segunda-feira, março 27, 2006

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 10


A ler, hoje:

- "The Traditionalist canonic package - Important", "Pre-consistory discussion on "the question of Abp. Lefebvre"", e "A man worthy of remembrance", todos do "Rorate Caeli";

- "On Rome and the SSPX", da autoria de Christopher Ferrara, publicado no "The Remant". Deste último artigo, destaco a seguinte passagem:

"If the situation of SSPX is not that of a formal schism, then a “deal” to regularize its situation could be effected by a simple Vatican declaration lifting the declared sentence of excommunication and leaving to further discussion the details of the canonical arrangement under which SSPX would operate with Vatican approval. Following the model of “ecumenical dialogue,” the palaver over those details could go on indefinitely. The important thing is to obtain the formal lifting of the disputed sentence of excommunication, which is only what SSPX itself has requested as precondition to further discussions.

Now if, in order to achieve this “deal,” Bishop Fellay would have to request that the sentence of excommunication be lifted (prescinding from the question whether there was an excommunication in fact), I can see no rational basis for counseling against such a move. Why not ask for a lifting of the sentence? Isn’t that what someone who considers himself to have been sentenced unjustly would be expected to do in any case? Would not such a request be the equivalent of a canonical appeal directly to the Pope followed by a sentence remitting any penalty for violation of c. 1382 while formally and officially recognizing the valid episcopal status of the SSPX bishops? How could the SSPX be anything but zealous for such an outcome if there are no strings attached to it?

If that is all there is to the “deal,” the quid given by the SSPX would be a trifle compared to the quo that the Pope would provide: the instant “rehabilitation” of the four bishops and with it a total vindication of SSPX’s opposition to the post-conciliar aggiornamento. What could the Novus Ordo establishment say about “extreme traditionalists” once the excommunication was lifted and it could no longer be denied by anyone that SSPX adherents are Catholics in good standing? How could the Novus Ordo establishment continue to purvey with any credibility its ever-more-decadent substitute for Roman Catholicism if the leading worldwide organization dedicated to “extreme traditionalism”—i.e., the unaltered faith of our fathers—could no longer be dismissed as a band of ecclesiastical outcasts? I cannot see how the lifting of the excommunication could be anything but a stunning victory for the entire cause of Tradition, if not in fact the beginning of a latter-day Cluniac movement that will eventually restore the Church, whether or not that is the Vatican’s intention".

JSarto

O aniversário do "Pasquim da Reacção"



Como é meu (mau) hábito nestas ocasiões, felicito o amigo Corcunda pela passagem de mais um aniversário do "Pasquim da Reacção", espaço de eleição e visita obrigatória diária. E como a quem faz anos é hábito oferecer-se uma prenda, aqui fica este "The Catholic Church and the Confederate States of America" publicado na revista Angelus, de Junho de 2005.

JSarto

Não, não foram os taliban...



Apesar de as coisas terem aparentemente terminado bem desta vez, graças à indignação que o caso gerou à escala mundial, não deixa de ser muito estranho que num país tutelado militarmente pelos Estados Unidos e restantes parceiros da NATO, pretensamente invadido para o libertar da tirania obscurantista e supostamente democratizado na sequência de tal intervenção, seja possível um homem ser condenado à morte por se haver convertido do Islamismo ao Cristianismo… Afinal, a barbárie continua instalada no Afeganistão, desta vez já não praticada pelos taliban, mas disfarçada sob o véu pudico e hipócrita da democratização forçada à "yankee"! Porquê ?! Talvez porque os motivos da aventura bélica afegã não sejam tão altruístas como a propaganda oficial pretende, devendo-se antes às cínicas razões do realismo político que, em relação ao caso afegão, Ahmed Rahmi escalpelizou exemplarmente no seu magistral "Taliban: Islam, Oil and the New Great Game in Central Ásia".

JSarto

P.S. E o que continuam as fazer as tropas portuguesas no Afeganistão?...

A irresistível atracção pelo vermelho


Saborosíssimo artigo do Je Maintiendrai, onde se escalpeliza a incontinência verborreica do Ordinário Castrense D. Januário Torgal Ferreira, a qual o levou desta vez, e de modo muito pouco discreto, a clamar por… um barrete cardinalício! Suspeito que com Sua Santidade o Papa Bento XVI as hipóteses de obtê-lo serão mínimas…

(Fotografia via "Dappled Photos")

JSarto

Livraria Nueva Hispanidad





O sítio da Livraria Nueva Hispanidad foi completamente renovado, admitindo doravante pagamentos através do sistema "Pay-Pal", o que muito facilita a aquisição das obras de grande qualidade que a mesma coloca à disposição dos seus clientes. Em cima, deixo alguns exemplos do que digo: à atenção dos amigos Rafael Castela Santos, Pedro Guedes, Manuel Azinhal, Corcunda, Euro-Ultramarino e a quem mais interessar.

