quinta-feira, fevereiro 16, 2006

A Missa de Requiem, de Mozart


Como é hábito dizer-se, mais vale tarde do que nunca: aqui fica a minha homenagem a Mozart, na passagem dos duzentos e cinquenta anos do seu nascimento, com estes três vídeos da sua admirável Missa (de rito latino-gregoriano) de Requiem - Dies Irae, Agnus Dei e Sanctus (este último é simplesmente soberbo) -, recordando que houve um tempo em que a Igreja tinha a composição da música religiosa a cargo de mestres como o génio de Salzburgo.

E, a talhe de foice, aqui fica um extracto da imorredoira Encíclica "Mediator Dei", do Papa Pio XII:

"Assim, para dar um exemplo, está fora do caminho quem quer restituir ao altar a antiga forma de mesa; quem quer eliminar dos paramentos litúrgicos a cor negra; quem quer excluir dos templos as imagens e as estátuas sagradas; quem quer suprimir na representação do Redentor crucificado as dores acérrimas por ele sofridas; quem repudia e reprova o cântico polifónico, ainda quando conforme às normas emanadas da Santa Sé."

JSarto

O triunfo de Romano Amerio


Começa a ser feita justiça, e ao mais alto nível, à pessoa de Romano Amerio, firme defensor da tradição católica na segunda metade do século XX, e, por isso mesmo, durante longo tempo, votado ao um injusto ostracismo. O seu monumental livro "Iota Unum", autêntica obra-prima de escalpelização dos efeitos devastadores do modernismo no seio da Igreja pós-conciliar, constitui por si só a prova plena do estado de necessidade gritante em que esta se encontra, bem como da justeza do combate tradicionalista para inverter tal situação.

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 4

A Santa Sé não forneceu quaisquer detalhes acerca dos temas abordados na reunião de 13 de Fevereiro entre o Papa Bento XVI e os responsáveis da Cúria Romana, o que já era de esperar. A realização de uma nova reunião subordinada à mesma ordem de trabalhos encontra-se agendada para o próximo dia 20 de Março.

Dos rumores que correm pela rede, consta que o Cardeal Arinze terá manifestado alguma reserva aos projectos do Papa Bento XVI, o que não deixa de ser algo surpreendente, atendendo ao facto de o cardeal nigeriano possuir uma reputação de conservador em matéria doutrinária. Assim, estranhamente, Arinze parece encarar o Vaticano II nos moldes da hermenêutica da ruptura tão criticada pelo próprio Papa. Sem prejuízo, tudo indica que Sua Santidade mantém a firme intenção de encontrar rapidamente uma solução para as divergências existentes entre Roma e a Fraternidade de São Pio X.

Sobre toda esta matéria, como habitualmente, sugiro ainda a leitura dos artigos publicados no "Rorate-Caeli".

JSarto

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 3


O Papa Bento XVI tem agendado para hoje um importante encontro com os Cardeais-Prefeitos das diferentes Congregações Pontifícias, com as seguintes finalidades: a) discutir o levantamento das excomunhões pronunciadas contra Monsenhor Marcel Lefebvre e os restantes Bispos da Fraternidade, em 1988, pelo Papa João Paulo II; b) debater uma solução canónica que permita a celebração da Missa de rito latino-gregoriano em termos muito mais amplos do que os presentemente consentidos pelo Motu Proprio "Ecclesia Dei".

Sobre este encontro, recomendo a leitura deste artigo do sempre bem informado "Rorate-Caeli", mais as respectivas ligações nele assinaladas, e ainda estoutro da "Dici". Para quem não haja tido a paciência de escutar o importante sermão proferido por Monsenhor Bernard Fellay, no passado dia 2 de Fevereiro, em Flavigny, aqui fica também um breve resumo escrito do mesmo.

JSarto

New Oxford Review


Embora já soubesse da sua existência, só há pouco tempo, encaminhado por um blogue católico tradicional norte-americano, é que conheci mais aprofundadamente a "New Oxford Review", que agora reputo de excelente. Recomendo vivamente aos meus leitores que a visitem. Pela minha parte, tornei-me assinante de ambas as suas edições: a em linha, e a de papel. E, ademais, gosto do mote com que esta revista se anuncia: "Yes, many hate us. Ah, but they also fear us. That's why many others love us. If you hunger for the red meat of Catholicism, subscribe!"

JSarto

Fatima Radio

O "Fatima Center", dirigido pelo incansável Padre Nicholas Gruner, dispõe agora, e para maior eficácia das missões a que se propôs - a divulgação da mensagem de Fátima, e a defesa da tradição católica -, de uma emissora radiofónica - a "Fatima Radio". Aconselha-se a audição.

JSarto

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

No Grande Silêncio


A vida quotidiana no Mosteiro da Grande Cartuxa, num filme realizado pelo alemão Philip Gröning, e cujo respectivo "trailer" pode ser visto aqui. Belíssimo!

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 2


Sobre este tema, chamo a atenção para o importantíssimo sermão que Monsenhor Bernard Fellay proferiu no passado dia 2 de Fevereiro, no Seminário de Flavigny, em França, e que pode ser escutado aqui e na íntegra, num francês absolutamente cristalino.

