quinta-feira, novembro 24, 2005

Obediencia debida e indebida

Me acusa un lector, al parecer asiduo, de A Casa de Sarto de “no ser suficientemente obediente”. Critica el avezado lector mi “enfrentamiento” con Roma y “no ser suficientemente dócil a Roma y al Santo Padre”. Le digo privadamente a mi lector, y se lo repito públicamente, que la Iglesia no es una Monarquía Absoluta, sino una Monarquía templada, y que el Santo Padre (ni aún tras el Concilio Vaticano I) tiene un poder omnímodo. Objeta mi crítico lector mi “falsa (sic) creencia en que uno puede desafiar al Papa”. Le digo a mi lector que por esa regla de tres tampoco San Pablo hubiera podido corregir a San Pedro, ni San Atanasio al Papa de su tiempo. Al final el intercambio toma un cariz imposible, porque es un problema de concepto el que nos impide siquiera partir de una plataforma común. Y el concepto en cuestión no es nada más y nada menos que el de la Obediencia y sus límites.
Releí recientemente un artículo publicado por el galés Michael Davies allá por 1986 sobre la crisis actual de la Iglesia y las implicaciones de la obediencia debida e indebida. Buena gana de querer expresar yo con palabras lo que otros son capaces de decir con mucha mejor forma y más calado en el fondo. Enlazamos aquí el trabajo de Michael Davies sobre los límites de la obediencia.

Rafael Castela Santos

terça-feira, novembro 22, 2005

domingo, novembro 20, 2005

"Las Ideas de mi Tío el Cura", de Leonardo Castellani


Trazido de Buenos Aires, e com uma escala feita no País de Gales, chegou sexta-feira às minhas mãos um exemplar de "Las Ideas de mi Tío el Cura", da autoria de Leonardo Castellani, tudo graças aos bons préstimos do Rafael, que para mais me ofertou tal livro acompanhado de amistosa dedicatória. Numa primeira impressão, parece-me ser trabalho da mais alta valia, onde Castellani nos brinda com toda a sua enorme genialidade e peculiar erudição. Depois de leitura atenta, a fazer de imediato, voltarei a falar deste livro n"A Casa de Sarto".

JSarto

"Notas", de Nicolás Goméz Dávila


"Vivir con lucidez una vida sencilla, callada, discreta, entre libros inteligentes, amando a unos pocos seres".

Nicolás Goméz Dávila

(JS)

domingo, novembro 13, 2005

Poitiers, demain?


Umas breves palavras sobre os motins que envolvendo jovens da segunda geração de imigrantes afro-islâmicos, marcam a actualidade europeia, sobretudo em França.

Antes de mais, um pequeno aparte: é curioso que os incidentes em apreço ocorram exactamente nos três países - França, Alemanha e Bélgica - que mais se opuseram à intervenção bélica norte-americana no Iraque, mas isso não passará de uma mera coincidência…

Independentemente das especulações que possam ser feitas, os principais culpados destes motins nem sequer são os jovens habitantes das "cités" que enxameiam à volta de Paris. Ao invés, há que responsabilizar primeiramente os políticos das esquerdas jacobina e marxista que sempre encararam com propositada incúria a realidade da imigração, uns, como um modo rápido de minar a integridade étnica e cultural europeia, e de destruir a identidade religiosa cristã do velho continente, com vista à realização da velha quimera da república universal; outros, como forma de garantir novas clientelas políticas face à erosão do seu eleitorado tradicional; e ambos por terem incutido àqueles jovens (e, em parte, aos seus pais) a ideia de que tudo lhes é permitido, podendo gozar de todas as vantagens e benefícios materiais das sociedades hospedeiras, sem terem de sofrer os esforços e sacrifícios que lhes são inerentes. Ora, os tempos que correm não estão propícios para que se encare a vida desta maneira simplista…

E se este panorama, por si só já não é brilhante, ele obscurece ainda mais perante a postura criminosa com que a extrema-esquerda radical tem utilizado os mesmos jovens, servindo-se deles como peões na execução da sua estratégia de desprezo niilista pela civilização ocidental, incutindo-lhes em permanência, mediante o uso dos meios de comunicação social (na verdade, de propaganda) onde pontifica com a cumplicidade inadmissível do grande capital plutocrático, um sentimento de ódio contra o povo hospedeiro (no caso, o francês), através do sistemático denegrir do passado histórico deste, sobretudo colonial, do qual os ditos jovens seriam supostamente vitimas, com o fito de lhes provocar reacções incontroladas de vingança e de desforra.

Os resultados estão à vista de todos: o genial "Le Camp des Saints", de Jean Raspail, cuja profecia nele contida poucos imaginariam concretizável na altura em que foi escrito, no ano 1973, tornou-se afinal na descrição do quotidiano da França actual.

Poitiers, demain?... Mas onde está Charles Martel?... Ou São Luís IX?...

JSarto

Ainda a Liturgia, ou as minhas aventuras no Reino do "Novus Ordo"


Costuma dizer-se que se Deus tolera um mal, é tão-só para permitir a realização de um bem maior. De certo modo, foi isso que sucedeu comigo. "Exilado" em Leiria, cingido ao facto de poder assistir apenas uma vez por mês à celebração da Missa de rito latino-gregoriano, que por estas bandas é oficiada no primeiro Domingo de cada nova trintena de dias, na capela da Fraternidade de São Pio X, em Fátima, resignei-me a frequentar uma Missa do novo rito de Paulo VI nos restantes Domingos, talvez influenciado pela ideia confortável, mas puramente teórica e sem suporte fáctico concreto, com que muitos tradicionalistas se tentam enganar a si próprios, de que tal Missa não sendo boa, nem por isso deixa de ser válida e lícita para o cumprimento do preceito dominical.

Pela minha parte, desenganei-me rapidamente: perdi conta ao número de vezes que abandonei a Igreja onde havia entrado para assistir à Missa, tais eram os abusos que os meus olhos presenciavam, e as aberrações que os meus ouvidos escutavam: de um padre a tocar guitarra em pleno altar-mor, a um outro que se sentou na cadeira da "presidência" durante a distribuição da comunhão, deixada a cargo de dois leigos; daquele que perorava em "douta" homília que Cristo não fundou nenhuma religião, àquele outro que tentou fazer do mesmo Cristo um apóstolo do indiferentismo religioso, passando pelas mais primárias defesas de um internacionalismo completamente rasteiro e de um igualitarismo totalmente crasso, escoradas em interpretações distorcidas e deturpadas dos Evangelhos, em absoluta dissidência com toda a tradição cristã, foi um desfilar de situações que depressa esgotaram a minha paciência de católico. Chega, disse eu! E pus-me a pensar sobre a monstruosidade de base que permitia todas estas aberrações, isto é, a Missa do novo rito de Paulo VI, paradigma acabado da revolução modernista que ocupou a Igreja. Feita muita reflexão, auxiliada por outra tanta leitura, concluí:

1º) A Missa do novo rito de Paulo VI é uma má Missa;

2º) É inteiramente artificial, na sua totalidade concebida por um herege modernista, suspeito de pertencer à seita dos pedreiros-livres - Monsenhor Bunigni -, e promulgada pelo Papa mais antitradicional de toda a História da Igreja - Paulo VI;

3º) Obnubila as verdades fundamentais da Fé Católica, e enfatiza realidades que lhe são espúrias, provenientes directamente da heresia protestante;

4º) Afasta o entendimento tradicional da Missa como a repetição real, não sangrenta, do sacrifício de Cristo na Cruz, concebendo-a antes como uma mero memorial litúrgico - uma refeição comemorativa - daquele sacrifício, à maneira protestante;

5º) Contradiz a doutrina dogmaticamente definida na Vigésima Sessão do Concílio de Trento, dedicada ao Santo Sacrifício da Missa, violando ostensivamente os canônes 3º, 6º, 7º e 9º nela promulgados, bem como três pronunciamentos infalíveis de outros tantos Papas, a saber: a Bula "Quo Primum", de São Pio V, que consagra perpétua e irrevogavelmente a Missa de rito latino-gregoriano como a Missa única e inalterável da Igreja do Ocidente; a Encíclica "Apostolicae Curae", de Leão XIII, e a Constituição Apostólica "Veterum Sapientia", de João XXIII;

