sexta-feira, abril 15, 2005
Los cristianos de Palestina pueden ser extinguidos si sigue la política israelí de ocupación
Algunas cifras amenazadoras: diez años de acoso a Belén, 37 años de presencia militar hebrea en varios territorios y actualmente el muro y los asentamientos
Los cristianos son actualmente una cuarta parte de la población palestina total. Sin embargo, en los territorios ocupados, no pasan del 2 por ciento. Es la primera cifra que ilustra la amenaza que pesa en estos momentos sobre una comunidad de creyentes castigada por la conflictiva situación entre Israel y Palestina y, especialmente, por la política de ocupación que practica el Gobierno hebreo. Ya entre 1947 (un año antes de la creación del Estado de Israel) y 1967 (tras la Guerra de los Seis Días), los cristianos de la Palestina ocupadas pasaron a ser del 20 al 13 por ciento.
Otro elemento de referencia para la actualidad es el muro de separación (llamado también “de seguridad”). Sólo en Belén, Israel ha puesto 78 obstáculos físicos, incluidos 10 puestos de control, 55 terraplenes y 10,4 kilómetros de la ya tristemente famosa pared. Además, según un reciente informe de Naciones Unidas, faltan por levantarse 53 kilómetros más de muro para acabar de cercar la ciudad santa, donde en este momento 9 hospitales, 22 iglesias y 11 mezquitas se encuentran separadas de sus entornos palestinos y también del mundo exterior. En diez años de cierres y tras 37 años de ocupación militar, Belén ha visto el cierre de 72 negocios y comercios regentados por palestinos. Son esos datos que no se dicen prácticamente nunca.
Por otro lado, Israel ha construido 18 asentamientos ilegales donde viven 66.000 personas en el distrito de Belén, unos movimientos que no permiten crecer a la ciudad. Precisamente para aislarla e incomunicarla de estos asentamientos y de Jerusalén, el Gobierno hebreo ha erigido los 78 obstáculos antes comentados. Y todo esto, paradójicamente y desde 1967, no se ha frenado nunca, ni siquiera en épocas de distensión, como la de los Acuerdos de Oslo de 1993.
Todos estos hechos han afectado sobre todo, en estos años, a la comunidad cristiana urbana. Desde el año 2000, la falta de oportunidades ha provocado la emigración de casi el 10 por ciento de los cristianos de Belén, donde ahora ya son minoría por primera vez en la historia reciente. Algo muy similar ha sucedido en Jerusalén, que nunca ha estado tan dividida como ahora entre la parte judía y la árabe. Además, mientras el Ayuntamiento de la ciudad ha apostado por la construcción de 50.000 nuevas viviendas públicas para los judíos en los últimos años, no se ha edificado ninguna para los palestinos, obligados a pagar íntegramente sus impuestos. En el casco antiguo, 30.000 palestinos reciben menos cupos y asignaciones públicas que los 2.000 judíos, asentados mayoritariamente de forma ilegal.
En definitiva, si se mantuviese a la larga la política de ocupación, la extinción de cristianos en Palestina se convertirá en una posibilidad real. Y ahora, en 2005, existe además una diferencia en relación con la situación de 1948: Estados Unidos apoya de manera inquebrantable a Israel a pesar de la expulsión más o menos encubierta de cristianos. Y todo esto sin entrar a analizar el descenso notable que se ha producido, en los últimos años, de las peregrinaciones, de las que viven muchos de ellos. Es otra de las amenazas, porque puede provocar que, en pocas décadas, todos hayan emigrado en busca de un futuro mejor.
Joan Miquel Corbí
Extractado de ForumLibertas
Publicada por
Rafael Castela Santos
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sexta-feira, abril 15, 2005
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Sobre o pontificado de João Paulo II
Apesar de toda a simpatia e carinho que sentíamos pela figura do Santo Padre João Paulo II, e da tristeza que nos causou o seu desaparecimento, nem por isso tal circunstancialismo impede que, neste período de luto oficial na Igreja, analisemos o seu pontificado a partir da perspectiva católica tradicional de que este espaço se reclama, separando a pessoa do Papa das suas obras.
Contrariamente à ideia feita nos meios oficiais da Igreja - "Santo subito!" -, e curiosamente repercutida pela comunicação social de referência, não podemos aceitar a tese de que o mandato papal de Karol Wojtyla tenha sido brilhante e grandioso. Na verdade, João Paulo II não foi nenhum São Pio V ou São Pio X, sequer um Leão XIII ou Pio XII: os vinte seis anos e meio em que chefiou a Igreja, para além das aparências exteriores, ficaram marcados pela permanente degradação da instituição eclesial, e pela perda do prestígio e respeito que a mesma havia acumulado durante o século e meio que precedeu o Concílio Vaticano II, tudo num processo de autodemolição sem paralelo numa História bimilenar, e que o Sumo Pontífice notoriamente não conseguiu inverter.
Factos concretos? Por exemplo, a queda abissal da prática religiosa na generalidade das sociedades outrora católicas, mormente ao nível da frequência da Missa Dominical e do sacramento da Penitência; a redução para níveis mínimos das vocações religiosas, em resultado da heterodoxia doutrinária reinante em boa parte dos seminários e institutos religiosos, e da perseguição que neles é feita a quem ousa defender a ortodoxia; o sobraçar pela maioria dos Bispos, do restante clero, e de boa parte dos próprios leigos, de um estranho misto doutrinário de modernismo herético e de progressismo marxista, em total contraposição ao magistério tradicional; a perpetuação dos abusos litúrgicos sem que Roma tenha alguma vez demonstrado vontade prática, e não apenas teórica e retórica, de lhes pôr cobro; a situação de cisma prático em que os Bispos de países como os Estados Unidos, a Holanda, a Bélgica ou a Alemanha se encontram face à primazia romana, não hesitando em desafiar e desobedecer à legítima autoridade papal em matérias de fé e moral; a perda da santidade e exemplaridade de costumes dos religiosos seculares e regulares, traduzida não só pelos abjectos escândalos pedófilos homossexuais, mas sobretudo pelo encobrimento que deles a todo o custo tentou fazer uma hierarquia religiosa venal e corrupta, muito especialmente nos Estados Unidos; enfim, a ostracização dos católicos defensores da tradição, e a infame marginalização da Missa perpetuamente válida e irrevogável de rito latino-gregoriano.
Ora, pretendemos dizer que João Paulo II foi responsável por todo este estado de coisas?... Evidentemente que não! Porém, no fundamental, o Santo Padre condescendeu muito para além do tolerável com tal circunstancialismo, em sucessivas omissões com custos gravosíssimos para a Igreja.
De resto, algumas das suas principais e mais notórias acções afastaram-se decisivamente da tradição em pontos fulcrais, ajudando a espalhar a dúvida e a incerteza entre os fiéis. Relembremo-nos da confusão que no seu magistério se fez permanentemente entre os conceitos de "liberdade religiosa" e "tolerância religiosa"; do ecumenismo mal-são que promoveu, fomentador do indiferentismo e do relativismo religioso; da visão colegial com que encarou o Papado, entendendo o Bispo de Roma como mais um entre os restantes Bispos, o que ajuda a compreender em não despicienda parte a condescendência referida no parágrafo anterior; enfim, de ter constantemente pactuado com as extravagâncias litúrgicas nas múltiplas viagens que efectuou à volta do mundo.
Não nos alongaremos mais nesta temática. Outros já a analisaram antes, com muito mais habilidade e talento do que nós; limitar-nos-emos a remeter para um livro cuja leitura recomendamos vivamente, da autoria de dois autores católicos tradicionais norte-americanos - "The Great Façade", de Christopher A. Ferrara e Thomas E. Woods, Jr.
Sem prejuízo de tudo o que dissemos até agora, se por vezes demais João Paulo II pareceu comprometer a tradição, no absolutamente imprescindível salvaguardou com denodo notável a fé e moral católicas, erguendo-se em principal adversário da guerra cultural que o esquerdismo niilista declarou contra os valores basilares do Ocidente. Elogiemos, pois, o combate sem concessões que dirigiu contra o divórcio, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade e as uniões legais entre pessoas do mesmo sexo, em defesa da família e da vida, em suma, das leis divina e moral, e da ordem natural superior a elas adstrita. Em tal combate, teve João Paulo II o ponto mais saliente do seu pontificado!
Outrossim, saudemos o nunca ter condescendido com as correntes modernistas radicais de Judas Iscariotes que intimamente só desejam a destruição do Catolicismo; o ter sempre recusado firmemente a efeminização da Igreja, mediante a ordenação sacerdotal de mulheres; o ter implodido, ainda que só parcialmente e sem a firmeza necessária, a pretensa "Teologia da Libertação", bem como ter desmascarado os agentes comunistas que a promoviam.
Em tudo isto, o melhor legado de João Paulo II à Igreja, e que certamente virá a desempenhar papel de referencial fulcral nos tempos que se avizinham.
Que descanse em paz o Santo Padre!
Contrariamente à ideia feita nos meios oficiais da Igreja - "Santo subito!" -, e curiosamente repercutida pela comunicação social de referência, não podemos aceitar a tese de que o mandato papal de Karol Wojtyla tenha sido brilhante e grandioso. Na verdade, João Paulo II não foi nenhum São Pio V ou São Pio X, sequer um Leão XIII ou Pio XII: os vinte seis anos e meio em que chefiou a Igreja, para além das aparências exteriores, ficaram marcados pela permanente degradação da instituição eclesial, e pela perda do prestígio e respeito que a mesma havia acumulado durante o século e meio que precedeu o Concílio Vaticano II, tudo num processo de autodemolição sem paralelo numa História bimilenar, e que o Sumo Pontífice notoriamente não conseguiu inverter.
Factos concretos? Por exemplo, a queda abissal da prática religiosa na generalidade das sociedades outrora católicas, mormente ao nível da frequência da Missa Dominical e do sacramento da Penitência; a redução para níveis mínimos das vocações religiosas, em resultado da heterodoxia doutrinária reinante em boa parte dos seminários e institutos religiosos, e da perseguição que neles é feita a quem ousa defender a ortodoxia; o sobraçar pela maioria dos Bispos, do restante clero, e de boa parte dos próprios leigos, de um estranho misto doutrinário de modernismo herético e de progressismo marxista, em total contraposição ao magistério tradicional; a perpetuação dos abusos litúrgicos sem que Roma tenha alguma vez demonstrado vontade prática, e não apenas teórica e retórica, de lhes pôr cobro; a situação de cisma prático em que os Bispos de países como os Estados Unidos, a Holanda, a Bélgica ou a Alemanha se encontram face à primazia romana, não hesitando em desafiar e desobedecer à legítima autoridade papal em matérias de fé e moral; a perda da santidade e exemplaridade de costumes dos religiosos seculares e regulares, traduzida não só pelos abjectos escândalos pedófilos homossexuais, mas sobretudo pelo encobrimento que deles a todo o custo tentou fazer uma hierarquia religiosa venal e corrupta, muito especialmente nos Estados Unidos; enfim, a ostracização dos católicos defensores da tradição, e a infame marginalização da Missa perpetuamente válida e irrevogável de rito latino-gregoriano.
Ora, pretendemos dizer que João Paulo II foi responsável por todo este estado de coisas?... Evidentemente que não! Porém, no fundamental, o Santo Padre condescendeu muito para além do tolerável com tal circunstancialismo, em sucessivas omissões com custos gravosíssimos para a Igreja.
De resto, algumas das suas principais e mais notórias acções afastaram-se decisivamente da tradição em pontos fulcrais, ajudando a espalhar a dúvida e a incerteza entre os fiéis. Relembremo-nos da confusão que no seu magistério se fez permanentemente entre os conceitos de "liberdade religiosa" e "tolerância religiosa"; do ecumenismo mal-são que promoveu, fomentador do indiferentismo e do relativismo religioso; da visão colegial com que encarou o Papado, entendendo o Bispo de Roma como mais um entre os restantes Bispos, o que ajuda a compreender em não despicienda parte a condescendência referida no parágrafo anterior; enfim, de ter constantemente pactuado com as extravagâncias litúrgicas nas múltiplas viagens que efectuou à volta do mundo.
Não nos alongaremos mais nesta temática. Outros já a analisaram antes, com muito mais habilidade e talento do que nós; limitar-nos-emos a remeter para um livro cuja leitura recomendamos vivamente, da autoria de dois autores católicos tradicionais norte-americanos - "The Great Façade", de Christopher A. Ferrara e Thomas E. Woods, Jr.
Sem prejuízo de tudo o que dissemos até agora, se por vezes demais João Paulo II pareceu comprometer a tradição, no absolutamente imprescindível salvaguardou com denodo notável a fé e moral católicas, erguendo-se em principal adversário da guerra cultural que o esquerdismo niilista declarou contra os valores basilares do Ocidente. Elogiemos, pois, o combate sem concessões que dirigiu contra o divórcio, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade e as uniões legais entre pessoas do mesmo sexo, em defesa da família e da vida, em suma, das leis divina e moral, e da ordem natural superior a elas adstrita. Em tal combate, teve João Paulo II o ponto mais saliente do seu pontificado!
Outrossim, saudemos o nunca ter condescendido com as correntes modernistas radicais de Judas Iscariotes que intimamente só desejam a destruição do Catolicismo; o ter sempre recusado firmemente a efeminização da Igreja, mediante a ordenação sacerdotal de mulheres; o ter implodido, ainda que só parcialmente e sem a firmeza necessária, a pretensa "Teologia da Libertação", bem como ter desmascarado os agentes comunistas que a promoviam.
Em tudo isto, o melhor legado de João Paulo II à Igreja, e que certamente virá a desempenhar papel de referencial fulcral nos tempos que se avizinham.
Que descanse em paz o Santo Padre!
quinta-feira, abril 14, 2005
Relação entre a Maçonaria e o ocultismo
Pensabem.net traduce al portugués unos textos del historiador protestante César Vidal, sin duda alguna una de las poquísimas figuras salvables del pavoroso panorama mediático español. César Vidal es abogado, filósofo y Doctor en Historia y actualmente dirige el progama La Linterna, en la cadena COPE. Estos artículos fueron publicados originalmente aquí y aquí en Libertad Digital, una página de centro-derecha liberal que se ha convertido en referente internético por su buen quehacer y su sensatez en la mayor parte de sus juicios.
Como comentario marginal me sorprendió este post de José Adelino Maltez, cuya valoración dejo a nuestros lectores.
Del agnosticismo (y el paganismo) al ocultismo (y a la Viuda) hay un paso.
Y pequeño.
Reproducimos a continuación uno de esos textos traducidos al portugués.
RCS
«A lenda «cor-de-rosa» da Maçonaria insiste em afirmar que esta não passa de uma sociedade discreta (não secreta) guiada por princípios filantrópicos e que a pertença à mesma não entra em conflito com a afiliação em qualquer confissão religiosa, seja ela o catolicismo, o islamismo, ou qualquer igreja evangélica. A realidade histórica é, então, muito diferente. É certo que, ao longo da história, tem havido católicos, muçulmanos e inclusivamente protestantes maçons, mas a incompatibilidade entre as crenças das lojas e os conteúdos da Bíblia é evidente.
No presente artigo e nos seguintes, ocupar-nos-emos de maneira precisa de um aspecto, a nosso ver, essencial: o papel representado pela maçonaria no reflorescer do ocultismo contemporâneo.
A Maçonaria contou, desde a sua fundação, com um conteúdo acentuadamente gnóstico. É certo que, para não poucos maçons, esta circunstância se torna um tanto embaraçosa na actualidade. Os factos, no entanto, não se podem negar, desde as primeiras obras da Maçonaria até aos escritos de autores maçons do século XX. É precisamente este carácter gnóstico, secreto, ocultista, que exige um processo de iniciação para nele ingressar, que explica, pelo menos em parte, a enorme importância que a Maçonaria tem tido no reflorescer do ocultismo nos últimos séculos, até ao ponto que não é exagerado dizer que este não se podia ter dado sem aquela. Sem dúvida, um dos casos mais significativos a este respeito é o de Albert Pike, uma das figuras mais importantes da Maçonaria do século XIX.
Albert Pike nasceu no dia 29 de Dezembro de 1809, em Boston. Estudou em Harvard e foi general de brigada no exército confederado durante a guerra da Secessão dos EUA. No final do conflito, Pike foi condenado por traição e preso, mas no dia 22 de Abril de 1866, foi indultado pelo Presidente Andrew Johnson, também ele maçon. No dia seguinte, os dois «irmãos» encontraram-se na Casa Branca e, certamente, não ficou por aí a relação entre estes dois maçons. No dia 20 de Junho de 1867, Johnson ascendeu ao grau 32 da Maçonaria e mandará construir, posteriormente, até um templo maçónico em Boston, cidade natal de Pike. Este receberá mais tarde o privilégio de ser o único militar confederado que contou com um monumento em sua honra, na cidade de Washington.
Pike foi um homem verdadeiramente «excepcional», com um talento extraordinário para a aprendizagem de línguas e uma vastíssima cultura. Maçon, de grau 33, fez parte também do Ku Klux Klan – a vinculação entre as duas sociedades secretas é uma das questões historicamente mais incómodas para a Maçonaria dos EUA – e foi, sobretudo, o autor de um conjunto de obras que tentavam mostrar a cosmovisão da Maçonaria. O seu livro mais importante intitula-se «Moral e Dogma do antigo e aceite rito escocês da Maçonaria» e foi publicado em 1871.
«Moral e Dogma» é uma obra muito extensa, com quase 900 páginas, na qual se descrevem os 32 graus do rito maçónico referido anteriormente. Contudo, o mais interessante é a forma com que Pike pormenorizando uma filosofia que, por definição, não pode encaixar com o Cristianismo e que se nutre, além disso, a partir de raízes abertamente pagãs e mistéricas.