Alerto igualmente para a leitura
deste artigo publicado no jornal "The Remnant", e que possui utilíssimos elementos de reflexão acerca da forma como os católicos tradicionais devem encarar o momento presente das relações entre a Fraternidade de São Pio X e Roma.

JSarto

O caso das lésbicas casadoiras

Com a outra polémica da semana - a das lésbicas casadoiras -, não vou perder muito tempo. Apenas o suficiente para recordar que o casamento é sempre e só a união entre homem e mulher, com vista à constituição de família mediante uma plena comunhão de vida, bem como à educação da prole fruto dessa união, não incumbindo ao Estado, através da lei positiva, alterar esta verdade contida nas leis divina e moral. E tal factualidade é vinculativa tanto para os heterossexuais, como para os homossexuais e os bissexuais, pelo que não faz qualquer sentido falar-se aqui numa discriminação em função da "orientação sexual".

De resto, lamenta-se o papel a que os órgãos da comunicação social dita de referência se prestaram uma vez mais - na verdade, órgãos de pura propaganda política apostados na implosão dos valores civilizacionais fundamentais da nossa sociedade, em obediência às centrais da subversão que controlam a linha editorial dos mesmos. Só com a sua repugnante colaboração, longamente matutada e friamente executada, é que o circo montado à volta das duas infelizes que pretendem emparelhar poderia atingir a dimensão promocional que atingiu.

JSarto

As caricaturas do profeta Maomé

Estava a pensar escrever um artigo sobre a polémica despoletada à volta das caricaturas que um jornal dinamarquês publicou sobre o profeta Maomé, quando deparei com este artigo do Pedro Guedes que me poupa tal trabalho, já que o subscrevo em todas as suas linhas fundamentais, recomendando vivamente a leitura do mesmo.

JSarto

Assim está melhor!

Conta-se que nos tempos ditos da "outra senhora", um agente da autoridade surpreendeu em flagrante delito um oposicionista que havia acabado de pinchar os seguintes dizeres numa qualquer parede: "Morra Salazar Não Faz Falta". Perante tamanho atrevimento, deu-lhe imediatamente voz de prisão. Sem perder a presença de espírito, o oposicionista retorquiu, arguindo que ainda não havia terminado a sua frase. E, de uma penada, acrescentou-lhe um ponto de interrogação e dois de exclamação: "Morra Salazar? Não! Faz Falta!" Vendo isto, o agente exclamou - "Assim está melhor!" E seguiu o seu caminho.

Ora, também eu digo neste momento, ao saber da reconsideração que o amigo Misantropo fez de não abandonar as lides blogosféricas: assim está melhor, muito melhor mesmo!

JSarto

sábado, fevereiro 04, 2006

E para descontrair, as cinco pequenas manias

Insta-me o Corcunda a responder a um inquérito acerca de cinco pequenas manias que a minha pessoa tenha. Não são particularmente interessantes, mas aqui deixo o meu testemunho acerca delas:

- Quando tomo um café, a seguir tenho de beber uma água mineral gaseificada (de preferência, "Castello", passe a publicidade), ou, havendo mais tempo, um copo de whisky;

- Costumo deixar os livros que a cada momento vou lendo, e enquanto não os termino, sempre arrumados com a contracapa virada para cima, nas minhas secretária de trabalho ou mesinha de cabeceira;

- Nunca saio de casa sem puxar bem o lustro aos sapatos que calço;

- Escrevo habitualmente com uma caneta de tinta permanente, ainda que tão-só para fazer simples esboços de ideias;

- Os tapetes do meu automóvel, mesmo em dias de chuvosa invernia, têm de estar sempre impecavelmente limpos.

JSarto

A Fraternidade de São Pio X e Roma - 1

Atendendo às importantes evoluções que se têm verificado desde final de Agosto do ano passado no relacionamento entre a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (que, recorde-se, este espaço não representa, nem vincula de qualquer maneira) e Roma, sob a rubrica em epígrafe, "A Casa de Sarto" passa a acompanhar e a destacar as novas mais importantes atinentes a tão relevante assunto.

Hoje, aqui fica o conteúdo da conferência de imprensa concedida por Monsenhor Bernard Fellay, em Paris, à Associação dos Jornalistas de Informação Religiosa, bem como esta excelente notícia do jornal "Clarín", de Buenos Aires. Recomendo, enfim, a leitura do altamente recomendável blogue "Rorate Caeli".

JSarto

Um gesto especialmente agradável


Em gesto especialmente agradável, surpreende-me o Rafael com o envio de um grosso volume intitulado "La Verdad os hará libres - Sermones 2000 - 2003", publicado no ano de 2004, em Bogotá, Colômbia, de autoria do Padre Basílio Meramo, de que já se falou n"A Casa de Sarto". Agradeço muitíssimo tal atenção ao meu amigo! Leitura prioritária e obrigatória para os tempos mais próximos! E já são tantas! Vai ser bom ler e recordar as palavras sábias de um sacerdote católico íntegro e exemplar como deveriam ser todos os sacerdotes que servem a Cristo, e que em momento feliz e oportuno tive a honra de conhecer pessoalmente.