6º) Apartando-se de modo decisivo da Missa infalivelmente aprovada pela Igreja, e denegando a dimensão sacrificial que esta última sempre lhe atribuiu, torna-se legítimo questionar a sua própria validade sacramental;

7º) Em conclusão, a Missa do novo rito de Paulo VI é profundamente antitradicional, e por esse exacto motivo nenhuma pessoa pode ser obrigada em consciência a assistir-lhe, ainda que ela seja porventura oficiada reverente e piedosamente por um sacerdote católico conservador, uma vez que a matéria e a intenção jamais dispensam a forma. E, se for impossível, por motivos de distância, participar numa Missa de rito latino-gregoriano, nem por esse facto a Missa do novo rito de Paulo VI se torna uma alternativa viável, pois a ninguém é lícito, em nome de uma suposta obediência formal ao preceito dominical, colocar em perigo a integridade da sua fé católica, mediante a participação num ritual notoriamente herético, característico da seita neomodernista e neoprotestante que se esconde sob a fachada e o prestígio da Igreja Católica para mais facilmente tentar destruí-la. E em vão…

JSarto

Aforismos de Nicolás Gómez Dávila - Liturgia


Aqui há uns dias atrás, escreveu o Pedro Guedes - cujo regresso a estas lides tardiamente saúdo - acerca de um padre católico seu conhecido, que estaria cavalgado em demasia pela modernidade, no que respeita a matéria litúrgica. Infelizmente, nos dias que correm, estes maus sacerdotes são legião no seio da Igreja, não hesitando com a sua irreverência modernista em profanar de modo escandaloso aquela que deveria ser a forma mais sublime de expressão da fé católica - a Missa.

Ora, Nicolás Goméz Dávila, genial pensador tradicionalista colombiano de que já falámos anteriormente por estas bandas, dedicou à questão litúrgica alguns dos seus incisivos aforismos, neles criticando implacavelmente os abusos de tais espécimes progressistóides, que o autor conhecia à distância. Aqui ficam:

El sacrifício de la Misa nueva es hoy el suplicio de la liturgia.

Al suprimir determinadas liturgias suprimimos determinadas evidencias. Talar bosques sagrados es borrar huellas divinas.

El ceremonial es el procedimiento técnico para enseñar verdades indemonstrables. Ritos y pompas vencen la obsesión del hombre ante lo que es material y tosco.

Lo ritual es vehículo de lo sagrado. Toda innovación profana.

Innovar en materia litúrgica no es sacrilegio, sino estupidez. El hombre sólo venera rutinas inmemoriales.

El Cristianismo degenera, al abolir sus viejos idiomas litúrgicos, en sectas extravagantes y toscas. Roto el contacto com la antigüedad griega y la latina, perdida su herencia medieval y patrística, cualquier bobalicón se convierte en su exégeta.

Cuando el misterio autentico se eclipsa, la humanidad entera se embriaga con misterios imbéciles.

Quien reforma un rito hiere a un Dios.

La liturgia, definitivamente, sólo puede hablar en latín. En vulgar es vulgar.

Quizás un precedente legitime, en cada caso, las recientes reformas litúrgicas, pero el espíritu que las anima distingue las actuales de las pretéritas. Entonces exigencia de percepción cristiana, hoy ambición de eficacia terrestre.

Al repudiar los ritos, el hombre se reduce a animal que copula.


JSarto

terça-feira, novembro 08, 2005

Evocación de Víctor Pradera

Víctor Pradera es el gran sistematizador del pensamiento carlista. Heredaba Víctor Pradera la enorme herencia intelectual y retórica de ese genio de Juan Vázquez de Mella, el diputado carlista que amó a Dios y a la Patria sin paliativo alguno. Pero Vázquez de Mella no publicó más que un libro, y éste era más teológico que político: su Filosofía de la Eucaristía. Vázquez de Mella encarnó el Carlismo hasta la última de sus consecuencias. El problema es que Vázquez de Mella dejó su obra dispersa en miríadas de discursos parlamentarios y artículos. Cupo a Víctor Pradera la obra nada fácil de sistematización y organización y síntesis de tan vasto y profundo pensamiento. Ese trabajo quedó plasmado en una obra que es de obligada lectura: El Estado Nuevo.
¿Y qué es el Carlismo?, preguntarán los menos versados en la historia de España. Si hubiera que dar alguna respuesta ésta sería: la aplicación de los sanísimos principios de la Doctrina Católica, de cariz tomista y posteriormente inspirados en la Doctrina Social de la Iglesia, a la política. A diferencia de otros movimientos, como fuera el caso de Acción Francesa, de Maurras, cabe al Carlismo la insigne condecoración de una filosofía y una teología purísimas e incontaminadas. Mientras que Maurras coqueteaba –posiblemente sin querer y sin poder hacer otra cosa, no en vano era francés- con Descartes, como en otra medida hacían otros movimientos reaccionarios de la época, el Carlismo se anclaba fuertemente en la sólida roca del Aquinatense para destilar una manera de ser netamente española, o de las Españas, que se sintetizaba en su leit motiv: “Dios, Patria, Fueros y Rey”. Y en este orden, añado yo. El Carlismo no hacía concesiones al incipiente racionalismo y a la erosión protagonizada por ese dualismo letal de la res cogitans-res extensa que en buena parte subsume el nominalismo y lo catapulta hacia el idealismo.
Quiero dejar constancia del fenomenal trabajo de Carlos Guinea Suárez, dividido en una parte primera y una segunda, cuya lectura deja una profunda huella. Es Víctor Pradera, el diputado vasco-navarro, el adalid del Carlismo en los últimos años mellistas y tras la muerte del maestro Vázquez de Mella. Recupera así Pradera un movimiento político minoritario e insufla de vida al durmiente, pero no muerto, Carlismo vascongado. ¡Toda una lección para aquellos que hacen política desde partidos minoritarios! Sus dificultades, sus enfrentamientos a los socialismos de la época y al nacionalismo de Sabino Arana son áreas todas analizadas por Guinea Suárez en su trabajo, que no panegírico, aunque la calidad del personaje lo vuelva tal.
En estos momentos de zozobra para España, donde la anti-España y los enemigos más acervos de España se dan la mano en la destrucción de todo lo que históricamente signifique Catolicidad, vuelve a ser de rigor retomar las palabras de Víctor Pradera, diputado vasco, donde dejaba bien a las claras la posición tradicional y secular de las Españas con respecto al derecho público y la organización del Estado. En una palabra, volvía al aristotélico-tomista principio de subsidiariedad:

«Regionalismo no es separatismo ... Se cree que la Patria se ha defendido siempre uniéndose todas las provincias en una sola idea: el principio de la libertad ... Yo he visto cómo se han formado esas provincias, cómo se han unido, y que al unirse no lo hacían sólo en virtud del principio de la libertad, sino por un principio mayor: el de la Fe unido a la libertad, habiendo llegado por la fe todas las provincias a constituir la Nación. El separatismo, o sea la independencia, no lo admitimos nosotros; al contrario, queremos la unidad de la Patria, respetando los derechos que corresponden a todas las provincias, no solamente para las nuestras, sino para las de toda España.
»El régimen nacionalista que defendemos nosotros no es la muerte de la Patria, es todo lo contrario: es el mantenimiento de los derechos, para que todos los derechos regionales subsistan en una unidad, que es la unidad de Patria; y así como los derechos individuales, que se han defendido siempre, subsisten en medio del Estado, y el Estado, dentro del orden público, establece el respeto a esos derechos individuales, así también en el orden general de la Nación tiene que guardarse siempre respeto a esos derechos que, por su esencia, tienen las regiones, los municipios y los pueblos.»

