domingo, abril 24, 2005

Enterrar a cabeça na areia?

O Luís Bonifácio, do "Nova Floresta", respondeu com urbanidade a uma crítica algo agreste que lhe deixei numa das caixas de comentários, tudo a propósito da eleição do Papa Bento XVI. Aqui fica a minha réplica ao mesmo:

Caro Luís Bonifácio,

1º) A Igreja não precisa da Teologia da Libertação para defender os pobres, porque sempre considerou a opressão dos pobres e o não pagamento do justo salário, como sendo dois dos pecados que bradam ao Céu, e que clamam pela vingança de Deus; os outros dois, anote-se, são o homicídio (aborto incluído) e o pecado sensual contra a natureza (a homossexualidade). De acordo com os Evangelhos, um dos principais factores que Cristo-Rei há-de ter em conta quando, em toda a glória, regressar à Terra para julgar os vivos e os mortos, é exactamente o modo como estes trataram os pobres. Na sua existência bimilenar, a preocupação com os pobres sempre foi uma das prioridades da Igreja, a qual nunca os deixou de socorrer nos mais variados campos, desde o da alimentação ao da saúde, passando pelo da educação. Recordemos as figuras de um São Francisco de Assis, de um São João de Deus, de um São Vicente de Paulo…

Dito isto, uma coisa é a defesa dos pobres, e outra é, à revelia da fé, da tradição e do magistério social da Igreja, abraçar um evangelismo político-militante de crassa raiz materialista, que, reinterpretando (e, consequentemente, deformando e deturpando) à luz da ideologia marxista conceitos basilares do Cristianismo, tem por fim último a transformação das relações e das estruturas materiais de produção em ordem à realização da sociedade socialista, a qual é absurdamente identificada com o Reino de Deus. A Teologia da Libertação, ao adoptar a agressiva praxis comunista e o seu modelo de acção demagógica baseado na luta de classes, não hesita em tornar-se companheira de jornada de uma doutrina política que tem por motores a inimizade, o ressentimento, a inveja e o ódio, ou seja, radicalmente oposta ao Cristianismo (intrinsecamente perversa, chamou-lhe Pio XI, na "Divini Redemptoris"), promovendo a violação directa dos Sétimo e Décimo Mandamentos da Lei de Deus. É, enfim, lastimável verificar como ela corrompe os fins últimos da Religião, não manifestando a mais leve e aparente preocupação com o bem-estar espiritual das almas dos crentes, com vista à salvação das mesmas para a eternidade. De resto, não é teologia porque não tem por objecto o conhecimento de Deus; nem é da libertação porque se inspira na doutrina marxista-leninista, ideologia totalitária negadora da ordem natural, sem a qual não é possível a existência de qualquer verdadeira liberdade humana, ideologia essa que jamais resolveu quaisquer problemas dos pobres, se não os agravou e ampliou ainda mais. E quando os seus defensores identificam o Reino de Deus com o regime tirânico cubano, é evidente que Roma não pode deixar de intervir e condenar essa postura, como efectivamente o fez (e com extrema permissividade modernista, saliente-se).

2º) No que respeita ao avanço das seitas evangélicas em solo latino-americano, a explicação que V. dá faria sentido se porventura aquelas defendessem a Teologia da Libertação, o que manifestamente não acontece; na verdade, o que sucede é que quando a Igreja Católica, na ressaca do Concílio Vaticano II, na América Latina, se afastou da tradição, atirando pela janela fora com tudo o que é religiosidade, espiritualidade e sacralidade, para se embrenhar na má-política revolucionária, renunciou à sua vocação específica - a cura e o bem-estar espiritual das almas -, deixando esse campo completamente desguarnecido e à mercê das seitas evangélicas, que passaram a dar aos crentes, ainda que de forma circense, aquilo que eles deixaram de encontrar no sucedâneo modernista do Catolicismo. Ora, nessas como noutras paragens, enquanto a Igreja não regressar à tradição, o seu declínio prosseguirá.

3º) Não existem católicos à discrição ou "à la carte": ou se é católico, e se aceita a totalidade do conjunto de verdades de fé e moral divinamente reveladas de que a Igreja é depositária e fiel guardiã, verdades eternas, intemporais e imutáveis, ou não se aceita, e não se é mais católico. Católicos à discrição foram Miguel Cerulário, Henrique VIII, Lutero e Calvino; todos eles acabaram em cisma ou em heresia. Cristo é claríssimo quando diz que é "o Caminho, a Verdade e a Vida", ou ainda mais ao afirmar que "Quem não é por nós, é contra nós".

4º) Seminários tradicionalistas como Econe, da SSPX; Gricigliano, do ICRSP; Wigratzbad, da FSSP; ou Campos, da AASJMV, não acusam minimamente a queda das vocações e estão cheios de candidatos ao sacerdócio. Por que será? Porque aí, ao contrário do que sucede na generalidade dos seminários diocesanos, os alunos defensores da ortodoxia não são sistematicamente perseguidos, nem desencorajados de seguir a sua vocação, ao invés dos restantes onde apenas se protege quem é heterodoxo, modernista, anticatólico e, até, moralmente pervertido.

5º) A Igreja Católica de sempre não tem qualquer culpa da invasão islâmica da Europa. Historicamente, vários santos caracterizaram-se pelo vigor e firmeza com que se opuseram ao Islão: Santiago, São Luís de França, São Bernardo de Claraval, São Francisco de Assis - apoiou as Cruzadas; nunca foi o pateta politicamente correcto retratado pelos modernistas -, São Pio V ou São Vicente de Paulo são magníficos exemplos desse facto. A responsabilidade de tal circunstância deve-se antes aos políticos jacobinos e mundialistas que, com a finalidade inconfessada de alterarem a matriz cultural cristã da Europa, permitiram a entrada de milhões de islamitas no nosso continente. Condescendo que quando o Papa João Paulo II, por causa do seu ecumenismo mal-são, em pleno Vaticano, beijou o Alcorão e disse "Possa São João Baptista proteger o Islão", minou gravemente a resistência católica à invasão muçulmana; que diferença vergonhosa em relação a Monsenhor Lefebvre, que em 1991, à beira da sua morte, sofreu o opóbrio de responder num tribunal de Paris por um "crime racista", acusado por uma coisa chamada Liga Internacional Contra o Racismo e o Antisemitismo, a qual não gostou de que o Santo Atanásio do século XX tivesse dito publicamente que em França já havia muçulmanos a mais…

6º) Finalmente, no que concerne à pessoa do actual Papa Bento XVI, comparada com a de João Paulo II: cada Papa é diferente daquele que o antecedeu, e a Bento XVI não se lhe pede que seja um actor hollywoodesco, cheio de charme, e que arraste multidões que, contudo, fazem total tábua-rasa do que ele prega; o que se quer deste Papa é que seja um fiel e firme defensor do corpo de verdades de fé e moral reveladas de que é guardião, e que as transmita incólumes, tal como as recebeu, ao seu sucessor. Se assim for, Bento XVI será um Santo Papa! Cumpra ele esta tarefa, regresse à Missa de rito latino-gregoriano de sempre, abandone a canga do Vaticano II (ou, pelo menos, releia-a à luz da tradição bimilenar da Igreja) e forçosamente o Catolicismo revigorar-se-á da noite para o dia. É que, ao contrário do que V. parece supor, à Igreja não é possível mudar a doutrina de que é defensora, porque não foi a Igreja que a criou, mas sim Deus. E este prometeu-lhe assistência até ao final dos tempos…

E, por mim, dou por encerrada esta polémica.

Adenda: o maior Papa do Século XX, como é evidente, foi São Pio X.

sábado, abril 23, 2005

Errores modernistas condenados ahora y siempre

Extractado de StatVeritas

Resumen de los errores modernistas condenados por el Papa San Pio X.

Autoridad doctrinal y disciplinar de la Iglesia
1. La ley eclesiástica, que ordena someter a la censura previa los libros que tratan de las sagrada Escritura, no afecta a los escritores que se dedican a la crítica o a la exégesis científica de los libros del Antiguo y del Nuevo Testamento.
2. No se debe menospreciar la interpretación que la Iglesia hace de los Libros Sagrados; sin embargo, debe estar sometida al juicio y corrección más profundos de los exegetas.
3. Los juicios y censuras de la Iglesia contra una exégesis libre y más científica hacen pensar que la fe propuesta por la Iglesia contradice a la historia, y que los dogmas católicos no pueden compaginarse con los verdaderos orígenes de la religión cristiana.
4. El magisterio de la Iglesia no puede determinar ni siquiera por medio de definiciones dogmáticas, el genuino sentido de las Sagradas Escrituras.
5. Dado que el depósito de la fe solamente contiene verdades reveladas, bajo ningún concepto corresponde a la Iglesia juzgar acerca de las afirmaciones de la ciencia humana.
6. Es de tal índole la colaboración entre la Iglesia discente y la Iglesia docente para definir las verdades, que la Iglesia docente se limita a aprobar las opiniones comunes de la discente.
7. Cuando la Iglesia condena errores, no puede exigir a los fieles un asentimiento interno, por el que se adhieran a los juicios por ella emitidos.
8. Se han de considerar libres de culpa a quienes no tienen en cuenta las condenas emanadas de las Sagradas Congregaciones Romanas.

Autoridad de las Sagradas Escrituras
9. Quienes creen que Dios es el verdadero autor de la Sagrada Escritura demuestran ser exageradamente simples o ignorantes.
10. La inspiración de los libros del Antiguo Testamento consiste en que los escritores israelitas transmitieron las doctrinas religiosas bajo un aspecto poco conocido o ignorado por los paganos.
11. La inspiración divina no abarca a toda la Sagrada Escritura, de manera que todas y cada una de sus partes carezcan de error.
12. Si el exegeta quiere dedicarse con provecho a los estudios bíblicos, lo primero que ha de hacer es rechazar cualquier ides preconcebida acerca del origen sobrenatural de la Sagrada Escritura y proceder a interpretarla el mismo modo que cualesquiera otros documentos puramente humanos

Autoridad humana de los Libros Sagrados
13. Los mismos evangelistas y los cristianos de la segunda y tercera generación fueron quienes elaboraron las parábolas del Evangelio; de esta forma justificaban los exiguos frutos qie produjo la predicación de Cristo a los judíos.
14. En muchas narraciones, los Evangelistas contaron no tanto lo que es verdad, cuanto lo que juzgaron más provechoso para sus lectores, aunque fuera falso.
15. Los Evangelistas contaron en muchos de los relatos lo que era verdad como lo que, aun siendo falso, juzgaban que era más provechoso para los lectores.
16. Las narraciones de San Juan no son propiamente historia, sino una contemplación mística del Evangelio; los discursos qie el citado Evangelio contiene, son meditaciones teológicas sobre el misterio de la salvación, desprovistas de verdad histórica.
17. El cuarto Evangelio exageró los milagros, no sólo para que pareciesen más extraordinarios, sino también con el fin de que fuesen más adecuados para simbolizar la obra y la gloria del Verbo Encarnado.
18. San Juan se arroga la condición de testigo de Cristo; pero en realidad no fue más que un testigo de la vida cristiana, o de la vida de Cristo en la Iglesia, durante los últimos años del primer siglo.
19. Los exegetas heterodoxos han expresado el sentido verdadero de las Escrituras con myor fidelidad que los exegetas católicos.