JSarto

La messe de toujours


Au cours du sacrifice de la messe "se réalise toute la Révélation, le mystère de la foi, l'achèvement des mystères de l'Incaranation et de la Rédemption, toute l'efficacité de l'apostolat", n'hésitait pas á écrire Mgr Marcel Lefebvre en une formule d'une saisissante intensité.

Le prêtre, le religieux, le missionaire, l'evêque, le supérieur, le fondateur qu'il a été sucessivement n'a cessé d'approfondir ce grand mystère du renouvellement non sanglantdu sacrifice de la Croix qui est, selon ses mots, "le coeur de la théologie, de la pastorale et de la vie de l'Église".

Le présent ouvrage reprend de façon méthodique tout ce que le prélat a pu dire ou écrire sur la messe, sur ses rites, sur ses prières, sur sa théologie, sur sa spiritualité, sur son esprit, sur sa grâce. On y suit pas á pas l'ordinaire de la messe traditionelle, puis on examine par contraste le Nouvel ordo de la messe promulgué en 1969 par Paul VI.

Le lecteur pourra ainsi découvrir ou redécouvrir, avec profondeur et simplicité, la sainte messe, ce trésor caché, "cet acte de la prière chrétienne le plus sublime".

Pedidos: Clovis, B.P. 88, 91152 Étampes Cedex, França, ou SA D.P.F., B.P. 1, 86190 Chiré-en-Montreuil, França. Preço: € 25 + € 5 (porte de correio).

JSarto

Tradition an the Church


De uma das melhores editoras de livros católicos tradicionais deste mundo e arredores - a Tan Books -, acabei de receber, "Tradition and the Church", de Monsenhor George Agius (também disponível na Amazon). A seu tempo, darei mais aprofundadamente conta do teor deste livro n"A Casa de Sarto". Por ora, para satisfazer a curiosidade dos meus leitores, aqui fica a apresentação que a editora dele faz:

"Scripture and Tradition are the two sources of the Catholic Faith. Everyone knows what Scripture is, but what exactly is Tradition? (...) Based on Church's constant teaching, "Tradition and the Church" answers the question, and thereby satisfies a great need.Written by a priest from Malta with two doctoral degrees, who was incardinated in the Lincoln, Nebraska, diocese, and first published in 1928, this book exposes all aspects of Tradition, so that once a person has read it, he will never again question the nature of Tradition and will have a healthy respect for what has come down to us from the Apostles. The author admits that he wrote his book as a "bridge" to "span the chasm" that has developed between modern man's current religious thinking and the Living Christian Tradition that was handed down by Jesus Christ through the Apostles and the Catholic Church. Thus, "Tradition and the Church" becomes a wonderful aid for those Christians separated from the Catholic Church, that they may see where their spiritual allegiance should be.

Making many important distinctions, Msgr. Agius explains the relationship of Tradition to Sacred Scriptures, the means by which Tradition is safely transmitted, the reasons for the incorruption of Catholic Tradition, the bases of the Church's dogmatic definitions, the authority and dominant role of the Fathers of the Church regarding what is included in Tradition, the necessity of Apostolic Sucession, the inabilityof the Protestant system to maintain Christian teaching in its purity, and many other points. The author also shows Tradition precedes Scripture - both historically and theologically - that the early Church was inexorably hostile to new doctrines, that modern "religious unity" can be a temptation against Catholic faith, and that Divine Revelation was complete with the death of the Apostles and is now closed forever - excluding the possibility that a new church or a newer testament will ever be revealed by God to man".


JSarto

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

El Carlismo y la "libertad religiosa"