Para Pike, os relatos da Bíblia não correspondem à realidade histórica – uma afirmação que choca directamente com o conteúdo das Escrituras – mas ocultam antes uma realidade esotérica. Contudo, «alguns entre os hebreus (...) possuíam um conhecimento da natureza e dos atributos verdadeiros de Deus; tal como uma classe semelhante de homens noutras nações – Zoroastro, Manu, Confúcio, Sócrates e Platão».«A comunicação deste conhecimento e de outros conhecimentos secretos, alguns dos quais, quiçá, se perderam, constituíam, embora com outras designações, o que hoje chamamos Maçonaria ou Franco-maçonaria. Este conhecimento era, em certo sentido, a «a palavra perdida», dada a conhecer aos Grandes eleitos, perfeitos e sublimes maçons» (op.cit., pág. 207).
Face a este ensinamento mistérico, preservado pela maçonaria, Pike dizia que «as doutrinas da Bíblia não se encontram frequentemente vestidas na linguagem da verdade estrita», (pág. 224). O ponto de partida é, portanto, óbvio e, em boa medida, pode-se dizer que este ponto de partida é a Gnose, - a qual nasceu mais ou menos no mesmo período e no mesmo espaço em que nasceu o Cristianismo - e o ocultismo contemporâneo. A primeira premissa afirma que a Bíblia – base essencial do Cristianismo – não é fiável e a segunda afirma que a verdade se encontra nas mãos de um pequeno grupo de iniciados, que a transmitiu ao logo dos séculos.
De facto, para quem ainda ficasse com alguma dúvida sobre a adscrição filosófica da Maçonaria, Pike indica taxativamente que a «esta ciência dos mistérios se deu o nome de Gnose» (pág. 248). Trata-se de uma ciência sincrética na qual se combinam doutrinas orientais e ocidentais (pág. 275) que «foram adoptadas pelos cabalistas e depois pelos gnósticos» (pág. 282).
Daí que a chave da Maçonaria sejam os mistérios, cuja origem é desconhecida (pág. 353), mas que podemos encontrar em diversas religiões pagãs e que, «apesar das descrições que certos autores, especialmente os cristãos, possam ter feito deles, continuam a permanecer em estado puro» (pág. 358). Estes mistérios são os de Ísis e de Osíris no Egipto (págs. 369 e ss. e 379 e ss.) – cujo «objectivo era político» (pág. 382) -, mas também «a ciência oculta dos antigos magos» (pág. 839). De facto, incluem de maneira essencial, «o significado oculto e profundo do Inefável Nome da deidade» (pág. 649).
A Maçonaria – Pike não o nega nem oculta, mas afirma-o de maneira incisiva – prega uma religião, mas esta é a «religião universal, ensinada pela Natureza e pela Razão» (pág. 718). Esta afirmação é bastante clarificadora, uma vez que reconhece abertamente o conteúdo religioso da Maçonaria – apesar de insistir que se pode manter qualquer crença religiosa no seu seio – e explica, por sua vez, o entronizamento de deidades como a deusa Razão durante a Revolução Francesa, deusa que devia, supostamente, destituir o Deus cristão do seu lugar e substuí-lo pela deusa Razão.
Por outro lado, e apesar de insistir em dizer que as crenças maçónicas não criam obstáculos a outras crenças, Pike não hesita em fazer afirmações que são absolutamente incompatíveis com não poucas religiões, como por exemplo a de que «a alma humana é ela própria um daimonios, isto é, um deus que está dentro da nossa mente, capaz, mediante o seu próprio poder de rivalizar com a canonização do herói, de se tornar imortal pela prática do bem e da contemplação do belo e do verdadeiro» (pág. 393) – uma afirmação auto-deificadora de índole claramente pagã -, ou «a doutrina da transmigração das almas» (pág. 399).
É ainda mais peculiar a afirmação de Pike que refere que «o Bafomet, o carneiro hermafrodita de Mendes», é o princípio vital ao qual se prestou historicamente adoração, e cuja simbologia pode ser também «a serpente que devora a sua própria cauda» (pág. 734). De facto, Bafomet torna a ser mencionado um pouco mais adiante, como o símbolo adequado da «lei da prudência» (pág. 779).
Albert Pike – à semelhança de não poucos ocultistas e teólogos cristãos da actualidade – não admitia a existência do diabo, o anjo decaído que se opôs a Deus, e era muito incisivo a este respeito. Assim, afirmava: «O verdadeiro nome de satanás, segundo dizem os cabalistas, é Yahveh; porque satanás não é um deus negro (...) para os iniciados não é uma pessoa, mas uma força, criada para o bem, mas que pode servir para o mal. É o instrumento da Liberdade ou da Vontade livre» (Albert Pike, Morals and Dogma, 32 grado, mestre maçon, pág. 102). E insistia: «Não existe um demónio rebelde, do mal, ou príncipe das trevas coexistente e em eterna controvérsia com Deus, ou o príncipe da Luz» (A. Pike, Morals and Dogma, 32 grado, pag. 859).
No entanto, esta negação do princípio do mal era acompanhada – e aqui salta à vista, novamente, o paralelo com o ocultismo ou a gnose – de um canto a Lúcifer, como aquele que está contido no livro «Moral e Dogma», ao explicar o grau 19 : «Lúcifer, o que leva-luz! Estranho e misterioso nome para se dar ao Espírito da obscuridade, por excelência! Lúcifer, o filho da manhã! Por acaso é ele quem leva a luz e com os seus esplendores intoleráveis cega as almas débeis, sensuais ou egoístas? Não o duvideis! Porque as tradições estão cheias de Revelações e Inspirações Divinas: e a Inspiração não é de uma Era ou de um Credo» (pág. 321).
Com base nestes antecedentes, não surpreende que Pike tenha evoluído em direcção a um luciferanismo, entendido não no sentido da adoração de satanás, como às vezes erroneamente se interpreta, mas no sentido do culto de Lúcifer como o ser pessoal que revelou a Luz dos mistérios aos eleitos e que aparece historicamente representado em vários mitos pagãos e nos mistérios da Antiguidade. Trata-se, novamente, de um facto incómodo para não poucos maçons da actualidade, mas que foi reconhecido abertamente por outros.«Moral e Dogma» é um dos livros de leitura obrigatória para entender a Maçonaria e, no entanto, de maneira bem pouco justificada, foi deixado passar por alto em não poucos estudos dedicados a este tema. Apesar disso, foi precisamente pelo seu carácter didáctico, extenso e paradigmático que era até há poucas décadas oferecido às pessoas que iniciavam nos EUA nos graus superiores da Maçonaria.
Contudo, possivelmente o mais importante da obra não é apenas a maneira com que expressa a cosmovisão maçónica, mas também o modo como ela nos é mostrada num paralelo claro com os ensinamentos do ocultismo contemporâneo e do movimento da Nova Era ou New Age. O sincretismo religioso, a redução de Jesus a um mero mestre de moral ou a um simples conhecedor de mistérios, o apelo claro à Gnose, a crença na reencarnação ou a insistência em afirmar que o ser humano é um deus com possibilidades praticamente infinitas, são marcas características deste ocultismo e, como teremos ocasião de ver nos capítulos seguintes desta série, as semelhanças não obedecem à casualidade.»
Como comentario marginal me sorprendió este post de José Adelino Maltez, cuya valoración dejo a nuestros lectores.
Del agnosticismo (y el paganismo) al ocultismo (y a la Viuda) hay un paso.
Y pequeño.
Reproducimos a continuación uno de esos textos traducidos al portugués.
RCS
«A lenda «cor-de-rosa» da Maçonaria insiste em afirmar que esta não passa de uma sociedade discreta (não secreta) guiada por princípios filantrópicos e que a pertença à mesma não entra em conflito com a afiliação em qualquer confissão religiosa, seja ela o catolicismo, o islamismo, ou qualquer igreja evangélica. A realidade histórica é, então, muito diferente. É certo que, ao longo da história, tem havido católicos, muçulmanos e inclusivamente protestantes maçons, mas a incompatibilidade entre as crenças das lojas e os conteúdos da Bíblia é evidente.
No presente artigo e nos seguintes, ocupar-nos-emos de maneira precisa de um aspecto, a nosso ver, essencial: o papel representado pela maçonaria no reflorescer do ocultismo contemporâneo.
A Maçonaria contou, desde a sua fundação, com um conteúdo acentuadamente gnóstico. É certo que, para não poucos maçons, esta circunstância se torna um tanto embaraçosa na actualidade. Os factos, no entanto, não se podem negar, desde as primeiras obras da Maçonaria até aos escritos de autores maçons do século XX. É precisamente este carácter gnóstico, secreto, ocultista, que exige um processo de iniciação para nele ingressar, que explica, pelo menos em parte, a enorme importância que a Maçonaria tem tido no reflorescer do ocultismo nos últimos séculos, até ao ponto que não é exagerado dizer que este não se podia ter dado sem aquela. Sem dúvida, um dos casos mais significativos a este respeito é o de Albert Pike, uma das figuras mais importantes da Maçonaria do século XIX.
Albert Pike nasceu no dia 29 de Dezembro de 1809, em Boston. Estudou em Harvard e foi general de brigada no exército confederado durante a guerra da Secessão dos EUA. No final do conflito, Pike foi condenado por traição e preso, mas no dia 22 de Abril de 1866, foi indultado pelo Presidente Andrew Johnson, também ele maçon. No dia seguinte, os dois «irmãos» encontraram-se na Casa Branca e, certamente, não ficou por aí a relação entre estes dois maçons. No dia 20 de Junho de 1867, Johnson ascendeu ao grau 32 da Maçonaria e mandará construir, posteriormente, até um templo maçónico em Boston, cidade natal de Pike. Este receberá mais tarde o privilégio de ser o único militar confederado que contou com um monumento em sua honra, na cidade de Washington.
Pike foi um homem verdadeiramente «excepcional», com um talento extraordinário para a aprendizagem de línguas e uma vastíssima cultura. Maçon, de grau 33, fez parte também do Ku Klux Klan – a vinculação entre as duas sociedades secretas é uma das questões historicamente mais incómodas para a Maçonaria dos EUA – e foi, sobretudo, o autor de um conjunto de obras que tentavam mostrar a cosmovisão da Maçonaria. O seu livro mais importante intitula-se «Moral e Dogma do antigo e aceite rito escocês da Maçonaria» e foi publicado em 1871.
«Moral e Dogma» é uma obra muito extensa, com quase 900 páginas, na qual se descrevem os 32 graus do rito maçónico referido anteriormente. Contudo, o mais interessante é a forma com que Pike pormenorizando uma filosofia que, por definição, não pode encaixar com o Cristianismo e que se nutre, além disso, a partir de raízes abertamente pagãs e mistéricas.
Para Pike, os relatos da Bíblia não correspondem à realidade histórica – uma afirmação que choca directamente com o conteúdo das Escrituras – mas ocultam antes uma realidade esotérica. Contudo, «alguns entre os hebreus (...) possuíam um conhecimento da natureza e dos atributos verdadeiros de Deus; tal como uma classe semelhante de homens noutras nações – Zoroastro, Manu, Confúcio, Sócrates e Platão».«A comunicação deste conhecimento e de outros conhecimentos secretos, alguns dos quais, quiçá, se perderam, constituíam, embora com outras designações, o que hoje chamamos Maçonaria ou Franco-maçonaria. Este conhecimento era, em certo sentido, a «a palavra perdida», dada a conhecer aos Grandes eleitos, perfeitos e sublimes maçons» (op.cit., pág. 207).
Face a este ensinamento mistérico, preservado pela maçonaria, Pike dizia que «as doutrinas da Bíblia não se encontram frequentemente vestidas na linguagem da verdade estrita», (pág. 224). O ponto de partida é, portanto, óbvio e, em boa medida, pode-se dizer que este ponto de partida é a Gnose, - a qual nasceu mais ou menos no mesmo período e no mesmo espaço em que nasceu o Cristianismo - e o ocultismo contemporâneo. A primeira premissa afirma que a Bíblia – base essencial do Cristianismo – não é fiável e a segunda afirma que a verdade se encontra nas mãos de um pequeno grupo de iniciados, que a transmitiu ao logo dos séculos.
De facto, para quem ainda ficasse com alguma dúvida sobre a adscrição filosófica da Maçonaria, Pike indica taxativamente que a «esta ciência dos mistérios se deu o nome de Gnose» (pág. 248). Trata-se de uma ciência sincrética na qual se combinam doutrinas orientais e ocidentais (pág. 275) que «foram adoptadas pelos cabalistas e depois pelos gnósticos» (pág. 282).
Daí que a chave da Maçonaria sejam os mistérios, cuja origem é desconhecida (pág. 353), mas que podemos encontrar em diversas religiões pagãs e que, «apesar das descrições que certos autores, especialmente os cristãos, possam ter feito deles, continuam a permanecer em estado puro» (pág. 358). Estes mistérios são os de Ísis e de Osíris no Egipto (págs. 369 e ss. e 379 e ss.) – cujo «objectivo era político» (pág. 382) -, mas também «a ciência oculta dos antigos magos» (pág. 839). De facto, incluem de maneira essencial, «o significado oculto e profundo do Inefável Nome da deidade» (pág. 649).
A Maçonaria – Pike não o nega nem oculta, mas afirma-o de maneira incisiva – prega uma religião, mas esta é a «religião universal, ensinada pela Natureza e pela Razão» (pág. 718). Esta afirmação é bastante clarificadora, uma vez que reconhece abertamente o conteúdo religioso da Maçonaria – apesar de insistir que se pode manter qualquer crença religiosa no seu seio – e explica, por sua vez, o entronizamento de deidades como a deusa Razão durante a Revolução Francesa, deusa que devia, supostamente, destituir o Deus cristão do seu lugar e substuí-lo pela deusa Razão.
Por outro lado, e apesar de insistir em dizer que as crenças maçónicas não criam obstáculos a outras crenças, Pike não hesita em fazer afirmações que são absolutamente incompatíveis com não poucas religiões, como por exemplo a de que «a alma humana é ela própria um daimonios, isto é, um deus que está dentro da nossa mente, capaz, mediante o seu próprio poder de rivalizar com a canonização do herói, de se tornar imortal pela prática do bem e da contemplação do belo e do verdadeiro» (pág. 393) – uma afirmação auto-deificadora de índole claramente pagã -, ou «a doutrina da transmigração das almas» (pág. 399).
É ainda mais peculiar a afirmação de Pike que refere que «o Bafomet, o carneiro hermafrodita de Mendes», é o princípio vital ao qual se prestou historicamente adoração, e cuja simbologia pode ser também «a serpente que devora a sua própria cauda» (pág. 734). De facto, Bafomet torna a ser mencionado um pouco mais adiante, como o símbolo adequado da «lei da prudência» (pág. 779).
Albert Pike – à semelhança de não poucos ocultistas e teólogos cristãos da actualidade – não admitia a existência do diabo, o anjo decaído que se opôs a Deus, e era muito incisivo a este respeito. Assim, afirmava: «O verdadeiro nome de satanás, segundo dizem os cabalistas, é Yahveh; porque satanás não é um deus negro (...) para os iniciados não é uma pessoa, mas uma força, criada para o bem, mas que pode servir para o mal. É o instrumento da Liberdade ou da Vontade livre» (Albert Pike, Morals and Dogma, 32 grado, mestre maçon, pág. 102). E insistia: «Não existe um demónio rebelde, do mal, ou príncipe das trevas coexistente e em eterna controvérsia com Deus, ou o príncipe da Luz» (A. Pike, Morals and Dogma, 32 grado, pag. 859).
No entanto, esta negação do princípio do mal era acompanhada – e aqui salta à vista, novamente, o paralelo com o ocultismo ou a gnose – de um canto a Lúcifer, como aquele que está contido no livro «Moral e Dogma», ao explicar o grau 19 : «Lúcifer, o que leva-luz! Estranho e misterioso nome para se dar ao Espírito da obscuridade, por excelência! Lúcifer, o filho da manhã! Por acaso é ele quem leva a luz e com os seus esplendores intoleráveis cega as almas débeis, sensuais ou egoístas? Não o duvideis! Porque as tradições estão cheias de Revelações e Inspirações Divinas: e a Inspiração não é de uma Era ou de um Credo» (pág. 321).
Com base nestes antecedentes, não surpreende que Pike tenha evoluído em direcção a um luciferanismo, entendido não no sentido da adoração de satanás, como às vezes erroneamente se interpreta, mas no sentido do culto de Lúcifer como o ser pessoal que revelou a Luz dos mistérios aos eleitos e que aparece historicamente representado em vários mitos pagãos e nos mistérios da Antiguidade. Trata-se, novamente, de um facto incómodo para não poucos maçons da actualidade, mas que foi reconhecido abertamente por outros.«Moral e Dogma» é um dos livros de leitura obrigatória para entender a Maçonaria e, no entanto, de maneira bem pouco justificada, foi deixado passar por alto em não poucos estudos dedicados a este tema. Apesar disso, foi precisamente pelo seu carácter didáctico, extenso e paradigmático que era até há poucas décadas oferecido às pessoas que iniciavam nos EUA nos graus superiores da Maçonaria.
Contudo, possivelmente o mais importante da obra não é apenas a maneira com que expressa a cosmovisão maçónica, mas também o modo como ela nos é mostrada num paralelo claro com os ensinamentos do ocultismo contemporâneo e do movimento da Nova Era ou New Age. O sincretismo religioso, a redução de Jesus a um mero mestre de moral ou a um simples conhecedor de mistérios, o apelo claro à Gnose, a crença na reencarnação ou a insistência em afirmar que o ser humano é um deus com possibilidades praticamente infinitas, são marcas características deste ocultismo e, como teremos ocasião de ver nos capítulos seguintes desta série, as semelhanças não obedecem à casualidade.»