La Revelación y el dogma
20. La revelación no ha podido ser otra cosa más que la conciencia que el hombre adquiere de su relación con Dios.
21. La revelación, que constituye el objeto de la fe católica, no quedó cerrada con los Apóstoles.
22. Los dogmas que la Iglesia presenta como revelados no son verdades venidas del Cielo, sino sólo una interpretación de hechos religiosos que la mente humana se ha proporcionado por medio de un esfuerzo laborioso .
23. Puede existir, y de hecho existe, oposición entre los hechos que la Sagrada Escritura narra y los dogmas de la Iglesia que en ellos se apoyan; por consiguiente, el crítico puede rechazar como falsos hechos que la Iglesia cree absolutamente ciertos.
24. No hay por qué condenar al exegeta que sienta unas premisas de las cuales se sigue que los dogmas son históricamente falsos o dudosos, con tal de que directamente no niegue directamente esos dogmas.
25. El asentimiento de la fe se apoya, en último término, en el número de probabilidades.
26. Los dogmas de la fe se han de admitir solamente según su sentido práctico; es decir, como normas preceptivas de conducta, no como normas de lo que hay que creer.

La divinidad de Jesucristo
27. La divinidad de Jesucristo no se prueba por medio de los Evangelios; pero es un dogma que la conciencia cristiana deduce de la noción del Mesías.
28. En el ejercicio de su ministerio, Jesús no hablaba con la finalidad de enseñar que El era el Mesías, ni sus milagros iban encaminados a demostrarlo.
29. Se puede admitir que el Cristo, que nos muestra la historia, es muy inferior al Cristo que es objeto de la fe.
30. En todos los textos evangélicos el nombre de Hijo de Dios esequivalente sólo al nombre de Mesías, pero de ningún modo significa que Cristo es verdadero y natural Hijo de Dios.
31. La doctrina que acerca de Cristo, nos han transmitido Pablo, Juan y los Concilios de Nicea, de Efeso y Calcedonia, no es la que Jesús enseñó, sino la que acerca Jesús concibió la conciencia cristiana.
32. El sentido natural de los textos evangélicos no puede compaginarse con lo que nuestros teólogos enseñan acerca de la conciencia de Jesucristo y de su ciencia infalible.
33. Es evidente para cualquiera que no se deja llevar por ideas preconcebidas que, o bien Jesús estaba equivocado acerca del próximo advenimiento del Mesías, o bien la mayor parte de Su doctrina contenida en los Evangelios Sinópticos no es auténtica.
34. El crítico no puede atribuir a Cristo una ciencia ciencia sin límites, a no ser que se apoye en una hipótesis históricamente concebible y que repugna al sentido moral: que Cristo, en cuanto hombre, poseía la ciencia de Dios y, no obstante, no quiso comunicar ese conocimiento acerca de tantas cosas ni a los discípulos ni a la posteridad.
35. No siempre tuvo Cristo conciencia de su dignidad mesiánica.
36. La Resurrección del Salvador no es propiamente un hecho histórico, sino de orden meramente sobrenatural, ni demostrado ni demostrable, que la conciencia cristiana fue poco a poco derivando a partir de otros hechos.
37. En un comienzo, la fe en la Resurrección de Cristo no versó tanto tanto sobre el mismo hecho de la Resurrección como sobre la vida inmortal de Cristo junto a Dios.
38. La doctrina acerca de la muerte expiatoria de Cristo no es evangélica, sino solamente paulina.

Los Sacramentos:
39. Las opiniones acercad el origen de los Sacramentos, de que estaban imbuidos los Padres de Trento y que indudablemente influyeron en sus cánones dogmáticos, están muy lejos de las que ahora mantiene con razón la investigación histórica sobre el cristianismo.
40. Los sacramentos tuvieron su origen en la idea que los Apóstoles y sus sucesores, movidos y convencidos por determinados acontecimientos y circunstancias, se formaron acerca de Cristo y de su intención.
41. Los sacramentos no tienen más finalidad que la de mantener viva en el espíritu la presencia siempre benficiosa del Creador.
42. Fue la comunidad cristiana la que introdujo la necesidad del bautismo, al adoptarlo como un rito necesario y añadiéndole las obligaciones de la profesión cristiana.
43. La costumbre de bautizar a los niños fue una evolución de la disciplina, y fue una de las causas de que el sacramento se dividiera en dos: el Bautismo y la Penitencia.
44. Nada prueba que los Apóstoles practicasen el rito del sacramento de la Confirmación; la distinción formal entre Bautismo y Confirmación, es ajena a la historia del cristianismo primitivo. 45. No todo lo que San Pablo relata acerca de la institución de la Eucaristía (1 Cor. 11, 23-25), ha de ser considerado como histórico.
46. En la Iglesia primitiva no existía el concepto de pecador cristiano reconciliado por la autoridad de la Iglesia; ésta fue asimilando con gran lentitud el citado concepto; es más, después de ser conocida la penitencia como una institución de la Iglesia, no se le daba el nombre de Sacramento, pues era considerado como un sacramento infamante.
47. Las palabras del Señor: Recibid el Espíritu Santo; a quienes perdonareis los pecados les sserán perdonados, y a quienes se los retuviereis les serán retenidos (Juan, 20, 22. 23), no se refieren en absoluto al sacramento de la Penitencia, por más que lo afirmaran así los Padres de Trento.
48. Santiago, en su epístola (5, 14. 15) no tuvo intención de promulgar un Sacramento de Cristo, sino recomendar una práctica piadosa. Si acaso ve en ello algún medio para obtener la gracia, no lo entiende con el rigor con que lo han interpretado los teólogos que fijaron el concepto y el número de los sacramentos.
49. A medida que la Cena cristiana fue poco a poco convirtiéndose en acción litúrgica, quienes solían presidir la Cena adquirieron carácter sacerdotal.
50. Los ancianos que tenían la misión de atender a los grupos de cristianos fueron instituidos como presbíteros u obispos por los Apóstoles, con el fin de que se ocuparan de la necesaria organización de las comunidades en auge, pero no con el fin de perpetuar la misión y potestad apostólica.
51. El matrimonio no pudo convertirse en Sacramento de la nueva ley, sino hasta muy tarde en la Iglesia; puesto que para que el matrimonio se considerase como Sacramento, era necesario que previamente se llegara a un pleno desarrollo teológico de la doctrina sobre la gracia y sobre los Sacramentos.

La Iglesia Católica y su doctrina
52. Fue ajeno fue a la intención de Cristo fundar la Iglesia como sociedad que había de durar sobre la tierra, durante largos siglos; por el contrario, Cristo pensaba que el reino de los Cielos junto con el fin del mundo estaba a punto de llegar.
53. La constitución orgánica de la Iglesia no es inmutable, pues la sociedad cristiana, está sujeta, como toda sociedad humana, a una continua evolución.
54. Los dogmas, los Sacramentos la Jerarquía -tanto en lo que se refiere a su concepto como a su realidad- no son más que interpretaciones y evoluciones de la mente cristiana, que hicieron crecer y perfeccionaron con añadiduras exteriornas, el germen diminuto latente en el Evangelio.
55. Nunca pensó Simón Pedro que Cristo le hubiese encomendado el primado en la Iglesia.
56. La Iglesia romana se convirtió en la cabeza de todas las Iglesias, no por ordenación de la divina, sino meramente por circunstancias políticas.
57. La Iglesia se manifiesta enemiga de los progresos en las ciencias naturales y teológicas.
58. La verdad no es más inmutable que el hombre mismo, y que con él, en él y por él evoluciona.
59. Cristo no enseñó un determinado cuerpo de doctrina aplicable en todo tiempo y a todos los hombres, sino que más bien inició un movimiento religioso adaptado o adaptable a los diversos tiempos y lugares.
60. La doctrina cristiana fue judaica en sus inicios, pero por medio de evoluciones sucesivas se hizo primero paulina, después joánica y por último helénica y universal.
61. Puede decirse, sin afirmar nada extraño, que ningún capítulo de la Escritura, -desde el primero del Génesis hasta el último del Apocalipsis- contiene una doctrina idéntica a la que acerca de la misma materia enseña la Iglesia, por consiguiente, ningún capítulo de la Escritura tiene el mismo sentido para el crítico que para el teólogo.
62. Los principales artículos del Símbolo de los Apóstoles no tenían para los primeros cristianos la misma significación que tienen para los cristianos de hoy.
63. La Iglesia se muestra incapacitada para defender con eficacia la moral evangélica al adherirse obstinadamente a doctrinas inmutables que no pueden estar en armonía con el progreso moderno.
64. El progreso de las ciencias está exigiendo una modificación de los conceptos acerca de Dios, de la Creación, de la Redención, de la persona del Verbo Encarnado y de la Redención.
65. El catolicismo actual no puede armonizarse con la verdadera ciencia, si no se transforma en un cristianismo no dogmático: en un protestantismo amplio y liberal.

sexta-feira, abril 22, 2005

Bento XVI e a tradição



No primeiro sermão que proferiu, o Santo Padre Bento XVI anunciou aquelas que serão as prioridades do seu pontificado, entre as quais saliento a proposta de releitura do Concílio Vaticano II, a ser feita em fiel continuidade com a bimilenar tradição da Igreja, a que também fez expressa referência.

Por esta razão, parece-me que devem os católicos tradicionais dar um amplo benefício da dúvida ao actual Papa, e sem caírem em ingenuidades desnecessárias, não cavarem de imediato um fosso intransponível com Roma, através do relembrar de antigos pronunciamentos de pendor modernista do então Cardeal Ratzinger, a que o próprio parece já ter renunciado, para mais numa altura em que as potências infernais, gravemente feridas com o resultado do último conclave, assestam a totalidade da sua fúria sobre a figura do Romano Pontífice.

Na minha estrita opinião pessoal, que não vincula nada nem ninguém, Joseph Ratzinger foi um dos melhores amigos que a tradição teve em Roma durante o pontificado de João Paulo II; ora, considerando a devoção que o agora Papa Bento XVI nutre pela Missa de rito latino-gregoriano; com a intercessão da Santíssima Mãe de Deus, e a oração intensa dos fiéis da tradição; bem como com a mais terrena e prestimosa colaboração do Cardeal Castrillón Hoyos, na Comissão Ecclesia Dei; acredito que estarão reunidas as condições para que a Missa Tridentina possa ser libertada com celeridade dos entraves modernistas que correntemente a tolhem.

De resto, em face do pensamento que o presente Papa plasmou no seu livro "The Spirit of Liturgy" (desconheço se existe tradução portuguesa), de que em seguida se transcrevem alguns trechos), é pelo menos legítimo ter a esperança de que tal possa suceder:

- In the early Church, prayer towards the east was regarded as an apostolic tradition. We cannot date exactly when this turn to the east, the diverting of the gaze from the Temple, took place, but it is certain that it goes back to the earliest times and was always regarded as an essential characteristic of Christian liturgy (and indeed of private prayer).

- In no meal of the early Christian era, did the president of the banqueting assembly ever face the other participants. They were all sitting, or reclining, on the convex side of a C-shaped table, or of a table having approximately the shape of a horseshoe. The other side was always left empty for the service. Nowhere in Christian antiquity, could have arisen the idea of having to 'face the people' to preside at a meal. The communal character of a meal was emphasised just by the opposite disposition: the fact that all the participants were on the same side of the table.

- A renewal of liturgical awareness, a liturgical reconciliation that again recognises the unity of the history of the liturgy and that understands Vatican II, not as a breach, but as a stage of development: these things are urgently needed for the life of the Church. I am convinced that the crisis in the Church that we are experiencing today is to a large extent due to the disintegration of the liturgy, which at times has even come to be conceived of etsi Deus non daretur: in that it is a matter of indifference whether or not God exists and whether or not He speaks to us and hears us. But when the community of faith, the world-wide unity of the Church and her history, and the mystery of the living Christ are no longer visible in the liturgy, where else, then, is the Church to become visible in her spiritual essence? Then the community is celebrating only itself, an activity that is utterly fruitless. And, because the ecclesial community cannot have its origin from itself but emerges as a unity only from the Lord, through faith, such circumstances will inexorably result in a disintegration into sectarian parties of all kinds - partisan opposition within a Church tearing herself apart. This is why we need a new Liturgical Movement, which will call to life the real heritage of the Second Vatican Council.