“El Carlismo ha defendido siempre la unidad religiosa de España. Más aún: esa unidad es la piedra angular del orden político que el Carlismo propugna. Cuando hace de Dios el primero de sus lemas no significa simplemente que cree en la existencia de Dios en el Cielo o que propone la religiosidad como norma de vida de sus adeptos. El trilema carlista no es un programa de vida personal, sino el ideario de un sistema político. La unidad católica, por lo demás, aunque a veces de forma incongruente con el régimen político, ha estado vigente en España desde tiempos de Recaredo, en el siglo VI, hasta la actual Constitución de 1978, con la sola excepción de los cinco años de la segunda República.
¿Qué es la unidad religiosa? Para mejor entendernos, digamos ante todo qué no es la unidad religiosa. No es, contra lo que muchos creen, coacción ni intolerancia. La fe no puede imponerse a nadie, ni moral ni siquiera físicamente, puesto que es una virtud infusa que Dios concede y que incide en lo más íntimo de cada alma. Tampoco debe ejercerse coacción alguna sobre el culto privado de otras religiones, ni sobre su práctica en locales o templos reservados, con tal de que no se exteriorice ni se propague públicamente, ya que en un Estado confesional la difusión de las religiones falsas debe considerarse como más dañina que la propagación de drogas o sustancias nocivas.
Más aún: el sistema tradicional aconseja el prudencialismo político de acuerdo con el cual el gobernante católico en cuyo pueblo estén arraigadas de hecho más de una confesión religiosa, debe basarse en lo que tengan de común esas religiones, y practicar la tolerancia de cultos. No es el caso de España, donde no existe otra religión ni histórica ni ambientalmente establecida más que la católica.
¿Qué significa entonces la unidad religiosa que el Carlismo propugna como primero de sus lemas? Simplemente, que la legislación de un país debe estar inspirada por la fe que se profesa –la católica en nuestro caso– y que no puede contradecirla; que las costumbres, en cuanto son influidas por la ley y la política del gobernante, debe procurarse que permanezcan católicas. Que la religión, en fin, debe ser objeto de protección por parte de la autoridad civil. Dicho de otro modo: que no se pueden dictar ni proponer leyes que contradigan a la moral católica –ante todo el Decálogo–, ni que atenten a los derechos y funciones de la Iglesia. Este fundamento religioso (religión es religación con un orden sobrenatural) es radicalmente opuesto al principio constitucional moderno, según el cual el poder procede del hombre, de su voluntad mayoritaria, y nada tiene que ver con Dios ni con el Decálogo, que sólo concierne a la vida privada de quienes profesan esa religión. Recordemos que el origen de nuestras guerras civiles –que siempre tuvieron un trasfondo religioso– los dos gritos que se oponían entre sí eran ¡Viva la Religión! y ¡Viva la Constitución!
La confesionalidad del Estado y la conservación de la unidad religiosa allá donde exista son, ante todo, una consecuencia del primer Mandamiento que nos prescribe amar a Dios sobre todas las cosas, y no sólo en nuestro corazón o privadamente, sino también las colectividades que formemos, familiares o políticas. En segundo término, es una necesidad para conservar el bien inmenso de una religiosidad ambiental o popular, de lo que depende en gran medida la salvación de las almas. En algunos momentos cumbre de la historia el Cristianismo se propagó de un modo súbito, cuasi milagroso: en el Imperio Romano en tiempos de los apóstoles, en la rápida cristianización de los pueblos bárbaros a la caída de Roma, en la difusión fulgurante de nuestra fe en la América española. Pero en lo demás la fe requiere ser mantenida con esfuerzo y evitarle peligros, al igual que debemos hacer con nuestra fe personal, y con la salud y el dinero, y cualquier género de bienes, que requieren ser guardados y preservados. Bajo un Estado laico la fe tiene que perderse, porque ese pueblo no merece la fe que ha recibido, y ello está a la vista en nuestra sociedad.
En segundo lugar, tampoco puede subsistir un gobierno estable que no se asiente en lo que Wilhelmsen ha llamado una "ortodoxia pública". Es decir, un punto de referencia que sirve de fundamento a la autoridad y a la obligatoriedad de las instituciones, las leyes, las sentencias. En rigor, si se establece la libertad religiosa (y el consecuente laicismo de Estado) resulta imposible mandar ni prohibir cosa alguna. ¿En nombre de qué se preservará en una tal sociedad el matrimonio monógamo? ¿Bajo qué título se prohibirá el aborto, la eutanasia y el suicidio? ¿Qué se podrá oponer al nudismo, a la objeción de conciencia, a las drogas o a la promiscuidad de las comunas?
Bastará que el afectado por el mandato o la prohibición apele a una religión cualquiera –incluso individual– que autorice tal práctica o la prohiba. ¿Y qué límite podrá poner el Estado a esa libertad religiosa si se la supone basada en "el derecho de la persona"? Quien desee divorciarse o vivir en poligamia no tendrá más que declararse adepto a múltiples religiones orientales, o al Islam, o a los mormones. Quien quiera practicar la eutanasia o inducir al suicidio, podrá declararse sintoísta. El que desee practicar el desnudismo público alegará su adscripción a la religión de los bantús, y los objetores al servicio militar buscarán su apoyo en los Testigos de Jehová. En fin, los que vivan en promiscuidad o se droguen, hallarán un recurso en los antiguos cultos dionisíacos o báquicos. La inviabilidad última de cualquier gobierno humano (que recurre simplemente a la fuerza) se hace así patente. La "libertad religiosa" es, por su misma esencia, la muerte de toda autoridad y gobierno.
Se objetará, sin embargo, que la Declaración Conciliar Dignitatis Humanae del Concilio Vaticano II ha propugnado la libertad religiosa y el consiguiente laicismo de Estado.
¿Qué hemos de pensar de esto los carlistas? A mi juicio, lo siguiente:
1.º.- El Concilio Vaticano II no es un concilio dogmático sino sólo pastoral, por propia declaración: por lo mismo, exento de infalibilidad.
2.º.- La libertad religiosa en el fuero externo al individuo contradice la enseñanza de todos los papas anteriores (uno de ellos santo) desde la época de la Revolución Francesa, y particularmente a la encíclica Quanta Cura de Pío IX que reviste las condiciones de la infalibilidad.
3.º.- La Declaración Conciliar se contradice a sí misma, puesto que afirma al mismo tiempo que deja intacta la doctrina anterior.
4.º.- Los amargos frutos de esa Declaración son bien patentes en la Iglesia y en la sociedad.
5.º.- Si esa Declaración hubiera de ser recibida como "palabra de Dios", al Carlismo no le quedaría más que disolverse, porque ha sido el último y más heroico empecinamiento en la defensa del régimen de Cristiandad.”