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Rafael Castela Santos
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quinta-feira, abril 14, 2005
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quarta-feira, abril 13, 2005
Ni el último deseo respetan
El nivel de degeneración del clero modernista y de los Obispos modernistas parece no tener límites. The Remnant cuenta dos casos recientes de ancianos cuya última voluntad fue, precisamente, el que su Funeral fuese oficiado con una Misa Tridentina de Requiem.
Hasta al criminal de corazón más endurecido que va a ser ejecutado se le concede el derecho a su último deseo. Pero he aquí que el Obispo de New Ulm, en el norte de los EE.UU., le niega este noble deseo a uno de sus parroquianos cuya vida fue ejemplar y ni siquiera era un fiel de alguna de las múltiples organizaciones católicas tradicionalistas que existen en los Estados Unidos.
La razón que arguye el Obispo es que «la Misa Tridentina es diametralmente opuesta a la teología de la Iglesia Católica» (sic!). ¿Cómo es posible decir semejante majadería? ¿La Misa de nuestros padres, de nuestros abuelos, la Misa de toda la vida, de Santo Antonio de Lisboa, de San Juan de la Cruz y Santa Teresa de Jesús, del Santo Cura de Ars, de Santa Juana de Arco, la Misa de los Santos, la Misa que San Pío V declaró Dogma está en contra de la teología de la Iglesia Católica? ¿Acaso sólo hemos sido católicos tras el Vaticano II? ¿Tras el Concilio que hizo entrar el humo de Satanás en la Iglesia, en palabras de Pablo VI?
Por mucho que me quiera decir lo contrario debo admitir que esto es parte de la «abominación de la desolación instalada en el lugar santo».
Rafael Castela Santos
Hasta al criminal de corazón más endurecido que va a ser ejecutado se le concede el derecho a su último deseo. Pero he aquí que el Obispo de New Ulm, en el norte de los EE.UU., le niega este noble deseo a uno de sus parroquianos cuya vida fue ejemplar y ni siquiera era un fiel de alguna de las múltiples organizaciones católicas tradicionalistas que existen en los Estados Unidos.
La razón que arguye el Obispo es que «la Misa Tridentina es diametralmente opuesta a la teología de la Iglesia Católica» (sic!). ¿Cómo es posible decir semejante majadería? ¿La Misa de nuestros padres, de nuestros abuelos, la Misa de toda la vida, de Santo Antonio de Lisboa, de San Juan de la Cruz y Santa Teresa de Jesús, del Santo Cura de Ars, de Santa Juana de Arco, la Misa de los Santos, la Misa que San Pío V declaró Dogma está en contra de la teología de la Iglesia Católica? ¿Acaso sólo hemos sido católicos tras el Vaticano II? ¿Tras el Concilio que hizo entrar el humo de Satanás en la Iglesia, en palabras de Pablo VI?
Por mucho que me quiera decir lo contrario debo admitir que esto es parte de la «abominación de la desolación instalada en el lugar santo».
Rafael Castela Santos
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quarta-feira, abril 13, 2005
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quarta-feira, abril 06, 2005
De la barbarie a la civilización
Si tuviera que definir en una sola frase mi visita a la Argentina, para alguien que arranca desde Nueva York, ésta tendría que ser algo así como “de la barbarie a la civilización”. De ahí el título.
Los usos y costumbres de la Argentina son, todavía, los de un país civilizado. Buenos Aires me producía una extraña sensación de déjà vu con Madrid. Si no fuera por pequeños detalles, como el pegajoso y maravilloso acento porteño, uno se siente exactamente igual que en Madrid. Esto haría las delicias de amigos como Pedro Guedes, JLL u otros conocedores y amadores lusos de la capital española. Quien escribe, que es de campo, siente una profunda aversión por las ciudades grandes, pero siempre gustó de Madrid su acogedor estilo, repetido y amplificado en Buenos Aires. Para quien haya conocido la villa y corte madrileña de los setenta, “cuando todavía daba gusto vivir” –por parafrasear a Tocqueville hablando del Antiguo Régimen-, Buenos Aires resulta una auténtica máquina en el tiempo.
Se me agolpan en la memoria pequeños detalles, tales como el ir a comprar un traje y recibir un trato no solamente profesional, sino también cálido, como un verdadero ser humano. Alguien a quien genuinamente le importaba no ya la satisfacción del cliente, sino que quedase bien vestido por encima de cualquier otra consideración. O la interacción con los camareros en distintos restaurantes y establecimientos, siempre pulcramente vestidos y enormemente amables y profesionales. Acostumbrado al pésimo trato, o maltrato, de Nueva York por parte de los “waiters” (que hacen gala de impaciencia y raramente saben esperar) cuya edad máxima es 20 años y que ignoran todo sobre su profesión, el que a uno le respeten profesionales maduros y le traten como a una persona creo que es suficiente motivo para el título que se da a este “post”.
Dicho lo anterior difícilmente uno come carne de mejor calidad en el mundo que en Argentina, como prueba El Desnivel, una parrillería sin parangón. A un cambio del dólar de casi tres pesos por unidad de la moneda norteamericana, que en el caso del euro es incluso cuatro, los precios resultan más que asequibles en general para quien viene del exterior. Mal sitio para venir en Cuaresma, pero óptimo para la alegría que debe imperar en el tiempo litúrgico pascual.
No pude ir a ver el partido de Argentina contra Colombia, ni tampoco alguno de los que se celebró el domingo siguiente. Reparaba en que en este momento es el dúo Riquelme-Forlán, del Villarreal, el mejor duplo del balompié español. Riquelme es un centrocampista procedente del club más grande del fútbol rioplatense, el Boca Juniors, y Forlán es de Uruguay, provincia oriental del Virreinato del Plata artificialmente separada de Argentina para que los ingleses pudieran seguir con sus actividades de piratería en la zona, a la que siempre han sido tan adictos. Pero es que la calidad del fútbol argentino uno la ve por las plazas, por las calles, donde los niños juegan al fútbol con una pasión quizás solo comparable a la brasileña, con unas divisiones inferiores mejores que las de l mayoría de las primeras ligas europeas y con un estilo de juego basado en la técnica depurada, el pase corto y rápido y la inteligencia que es una auténtica maravilla. Viendo un programa resumen el domingo por la noche me percaté de que el fútbol en Argentina frisa el arte, a juzgar por la bellísima factura de no menos de una docena de goles del torneo de apertura.
Pasear por la Avenida de Corrientes un sábado a la noche, casi a las dos de la madrugada, y encontrarse con docenas de librerías abiertas y harto concurridas es sencillamente el incuestionable ejemplo de que los argentinos siguen siendo un país de gente que ama la lectura y que siguen siendo pese a todos los pesares el más educado país hispanoamericano. No pude por menos de tener saudade de mi hermano en la Fe JSarto, a quien hubiera maravillado esta “orgía de alfarrabismo” y a quien voy a tentar de envidia. Para moderar la tentación a este pecado de JSarto y no ser cruel, nada mejor que para el director de este blog que mandarle por correo marítimo media docena de libros de Castellani y otros autores afines, alguno de ellos incluídos en su lista de solicitados, y que le llegarán a su domicilio las próximas semanas.
Que la civilización y la catolicidad producen efectos es indudable. El ejemplo más obvio es el de las mujeres bonaerenses. Ya me percaté al poco de poner el pie en el aeropuerto de Ezeiza que las “minas” (como el lunfardo designa a las mujeres) argentinas son bellísimas. Buenos Aires en particular y Argentina en general son uno de los lugares más paneuropeos del mundo. Añádese a esto el toque nativo de guaraníes, collas, bolivianos y otros pueblos nativos cuyo sumatorio es de tal calibre que admito haber estado en múltiples ocasiones distraído y subyugado, cuando no inadvertidamente en las mismísimas fronteras del Noveno Mandamiento, por mor de la belleza femenina del antiguo Virreinato del Plata. La argentina media, mezcla de sangre italiana y española, tiene tal estilo y cuido de sí misma, amén de feminidad, que es lo opuesto de la mujer americana media, feminista, mandona, poco elegante y a menudo bastante histérica, al menos en la costa este. Si añadimos que Buenos Aires está en estos días llenas de brasileños y brasileñas, y que las cariocas, a menudo de piel más oscura y de una belleza física asimismo apabullante, dan un toque de color a esta variedad enorme que uno ve en Buenos Aires, no pude por menos que reírme de todos esos cabezas rapadas que abogan por no sé qué imbecilidades de la pureza de la raza y otras majaderías. Hasta en uno de los barrios judíos de Buenos Aires, “la once”, las judías argentinas –también ashkenazis en su mayoría- demuestran más estilo y saber estar que sus contrapartidas norteamericanas. Con todo me quedo con el formidable trato dispensado por los sefarditas bonaerenses, de quien sin duda por hispano estoy mucho más cerca de corazón, cerebro y ortodoxia, como se demostró en una interesante discusión con una pareja de sefarditas en un lugar de tango a altas horas de la madrugada. He aquí otro ejemplo de cómo la cultura tiene más peso que la raza cuando es el día a día lo que cuenta.
El amigo BOS, de quien me separa posiblemente menos de lo que parece, como él ya ha insinuado, pero que inevitablemente habrá de sufrir en sus carnes la provocación al debate sobre Mit Brennender Sorge, añadirá esta última pena a la mucha de haber tenido que sufrir en sus retinas a las mujeres neoyorquinas, auténticas inductoras de misoginia muchas ellas.
Recién aterrizado en la Argentina decidí ir al Seminario de la Reja, el secreto mejor guardado de la Tradición. Un viejo amigo, un Sacerdote tradicionalista al que hacía catorce años que no veía, me recibió el mismísimo Sábado de Pascua. Poder concretar mis experiencias en unas cuantas palabras me resulta enormemente difícil. Qusiera hablar de la vida, de las personas, y no tanto de los edificios, aunque también. ¿Por dónde empezar? La escola de La Reja, que no llega ni a ocho voces masculinas, es sencillamente impresionante. La puridad del canto gregoriano que llena los espacios del Seminario Internacional de La Reja (con seminaristas de 8 naciones distintas, la mitad de ellos argentinos y la mitad extranjeros) es digna de todo elogio.
Aprovecho para hacer un paréntesis expresamente dedicado a nuestros hermanos tradicionalistas brasileños y decirles que pude conocer personalmente a un conocido “bazooka” (nombre que los argentinos dan a los brasileños … ¿será por los goles de Ronaldinho?), antiguo fautor de la blogosfera lusófona, quien actualmente está en el primer año, de Humanidades, del Seminario de la Reja. No solamente este joven, sino conocer a alguno de los otros seminaristas como un ingeniero superior chileno o un hombre que estaba a punto de casarse y a quien todo iba viento en popa en la vida, quienes decidieron renunciar a todos y optar por el Sacerdocio de Cristo, me produjo una gran satisfacción y devino en un gran motivo de esperanza sólo ahogada por mis mediocridades y pecados.
No puedo por menos de hacer una reflexión sobre la recién terminada Iglesia de la Inmaculada Concepción, nuevo templo de La Reja. Sorprendería la simbiosis, sin duda alguna providencial, entre el estilo barroco hispanoargentino y el neocolonial portugués con que está construída. Sirva como ejemplo que dicha iglesia está decorada con la cruz portuguesa por doquier. Lógico, también, que ambos estilos se sinteticen en la consagración del bellísimo templo a la Santísima Virgen María, vocación profunda tanto de Portugal como España y también de toda la Hispanidad. Insisto: providencial la acertadísima y equilibrada mezcla artística hispano-portuguesa en el mismo corazón de la Pampa.
Alrededor de la Reja se han ido agrupando unas cuantas familias tradicionalistas. Hay una pequeña escuela donde se educa a los chicos en la Tradición, en la verdadera y sempiterna Tradición Católica y esto, indefectiblemente, deviene en frutos. No hay más que ver los modos y costumbres que estos niños y adolescentes despliegan para darse cuenta que la verdadera Fe, como lo fue con San Benito, es profundamente civilizadora. Las casas, la jovialidad de sus gentes, la educación de los chicos, la comida … todo habla en católico. Y si esto es bien palpable en La Reja de alguna manera lo sigue siendo en todo Buenos Aires y Argentina en su conjunto. Estimo, adicto confeso y convicto como soy a Martín Fierro y simpatizante de los federales argentinos (versión decimonónica de los carlistas españoles y/o miguelistas-integralistas portugueses) que esto es todavía más palpable en el interior.
No puedo finalizar esta crónica viajera sin antes señalar el enorme respeto y dolor con que se ha vivido en Argentina a la muerte del Santo Padre. Tal profusión y efusión de Fe Católica de una manera pública no pasará inadvertido a los ojos de Dios y contrasta con la vergonzante costumbre pública de los españoles ante la misma circunstancia.
Lo mejor es que mi agenda ya anuncia una visita a lo que aquí llaman el “NOA” (Noroeste argentino), tierra del Padre Castellani en los próximos meses. En medio de las muchas tribulaciones de la vida puedo decir que he visto a España mucho más en Argentina que en España, lo que tampoco me extraña dado el grado de bastardización de la vida y la política españolas, con un gobierno cuyo único objetivo sigue siendo la destrucción de todo cuanto católico hay en España. Para un pesimista (dicen que un pesimista es un optimista bien informado) como yo respecto a España, a la que veo morir agonizante, me queda el consuelo de que España, la España eterna, católica e imperial, vive en Argentina, en Bolivia, en Perú … y en toda Hispanoamérica.
A punto de tomar el avión para la vuelta a los territorios bárbaros del norte me cuesta explicar a los lectores de A Casa de Sarto lo mucho que me duele abandonar estas tierras argentinas donde verdaderamente me he sentido como en casa. Para un condenado al ostracismo como yo la tristeza que me invade de no estar en la Hispania primigenia o en las muchas Hispanias que en este mundo son, se me hace más dolorosa que nunca.
Me pregunto si el Paraíso se asentará en Argentina.
Tampoco me extrañaría.
Desde la Ciudad de la Santísima Trinidad y Puerto del Buen Aire, en el Anno Domini de 2005, a 4 de Abril y a punto de regresar a la barbarie como castigo a mis pecados
Rafael Castela Santos
Los usos y costumbres de la Argentina son, todavía, los de un país civilizado. Buenos Aires me producía una extraña sensación de déjà vu con Madrid. Si no fuera por pequeños detalles, como el pegajoso y maravilloso acento porteño, uno se siente exactamente igual que en Madrid. Esto haría las delicias de amigos como Pedro Guedes, JLL u otros conocedores y amadores lusos de la capital española. Quien escribe, que es de campo, siente una profunda aversión por las ciudades grandes, pero siempre gustó de Madrid su acogedor estilo, repetido y amplificado en Buenos Aires. Para quien haya conocido la villa y corte madrileña de los setenta, “cuando todavía daba gusto vivir” –por parafrasear a Tocqueville hablando del Antiguo Régimen-, Buenos Aires resulta una auténtica máquina en el tiempo.
Se me agolpan en la memoria pequeños detalles, tales como el ir a comprar un traje y recibir un trato no solamente profesional, sino también cálido, como un verdadero ser humano. Alguien a quien genuinamente le importaba no ya la satisfacción del cliente, sino que quedase bien vestido por encima de cualquier otra consideración. O la interacción con los camareros en distintos restaurantes y establecimientos, siempre pulcramente vestidos y enormemente amables y profesionales. Acostumbrado al pésimo trato, o maltrato, de Nueva York por parte de los “waiters” (que hacen gala de impaciencia y raramente saben esperar) cuya edad máxima es 20 años y que ignoran todo sobre su profesión, el que a uno le respeten profesionales maduros y le traten como a una persona creo que es suficiente motivo para el título que se da a este “post”.
Dicho lo anterior difícilmente uno come carne de mejor calidad en el mundo que en Argentina, como prueba El Desnivel, una parrillería sin parangón. A un cambio del dólar de casi tres pesos por unidad de la moneda norteamericana, que en el caso del euro es incluso cuatro, los precios resultan más que asequibles en general para quien viene del exterior. Mal sitio para venir en Cuaresma, pero óptimo para la alegría que debe imperar en el tiempo litúrgico pascual.
No pude ir a ver el partido de Argentina contra Colombia, ni tampoco alguno de los que se celebró el domingo siguiente. Reparaba en que en este momento es el dúo Riquelme-Forlán, del Villarreal, el mejor duplo del balompié español. Riquelme es un centrocampista procedente del club más grande del fútbol rioplatense, el Boca Juniors, y Forlán es de Uruguay, provincia oriental del Virreinato del Plata artificialmente separada de Argentina para que los ingleses pudieran seguir con sus actividades de piratería en la zona, a la que siempre han sido tan adictos. Pero es que la calidad del fútbol argentino uno la ve por las plazas, por las calles, donde los niños juegan al fútbol con una pasión quizás solo comparable a la brasileña, con unas divisiones inferiores mejores que las de l mayoría de las primeras ligas europeas y con un estilo de juego basado en la técnica depurada, el pase corto y rápido y la inteligencia que es una auténtica maravilla. Viendo un programa resumen el domingo por la noche me percaté de que el fútbol en Argentina frisa el arte, a juzgar por la bellísima factura de no menos de una docena de goles del torneo de apertura.