Rafael Castela Santos

domingo, novembro 06, 2005

Algunas referencias útiles sobre el Islam desde una perspectiva católica

La italiana Alleanza Cattolica proporciona una excelente colección de artículos y recursos sobre el Islam. La diferencia entre la no-agresión cristiana y la permanente agresión del Islam a los cristianos ha sido materia de estudio en el artículo enlazado, así como la diferencia de costumbres, ilustrados con varios ejemplos. Una pieza de lectura muy interesante, bastante más penetrante que la media, es esta otra.
Sobre el tema de Turquía, y lo que el sector político turco actualmente en el gobierno considera, recomiendo vivamente echarle un vistazo a este artículo que habla de las verdaderas intenciones de los turcos de implantar un status quo absolutamente islámico donde quiera que ellos vayan. No podemos olvidar las lecciones históricas aprendidas en carne propia a manos de los turcos. El estudio de hechos como la batalla de Viena y su contexto Turquía versus Europa debería hacernos sacar conclusiones, al menos a aquellos que creemos de veras que quienes olvidan la historia están condenados a repetirla.
En un ámbito “más doméstico” para las dos naciones ibéricas no se puede soslayar el uso del terrorismo y el islamismo como armas preferidas de Marruecos contra España y Portugal. El Profesor Carlos Ruiz Miguel, de la Universidad de Santiago de Compostela, verdadero experto en los temas del norte de África, no deja dudas al respecto.
El diario británico The Daily Telegraph publicaba hace unas semanas una noticia sobre la mafia islámica dedicada a perseguir a los cristianos en Israel. No deja de ser reveladora esa persecución de los palestinos musulmanes contra los palestinos cristianos, lo que delata una vez más que el problema no es en último extremo racial, sino religioso.
Víctor Ibáñez pronunció este discurso sobre el reto del Islam en la España actual que no tiene desperdicio. La cosmovisión política del Islam, la imposibilidad de un Islam “moderado”, los intereses geopolíticos del Islam en la Península Ibérica y los efectos nocivísimos de la libertad religiosa traída por el Vaticano II son aquí denunciados sin contemplaciones. Apunta, además, Víctor Ibáñez muchas instancias donde todo el espectro político “oficial” español se comporta de facto como los nuevos hijos de Witiza.
Como referencia colateral, acerca de Québec y el Islam, dejamos ahí constancia de estos hechos, para que sepamos a qué atenernos. Y también para hacer una reflexión final: el avance del Islam es paralelo al declive del Catolicismo, como bien se ve que ocurre en la parte francófona del Canadá.
De igual manera que Israel en el Antiguo Testamento era castigada por sus pecados y Dios utilizaba como instrumento de castigo del pueblo elegido a los pueblos paganos e idólatras que rodeaban a Israel, fueran los egipcios, los filisteos, los persas o cualesquiera otros, así Dios habrá de castigar a la Cristiandad –verdadero nuevo Israel- por la felonía y traición suprema del olvido de Dios y sus Leyes. No resulta muy difícil pensar que serán los musulmanes (pues el Islam es una forma de idolatría) junto con Rusia (esta última nación el elemento pagano) los instrumentos escogidos por Dios para tal castigo.

Rafael Castela Santos

quarta-feira, novembro 02, 2005

San Rafael

En honor a mi Santo Patrón, cuya Festividad celebramos el pasado 24 de Octubre, ligo aquí este artículo. No pude publicarlo ese día porque no tenía acceso al internet.
San Rafael es uno de los Siete Ángeles que sirven directamente el Trono de Dios. De cuatro de ellos conocemos los nombres: San Miguel, San Gabriel, San Uriel y San Rafael. San Rafael, que no pertenece a uno de los más altos Coros Angélicos, como por ejemplo el de Serafines o Querubines, tiene sin embargo esta altísima dignidad y he ahí uno de los grandes motivos de su poderosa intecesión.
Conocemos mayormente a San Rafael por su intervención para con Tobías y su hijo, narrada en el Libro de Tobías del Antiguo Testamento. La historia está plena de amor de Dios, de confianza en Dios contra toda esperanza y de un final feliz. Literariamente es un primor y tengo para mí que sigue siendo la mejor historia de amor humano jamás contada.
Rafa-El significa “Dios que cura” o “la medicina de Dios”. Se le invoca pues como un poderoso intercesor en las enfermedades y también es el Patrón de la elección de una buena esposa y de un feliz Matrimonio.
Que San Rafael interceda por nosotros en todas nuestras necesidades espirituales y materiales.

VOUCHSAFE, O Lord God, to send unto our assistance Saint Raphael the Archangel: and may he, who, we believe, evermore standeth before the throne of Thy Majesty, offer unto Thee our humble petitions to be blessed by Thee. Through Christ our Lord.

¡Gracias por todos los enormes beneficios que de siempre he recibido de Ti, Santo Patrono mío!

Rafael Castela Santos

segunda-feira, outubro 31, 2005

Breves - 16

- Existe uma emissora radiofónica de espírito verdadeiramente católico? Decerto que sim: a absolutamente excelente Rádio Cristiandad argentina! Recomendo a todos a sua audição, e sem quaisquer reservas! Um extraordinário trabalho que difunde a verdade da tradição católica à escala mundial!

- Desconheço se o meu amigo FGSantos já leu o último "Astérix". Se não o fez, aconselho-lhe tal leitura (convite extensível ao Camisa Negra), quanto mais não seja para conhecer o novo comandante do campo de Petibonum - o centurião Avantipopulus. Pessoalmente, julgo que Uderzo fez uma aposta arriscadíssima neste último álbum, e ganhou-a em pleno.

- Com grande atraso: parece que este espaço foi posto na lista negra do Aeroporto de Heathrow. Pelos vistos, a censura do tirano politicamente correcto Blair não gosta de nós. Mesmos pequeninos, incomodamo-lo. Para mim, como responsável d"A Casa de Sarto" - e com certeza para o Rafael -, tal circunstância não pode deixar de ser um motivo de justo e legítimo orgulho, pois é a prova provada de que por estes lados se encetou pelo bom caminho!

- De seguida, uma saudação especial para os meus visitantes do Brasil: felicito-os pelo magnífico resultado do referendo do passado Domingo, dia 23, que recusou esmagadoramente a proibição do livre comércio de armas e o consequente desarmamento dos cidadãos honestos e cumpridores da lei. Um país em que as pessoas se deixam tratar de modo diferente, é um país com uma população que aceita a imposição de um estatuto de menoridade cívica. Curioso tal desiderato das autoridades brasileiras: aquilo que jamais passaria pela cabeça de um monarca medieval, por ser uma clamorosa violação da ordem natural e do direito à legítima defesa, é algo que os déspotas da pós-modernidade que nos governam, não hesitam em tentar consumar… Outrossim, sugiro a consulta deste excelente artigo de Dom Lourenço Fleichman: à atenção de muitos modernistas, e também de outros tantos pagãos desinformados e mal intencionados.

- O intragável Abbé Pierre, uma das figuras de proa da autodemolição da Igreja Católica em França, com a soberba característica dos impenitentes, veio a público vangloriar-se de pecados contra a castidade que cometeu ao longo da sua vida, aproveitando a ocasião para defender a ordenação sacerdotal de mulheres e adopção de crianças por parelhas de sodomitas. Um herege notório este Abbé Pierre, e ainda por cima escandaloso, mesmo aos noventa e três anos de idade…

- Em Roma, terminou o Sínodo dos Bispos. À maneira dos avestruzes, os eminentíssimos e reverendíssimos participantes ignoraram olimpicamente o tema da Missa de rito latino-gregoriano, elogiando, na mais completa cegueira fanática, as potencialidades inexploradas da reforma litúrgica do V2. Entretanto, sobre a Missa de sempre, envolveram-se em polémica os Cardeais Francis Arinze e Dario Castrillon Hoyos: o primeiro, nigeriano com fama de conservador (!), numa nota privada de sua autoria que tem circulado pelo Vaticano, defende que a Missa de sempre foi abolida pelo V2; o segundo, colombiano de tendência tradicionalista, por mais de uma vez e em público, já disse que não. Por mim, para "desempatar", convoco São Pio V

- Regressando às potencialidades da reforma litúrgica do V2: será que nestas fotografias já se vislumbra a concretização daquelas?...