- The Christian faith can never be separated from the soil of sacred events, from the choice made by God, who wanted to speak to us, to become man, to die and rise again, in a particular place and at a particular time. . . . The Church does not pray in some kind of mythical omnitemporality. She cannot forsake her roots. She recognizes the true utterance of God precisely in the concreteness of its history, in time and place: to these God ties us, and by these we are all tied together. The diachronic aspect, praying with the Fathers and the apostles, is part of what we mean by rite, but it also includes a local aspect, extending from Jerusalem to Antioch, Rome, Alexandria, and Constantinople. Rites are not, therefore, just the products of inculturation, however much they may have incorporated elements from different cultures. They are forms of the apostolic Tradition and of its unfolding in the great places of the Tradition.

- Unspontaneity is of their essence. In these rites I discover that something is approaching me here that I did not produce myself, that I am entering into something greater than myself, which ultimately derives from divine revelation. This is why the Christian East calls the liturgy the "Divine Liturgy", expressing thereby the liturgy's independence from human control.

- After the Second Vatican Council, the impression arose that the pope really could do anything in liturgical matters, especially if he were acting on the mandate of an ecumenical council. Eventually, the idea of the givenness of the liturgy, the fact that one cannot do with it what one will, faded from the public consciousness of the West. In fact, the First Vatican Council had in no way defined the pope as an absolute monarch. On the contrary, it presented him as the guarantor of obedience to the revealed Word. The pope's authority is bound to the Tradition of faith, and that also applies to the liturgy. It is not "manufactured" by the authorities. Even the pope can only be a humble servant of its lawful development and abiding integrity and identity. . . . The authority of the pope is not unlimited; it is at the service of Sacred Tradition. . . . The greatness of the liturgy depends - we shall have to repeat this frequently - on its unspontaneity (Unbeliebigkeit).

- This action of God, which takes place through human speech, is the real "action" for which all creation is in expectation. The elements of the earth are transubstantiated, pulled, so to speak, from their creaturely anchorage, grasped at the deepest ground of their being, and changed into the Body and Blood of the Lord. The New Heaven and the New Earth are anticipated. The real "action" in the liturgy in which we are all supposed to participate is the action of God himself. This is what is new and distinctive about the Christian liturgy: God himself acts and does what is essential.

quarta-feira, abril 20, 2005

Contra Europa


Extractado de L'Esclat

«Lo escribiremos por centésima vez: el liberalismo ha envenenado nuestra sangre y el parlamentarismo ha podrido nuestros huesos. Lo escribiremos por centésima vez: el sistema mortal de esta sociedad, que se disuelve, es que hay muchos hombres de talento que todo lo ven al revés, y muchos hombres sensatos que no hacen más que simplezas, y, sobre todo, muchos hombres verídicos que nunca dicen la verdad.»Aparisi y Guijarro, Obras Completas, Tomo I
El mes de mayo, además de a Nuestra Señora, bien puede dedicarse a la defensa de la identidad de España. Y es que es rico en efemérides antieuropeas: Dos de Mayo, alzamiento de Madrid contra las tropas napoleónicas; Veinticinco de Mayo, declaración de guerra a Napoleón por la Junta General del Principado de Asturias... Sin olvidar el tres de mayo, Invención de la Santa Cruz, mandada celebrar como fiesta nacional por el más antieuropeo de los reyes de este siglo, Don Alfonso Carlos, el monarca de la Cruzada.

No somos europeos
¿Por qué contra Europa? No hacía falta explicarlo a nuestros abuelos: Europa representa la antítesis de España. No somos europeos, ni siquiera geográficamente. ¿Son acaso europeas Ceuta, Melilla, las Islas Canarias? Y, sin embargo, ¿puede algún bien nacido negar su españolidad? ¿Qué decir de las Españas de ultramar?

La moneda falsa
Pero el papanatismo que nos invade hace pasar por buena la moneda falsa del europeísmo hasta entre aquellos que, no hace tanto, la reconocían y apartaban. Parece que hasta el más lerdo debería darse cuenta de lo ajena que Europa nos resulta, aunque sólo fuera por la devastación económica que el Mercado Común —luego Comunidad Económica Europea, ahora Unión Europea— ha traído a España. Pero no; hemos de apurar el cáliz hasta las heces. Incluso la Academia se une al enemigo: tras la supresión de la ch y la ll como consonantes autónomas, ¿cuánto durará la ñ? (No es asunto baladí: se trata de homogeneizar, de eliminar toda diferencia).

¿Cuándo nace Europa?
Sigamos con el símil de la moneda falsa. ¿Cuándo se acuña? ¿Cómo distinguir el troquel?Veamos primero la verdadera. España, o las Españas, van formándose en la Historia como bastión de la Cristiandad. Cuando ésta empieza a disgregarse, los españoles no sólo se mantienen fieles, sino que la amplían: nace entonces la Hispanidad. Hispanidad que perpetúa la Cristiandad política, en cuya defensa empuña las armas, que no depone hasta 1939. (Y aún podríamos incluir, mutatis mutandis, las campañas posteriores de Ifni-Sahara).
Europa, por contra, nace precisamente de esa disgregación de la Cristiandad. Nace de las cinco rupturas de que hablaba el Profesor Francisco Elías de Tejada:«a) La ruptura religiosa del luteranismo.b) La ruptura ética del maquiavelismo.c) La ruptura política del bodinismo.d) La ruptura jurídica del hobbesianismo.e) Y la ruptura sociológica que convierte en realidad palpable la rotura definitiva del cuerpo místico político cristiano: la firma de los tratados de Westfalia.» (Centro de Estudios Históricos y Políticos “General Zumalacárregui”, ¿Qué es el Carlismo? Madrid, 1971)

En 2004
Hemos visto el nacimiento de estas dos fuerzas tan dispares, la acuñación de las dos monedas. ¿Qué aspecto tienen ahora, a principios del siglo XXI?
Sigue siendo de aplicación el libro antes citado:«Europa es mecanicismo; neutralización de poderes; coexistencia formal de credos; moral pagana; absolutismos; democracias; liberalismos; guerras nacionalistas familiares; concepción abstracta del hombre; sociedades de naciones y organizaciones de naciones unidas; parlamentarismos; constitucionalismos; aburguesamientos; socialismos; protestantismos; republicanismos; soberanías; reyes que no gobiernan; indiferentismo y ateísmo y antiteísmo: revolución en suma.»
«Cristiandad es, en cambio, organicismo social; visión cristiana del poder; unidad de fe católica; poderes templados; cruzadas misioneras; concepción del hombre como ser concreto; cortes auténticamente representativas de la realidad social entendida por cuerpo místico; sistemas de libertades concretas; continuidad histórica por fidelidad a los muertos: tradición en suma.»
«Son, pues, dos civilizaciones, dos culturas polarmente contrarias. Europa es “lo europeo”: la civilización antropocéntrica de la revolución. Cristiandad es “lo cristiano”: la civilización teocéntrica de la tradición.» (Op. cit.)

Europa contra España
«Europa ha nacido para liquidar la cristiandad. Muchos creen que lo ha conseguido. Y así fuera cierto, de no haber sido por un obstáculo inopinado, naturalmente imprevisible, y por eso razonablemente calificable de providencial, que surgió. Ese obstáculo se llamó y se llama así: Las Españas.» (Op. cit.)
Y ahora, en el último asalto, Europa (también la Europa interior, es decir, la anti-España separatista, laicista, francófila o pro-estadounidense, judaizante o neomozárabe) se propone liquidar lo poco que queda de las Españas. Y le han salido aliados sorprendentes: el entusiasmo europeísta de “católicos” modernistas y sedicentes “patriotas” produce náuseas.
Por eso, en el mes de mayo, Mater Hispaniarum, ora pro nobis.

Gerardo Prendes

terça-feira, abril 19, 2005

Viva o Papa! Viva Bento XVI!



Acabados de saber da magnífica decisão do Conclave, sob influência do Espírito Santo, de eleger o Cardeal Ratzinger para o Trono de São Pedro, é possível, desde já, enunciarmos algumas conclusões:

1º) Os modernistas e progressistas radicais, apostados em subverter o que ainda resta da Igreja, embrenhados que estão no seu ódio a tudo o que é autenticamente católico, sofrem com esta eleição uma derrota esmagadora, e os seus perversos planos um revés demolidor; esqueceram-se das palavras de Cristo de que não prevalecerão!

2º) A Igreja continua a ter um Papa que, à imagem do seu antecessor João Paulo II, não transigirá em questões fundamentais de fé e doutrina, e que cumprirá escrupulosamente as funções papais de preservação, defesa e transmissão das verdades de fé e moral divinamente reveladas e, como tais, perpétuas, imutáveis e intemporais. Deste modo, o mundo moderno, com a sua mentalidade indiferentista, relativista, subjectivista, supondo que a Verdade pode ser mudada ao sabor das modas para satisfazer os caprichos do homem contemporâneo, é o outro grande vencido deste Conclave;

3º) O nome adoptado pelo novo Papa - Bento XVI - demonstra uma aparente vontade de se desligar, pelo menos em parte, dos seus antecessores pós-conciliares, bem como de apartar-se dos nefastos efeitos do Vaticano II, e de restabelecer ligações com a tradição permanente da Igreja. Neste campo, sabendo-se da devoção que o Cardeal Ratzinger nutre pela Missa de rito latino-gregoriano, que amiudadas vezes tem celebrado, da amizade que sempre manifestou pela Associação Internacional “Una Voce”, e da perplexidade que nunca deixou de manifestar em relação às consequências da ruinosa reforma litúrgica de Paulo VI, aguarda-se com expectativa que o agora Sucessor de Pedro liberte em definitivo a Missa tradicional de todas as peias que continuam a tolher a possibilidade de a mesma ser livremente celebrada, reconfirmando o teor da Bula “Quo Primum”, de São Pio V; finalmente, espera-se que Bento XVI resolva o problema do estatuto canónico da SSPX, e levante as injustas excomunhões proferidas contra Monsenhor Marcel Lefebvre e os restantes Bispos da Fraternidade

4º) E agora, um pedido final: “Oremus pro Pontífice nostro Benedicto. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius”.

Comenzar poniendo los puntos sobre las ies no es mal comienzo ...

El cardenal Ratzinger fustiga el «marxismo, el agnosticismo y el individualismo radical»

Extractado de La Razón [ http://www.larazon.es/noticias/noti_rel49036.htm ]

“El cardenal Ratzinger, con un rostro que delataba fatiga y la voz tomada por un ligero catarro, centró su homilía en reclamar, para los cristianos, una fe adulta que no se deje «llevar por la deriva, ni zarandear por cualquier viento de doctrina». El garante de la unidad de la Fe durante el pontificado de Juan Pablo II condenó «la dictadura del relativismo, que no reconoce nada como definitivo y que, como última medida, sólo tiene el propio yo y sus apetencias». Según el decano del Colegio Cardenalicio, «tener una fe clara acorde al credo de la Iglesia es, a menudo, etiquetado como fundamentalismo. Mientras, el relativismo, esto es, el dejarse llevar “aquí o allá de cualquier viento de doctrina”, es visto como el único comportamiento a la altura de los tiempos modernos». Además, Ratzinger enumeró también esos «vientos de doctrina», las corrientes ideológicas que hemos conocido en los últimos decenios.
«La pequeña barca del pensamiento de muchos cristianos –afirmó el alemán en tono suave pero firme– ha sido agitada por estas ondas, lanzada de un extremo a otro: del marxismo al liberalismo, hasta el libertinaje; del colectivismo al individualismo radical; del ateísmo a un vago misticismo religioso; del agnosticismo al sincretismo». «Cada día nacen nuevas sectas y se realiza lo que dijo san Pablo sobre el engaño de los hombres, sobre la astucia que conduce engañosamente al error», aseveró el purpurado.
No han sido pocos los que han afirmado que la más que notable presencia del alemán en los actos públicos celebrados desde la muerte de Juan Pablo II era un claro síntoma de su calidad de «papable». Algo así como una forma de dejarse ver y ganar notoriedad. Sin embargo, la constante presencia pública del ex Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe no se debe a intereses personales sino a su condición de decano del Colegio Cardenalicio, el único cargo eclesial que se mantiene vigente desde la muerte del Papa, junto con el «cardenal Camarlengo», el riojano Eduardo Martínez Somalo.”