Rafael Gambra Ciudad

(RCS)

domingo, janeiro 29, 2006

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Jacobo San Miguel, one year afterwards …

Ni a JSarto ni a mí se nos ha pasado por alto el aniversario de nuestro comentarista Jacobo San Miguel, fallecido en Enero del 2005. La huella que nos dejó a todos fue imborrable. Su testimonio imperecedero.
No voy a glosarle de nuevo, ya lo hice. Ahora, gracias a los buenos oficios de nuestro lector brasileño Marcus Moreira Lassance Pimenta (a quien agradecemos de todo corazón el gesto y el esfuerzo) tenemos el mismo texto, previamente enlazado en español, también en portugués, y que a continuación reproducimos.
No puedo olvidarme de ese otro judío brasileño converso a la Fe de Cristo, Julio Fleichman, quien en carta personal dirigida a mí el 20 de Junio del 2003 desde Rio de Janeiro, me decía:

“Saber que para uma só alma o que escrevi possa ter sido útil já é uma grande alegria, aliás partilhada por todos os meus filhos e minha esposa ... Depois da morte de Corção, em 1978, encontramos Monsenhor Lefebvre que nos visitou pela primeira vez em fins de 1979, para reunir-se, em minha casa, com Dom Antonio de Castro Mayer. O senhor verá, neste livro [A Crise é de Fé e é Grave (Memorias)], algumas das intervenções maravilhosas da graça de Nosso Sennor para socorrer-nos, maner-nos firmes na fé e até para assegurar a continuidade dos esforços de nosso pequeno grupo para servi-lO.”

Sólo cabe apostillar que tanto el Profesor Julio Fleichman como el abogado Jacobo San Miguel fueron y son ciertamente útiles a esta alma que ahora redacta estas líneas. Y que es gracias a testimonios como los de ellos que Dios nos socorre y nos mantiene firmes en la Fe de Cristo.
Y ahora, sin más, les dejo con el artículo sobre Jacobo San Miguel en portugués a gentileza de Marcus Pimenta.

“Ultimamente tenho encontrado gratas surpresas nos meus passeios pela "blogsfera". Dentre elas posso salientar os meus amigos André de Oliveira (www.andredeoliveira.blogspot.com), Gustavo Nogy (www.nogy.blogspot.com), Ruy Maia Freitas (www.despoinadamale.blogspot.com) e os "compatrícios" João Sarto e Rafael Castela Santos (www.casadesarto.blogspot.com): escrevem com sangue, de alma em punho! Mais do que uma simples veemência, para além da retórica, são eles "vozes do deserto" que clamam pela verdade e proclamam a Verdade.
Uma das coisas que mais me marcou foi ter conhecido um senhor de nome Jacobo San Miguel que, pensava eu, era "católico de nascimento". Comentava ele sobre os temas encetados no blog do JSarto e do Rafael com agudeza incomum e com um bom-humor leve e contagiante. Mal sabia eu de toda a história...
Quando soube do ocorrido, de seu falecimento, uma dor profunda se fez. Era como se um amigo muito próximo tivesse partido: fez-se a saudade – a presença de uma ausência.
Quando o Rafael escreveu sobre ele, o Jacobo, notei que o sentimento tinha suas raízes profundas: era a identidade de almas irmãs; irmanadas pelo mesmo Sangue: o preciosíssimo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Disponibilizo aqui no site Veritatis Splendor o Testemunho daquele que nos deixou um maravilhoso exemplo de perseverança no amor. Espero que o amigo e irmão Jacobo dê àqueles que precisam tudo aquilo que lhe foi negado durante a vida: maravilhosa dádiva dessas mãos vazias.

Homenagem a Jacobo San Miguel
Jacobo San Miguel, um de nosso leitores, faleceu no dia 6 de Janeiro passado, Festividade dos Três Reis Magos, na Califónia, (USA) devido a complicações do tratamento do câncer a que estava sendo submetido.
Jacobo San Miguel, fervoroso católico, era mexicano de nascimento. Seu pai era judeu russo e sua mãe era uma mistura de sefardita* e maia**. Foi educado num ambiente de judaísmo reformado e descrente; sua juventude foi praticamente agnóstica.
Tendo completado os estudos secundários na Cidade do México emigrou para Israel, lá permanecendo durante um tempo. De vota à América se estabeleceu nos EUA, onde se tornou advogado.
Atualmente estava finalizando um PhD em História.
Se casou e teve três filhos. Todos eles lhe sobreviveram e, se por acaso lerem isto, A Casa de Sarto lhes expressa nossos mais sentidos pêsames e profundas condolências pelo falecimento de Jacobo San Miguel.
Sua conversão ao Catolicismo veio acompanhada de cruzes e sofrimentos enormes, pois foi rechaçado da comunidade judia em que vivia e pela sua própria família.
Devido a um desses sujeitos impertinentes que pululam, ou melhor, pululavam nesta Casa, Jacobo e eu entramos em contato havia vários meses e desde então mantínhamos um intercâmbio epistolar que só se interrompeu nos dias prévios à sua morte.
A Casa de Sarto rende aqui uma pequena homenagem ao Jacobo: que em paz descanse. Nada melhor que extrair alguns parágrafos da correspondência privada que mantinha com ele. A claridade que algumas de suas idéias e alguns de seus sofrimentos que passou, por sua conversão e fidelidade a Cristo, merecem ser relatados.

