de otra cosa. Y esto se confirma incluso con el mismo argumento de los que ponen el día 14° como el de la aparición de un hombre.
En efecto, si resulta —por decir algo— que es el sistema nervioso lo que haría surgir a un hombre, ¿por qué aparece o se desarrolla ese sistema nervioso? No puede deberse a un azar, porque, en caso contrario, ello podría ocurrir en cualquier otro ser vivo, como por ejemplo un perro. ¿Podría decirse, en consecuencia, que en un lapso cualquiera, un embrión de perro pueda convenirse en hombre por aparecer un sistema nervioso, no cualquiera sino que específicamente humano? La respuesta es, obviamente, negativa. ¿Por qué? Porque era un perro, con padres caninos y, por tanto, con una naturaleza de perro que tiene desde el instante mismo de su concepción y que guía su desarrollo, haciéndola —aunque parezca una perogrullada— ser lo que es.
Con el hombre ocurre lo mismo: desde su concepción es un ser humano, porque todo su desarrollo posee ya una esencia que lo dirige. Negar esta naturaleza implicaría introducir el caos en todo lo que existe, cosa que precisamente la ciencia ha tratado de desmentir. Por eso, ella se traiciona a sí misma si pretende usar argumentos “científicos” para demostrar la justificación del aborto, porque negaría ese orden lógico.
Por tanto, forzoso es concluir que los padres humanos engendran un ser humano desde el primer momento, lo que es una regla lógica de cada género. Así, entonces, en caso de que el aborto tuviera argumentos razonables —y racionales—, se daría el absurdo de que el hombre sería el único ser que no podría dar origen a una descendencia de su misma especie.
Más aún, todos estos casos nos pondrían en presencia de un ente indeterminado, si cabe la expresión; una materia sin forma, siguiendo a Aristóteles; pura potencialidad de ser, pero sin la especificidad necesaria para que realmente sea; una especie de “materia prima”, nadie sabe exactamente de qué. Lo anterior también puede abordarse desde otro ángulo: si se llegara a aceptar que antes de algún momento el producto de la concepción no es un ser determinado en el caso del hombre, lo mismo debiera aplicarse a todo animal. De esta manera, si bien los plazos serían diferentes según el tipo de embarazo, cada especie tendría un momento de preespecie o de preexistencia en que no era lo que actualmente es, pero que, pese a ello, por algún motivo resultó ser lo que ahora es (?). Pero el absurdo podría llegar aún más lejos. Supóngase, por ejemplo, que en el campo de la ingeniería genética se consiguiera el máximo avance posible y se pudieran introducir muchos cambios en el embrión, cualquiera que fuese. Si se tomaran de esta manera —para seguir con el ejemplo— dos embriones, uno de un futuro hombre y otro de un futuro pero antes de que se “conviertan” en hombre y en perro (?) —si es que así las cosas se los pudiera diferenciar según esta teoría—, ¿cabría, mediante la genética, transformar el embrión “prehumano” en perro y el “preperro” en un ser humano? Nuevamente respondemos que no; porque, por mucho avance que se consiga en este campo, no se puede convertir una cosa en algo que no es. Y ello debido a que no existe un momento en que el feto no sea un hombre o un perro, y, por el contrario, siempre lo ha sido.
Por tanto, el producto de la concepción es desde su primer instante un ser humano; y lo anterior se confirma incluso con su nombre: “producto de la concepción”. En efecto, si “concebir” quiere decir dar origen a algo nuevo, cabría preguntarse: concepción, sí; pero, ¿de qué?
Las bases y límites del Consenso
Quizás una de las características más llamativas dentro del amplio espectro de doctrinas englobadas bajo el rótulo “positivismo jurídico” es la neta y tajante división entre el mundo del ser y del deber ser, entre el ámbito del Sein y del So/len, siendo sólo posible desde su perspectiva arribar a datos racionales o “científicos” en el primero de ellos. Por el contrario, a su juicio, el mundo de los valores pertenece al ámbito de lo ¡rracional, motivo por el cual queda sujeto a los pareceres y sentimientos más dispares que debe ‘asumir’ cada cual a su manera.