JSarto

sexta-feira, outubro 21, 2005

Um judeu acerca dos certos judeus modernos

El gran autor judío brasileño converso al catolicismo, el Profesor Julio Fleichman -uno de los principales discípulos de Gustavo Corção- nos deleita nuevamente con su trabajo sobre la salvación para los judíos que se puede encontrar completo aquí. En él arranca comentando sobre la película La Pasión, de Mel Gibson, y sus implicaciones. A Casa de Sarto habló sobre Julio Fleichman aquí, haciéndonos eco de la muerte del insigne autor y retornaremos, sin duda, al Dr. Julio Fleichman, portador de una interesante visión de los acontecimientos modernos.
Julio Fleichman es un hombre inolvidable. Yo fui muy influenciado por su libro “O Itinerário Espiritual da Igreja Católica”, un análisis escatológico en profundidad, una destilación de alta potencia espiritual, de la Historia de la Iglesia, obra penetrante y sabia que vivamente recomiendo.
Me acuerdo con mucha nostalgia de nuestro comentador Jacobo San Miguel, también judío converso al catolicismo, que falleció el día de Epifanía del 2005. Su muerte ejemplar, como la vida ejemplar del Profesor Julio Fleichman, son pruebas de la excelencia de la raza electa, de la raza hebraica, cuando son conversos al catolicismo.
Extractamos un fragmento sobre sus apreciaciones sobre La Pasión, de Gibson:

“Mais ainda, preocupado com a imediata e agressiva reação da B’nai B’rith, Mel Gibson procurou fazer-lhes concessões eliminando do filme uma passagem em que os judeus que pressionaram Pôncio Pilatos a mandar crucificar Jesus gritam: “que o seu sangue tombe sobre nós e os nossos filhos”, embora este grito esteja reportado nos Evangelhos. Logo, evidentemente, o que os grupos de judeus que se voltam contra o filme querem é, mais uma vez, repudiar o Cristo e a sua Igreja. Isto é uma pena, sobretudo para os próprios judeus aos quais gostaria de procurar ajudar a limpar sua alma e seu coração de tanta acrimônia, para que pudessem ouvir a pregação do Cristo em toda a sua mansidão e considerar os argumentos que lhes podemos oferecer em sua simples racionalidade, digna de aceitação se for verdadeira, para que se coloquem de um modo feliz diante da pregação em questão.”

En el siguiente párrafo el Profesor Julio Fleichman analiza el problema de ciertos judíos modernos (que ciertamente no todos, como él bien nos recuerda). Se refiere a su desprecio o rencor contra Cristo o contra la Esposa Mística de Nuestro Señor, la Santa Madre Iglesia Católica, motivado por una falta de conocimiento de la verdadera historia de los acontecimientos pasados y a veces anegados en la mentira políticamente correcta. El verdadero hecho es que los judíos fueron respetados por los católicos, pero no por musulmanes, protestantes u ortodoxos.

“Os judeus modernos costumam explicar a si mesmos, quando se lhes pergunta alguma coisa a respeito disso, que a raiz mais profunda desse ressentimento vem da lembrança das perseguições que os judeus sofreram no passado, mas proponho aos judeus honestos esta pergunta: é verdade ou não é que esse ressentimento volta-se mais contra a Igreja Católica do que contra os paises, não católicos, onde a perseguição e os massacres efetivamente se deram? Nunca houve perseguição sangrenta aos judeus na Polônia, na Áustria, na Hungria, na Itália. Houve na Rússia ortodoxa do século 19 e começo do século 20, houve na Alemanha protestante no século 20. Costumam citar a Espanha dos reis Católicos Fernando e Isabel que nunca massacraram judeus mas, sim, mandaram expulsa-los do seu reino por razões políticas. Esta expulsão foi efetivada pelo famoso Decreto de Alhambra, admirável na sua retidão e até na delicadeza com que explica a necessidade de expulsá-los. Nenhum judeu conhece esse texto e os detalhes do fato histórico. Querer inculcar a idéia de que a Inquisição forçava judeus a se converterem, não coincide com a natureza dela. A única verdade que realmente ocorreu e, creio eu, ocorre ainda hoje em paises católicos ou ex-católicos é, me parece, um certo mau humor dos gentios para com os judeus, um mau humor em que os judeus não são inocentes porque ele resulta, pelo menos em parte, da maneira pela qual os judeus, em todos os paises onde vivem, constituem uma espécie de fraternidade separada que atribui ajuda e até privilégios aos seus correligionários e olha os demais como adversários. Sem falar na usura com que, no passado, muitos judeus eram mal vistos, sobretudo pela dureza na cobrança de empréstimos.
A verdade (que eu conheci no fundo de minha alma) é que o ressentimento judeu é mais antigo do que as perseguições e o perigo que ronda as almas dos judeus é que esse ressentimento se dirija realmente e antes de qualquer pretexto, contra o Cristo e contra a sua Igreja, que seja uma manifestação do “ódio sem motivo” a que se refere Nosso Senhor (João 15, 25).”

Su análisis implacable y cierto sobre la situación de la Iglesia Católica en nuestros días se ilustra a continuación:

“A verdade é que os atuais dirigentes da Igreja Católica, que traumatizaram a Igreja e até hoje a mantêm sob flagelação desfigurando-a pelos atentados cometidos contra a sua doutrina, seus procedimentos e entendimentos de 20 séculos, produziram uma nova religião, a religião da Igreja pós-conciliar de inspiração maçônica, demagógica, revolucionária, para a qual não é difícil alterar também textos bíblicos ou modificar normas litúrgicas milenares. Fizeram concessões demagógicas, por pressão de organizações tipo B’nai B’rith mas, sobretudo, abandonaram definitivamente sua atividade missionária em favor de um chamado ecumenismo que pretende legitimar todas as religiões e até declarar salvos quem não tem nenhuma. Aqueles que recusam acompanhá-los nisso tudo – um dos quais é precisamente o sr. Mel Gibson – são chamados pela imprensa de “católicos tradicionalistas”, ultraconservadores e até, caluniosamente, de fundamentalistas. Na verdade somos, nós e ele, católicos simplesmente que querem ser apenas aquilo que a Igreja sempre foi.”

Uno de los comentarios finales de Julio Fleichman, enraizado siempre en la Escatología católica, no puede ser olvidado:

“No Evangelho de São Lucas cap.21, 24 há uma curiosa profecia que tem passado desapercebida. Ali se relata que “Jerusalém será calcada pelo pé dos gentios até que se complete o tempo das nações.” Depois de 2000 anos em que Jerusalém esteve dominada por povos diversos, todos não judeus, os judeus tomaram Jerusalém integralmente em 1967, mas só em 1980 é que a proclamaram capital do Estado de Israel. Esta proclamação foi recebida por urros de furor do mundo inteiro, não apenas dos países árabes, da União Soviética mas também da União Européia e dos Estados Unidos que apoiavam Israel mas ficaram contra a retirada de Jerusalém de sob os pés dos gentios. Até a pequena Costa Rica, único pais que tinha sua embaixada em Jerusalém e não em Tel-Aviv, tratou de fazer as malas e mudar-se apressadamente para não reconhecer implicitamente a nova capital de Israel. Esse furor do mundo inteiro, mundo apóstata, incrédulo, inimigo da fé me dá a mim a impressão de estar assistindo a coisas maravilhosas que me mostram que é Deus, Ele mesmo, que dirige em última análise os acontecimentos e que Ele se ri do furor das nações como diz o salmo 2. Ora, se Jerusalém deixou de estar sob os pés dos gentios em 1980, então o “tempo das nações” acabou. Dez anos depois é que o mundo começou a ouvir falar em “Globalização”. Mas estes acontecimentos deveriam ser bem compreendidos pelos judeus também. O tempo das nações acabou para todos. Para eles também. Não há mais distinção entre judeu e grego como diz São Paulo. Muitas razões existem hoje, além desta última, para se supor que vivemos em tempos terminais e nestes tempos a distinção real é entre os que servem ao Cristo e os inimigos dele os quais, apesar de lutarem entre si, irão juntar-se em Armagedon para a batalha final contra Deus. Que Deus nos guarde no bom lado para este combate.”