JSarto

quarta-feira, março 22, 2006

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 8


Neste artigo, alude o Pedro Guedes a uma notícia publicada pelo "Expresso", na qual se dá conta da intenção do Papa Bento XVI de "integrar os adeptos de Lefebvre". Ora, tal como o meu amigo do "Último Reduto", confesso que desconheço o conteúdo daquela notícia, pois há já alguns anos que me libertei do terrível vício - para a carteira e o espírito - de adquirir o jornal em causa aos Sábados. Sem prejuízo, e do que me recordo dos tempos em que ainda o lia, tratar-se-á provavelmente de uma peça da autoria de Mário Robalo, o seu "especialista" em assuntos religiosos, bem conhecido pela heterodoxia modernista e pelo facciosismo progressista radical pretensamente cristão com que costuma imbuir todos os escritos de sua lavra, para além da prática habitual de os redigir com recurso a fontes informativas ultra-minoritárias, genérica e abusivamente identificadas como "os católicos", já que estas não são representativas, de todo em todo, do crer e sentir da esmagadora maioria dos mesmos católicos - outro juízo não é possível fazer do Ordinário Castrense, D. Januário Torgal Ferreira; do antigo Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins; do teólogo progressista Anselmo Borges; do grupo extremista "Nós somos Igreja"; dos "submarinos vermelhos" da JOC (Juventude Operária Católica) e da LOC (Liga Operária Católica); bem como dos niilistas da Pastoral das Migrações.

De resto, o que são "adeptos de Monsenhor Lefebvre"? O arcebispo francês não fundou nenhuma associação, clube ou partido algum, muito menos uma nova religião; limitou-se a ser fiel à tradição católica, no cumprimento do seu dever episcopal, quando muitos outros bispos, em termos práticos, a negaram com soberba. Assim, não existem nenhuns "adeptos de Lefebvre" ou "lefebvristas", mas católicos que recusam negar a integralidade da sua fé! Apenas isso!

E passemos ao que interessa. Para os meus leitores, aqui deixo hoje mais três artigos do sempre bem informado "Rorate-Caeli", o qual inclui este espaço na sua lista de ligações:

- "SSPX: The Answer comes across the Pond";

- "News from Rome? Ne timeas";

- "Marini speaks - Outside the Liturgical Reform, there is no Church" - a leitura deste artigo é muito importante, pois demonstra o nervosismo crescente dos lobos modernistas com pele de cordeiro face aos mais recentes acontecimentos conduzidos por Sua Santidade o Papa Bento XVI, os quais deixam antever a plena regularização da Fraternidade de São Pio X no seio da Igreja Católica. À margem, acrescento que São Pio V ou São Pio X ficariam certamente "encantados" com a noção de Igreja do mestre-de-cerimónias papal, quase de certeza em vésperas de uma mais do que merecida reforma "tout court"…

Outrossim, recomendo também este outro artigo, de autoria de Monsenhor Ignacio Barreiro, sacerdote católico tradicional uruguaio, intitulado "A response to the Joint Statement of the Remnant and Catholic Family News, in regards to the possible regularization of the Society of St. Pius X", transcrito no "Le Forum Catholique".

JSarto

terça-feira, março 14, 2006

Horizonte


Nem sempre fica mal dar o dito por não dito. Afirmo-o a propósito de o meu amigo FSantos ter reconsiderado a sua intenção inicial de abandonar a blogosfera: morre o "Santos da Casa", mas nasce o "Horizonte". Ainda bem! E nem por isso deixo de compreender aquele seu primeiro desiderato, pois actualizar com regularidade um blogue, entre obrigações profissionais e familiares, e horas roubadas ao estudo, à leitura e até ao simples descanso, pode tornar-se uma autêntica tortura física e mental. Contudo, não é menos certo que estes espaços que animamos acabam por ganhar uma dinâmica que nos supera quase imperceptivelmente, adquirindo como que vida própria, e gerando um conjunto de elos entre autores e respectivos leitores que, em consciência, até pela confiança que estes últimos em nós depositaram, custa muito quebrar sem grave motivo. Por isso reitero: ainda bem que o FSantos reconsiderou!

