terça-feira, março 14, 2006

Dom Prosper Guéranguer a caminho da beatificação


De acordo com notícia publicada no "The Remnant", está oficialmente aberto o processo de beatificação de Dom Prosper Guéranguer: eis uma excelente ocasião para relembrar a série de artigos que "A Casa de Sarto" dedicou à figura do grande abade beneditino há precisamente dois anos, e ao combate desenvolvido pelo mesmo em defesa da tradição e contra as heresias litúrgicas.

JSarto

Que Saldra de la España que Sangra


O livro "Que Saldra de la España que Sangra", da autoria do Padre Julio Meinvielle está integralmente disponível em linha. Leitura fundamental datada de 1937, a merecer ser recordada hoje mais do que nunca, numa altura em o país vizinho é assolado pelos nefastos efeitos do zapaterismo jacobino e politicamente correcto. Às vossas impressoras, caros leitores!

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 7


quinta-feira, março 09, 2006

Taxonomias


Via "Scholasticum", tomo conhecimento deste interessante artigo de Átila Sinke Guimarães, publicado no "Tradition in Action", sobre os traços distintivos de liberais, modernistas, e progressistas. Muito elucidativo.

JSarto

O Dia Internacional da Mulher

Lapidar definição do "Rorate Caeli": "Today is something called "International Women's Day". Did you know that? It was one of those Communist dates internationalized by that organization which adopts all wrong causes, the United Nations." A ler integralmente aqui.

Para assinalar a passagem da efeméride ontem comemorada, recordo também o artigo que escrevi há ano e meio nesta "Casa", sintomaticamente intitulado "A hipocrisia da ONU"; merece releitura.

JSarto

terça-feira, março 07, 2006

Disculpas a mis lectores

Por problemas de conexión al internet y restricciones en los ordenadores a los que tengo acceso, me está siendo imposible la colaboración en A Casa de Sarto y en Nova Frente. Muchos de los blogs están absolutamente vetados y en todos prácticamente no hay manera de acceder a los comentarios.

Pido disculpas a todos mis lectores y a mis respectivos anfitriones, JSarto y BOS, por estos obstáculos, totalmente ajenos a mi voluntad, que quiera Dios puedan resolverse en unas cuantas semanas.

Extiendo mis disculpas a las bitácoras amigas donde anteriormente he contribuido en sus cajetines.

Espero que esto sea un “hasta luego” lo más breve posible.

Cordialmente a todos,

Rafael Castela Santos

segunda-feira, março 06, 2006

Quaresma com Garrigou-Lagrange - 1



Reginald Garrigou-Lagrange, O.P. (1877 - 1964) foi um dos mais importantes teólogos católicos do século XX: professor no Angelicum de Roma, entre 1909 e 1960, notabilizou-se pela sua estrita ortodoxia tradicional de raiz tomista, por contraposição à nova teologia de cunho modernista. Ficou célebre a polémica que manteve com Jacques Maritain durante o período da guerra civil espanhola - e na qual interveio também o argentino Padre Júlio Meinvielle -, ao defender sem hesitações o levantamento nacionalista e católico do General Franco. Influenciou fortemente o Papa Pio XII, na redacção da Encíclica "Humani Generis", sobre opiniões falsas que ameaçam a doutrina católica (1950). Depois do final do Concílio V2, a sua figura e obra foram ferozmente atacadas pelos sectores ditos do "progressismo cristão", sem prejuízo de o tempo e os acontecimentos que decorreram desde então terem confirmado a inteira justeza da sua postura.

Ora, a propósito do período de Quaresma em que acabámos de entrar na passada Quarta-Feira de Cinzas, e porque a esta quadra tem inteira aplicação, aqui fica publicado o primeiro de dois trechos extraídos de "Las Tres Edades de la Vida Interior" (págs. 321 - 322), tradução espanhola da obra "Les Trois Etapes de la Vie Interieure", do ilustre autor de que agora damos notícia:

"Por sus frutos se conoce al árbol; y queriendo complacer excesivamente al mundo, en vez de convertilo, esos apóstoles de nuevo cuño, que fueron los modernistas, se dejaron pervertir por él.

Y así se les ha visto desconocer las consecuencias del pecado original, oyéndoles hablar, se díria que el hombre nace bueno y perfecto, como sostenían los pelagianos y más tarde Juan Jacobo Rosseau.