Pasear por la Avenida de Corrientes un sábado a la noche, casi a las dos de la madrugada, y encontrarse con docenas de librerías abiertas y harto concurridas es sencillamente el incuestionable ejemplo de que los argentinos siguen siendo un país de gente que ama la lectura y que siguen siendo pese a todos los pesares el más educado país hispanoamericano. No pude por menos de tener saudade de mi hermano en la Fe JSarto, a quien hubiera maravillado esta “orgía de alfarrabismo” y a quien voy a tentar de envidia. Para moderar la tentación a este pecado de JSarto y no ser cruel, nada mejor que para el director de este blog que mandarle por correo marítimo media docena de libros de Castellani y otros autores afines, alguno de ellos incluídos en su lista de solicitados, y que le llegarán a su domicilio las próximas semanas.
Que la civilización y la catolicidad producen efectos es indudable. El ejemplo más obvio es el de las mujeres bonaerenses. Ya me percaté al poco de poner el pie en el aeropuerto de Ezeiza que las “minas” (como el lunfardo designa a las mujeres) argentinas son bellísimas. Buenos Aires en particular y Argentina en general son uno de los lugares más paneuropeos del mundo. Añádese a esto el toque nativo de guaraníes, collas, bolivianos y otros pueblos nativos cuyo sumatorio es de tal calibre que admito haber estado en múltiples ocasiones distraído y subyugado, cuando no inadvertidamente en las mismísimas fronteras del Noveno Mandamiento, por mor de la belleza femenina del antiguo Virreinato del Plata. La argentina media, mezcla de sangre italiana y española, tiene tal estilo y cuido de sí misma, amén de feminidad, que es lo opuesto de la mujer americana media, feminista, mandona, poco elegante y a menudo bastante histérica, al menos en la costa este. Si añadimos que Buenos Aires está en estos días llenas de brasileños y brasileñas, y que las cariocas, a menudo de piel más oscura y de una belleza física asimismo apabullante, dan un toque de color a esta variedad enorme que uno ve en Buenos Aires, no pude por menos que reírme de todos esos cabezas rapadas que abogan por no sé qué imbecilidades de la pureza de la raza y otras majaderías. Hasta en uno de los barrios judíos de Buenos Aires, “la once”, las judías argentinas –también ashkenazis en su mayoría- demuestran más estilo y saber estar que sus contrapartidas norteamericanas. Con todo me quedo con el formidable trato dispensado por los sefarditas bonaerenses, de quien sin duda por hispano estoy mucho más cerca de corazón, cerebro y ortodoxia, como se demostró en una interesante discusión con una pareja de sefarditas en un lugar de tango a altas horas de la madrugada. He aquí otro ejemplo de cómo la cultura tiene más peso que la raza cuando es el día a día lo que cuenta.
El amigo BOS, de quien me separa posiblemente menos de lo que parece, como él ya ha insinuado, pero que inevitablemente habrá de sufrir en sus carnes la provocación al debate sobre Mit Brennender Sorge, añadirá esta última pena a la mucha de haber tenido que sufrir en sus retinas a las mujeres neoyorquinas, auténticas inductoras de misoginia muchas ellas.
Recién aterrizado en la Argentina decidí ir al Seminario de la Reja, el secreto mejor guardado de la Tradición. Un viejo amigo, un Sacerdote tradicionalista al que hacía catorce años que no veía, me recibió el mismísimo Sábado de Pascua. Poder concretar mis experiencias en unas cuantas palabras me resulta enormemente difícil. Qusiera hablar de la vida, de las personas, y no tanto de los edificios, aunque también. ¿Por dónde empezar? La escola de La Reja, que no llega ni a ocho voces masculinas, es sencillamente impresionante. La puridad del canto gregoriano que llena los espacios del Seminario Internacional de La Reja (con seminaristas de 8 naciones distintas, la mitad de ellos argentinos y la mitad extranjeros) es digna de todo elogio.
Aprovecho para hacer un paréntesis expresamente dedicado a nuestros hermanos tradicionalistas brasileños y decirles que pude conocer personalmente a un conocido “bazooka” (nombre que los argentinos dan a los brasileños … ¿será por los goles de Ronaldinho?), antiguo fautor de la blogosfera lusófona, quien actualmente está en el primer año, de Humanidades, del Seminario de la Reja. No solamente este joven, sino conocer a alguno de los otros seminaristas como un ingeniero superior chileno o un hombre que estaba a punto de casarse y a quien todo iba viento en popa en la vida, quienes decidieron renunciar a todos y optar por el Sacerdocio de Cristo, me produjo una gran satisfacción y devino en un gran motivo de esperanza sólo ahogada por mis mediocridades y pecados.
No puedo por menos de hacer una reflexión sobre la recién terminada Iglesia de la Inmaculada Concepción, nuevo templo de La Reja. Sorprendería la simbiosis, sin duda alguna providencial, entre el estilo barroco hispanoargentino y el neocolonial portugués con que está construída. Sirva como ejemplo que dicha iglesia está decorada con la cruz portuguesa por doquier. Lógico, también, que ambos estilos se sinteticen en la consagración del bellísimo templo a la Santísima Virgen María, vocación profunda tanto de Portugal como España y también de toda la Hispanidad. Insisto: providencial la acertadísima y equilibrada mezcla artística hispano-portuguesa en el mismo corazón de la Pampa.
Alrededor de la Reja se han ido agrupando unas cuantas familias tradicionalistas. Hay una pequeña escuela donde se educa a los chicos en la Tradición, en la verdadera y sempiterna Tradición Católica y esto, indefectiblemente, deviene en frutos. No hay más que ver los modos y costumbres que estos niños y adolescentes despliegan para darse cuenta que la verdadera Fe, como lo fue con San Benito, es profundamente civilizadora. Las casas, la jovialidad de sus gentes, la educación de los chicos, la comida … todo habla en católico. Y si esto es bien palpable en La Reja de alguna manera lo sigue siendo en todo Buenos Aires y Argentina en su conjunto. Estimo, adicto confeso y convicto como soy a Martín Fierro y simpatizante de los federales argentinos (versión decimonónica de los carlistas españoles y/o miguelistas-integralistas portugueses) que esto es todavía más palpable en el interior.
No puedo finalizar esta crónica viajera sin antes señalar el enorme respeto y dolor con que se ha vivido en Argentina a la muerte del Santo Padre. Tal profusión y efusión de Fe Católica de una manera pública no pasará inadvertido a los ojos de Dios y contrasta con la vergonzante costumbre pública de los españoles ante la misma circunstancia.
Lo mejor es que mi agenda ya anuncia una visita a lo que aquí llaman el “NOA” (Noroeste argentino), tierra del Padre Castellani en los próximos meses. En medio de las muchas tribulaciones de la vida puedo decir que he visto a España mucho más en Argentina que en España, lo que tampoco me extraña dado el grado de bastardización de la vida y la política españolas, con un gobierno cuyo único objetivo sigue siendo la destrucción de todo cuanto católico hay en España. Para un pesimista (dicen que un pesimista es un optimista bien informado) como yo respecto a España, a la que veo morir agonizante, me queda el consuelo de que España, la España eterna, católica e imperial, vive en Argentina, en Bolivia, en Perú … y en toda Hispanoamérica.
A punto de tomar el avión para la vuelta a los territorios bárbaros del norte me cuesta explicar a los lectores de A Casa de Sarto lo mucho que me duele abandonar estas tierras argentinas donde verdaderamente me he sentido como en casa. Para un condenado al ostracismo como yo la tristeza que me invade de no estar en la Hispania primigenia o en las muchas Hispanias que en este mundo son, se me hace más dolorosa que nunca.
Me pregunto si el Paraíso se asentará en Argentina.
Tampoco me extrañaría.
Desde la Ciudad de la Santísima Trinidad y Puerto del Buen Aire, en el Anno Domini de 2005, a 4 de Abril y a punto de regresar a la barbarie como castigo a mis pecados
Rafael Castela Santos
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sábado, abril 02, 2005
Terri Schiavo
Em virtude do estado de saúde crítico do Papa João Paulo II, analiso hoje neste espaço um único assunto, o qual de todo pode ser ignorado: a morte de Terri Schiavo.
A este propósito, não cessa de surpreender o estranho mundo moderno em que vivemos e a marcha determinada do mesmo rumo ao abismo: causa espanto que uma pessoa que se encontra na posse das suas funções vitais, manifestando sinais notórios e evidentes de não estar inconsciente, seja barbaramente assassinada à fome e à sede, numa longa agonia de duas semanas expressamente consentida pelo poder judicial do seu País, e branqueada pela comunicação social dita de referência, tudo com a finalidade de dar uma aparência de legalidade à vontade criminosa de um marido negligente, sem escrúpulos e infiel. Em suma, a completa inversão da ordem natural e a imposição totalitária de um niilismo negador dos valores morais mais basilares.
Para que destino caminhamos, num desfecho como o do caso de Terri Schiavo, no qual já nem sequer tem sentido falar em eutanásia, mas sim em puro homicídio doloso intencional?
A experiência holandesa de que nos dá conta neste fundamental artigo o Padre Eric Jacqmin, S.S.P.X., e de que abaixo se transcreve parte, é bem ilustrativa de qual a terrível meta que nos aguarda quando certas portas começam a ser paulatinamente franqueadas. Aqui fica para reflexão:
"Families with members with sicknesses justifying hospitalization are heroic in their charity. But hospitals in Holland are no longer places of healing. They are fearsome places where euthanasia is practiced nearly automatically. Doctors have invented a new kind of euthanasia called "mortification" where food and water are denied patients making them die of hunger and thirst, that is, they are starved to death. A 1997 report revealed that 55% of nursing home patients are dying from this lack of care called "mortification."
I've had experience with this. One Saturday evening, I was called by a faithful parishioner from North Holland:
"Please, Father, come and give Extreme Unction to my aunt in the nursing home."
"Is she close to death or dangerously old?"
"No."
"But why do I have to come when there is no such danger?"
"The nurse said that she might be dead in a few days."
"But what kind of death is the nurse telling you to expect?"
"The nurse said that she is in rather stable health, but that she might be dead in a few days.
OK, I understood. This was euthanasia and the nurse was "good" enough to relay this information so that the person could receive the last sacraments. I came to give the last sacraments. The woman was lying in the bed unable to move her hands because she was paralyzed. On the table was a cup of water. I gave her a drink and she drank voraciously. It was clear-she was dying from hunger and thirst. Nobody was there to feed her; this was the so-called mortification. And indeed, some days later, she died. I could do absolutely nothing to stop it because the entire social and political system has been organized this way. The only thing I could have done was put the woman in the trunk of a car and drive off to a normal country, but this was a crazy thought. There was nothing I could do but pray.
When I was in Holland, I was aware of three cases amongst our faithful caring for an ill family member because they did not want to give them over to these criminal medical facilities. Two men were each taking care of their mothers, and an elderly woman was taking care of her sister in the most difficult situation you can imagine. The woman ruined her back permanently; she will have terrible pains for the rest of her life because she damaged her back carrying her sister. Though he tended to his mother for years, one man was called a sadist by the nurses because he refused "mortification" for her. The other man was questioned for hours by ten doctors because he refused "mortification" for his mother.
The general situations in the Church and State are so corrupted that normal persons suffer dire mental stress, anxiety, a constant tension from them and have been "maddened" in various ways. I would give them regularly the "Blessing of the Sick" because God knows better than we what these "chaotical" souls suffer and need. Poor people! They are in some way real victims (martyrs?) of liberalism".
A este propósito, não cessa de surpreender o estranho mundo moderno em que vivemos e a marcha determinada do mesmo rumo ao abismo: causa espanto que uma pessoa que se encontra na posse das suas funções vitais, manifestando sinais notórios e evidentes de não estar inconsciente, seja barbaramente assassinada à fome e à sede, numa longa agonia de duas semanas expressamente consentida pelo poder judicial do seu País, e branqueada pela comunicação social dita de referência, tudo com a finalidade de dar uma aparência de legalidade à vontade criminosa de um marido negligente, sem escrúpulos e infiel. Em suma, a completa inversão da ordem natural e a imposição totalitária de um niilismo negador dos valores morais mais basilares.
Para que destino caminhamos, num desfecho como o do caso de Terri Schiavo, no qual já nem sequer tem sentido falar em eutanásia, mas sim em puro homicídio doloso intencional?
A experiência holandesa de que nos dá conta neste fundamental artigo o Padre Eric Jacqmin, S.S.P.X., e de que abaixo se transcreve parte, é bem ilustrativa de qual a terrível meta que nos aguarda quando certas portas começam a ser paulatinamente franqueadas. Aqui fica para reflexão:
"Families with members with sicknesses justifying hospitalization are heroic in their charity. But hospitals in Holland are no longer places of healing. They are fearsome places where euthanasia is practiced nearly automatically. Doctors have invented a new kind of euthanasia called "mortification" where food and water are denied patients making them die of hunger and thirst, that is, they are starved to death. A 1997 report revealed that 55% of nursing home patients are dying from this lack of care called "mortification."
I've had experience with this. One Saturday evening, I was called by a faithful parishioner from North Holland:
"Please, Father, come and give Extreme Unction to my aunt in the nursing home."
"Is she close to death or dangerously old?"
"No."
"But why do I have to come when there is no such danger?"
"The nurse said that she might be dead in a few days."
"But what kind of death is the nurse telling you to expect?"
"The nurse said that she is in rather stable health, but that she might be dead in a few days.
OK, I understood. This was euthanasia and the nurse was "good" enough to relay this information so that the person could receive the last sacraments. I came to give the last sacraments. The woman was lying in the bed unable to move her hands because she was paralyzed. On the table was a cup of water. I gave her a drink and she drank voraciously. It was clear-she was dying from hunger and thirst. Nobody was there to feed her; this was the so-called mortification. And indeed, some days later, she died. I could do absolutely nothing to stop it because the entire social and political system has been organized this way. The only thing I could have done was put the woman in the trunk of a car and drive off to a normal country, but this was a crazy thought. There was nothing I could do but pray.
When I was in Holland, I was aware of three cases amongst our faithful caring for an ill family member because they did not want to give them over to these criminal medical facilities. Two men were each taking care of their mothers, and an elderly woman was taking care of her sister in the most difficult situation you can imagine. The woman ruined her back permanently; she will have terrible pains for the rest of her life because she damaged her back carrying her sister. Though he tended to his mother for years, one man was called a sadist by the nurses because he refused "mortification" for her. The other man was questioned for hours by ten doctors because he refused "mortification" for his mother.
The general situations in the Church and State are so corrupted that normal persons suffer dire mental stress, anxiety, a constant tension from them and have been "maddened" in various ways. I would give them regularly the "Blessing of the Sick" because God knows better than we what these "chaotical" souls suffer and need. Poor people! They are in some way real victims (martyrs?) of liberalism".
sexta-feira, abril 01, 2005
sexta-feira, março 25, 2005
Relembremos, em tempo de Páscoa
Pela minha parte, este espaço encerra até ao começo da próxima semana; aproveito para desejar uma Santa Páscoa a todos os meus leitores, deixando-os com um texto de Leonardo Castellani, S.J., retirado do magnífico "Cristo, vuelve o no?", que há-de ser sopesado neste tempo que vivemos:"Jesucristo vuelve, y su vuelta es un dogma de nuestra fe.
Es un dogma de los más importantes,colocado entre los catorce artículos de fe que recitamos cada día en el Símbolo de los Apóstolos y cantamos en la Misa Solemne. "Et iterum venturus est cum gloria judicare vivos et mortuos".
Es un dogma bastante olvidado. Es un espléndido dogma poco meditado.
Su traducción es esta: el mundo no continuará desenvolviéndose indefenidamente, ni acabará por azar, dando un encontronazo con alguna estrella mostrenca, ni terminará por evolución natural de sus fuerzas elementales - o entropía cósmica, como dicen los físicos -, sino por una intervención directa de su Creador.
No morirá de muerte natural, sino de muerte violenta; o por mejor decir - ya que Tú eres Dios de vida y no de muerte -, de muerte milagrosa.
El Universo no es un proceso natural, como piensan los evolucionistas o naturalistas, sino que es un poema gigantesco, un poema dramático del cual Dios se ha reservado la iniciación, el nudo y el desenlace; que se llaman teológicamente Creación, Redención, Parúsia.
Los personajes son los albedríos humanos. Las fuerzas naturales son los maquinistas. Pero el primero actor y el director de orquestra es Dios.
"Varones galileos, qué estáis allí mirando al cielo? Este Jesús que habéis visto subir al cielo, parejamente un día volverá a bajar del cielo", dijeron los ángeles de la Ascensión.
Este será el desenlace del drama de la humanidad: "Videbunt in quem transfixerunt ("Mirarán al que enclavaron").
El dogma de la Segunda Venida de Cristo, o Parusía, es tan importante como el de su Primera Venida, o Encarnación.
Si no se lo entiende, no se entiende nada de la ESCRITURA ni de la historia de la Iglesia. El término de un proceso da sentido a todo el proceso. Este término está no sólo claramente revelado, mas también minuciosamente profetizado. Jesucristo vuelve pronto.
"Ven, Señor Jesús.
Oh Señor Jesucristo, por qué tardas? Qué esperas
para mostrar al mundon tus divinas banderas,
y arrojar tu mensaje de luz sobre las fieras?".
Brevíssima
Neste dia, mais do nunca ao longo de todo o ano, é essencial a reflexão nos Mistérios Dolorosos do Rosário - Agonia no Jardim das Oliveiras; Flagelação; Coroação de Espinhos; Via-Sacra; Morte na Cruz -, em suma, na Paixão de Cristo.