JSarto

P.S. Peço desculpa ao meu amigo pela gracinha da fotografia.

"La Gran Conversación", de Sebastián Randle


À atenção das futuras deambulações do Rafael e do Euro-Ultramarino pelas magníficas livrarias porteñas, aqui fica a sugestão deste "La Gran Conversación", de Sebastián Randle:

Si existiera una posada sólo para amigos... Si en ella pudieran encontrarse dosde los más grandes pensadores de los últimos tiempos, y de todos los tiempos... Si pudieran conversar sin prisas... ¿Qué realidad, visible o invisible,sería indiferente a sus miradas? ¿Qué tema importante dejarían de lado?

Si supiéramos que van a cruzar palabras filosas sobre los momentos claves
e la historia humana, la realidad íntima de la Iglesia, la religión, el arte,los poetas, la ambición de poder, la tiranía universal, el fariseísmo,el Anticristo, el fin del tiempo y del mundo, ¿acaso nos resistiríamos a apoyar los codos en la ventana y escucharlos...?

Eso es lo que nos propone el autor de "Castellani 1899-1949",Sebastián Randle, en este nuevo libro, que es - queda dicho - una posada y una gran conversación.

JSarto

P.S. Não se preocupem comigo, pois já encomendei o meu exemplar.

Dom Prosper Guéranguer a caminho da beatificação


De acordo com notícia publicada no "The Remnant", está oficialmente aberto o processo de beatificação de Dom Prosper Guéranguer: eis uma excelente ocasião para relembrar a série de artigos que "A Casa de Sarto" dedicou à figura do grande abade beneditino há precisamente dois anos, e ao combate desenvolvido pelo mesmo em defesa da tradição e contra as heresias litúrgicas.

JSarto

Que Saldra de la España que Sangra


O livro "Que Saldra de la España que Sangra", da autoria do Padre Julio Meinvielle está integralmente disponível em linha. Leitura fundamental datada de 1937, a merecer ser recordada hoje mais do que nunca, numa altura em o país vizinho é assolado pelos nefastos efeitos do zapaterismo jacobino e politicamente correcto. Às vossas impressoras, caros leitores!

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 7


quinta-feira, março 09, 2006

Taxonomias


Via "Scholasticum", tomo conhecimento deste interessante artigo de Átila Sinke Guimarães, publicado no "Tradition in Action", sobre os traços distintivos de liberais, modernistas, e progressistas. Muito elucidativo.

JSarto

O Dia Internacional da Mulher

Lapidar definição do "Rorate Caeli": "Today is something called "International Women's Day". Did you know that? It was one of those Communist dates internationalized by that organization which adopts all wrong causes, the United Nations." A ler integralmente aqui.

Para assinalar a passagem da efeméride ontem comemorada, recordo também o artigo que escrevi há ano e meio nesta "Casa", sintomaticamente intitulado "A hipocrisia da ONU"; merece releitura.

JSarto

terça-feira, março 07, 2006

Disculpas a mis lectores

Por problemas de conexión al internet y restricciones en los ordenadores a los que tengo acceso, me está siendo imposible la colaboración en A Casa de Sarto y en Nova Frente. Muchos de los blogs están absolutamente vetados y en todos prácticamente no hay manera de acceder a los comentarios.

Pido disculpas a todos mis lectores y a mis respectivos anfitriones, JSarto y BOS, por estos obstáculos, totalmente ajenos a mi voluntad, que quiera Dios puedan resolverse en unas cuantas semanas.

Extiendo mis disculpas a las bitácoras amigas donde anteriormente he contribuido en sus cajetines.

Espero que esto sea un “hasta luego” lo más breve posible.

Cordialmente a todos,

Rafael Castela Santos

segunda-feira, março 06, 2006

Quaresma com Garrigou-Lagrange - 1



Reginald Garrigou-Lagrange, O.P. (1877 - 1964) foi um dos mais importantes teólogos católicos do século XX: professor no Angelicum de Roma, entre 1909 e 1960, notabilizou-se pela sua estrita ortodoxia tradicional de raiz tomista, por contraposição à nova teologia de cunho modernista. Ficou célebre a polémica que manteve com Jacques Maritain durante o período da guerra civil espanhola - e na qual interveio também o argentino Padre Júlio Meinvielle -, ao defender sem hesitações o levantamento nacionalista e católico do General Franco. Influenciou fortemente o Papa Pio XII, na redacção da Encíclica "Humani Generis", sobre opiniões falsas que ameaçam a doutrina católica (1950). Depois do final do Concílio V2, a sua figura e obra foram ferozmente atacadas pelos sectores ditos do "progressismo cristão", sem prejuízo de o tempo e os acontecimentos que decorreram desde então terem confirmado a inteira justeza da sua postura.