Juzguen Vds. mismos

BENEDICT XVI
Commençons par le plan doctrinal. Peut-on dire du cardinal Ratzinger qu’il est un évêque réellement traditionnel et sûr dans le domaine doctrinal ?
En 1968, Joseph Ratzinger, alors professeur à l’université de Tübingen, fut un des 38 responsables de la « Déclaration sur la liberté et la fonction des théologiens dans l’Église », publiée dans le numéro de décembre 1968 de l’édition française de la revue Concilium. Ce texte constitue une attaque assez violente de la Congrégation pour la doctrine de la foi et, à travers elle, des actes du magistère pontifical, supposés mettre un frein à la liberté des théologiens. Parmi les autres responsables, on peut citer les théologiens progressistes Marie-Dominique Chenu, Yves Congar, Walter Kasper, Hans Küng, Karl Rahner, Edward Schillebeeckx.
Sur ce texte, le père Congar, pourtant assez « en pointe », a exprimé ses réserves : « Ce texte a vivement déplu à Rome. Il est loin de me satisfaire ; malheureusement, lorsqu’on m’a soumis la première rédaction, j’étais à l’hôpital, seul, sans aide, je n’ai pu agir comme je l’aurais voulu. J’ai fait cependant un certain nombre de remarques : une ou deux furent acceptées, mais pas la principale. Je ne suis donc pas entièrement d’accord avec cette déclaration que j’ai cependant signée – et je sais que ma signature en a entraîné quelques autres 54. »
On pourra rétorquer que le cardinal Ratzinger n’assume pas tous les écrits du professeur Ratzinger. Cependant, lorsque Vittorio Messori lui a posé la question de savoir s’il considérait sa collaboration à Concilium comme un « péché de jeunesse », le cardinal n’a nullement fait une réponse analogue à celle du père Congar regrettant la « Déclaration » de 1968. Au contraire, il affirme que ce sont les autres responsables de la revue qui ont changé, tandis que lui restait fidèle à l’esprit primitif 55. Il situe ce tournant définitif vers 1973, soit près de cinq ans après la « Déclaration ».
Passons maintenant à des déclarations faites depuis son cardinalat. Peut-on dire que celui qui écrit la déclaration suivante soit un évêque doctrinalement sûr ? « Nous devons constater qu’au concile Vatican II ont été entérinées des valeurs qui ne sont pas venues de l’Église, mais qui viennent de deux siècles d’esprit libéral, mais purifiées et corrigées 56. »
Peut-on dire que celui qui écrit la déclaration suivante soit un évêque doctrinalement sûr ? « Gaudium et Spes est (en liaison avec les textes sur la liberté religieuse et sur les religions du monde) une révision du Syllabus de Pie IX, une sorte de contre-syllabus. (…) Ce texte joue le rôle d’un contre-syllabus dans la mesure où il représente une tentative pour une réconciliation officielle de l’Église avec le monde tel qu’il était devenu depuis 1789 57. »
Peut-on dire que celui qui écrit la déclaration suivante soit un évêque doctrinalement sûr ? « Il existe des décisions du magistère qui ne peuvent constituer le dernier mot sur une matière en tant que telle, mais un encouragement substantiel par rapport au problème, et surtout une expression de prudence pastorale, une sorte de disposition provisoire. Leur substance reste valide, mais les détails sur lesquels les circonstances des temps ont exercé une influence peuvent avoir besoin de rectifications ultérieures. A cet égard, on peut penser aussi bien aux déclarations des papes du siècle dernier sur la liberté religieuse qu’aux décisions antimodernistes du début de ce siècle, en particulier aux décisions de la Commission biblique de l’époque. En tant que cri d’alarme devant les adaptations hâtives et superficielles, elles demeurent pleinement justifiées. (…) Mais dans les détails relatifs aux contenus, elles ont été dépassées, après avoir rempli leur devoir pastoral à un moment précis 58. »
Peut-on dire que celui qui écrit la déclaration suivante soit un évêque doctrinalement sûr ? « Ce serait absurde de vouloir revenir en arrière, retourner à un système de chrétienté politique. Mais il est vrai que nous nous sentons une responsabilité dans ce monde et désirons lui apporter notre contribution de catholiques. Nous ne souhaitons pas imposer le catholicisme à l’Occident, mais nous voulons que les valeurs fondamentales du christianisme et les valeurs libérales dominantes dans le monde d’aujourd’hui puissent se rencontrer et se féconder mutuellement 59. »
L’examen de ces quelques déclarations du cardinal Ratzinger manifeste qu’il peut difficilement être considéré comme un évêque réellement sûr au plan doctrinal.


54 — Un vie pour la vérité. Jean Puyo interroge le père Congar, Centurion, 1975, p. 159.
55 — Cardinal Ratzinger, Vittorio Messori, Entretien sur la foi, Fayard, 1985, p. 16-17.
56 — Cardinal Ratzinger, Entretien avec le mensuel Gesu, 1984.
57 — Cardinal Ratzinger, Les principes de la théologie catholique, Téqui, 1985, p. 426-427.
58 — Cardinal Ratzinger, « Magistère et théologie », L’Osservatore romano. Édition hebdomadaire en langue française, 10 juillet 1990, p. 9.
59 — Cardinal Ratzinger, Le Monde, 17 novembre 1992.

¡Tenemos Papa!

El Cardenal Ratzinger ha sido elegido nuevo Papa. Ha escogido el nombre de Benedicto XVI.
Ratzinger se ha caracterizado en un pasado por un modernismo rampante y en tiempos más recientes ha sido, a pesar de ciertos problemas doctrinales que afectan a la mayor parte de la Iglesia, un freno a muchos excesos modernistas. Sin duda alguna el Pontificado de Juan Pablo II hubiera sido mucho peor si Ratzinger no hubiera estado en los últimos tiempos ahí.
Durante los Pontificados de Benedicto XV y de Pío XI, doctrinalmente impecables, los liberales y modernistas tomaron todos los resortes de poder de la Iglesia. Los mismos que habían sido neutralizados por San Pío X y los mismos sobre los que Pío XII tuvo que ejercer potestad y autorizar para frenarles. De ahí que la elección de su nombre, que suele tener que ver con el último Papa de la línea, no sea quizás motivo de gozo para muchos de nosotros. Como Jacobo San Miguel, R.I.P., nos recordaba a menudo, fue durante estos dos pontificados posteriores al de San Pío X cuando se gestó la traición enorme a los Cristeros mexicanos.
Es por esto que mi post de ayer, sobre Santo Tomás Becket o Cantuariense, sigue siendo acertado. Dado el actual Colegio Cardenalicio que haya salido Ratzinger es una prueba palpable de que el Espíritu Santo no abandona a Su Iglesia. Ahora la pelota está en el tejado de Benedicto XVI y a él corresponde mover ficha. Ratzinger debe restaurar todo en Cristo porque Cristo, y no los hombres, es el centro y la razón de ser de la Iglesia Católica.
¡Gloria sea dada a la Iglesia Católica, Esposa Mística de Nuestro Señor Jesucristo!
¡Viva el Papa!

RCS

Sobre el Cónclave y Santo Tomás Cantuariense

Sólo puedo añadir ¡Amén! a lo que JSarto publica en su entrada anterior sobre lo que debiera decir un auténtico Papa fiel a la doctrina, como el supuesto Leo XIV que de la mano de Thomas Drolesky nos trae.
En realidad, sin haberme prodigado mucho en leer todas las tendencias representadas por los Cardenales en el actual Cónclave, concluyo que no hay ningún Cardenal que pueda considerarse de orientación tradicional, al modo por ejemplo de lo que fueron un Otavianni o un Siri en el pasado, por citar un ejemplo. ¿Quiere decir esto que la Tradición, la verdadera continuidad de la Iglesia sin mancha, tiene todo perdido? No. “Hasta el rabo todo es toro”, dice el popular dicho español y “mientras hay vida hay esperanza”. No olvidemos el factor de la conversión, que es algo crucial y muy ligado a la vida de los católicos.
Santo Tomás Cantuariense, llamado también de Canterbury o Becket, es un Santo que me atrae muchísimo. Admirador de la Inglaterra medieval que soy, con todos sus claroscuros, Santo Tomás Cantuariense no llevó la vida tan edulcorada que presenta la Catholic Encyclopaedia. No voy a entrar si en sus tiempos jóvenes fue lo que hoy llamaríamos un “playboy” o su pureza está fuera de toda duda, pues distintas fuentes aseveran diferentes hechos. El caso es que por su biografía o su educación ciertamente fue mundano y ambicioso de los honores humanos.
Azares del destino, en realidad golpes de timón de la Providencia, Tomás a Becket fue consagrado Obispo y a partir de este momento él sintió una profundísima llamada de Dios y de su Iglesia. Santo Tomás Cantuariense se dio cuenta de que bajo él quedaban almas que había que salvar por encima de todo, y que la interferencia de Enrique II de Inglaterra sobre la Iglesia Católica era totalmente inapropiada. Su heroica muerte selló su vida.
Existen muchos Cardenales cuya virtud de la pureza también está fuera de toda duda, pero que son ambiciosos de honores y mundanos: quieren avenirse con el mundo y conciliar lo irreconciliable, las enseñanzas de Jesucristo –verdadero Dios y verdadero Hombre- con la Revolución. Parecen gozarse, como Ratzinger, en decir que el Vaticano II es la Revolución Francesa de la Iglesia. ¿Quién nos dice que no pueda pasar que uno de estos Cardenales, el que sea elegido Papa, pueda convertirse al darse cuenta de la altísima dignidad y responsabilidad que el Papado impone?
Juan Pablo II, el Papa que promovió hasta extremos inenarrables el ecumenismo irenista, el que machacó la Tradición ahogándola, el que tuvo aciertos formidables en sus opiniones sobre el aborto, sobre la contracepción y otras materias (eso sí, las más fundadas sobre una pobre Teología antropocéntrica basada en la dignidad del hombre) y cuyo único documento dogmático en 26 años de Pontificado fue en contra de la Ordenación Sacerdotal de las mujeres, queda atrás. Pero sus errores todavía están con nosotros. Pablo VI dijo que “el humo de Satanás [había] entrado dentro de la Iglesia”. El Padre Malachi Martin señaló que el Vaticano II comenzó con una Misa Negra y nadie se atrevió a contradecirle.
Entremedias de esos dos Papas, Pablo VI y Juan Pablo II, hubo uno, Juan Pablo I, que sintió lo mismo. Pagó con el martirio. Su Santidad Juan Pablo I había sido un liberal de tomo y lomo en la diócesis de Venecia, pero en aquellas épocas de los Calvi y los Marcinkus, de los Villot y Sidona y quién sabe qué más traidores a Cristo, quiso alzarse. Es más que posible que pagara con el martirio. Como posiblemente le pasara a un Papa que quisiera volver a la Tradición ahora.
Pero el Papa, Vicario de Cristo en la Tierra, podría de esta manera evitar a lo mejor con su muerte martirial la muerte de millones de seres humanos. Si no pasa nada, agostadas como están las fuentes de gracia al impedirse mediante una liturgia espúrea que la Sangre de Cristo sea derramada en los Altares, será nuestra propia sangre la que será derramada por nuestros pecados.
Santo Tomás Cantuariense, rogad por la Iglesia. Rogad por nosotros.