Sua conversão
"Quero eu lhe contar, Don Rafael, como me converti. Eu era um pândego humano e espiritualmente falando. Falava muito de religião, mas sempre com escárnio. Tinha para mim que o Antigo e o Novo Testamento eram contos fantásticos, nada mais. Argumentava que Moisés havia tido alucinações auditivas quando subiu ao Sinai, que havia demasiada poesia em torno de Davi e que Jesus Cristo era um impostor [...] Não havia mais Deus porque em realidade não havia Deus: tudo isso me parecia uma grande estupidez [...] O desprezo e o asco que sentia pelos cristãos era impressionante [...] Mas Deus tem vários caminhos: quis Ele que na sua Pátria, que é agora minha Pátria-Mãe, se desse a minha conversão; em Toledo.
Estava eu a caminho de Jerusalém, mas tinha de fazer uma escala em Madri e perdi o avião porque aterrizamos tarde. Assim decidi ir a Toledo, que muitos tinham me falado que é linda. Toledo é a capital Sefardim***, como bem sabes, uma cidade muito querida para os judeus. Fui a Catedral e me quedei fascinado com El Greco. Me quedei extasiado ante esse pintor místico e fiquei intrigado ante uma família, uma freira, uns padres e três crianças que rezavam o Rosário em uma Capela lateral.
Não sei que me passou então. Ante o Crucifixo do Altar-Mor tive uma imperiosa necessidade de aproximar-me. Eu gritava em silencio: ‘Deus dos cristãos, se existe, mostra-Te!’ [...] Foi logo ali, na lateral do Altar, que, sem saber por que, chorei de fronte a um precioso quadro da Virgem. Não sabia por que chorava...
Quando cheguei a Tel-Aviv me faltou tempo para sair para Jerusalém [...] e me meti com um grupo de peregrinos cristãos que faziam um tour de três dias pelos lugares da Terra Santa. O franciscano que se fazia de guia explicava como se haviam cumprido todas e cada uma das Profecias de Isaías sobre Cristo, profecias que conhecia bem porque minha mãe era uma boa judia ortodoxa e lia para mim essas coisas desde pequeno. Comecei a pensar que os cristãos estavam certos e eu não, que Cristo era o verdadeiro Messias [...]
Quando regressei aos USA queria ler e saber de Cristo mais e mais. Comprei uma Bíblia e comecei a frequentar uma igreja episcopal no mesmo tempo em que lia os autores católicos que tinham sangue judeu, principalmente carmelitas, como Sta Teresa, S. João da Cruz e Sta Edith Stein. Mas também lia a outros como Frei Luis de Leon e a autobiografia do Rabino Zolli, que logo se convertia ao Catolicismo [...]" (15 de Julho de 2004)

Seu êxodo e seu purgatório
"[...] Minha mulher se voltou louca contra mim quando se inteirou que eu flertava com o Cristianismo. Quando me converti foi o fim: me fez a vida impossível e me provocava continuamente; isso durante anos [...] Perdi o trabalho e conseguiu um divórcio em tempo recorde e um processo contra mim. Me acusou de tudo [...] Não pude ver os meus filhos em três anos, dos quais queria e quero muitíssimo tê-los comigo, apesar de não mais lhes ver [...]
Foi então que conheci Daniel [...], este judeu argentino de que havia lhe falado, e que havia se convertido ao Catolicismo. Estava desesperado, mas me convenceu a ir ao Catecismo da Igreja Católica com ele.
Eu batalhava pela minha família todos os dias e, aos poucos, encontrei trabalho que logo se mostrou bom, porque me foi dada uma confortável posição econômica. Daniel me animava. Eu estava triste, muito triste. Não podia ver meus filhos e minha ex-mulher os punha contra mim sem cessar.
Desde que fui aos episcopalinos li vários livros sobre o protestantismo que o Daniel me forneceu. O protestantismo é uma falácia, uma mentira, e agora a Igreja é assaltada pelo protestantismo [...]
Em 13 de Outubro, três anos depois de minha inesperada visita à Toledo, fui batizado católico em uma das missões espanholas na Califórnia." (31 de Março de 2003)