Ora, a propósito do período de Quaresma em que acabámos de entrar na passada Quarta-Feira de Cinzas, e porque a esta quadra tem inteira aplicação, aqui fica publicado o primeiro de dois trechos extraídos de "Las Tres Edades de la Vida Interior" (págs. 321 - 322), tradução espanhola da obra "Les Trois Etapes de la Vie Interieure", do ilustre autor de que agora damos notícia:

"Por sus frutos se conoce al árbol; y queriendo complacer excesivamente al mundo, en vez de convertilo, esos apóstoles de nuevo cuño, que fueron los modernistas, se dejaron pervertir por él.

Y así se les ha visto desconocer las consecuencias del pecado original, oyéndoles hablar, se díria que el hombre nace bueno y perfecto, como sostenían los pelagianos y más tarde Juan Jacobo Rosseau.

Se les ha visto olvidar la gravedad del pecado mortal como ofensa hecha a Dios, y sólo lo han considerado como un desorden que daña al hombre. En consecuencia, hase quitado importancia a la gravedad del pecado del espíritu: incredulidad, presunción y orgullo. Se diría que la falta más grave es el abstenerse de las obras sociales; y como consecuencia, la vida puramente contemplativa era considerada como cosa casi inútil, o como ocupación de inútiles e incapaces.

El mismo Dios ha querido replicar a esta objeción por la canonización de Santa Teresa del Niño Jesús y por la extraordinaria irradiación de esta alma contemplativa.

Desconocíase igualmente la infinita elevación de nuestro fin sobrenatural: Dios autor de la gracia. Y en vez de hablar de vida eterna y de visión beatífica, se hablaba de un vago ideal moral con aparencia de religión, en el que desaparecía la radical oposición entre el cielo y el infierno.

Se olvidaba, en fin, que el instrumento que Nuestro Señor quiso emplear para salvar al mundo, fué la Cruz.

La nueva doctrina, en todas sus consecuencias dejaba entrever su principio y fundamento: el naturalismo prático, no el espíritu de Dios sino el de la naturaleza, negación de lo sobrenatural, si no teórica, por lo menos en la conducta de la vida. Esta negación ha sido a veces formulada así en la época del modernismo: la mortificación no es esencial al cristianismo. Pero, qué otra cosa es la mortificación , sino la penitencia? Y no es ésta necesaria al cristiano? Cómo hubiera podido entonces escribir San Pablo: "Traemos siempre en nuestro cuerpo, por todas partes, la mortificación de Jesús, a fin de que la vida de Jesús se manifieste también en nuestros cuerpos?" (II Cor., IV, 10).

JSarto

Reflexão sobre as Cinzas


A ler "Reflection on the Ashes", um sucinto e preciso texto do Padre Jim Tucker, sacerdote católico responsável pelo muito interessante "Dappled Things".

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 6


Sobre o assunto, recomendo a leitura dos seguintes artigos publicados após a última deste espaço:

- "A Rorate Caeli Editorial: Holy See - SSPX."; "No News? Good News."; e "Ecclesia Dei: SSPX priests and faithful are not "excommunicates"", os três do indispensável "Rorate-Caeli";

- "Understanding the SSPX/Rome Situation", do "Nobisquoque Peccatoribus";

- "On Rome and the Society of St. Pius X", do "The Remnant Newspaper".

Devo esclarecer os meus leitores de que da minha posição de mero, ainda que atento, espectador de todo este processo, me identifico presentemente muito mais com a postura defendida pelo "Rorate Caeli" no seu editorial, do que com aquela que é sufragada pelo "The Remnant Newspaper". Afinal, que sentido faz os tradicionalistas rezarem pela plena regularização da sua situação perante Roma, se, no momento em que Roma manifesta vontade de dialogar e compreensão para com o problema da tradição, os mesmos tradicionalistas se limitam a virar-lhe as costas, por força de uma reserva mental manifestamente exagerada?... Sem prejuízo, desejo e espero que a realização de um eventual acordo se faça apenas nos exactos termos definidos por Monsenhor Bernard Fellay, no sermão que proferiu no passado dia 2 de Fevereiro, em Flavigny, França.