Nuestro valiente autor, penetrante con el verbo y sus ideas, habla con claridad meridiana del doble rasero de ciertos judíos modernos llamando a las cosas por su nombre. Se trata de los inconsecuencia de ciertos judíos, quienes hablan y se quejan de los crímenes de los alemanes en la Segunda Guerra Mundial, pero no ven que ellos comenten errores y hasta crímenes abominables en el tratamiento que dispensan a los palestinos. Y sigue habiendo quien se preocupa de censurar estos hechos.

“Uma coisa os judeus da B’nai B’rith podem alegar e alegaram contra o filme de Mel Gibson: as autoridades atuais do Vaticano, tanto em pronunciamentos de cardeais, teólogos quanto do Papa atual e do Concilio Vaticano II, modificaram o entendimento e a pregação da Igreja Católica que, por 20 séculos, desde os pronunciamentos de São Pedro e São João Evangelista, por diversos e grandes santos teólogos, São Justino, São João Crisóstomo, São Jerônimo, Santo Agostinho e tantos outros sempre afirmou duas coisas bem claras a respeito da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: o motivo pelo qual a segunda Pessoa da Santíssima Trindade se encarnou como verdadeiro homem, sofreu a Paixão e morte na cruz foi o pecado de todos os homens em todos os tempos, inclusive os futuros, até o fim do mundo, para sua remissão. E, por sua vez, que o Cristo encarnou-se no seio de uma virgem judia, nasceu, cresceu e viveu entre os judeus aos quais se dirigiu em sua pregação mas que não foi por eles recebido. Embora muitos judeus se tenham feito seus discípulos – cerca de 120, entre apóstolos e outros seguidores, estavam presentes no dia de Pentecostes e cerca de 3.000 receberam o batismo nesse dia – a maioria da população de judeus não o recebeu e deixou-se incitar pelos sacerdotes e membros do Sinédrio a pedir a Pilatos a condenação de Jesus preferindo que soltasse Barrabás, o qual era um ladrão. Jesus veio para os seus e os seus não o receberam. É portanto normal se dizer de um modo geral que “os judeus crucificaram Jesus”. Evidentemente ninguém pode dizer quais judeus no meio da multidão que pedia a morte de Jesus eram interiormente culpados disso, realmente. Deus é que sabe. Porém com que direito os judeus de hoje pretendem chamar de racista quem simplesmente diz, generalizando, que “os judeus mataram o Cristo” quando eles efetivamente o mataram? E que dizer da aversão que inúmeros judeus, até hoje, guardam contra “os alemães”, de um modo geral, recusando ir à Alemanha, comprar qualquer produto alemão, até mesmo CDs da Deutche Gramophon. Durante mais de 40 anos era proibido Wagner em Israel e só começaram a tocar porque o maestro judeu Daniel Barenboim arriscou sua vida impondo isso à orquestra que dirigia em Israel. Todos os alemães são culpados das atrocidades nazistas?”

Rafael Castela Santos

quinta-feira, outubro 20, 2005

Contra paganos

Europa no puede existir sin Cristo. Y sin Cristo no se puede conocer a Dios, al verdadero Dios, que es la crux de las religiones no-cristianas.
San Ireneo exhorta a los paganos a volverse a Cristo, pero advertido así y no convertido el pagano es como el perro que vuelve a su vómito, por emplear la metáfora clásica. El paganismo es fuente de males innumerables, entre ellos el racismo y la esclavitud, denominada por la Iglesia como “la oprobiosa institución”. O la persecución a los cristianos, a la que son tan dados histórica y modernamente.
El Padre Castellani escribe sobre los que injurian a Dios y a Cristo de distintos modos y maneras (incluídos los pecadores, pero también los paganos). Un texto enjundioso que merece ser pensado y releído.

Rafael Castela Santos

Hasta luego ...

Con más ganas que nunca regreso a Argentina, nación hermana en la que me siento en casa y, a veces, mejor que en casa.
Volveré en diez días y, si no tengo acceso al internet desde allá, ya contaré algo de Argentina a mi vuelta si se tercia.
Me espera la carne más excelente del mundo, la radio más vibrante en lengua castellana de todo el orbe, la música de Buenos Aires (que es más que el tango), muchas librerías y alfarrabios excelentes, paseos por Corrientes, comidas en la Avenida Mayo, cafés a altas horas de la madrugada hablando con gentes de las más formadas del mundo, el fútbol de más calidad del Universo y hasta el rugby con más promesa del hemisferio sur. A más a más, y para darle sana envidia a mi amigo BOS, mi vista se deleitará con un grupo de las mujeres más bellas que jamás haya yo encontrado.
Y varios amigos. Y de los mejores.
Y mate, mucho mate. Mate sin parar.
Y la Virgen de Luján.
Dicho esto, que nadie se crea que voy de turismo. Yo, siempre que voy a Argentina, voy a trabajar.
Y, si en el camino me pasa algo y no vuelvo, que me entierren en tierra austral envuelto en una bandera argentina, que tiene los colores del Manto de la Virgen. Y que pongan como epitafio de mi tumba el título de este post.
¡Desperta ferro!, que decían castellanos y aragoneses antiguos en defensa de la Fe. ¡Despierta, Martín Fierro! ¡Y mueran los asquerosos e inmundos unitarios!
Saludos a todos nuestros lectores y hasta pronto si Dios quiere,

Rafael Castela Santos

quarta-feira, outubro 19, 2005

Impressões de Paris

- 12 de Outubro, Missa Solene em Saint Nicholas du Chardonnet. Apesar de ser final de tarde de um dia útil, a belíssima igreja parisiense tinha cerca de dois terços da sua lotação ocupada, boa parte dela por jovens, que os modernistas bem gostariam de ver presentes nos seus enfadonhos e paupérrimos serviços religiosos. Contudo, que pode um rito totalmente artificial, nascido torto e nunca endireitado, contra o rito latino-gregoriano de sempre e de todos os santos, quinze vezes secular, e que expressa, com toda a reverência e sacralidade, a grandiosidade da fé católica? Depois de hora e meia de intensa espiritualidade, para a qual o latim, o incenso, a música de órgão, e o cântico gregoriano deram uma poderosa ajuda, e sem que ninguém arredasse pé ou mostrasse enfado, a Missa terminou com fiéis a cantarem o "Ave de Fátima" em francês; alguns, porém, e não apenas eu, como o confirmaram os meus ouvidos, fizeram-no em português.

- Nos dias seguintes, estive de novo em Saint Nicholas: numa delas, enquanto se celebrava a Missa no altar-mor, constatei que num dos altares laterais, exactamente o dedicado a São Nicolau, se rezava simultaneamente outra Missa. Contrariando-se o abuso modernista das concelebrações, reafirmava-se assim a boa doutrina tradicional sustentada pelo Papa Pio XII, na encíclica "Mediator Dei": "Toda a vez, com efeito, que o sacerdote repete o que fez o divino Redentor na última ceia, o sacrifício é realmente consumado e tem sempre e em qualquer lugar necessariamente e por sua intrínseca natureza, uma função pública e social, enquanto o ofertante age em nome de Cristo e dos cristãos, dos quais o divino Redentor é Cabeça, e oferece a Deus pela Santa Igreja Católica e pelos vivos e defuntos. E isso se verifica certamente, quer assistam os fiéis - e desejamos e recomendamos que estejam presentes numerosíssimos e fervorosíssimos - quer não assistam, não sendo de nenhum modo requerido que o povo ratifique o que faz o sagrado ministro". Quantas mais Missas ditas, tanto melhor!

- Por contraposição, para além da passagem sempre obrigatória por Notre-Dame, visitei mais duas igrejas: Saint Roch, nas Tulherias, e Saint Paul et Saint Louis, no Marais. Ambas erigidas em magnífico estilo neoclássico, a segunda na sua variante triunfal jesuítica, o interior delas é uma autêntica metáfora do que o modernismo fez ao Catolicismo: apesar de ser ainda bem visível a sua grandiosidade de antanho, mostram-se terrivelmente vazias, desmazeladas, desprezadas e envelhecidas. As capelas laterais abandonadas, os confessionários transformados em locais de arrecadação, as imagens e pinturas em notória deterioração, pairando no ar um estado geral de degradação. Em Saint Roch, foi-me especialmente penoso ver um lindíssimo altar-mor privilegiado, encimado por uma impressionante escultura maneirista da Sagrada Família, votado ao ostracismo em nome da infame reforma litúrgica, com o seu santuário profanado por um nojento caixote de madeira forrado em veludo vermelho, que supostamente faz as vezes de mesa nas refeições memoriais modernistas.