La conversión de Alfonso de Ratisbona
(dedicado en este Viernes Santo a Jacobo San Miguel que en paz descanse)
La conversión de judíos al cristianismo es un fenómeno relativamente raro en la Iglesia postconciliar, pero no lo fue así en tiempos pretéritos. Muchos católicos insignes procedían de familias judías conversas, como Santa Teresa de Jesús, San Juan de la Cruz o Fray Luis de León. Otros, como Israel Zolli, los hermanos Lehmann, el contemplativo Charlie Rich, Torquemada o Santa Edith Stein eran judíos conversos. Por no mencionar toda la Iglesia Apostólica y todos y cada uno de los miembros de la Sagrada Familia. La conversión de Alfonso de Ratisbona y su posterior ingreso en el Monacato marca un hito importante que, como el Hermano Bruno de Jesús indica al final del texto que aquí extractamos, será la única manera posible de pacificación de Tierra Santa en un futuro, quién sabe, no muy lejano.
Hace muchos meses Jacobo San Miguel, fallecido lector nuestro de origen judío, me comentó que él pasaba el Viernes Santo en oración prácticamente permanente por la conversión de los judíos al Catolicismo. Porque, como dicen las Sagradas Escrituras, “la salvación del mundo viene por los judíos”. A Casa de Sarto rinde homenaje a todos aquellos quienes hicieron cuanto pudieron para que los judíos llegasen a la plenitud de Cristo mediante su conversión al Catolicismo. Jesucristo, nacido de María Virgen de la estirpe del Santo Rey David, Palabra del Padre, Alfa y Omega, encarnado en la sangre de la raza elegida, es ya adorado por muchos judíos, como se puede ver aquí o en este otro sitio, por ejemplo. Vaya este homenaje por nuestro amigo Jacobo, también él judío converso, que seguro sigue rezando por la conversión de los judíos, como hace la Iglesia Católica en Viernes Santo. Frente a los campeadores del odio, el rechazo y la división, tácticas típicamente satánicas, opongamos la unidad en el Amor a Dios y a Cristo, y por tanto al prójimo. Esta conversión de judíos y musulmanes al Catolicismo logrará sacar al turbulento Medio Oriente de la situación de guerra permanente que allá se vive.
Alfonso de Ratisbona, entre otros muchos, es un digno predecesor del feliz momento en que no haya más que un solo rebaño, un solo Pastor y una sola Fe. ¡Ojalá fuera dado a nuestros mortales ojos el ver tan sublime momento en la historia! Entretanto, recemos.
Born into a wealthy Israelite family, Alphonsus Ratisbonne, still very young, was very disturbed by the conversion of his brother Theodore and by his having received holy Orders: «This behaviour appalled me, and I took an immense dislike to his habit and his character.»
While Theodore, curate of the Abbé des Genettes at Our Lady of Victories, referred to himself as «the Queen’s chaplain» and prayed for the conversion of the Jews, his brother Alphonsus, after brilliant studies in Law at Paris, lead a busy social life of pleasure and parties. «I was Jewish in name only. I never opened a religious book, and in the house of my uncle not even the slightest prescription of Judaism was practiced, any more than in that of my brothers and sisters.»
Today, in Israel, Alphonsus would have become a member of the new “secular” party of Tommy Lapid, the Shinoui [“change”], whose primary objective is to fight the influence of the rabbis in the State, and whose electoral breakthrough indicates the disenchantment of Jews towards the ultra-orthodox parties.
Engaged to a sixteen year old niece, he took part in a pleasure trip in Italy at the end of 1841, before getting married. It is a essential to read, in Sister Marie-Angelique of the Cross’ beautiful book on The Abbé des Genettes, Mary’s Servant and Apostle (in French only), all the adventures and encounters arranged by Good Providence to lead the young godless person to the knees of Mary.
He accepted –not without resistance!– to wear the Miraculous Medal and to recite the Memorare, out of defiance rather than conviction: «The medal was placed around my neck and I exclaimed in a burst of laughter: “Ha! Ha! Now I am a Catholic, Apostolic and Roman!” It was the demon that was prophesying through my mouth», he was to say later on.
Days went by and Alphonsus thought about his return to France but, under a mysterious influence, he felt the need of extending his stay in Rome… However, in the middle of the night of 19th to the 20th of January 1842, he woke up with a start:
«I saw, immobile before me, a large black cross of an unusual shape and without Christ. I tried to drive away this image: but I could not evade it and I always found it before me, in whatever direction I turned. I am unable to say how long this struggle lasted.»
He then related, hour by hour, his different occupations and visits of the day of 20 January. Around noon…
«When leaving the café, I encountered the carriage of Mr. Theodore de Bussières. It stopped and I was invited to take place in it to go for a ride. The weather was magnificent and I accepted with pleasure. But Mr. de Bussières asked my permission to stop a few moments at Sant’Andrea delle Fratte church which was not far from where we were, for an errand that he had to do. He suggested that I wait in the carriage; I preferred to get out to see this church.
«Saint Andrew’s church was small, poor and empty; I believe that I was more or less alone. No object of art attracted my attention; I unconsciously looked around myself without dwelling on any particular thought; I only remember that a black dog jumped and leaped in front of me… Soon this dog disappeared, the entire church disappeared; I no longer saw anything, or rather, oh my God, I saw but one thing!!! How is it possible to speak of it? Oh! no, human words must not attempt to express what is beyond words; any description, however sublime it may be, would only be a profanation of the ineffable truth.
«I was there, bowed down, bathed in my tears, my heart pounding, when Mr. de Bussières called me back to life. I was unable to reply to his hurried questions; but finally I seized the medal that I had left on my chest; I covered with kisses the image of the Virgin radiant with graces… Oh! It was truly Her! \»
That very day, Alphonsus Ratisbonne was taken to Father de Villefort, at the Gesù, to explain his emotion; he pulled out his medal and, kissing it, he exclaimed: «I saw Her, I saw Her!» Then, when he had regained his calm: «I was in the church for a moment, when suddenly I felt myself seized by an indescribable turmoil I raised my eyes, the entire building was as though veiled to my eyes; a single chapel had, so to say, concentrated all the light and, in the midst of this brilliant light, appeared, standing radiant on the altar, full of majesty and sweetness, the Virgin Mary, just as She is on my medal; an irresistible force drove me towards Her. With a gesture of Her hand, the Virgin beckoned me to kneel. She seemed to say to me: Good! She did not speak but I understood everything.
«I did not know where I was; I did not know whether I was Alphonsus or someone else; I experienced such a total change, that I felt as though I was a new man. I attempted to recover my old self but I was unable. The most ardent joy burst into the depth of my soul.
«My first words were word of gratitude towards Mr. de Laferronnays and for the Archconfraternity of Our Lady of Victories. I knew, with certainty that Mr. de Laferronnays had prayed for me.
«I was asked how I had learned these truths, since it was known that I had never opened a religious book, never read a single page of the Bible, and that the dogma of original sin, completely forgotten or denied by the Jews of our times, had never occupied my thought for an instant; I doubt that I even knew the term. How then did I arrive at this knowledge? I am unable to explain how. All that I know is that on entering the church I was ignorant of everything, and on leaving, I understood.
«All that I can say is that at the moment of the gesture, the blindfold fell from my eyes; not a single blindfold, but all the multitude of blindfolds that had enveloped me, disappeared successively and rapidly like snow and mud and ice due to the effect of a burning sun.
«I came out of a tomb, of an abyss of darkness, and I was alive, truly alive… But I wept! I saw in the bottom of the abyss, the extreme misery from which I had been drawn by an infinite mercy.»
But tears of pity immediately mingled themselves with his tears of gratitude, at the thought of his friends, of his people, of his fiancée, of his family. «I thought of you, oh you whom I love! I gave my first prayers to you…»
These great and wonderful texts allow us to catch sight of what the return to the fold of the entire Jewish people will be like, according to the assurance given by Saint Paul to the Romans:
«And this is how all Israel will be saved. As scripture says: “From Zion will come the Redeemer, he will remove godlessness from Jacob”.» (Rm 11.26)
One hundred years later, in 1944, the Chief Rabbi of Rome Eugenio Zolli would renew this testimony, indicating the path of salvation to the Jews of the whole world, as the “Master of Justice”, head and founder of the Essenians, had done twenty centuries earlier, even before Saint John the Baptist, in opposition to the corrupt Sadducees and the heretical Pharisees. And it is precisely in our times of apostasy that Divine Providence has permitted the discovery of the Dead Sea scrolls. Their contents reveal and explain to us the passage of the better part of the Jewish people to Christianity after Pentecost. The divine plan recalled by Saint Paul has not changed. The conversion of the Jewish people is not far off.
There is no other solution to the conflict which cruelly bathes the Holy Land in blood. It goes without saying that we must implore the same intervention of the Immaculate Heart of Mary for the conversion of the Muslims. And not only in Palestine: in the Ivory Coast also, because She is Queen, and Christ wants to reign through Her, over all the peoples of the earth.
brother Bruno of Jesus
La conversión de judíos al cristianismo es un fenómeno relativamente raro en la Iglesia postconciliar, pero no lo fue así en tiempos pretéritos. Muchos católicos insignes procedían de familias judías conversas, como Santa Teresa de Jesús, San Juan de la Cruz o Fray Luis de León. Otros, como Israel Zolli, los hermanos Lehmann, el contemplativo Charlie Rich, Torquemada o Santa Edith Stein eran judíos conversos. Por no mencionar toda la Iglesia Apostólica y todos y cada uno de los miembros de la Sagrada Familia. La conversión de Alfonso de Ratisbona y su posterior ingreso en el Monacato marca un hito importante que, como el Hermano Bruno de Jesús indica al final del texto que aquí extractamos, será la única manera posible de pacificación de Tierra Santa en un futuro, quién sabe, no muy lejano.
Hace muchos meses Jacobo San Miguel, fallecido lector nuestro de origen judío, me comentó que él pasaba el Viernes Santo en oración prácticamente permanente por la conversión de los judíos al Catolicismo. Porque, como dicen las Sagradas Escrituras, “la salvación del mundo viene por los judíos”. A Casa de Sarto rinde homenaje a todos aquellos quienes hicieron cuanto pudieron para que los judíos llegasen a la plenitud de Cristo mediante su conversión al Catolicismo. Jesucristo, nacido de María Virgen de la estirpe del Santo Rey David, Palabra del Padre, Alfa y Omega, encarnado en la sangre de la raza elegida, es ya adorado por muchos judíos, como se puede ver aquí o en este otro sitio, por ejemplo. Vaya este homenaje por nuestro amigo Jacobo, también él judío converso, que seguro sigue rezando por la conversión de los judíos, como hace la Iglesia Católica en Viernes Santo. Frente a los campeadores del odio, el rechazo y la división, tácticas típicamente satánicas, opongamos la unidad en el Amor a Dios y a Cristo, y por tanto al prójimo. Esta conversión de judíos y musulmanes al Catolicismo logrará sacar al turbulento Medio Oriente de la situación de guerra permanente que allá se vive.
Alfonso de Ratisbona, entre otros muchos, es un digno predecesor del feliz momento en que no haya más que un solo rebaño, un solo Pastor y una sola Fe. ¡Ojalá fuera dado a nuestros mortales ojos el ver tan sublime momento en la historia! Entretanto, recemos.
Born into a wealthy Israelite family, Alphonsus Ratisbonne, still very young, was very disturbed by the conversion of his brother Theodore and by his having received holy Orders: «This behaviour appalled me, and I took an immense dislike to his habit and his character.»
While Theodore, curate of the Abbé des Genettes at Our Lady of Victories, referred to himself as «the Queen’s chaplain» and prayed for the conversion of the Jews, his brother Alphonsus, after brilliant studies in Law at Paris, lead a busy social life of pleasure and parties. «I was Jewish in name only. I never opened a religious book, and in the house of my uncle not even the slightest prescription of Judaism was practiced, any more than in that of my brothers and sisters.»
Today, in Israel, Alphonsus would have become a member of the new “secular” party of Tommy Lapid, the Shinoui [“change”], whose primary objective is to fight the influence of the rabbis in the State, and whose electoral breakthrough indicates the disenchantment of Jews towards the ultra-orthodox parties.
Engaged to a sixteen year old niece, he took part in a pleasure trip in Italy at the end of 1841, before getting married. It is a essential to read, in Sister Marie-Angelique of the Cross’ beautiful book on The Abbé des Genettes, Mary’s Servant and Apostle (in French only), all the adventures and encounters arranged by Good Providence to lead the young godless person to the knees of Mary.
He accepted –not without resistance!– to wear the Miraculous Medal and to recite the Memorare, out of defiance rather than conviction: «The medal was placed around my neck and I exclaimed in a burst of laughter: “Ha! Ha! Now I am a Catholic, Apostolic and Roman!” It was the demon that was prophesying through my mouth», he was to say later on.
Days went by and Alphonsus thought about his return to France but, under a mysterious influence, he felt the need of extending his stay in Rome… However, in the middle of the night of 19th to the 20th of January 1842, he woke up with a start:
«I saw, immobile before me, a large black cross of an unusual shape and without Christ. I tried to drive away this image: but I could not evade it and I always found it before me, in whatever direction I turned. I am unable to say how long this struggle lasted.»
He then related, hour by hour, his different occupations and visits of the day of 20 January. Around noon…
«When leaving the café, I encountered the carriage of Mr. Theodore de Bussières. It stopped and I was invited to take place in it to go for a ride. The weather was magnificent and I accepted with pleasure. But Mr. de Bussières asked my permission to stop a few moments at Sant’Andrea delle Fratte church which was not far from where we were, for an errand that he had to do. He suggested that I wait in the carriage; I preferred to get out to see this church.
«Saint Andrew’s church was small, poor and empty; I believe that I was more or less alone. No object of art attracted my attention; I unconsciously looked around myself without dwelling on any particular thought; I only remember that a black dog jumped and leaped in front of me… Soon this dog disappeared, the entire church disappeared; I no longer saw anything, or rather, oh my God, I saw but one thing!!! How is it possible to speak of it? Oh! no, human words must not attempt to express what is beyond words; any description, however sublime it may be, would only be a profanation of the ineffable truth.
«I was there, bowed down, bathed in my tears, my heart pounding, when Mr. de Bussières called me back to life. I was unable to reply to his hurried questions; but finally I seized the medal that I had left on my chest; I covered with kisses the image of the Virgin radiant with graces… Oh! It was truly Her! \»
That very day, Alphonsus Ratisbonne was taken to Father de Villefort, at the Gesù, to explain his emotion; he pulled out his medal and, kissing it, he exclaimed: «I saw Her, I saw Her!» Then, when he had regained his calm: «I was in the church for a moment, when suddenly I felt myself seized by an indescribable turmoil I raised my eyes, the entire building was as though veiled to my eyes; a single chapel had, so to say, concentrated all the light and, in the midst of this brilliant light, appeared, standing radiant on the altar, full of majesty and sweetness, the Virgin Mary, just as She is on my medal; an irresistible force drove me towards Her. With a gesture of Her hand, the Virgin beckoned me to kneel. She seemed to say to me: Good! She did not speak but I understood everything.
«I did not know where I was; I did not know whether I was Alphonsus or someone else; I experienced such a total change, that I felt as though I was a new man. I attempted to recover my old self but I was unable. The most ardent joy burst into the depth of my soul.
«My first words were word of gratitude towards Mr. de Laferronnays and for the Archconfraternity of Our Lady of Victories. I knew, with certainty that Mr. de Laferronnays had prayed for me.
«I was asked how I had learned these truths, since it was known that I had never opened a religious book, never read a single page of the Bible, and that the dogma of original sin, completely forgotten or denied by the Jews of our times, had never occupied my thought for an instant; I doubt that I even knew the term. How then did I arrive at this knowledge? I am unable to explain how. All that I know is that on entering the church I was ignorant of everything, and on leaving, I understood.
«All that I can say is that at the moment of the gesture, the blindfold fell from my eyes; not a single blindfold, but all the multitude of blindfolds that had enveloped me, disappeared successively and rapidly like snow and mud and ice due to the effect of a burning sun.
«I came out of a tomb, of an abyss of darkness, and I was alive, truly alive… But I wept! I saw in the bottom of the abyss, the extreme misery from which I had been drawn by an infinite mercy.»
But tears of pity immediately mingled themselves with his tears of gratitude, at the thought of his friends, of his people, of his fiancée, of his family. «I thought of you, oh you whom I love! I gave my first prayers to you…»
These great and wonderful texts allow us to catch sight of what the return to the fold of the entire Jewish people will be like, according to the assurance given by Saint Paul to the Romans:
«And this is how all Israel will be saved. As scripture says: “From Zion will come the Redeemer, he will remove godlessness from Jacob”.» (Rm 11.26)
One hundred years later, in 1944, the Chief Rabbi of Rome Eugenio Zolli would renew this testimony, indicating the path of salvation to the Jews of the whole world, as the “Master of Justice”, head and founder of the Essenians, had done twenty centuries earlier, even before Saint John the Baptist, in opposition to the corrupt Sadducees and the heretical Pharisees. And it is precisely in our times of apostasy that Divine Providence has permitted the discovery of the Dead Sea scrolls. Their contents reveal and explain to us the passage of the better part of the Jewish people to Christianity after Pentecost. The divine plan recalled by Saint Paul has not changed. The conversion of the Jewish people is not far off.