Se les ha visto olvidar la gravedad del pecado mortal como ofensa hecha a Dios, y sólo lo han considerado como un desorden que daña al hombre. En consecuencia, hase quitado importancia a la gravedad del pecado del espíritu: incredulidad, presunción y orgullo. Se diría que la falta más grave es el abstenerse de las obras sociales; y como consecuencia, la vida puramente contemplativa era considerada como cosa casi inútil, o como ocupación de inútiles e incapaces.

El mismo Dios ha querido replicar a esta objeción por la canonización de Santa Teresa del Niño Jesús y por la extraordinaria irradiación de esta alma contemplativa.

Desconocíase igualmente la infinita elevación de nuestro fin sobrenatural: Dios autor de la gracia. Y en vez de hablar de vida eterna y de visión beatífica, se hablaba de un vago ideal moral con aparencia de religión, en el que desaparecía la radical oposición entre el cielo y el infierno.

Se olvidaba, en fin, que el instrumento que Nuestro Señor quiso emplear para salvar al mundo, fué la Cruz.

La nueva doctrina, en todas sus consecuencias dejaba entrever su principio y fundamento: el naturalismo prático, no el espíritu de Dios sino el de la naturaleza, negación de lo sobrenatural, si no teórica, por lo menos en la conducta de la vida. Esta negación ha sido a veces formulada así en la época del modernismo: la mortificación no es esencial al cristianismo. Pero, qué otra cosa es la mortificación , sino la penitencia? Y no es ésta necesaria al cristiano? Cómo hubiera podido entonces escribir San Pablo: "Traemos siempre en nuestro cuerpo, por todas partes, la mortificación de Jesús, a fin de que la vida de Jesús se manifieste también en nuestros cuerpos?" (II Cor., IV, 10).

JSarto

Reflexão sobre as Cinzas


A ler "Reflection on the Ashes", um sucinto e preciso texto do Padre Jim Tucker, sacerdote católico responsável pelo muito interessante "Dappled Things".

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 6


Sobre o assunto, recomendo a leitura dos seguintes artigos publicados após a última deste espaço:

- "A Rorate Caeli Editorial: Holy See - SSPX."; "No News? Good News."; e "Ecclesia Dei: SSPX priests and faithful are not "excommunicates"", os três do indispensável "Rorate-Caeli";

- "Understanding the SSPX/Rome Situation", do "Nobisquoque Peccatoribus";

- "On Rome and the Society of St. Pius X", do "The Remnant Newspaper".

Devo esclarecer os meus leitores de que da minha posição de mero, ainda que atento, espectador de todo este processo, me identifico presentemente muito mais com a postura defendida pelo "Rorate Caeli" no seu editorial, do que com aquela que é sufragada pelo "The Remnant Newspaper". Afinal, que sentido faz os tradicionalistas rezarem pela plena regularização da sua situação perante Roma, se, no momento em que Roma manifesta vontade de dialogar e compreensão para com o problema da tradição, os mesmos tradicionalistas se limitam a virar-lhe as costas, por força de uma reserva mental manifestamente exagerada?... Sem prejuízo, desejo e espero que a realização de um eventual acordo se faça apenas nos exactos termos definidos por Monsenhor Bernard Fellay, no sermão que proferiu no passado dia 2 de Fevereiro, em Flavigny, França.

(Na fotografia do topo, o Padre Peter Scott, S.S.P.X., celebra a Missa de rito latino-gregoriano, junto à sepultura de São Pio V, na Capela de São Sixto, da Igreja de Santa Maria Maior, em Roma, durante a peregrinação da Fraternidade realizada no Ano Santo de 2000).

JSarto

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Breves - 18


1) Um tribunal federal norte-americano proibiu a exibição de símbolos cristãos nas escolas públicas de Nova Iorque, sem prejuízo de permitir essa mesma exibição no caso de tais símbolos serem judaicos ou muçulmanos. Porquê uma decisão deste teor absolutamente inqualificável? Por ser possível humilhar sem riscos e cobardemente os cristãos, ao invés do que sucede com os judeus ou os muçulmanos, os quais sabem sancionar sem hesitações - uns, subtil e friamente; outros, directa e brutalmente - quem se atreve a ofendê-los?... De qualquer maneira, como o comprova o decidido pelo tribunal em apreço, a ditadura do politicamente correcto, autêntica antecâmara da tirania da nova ordem mundial, está cada vez mais enlouquecida e descontrolada, mostrando à exaustão onde está o seu principal inimigo.