- Não conhecia a Librairie France Livres, na Rua du Petit Pont, na Rive Droite, situada praticamente ao lado da Catedral de Notre-Dame, e que encontrei por mero acaso e em boa hora. É excelente, guarnecidíssima de obras de autores católicos tradicionais, monárquicos e contra-revolucionários, motivo por que só posso recomendar vivamente aos que me lêem que a visitem, quando tiverem oportunidade para tal. Realço o facto de este ser um local de difusão das Editions Saint-Remi, que cumprem a notável missão de tornar acessíveis ao leitor contemporâneo autores como Monsenhor Delassus, Monsenhor Gaume, o Cardeal Pio, ou os irmãos Augustin e Joseph Lémann, todos verdadeiras figuras de proa da reacção católica antiliberal e antimodernista de finais do século XIX, começos do século XX.

- Inevitável era passagem pela Duquesne Diffusion, no número 27, da Avenue Duquesne, localizada entre os Inválidos e a Torre Eiffel. Nesta ocasião, tal como já havia acontecido na France Livres, sofri um autêntico ataque de prodigalidade aquisitiva de livros, apenas limitado pelo espectro das taxas aeroportuárias de excesso de bagagem. De qualquer modo, entre outros, trouxe "La Nouvelle Messe", de Louis Salleron, "Socialisme Maçonnique", de AG Michel, "Historiquement Correct", de Jean Sévillia, "L'Utopie - Éternelle Hérésie", de Thomas Molnar, e "Vérités Sociales et Erreurs Démocratiques", de Monsenhor Henri Delassus.

- Muito interessante a reedição de um livro datado de 1922, escrito por um jornalista chamado Michel Paillarés, e intitulado "Le Kémalisme devant les Alliés", editado pelo "Cercle D'Écrits Caucasiens", dirigido pelo arménio Hratch G. Bredossian. Na faixa que cobre a respectiva capa e o anuncia, o seguinte texto desse autor: " La turcomanie est une sorte de maladie qui envahit le cerveau et le coeur; ceux qui en sont atteints perdent toute raison et toute sensibilité. Ces détraqués trouveront naturel que la France couvre de fleurs les Talaat, les Enver, les Djemal et les Moustafa, qui l'ont couverte d'outrages et criblée de blessures". Há males que vêm de longe...

- Apesar de já ter estado anteriormente na capital francesa, só desta vez me enchi de coragem e dirigi à Praça da Bastilha. Ao olhar para a célebre coluna, e vendo no seu topo o "Portador da Luz", fui imediatamente invadido por uma terrível dor de cabeça. Má ideia esta de ter ido à Bastilha, pois.

- De resto, Paris é sempre Paris. Sentado na esplanada de um café, com um cálice de conhaque à frente e um livro de Leonardo Castellani para ler, completamente despreocupado em relação a quase tudo o que me rodeia ou passa, que mais posso querer? Mesmo neste mundo, às vezes, sinto uns laivos de felicidade…

JSarto

segunda-feira, outubro 17, 2005

Oração dos pais pelos filhos

Dedicada a mi amigo FG Santos, de Santos da Casa.

Glorioso São José, esposo de Maria, concedei-nos Vossa proteção paterna, nós Vos suplicamos pelo coração de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vós, cujo poder se estende a todas as necessidades, sabendo tornar possíveis as coisas impossíveis, volvei Vossos olhos de pai sobre os interesses de Vossos filhos.
Na dificuldade e tristeza que nos afligem, recorremos a Vós, com toda a confiança.
Dignai-Vos tomar sob o Vosso poderoso amparo este assunto importante e difícil, causa de nossas preocupações.
Fazei que o seu êxito sirva para a glória de Deus e bem de seus dedicados servos. Amém.
São José, Pai e protetor, pelo amor tão puro que tivestes ao Menino Jesus, preservai meus filhos — os amigos de meus filhos e os filhos dos meus amigos — das corrupções das drogas, do sexo e de outros vícios e de outros males.
São Luís de Gonzaga, socorrei os nossos filhos.
Santa Maria Goretti, socorrei os nossos filhos.
São Tarcísio, socorrei os nossos filhos.
Santos Anjos, defendei meus filhos — e os amigos de meus filhos e os filhos de meus amigos — dos assaltos do demônio, que quer perder suas almas.
Jesus, Maria, José, ajudai-nos a nós, pais de família.
Jesus, Maria, José, salvai nossas famílias.

(RCS)

sexta-feira, outubro 14, 2005

Donoso Cortés y la grandeza del pueblo hebreo

En el Discurso académico sobre la Biblia de Don Juan Donoso Cortés apréciase no sólo una fuerza oratoria fuera de lo común sino, sobre todo, un conocimiento de las Sagradas Escrituras que va mucho más allá de la mera lectura o del mero estudio.
Donoso Cortés analiza en las páginas que hemos enlazado anteriormente la grandeza del pueblo hebreo frente a los otros pueblos de la Antigüedad. La grandeza de sus mujeres frente a las mujeres paganas, degradadas éstas por los hombres gentiles privados de la Alianza y de la Promesa venidera de la Gracia de Cristo, de la cual ellos eran guardianes. La grandeza de los Patriarcas y los Profetas, muy superior a la de los héroes de Grecia y Roma. También la grandeza y la fuerza literaria de la Biblia queda constatada, en la cual los no-hebreos beben para inspirarse.
¡Qué pena que el pueblo elegido de Dios rechazase la estela de Jesucristo, verdadero Dios y verdadero Hombre, encarnado en sangre judía y nacido de una mujer judía, siendo Ella la obra maestra de la Creación!