There is no other solution to the conflict which cruelly bathes the Holy Land in blood. It goes without saying that we must implore the same intervention of the Immaculate Heart of Mary for the conversion of the Muslims. And not only in Palestine: in the Ivory Coast also, because She is Queen, and Christ wants to reign through Her, over all the peoples of the earth.
brother Bruno of Jesus
Publicada por
Rafael Castela Santos
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sexta-feira, março 25, 2005
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Hiperligações para esta mensagem
Um ano de "Pasquim da Reacção"
Retribuindo o imerecido elogio que o "Pasquim da Reacção" me dirigiu, felicito-o não só pela passagem do seu primeiro aniversário, mas sobretudo pelo elevadíssimo nível e distinção que tem sabido manter na blogosfera, qualidades que o tornaram um espaço verdadeiramente ímpar e de visita obrigatória diária. Em homenagem ao Corcunda, aqui deixo este texto do Padre José Agostinho Macedo, extraído da "Carta 20ª de José Agostinho Macedo a seu amigo J. J. P. L.", e escrito no estilo tão peculiar de tal autor:
"A Constituição de uma Monarquia, meu amigo, é o objecto mais sagrado e respeitável na ordem civil e política para o homem de bem, para o homem Católico, para o Cidadão pacífico, obediente e fiel aos seu Rei, à sua Religião, à sua Pátria, e às Leis estabelecidas, por que a sua Pátria se governa. Se V.M. quiser entender por todos estes nomes, ou por todas estas virtudes, que não são um nome vão, um Corcunda, entende V.M. uma verdade; e, pintando-o assim, ninguém o pintará melhor, e será um grande Pintor, porque apresentará um retrato em que se veja sem equivocação o original. Uma Constituição política é a força orgânica e até a força motriz de um corpo social, que se chama uma Nação. A primeira Constituição que apareceu no Mundo foi a do mesmo Mundo, e sem ela não poderia ele existir. No momento marcado na fluxão infinita da Eternidade, em que Deus se dignou criar o Mundo, logo lhe deu uma Constituição. É a primeira coisa que um rapaz sabe, quando na escola lhe ensinam a pôr em Português o que está em Latim:"Mundus a Domino constitutus est". Todas estas Leis invariáveis e multiplicadas por que se governa esta grande máquina, ou este corpo imenso, que se agita por um espaço indefinito, são outras tantas Leis regulamentares que se derivam dos artigos e parágrafos desta fundamental Lei, ou Constituição, que Deus dera ao Mundo no instante da sua criação. Sem esta Lei, mãe de tantas Leis, não existiria, nem poderia existir o mesmo Mundo. Estas Leis são sentidas porque a elas obedecem todas as partes deste grande corpo, ou por elas subsistem na ordem e no lugar que se lhes marcara. O Filósofo não as entende, nem as explica, isso não importa, basta que as veja, que as sinta, e que as não possa negar. Ora, se o Mundo visível subsiste por uma Constituição dada pelo Soberano Senhor de todas as coisas, que é Deus (deixemo-nos do Supremo Arquitecto, que aqui não entram obras de alvenaria), o pequeno Mundo moral de qualquer humana sociedade, que se chama Nação, também não pode existir sem uma Constituição. A do Mundo foi dada por Deus, a de qualquer Reino deve ser dada pelo Rei, que é um Representante de Deus, porque por Ele reinam os Monarcas, e toda a Potestade vem de Deus. - Isto era uma blasfémia desde 1820 até Maio de 1823; e quem se atrevesse a proferi-la, o menos que lhe faziam era mandá-lo respirar os ares livres das Berlengas, ou viajar, para se instruir, em Reinos Estrangeiros. Nós os Portugueses também somos gente; e quando desalojámos daqui os Mouros, que eram os donos da casa com posse pacífica de mais de três Séculos, depois que os Mouros tinham também posto a andar daqui para fora os Godos e os Suevos, que também tinham desalojado os Romanos, nós quisemos formar em corpo de Nação Livre e independente; e D. Afonso Henriques, com seu Procurador Lourenço Viegas, e com seu Secretário inamovível, Mestre Alberto; e de outra parte os Ricos Homens, que não eram como os ricos de agora, e no meio uns Abades de má cara, e não tanto dinheiro como o de Lobrigos, ou Soalhães; e no esquerdo lado os Procuradores dos Povos com as suas capinhas curtas, e de calças, sem serem de Saragoça; eram de picote, ou de chamalote: tudo junto em Lamego, foi dada pelo Rei a Constituição da Monarquia independente. Todos disseram - Assim seja, e ninguém mais abriu bico. Todo Portugal foi Corcunda; e ainda até hoje 8 de Setembro de 1827, entre tantos milhões de Corcundas que têm existido, não houve um só que não quisesse o Rei e a Lei, mas a Lei dada pelo Rei, e a isto é que se chama ser Corcunda.
Ora, se quando El-Rei D. Afonso Henriques saísse da Igreja de Almocade, em Lamego, lhe aparecessem à porta treze Franchinotes do Porto com um pergaminho feito de tripas, e nele escrita uma Constituiçãozinha feita no espírito das luzes do Século, derramamento de luzes e progressos da civilização, e lhe dissesse o Cidadão Borges, o Cidadão Manuel e outros que nós conhecemos, e lhe declarassem com todo o império - "Alto lá, V. Senhoria, Senhor D. Afonso, não põe um pé daqui para fora sem jurar esta Constituição que nós fizemos, e tenha a bondade de tirar da cabeça esse morrião, e embainhar essa espada, porque está na presença da Nação, que nós somos, e representamos" - que faria o Rei, e que fariam os Corcundas, que só querem o Rei, e a Lei dada pelo Rei? No Código Penal, que o Rei acabava de dar, havia uma frase de Latim mais puro que o de Cícero, e Petrónio Árbitro, que dizia - "Cum ligno troncudo" - isto é - um arroxo de um pau, com seus nozinhos, pegavam nele e esmigalhavam os ossos aos treze beneméritos do Porto, pegavam no pergaminho, e alimpavam….. e como ainda no Douro não haveria tantas vinhas, beberiam do que houvesse, e diriam - Viva o Rei, e viva a Carta que o Rei dá, porque os Corcundas não querem outra coisa!".
"A Constituição de uma Monarquia, meu amigo, é o objecto mais sagrado e respeitável na ordem civil e política para o homem de bem, para o homem Católico, para o Cidadão pacífico, obediente e fiel aos seu Rei, à sua Religião, à sua Pátria, e às Leis estabelecidas, por que a sua Pátria se governa. Se V.M. quiser entender por todos estes nomes, ou por todas estas virtudes, que não são um nome vão, um Corcunda, entende V.M. uma verdade; e, pintando-o assim, ninguém o pintará melhor, e será um grande Pintor, porque apresentará um retrato em que se veja sem equivocação o original. Uma Constituição política é a força orgânica e até a força motriz de um corpo social, que se chama uma Nação. A primeira Constituição que apareceu no Mundo foi a do mesmo Mundo, e sem ela não poderia ele existir. No momento marcado na fluxão infinita da Eternidade, em que Deus se dignou criar o Mundo, logo lhe deu uma Constituição. É a primeira coisa que um rapaz sabe, quando na escola lhe ensinam a pôr em Português o que está em Latim:"Mundus a Domino constitutus est". Todas estas Leis invariáveis e multiplicadas por que se governa esta grande máquina, ou este corpo imenso, que se agita por um espaço indefinito, são outras tantas Leis regulamentares que se derivam dos artigos e parágrafos desta fundamental Lei, ou Constituição, que Deus dera ao Mundo no instante da sua criação. Sem esta Lei, mãe de tantas Leis, não existiria, nem poderia existir o mesmo Mundo. Estas Leis são sentidas porque a elas obedecem todas as partes deste grande corpo, ou por elas subsistem na ordem e no lugar que se lhes marcara. O Filósofo não as entende, nem as explica, isso não importa, basta que as veja, que as sinta, e que as não possa negar. Ora, se o Mundo visível subsiste por uma Constituição dada pelo Soberano Senhor de todas as coisas, que é Deus (deixemo-nos do Supremo Arquitecto, que aqui não entram obras de alvenaria), o pequeno Mundo moral de qualquer humana sociedade, que se chama Nação, também não pode existir sem uma Constituição. A do Mundo foi dada por Deus, a de qualquer Reino deve ser dada pelo Rei, que é um Representante de Deus, porque por Ele reinam os Monarcas, e toda a Potestade vem de Deus. - Isto era uma blasfémia desde 1820 até Maio de 1823; e quem se atrevesse a proferi-la, o menos que lhe faziam era mandá-lo respirar os ares livres das Berlengas, ou viajar, para se instruir, em Reinos Estrangeiros. Nós os Portugueses também somos gente; e quando desalojámos daqui os Mouros, que eram os donos da casa com posse pacífica de mais de três Séculos, depois que os Mouros tinham também posto a andar daqui para fora os Godos e os Suevos, que também tinham desalojado os Romanos, nós quisemos formar em corpo de Nação Livre e independente; e D. Afonso Henriques, com seu Procurador Lourenço Viegas, e com seu Secretário inamovível, Mestre Alberto; e de outra parte os Ricos Homens, que não eram como os ricos de agora, e no meio uns Abades de má cara, e não tanto dinheiro como o de Lobrigos, ou Soalhães; e no esquerdo lado os Procuradores dos Povos com as suas capinhas curtas, e de calças, sem serem de Saragoça; eram de picote, ou de chamalote: tudo junto em Lamego, foi dada pelo Rei a Constituição da Monarquia independente. Todos disseram - Assim seja, e ninguém mais abriu bico. Todo Portugal foi Corcunda; e ainda até hoje 8 de Setembro de 1827, entre tantos milhões de Corcundas que têm existido, não houve um só que não quisesse o Rei e a Lei, mas a Lei dada pelo Rei, e a isto é que se chama ser Corcunda.
Ora, se quando El-Rei D. Afonso Henriques saísse da Igreja de Almocade, em Lamego, lhe aparecessem à porta treze Franchinotes do Porto com um pergaminho feito de tripas, e nele escrita uma Constituiçãozinha feita no espírito das luzes do Século, derramamento de luzes e progressos da civilização, e lhe dissesse o Cidadão Borges, o Cidadão Manuel e outros que nós conhecemos, e lhe declarassem com todo o império - "Alto lá, V. Senhoria, Senhor D. Afonso, não põe um pé daqui para fora sem jurar esta Constituição que nós fizemos, e tenha a bondade de tirar da cabeça esse morrião, e embainhar essa espada, porque está na presença da Nação, que nós somos, e representamos" - que faria o Rei, e que fariam os Corcundas, que só querem o Rei, e a Lei dada pelo Rei? No Código Penal, que o Rei acabava de dar, havia uma frase de Latim mais puro que o de Cícero, e Petrónio Árbitro, que dizia - "Cum ligno troncudo" - isto é - um arroxo de um pau, com seus nozinhos, pegavam nele e esmigalhavam os ossos aos treze beneméritos do Porto, pegavam no pergaminho, e alimpavam….. e como ainda no Douro não haveria tantas vinhas, beberiam do que houvesse, e diriam - Viva o Rei, e viva a Carta que o Rei dá, porque os Corcundas não querem outra coisa!".
Oración para pecadores que perdieron mucho el tiempo
Es el capítulo 4 de las Exclamaciones del Alma a Dios, de Santa Teresa de Jesús.
1. Parece, Señor mío, que descansa mi alma considerando el gozo que tendrá, si por vuestra misericordia le fuere concedido gozar de Vos. Mas querría primero serviros, pues ha de gozar de lo que Vos, sirviéndola a ella, le ganasteis. ¿Qué haré, Señor mío? ¿Qué haré, mi Dios? ¡Oh, qué tarde se han encendido mis deseos y qué temprano andabais Vos Señor, granjeando y llamando para que toda me emplease en Vos! ¿Por ventura, Señor, desamparasteis al miserable, o apartasteis al pobre mendigo cuando se quiere llegar a Vos? ¿Por ventura Señor, tienen término vuestras grandezas o vuestras magnificas obras? ¡Oh Dios mío y misericordia mía!, ¡y cómo las podréis mostrar ahora en vuestra sierva! Poderoso sois, gran Dios. Ahora se podrá entender si mi alma se entiende a sí mirando el tiempo que ha perdido y cómo en un punto podéis Vos, Señor que le torne a ganar. Paréceme que desatino, pues el tiempo perdido suelen decir que no se puede tornar a cobrar. ¡Bendito sea mi Dios!
2. ¡Oh Señor!, confieso vuestro gran poder. Si sois poderoso, como lo sois, ¿qué hay imposible al que todo lo puede? Quered Vos, Señor mío, quered, que aunque soy miserable, firmemente creo que podéis lo que queréis, y mientras mayores maravillas oigo vuestras y considero que podéis hacer más, más se fortalece mi fe y con mayor determinación creo que lo haréis Vos. ¿Y qué hay que maravillar de lo que hace el Todopoderoso? Bien sabéis Vos, mi Dios, que entre todas mis miserias nunca dejé de conocer vuestro gran poder y misericordia. Válgame, Señor, esto en que no os he ofendido. Recuperad, Dios mío, el tiempo perdido con darme gracia en el presente y porvenir, para que parezca delante de Vos con vestiduras de bodas, pues si queréis podéis.
RCS
1. Parece, Señor mío, que descansa mi alma considerando el gozo que tendrá, si por vuestra misericordia le fuere concedido gozar de Vos. Mas querría primero serviros, pues ha de gozar de lo que Vos, sirviéndola a ella, le ganasteis. ¿Qué haré, Señor mío? ¿Qué haré, mi Dios? ¡Oh, qué tarde se han encendido mis deseos y qué temprano andabais Vos Señor, granjeando y llamando para que toda me emplease en Vos! ¿Por ventura, Señor, desamparasteis al miserable, o apartasteis al pobre mendigo cuando se quiere llegar a Vos? ¿Por ventura Señor, tienen término vuestras grandezas o vuestras magnificas obras? ¡Oh Dios mío y misericordia mía!, ¡y cómo las podréis mostrar ahora en vuestra sierva! Poderoso sois, gran Dios. Ahora se podrá entender si mi alma se entiende a sí mirando el tiempo que ha perdido y cómo en un punto podéis Vos, Señor que le torne a ganar. Paréceme que desatino, pues el tiempo perdido suelen decir que no se puede tornar a cobrar. ¡Bendito sea mi Dios!
2. ¡Oh Señor!, confieso vuestro gran poder. Si sois poderoso, como lo sois, ¿qué hay imposible al que todo lo puede? Quered Vos, Señor mío, quered, que aunque soy miserable, firmemente creo que podéis lo que queréis, y mientras mayores maravillas oigo vuestras y considero que podéis hacer más, más se fortalece mi fe y con mayor determinación creo que lo haréis Vos. ¿Y qué hay que maravillar de lo que hace el Todopoderoso? Bien sabéis Vos, mi Dios, que entre todas mis miserias nunca dejé de conocer vuestro gran poder y misericordia. Válgame, Señor, esto en que no os he ofendido. Recuperad, Dios mío, el tiempo perdido con darme gracia en el presente y porvenir, para que parezca delante de Vos con vestiduras de bodas, pues si queréis podéis.
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Rafael Castela Santos
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sexta-feira, março 25, 2005
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quinta-feira, março 24, 2005
Con Saudade de Antonio Sardinha … (de Vita et Moribus)
Antonio Sardinha, como esas estrellas que se apagaron hace miles de años y siguen enviándonos su luz, nos da todavía destellos de su inteligencia y aromas de su sensibilidad. De la colección de obras que editan el Dr. Hipólito Raposo y algún otro amigo del maestro, acaba de aparecer De Vita et Moribus, fragante colección de crónicas y ensayos, inéditos unos, publicados en diarios y revistas otros, y palpitantes todos de la gran emoción nacional-tradicionalista, en que el poeta de Chuva da tarde, el pensador de Na feira dos mitos y el historiador de A Aliança Peninsular, ha sabido impregnar toda su obra gigantesca y ardorosa.
No vamos a describir a nuestros lectores la personalidad de Antonio Sardinha, de sobra conocida por su leal y valerosa hispanofilia, al par que sus excepcionales méritos de escritor. Una ojeada por las páginas de su De Vita et Moribus impondría al lector que jamás se hubiese enfrentado con la palabra escrita de este portugués enamorado de su patria y de sus gloriosas epopeyas, del vario talento del ilustre escolar formado en Coimbra en las disciplinas liberales y democráticas y escapado pronto hacia los climas más fecundos de la autoridad, del orden, de la permanencia ...
Antonio Sardinha fue, vivo, el mentor de la juventud universitaria portuguesa, y muerto, sigue siendo el faro de los jóvenes y el guía de las generaciones de intelectuales que se han sucedido en los tres lustros pasados.
Hay páginas en la última obra editada de Sardinha que fueron escritas en 1913 otras en 1924, días antes de su prematura muerte. La unidad política, la unidad sentimental de esta y de todas sus obras es inaudita, sin embargo de abarcar un plazo que, aunque breve pues Sardinha murió a los treinta y siete años, fue violento por la lucha en el interior de su patria, y por la gran guerra europea que hizo estremecer las opiniones y las creencias más sólidamente ancladas. La evolución fue rápida, como queda dicho, y después el camino, tortuoso para tantos, fue para él llano y florido. Lo recorrió lleno de ímpetus levantados; lo jalonó con la generosidad del fundador, repleto de visiones certeras.
El libro que comentamos tiene fragmentos tan llenos de poesía, tan doloridos de saudade, como Natal do exilio, impresión de la Nochebuena madrileña del destierro, en 1919 ó en 1920; y, otros tan finos como O casamento de meus avós, en que los padres de los contrayentes, los bisabuelos del autor, el uno miguelista calenturiento y liberal furioso el otro, se reconcilian en la sacristía de la iglesia, ante la pregunta indiscreta y jovial de uno de los testigos: «¿Quién tendrá al cabo razón, señor José da Silva, usted o su consuegro?» «La respuesta –contesta el reaccionario dando una enérgica y cariñosa palmada en el hombro al azarado liberal– nos la darán los que nazcan de esta boda.» Y, afirma Sardinha, lleno de una deliciosa ironía en que apunta su fe de misionero: «Tardó un poco la respuesta, pero llegó al fin en la persona de un biznieto de ambos. En verdad, quien tenía razón era mi bisabuelo, José da Silva Lobâo Telo, capitán de Voluntarios Realistas y convenido de Evora-Monte.»