2) Porque os fautores da tal nova ordem mundial começam a rufar outra vez os tambores da guerra, para uma nova e mais desastrosa aventura bélica a ocorrer no Irão, tem inteira oportunidade destacar neste espaço o livro "Neo-Conned! Just War Principles: A Condemnation of War in Iraq", obra colectiva para a qual contribuiram autores tão importantes como Patrick J. Buchanan, Samuel Francis, Joseph Sobran, Charley Reese, Eric Margolis, Paul Gottfried, Juan Carlos Iscara (sacerdote católico argentino, professor de História da Igreja, Teologia Moral e Literatura, no Seminário de São Tomás de Aquino, da Fraternidade de São Pio X, em Winona, Minnesota, Estados Unidos), John Rao, ou Paul Likoudis, e que se apresenta nestes termos:

"In 1928, Franziskus Stratmann, a German Dominican priest and a leading Catholic peace activist, warned that the "modern movement against war" threatened to become the "reckless revolutionizing of the masses against lawful authority, and the unchecked rule of individualism."

He insisted, therefore, "that the protest against the boundless arbitrariness and barbarity of modern war should find an echo where the greatest spiritual and moral power is still enthroned: on the rock of Peter". He asserted in the strongest terms "that the protest against the exaggerated power of the State and military ruthlessness, and the right, in certain cases, to deny obedience to the State, can be confirmed by appealing to Tradition, Holy Writ, and to the noblest authorities of the Church teaching and the Church taught."

Stratmann's wisdom has finally hit the world of current affairs with a vengeance. The editors of Neo-Conned! Have assembled an all-star lineup of journalists, academics, and commentators who bring to bear the wisdom of Catholic tradition and the prudence, realism, and common sense of authentic patriotism on the tragic and immoral 21st century war against Iraq.

The vocal apologetic for war in Iraq of neo-conservative Catholics, along with the muted response of the American Hierarchy, kept antiwar Catholics on defensive in the months leading up to the war, and caused a spectacle of Catholic powerlessness in the face of an agressive, self-proclaimed "Christian" presidency.

The thirty-one essays and interviews in Neo-Conned! succeed in righting that wrong, setting forth in clear and persuasive terms the Catholic and genuinely patriotic objection to war in Iraq, based upon both the venerable just-war tradition and solid political analysis. They also refute the most pernicious myths about religion, war, and Christian citizenship, arguing from Catholic doctrine and solid logic that God, the Church, and conscience take precedence over the government in determining both the justice of a war and morally acceptable courses of action for Christians who are called upon to support it.

The essays and interviews in Neo-Conned! dissect the moral and religious aspects of the war in Iraq with unparalleled precision and honesty, while the the appendices explain just-war doctrine and conscientious objection in absolutely orthodox terms. Together they represent the best in contemporary moral and political analysis."

3) Finda a A-8, antes de entrar em Lisboa e começar a atacar a Calçada de Carriche, julgo ver à distância um cartaz propagandístico com a cara do Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush: que faz uma coisa destas aqui em Odivelas? - pergunto. Aproximo-me e fico mais tranquilo: é tão-só publicidade do cantor Emanuel a anunciar um concerto no Coliseu dos Recreios! E já agora, para o meu amigo Nelson Buíça, que tal este "Cheney's got a gun?"

4) Tenho acompanhado o interessantíssimo debate sobre a questão nacionalista envolvendo o Combustões, o Corcunda, o Engenheiro, o Jansenista, o JeMantiaindrai e o Manuel, todos eles senhores de alguns dos espaços de mais elevado nível da blogosfera portuguesa, apesar das naturais diferenças e reservas doutrinárias que num ponto ou outro me possam suscitar. Não me imiscuirei directamente na discussão, mas servir-me-á ela de mote para proximamente recordar o magistério católico tradicional sobre o amor cristão à pátria.

5) Nesta sequência, aproveito para manifestar a minha perplexidade perante a lei da nacionalidade recentemente aprovada pelo Parlamento, bem como face ao projecto legislativo governamental de institucionalização de um documento de identificação único.

No atinente à primeira, já sustentei em momento anterior que a nacionalidade portuguesa há-de assentar eminentemente num direito de sangue, isto é, serem considerados portugueses os nascidos em Portugal filhos de pais portugueses, sem prejuízo de essa nacionalidade poder ser concedida a terceiros por outras vias, independentemente da sua origem étnica e proveniência geográfica, na condição de os mesmos terem uma ligação real, efectiva e concreta à comunidade nacional, e de nela estarem plenamente integrados. Ora, esta preocupação está arredada de modo notório da lei recentemente aprovada, já que é evidente que uma ligação de tal tipo não existe no caso do estrangeiro ou estrangeira que haja convivido em simples união de facto (!) com uma portuguesa ou um português pelo escasso período de três anos; no do garoto estrangeiro que se limite a concluir em Portugal a instrução primária; ou no do estrangeiro que perfaça no País dezoito anos de idade, tendo vivido nele ininterruptamente durante os últimos dez anos, ainda que ilegalmente. Pelo contrário, parece que a principal preocupação do legislador foi a de criar um conjunto de cidadãos nacionais de pura conveniência e sem quaisquer laços verdadeiros com Portugal, à imagem e semelhança das frotas de marinha mercante de alguns Estados, como forma subreptícia de tentar ampliar as clientelas dos partidos de esquerda e extrema-esquerda e, assim, viciar o processo eleitoral.