RCS

Thomas Droleskey e os trabalhos do novo Papa

Thomas Droleskey, um dos mais proeminentes católicos tradicionais norte-americanos, presidente do conselho directivo do "Christ the King College", responsável pela página "Christ or Chaos", autor do interessantíssimo "Christ in the Voting Booth", e prolífico colaborador de espaços como "Daily Catholic" ou "Seattle Catholic" escreveu, em Novembro de 2003, um artigo fundamental intitulado "What would Leo XIV say?", cujo conteúdo é inteiramente oportuno recordar, nesta altura em que se encontra a decorrer o Conclave:

Aqui se transcreve o extracto mais significativo desse artigo, onde Droleskey expõe a linha de acção que se espera de um Papa verdadeiramente defensor da tradição católica, queira Deus aquela que venha a ser adoptada já pelo sucessor de João Paulo II:

"Personally, I pray for the day when a Vicar of Christ will say the following upon his accession to the Throne of Saint Peter:

"We ascend to the Throne of Saint Peter in perilous times. We have taken the name Leo to honor the Pope who had a vision during the offering of Holy Mass of the Devil having his way with the Church for about a hundred years. Pope Leo XIII composed both the long and short forms of the Saint Michael the Archangel prayer, inserting the shorter form into the Missal to be recited aloud by both the priest and the people following the reading of the Last Gospel after the conclusion of Low Mass. It is time for Us to admit that the Devil has indeed had his way with the Church for long enough. It is time to put an end to the influences that have devastated the Catholic Faith, destroyed belief in the Real Presence, profaned the Holy Sacrifice of the Mass, relegated the Immemorial Mass of Tradition to a near outlaw status, abandoned truths contained in the Deposit of Faith, reaffirmed heretics and schismatics and pagans in false religions, embraced the Modernist rejection of the Social Reign of Christ the King in favor of a 'civilization of love,' and produced unparalleled chaos in the life of the Church and hence the world. It is time to return to the twin foundations of Tradition and Truth as the basis of the Catholic Faith, starting with the restoration of Traditional Latin Mass as the basis of Catholic worship and teaching.

"The revolution that was imposed upon the Catholic Faith by those in ecclesiastical authority had many roots. In essence, however, the very Modernism condemned by Our glorious Predecessor, Pope Saint Pius X, insinuated itself pridefully in the hearts and the souls of popes and cardinals and bishops and priests. Having insinuated itself in the shepherds, it was thus very easy for the Adversary to win over most of the Catholic faithful, many of whom believed that their shepherds would never lead them astray. The prophecies of La Sallette and Anne Katherine Emmerich and others about these bad shepherds were ignored. Our Lady's own Fatima requests, which We intend to fulfill at Our earliest opportunity, were deconstructed of their plain meaning so as to avoid offending powerful countries and the false currents of modernity. The result has been a Catholic world in which most baptized Catholics do not seek to root out sin from their lives nor aspire to the highest levels of sanctity by means of cooperating with the graces won for us on Calvary by the shedding of the Most Precious Blood of Our Divine Redeemer, Our Blessed Lord and Savior Jesus Christ, and by relying upon the intercession of the Blessed Mother and all of the other saints and angels. This must stop.

"Therefore, We hereby decree the following:

"One, the Immemorial Mass of Tradition is hereby restored as normative in the Latin Rite of the Catholic Church. We affirm that Our sainted Predecessor, Pope Saint Pius V, issued in Quo Primum a perpetually binding decree that gives every priest in the Latin Rite of the Catholic Church the absolute right to offer Mass according to the Missal he promulgated in 1570. The Mass of Tradition can never be abrogated. Nothing that any of Our immediate Predecessors has done has in fact abrogated it. No bishop has any authority to command that a priest not offer Mass according to the Missale Romanum issued by Pope Saint Pius V. Any bishop who attempts to do so will be deposed by Us without any appeal to Our plenipotentiary authority. We hereby apologize to those who have been dealt with unjustly for their fidelity to Tradition, starting with the Society of Pope Saint Pius X and all other priests who have seen it as their duty, while recognizing the primacy of the See of Peter and the legitimacy of its occupant, to offer the Mass of Tradition to the faithful in what has been considered heretofore irregular canonical situations. We will use their good offices to help effect what will be a long and most likely painful transition back to Tradition. We are willing to run the risk of formal schism on the part of those committed to the errors of the recent past in order to protect the flock from the contagion that has produced so much destruction for souls and thus the right ordering of things in the world to the Social Reign of Christ the King through His true Church.

"Two, any diocesan ordinary or auxiliary bishop who is unwilling to comply immediately with our affirmation of Quo Primum will be required to resign posthaste. We know of very fit candidates to replace bishops who have participated in the crushing of Tradition and who have presided over the destruction of the Faith. We can no longer tolerate a situation where men in ecclesiastical authority misuse their power to discipline Catholics faithful to Tradition and Truth while rewarding those who put into question articles contained in the Deposit of Faith and look the other way at the degradation of the Sacred Mysteries of the altar. All previous conditions imposed on the attendance of the Mass of Tradition are hereby repealed and denounced as unjust and invalid. In the words of those who fomented the revolution, 'We're beyond that now.'

"Three, We hereby cease any and all efforts to effect a false unification with actual schismatics, heretics and other unbelievers. We affirm the truths contained in Pope Pius XI's Mortalium Animos as the foundation of fostering true religious unity. We condemn as revolutionary and counter to the Syllabus of Errors and Mortalium Animos the approaches of the recent past, which have reaffirmed people in false religions and currents, leading Catholics to believe that they do not have the obligation to bring everyone into the One, Holy, Catholic and Apostolic Church founded upon the Rock of Peter, the Pope. We will restore the authentic of all Catholic shrines and churches which have been redesigned to accommodate the beliefs of those who adhere to false religions and/or paganism.

"Four, although a more thorough review of the recent past will follow shortly, We reaffirm the binding nature of Quas Primas as the foundation of converting nations to the Social Reign of Christ the King. Documents of the recent past that have distanced the Church from the unbroken patrimony that had never been placed in doubt prior to 1958 are hereby denounced and rejected as having been harmful to the faithful and to the rights of God as exercised by Holy Mother Church. In this regard, We will be issuing shortly formal decrees of excommunication against every Catholic in public life who supports the four sins that cry out to Heaven for vengeance, including abortion and sodomy. We will no longer tolerate the farce of baptized and confirmed members of the Catholic Church supporting these and other evils.

"Finally, relying upon the patronage of the Mother of God, Saint Joseph, Saint Peter, Saint Paul, and all of the angels of saints, We pledge Ourselves in Our pontificate to the proclamation of the truths received by the Apostles from Our Lord and Savior Jesus Christ and handed down to us by them under the protection of the Holy Ghost without fear of criticism by Jews, Muslims, Protestants, members of all other false religions, public officials, or members of the true flock of Christ. We must fulfill with the same zeal and fidelity of the Apostles the charge Our Lord gave to the Eleven as He Ascended to the Father's right hand in glory: to teach everything He has revealed to all men everywhere so that every person on the face of this earth will be baptized in the Name of the Father, and the Son, and the Holy Ghost be incorporated as a member of the one, true Church of Christ that is the Catholic Church.
"Given at Rome, sometime in the twenty-first century (or thereafter), Leo XIV, Pont. Max."

segunda-feira, abril 18, 2005

Más sobre checas y Paracuellos

Me pregunta mi amigo JSarto en su anterior post sobre el libro de César Vidal sobre Paracuellos y Katyn. Ya le di mi contestación en las cajetillas.
Creo, no obstante, que es bueno decir aquí que poco a poco se va sabiendo la verdad sobre la Guerra Civil española. Tanto que empieza a haber rumores de que el Partido Socialista obrero español (por favor, las dos últimas con minúscula) prepara una ley para prohibir a los historiadores “revisionistas” de la Guerra Civil española, como Pío Moa, de quien tanto se habló en A Casa de Sarto hace aproximadamente un año.
César Alcalá acaba de publicar el libro Checas de Barcelona, donde presenta unos datos y un panorama crudísimo de la persecución comunista en Cataluña. Persecución que no solamente fue contra los “fascistas” (sic) y “enemigos del pueblo” (sic, sic), entre los que se encontraban muchos católicos sin afiliación política alguna. En Cataluña en aquella época te podían registrar, y si te encontraban con un Rosario en el bolsillo, te mataban en plena calle. También se persiguió con saña y encarnizamiento a varios sectores anarquistas y a facciones disidentes del comunismo, como el POUM, de inspiración trotskista. Una represión, como digo, no sólo política, sino también religiosa y hasta social y civil.
Un dato muy revelador es el papel jugado por los nacionalistas catalanes de aquel entonces, que se aliaron con los comisarios soviéticos. Incluso institucionalmente la Generalidad de Cataluña (el parlamento regional) jugó un sedicente papel. Los nacionalistas catalanes (incluso los de “derecha”) tuvieron a bien aliarse con los comunistas del mismo modo que en el País Vasco los nacionalistas vascos traicionaron a sus propios aliados, a los cuales entregaron de manera infame a las fuerzas nacionales.
Compren el libro de César Alcalá, editado por Belacqua-Caroggio (Barcelona, 2005; ISBN 84-96326-44-6), antes de que los Zapateros de este mundo declaren crimen el pensar que los nacionales tenían razón o que en la zona republicana, más bien roja, se hiciera mal alguno.

Rafael Castela Santos

domingo, abril 17, 2005

Breves - 10

1º) Ainda sobre o balanço do pontificado do Papa João Paulo II, aconselho vivamente a leitura deste artigo de Cristopher Ferrara no excelente jornal católico tradicional norte-americano "The Remnant".

2º) Magnífico postal do Pedro Guedes, no Café Expresso, sobre o Conclave que se avizinha. Pela minha parte não avanço com nomes de Cardeais que gostaria de ver sentados no Trono de São Pedro, na quase certeza de que quem costuma entrar numa tal escolha como Papa, sai de lá como Cardeal. Sempre acrescento que, independentemente da sua proveniência geográfica, ficarei satisfeito com um Papa que defenda a integridade e pureza da fé e moral católicas, e debele de vez os nefastos efeitos da heresia modernista no seio da Igreja. Para quem pretenda conhecer melhor o pensamento dos participantes no Conclave, sugiro a consulta deste sítio;

3º) Tenho acrescentado algumas ligações novas à minha lista de blogues e outros espaços recomendados. Destacaria aqui a página do "Oratório de Londres", local histórico do Catolicismo inglês, fundado pelo Cardeal Newman, e onde se continua a celebrar com toda a regularidade a perpétua e irrevogável Missa de rito latino-gregoriano.

4º9 Uma pergunta final sobre um livro, dirigida ao Pedro Guedes e ao Rafael: Já leram "Paracuellos - Katyn: Un ensayo sobre el genocídio de la izquierda", de César Vidal? Se sim, o que acharam?

sexta-feira, abril 15, 2005

Los cristianos de Palestina pueden ser extinguidos si sigue la política israelí de ocupación



Algunas cifras amenazadoras: diez años de acoso a Belén, 37 años de presencia militar hebrea en varios territorios y actualmente el muro y los asentamientos
Los cristianos son actualmente una cuarta parte de la población palestina total. Sin embargo, en los territorios ocupados, no pasan del 2 por ciento. Es la primera cifra que ilustra la amenaza que pesa en estos momentos sobre una comunidad de creyentes castigada por la conflictiva situación entre Israel y Palestina y, especialmente, por la política de ocupación que practica el Gobierno hebreo. Ya entre 1947 (un año antes de la creación del Estado de Israel) y 1967 (tras la Guerra de los Seis Días), los cristianos de la Palestina ocupadas pasaron a ser del 20 al 13 por ciento.

Otro elemento de referencia para la actualidad es el muro de separación (llamado también “de seguridad”). Sólo en Belén, Israel ha puesto 78 obstáculos físicos, incluidos 10 puestos de control, 55 terraplenes y 10,4 kilómetros de la ya tristemente famosa pared. Además, según un reciente informe de Naciones Unidas, faltan por levantarse 53 kilómetros más de muro para acabar de cercar la ciudad santa, donde en este momento 9 hospitales, 22 iglesias y 11 mezquitas se encuentran separadas de sus entornos palestinos y también del mundo exterior. En diez años de cierres y tras 37 años de ocupación militar, Belén ha visto el cierre de 72 negocios y comercios regentados por palestinos. Son esos datos que no se dicen prácticamente nunca.