Seu amor pela Espanha e por Portugal
"Ao ler sobre o Catolicismo não podia ler somente a Teologia, mas também História, a que sempre fui aficcionado. Li muitos livros [...] Me dei conta de que nos haviam mentido descaradamente sobre Felipe II: ele era essencialmente um bom católico! Também o professor Luis Suárez, que escreveu uma obra impressionante sobre a expulsão dos judeus da Espanha. Entendi a Rainha Isabel e o que se passou, mesmo que, todavia, tenho meus reparos de que a medida não fora de toda correta. Ademais, Luis Suárez é também judeu, assim não se pode acusá-lo de antisemitismo [...] No México nos mentem, nos dizem uma lenda negra sobre os espanhóis: pelo certo é que Cortés decidiu atuar militarmente quando viu os sacrifícios humanos e graças aos espanhóis essas abominações cessaram [...] Que a Espanha fez a obra maior da humanidade em converter maus pagãos (mas também judeus, porque foram muitos os judeus que se converteram na Espanha, ou nas "Espanhas", como você gosta de falar) isso é inquestionável. A obra dos Impérios Espanhol e Português não é uma obra de homens: é uma obra de Deus [...]
Foi então quando eu, que havia nascido no México, me vi interiormente mexicano de verdade, pois até aí não havia sido [...]
Vocês, os espanhóis, trouxeram a Fé em Cristo à este continente americano, logo ajudados pelos portugueses no Brasil e pelos franceses no Canadá [...]
Desejo terminar esse e-mail, querido Rafa, dando um viva a Espanha, a Patria-Mãe querida de minh’alma [...]" (8 de Outubro de 2004)

Seu descobrimento da Tradição
"[..] quanto a mim, sempre me intrigou essa coisa dos protestantes. Depois de ler muito, vi que o problema era sério. O bom da Tradição é que há uma sucessão ininterrupta, posto que elevada e transformada por Jesus Cristo, desde o Sacerdócio de Abraão (sim, Sacerdócio, porque Abraão prefigura o sacrifício que Deus oferece de Seu Filho, Jesus Cristo) até o Sacerdócio de S. Pedro, que se continua pelos últimos dois mil anos [...]
Alguém me falou de Missas em Latim e fui lá. Que beleza, que dignidade, que pureza!!! Havia muitos livros naquela igreja, e comprei mais de quarenta sobre a Liturgia, sobre a história, sobre os caminhos da fé etc. Se riram muito quando tive de pedir ajuda para levar todos os livros em duas caixas grandes para o carro. Foram cinco meses sem dormir direito. Trabalhava e lia. Não comia bem.
O sócio da minha firma quis que eu fosse ao médico, ao psicólogo, porque o esgotamento foi tal que caí enfermo de tanto ler, como Don Quichote [...] Sim, creio que li quarenta e três livros sobre a Tradição em menos de seis meses [...]
Me fui de férias para Roma em um mês e lá ia a Missa em Latim, na Congregação de Sto Atanásio, e logo me enredei pelo Vaticano e por Roma. Assim percebi o contraste entre a Roma pagã e a Roma Eterna melhor do que as palavras podem dizer. Me dei conta da grandeza da Roma Imperial, mas estou completamente de acordo contigo, Rafa, de que esse Império Romano foi salvo, em tudo o que podia ser salvo, pela Igreja [...] porque a Igreja é Católica, Apostólica e Romana, posto que Eterna e imutável, coisa que os modernistas não querem entender. Ao voltar de Roma, nunca mais deixe de assistir a Missa Tridentina, que é a expressão da pureza da Fé [...] Mas a luta não é litúrgica, é sobre a Fé, da pureza da Fé". (15 de Agosto de 2004)

Sua opinião sobre A Casa de Sarto
"Caro senhor Castela Santos: lhe agradeço seu e-mail. Efetivamente não vale a pena perder tempo com um irracional que só sabe insultar e que, quando lhe respondem com argumentos racionais, responde com impropérios. Assim são os odiadores da Santa Madre Igreja Católica e assim também todo naipe de perseguidores. Rezarei a ele ao invés de perder tempo em responder as suas estupidices anticatólicas.
Eu também, como outro judeu insigne de nome Pablo, fui perseguidor e odiador de cristãos, eu também fui odiador e acusador, pois sempre há esperança [...]
Não me amedronta que o jovem diga que quer um encontro físico comigo. Estou a praticar artes marciais a quase 40 anos e sigo treinando quase diariamente, aparte de que recebo instruções de combate corpo-a-corpo e em treinamento intenso de situações reais. Então... Melhor seria um bom combate de argumentos.
Vejo hoje que, quando um católico é insultado, todos aplaudem e se juntam em matilha. Me dói ver que as palavras não mais tem um efeito curativo, mas só alimentam polêmicas inúteis com os raivosos e maliciosos de sempre.
[...]
Quero aproveitar essa mensagem para dar-lhe congratulações a você a ao João Sarto pelo formidável blog que editam. Não importa que lhes leiam poucos. O importante é demostrar que estamos aí, que o estandarte e a bandeira da Tradição seguem estando aí, sempre. Meu português vai melhorando pouco a pouco, pois necessito dela para a minha Tese de Doutorado [...] Sigam aí, mantenham-se, com continuidade e com firmeza [...] Sou um leitor constante do Padre Castellani, a quem releio continuamente, e me alegro muito da reivindicação que fazem na Casa de Sarto [...] É lógico que sendo um blog bilingue, ele tem dois gumes, visto a Espada da Cristandade ter dois fios primordiais: Espanha e Portugal [...] A Casa de Sarto é um espaço bem católico e minha única queixa é que deveriam escrever mais constantemente."