(Na fotografia do topo, o Padre Peter Scott, S.S.P.X., celebra a Missa de rito latino-gregoriano, junto à sepultura de São Pio V, na Capela de São Sixto, da Igreja de Santa Maria Maior, em Roma, durante a peregrinação da Fraternidade realizada no Ano Santo de 2000).

JSarto

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Breves - 18


1) Um tribunal federal norte-americano proibiu a exibição de símbolos cristãos nas escolas públicas de Nova Iorque, sem prejuízo de permitir essa mesma exibição no caso de tais símbolos serem judaicos ou muçulmanos. Porquê uma decisão deste teor absolutamente inqualificável? Por ser possível humilhar sem riscos e cobardemente os cristãos, ao invés do que sucede com os judeus ou os muçulmanos, os quais sabem sancionar sem hesitações - uns, subtil e friamente; outros, directa e brutalmente - quem se atreve a ofendê-los?... De qualquer maneira, como o comprova o decidido pelo tribunal em apreço, a ditadura do politicamente correcto, autêntica antecâmara da tirania da nova ordem mundial, está cada vez mais enlouquecida e descontrolada, mostrando à exaustão onde está o seu principal inimigo.

2) Porque os fautores da tal nova ordem mundial começam a rufar outra vez os tambores da guerra, para uma nova e mais desastrosa aventura bélica a ocorrer no Irão, tem inteira oportunidade destacar neste espaço o livro "Neo-Conned! Just War Principles: A Condemnation of War in Iraq", obra colectiva para a qual contribuiram autores tão importantes como Patrick J. Buchanan, Samuel Francis, Joseph Sobran, Charley Reese, Eric Margolis, Paul Gottfried, Juan Carlos Iscara (sacerdote católico argentino, professor de História da Igreja, Teologia Moral e Literatura, no Seminário de São Tomás de Aquino, da Fraternidade de São Pio X, em Winona, Minnesota, Estados Unidos), John Rao, ou Paul Likoudis, e que se apresenta nestes termos:

"In 1928, Franziskus Stratmann, a German Dominican priest and a leading Catholic peace activist, warned that the "modern movement against war" threatened to become the "reckless revolutionizing of the masses against lawful authority, and the unchecked rule of individualism."

He insisted, therefore, "that the protest against the boundless arbitrariness and barbarity of modern war should find an echo where the greatest spiritual and moral power is still enthroned: on the rock of Peter". He asserted in the strongest terms "that the protest against the exaggerated power of the State and military ruthlessness, and the right, in certain cases, to deny obedience to the State, can be confirmed by appealing to Tradition, Holy Writ, and to the noblest authorities of the Church teaching and the Church taught."

Stratmann's wisdom has finally hit the world of current affairs with a vengeance. The editors of Neo-Conned! Have assembled an all-star lineup of journalists, academics, and commentators who bring to bear the wisdom of Catholic tradition and the prudence, realism, and common sense of authentic patriotism on the tragic and immoral 21st century war against Iraq.

The vocal apologetic for war in Iraq of neo-conservative Catholics, along with the muted response of the American Hierarchy, kept antiwar Catholics on defensive in the months leading up to the war, and caused a spectacle of Catholic powerlessness in the face of an agressive, self-proclaimed "Christian" presidency.

The thirty-one essays and interviews in Neo-Conned! succeed in righting that wrong, setting forth in clear and persuasive terms the Catholic and genuinely patriotic objection to war in Iraq, based upon both the venerable just-war tradition and solid political analysis. They also refute the most pernicious myths about religion, war, and Christian citizenship, arguing from Catholic doctrine and solid logic that God, the Church, and conscience take precedence over the government in determining both the justice of a war and morally acceptable courses of action for Christians who are called upon to support it.

The essays and interviews in Neo-Conned! dissect the moral and religious aspects of the war in Iraq with unparalleled precision and honesty, while the the appendices explain just-war doctrine and conscientious objection in absolutely orthodox terms. Together they represent the best in contemporary moral and political analysis."