La pluma de poeta de Antonio Sardinha le permite escribir en ese delicioso cuadro que se llama Monsenhor: «Subía al terrado en la hora mansa del crepúsculo, con el breviario abierto en la lección del Salmista y ya con la catedral llevada en triunfo por los fulgores del sol que moría. Muy apretada en el color ceniciento de los muros, la ciudad imprimía en la sombra creciente el cuño nobilísimo de su perfil militar. Allá en la lejanía, las serranías de España recordaban vagamente en el advenimiento de la noche una nube posada en la extrema línea del horizonte.» Es su Elvas natal, con su acueducto «que galopa en la llanura», con su catedral manuelina, con su vista del remoto Badajoz, en el paisaje enneblinado. Allí vivió, amó y laboró Antonio Sardinha. Todo español amante de la tradición de nuestra patria debe ver en esa villa fronteriza portuguesa uno de los santuarios de nuestro rescate.
[Conde de Santibañez del Río, Fernando Gallego de Chaves y Calleja]
Sacado de la Revista Acción Española (tomo I, número 1, 15 de Diciembre de 1931)
No vamos a describir a nuestros lectores la personalidad de Antonio Sardinha, de sobra conocida por su leal y valerosa hispanofilia, al par que sus excepcionales méritos de escritor. Una ojeada por las páginas de su De Vita et Moribus impondría al lector que jamás se hubiese enfrentado con la palabra escrita de este portugués enamorado de su patria y de sus gloriosas epopeyas, del vario talento del ilustre escolar formado en Coimbra en las disciplinas liberales y democráticas y escapado pronto hacia los climas más fecundos de la autoridad, del orden, de la permanencia ...
Antonio Sardinha fue, vivo, el mentor de la juventud universitaria portuguesa, y muerto, sigue siendo el faro de los jóvenes y el guía de las generaciones de intelectuales que se han sucedido en los tres lustros pasados.
Hay páginas en la última obra editada de Sardinha que fueron escritas en 1913 otras en 1924, días antes de su prematura muerte. La unidad política, la unidad sentimental de esta y de todas sus obras es inaudita, sin embargo de abarcar un plazo que, aunque breve pues Sardinha murió a los treinta y siete años, fue violento por la lucha en el interior de su patria, y por la gran guerra europea que hizo estremecer las opiniones y las creencias más sólidamente ancladas. La evolución fue rápida, como queda dicho, y después el camino, tortuoso para tantos, fue para él llano y florido. Lo recorrió lleno de ímpetus levantados; lo jalonó con la generosidad del fundador, repleto de visiones certeras.
El libro que comentamos tiene fragmentos tan llenos de poesía, tan doloridos de saudade, como Natal do exilio, impresión de la Nochebuena madrileña del destierro, en 1919 ó en 1920; y, otros tan finos como O casamento de meus avós, en que los padres de los contrayentes, los bisabuelos del autor, el uno miguelista calenturiento y liberal furioso el otro, se reconcilian en la sacristía de la iglesia, ante la pregunta indiscreta y jovial de uno de los testigos: «¿Quién tendrá al cabo razón, señor José da Silva, usted o su consuegro?» «La respuesta –contesta el reaccionario dando una enérgica y cariñosa palmada en el hombro al azarado liberal– nos la darán los que nazcan de esta boda.» Y, afirma Sardinha, lleno de una deliciosa ironía en que apunta su fe de misionero: «Tardó un poco la respuesta, pero llegó al fin en la persona de un biznieto de ambos. En verdad, quien tenía razón era mi bisabuelo, José da Silva Lobâo Telo, capitán de Voluntarios Realistas y convenido de Evora-Monte.»
La pluma de poeta de Antonio Sardinha le permite escribir en ese delicioso cuadro que se llama Monsenhor: «Subía al terrado en la hora mansa del crepúsculo, con el breviario abierto en la lección del Salmista y ya con la catedral llevada en triunfo por los fulgores del sol que moría. Muy apretada en el color ceniciento de los muros, la ciudad imprimía en la sombra creciente el cuño nobilísimo de su perfil militar. Allá en la lejanía, las serranías de España recordaban vagamente en el advenimiento de la noche una nube posada en la extrema línea del horizonte.» Es su Elvas natal, con su acueducto «que galopa en la llanura», con su catedral manuelina, con su vista del remoto Badajoz, en el paisaje enneblinado. Allí vivió, amó y laboró Antonio Sardinha. Todo español amante de la tradición de nuestra patria debe ver en esa villa fronteriza portuguesa uno de los santuarios de nuestro rescate.
[Conde de Santibañez del Río, Fernando Gallego de Chaves y Calleja]
Sacado de la Revista Acción Española (tomo I, número 1, 15 de Diciembre de 1931)
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quarta-feira, março 23, 2005
Breves - 9
1º) Começo por fazer uma pergunta: alguém me sabe informar se Rodrigues Maximiano, um dos principais executantes em Portugal da política de permanente humilhação e desarmamento moral das forças da autoridade face a uma criminalidade cada vez mais expedita e agressiva, naquilo que constituiria um sobressalto mínimo de vergonha, apresentou condolências às famílias dos dois agentes policiais selvaticamente assassinados no passado fim-de-semana na Amadora? É que a impunidade que os criminosos, boa parte deles "importados", sente presentemente no nosso País, com todas as consequências trágicas daí decorrentes, também tem os seus autores morais. Nestas coisas, nada acontece por mero acaso.
2º) Dá conta o Pedro Guedes, no seu "Último Reduto", da remoção da derradeira estátua do Generalíssimo Franco ainda existente na capital espanhola, em acção levada a cabo a altas horas da noite, à maneira dos ladrões, pelo poder socialista, e do desejo manifestado por este de nem sequer deixar incólume o "Vale dos Caídos". Argúem os directos herdeiros espirituais dos celerados que conduziram a Espanha à tragédia de 1936 com a necessidade de voltar uma página da história desse País. Por mim, creio que essa página já foi passada há quase trinta anos com a chamada transição. O que está aqui agora em causa é bem diferente: para além de uma mesquinha vingança fora de tempo contra a memória do gigante que libertou a Espanha da barbárie, cuja estatura confunde decerto os anões (i)morais que não hesitam em homenagear publicamente o "carniceiro de Paracuellos", trata-se de fazer tábua-rasa e letra morta de todos os pressupostos de boa fé em que assentou aquela transição, de reescrever com tiques totalitários o passado recente espanhol, e de irresponsavelmente reabrir velhas feridas num percurso que não se sabe onde vai acabar.
3º) Através de um comentário deixado ao meu artigo sobre a República Universal por um jovem que deve ter não mais de 18-21 anos, apercebo-me de que uma geração inteira desconhece aquilo em que verdadeiramente consiste a Igreja Católica, confundindo-a com o seu sucedâneo adorador do homem, a pseudo-igreja modernista, aquela a que Gustavo Corção chamava com precisão certeira "A Outra". Ora, os responsáveis por esta monstruosidade terão forçosamente de responder por ela, neste mundo ou no outro…
2º) Dá conta o Pedro Guedes, no seu "Último Reduto", da remoção da derradeira estátua do Generalíssimo Franco ainda existente na capital espanhola, em acção levada a cabo a altas horas da noite, à maneira dos ladrões, pelo poder socialista, e do desejo manifestado por este de nem sequer deixar incólume o "Vale dos Caídos". Argúem os directos herdeiros espirituais dos celerados que conduziram a Espanha à tragédia de 1936 com a necessidade de voltar uma página da história desse País. Por mim, creio que essa página já foi passada há quase trinta anos com a chamada transição. O que está aqui agora em causa é bem diferente: para além de uma mesquinha vingança fora de tempo contra a memória do gigante que libertou a Espanha da barbárie, cuja estatura confunde decerto os anões (i)morais que não hesitam em homenagear publicamente o "carniceiro de Paracuellos", trata-se de fazer tábua-rasa e letra morta de todos os pressupostos de boa fé em que assentou aquela transição, de reescrever com tiques totalitários o passado recente espanhol, e de irresponsavelmente reabrir velhas feridas num percurso que não se sabe onde vai acabar.
3º) Através de um comentário deixado ao meu artigo sobre a República Universal por um jovem que deve ter não mais de 18-21 anos, apercebo-me de que uma geração inteira desconhece aquilo em que verdadeiramente consiste a Igreja Católica, confundindo-a com o seu sucedâneo adorador do homem, a pseudo-igreja modernista, aquela a que Gustavo Corção chamava com precisão certeira "A Outra". Ora, os responsáveis por esta monstruosidade terão forçosamente de responder por ela, neste mundo ou no outro…
terça-feira, março 22, 2005
¿Países musulmanes moderados?
Como prueba de que la Sharia (la ley islámica) se aplica a rajatabla en los países musulmanes, sean estos «moderados» o no, está el caso de una mujer condenada a recibir 150 latigazos porque se quedó embarazada y no estaba casada. No está de más añadir que 150 latigazos pueden, en constituciones más débiles, provocar la muerte y que desde el punto de vista médico la salud del bebé peligra.
Lo que inquieta es saber que en muchos países europeos los movimientos feministas se alían con las minorías (ya no tanto) musulmanas en sus reivindicaciones. ¿Será que los hombres occidentales son tan blandos con las mujeres que ellas quieren un trato más duro?. ¿Tendrá razón Clark en su negativísima opinión sobre las mujeres occidentales en estos tiempos?
Estas preguntas pueden no tener una respuesta fácil. Lo que sí que tiene una contestación sencilla es la cuestión planteada en el título. Y la respuesta es un no rotundo: no existen países musulmanes moderados porque por la propia esencia del Islam ellos quieren implantar la Sharia en todos los lugares que dominan y aún en los que no dominan.
Que nadie se llame a engaño.
Rafael Castela Santos
Lo que inquieta es saber que en muchos países europeos los movimientos feministas se alían con las minorías (ya no tanto) musulmanas en sus reivindicaciones. ¿Será que los hombres occidentales son tan blandos con las mujeres que ellas quieren un trato más duro?. ¿Tendrá razón Clark en su negativísima opinión sobre las mujeres occidentales en estos tiempos?
Estas preguntas pueden no tener una respuesta fácil. Lo que sí que tiene una contestación sencilla es la cuestión planteada en el título. Y la respuesta es un no rotundo: no existen países musulmanes moderados porque por la propia esencia del Islam ellos quieren implantar la Sharia en todos los lugares que dominan y aún en los que no dominan.
Que nadie se llame a engaño.
Rafael Castela Santos
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terça-feira, março 22, 2005
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segunda-feira, março 21, 2005
Breves - 8
1º) Foi recentemente publicado pela Livraria Civilização, "São Pedro Apóstolo", de William Thomas Walsh. Ao que sei, é a primeira obra editada em português da autoria deste grande historiador católico norte-americano (1891-1949), que dedicou a quase totalidade da sua vida profissional a refutar a lenda negra que no mundo anglo-saxónico, em especial nos EUA, denegria as Histórias de Portugal e de Espanha, e, por reflexo, da Igreja Católica. Escrevendo num estilo extremamente claro e acessível, mas sem perder um mínimo de rigor e precisão, Walsh é o autor de livros fundamentais como "Characters of the Inquisition", "The Last Crusader - Isabella of Spain" e o monumental "Phillip II", onde nos oferece uma panorâmica global de todo o século XVI europeu. Grande amigo de Portugal, foi um dos primeiros difusores da mensagem de Fátima nos Estados Unidos, através do seu "Our Lady of Fátima", onde plasma as suas impressões de viagem à Cova da Iria;
2º) A propósito de livros e de Fátima, gosto muito da Livraria Verdade e Vida situada nessa cidade. No seu género específico, é certamente uma das melhores de Portugal. Apesar da muita tralha modernista por lá exposta, sobretudo de origem francesa, é um dos poucos locais no nosso País em que os livros religiosos são tratados com verdadeiro respeito, sem serem misturados nos escaparates com espiritismos, reencarnações ou gangas gnósticas, e onde é possível encontrar, entre outros - e o que não há, encomenda-se! -, os títulos da magnífica "Biblioteca de Autores Cristianos", mormente os da notável lavra do Padre António Royo Marín, O.P., um dos mais brilhantes teólogos católicos do século XX, ou a "Suma Teológica", de São Tomás de Aquino, na versão a ser presentemente vertida para português pela brasileira Editora Loyola, que assim permite que tal obra-prima esteja disponível no nosso idioma, suprindo uma lacuna há muito sentida. Ainda em relação à "Suma", não sendo o seu preço o mais simpático por terras lusas, sempre há a possibilidade de a encomendar directamente em moldes muito mais atractivos do Brasil;
3º) Constato com alguma surpresa que a Amazon tem disponível o absolutamente imprescindível "Cristo, vuelve o no vuelve?, do Padre Leonardo Castellani, S.J. Eis aqui está uma boa oportunidade para os meus leitores travarem conhecimento com uma das mais importantes figuras das letras argentinas do século XX, personagem de primeira grandeza na resistência da verdade católica à heresia modernista, e entenderem a razão da estima que neste blogue se nutre por Castellani;
4º) E porque o tema de hoje são os livros, termino estas "Breves" com uma recomendação de visita à também argentina Editorial Virtual, a qual disponibiliza de modo inteiramente gratuito um vasto conjunto de obras essenciais, que decerto não deixarão de suscitar o interesse de quem por lá passar a sua curiosidade.
2º) A propósito de livros e de Fátima, gosto muito da Livraria Verdade e Vida situada nessa cidade. No seu género específico, é certamente uma das melhores de Portugal. Apesar da muita tralha modernista por lá exposta, sobretudo de origem francesa, é um dos poucos locais no nosso País em que os livros religiosos são tratados com verdadeiro respeito, sem serem misturados nos escaparates com espiritismos, reencarnações ou gangas gnósticas, e onde é possível encontrar, entre outros - e o que não há, encomenda-se! -, os títulos da magnífica "Biblioteca de Autores Cristianos", mormente os da notável lavra do Padre António Royo Marín, O.P., um dos mais brilhantes teólogos católicos do século XX, ou a "Suma Teológica", de São Tomás de Aquino, na versão a ser presentemente vertida para português pela brasileira Editora Loyola, que assim permite que tal obra-prima esteja disponível no nosso idioma, suprindo uma lacuna há muito sentida. Ainda em relação à "Suma", não sendo o seu preço o mais simpático por terras lusas, sempre há a possibilidade de a encomendar directamente em moldes muito mais atractivos do Brasil;
3º) Constato com alguma surpresa que a Amazon tem disponível o absolutamente imprescindível "Cristo, vuelve o no vuelve?, do Padre Leonardo Castellani, S.J. Eis aqui está uma boa oportunidade para os meus leitores travarem conhecimento com uma das mais importantes figuras das letras argentinas do século XX, personagem de primeira grandeza na resistência da verdade católica à heresia modernista, e entenderem a razão da estima que neste blogue se nutre por Castellani;
4º) E porque o tema de hoje são os livros, termino estas "Breves" com uma recomendação de visita à também argentina Editorial Virtual, a qual disponibiliza de modo inteiramente gratuito um vasto conjunto de obras essenciais, que decerto não deixarão de suscitar o interesse de quem por lá passar a sua curiosidade.
sexta-feira, março 18, 2005
Visión de Europa de Francisco Elías de Tejada
El profesor Elías de Tejada, que lo fue de filosofía del derecho en la Universidad de Sevilla, es uno más de los grandes pensadores católicos del siglo XX injustamente silenciados. Su obra filosófica e histórica (en este último apartado destaca su monumental estudio sobre el Nápoles hispánico) es impresionante. La vastedad de su conocimiento y su descomunal capacidad lingüística, capaz de hablar no sólo todas las lenguas principales, sino otras como el vasco (sin ser él vasco) o el bantú, le llevo, por ejemplo, a ser el único europeo de la época capaz de escribir una sociología del África negra manejando fuentes originales.
Don Francisco Elías de Tejada tuvo una visión meridianamente clara de la contraposición hispánica frente a una Europa inmanente que reemplazaba a la Cristiandad trascendente.
No me ha sido posible encontrar el texto ni en portugués ni en castellano, por lo que pido disculpas. Espero que incluso para los menos familiarizados con el idioma de Dante no ofrezca tampoco mucha dificultad. A Casa de Sarto aprovecha para saludar desde aquí a Manuel Azinhal, quien siempre se ha destacado por el elogio y admiración del profesor Elías de Tejada.
Es, entre otros motivos, por las razones que aquí desgrana Elías de Tejada que A Casa de Sarto pide el NO para la Constitución Europea.