Rafael Castela Santos

quinta-feira, outubro 13, 2005

La ejemplar muerte del diputado carlista Víctor Pradera en 1936

“Los nacionalistas y sus aliados de las extremas izquierdas se hicieron dueños de la ciudad, aunque resistieron con heroísmo los cuarteles de Loyola y el hotel María Cristina, convertido éste en reducto de los leales a España. […] Había comenzado, asimismo, la caza del hombre. Pradera permanecía impávido. Pensaron los suyos salir de la ciudad, pero las zonas agrarias y marineras resultaban más peligrosas que la urbe donostiarra. No se le ocurrió al tribuno pedir asía una representación diplomática extranjera. Se avino, tras largas discusiones, a trasladarse a un hotel modesto domiciliado en la calle de Urbieta.
En el trayecto al hotel no se ocultó Pradera. El fondista, que le conoció, fue sincero:
—No puedo recibirles a ustedes. Estoy obligado a dar cuenta de todas las personas que vengan a hospedarse.
El gran lógico respondió:
—Pues dígalo usted, a ver si es posible que nos quedemos.
—Pero, ¡señor Pradera, usted es muy conocido!
El fondista, tembloroso, porque vivía en la calle y conocía las cotidianas tragedias, llamó telefónicamente a un centro sindical. Es probable que se dirigiese a la U. G. T.
—Me dicen –explicó a Pradera– que puedo recibirles a ustedes. Y me han encargado que le diga a usted que no es conveniente que se deje ver por las calles.
Estaban reunidos en la fonda de la calle de Urbieta el tribuno y su esposa, con doña María Victoria Pradera de García-Lomas y sus hijos, alguno acabado de nacer.
Estaba Pradera animoso y sereno, mas comprendía que el problema militar y político, que entrañaban el antagonismo de dos Ejércitos y la hostilidad de dos Gobiernos, no podría resolverse con rapidez. Los hechos confirmaban su presunción de propia muerte violenta.
—¿Sabes, María –dijo a su esposa– que no sería ocioso ahora confesarnos? Habría que encontrar a un sacerdote...
Por un criado de la fonda, conocedor del sitio en que se ocultaba don Santiago Reca, coadjutor de la iglesia del Buen Pastor, hoy convertida en catedral donostiarra, se mandó aviso al sacerdote. Acudió éste al hospedaje vestido como un campesino y confesó a los esposos.
Era la una de la tarde del 2 de agosto. Víctor Pradera meditaba en su habitación y sintió los pasos recios de varias personas que se detuvieron ante la puerta, golpeada con violencia. Llegaban cuatro milicianos; de ellos, dos ostentaban el brazalete nacionalista, con los tres colores de la bandera inventada por los «jelkides».
—Víctor Pradera, tienes que venir con nosotros.
—No tienen ustedes derecho a detenerme. Soy miembro del Tribunal de Garantías Constitucionales, y sólo con autorización expresa de ese organismo puedo ser detenido.
—Si no hay orden de Madrid –contestó uno de los milicianos nacionalistas–, la hay de San Sebastián. Aquí mandamos nosotros. Y si quiere usted convencerse, llame por teléfono.
—Pues llamaré ahora mismo.
Impasible, marcó un número, que probablemente era el del Gobierno civil.
—Aquí, habla Víctor Pradera, del Tribunal de Garantías Constitucionales. Vienen a detenerme y saben ustedes que tengo inmunidad.
Escuchó unos segundos y adujo, con un rictus de soberano desdén, que recuerdan la condesa de Pradera, su hija, María Victoria y su hija política Carmen Gortázar, las cuales acudieron al penetrar los milicianos en la habitación de don Víctor:
—¡Ah! Bien. De modo que no obedecen ustedes a ley alguna...
Y sin aguardar respuesta, se dirigió a los milicianos.
—Cuando ustedes quieran...
Tales eran su voz y su ademán, que sobrecogieron a la familia. La esposa protestó con energía.
—¿Quiénes son ustedes? ¿De dónde han sido mandados para detener a este señor? No tienen derecho...
El jefe de los milicianos repuso:
—Pertenecemos a la Comisión de Orden Público, de la que es presidente Telesforo Monzón...
Este nacionalista vasco, de origenes aragonés y antiguos fervores monárquicos y upetistas, habíase encargado de la Comisión de Orden Público, creada al comenzar el Movimiento Nacional por la Junta de Defensa de Guipúzcoa, en la que se reunían nacionalistas vascos, republicanos, comunistas y socialistas. Constituido el Gobierno de Euzkadi –7 de octubre 1936–, Telesforo Monzón ocupó asimismo el Ministerio de la Gobernación.
Pradera fue llevado en automóvil al Gobierno civil, y tras él, desolada, fue doña Carmen Gortázar, que previno por teléfono a su esposo. Asumía autoridad en el Gobierno civil un nacionalista llamado Juan Careaga –condiscípulo de Javier Pradera en la Universidad de Deusto–, y a él acudió, infructuosamente y con valentía cierta, la hija política del tribuno.
Al ingresar en la cárcel de Ondarreta, siniestro edificio que estaba enclavado al pie del monte Igueldo, en un lugar risueño, enriquecido y adornado por la adhesión de muchos castellanos a Donostia, los cuales convirtieron los arenales y prados primitivos en una diminuta y encantadora ciudad, el alma de Víctor Pradera se dirigió por el camino de la beatitud. Las celdas estaban ocupadas exclusivamente por detenidos políticos y militares. Se hablaban en Ondarreta los generales Muslera y Baselga, delegados por don Emilio Mola; el escritor don Honorio Maura Gamazo, el ex ministro conservador don Leopoldo Matos, don José María de Urquijo, falangistas y tradicionalistas.
Si el alma se encaminaba hacia la perfección, conmovida por la inminencia de la muerte, no podía desinteresarse del destino de la Patria. Dios y la Patria fueron los móviles absolutos de la existencia praderiana. Tenía fe en la redención nacional, y la angustia que le causaba el porvenir de los suyos se aliviaba al intuir que el hijo pequeño, Juan José, debía de hallarse en las filas de la lealtad. Adquirió Pradera las semanas de su cautiverio una traza apostólica de la que han hablado, con ternura y admiración, los presos supervivientes. Uno de los detenidos, don José María de Urquijo, escribió el testimonio de aquella convivencia dramática, y el documento llegó a través de muchas vicisitudes al archivo histórico de la Guerra de Liberación.
—Nada, importa la suerte que nos toque –decía Pradera– si la Patria se salva.
Diez días después de llegar a Ondarreta, sus brazos se abrían para recibir a su hijo Javier. La fidelidad del hijo a las ideas del progenitor era conocida en San Sebastián, pero Javier Pradera carecía de vocación política activa. Le habían detenido siete días después de la prisión de su padre, y le trasladaron a una «checa» roja, cuyo nombre inspiraba terror. Le dejaron rápidamente en libertad.
Antes de que transcurrieran cuarenta y ocho horas, el diputado nacionalista por Navarra, Manuel Irujo, daba orden expresa de que se detuviera a Javier Pradera. Los encargados de realizar la detención fueron milicianos nacionalistas.
El gobierno de la prisión lo desempeñaba un nacionalista de izquierda, asistido por numerosos carceleros que había reclutado entre los partidos que sostenían la guerra. Antes de que amaneciera el 24 de agosto, penetraron en la cárcel grupos de milicianos armados. Cuarenta y ocho horas antes se habían cometido los asesinatos de la Cárcel Modelo de Madrid, donde cayeron Fernando Primo de Rivera, Julio Ruiz de Alda, Melquíades Álvarez, el general Oswaldo Fernando Capaz, José Martínez de Velasco... Los milicianos invasores reclutaron a trece presos: eran, con Víctor y Javier Pradera, los que hemos enumerado anteriormente. Se disponían a ejecutarles en el paseo de los Fueros, junto al río Urumea. Maura y Víctor Pradera pidieron un confesor.
Ante los milicianos, que no podían comprender la admirable fortaleza de aquel sexagenario, fue animando a todos. A Muslera le dijo:
—Mi general, yo no tenía el honor de conocerle a usted, pero Dios quiere que sellemos ahora nuestra amistad para cultivarla en el Cielo.
El general le contestaba:
—¡Muero por Dios y por España, y estimo como un honor altísimo el de morir junto a un hombre como usted!
—¡Vamos a morir todos como cristianos y españoles! Matos, abráceme usted, y a pensar sólo en el Cielo.
Se despedía de todos, abrazándoles, y les dijo:
—Compañeros, ahora vamos a rezar todos el Señor Mío Jesucristo.
—Recemos primero –pidió Honorio Maura–, y en voz alta, el Padrenuestro.
Permanecían los milicianos discutiendo entre ellos y se vio llegar al director de la cárcel, quien volvió a salir rápidamente. «Alguien –escribió don José María de Urquijo– hace sonar un nombre y un apellido y dice a Víctor: «¿Sabe usted, Pradera, quién es el que le ha denunciado y por qué está usted aquí?» Víctor le contestó heroicamente: «No lo sé, ni quiero conocer su nombre. Porque, sin saberlo, le perdono con toda mi alma.»
Ya estaban atados los presos, e inesperadamente penetró en la cárcel la Guardia Civil que tenía a su cargo la custodia exterior. Supieron entonces los condenados que los carceleros habían transmitido la consigna necesaria para que entraran en la prisión a los milicianos, con lo cual éstos pudieron rebasar el cordón de la Guardia Civil. El director de la prisión había sido sorprendido, mas pudo apelar a la Comisaría de Guerra. Intervino ésta porque el precedente de la Cárcel Modelo de Madrid, recientísimo, había causado ya, daño mortal a la causa de los rojo-separatistas; no querían que se repitiera en San Sebastián, aunque continuasen, de otra manera, las ejecuciones.
Fueron desatados los presos, y Pradera dijo sencillamente:
"Casi lamento la vuelta a la celda. Jamás me he sentido tan cerca de Dios".
Dispuso la Comisión de Orden Público, que una parte de los detenidos fuera trasladada al fuerte de Guadalupe. En Ondarreta se vio partir a los trasladados con la certeza de que alcanzarían pronto la libertad por el avance de las fuerzas de España.
Mas el fuerte de Guadalupe, como sucedería con la cárcel de Larrínaga, de Bilbao, y otras prisiones de la villa bilbaína, fue el lugar de martirio de numerosos presos, entre ellos Matos, Maura y Beunza. Cuando los milicianos pasaron a cuchillo a los hombres indefensos detenidos en Guadalupe, gritaban, frenéticos:
—¡Pradera! ¿Dónde está Pradera?
Sonaba el cañón en Irún, y los milicianos se trasladaron a San Sebastián velozmente, de noche, para asaltar la cárcel de Ondarreta. Iban en un camión milicianos de diversas organizaciones y partidos, cuya pluralidad podía distinguirse por los brazaletes e insignias.
Asaltaron la cárcel, y sus primeras reclutas para las ejecuciones fueron Pradera, José María de Urquijo, el conde de Plasencia... Tenían prisa, en la que se mezclaban el miedo y la rabia del vencimiento, por acabar la trágica tarea. En el mismo camión que les había aportado desde Fuenterrabía, llevaron a los presos hasta el cementerio de Polloe, situado en la verde y dulce tierra de las cercanías de San Sebastián. En el camino de Polloe existen casas y talleres de marmolistas dedicados a trabajos funerarios. Cerca de una de esas casas, la del artesano Aguirre, hicieron bajar a las víctimas. Aguirre y los suyos, aterrados, escuchaban los preparativos de la ejecución.
—Sólo se oía a don Víctor Pradera –declararon.
Tenía el tribuno un crucifijo en la mano y decía con voz sonora y firme:
—Os perdono a todos, como Cristo perdonó en la cruz. Este es el Camino, la Verdad y la Vida. Vosotros me matáis y El me hace inmortal; volveos a El y os salvaréis.
Estaban ya los presos alineados y Pradera seguía:
—La única pena que tengo al morir es no ver aún a mi España salvada.
Les apuntaban los fusiles, y sus últimas palabras fueron:
—¡Padre, perdónalos, que no saben lo que hacen!”