Por otro lado, Israel ha construido 18 asentamientos ilegales donde viven 66.000 personas en el distrito de Belén, unos movimientos que no permiten crecer a la ciudad. Precisamente para aislarla e incomunicarla de estos asentamientos y de Jerusalén, el Gobierno hebreo ha erigido los 78 obstáculos antes comentados. Y todo esto, paradójicamente y desde 1967, no se ha frenado nunca, ni siquiera en épocas de distensión, como la de los Acuerdos de Oslo de 1993.

Todos estos hechos han afectado sobre todo, en estos años, a la comunidad cristiana urbana. Desde el año 2000, la falta de oportunidades ha provocado la emigración de casi el 10 por ciento de los cristianos de Belén, donde ahora ya son minoría por primera vez en la historia reciente. Algo muy similar ha sucedido en Jerusalén, que nunca ha estado tan dividida como ahora entre la parte judía y la árabe. Además, mientras el Ayuntamiento de la ciudad ha apostado por la construcción de 50.000 nuevas viviendas públicas para los judíos en los últimos años, no se ha edificado ninguna para los palestinos, obligados a pagar íntegramente sus impuestos. En el casco antiguo, 30.000 palestinos reciben menos cupos y asignaciones públicas que los 2.000 judíos, asentados mayoritariamente de forma ilegal.

En definitiva, si se mantuviese a la larga la política de ocupación, la extinción de cristianos en Palestina se convertirá en una posibilidad real. Y ahora, en 2005, existe además una diferencia en relación con la situación de 1948: Estados Unidos apoya de manera inquebrantable a Israel a pesar de la expulsión más o menos encubierta de cristianos. Y todo esto sin entrar a analizar el descenso notable que se ha producido, en los últimos años, de las peregrinaciones, de las que viven muchos de ellos. Es otra de las amenazas, porque puede provocar que, en pocas décadas, todos hayan emigrado en busca de un futuro mejor.

Joan Miquel Corbí

Extractado de ForumLibertas

Sobre o pontificado de João Paulo II

Apesar de toda a simpatia e carinho que sentíamos pela figura do Santo Padre João Paulo II, e da tristeza que nos causou o seu desaparecimento, nem por isso tal circunstancialismo impede que, neste período de luto oficial na Igreja, analisemos o seu pontificado a partir da perspectiva católica tradicional de que este espaço se reclama, separando a pessoa do Papa das suas obras.

Contrariamente à ideia feita nos meios oficiais da Igreja - "Santo subito!" -, e curiosamente repercutida pela comunicação social de referência, não podemos aceitar a tese de que o mandato papal de Karol Wojtyla tenha sido brilhante e grandioso. Na verdade, João Paulo II não foi nenhum São Pio V ou São Pio X, sequer um Leão XIII ou Pio XII: os vinte seis anos e meio em que chefiou a Igreja, para além das aparências exteriores, ficaram marcados pela permanente degradação da instituição eclesial, e pela perda do prestígio e respeito que a mesma havia acumulado durante o século e meio que precedeu o Concílio Vaticano II, tudo num processo de autodemolição sem paralelo numa História bimilenar, e que o Sumo Pontífice notoriamente não conseguiu inverter.

Factos concretos? Por exemplo, a queda abissal da prática religiosa na generalidade das sociedades outrora católicas, mormente ao nível da frequência da Missa Dominical e do sacramento da Penitência; a redução para níveis mínimos das vocações religiosas, em resultado da heterodoxia doutrinária reinante em boa parte dos seminários e institutos religiosos, e da perseguição que neles é feita a quem ousa defender a ortodoxia; o sobraçar pela maioria dos Bispos, do restante clero, e de boa parte dos próprios leigos, de um estranho misto doutrinário de modernismo herético e de progressismo marxista, em total contraposição ao magistério tradicional; a perpetuação dos abusos litúrgicos sem que Roma tenha alguma vez demonstrado vontade prática, e não apenas teórica e retórica, de lhes pôr cobro; a situação de cisma prático em que os Bispos de países como os Estados Unidos, a Holanda, a Bélgica ou a Alemanha se encontram face à primazia romana, não hesitando em desafiar e desobedecer à legítima autoridade papal em matérias de fé e moral; a perda da santidade e exemplaridade de costumes dos religiosos seculares e regulares, traduzida não só pelos abjectos escândalos pedófilos homossexuais, mas sobretudo pelo encobrimento que deles a todo o custo tentou fazer uma hierarquia religiosa venal e corrupta, muito especialmente nos Estados Unidos; enfim, a ostracização dos católicos defensores da tradição, e a infame marginalização da Missa perpetuamente válida e irrevogável de rito latino-gregoriano.

Ora, pretendemos dizer que João Paulo II foi responsável por todo este estado de coisas?... Evidentemente que não! Porém, no fundamental, o Santo Padre condescendeu muito para além do tolerável com tal circunstancialismo, em sucessivas omissões com custos gravosíssimos para a Igreja.

De resto, algumas das suas principais e mais notórias acções afastaram-se decisivamente da tradição em pontos fulcrais, ajudando a espalhar a dúvida e a incerteza entre os fiéis. Relembremo-nos da confusão que no seu magistério se fez permanentemente entre os conceitos de "liberdade religiosa" e "tolerância religiosa"; do ecumenismo mal-são que promoveu, fomentador do indiferentismo e do relativismo religioso; da visão colegial com que encarou o Papado, entendendo o Bispo de Roma como mais um entre os restantes Bispos, o que ajuda a compreender em não despicienda parte a condescendência referida no parágrafo anterior; enfim, de ter constantemente pactuado com as extravagâncias litúrgicas nas múltiplas viagens que efectuou à volta do mundo.

Não nos alongaremos mais nesta temática. Outros já a analisaram antes, com muito mais habilidade e talento do que nós; limitar-nos-emos a remeter para um livro cuja leitura recomendamos vivamente, da autoria de dois autores católicos tradicionais norte-americanos - "The Great Façade", de Christopher A. Ferrara e Thomas E. Woods, Jr.

Sem prejuízo de tudo o que dissemos até agora, se por vezes demais João Paulo II pareceu comprometer a tradição, no absolutamente imprescindível salvaguardou com denodo notável a fé e moral católicas, erguendo-se em principal adversário da guerra cultural que o esquerdismo niilista declarou contra os valores basilares do Ocidente. Elogiemos, pois, o combate sem concessões que dirigiu contra o divórcio, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade e as uniões legais entre pessoas do mesmo sexo, em defesa da família e da vida, em suma, das leis divina e moral, e da ordem natural superior a elas adstrita. Em tal combate, teve João Paulo II o ponto mais saliente do seu pontificado!

Outrossim, saudemos o nunca ter condescendido com as correntes modernistas radicais de Judas Iscariotes que intimamente só desejam a destruição do Catolicismo; o ter sempre recusado firmemente a efeminização da Igreja, mediante a ordenação sacerdotal de mulheres; o ter implodido, ainda que só parcialmente e sem a firmeza necessária, a pretensa "Teologia da Libertação", bem como ter desmascarado os agentes comunistas que a promoviam.

Em tudo isto, o melhor legado de João Paulo II à Igreja, e que certamente virá a desempenhar papel de referencial fulcral nos tempos que se avizinham.

Que descanse em paz o Santo Padre!

quinta-feira, abril 14, 2005

Relação entre a Maçonaria e o ocultismo

Pensabem.net traduce al portugués unos textos del historiador protestante César Vidal, sin duda alguna una de las poquísimas figuras salvables del pavoroso panorama mediático español. César Vidal es abogado, filósofo y Doctor en Historia y actualmente dirige el progama La Linterna, en la cadena COPE. Estos artículos fueron publicados originalmente aquí y aquí en Libertad Digital, una página de centro-derecha liberal que se ha convertido en referente internético por su buen quehacer y su sensatez en la mayor parte de sus juicios.
Como comentario marginal me sorprendió este post de José Adelino Maltez, cuya valoración dejo a nuestros lectores.
Del agnosticismo (y el paganismo) al ocultismo (y a la Viuda) hay un paso.
Y pequeño.
Reproducimos a continuación uno de esos textos traducidos al portugués.