Despedida
"Querido Rafa: estou aqui, tremendamente exaurido. A operação saiu bem segundo dizem os médicos. Contudo tem ele de iniciar a quimioterapia para evitar a disseminação do tumor. E isso irá drenar mais as minhas forças. Mas apesar disso, e de saber que em 50% dos pacientes com esse mesmo tipo de câncer não logram superar os dois anos de sobrevida, tenho esperanças de ser um dos outros 50% e logro sobreviver aos cinco anos, os que são 25%. Está comigo um Padre [...] um sacerdote muitíssimo zeloso [...] Me ministrou a Extrema-Unção e fiz uma confissão geral de toda a minha vida. Me senti muito aliviado, pois se algo me acontecer de inesperadamente e sem os devidos preparativos só posso ir a um lugar horrível. Tal é a Misericórdia e a Justiça de Deus. Estou em paz com Deus, muito arrependido dos meus pecados de juventude e de madureza. Perdôo de coração a todos, inclusive minha mulher, que tanto dano me tem feito [...]
Tenho boas notícias que me alegram: meu filho mais velho A[...] me procurou e me pediu perdão e disse-me que, a partir de agora ele e J[...], vão estar ao meu lado: dei a minha benção a ambos. A[...] chorava e chorava. Foi como a Parábola Do Filho Pródigo: foi porque Deus nos ama; o amor pode tudo [...]
J[...] era um tipo materialista, sem nenhuma inquietude espiritual, mas agora se tornou mais humilde o que muito me alegrou.
A[...] voltou a tarde e conversei com ele durante três horas sobre a minha conversão e por que me tornei católico. Tinha que parar às vezes e me quedava adormecido por uns minutos, porque estou muito esgotado. J[...] me beijou com ternura [...] A[...] virá amanhã com meus quatro netos, dos quais só conheço dois.
Como vês, tenho que viver para agora poder estar com meus filhos e conhecer mais os meus netos [...]
J[...] apenas fala formalmente com a sua mãe, mas eu lhe disse que, apesar de tudo, ela era sua mãe. Ela está tentando convencer a N[...] para que venha ver-me, todavia ainda está muito influído pela sua mãe.
Recuperar meus filhos, mesmo que seja por culpa de enfermidade, é o maior presente que Deus poderia me dar de Natal [...]
Muito obrigado pelas imagens da Virgem de Fátima e da Virgem do Pilar que me enviou: as tenho aqui, ao meu lado, junto à Virgem da Guadalupe [...] E te agradeço todas as orações [...] Mas não peçam por mim: eu estou bem. Estou confessando e estou comungando, e na Graça de Deus. Não tenho medo, mesmo que possa morrer durante os próximos meses. Peçam pela conversão do povo judeu. A salvação do mundo virá pelos judeus e judeu é Cristo também. Se os judeus não se converterem ao Catolicismo o problema de Israel não terá solução.
O problema é tão complicado que tem somente solução espiritual: a conversão de judeus e palestinos a Fé Católica. Só isso pode trazer perdão e paz. Israel e Oriente Médio trarão a ruína ao mundo, a este mundo descristianizado [...] Cada dia vejo mais clara a ameaça russa e chinesa, que alimentam as heresias e os cismas e são capazes de controlar a maré islâmica que será os castigo pela fraqueza dos europeus.
[...] Rezem pela conversão dos judeus, pela conversão da Rússia e, por suposto, pela conversão dos pecadores e não-crentes. E rezem, sem temor, para que Deus castigue duramente os inimigos de Cristo e de Sua Igreja que não querem se arrepender [...]
Te desejo, Rafa, Graças por teus ânimos e tuas orações [...] só de ter recuperado contato com meus filhos já basta: estou feliz [...]
Feliz Ano Novo, que seja um ano do Deus de Israel, de Isaac e de Jacó, o Deus que se encarnou: que Nosso Senhor Jesus Cristo reine eternamente."(30 de Dezembro de 2004)”

*Diz-se dos judeus descendentes dos primeiros israelitas em Portugal e Espanha.
**Povo indígena da Guatemala e Sul do México.
***O mesmo que sefardita.

Rafael Castela Santos

São Vicente de Lerins

What then will the Catholic Christian do, if a small part of the Church has cut itself off from the communion of the universal Faith? The answer is sure. He will prefer the healthiness of the whole body to the morbid and corrupt limb. But what if some novel contagion try to infect the whole Church, and not merely a tiny part of it? Then he will take care to cleave to antiquity, which cannot now be led astray by any decit of novelty. What if in antiquity itself two or three men, or it may be a city, or even a whole province be detected in error? Then he will take the greatest care to prefer the decrees of the ancient General Councils, if there are such, to the irresponsible ignorance of a few men. But what if some error arises regarding which nothing of this sort is to be found? Then he must do his best to compare the opinions of the Fathers and inquire their meaning, provided always that, though they belonged to diverse times and places, they yet continued in the faith and communion of the one Catholic Church; and let them be teachers approved and outstanding. And whatever he shall find to have been held, aprroved and taught, not by one or two only but by all equally and with one consent, openly, frequently, and persistently, let him take this as to be held by him without the slightest hesitation.

Do capítulo IV, do "Commonitorium" (ano de 434 D.C.), tradução inglesa.