Carlos Guinea Suárez

(RCS)

quarta-feira, outubro 12, 2005

La Virgen del Pilar y América

Hoy es el día de la Hispanidad. Decía el Padre Zacarías de Vizcarra que la Hispanidad no era otra cosa que la manera de vivirse la Cristiandad en los países hispánicos.
El 12 de Octubre, Festividad de la Virgen del Pilar, se descubría América allá en 1492. Cuando Cristóbal Colón tomó tierra lo hizo con la Cruz en las velas de sus barcos y portándola en el momento de tomar pie en las playas de la isla que bautizó honrando a Nuestro Señor Jesucristo: San Salvador. Eran tiempos de Fe recia y probada, de Fe mil y una veces ahondada y modelada en el troquel de la Cruz y el sufrimiento por Dios que significó la Reconquista y la expulsión del infiel del territorio patrio que nos había robado para, sobre todo, someternos al Islam.
España es Tierra de María. Porque María vino en carne mortal a Zaragoza para decirle al Apóstol Santiago, uno de los tres íntimos de Nuestro Señor Jesucristo que le acompañaran en esa visión de Gloria que fue el Monte Tabor, para animarle a permanecer en la Hispania romana y prometerle una gran cosecha de almas.
Cuando el Protestantismo robaba almas en Europa Portugal y España daban a Dios diez almas por cada una que caía en la herejía.
El privilegio de España, con la primera Aparición, y en rigor Venida, de la Santísima Virgen, es grande. Como lo es el de Portugal, Patria bendita que es el centro del hecho más importante del siglo XX, que fueron las Apariciones de Fátima y en la que la Fe, como Nuestra Señora nos dejó dicho, siempre tendrá cobijo. Y es digno de mencionarse que fuera en la Festividad del Pilar, la columna sobre la que vino María para consolar y animar a Santiago en su fervor y celo apostólicos, cuando el “Tierra a la vista” lanzado por el marinero de la Santa María (¡qué nombre más bello para una Carabela!) abriera el mundo ignoto de América de par en par a la Sangre redentora de Cristo.
De esa íntima unión entre España y María dejamos constancia aquí.
Y la oración que el Almirante Don Cristóbal Colón rezó, dirigiendo la plegaria de todos sus marineros, poco antes del avistamiento de América no fue otra que ésta:

"Bendita sea la luz
y la Santa Veracruz
y el Señor de la Verdad
y la Santa Trinidad.
Bendita sea el alba
Y el Señor que nos la manda.
Bendito sea el día
y el Señor que nos lo envía. Amén."

Amén.
¡Benditas seáis, Españas todas, hijas predilectas de María! Porque habéis sido entregadas para Cristo y para Corona sublime de María en virtud del Bautismo de todos los vuestros que abrazaron la Cruz de Cristo y de los innumerables mártires que con su sangre sellaron el territorio de esas Españas transatlánticas como el de esas otras Españas europeas habían sido selladas igualmente antes.

Rafael Castela Santos

terça-feira, outubro 11, 2005

El carlismo es antiliberal también en lo económico

"Desde una óptica burguesa nunca se llegará a entender un movimiento tan genuinamente popular como el carlista. No, porque el abismo entre lo espontáneo, lo consuetudinario, lo popular, y la afectación racionalista es prácticamente insalvable.
El carlismo, además de la querella dinástica, representó, a lo largo del siglo XIX, la revuelta del pueblo cristiano contra la liquidación del sentido social de la propiedad por el naciente estado burgués. Esto lo reconoce y lo explica muy bien Carlos Marx en su obra “La revolución en España”. El análisis del joven Marx fue acertado en la observación de la realidad española de su tiempo, y solo patinó cuando se atuvo al rígido esquema del materialismo histórico, que le obligó a enmarcar las estructuras de libertades concretas dentro del sistema “feudal” de producción. Pero Marx se dio cuenta de que la estructura de municipios fuertes, minifundios agrícolas y propiedades religiosas, propia de las zonas carlistas, no “encajaba” con el feudalismo clásico y dejó el problema para ir a lo suyo …
Casi dos siglos más tarde, el carlismo sigue sin ser entendido ni aceptado por algunas corrientes de la izquierda, pero hay que decir que se trata de una izquierda extrañada de sus primitivas creencias sociales, que ha sustituido la pasión original por la justicia por un discurso de tipo gnóstico que no tiene otra consistencia que el anticristianismo. Esta izquierda políticamente correcta asume el capitalismo más inhumano, con la boca chica pero sin chistar. Y disimula su renuncia a la justicia social haciendo alarde de docilidad ante los programas de ingeniería social – de sexualismo redefinidor – diseñados por la plutocracia. Es la izquierda de la “política de género” y de la destrucción de la familia; del abrazo con la alta finanza y de los discursos filantrópicos que huelen a falso. La que no está contra la guerra sino cuando espera obtener réditos electorales y la que confunde la ecología con los preservativos. Al carlismo le repugna la demagogia, por eso tiene bien claro que la violencia solo puede ser un último recurso, un recurso que hay que evitar por todos los medios pero que, cuando se pisotea impunemente la dignidad humana se hace inevitable. En esto, como en todo, el programa carlista coincide ciento por ciento con la enseñanza de Juan Pablo II que, como es sabido, repudiaba el capitalismo y definió el liberalismo como “la libertad sin verdad ni responsabilidad”.
Por todo ello, deliran quienes piensan que el carlismo puede llegar a entenderse con el Partido Popular. No lo hará mientras el liberalismo impere en esa formación. Antes pactaría con un partido sinceramente comprometido con la justicia social si lo hubiera. Con un partido comprometido a fomentar el acceso a la riqueza de una manera equitativa, y por ello capaz de compartir el riesgo de embridar a los grandes poderes financieros y a las multinacionales omnipotentes. Ahí están el riesgo y el reto glorioso de nuestro tiempo. Ahí está el auténtico banderín de enganche para los hombres y mujeres de buena voluntad. En lo que Juan Pablo II llamaba “la tarea prioritaria para los políticos cristianos de doblegar las leyes del mercado salvaje”. El liberalismo económico tiene que ser “doblegado” con urgencia. No se trata de tocar los tambores, sino de entender la urgencia de una rectificación profunda de la filosofía de la vida y de la economía, antes de que la torre de Babel de la codicia, del egoísmo y el materialismo se derrumbe sobre nosotros."

Juan Carlos García de Polavieja

(RCS)