RCS

«A lenda «cor-de-rosa» da Maçonaria insiste em afirmar que esta não passa de uma sociedade discreta (não secreta) guiada por princípios filantrópicos e que a pertença à mesma não entra em conflito com a afiliação em qualquer confissão religiosa, seja ela o catolicismo, o islamismo, ou qualquer igreja evangélica. A realidade histórica é, então, muito diferente. É certo que, ao longo da história, tem havido católicos, muçulmanos e inclusivamente protestantes maçons, mas a incompatibilidade entre as crenças das lojas e os conteúdos da Bíblia é evidente.
No presente artigo e nos seguintes, ocupar-nos-emos de maneira precisa de um aspecto, a nosso ver, essencial: o papel representado pela maçonaria no reflorescer do ocultismo contemporâneo.
A Maçonaria contou, desde a sua fundação, com um conteúdo acentuadamente gnóstico. É certo que, para não poucos maçons, esta circunstância se torna um tanto embaraçosa na actualidade. Os factos, no entanto, não se podem negar, desde as primeiras obras da Maçonaria até aos escritos de autores maçons do século XX. É precisamente este carácter gnóstico, secreto, ocultista, que exige um processo de iniciação para nele ingressar, que explica, pelo menos em parte, a enorme importância que a Maçonaria tem tido no reflorescer do ocultismo nos últimos séculos, até ao ponto que não é exagerado dizer que este não se podia ter dado sem aquela. Sem dúvida, um dos casos mais significativos a este respeito é o de Albert Pike, uma das figuras mais importantes da Maçonaria do século XIX.
Albert Pike nasceu no dia 29 de Dezembro de 1809, em Boston. Estudou em Harvard e foi general de brigada no exército confederado durante a guerra da Secessão dos EUA. No final do conflito, Pike foi condenado por traição e preso, mas no dia 22 de Abril de 1866, foi indultado pelo Presidente Andrew Johnson, também ele maçon. No dia seguinte, os dois «irmãos» encontraram-se na Casa Branca e, certamente, não ficou por aí a relação entre estes dois maçons. No dia 20 de Junho de 1867, Johnson ascendeu ao grau 32 da Maçonaria e mandará construir, posteriormente, até um templo maçónico em Boston, cidade natal de Pike. Este receberá mais tarde o privilégio de ser o único militar confederado que contou com um monumento em sua honra, na cidade de Washington.
Pike foi um homem verdadeiramente «excepcional», com um talento extraordinário para a aprendizagem de línguas e uma vastíssima cultura. Maçon, de grau 33, fez parte também do Ku Klux Klan – a vinculação entre as duas sociedades secretas é uma das questões historicamente mais incómodas para a Maçonaria dos EUA – e foi, sobretudo, o autor de um conjunto de obras que tentavam mostrar a cosmovisão da Maçonaria. O seu livro mais importante intitula-se «Moral e Dogma do antigo e aceite rito escocês da Maçonaria» e foi publicado em 1871.
«Moral e Dogma» é uma obra muito extensa, com quase 900 páginas, na qual se descrevem os 32 graus do rito maçónico referido anteriormente. Contudo, o mais interessante é a forma com que Pike pormenorizando uma filosofia que, por definição, não pode encaixar com o Cristianismo e que se nutre, além disso, a partir de raízes abertamente pagãs e mistéricas.
Para Pike, os relatos da Bíblia não correspondem à realidade histórica – uma afirmação que choca directamente com o conteúdo das Escrituras – mas ocultam antes uma realidade esotérica. Contudo, «alguns entre os hebreus (...) possuíam um conhecimento da natureza e dos atributos verdadeiros de Deus; tal como uma classe semelhante de homens noutras nações – Zoroastro, Manu, Confúcio, Sócrates e Platão».«A comunicação deste conhecimento e de outros conhecimentos secretos, alguns dos quais, quiçá, se perderam, constituíam, embora com outras designações, o que hoje chamamos Maçonaria ou Franco-maçonaria. Este conhecimento era, em certo sentido, a «a palavra perdida», dada a conhecer aos Grandes eleitos, perfeitos e sublimes maçons» (op.cit., pág. 207).
Face a este ensinamento mistérico, preservado pela maçonaria, Pike dizia que «as doutrinas da Bíblia não se encontram frequentemente vestidas na linguagem da verdade estrita», (pág. 224). O ponto de partida é, portanto, óbvio e, em boa medida, pode-se dizer que este ponto de partida é a Gnose, - a qual nasceu mais ou menos no mesmo período e no mesmo espaço em que nasceu o Cristianismo - e o ocultismo contemporâneo. A primeira premissa afirma que a Bíblia – base essencial do Cristianismo – não é fiável e a segunda afirma que a verdade se encontra nas mãos de um pequeno grupo de iniciados, que a transmitiu ao logo dos séculos.
De facto, para quem ainda ficasse com alguma dúvida sobre a adscrição filosófica da Maçonaria, Pike indica taxativamente que a «esta ciência dos mistérios se deu o nome de Gnose» (pág. 248). Trata-se de uma ciência sincrética na qual se combinam doutrinas orientais e ocidentais (pág. 275) que «foram adoptadas pelos cabalistas e depois pelos gnósticos» (pág. 282).
Daí que a chave da Maçonaria sejam os mistérios, cuja origem é desconhecida (pág. 353), mas que podemos encontrar em diversas religiões pagãs e que, «apesar das descrições que certos autores, especialmente os cristãos, possam ter feito deles, continuam a permanecer em estado puro» (pág. 358). Estes mistérios são os de Ísis e de Osíris no Egipto (págs. 369 e ss. e 379 e ss.) – cujo «objectivo era político» (pág. 382) -, mas também «a ciência oculta dos antigos magos» (pág. 839). De facto, incluem de maneira essencial, «o significado oculto e profundo do Inefável Nome da deidade» (pág. 649).
A Maçonaria – Pike não o nega nem oculta, mas afirma-o de maneira incisiva – prega uma religião, mas esta é a «religião universal, ensinada pela Natureza e pela Razão» (pág. 718). Esta afirmação é bastante clarificadora, uma vez que reconhece abertamente o conteúdo religioso da Maçonaria – apesar de insistir que se pode manter qualquer crença religiosa no seu seio – e explica, por sua vez, o entronizamento de deidades como a deusa Razão durante a Revolução Francesa, deusa que devia, supostamente, destituir o Deus cristão do seu lugar e substuí-lo pela deusa Razão.
Por outro lado, e apesar de insistir em dizer que as crenças maçónicas não criam obstáculos a outras crenças, Pike não hesita em fazer afirmações que são absolutamente incompatíveis com não poucas religiões, como por exemplo a de que «a alma humana é ela própria um daimonios, isto é, um deus que está dentro da nossa mente, capaz, mediante o seu próprio poder de rivalizar com a canonização do herói, de se tornar imortal pela prática do bem e da contemplação do belo e do verdadeiro» (pág. 393) – uma afirmação auto-deificadora de índole claramente pagã -, ou «a doutrina da transmigração das almas» (pág. 399).
É ainda mais peculiar a afirmação de Pike que refere que «o Bafomet, o carneiro hermafrodita de Mendes», é o princípio vital ao qual se prestou historicamente adoração, e cuja simbologia pode ser também «a serpente que devora a sua própria cauda» (pág. 734). De facto, Bafomet torna a ser mencionado um pouco mais adiante, como o símbolo adequado da «lei da prudência» (pág. 779).
Albert Pike – à semelhança de não poucos ocultistas e teólogos cristãos da actualidade – não admitia a existência do diabo, o anjo decaído que se opôs a Deus, e era muito incisivo a este respeito. Assim, afirmava: «O verdadeiro nome de satanás, segundo dizem os cabalistas, é Yahveh; porque satanás não é um deus negro (...) para os iniciados não é uma pessoa, mas uma força, criada para o bem, mas que pode servir para o mal. É o instrumento da Liberdade ou da Vontade livre» (Albert Pike, Morals and Dogma, 32 grado, mestre maçon, pág. 102). E insistia: «Não existe um demónio rebelde, do mal, ou príncipe das trevas coexistente e em eterna controvérsia com Deus, ou o príncipe da Luz» (A. Pike, Morals and Dogma, 32 grado, pag. 859).
No entanto, esta negação do princípio do mal era acompanhada – e aqui salta à vista, novamente, o paralelo com o ocultismo ou a gnose – de um canto a Lúcifer, como aquele que está contido no livro «Moral e Dogma», ao explicar o grau 19 : «Lúcifer, o que leva-luz! Estranho e misterioso nome para se dar ao Espírito da obscuridade, por excelência! Lúcifer, o filho da manhã! Por acaso é ele quem leva a luz e com os seus esplendores intoleráveis cega as almas débeis, sensuais ou egoístas? Não o duvideis! Porque as tradições estão cheias de Revelações e Inspirações Divinas: e a Inspiração não é de uma Era ou de um Credo» (pág. 321).
Com base nestes antecedentes, não surpreende que Pike tenha evoluído em direcção a um luciferanismo, entendido não no sentido da adoração de satanás, como às vezes erroneamente se interpreta, mas no sentido do culto de Lúcifer como o ser pessoal que revelou a Luz dos mistérios aos eleitos e que aparece historicamente representado em vários mitos pagãos e nos mistérios da Antiguidade. Trata-se, novamente, de um facto incómodo para não poucos maçons da actualidade, mas que foi reconhecido abertamente por outros.«Moral e Dogma» é um dos livros de leitura obrigatória para entender a Maçonaria e, no entanto, de maneira bem pouco justificada, foi deixado passar por alto em não poucos estudos dedicados a este tema. Apesar disso, foi precisamente pelo seu carácter didáctico, extenso e paradigmático que era até há poucas décadas oferecido às pessoas que iniciavam nos EUA nos graus superiores da Maçonaria.
Contudo, possivelmente o mais importante da obra não é apenas a maneira com que expressa a cosmovisão maçónica, mas também o modo como ela nos é mostrada num paralelo claro com os ensinamentos do ocultismo contemporâneo e do movimento da Nova Era ou New Age. O sincretismo religioso, a redução de Jesus a um mero mestre de moral ou a um simples conhecedor de mistérios, o apelo claro à Gnose, a crença na reencarnação ou a insistência em afirmar que o ser humano é um deus com possibilidades praticamente infinitas, são marcas características deste ocultismo e, como teremos ocasião de ver nos capítulos seguintes desta série, as semelhanças não obedecem à casualidade.»

quarta-feira, abril 13, 2005

Ni el último deseo respetan

El nivel de degeneración del clero modernista y de los Obispos modernistas parece no tener límites. The Remnant cuenta dos casos recientes de ancianos cuya última voluntad fue, precisamente, el que su Funeral fuese oficiado con una Misa Tridentina de Requiem.
Hasta al criminal de corazón más endurecido que va a ser ejecutado se le concede el derecho a su último deseo. Pero he aquí que el Obispo de New Ulm, en el norte de los EE.UU., le niega este noble deseo a uno de sus parroquianos cuya vida fue ejemplar y ni siquiera era un fiel de alguna de las múltiples organizaciones católicas tradicionalistas que existen en los Estados Unidos.
La razón que arguye el Obispo es que «la Misa Tridentina es diametralmente opuesta a la teología de la Iglesia Católica» (sic!). ¿Cómo es posible decir semejante majadería? ¿La Misa de nuestros padres, de nuestros abuelos, la Misa de toda la vida, de Santo Antonio de Lisboa, de San Juan de la Cruz y Santa Teresa de Jesús, del Santo Cura de Ars, de Santa Juana de Arco, la Misa de los Santos, la Misa que San Pío V declaró Dogma está en contra de la teología de la Iglesia Católica? ¿Acaso sólo hemos sido católicos tras el Vaticano II? ¿Tras el Concilio que hizo entrar el humo de Satanás en la Iglesia, en palabras de Pablo VI?
Por mucho que me quiera decir lo contrario debo admitir que esto es parte de la «abominación de la desolación instalada en el lugar santo».