No concernente ao segundo, já defendi em altura prévia que a introdução do documento de identificação nacional único é passo imprescindível, não só pela imensa concentração de informação disponível respeitante a cada um e a todos os cidadãos que permitirá, e que de outro modo estaria dispersa e apenas com muita dificuldade poderia ser cruzada, mas sobretudo porque dará um poder de vigilância absoluto, "orwelliano", sobre a vida de todas as pessoas, àquele que vier a controlar tal concentração de informação, a qual iniludivelmente se prestará a todo o tipo de abusos. Ouso mesmo dizer que estará aqui a génese do processo que nos levará, num futuro não muito distante, à obrigatoriedade da implantação corporal do "chip" electrónico identificativo. Muito estranho não ver a direita, seja ela a liberal, a conservadora ou a nacional, preocupada com um problema desta gravidade...

6) O Mendo Ramires decidiu-se finalmente a abrir um blogue pessoal: faço votos para que a "Torre", à imagem dos mosteiros no Ocidente depois do fim do Império Romano, seja um oásis da elevação cultural e espiritual tão estimada pelo seu autor, no meio de um mundo cada vez mais bárbaro.

7) Finalmente, ao "Insurgente", espaço que muito estimo pelas suas características eminentemente paleolibertárias, apesar de algumas derivas neoconservadoras menos conseguidas, felicito-o pela passagem do seu primeiro aniversário. E saber que Pedro Sette Câmara passa a colaborar naquele, sobretudo agora que renegou o absurdo astrológico, é uma excelente notícia!

JSarto

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 5


Mais três textos de leitura obrigatória: o primeiro, dividido em parte I e parte II, do blogue "Truerestoration" relata o teor da conferência que Monsenhor Bernard Fellay deu em Watkins, Colorado, Estados Unidos; os segundo e terceiro, do já imprescindível e inevitável "Rorate Caeli", fazem o ponto da situação deste assunto.

JSarto

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

A Missa de Requiem, de Mozart


Como é hábito dizer-se, mais vale tarde do que nunca: aqui fica a minha homenagem a Mozart, na passagem dos duzentos e cinquenta anos do seu nascimento, com estes três vídeos da sua admirável Missa (de rito latino-gregoriano) de Requiem - Dies Irae, Agnus Dei e Sanctus (este último é simplesmente soberbo) -, recordando que houve um tempo em que a Igreja tinha a composição da música religiosa a cargo de mestres como o génio de Salzburgo.

E, a talhe de foice, aqui fica um extracto da imorredoira Encíclica "Mediator Dei", do Papa Pio XII:

"Assim, para dar um exemplo, está fora do caminho quem quer restituir ao altar a antiga forma de mesa; quem quer eliminar dos paramentos litúrgicos a cor negra; quem quer excluir dos templos as imagens e as estátuas sagradas; quem quer suprimir na representação do Redentor crucificado as dores acérrimas por ele sofridas; quem repudia e reprova o cântico polifónico, ainda quando conforme às normas emanadas da Santa Sé."

JSarto

O triunfo de Romano Amerio


Começa a ser feita justiça, e ao mais alto nível, à pessoa de Romano Amerio, firme defensor da tradição católica na segunda metade do século XX, e, por isso mesmo, durante longo tempo, votado ao um injusto ostracismo. O seu monumental livro "Iota Unum", autêntica obra-prima de escalpelização dos efeitos devastadores do modernismo no seio da Igreja pós-conciliar, constitui por si só a prova plena do estado de necessidade gritante em que esta se encontra, bem como da justeza do combate tradicionalista para inverter tal situação.

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 4

A Santa Sé não forneceu quaisquer detalhes acerca dos temas abordados na reunião de 13 de Fevereiro entre o Papa Bento XVI e os responsáveis da Cúria Romana, o que já era de esperar. A realização de uma nova reunião subordinada à mesma ordem de trabalhos encontra-se agendada para o próximo dia 20 de Março.