Lo anterior se une además a otra premisa fundamental, como es sabido: una marcada autonomía moral del sujeto, esto es, que cada individuo, dentro de su más amplia esfera de libertad, es quien determina su propia moralidad, siendo así absolutamente soberano para dar la orientación que estime conveniente a sus propias acciones, supuestamente —así suele decirse— de un modo responsable. De esta manera, respecto del ámbito moral, se unen irracionalidad y autonomía, lo que en verdad resulta bastante llamativo, si se toma en cuenta la importancia fundamental de este orden de cosas para la vida humana.
Ahora bien, el problema se presenta de inmediato debido al carácter social del ser humano; o, si se prefiere, razones mínimas de convivencia hacen aconsejable al menos proporcionar algún marco normativo para la interacción mutua, a fin de evitar una especie de “estado de naturaleza” al estilo hobbesiano. Mas, este mecanismo es sólo formal, no sustancial, hablándose en no pocas oportunidades de meras “reglas del juego”, sobre todo a propósito del sistema democrático. Es por este motivo que aun cuando se hayan planteado algunos caminos para intentar dotar de ciertas ‘reglas mínimas’ a la discusión ética, por lo general, se las concibe como meras pautas procedimentales, que a lo sumo pretenden impedir el uso de la violencia —al menos de manera no regulada—, pero que en ningún caso dan alguna pista sobre el fondo de dicha discusión o, si se prefiere, que no arriban a contenido material alguno a este respecto.
Sin embargo, todas estas “reglas” se justifican, aún sin saberlo, en un dato bastante más real y “objetivo” o, si se prefiere, bastante menos “irracional” o meramente “asumido” de lo que se cree. Este dato no es otro que la consideración de la persona como un ser digno, que merece respeto y, por tanto, que no puede ser tratado de cualquier manera. Sólo este sustrato implícito explica por qué se considera ilegítimo el uso de la fuerza —al menos de una manera no regulada— o, también, la imposición de unos sobre otros o, si se prefiere, por qué son defendidos el diálogo y la tolerancia, tenidos como valores absolutos. Dicho de otro modo: el contenido de la moral, sea individual o social, puede ser cualquiera —en virtud de su supuesta irracionalidad y la autonomía de los sujetos—, con excepción de la tolerancia y del consenso. En estos aspectos se impone, por así decir, un curioso dogmatismo o, si se prefiere, un llamativo “objetivismo moral”: todo es discutible, excepto que tenemos que discutir (debido a lo cual resulta inaceptable que unos intenten imponerse a otros por la fuerza) para llegar a determinar lo que se considera bueno o malo. Mas aún cuando se trata de un objetivismo moral meramente procedimental, a fin de cuentas descansa sobre la misma convicción —no importa si es más ‘racional’ o ‘sentimental’—: la consideración del sujeto (o al menos de algunos sujetos) como dignos de respeto o, si se prefiere, se manifiesta en un curioso consenso (que incluso podría asimilarse a un ‘dogma’, desde estas mismas premisas) en cuanto a la condena del uso de la violencia.
Se podrá decir que esta conclusión (preferir el acuerdo a la violencia) resulta evidente, y así es. Mas, el problema de su ‘evidencia’, desde la perspectiva que se está comentando, radica en que para ella esta conclusión arranca o de valores ‘preasumidos’ (motivo por el cual resulta impropio hablar de ‘evidencias’, porque lo ‘evidente’ no sólo alude a un dato real y objetivo, sino, además, indubitable), o de los hechos, esto es, de las consecuencias o resultados —también evidentes— que origina acudir al consenso por un lado, y a la violencia por otro. En este último evento, no cabe duda de que es mejor el primer resultado que el segundo; mas, de ser coherentes con estas premisas, se estarían desprendiendo valores a partir de meros hechos, o si se prefiere, se estaría concluyendo lo positivo o benéfico del consenso en vez de la violencia, por los resultados a los que conduce una y otra forma de proceder. Mas, esos resultados son simples hechos, datos, un Sein; comprobables, pero absolutamente independientes del mundo de los valores, un Sollen. En consecuencia, y de acuerdo a la llamada ‘falacia naturalista’ —otro lugar común de la epistemología positivista—, se estaría dando un salto lógico, a partir—se insiste nuevamente— de las premisas manejadas por estas corrientes (y no de la realidad de las cosas, evidentemente).