Rafael Castela Santos

quarta-feira, abril 06, 2005

De la barbarie a la civilización

Si tuviera que definir en una sola frase mi visita a la Argentina, para alguien que arranca desde Nueva York, ésta tendría que ser algo así como “de la barbarie a la civilización”. De ahí el título.
Los usos y costumbres de la Argentina son, todavía, los de un país civilizado. Buenos Aires me producía una extraña sensación de déjà vu con Madrid. Si no fuera por pequeños detalles, como el pegajoso y maravilloso acento porteño, uno se siente exactamente igual que en Madrid. Esto haría las delicias de amigos como Pedro Guedes, JLL u otros conocedores y amadores lusos de la capital española. Quien escribe, que es de campo, siente una profunda aversión por las ciudades grandes, pero siempre gustó de Madrid su acogedor estilo, repetido y amplificado en Buenos Aires. Para quien haya conocido la villa y corte madrileña de los setenta, “cuando todavía daba gusto vivir” –por parafrasear a Tocqueville hablando del Antiguo Régimen-, Buenos Aires resulta una auténtica máquina en el tiempo.
Se me agolpan en la memoria pequeños detalles, tales como el ir a comprar un traje y recibir un trato no solamente profesional, sino también cálido, como un verdadero ser humano. Alguien a quien genuinamente le importaba no ya la satisfacción del cliente, sino que quedase bien vestido por encima de cualquier otra consideración. O la interacción con los camareros en distintos restaurantes y establecimientos, siempre pulcramente vestidos y enormemente amables y profesionales. Acostumbrado al pésimo trato, o maltrato, de Nueva York por parte de los “waiters” (que hacen gala de impaciencia y raramente saben esperar) cuya edad máxima es 20 años y que ignoran todo sobre su profesión, el que a uno le respeten profesionales maduros y le traten como a una persona creo que es suficiente motivo para el título que se da a este “post”.
Dicho lo anterior difícilmente uno come carne de mejor calidad en el mundo que en Argentina, como prueba El Desnivel, una parrillería sin parangón. A un cambio del dólar de casi tres pesos por unidad de la moneda norteamericana, que en el caso del euro es incluso cuatro, los precios resultan más que asequibles en general para quien viene del exterior. Mal sitio para venir en Cuaresma, pero óptimo para la alegría que debe imperar en el tiempo litúrgico pascual.
No pude ir a ver el partido de Argentina contra Colombia, ni tampoco alguno de los que se celebró el domingo siguiente. Reparaba en que en este momento es el dúo Riquelme-Forlán, del Villarreal, el mejor duplo del balompié español. Riquelme es un centrocampista procedente del club más grande del fútbol rioplatense, el Boca Juniors, y Forlán es de Uruguay, provincia oriental del Virreinato del Plata artificialmente separada de Argentina para que los ingleses pudieran seguir con sus actividades de piratería en la zona, a la que siempre han sido tan adictos. Pero es que la calidad del fútbol argentino uno la ve por las plazas, por las calles, donde los niños juegan al fútbol con una pasión quizás solo comparable a la brasileña, con unas divisiones inferiores mejores que las de l mayoría de las primeras ligas europeas y con un estilo de juego basado en la técnica depurada, el pase corto y rápido y la inteligencia que es una auténtica maravilla. Viendo un programa resumen el domingo por la noche me percaté de que el fútbol en Argentina frisa el arte, a juzgar por la bellísima factura de no menos de una docena de goles del torneo de apertura.
Pasear por la Avenida de Corrientes un sábado a la noche, casi a las dos de la madrugada, y encontrarse con docenas de librerías abiertas y harto concurridas es sencillamente el incuestionable ejemplo de que los argentinos siguen siendo un país de gente que ama la lectura y que siguen siendo pese a todos los pesares el más educado país hispanoamericano. No pude por menos de tener saudade de mi hermano en la Fe JSarto, a quien hubiera maravillado esta “orgía de alfarrabismo” y a quien voy a tentar de envidia. Para moderar la tentación a este pecado de JSarto y no ser cruel, nada mejor que para el director de este blog que mandarle por correo marítimo media docena de libros de Castellani y otros autores afines, alguno de ellos incluídos en su lista de solicitados, y que le llegarán a su domicilio las próximas semanas.
Que la civilización y la catolicidad producen efectos es indudable. El ejemplo más obvio es el de las mujeres bonaerenses. Ya me percaté al poco de poner el pie en el aeropuerto de Ezeiza que las “minas” (como el lunfardo designa a las mujeres) argentinas son bellísimas. Buenos Aires en particular y Argentina en general son uno de los lugares más paneuropeos del mundo. Añádese a esto el toque nativo de guaraníes, collas, bolivianos y otros pueblos nativos cuyo sumatorio es de tal calibre que admito haber estado en múltiples ocasiones distraído y subyugado, cuando no inadvertidamente en las mismísimas fronteras del Noveno Mandamiento, por mor de la belleza femenina del antiguo Virreinato del Plata. La argentina media, mezcla de sangre italiana y española, tiene tal estilo y cuido de sí misma, amén de feminidad, que es lo opuesto de la mujer americana media, feminista, mandona, poco elegante y a menudo bastante histérica, al menos en la costa este. Si añadimos que Buenos Aires está en estos días llenas de brasileños y brasileñas, y que las cariocas, a menudo de piel más oscura y de una belleza física asimismo apabullante, dan un toque de color a esta variedad enorme que uno ve en Buenos Aires, no pude por menos que reírme de todos esos cabezas rapadas que abogan por no sé qué imbecilidades de la pureza de la raza y otras majaderías. Hasta en uno de los barrios judíos de Buenos Aires, “la once”, las judías argentinas –también ashkenazis en su mayoría- demuestran más estilo y saber estar que sus contrapartidas norteamericanas. Con todo me quedo con el formidable trato dispensado por los sefarditas bonaerenses, de quien sin duda por hispano estoy mucho más cerca de corazón, cerebro y ortodoxia, como se demostró en una interesante discusión con una pareja de sefarditas en un lugar de tango a altas horas de la madrugada. He aquí otro ejemplo de cómo la cultura tiene más peso que la raza cuando es el día a día lo que cuenta.
El amigo BOS, de quien me separa posiblemente menos de lo que parece, como él ya ha insinuado, pero que inevitablemente habrá de sufrir en sus carnes la provocación al debate sobre Mit Brennender Sorge, añadirá esta última pena a la mucha de haber tenido que sufrir en sus retinas a las mujeres neoyorquinas, auténticas inductoras de misoginia muchas ellas.
Recién aterrizado en la Argentina decidí ir al Seminario de la Reja, el secreto mejor guardado de la Tradición. Un viejo amigo, un Sacerdote tradicionalista al que hacía catorce años que no veía, me recibió el mismísimo Sábado de Pascua. Poder concretar mis experiencias en unas cuantas palabras me resulta enormemente difícil. Qusiera hablar de la vida, de las personas, y no tanto de los edificios, aunque también. ¿Por dónde empezar? La escola de La Reja, que no llega ni a ocho voces masculinas, es sencillamente impresionante. La puridad del canto gregoriano que llena los espacios del Seminario Internacional de La Reja (con seminaristas de 8 naciones distintas, la mitad de ellos argentinos y la mitad extranjeros) es digna de todo elogio.
Aprovecho para hacer un paréntesis expresamente dedicado a nuestros hermanos tradicionalistas brasileños y decirles que pude conocer personalmente a un conocido “bazooka” (nombre que los argentinos dan a los brasileños … ¿será por los goles de Ronaldinho?), antiguo fautor de la blogosfera lusófona, quien actualmente está en el primer año, de Humanidades, del Seminario de la Reja. No solamente este joven, sino conocer a alguno de los otros seminaristas como un ingeniero superior chileno o un hombre que estaba a punto de casarse y a quien todo iba viento en popa en la vida, quienes decidieron renunciar a todos y optar por el Sacerdocio de Cristo, me produjo una gran satisfacción y devino en un gran motivo de esperanza sólo ahogada por mis mediocridades y pecados.
No puedo por menos de hacer una reflexión sobre la recién terminada Iglesia de la Inmaculada Concepción, nuevo templo de La Reja. Sorprendería la simbiosis, sin duda alguna providencial, entre el estilo barroco hispanoargentino y el neocolonial portugués con que está construída. Sirva como ejemplo que dicha iglesia está decorada con la cruz portuguesa por doquier. Lógico, también, que ambos estilos se sinteticen en la consagración del bellísimo templo a la Santísima Virgen María, vocación profunda tanto de Portugal como España y también de toda la Hispanidad. Insisto: providencial la acertadísima y equilibrada mezcla artística hispano-portuguesa en el mismo corazón de la Pampa.
Alrededor de la Reja se han ido agrupando unas cuantas familias tradicionalistas. Hay una pequeña escuela donde se educa a los chicos en la Tradición, en la verdadera y sempiterna Tradición Católica y esto, indefectiblemente, deviene en frutos. No hay más que ver los modos y costumbres que estos niños y adolescentes despliegan para darse cuenta que la verdadera Fe, como lo fue con San Benito, es profundamente civilizadora. Las casas, la jovialidad de sus gentes, la educación de los chicos, la comida … todo habla en católico. Y si esto es bien palpable en La Reja de alguna manera lo sigue siendo en todo Buenos Aires y Argentina en su conjunto. Estimo, adicto confeso y convicto como soy a Martín Fierro y simpatizante de los federales argentinos (versión decimonónica de los carlistas españoles y/o miguelistas-integralistas portugueses) que esto es todavía más palpable en el interior.
No puedo finalizar esta crónica viajera sin antes señalar el enorme respeto y dolor con que se ha vivido en Argentina a la muerte del Santo Padre. Tal profusión y efusión de Fe Católica de una manera pública no pasará inadvertido a los ojos de Dios y contrasta con la vergonzante costumbre pública de los españoles ante la misma circunstancia.
Lo mejor es que mi agenda ya anuncia una visita a lo que aquí llaman el “NOA” (Noroeste argentino), tierra del Padre Castellani en los próximos meses. En medio de las muchas tribulaciones de la vida puedo decir que he visto a España mucho más en Argentina que en España, lo que tampoco me extraña dado el grado de bastardización de la vida y la política españolas, con un gobierno cuyo único objetivo sigue siendo la destrucción de todo cuanto católico hay en España. Para un pesimista (dicen que un pesimista es un optimista bien informado) como yo respecto a España, a la que veo morir agonizante, me queda el consuelo de que España, la España eterna, católica e imperial, vive en Argentina, en Bolivia, en Perú … y en toda Hispanoamérica.
A punto de tomar el avión para la vuelta a los territorios bárbaros del norte me cuesta explicar a los lectores de A Casa de Sarto lo mucho que me duele abandonar estas tierras argentinas donde verdaderamente me he sentido como en casa. Para un condenado al ostracismo como yo la tristeza que me invade de no estar en la Hispania primigenia o en las muchas Hispanias que en este mundo son, se me hace más dolorosa que nunca.
Me pregunto si el Paraíso se asentará en Argentina.
Tampoco me extrañaría.

Desde la Ciudad de la Santísima Trinidad y Puerto del Buen Aire, en el Anno Domini de 2005, a 4 de Abril y a punto de regresar a la barbarie como castigo a mis pecados

Rafael Castela Santos

sábado, abril 02, 2005



Réquiem aetérnam dona eis, Dómine: et lux perpétua luceat eis. Te decet hymnus, Deus, in Sion, et tibi reddétur votum in Jerúsalem: exáudi oratiónem meam, ad te omnis caro véniet. - Réquiem aetérnam.

Terri Schiavo

Em virtude do estado de saúde crítico do Papa João Paulo II, analiso hoje neste espaço um único assunto, o qual de todo pode ser ignorado: a morte de Terri Schiavo.

A este propósito, não cessa de surpreender o estranho mundo moderno em que vivemos e a marcha determinada do mesmo rumo ao abismo: causa espanto que uma pessoa que se encontra na posse das suas funções vitais, manifestando sinais notórios e evidentes de não estar inconsciente, seja barbaramente assassinada à fome e à sede, numa longa agonia de duas semanas expressamente consentida pelo poder judicial do seu País, e branqueada pela comunicação social dita de referência, tudo com a finalidade de dar uma aparência de legalidade à vontade criminosa de um marido negligente, sem escrúpulos e infiel. Em suma, a completa inversão da ordem natural e a imposição totalitária de um niilismo negador dos valores morais mais basilares.

Para que destino caminhamos, num desfecho como o do caso de Terri Schiavo, no qual já nem sequer tem sentido falar em eutanásia, mas sim em puro homicídio doloso intencional?

A experiência holandesa de que nos dá conta neste fundamental artigo o Padre Eric Jacqmin, S.S.P.X., e de que abaixo se transcreve parte, é bem ilustrativa de qual a terrível meta que nos aguarda quando certas portas começam a ser paulatinamente franqueadas. Aqui fica para reflexão:

"Families with members with sicknesses justifying hospitalization are heroic in their charity. But hospitals in Holland are no longer places of healing. They are fearsome places where euthanasia is practiced nearly automatically. Doctors have invented a new kind of euthanasia called "mortification" where food and water are denied patients making them die of hunger and thirst, that is, they are starved to death. A 1997 report revealed that 55% of nursing home patients are dying from this lack of care called "mortification."
I've had experience with this. One Saturday evening, I was called by a faithful parishioner from North Holland:
"Please, Father, come and give Extreme Unction to my aunt in the nursing home."
"Is she close to death or dangerously old?"
"No."
"But why do I have to come when there is no such danger?"
"The nurse said that she might be dead in a few days."
"But what kind of death is the nurse telling you to expect?"
"The nurse said that she is in rather stable health, but that she might be dead in a few days.
OK, I understood. This was euthanasia and the nurse was "good" enough to relay this information so that the person could receive the last sacraments. I came to give the last sacraments. The woman was lying in the bed unable to move her hands because she was paralyzed. On the table was a cup of water. I gave her a drink and she drank voraciously. It was clear-she was dying from hunger and thirst. Nobody was there to feed her; this was the so-called mortification. And indeed, some days later, she died. I could do absolutely nothing to stop it because the entire social and political system has been organized this way. The only thing I could have done was put the woman in the trunk of a car and drive off to a normal country, but this was a crazy thought. There was nothing I could do but pray.
When I was in Holland, I was aware of three cases amongst our faithful caring for an ill family member because they did not want to give them over to these criminal medical facilities. Two men were each taking care of their mothers, and an elderly woman was taking care of her sister in the most difficult situation you can imagine. The woman ruined her back permanently; she will have terrible pains for the rest of her life because she damaged her back carrying her sister. Though he tended to his mother for years, one man was called a sadist by the nurses because he refused "mortification" for her. The other man was questioned for hours by ten doctors because he refused "mortification" for his mother.
The general situations in the Church and State are so corrupted that normal persons suffer dire mental stress, anxiety, a constant tension from them and have been "maddened" in various ways. I would give them regularly the "Blessing of the Sick" because God knows better than we what these "chaotical" souls suffer and need. Poor people! They are in some way real victims (martyrs?) of liberalism".

sexta-feira, abril 01, 2005



Oremus pro Pontifice nostro Joanne Paulo. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum ejus.