Dos rumores que correm pela rede, consta que o Cardeal Arinze terá manifestado alguma reserva aos projectos do Papa Bento XVI, o que não deixa de ser algo surpreendente, atendendo ao facto de o cardeal nigeriano possuir uma reputação de conservador em matéria doutrinária. Assim, estranhamente, Arinze parece encarar o Vaticano II nos moldes da hermenêutica da ruptura tão criticada pelo próprio Papa. Sem prejuízo, tudo indica que Sua Santidade mantém a firme intenção de encontrar rapidamente uma solução para as divergências existentes entre Roma e a Fraternidade de São Pio X.

Sobre toda esta matéria, como habitualmente, sugiro ainda a leitura dos artigos publicados no "Rorate-Caeli".

JSarto

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 3


O Papa Bento XVI tem agendado para hoje um importante encontro com os Cardeais-Prefeitos das diferentes Congregações Pontifícias, com as seguintes finalidades: a) discutir o levantamento das excomunhões pronunciadas contra Monsenhor Marcel Lefebvre e os restantes Bispos da Fraternidade, em 1988, pelo Papa João Paulo II; b) debater uma solução canónica que permita a celebração da Missa de rito latino-gregoriano em termos muito mais amplos do que os presentemente consentidos pelo Motu Proprio "Ecclesia Dei".

Sobre este encontro, recomendo a leitura deste artigo do sempre bem informado "Rorate-Caeli", mais as respectivas ligações nele assinaladas, e ainda estoutro da "Dici". Para quem não haja tido a paciência de escutar o importante sermão proferido por Monsenhor Bernard Fellay, no passado dia 2 de Fevereiro, em Flavigny, aqui fica também um breve resumo escrito do mesmo.

JSarto

New Oxford Review


Embora já soubesse da sua existência, só há pouco tempo, encaminhado por um blogue católico tradicional norte-americano, é que conheci mais aprofundadamente a "New Oxford Review", que agora reputo de excelente. Recomendo vivamente aos meus leitores que a visitem. Pela minha parte, tornei-me assinante de ambas as suas edições: a em linha, e a de papel. E, ademais, gosto do mote com que esta revista se anuncia: "Yes, many hate us. Ah, but they also fear us. That's why many others love us. If you hunger for the red meat of Catholicism, subscribe!"

JSarto

Fatima Radio

O "Fatima Center", dirigido pelo incansável Padre Nicholas Gruner, dispõe agora, e para maior eficácia das missões a que se propôs - a divulgação da mensagem de Fátima, e a defesa da tradição católica -, de uma emissora radiofónica - a "Fatima Radio". Aconselha-se a audição.

JSarto

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

No Grande Silêncio


A vida quotidiana no Mosteiro da Grande Cartuxa, num filme realizado pelo alemão Philip Gröning, e cujo respectivo "trailer" pode ser visto aqui. Belíssimo!

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 2


Sobre este tema, chamo a atenção para o importantíssimo sermão que Monsenhor Bernard Fellay proferiu no passado dia 2 de Fevereiro, no Seminário de Flavigny, em França, e que pode ser escutado aqui e na íntegra, num francês absolutamente cristalino.

Alerto igualmente para a leitura
deste artigo publicado no jornal "The Remnant", e que possui utilíssimos elementos de reflexão acerca da forma como os católicos tradicionais devem encarar o momento presente das relações entre a Fraternidade de São Pio X e Roma.

JSarto

O caso das lésbicas casadoiras

Com a outra polémica da semana - a das lésbicas casadoiras -, não vou perder muito tempo. Apenas o suficiente para recordar que o casamento é sempre e só a união entre homem e mulher, com vista à constituição de família mediante uma plena comunhão de vida, bem como à educação da prole fruto dessa união, não incumbindo ao Estado, através da lei positiva, alterar esta verdade contida nas leis divina e moral. E tal factualidade é vinculativa tanto para os heterossexuais, como para os homossexuais e os bissexuais, pelo que não faz qualquer sentido falar-se aqui numa discriminação em função da "orientação sexual".

De resto, lamenta-se o papel a que os órgãos da comunicação social dita de referência se prestaram uma vez mais - na verdade, órgãos de pura propaganda política apostados na implosão dos valores civilizacionais fundamentais da nossa sociedade, em obediência às centrais da subversão que controlam a linha editorial dos mesmos. Só com a sua repugnante colaboração, longamente matutada e friamente executada, é que o circo montado à volta das duas infelizes que pretendem emparelhar poderia atingir a dimensão promocional que atingiu.

JSarto