3) Finda a A-8, antes de entrar em Lisboa e começar a atacar a Calçada de Carriche, julgo ver à distância um cartaz propagandístico com a cara do Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush: que faz uma coisa destas aqui em Odivelas? - pergunto. Aproximo-me e fico mais tranquilo: é tão-só publicidade do cantor Emanuel a anunciar um concerto no Coliseu dos Recreios! E já agora, para o meu amigo Nelson Buíça, que tal este "Cheney's got a gun?"

4) Tenho acompanhado o interessantíssimo debate sobre a questão nacionalista envolvendo o Combustões, o Corcunda, o Engenheiro, o Jansenista, o JeMantiaindrai e o Manuel, todos eles senhores de alguns dos espaços de mais elevado nível da blogosfera portuguesa, apesar das naturais diferenças e reservas doutrinárias que num ponto ou outro me possam suscitar. Não me imiscuirei directamente na discussão, mas servir-me-á ela de mote para proximamente recordar o magistério católico tradicional sobre o amor cristão à pátria.

5) Nesta sequência, aproveito para manifestar a minha perplexidade perante a lei da nacionalidade recentemente aprovada pelo Parlamento, bem como face ao projecto legislativo governamental de institucionalização de um documento de identificação único.

No atinente à primeira, já sustentei em momento anterior que a nacionalidade portuguesa há-de assentar eminentemente num direito de sangue, isto é, serem considerados portugueses os nascidos em Portugal filhos de pais portugueses, sem prejuízo de essa nacionalidade poder ser concedida a terceiros por outras vias, independentemente da sua origem étnica e proveniência geográfica, na condição de os mesmos terem uma ligação real, efectiva e concreta à comunidade nacional, e de nela estarem plenamente integrados. Ora, esta preocupação está arredada de modo notório da lei recentemente aprovada, já que é evidente que uma ligação de tal tipo não existe no caso do estrangeiro ou estrangeira que haja convivido em simples união de facto (!) com uma portuguesa ou um português pelo escasso período de três anos; no do garoto estrangeiro que se limite a concluir em Portugal a instrução primária; ou no do estrangeiro que perfaça no País dezoito anos de idade, tendo vivido nele ininterruptamente durante os últimos dez anos, ainda que ilegalmente. Pelo contrário, parece que a principal preocupação do legislador foi a de criar um conjunto de cidadãos nacionais de pura conveniência e sem quaisquer laços verdadeiros com Portugal, à imagem e semelhança das frotas de marinha mercante de alguns Estados, como forma subreptícia de tentar ampliar as clientelas dos partidos de esquerda e extrema-esquerda e, assim, viciar o processo eleitoral.

No concernente ao segundo, já defendi em altura prévia que a introdução do documento de identificação nacional único é passo imprescindível, não só pela imensa concentração de informação disponível respeitante a cada um e a todos os cidadãos que permitirá, e que de outro modo estaria dispersa e apenas com muita dificuldade poderia ser cruzada, mas sobretudo porque dará um poder de vigilância absoluto, "orwelliano", sobre a vida de todas as pessoas, àquele que vier a controlar tal concentração de informação, a qual iniludivelmente se prestará a todo o tipo de abusos. Ouso mesmo dizer que estará aqui a génese do processo que nos levará, num futuro não muito distante, à obrigatoriedade da implantação corporal do "chip" electrónico identificativo. Muito estranho não ver a direita, seja ela a liberal, a conservadora ou a nacional, preocupada com um problema desta gravidade...

6) O Mendo Ramires decidiu-se finalmente a abrir um blogue pessoal: faço votos para que a "Torre", à imagem dos mosteiros no Ocidente depois do fim do Império Romano, seja um oásis da elevação cultural e espiritual tão estimada pelo seu autor, no meio de um mundo cada vez mais bárbaro.

7) Finalmente, ao "Insurgente", espaço que muito estimo pelas suas características eminentemente paleolibertárias, apesar de algumas derivas neoconservadoras menos conseguidas, felicito-o pela passagem do seu primeiro aniversário. E saber que Pedro Sette Câmara passa a colaborar naquele, sobretudo agora que renegou o absurdo astrológico, é uma excelente notícia!

JSarto

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 5


Mais três textos de leitura obrigatória: o primeiro, dividido em parte I e parte II, do blogue "Truerestoration" relata o teor da conferência que Monsenhor Bernard Fellay deu em Watkins, Colorado, Estados Unidos; os segundo e terceiro, do já imprescindível e inevitável "Rorate Caeli", fazem o ponto da situação deste assunto.

JSarto