También existe otra premisa más fundamental todavía, sobre la cual se ha construido este sistema de acuerdos procedimentales que parte del ‘dogma’ según el cual, el acuerdo es mejor que la violencia (‘dogma’, se insiste, porque no se puede demostrar racionalmente en el plano de los valores, ni desprenderse de los meros hechos, de acuerdo a estas premisas). Este ‘dato’ es absolutamente obvio, pero por lo mismo, muchas veces es pasado por alto. Consiste en que los sujetos que actúan en el acuerdo, son capaces de ponerse de acuerdo. O, si se prefiere, se está partiendo de la base de que los sujetos intervinientes son racionales, motivo por el cual pueden intercambiar ideas, visiones del mundo. Lo anterior no deja de tener su importancia. En efecto, puesto que el carácter de ‘persona’ es un atributo que de acuerdo al positivismo jurídico kelseniano es ‘dado’ u ‘otorgado’ a los sujetos por el ordenamiento jurídico (al punto que aquellos a los que no se les atribuya este carácter, no serían ‘personas’), da la impresión de que es la ley positiva la que determina con absoluta autonomía quiénes son y quiénes no son ‘persona’. Mas, de existir realmente esta autonomía, esto es, si en verdad la ley positiva pudiera determinar quiénes son o no ‘persona’, no sólo podría quitarle dicho carácter a ciertos miembros de la especie humana (como ocurre, por ejemplo, muchas veces con los no nacidos), sino que, además, podría otorgárselo a otras clases de seres de tipo no humano, como animales, plantas o incluso cosas. Es decir, de ser coherentes con este planteamiento, la calidad de persona sería algo absolutamente accidental o artificial (creado por el hombre) y, por lo mismo, no dependiente de calidad ontológica alguna: cualquier cosa, cualquier ente podría ser ‘persona’, calidad que sería, en definitiva, otorgada o quitada libérrimamente por medio de la ley positiva. Con todo, debe recordarse que esta ley positiva emana, a su vez, de otras ‘personas’, cuya calidad de tal también tendría el mismo origen. Así las cosas, y como puede verse sin mucha dificultad, el círculo vicioso resulta manifiesto.
Lo anterior es, evidentemente, imposible: la calidad de persona depende de algo previo a la mera calificación jurídica: o si se prefiere, hay que tener cierta calidad ontológica para poder ser persona, porque como es sabido, ‘nadie puede dar lo que no tiene’. Mas, con esto se está reconociendo que el normativismo (esto es, la capacidad, en teoría omnímoda de la norma jurídica para determinar qué es Derecho y qué no, para el positivismo) posee límites, que no es absolutamente arbitraria y autónoma. Significa, en suma, que la calidad de persona no es algo a otorgar o quitar arbitrariamente, sino un atributo que debe reconocerse, porque en caso contrario —se insiste— podría ser otorgada a cualquier ente. De este modo, pareciera que el mundo del ser y del deber ser no resultan tan independientes el uno del otro, porque lo establecido por la norma (un Sollen) depende de un dato previo (un Sein).
En consecuencia, reconociendo que es a partir de una calidad ontológica que deriva a su vez la calidad de persona, de ser coherentes, también es necesario concluir que es el voto (la base del consenso) lo que depende de la persona, y no lo contrario. Esto es, que para que haya votos, medio a través del cual se posibilita el consenso, se requiere de ¡a existencia previa de personas, puesto que son los votos los que dependen de la persona, y no la persona de los votos. Esto no deja de tener nuevamente su importancia, porque si el voto (un accidente) es sólo un efecto de algo previo (una sustancia, la persona), dicho efecto no puede desentenderse de o ir contra su causa. De esta manera, los votos, como manifestaciones de la persona, no pueden quitarle dicho carácter (el de persona) a nadie, a ningún ser humano, como tampoco dárselo a un ente distinto del hombre mismo.
JSarto
Rafael na primeira pessoa

Publica o sempre recomendável "Nova Frente", "De Bitácoras Lusas, Bitácoras Portuguesas y Bitácoras Luso-Castellanas", ou seja, um Rafael Castela Santos de pura cepa, na primeira pessoa e ao mais elevado nível da sua deliciosa escrita. Leitura definitivamente obrigatória! E muito me orgulha de o ter como colaborador habitual e dedicado deste espaço!
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