L'Europa (Elías de Tejada)…
La Cristianità concepì il mondo come raggruppamento gerarchico di popoli intrecciati secondo principi organici, subordinati agli astri di San Bernardo da Chiaravalle: il sole del Papato e la luna dell'Impero. Le numerose eresie erano portate e rimosse dalle tempeste dei tempi senza alterare la quiete serena e totale del cielo teologico al quale innalzava gli occhi una moltitudine prosternantesi nella fede. Le strenue lotte non ostacolavano l'unità dei sentimenti e, al di sopra dei nembi temporaleschi si incendiava lo splendore di un'ansia di fratellanza, incitata allorché il contatto con i nemici del Cristo infiammava i popoli di frontiera, come in Spagna, o i crociati pellegrini armati in Palestina. All'interno della Cristianità la superiorità dell'Impero era riconosciuta dai principi e dai re; anche all'interno di ogni giurisdizione gli uomini si ordinavano in scale di corporazioni, confraternite e stati, egualmente articolate nelle condizioni di chierici, cavalieri e popolo. L'idea della gerarchizzazione dei popoli era talmente radicata nelle coscienze che la si teneva in conto perfino per stabilire il diritto di precedenza nel sedersi nei concili; il grazioso intervento del conte di Cifuentes nel nome di Juan II di Castiglia contro gli ambasciatori del re di Inghilterra nel concilio di Basilea del 1435 è una esemplare dimostrazione alla quale se ne potrebbero aggiungere molte altre. Francesc Eiximenis giunge a fornire lo schema dell'ordine gerarchico dei regni cristiani.
E' che la "pax christiana" procedeva da una concatenazione di sistemi politici e non da un qualche equilibrio più o meno stabile, ossia instabile, di alleanze. La Cristianità muore per lasciar nascere l'Europa quando questo perfetto meccanismo si rompe dal 1517 fino al 1648 in cinque successive fratture, cinque ore di parto e allattamento dell'Europa, cinque pugnali nella carne storica della Cristianità; vale a dire: la frattura religiosa del protestantesimo luterano, la frattura etica con Macchiavelli, la frattura politica per mano di Bodin, la frattura giuridica in Grozio e in Hobbes e la definitiva frattura del corpo mistico cristiano con le disposizioni della pace di Westfalia. Dal 1517 fino al 1648 l'Europa nasce e cresce e nella misura in cui nasce e cresce l'Europa, la Cristianità agonizza e muore.
La prima frattura la produce Lutero, vero padre dell'Europa. Perché l'eresia luterana è identica a molte delle eresie medioevali per la qualità della materia eretica, e ripete alla lettera perfino alcune di esse, come quella di Wycleff e Huss nella concezione carismatica del potere politico, nella negazione della trasustanziazione eucaristica e nell'eccitare gli animi dei contadini nelle guerre dei "lollardi" o nella "Bauernkrieg"; tuttavia si differenzia fra tutte per la gigantesca diffusione e il radicamento che l'occasione propizia le offre. Mentre la Cristianità medioevale anteriore a Lutero era, malgrado tutte le fessure, un edificio politico fondato sull'unità della fede, a datare da Lutero tale unita sarà impossibile. Dopo Lutero, con lo scomparire dell'unità della fede, muore l'organicità spirituale della Cristianità, che viene sostituita dall'Europa, equilibrio meccanicista fra credenze differenti che coesistono. Diretta sequela dell'instaurazione del libero esame; invece di una fede unica la paritaria considerazione delle credenze; in luogo della medesima visione dei testi sacri, tante interpretazioni quanti lettori; il libero esame è il meccanismo formale dell'esterna armonia fra i credenti, al posto del corpo organico della Chiesa che servì da colonna vertebrale alla Cristianità medioevale.
La paganizzazione della morale si aggiunge alla perdita dell'unità delle coscienze; tale è il machiavellismo. La "virtus" era, secondo la Scolastica, freno al desiderio, dominio sulle passioni, argine agli impulsi; per Machiavelli la "virtù" sarà ciò che già era nel paganesimo anteriore al Cristianesimo, cioè ambizione dominatrice del fato avverso, spada che taglia l'ordito della fortuna nemica, potere che si giustifica senza scrupoli per il mero fatto di essere potere. Con il passaggio dal latino all'italiano, la radice linguistica è passata dal Cristianesimo al paganesimo; e nel giustificare da sé stessa la volontà imperiosa, nel permutare la "virtù" in nuovo criterio etico, Machiavelli ha sostituito l'etica organica della Scolastica, che riferiva le azioni dell'uomo al giudizio di Dio, con un'altra etica, pagana, nella quale il bene e il male risultano dall'urto o dall'equilibrio meccanicistico fra volontà bramose di potere. Machiavelli è l'altro padre dell'Europa: come Lutero separò l'uomo da Dio nel suo lato terreno a forza di consegnarlo a mani legate a Dio nella sua tappa ultraterrena, così Machiavelli ha separato l'etica dalle sue fondamenta religiose. La virtù è la "virtù", ossia il vigore che assoggetta gli avvenimenti alla volontà dell'uomo in un gioco rigidamente meccanico di forze; e la società risulta costituita intorno alla costellazione di forze che predomina quando questo nuovo pagano che è "l'uomo virtuoso" vince l'incostanza della avversa fortuna.
Il meccanicismo che Lutero produce nelle coscienze e il meccanicismo che Machiavelli trasporta ai comportamenti, sarà il nuovo meccanismo della politica quando Jean Bodin secolarizzerà il potere nella sua teoria della "souverainité". Per porre termine alle lotte fra cattolici e protestanti in Francia sorge un terzo partito, quello dei "politici", che proclama la neutralizzazione del potere reale scindendolo da qualsiasi contenuto religioso e, pertanto, la possibilità di obbedire a un principe senza tenere conto di Dio, istituendo una relazione diretta e neutra fra suddito e sovrano. Tale corrente, difesa ne Les six livres de la République e che raccoglieva la eredità assolutistica dei romanisti della scuola di Tolosa, degenerò quindi in un crescente assolutismo fino al 1789, e la sua massima espressione sarebbe stata l'iscrizione che Luigi XIV ordinò di collocare nel Salone degli Specchi del suo palazzo di Versailles: "Le roi gouverne par lui-mê me", riflesso di quell'altra massima, "L'Etat, c'est moi", che tanta fortuna ebbe. Un assolutismo che faceva a pezzi l'armonica varietà del corpo sociale cristiano per irrobustire il potere del governante e che, pertanto, suppone una nuova ulteriore frattura dell'ordine organico medioevale per sostituire al corpo mistico della società cristiana tradizionale un nuovo equilibrio meccanicamente poggiato sullo scettro onnipotente dei re del dispotismo illuminato.
Meccanicistica è anche la nuova filosofia del diritto di Hugo de Groot e di Thomas Hobbes, un nuovo diritto naturale soppiantatore di quel diritto naturale della Scolastica che si fondava sull'ordine proporzionato della creazione. Ciò che separa Grozio da san Tommaso o Hobbes da Duns Scoto è precisamente che con i pensatori del XVII secolo principia la secolarizzazione della filosofia del diritto, consistente nel vedere nel diritto naturale appena la legge interna del funzionamento meccanico di una macchina. Dove san Tommaso considerava l'ordine universale retto da norme dettate dal suo Cretore, Grozio non vede più che un ordine soggetto a leggi che si compiono indipendentemente dall'Autore della Natura. Dove Duns Scoto riferiva l'ordine alla volontà divina, Hobbes considera la sola volontà umana separata dall'ordine che la volontà divina ha creato. Eliminando Dio dalle due concezioni, tomista e scotista, intellettualista e volontarista, della Scolastica, la si fa finita con il principio divino che era al centro dell'organico sviluppo della struttura del diritto naturale, riferendolo piuttosto al meccanico equilibrio delle forze razionalmente intese da Grozio o puntualmente descritte da Hobbes.
E, finalmente, è egualmente meccanicistica la marcia delle istituzioni politiche europee, contrarie alla serrata organicità di quel "corpus mysticum" che fu la Cristianità medioevale. Nella politica interna all'assolutismo demolitore dei re succederà o l'assolutismo demolitore delle democrazie, o il sistema di freni e contrappesi meccanici di Montesquieu; nella politica internazionale dalla pace di Westfalia il gioco delle relazioni fra potenze sarà un sistema di equilibri di alleanze e contro-alleanze.
Europa è meccanicismo, tendenza alla neutralità del potere, coesistenza formale di fedi, paganizzazione della morale, assolutismi, democrazie, liberalismi, guerre nazionali o di famiglie, concezione astratta dell'uomo, Società delle Nazioni, ONU, parlamentarismo, costituzionalismo liberale, protestantesimo, repubbliche, sovranità limitate di principi o di popoli. La Cristianità era, a sua volta, organicità sociale, visione cristiana del potere, unità della fede cattolica, poteri temperati, crociate missionarie, concezione dell'uomo come essere concreto, Parlamenti rappresentativi della realtà sociale intesa come corpo mistico, sistemi di libertà concrete. Ossia, malgrado l'unità postulata dal Dawson, due civiltà e due culture contrarie: Europa, la civiltà della rivoluzione; Cristianità, la civiltà della Tradizione cristiana.
Publicada por
Rafael Castela Santos
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sexta-feira, março 18, 2005
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A caminho da República Universal
Pela gravidade de que se revestem, e por serem duas traves-mestras da futura República Universal do Anticristo, parece-me de toda a urgência alertar para mais duas tramóias que os agentes locais dos do costume estão a tramar ao povo português:
1º) A introdução de um número de identificação nacional único;
2º) A alteração da Lei da Nacionalidade Portuguesa, no sentido de liberalizar completamente a aquisição desta última.
No que concerne ao primeiro aspecto, realcemos que o Estado Global, objectivo final da Revolução que se encontra em marcha desde 1789, pela ideologia niilista que anima os seus mentores, pela radical negação de que eles fazem de toda a ordem moral superior pré-existente à vontade humana, corporizada num ódio paroxístico ao Catolicismo e consubstanciada na idolatria do homem-rei, assentará em bases intrinsecamente aberrantes, negadoras de tudo o que é natural, as quais descambarão forçosamente num totalitarismo abjecto susceptível de ser mantido apenas à custa de uma repressão feroz e impiedosa, cujos primeiros passos já começam a ser perfeitamente vislumbrados na Europa.
Ora, para o erigir de tal monstro totalitário, de que a União Soviética terá sido um ensaio frustrado (deplorável o descontrolo ocorrido com o "Frankenstein" Estaline…) - cfr. "Pawns in the Game", de William G. Carr - a introdução do número de identificação nacional único é passo imprescindível, não só pela imensa concentração de informação disponível que permitirá atinente a cada um e a todos os cidadãos, informação essa que de outro modo estaria dispersa e apenas com muita dificuldade poderia ser cruzada (como sabem todos os que alguma vez lidaram com bases de dados), mas sobretudo porque dará um poder de vigilância absoluto, "big-brotheresco", sobre a vida de todas as pessoas, àquele que vier a controlar tal base, a qual iniludivelmente se prestará a todo o tipo de abusos. Ouso mesmo dizer que estará aqui a antecâmara que nos levará, num futuro não muito distante, à obrigatoriedade da implantação corporal do "chip" electrónico identificativo, que ainda há uns meses vi ser elogiado num programa transmitido pela repugnante SIC do mundialista Balsemão; para bom entendedor…
Enfim, os tempos que se avizinham são de grande apreensão, mas a esperança não desfalece jamais; a atitude contrária é até pecado mortal. Cristo bem nos alertou para os últimos dias:
"(…) pois nessa altura a aflição será tão grande como nunca se viu desde o princípio do mundo até ao presente, nem jamais se verá. E, se não fossem abreviados esses dias, criatura alguma se poderia salvar; mas, por causa dos eleitos, esses dias serão reduzidos" (Mt 24, 21 - 22).
No que respeita ao segundo ponto, urge desmistificar as mentiras propaladas pelo degenerado jesuíta modernista Vaz Pinto e recordar que a actual Lei da Nacionalidade Portuguesa não só não constitui qualquer obstáculo à integração dos imigrantes na vida interna do País, como pelo contrário, a mesma é já de uma generosidade e compreensão em extremo para com os estrangeiros, a roçar os limites da permissividade pura.
Para além de permitir que os filhos de estrangeiros adquiram originariamente a nacionalidade portuguesa, desde que os respectivos pais residam legalmente em Portugal há seis anos, se provenientes de países lusófonos, ou há dez, se originários de outros países, a verdade é que, desde que cumpra os poucos exigentes requisitos impostos pelo processo administrativo de naturalização, qualquer estrangeiro acaba por obter a Carta que lhe concede a nacionalidade portuguesa, facto bem conhecido de todos os que se dão ao trabalho de ler diariamente a II Série do Diário da República, na parte respeitante ao Ministério da Administração Interna, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras: a cada semana, vamos ganhando dezenas de novos compatriotas, na sua maioria provenientes dos países africanos de língua oficial portuguesa.
Ora, descer abaixo disto, é entrar no campo do delírio, da irresponsabilidade criminosa mais pura. Por mim, defendo que a nacionalidade há-de assentar eminentemente num direito de sangue, sem prejuízo de a mesma poder ser concedida a terceiros por outras vias, na condição de terem uma ligação real, efectiva e concreta à comunidade nacional, e de nela estarem plenamente integrados; ao invés, rechaçar o mínimo imprescindível de preservação da nacionalidade ainda consentido pela lei corrente, é dar um poderoso auxílio à criação de um conjunto de cidadãos nacionais de pura conveniência, sem quaisquer laços verdadeiros com Portugal, tornar os portugueses estrangeiros na sua própria Pátria, e dissolver esta no magma informe do qual há-de emergir a República Universal…
1º) A introdução de um número de identificação nacional único;
2º) A alteração da Lei da Nacionalidade Portuguesa, no sentido de liberalizar completamente a aquisição desta última.
No que concerne ao primeiro aspecto, realcemos que o Estado Global, objectivo final da Revolução que se encontra em marcha desde 1789, pela ideologia niilista que anima os seus mentores, pela radical negação de que eles fazem de toda a ordem moral superior pré-existente à vontade humana, corporizada num ódio paroxístico ao Catolicismo e consubstanciada na idolatria do homem-rei, assentará em bases intrinsecamente aberrantes, negadoras de tudo o que é natural, as quais descambarão forçosamente num totalitarismo abjecto susceptível de ser mantido apenas à custa de uma repressão feroz e impiedosa, cujos primeiros passos já começam a ser perfeitamente vislumbrados na Europa.
Ora, para o erigir de tal monstro totalitário, de que a União Soviética terá sido um ensaio frustrado (deplorável o descontrolo ocorrido com o "Frankenstein" Estaline…) - cfr. "Pawns in the Game", de William G. Carr - a introdução do número de identificação nacional único é passo imprescindível, não só pela imensa concentração de informação disponível que permitirá atinente a cada um e a todos os cidadãos, informação essa que de outro modo estaria dispersa e apenas com muita dificuldade poderia ser cruzada (como sabem todos os que alguma vez lidaram com bases de dados), mas sobretudo porque dará um poder de vigilância absoluto, "big-brotheresco", sobre a vida de todas as pessoas, àquele que vier a controlar tal base, a qual iniludivelmente se prestará a todo o tipo de abusos. Ouso mesmo dizer que estará aqui a antecâmara que nos levará, num futuro não muito distante, à obrigatoriedade da implantação corporal do "chip" electrónico identificativo, que ainda há uns meses vi ser elogiado num programa transmitido pela repugnante SIC do mundialista Balsemão; para bom entendedor…
Enfim, os tempos que se avizinham são de grande apreensão, mas a esperança não desfalece jamais; a atitude contrária é até pecado mortal. Cristo bem nos alertou para os últimos dias:
"(…) pois nessa altura a aflição será tão grande como nunca se viu desde o princípio do mundo até ao presente, nem jamais se verá. E, se não fossem abreviados esses dias, criatura alguma se poderia salvar; mas, por causa dos eleitos, esses dias serão reduzidos" (Mt 24, 21 - 22).
No que respeita ao segundo ponto, urge desmistificar as mentiras propaladas pelo degenerado jesuíta modernista Vaz Pinto e recordar que a actual Lei da Nacionalidade Portuguesa não só não constitui qualquer obstáculo à integração dos imigrantes na vida interna do País, como pelo contrário, a mesma é já de uma generosidade e compreensão em extremo para com os estrangeiros, a roçar os limites da permissividade pura.
Para além de permitir que os filhos de estrangeiros adquiram originariamente a nacionalidade portuguesa, desde que os respectivos pais residam legalmente em Portugal há seis anos, se provenientes de países lusófonos, ou há dez, se originários de outros países, a verdade é que, desde que cumpra os poucos exigentes requisitos impostos pelo processo administrativo de naturalização, qualquer estrangeiro acaba por obter a Carta que lhe concede a nacionalidade portuguesa, facto bem conhecido de todos os que se dão ao trabalho de ler diariamente a II Série do Diário da República, na parte respeitante ao Ministério da Administração Interna, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras: a cada semana, vamos ganhando dezenas de novos compatriotas, na sua maioria provenientes dos países africanos de língua oficial portuguesa.
Ora, descer abaixo disto, é entrar no campo do delírio, da irresponsabilidade criminosa mais pura. Por mim, defendo que a nacionalidade há-de assentar eminentemente num direito de sangue, sem prejuízo de a mesma poder ser concedida a terceiros por outras vias, na condição de terem uma ligação real, efectiva e concreta à comunidade nacional, e de nela estarem plenamente integrados; ao invés, rechaçar o mínimo imprescindível de preservação da nacionalidade ainda consentido pela lei corrente, é dar um poderoso auxílio à criação de um conjunto de cidadãos nacionais de pura conveniência, sem quaisquer laços verdadeiros com Portugal, tornar os portugueses estrangeiros na sua própria Pátria, e dissolver esta no magma informe do qual há-de emergir a República Universal…
Grandeza del Sacerdocio, por Hugo Wast
CUANDO SE PIENSA ... Sobre el Sacerdocio
CUANDO SE PIENSA ... que ni la Santísima Virgen puede hacer lo que un Sacerdote...
CUANDO SE PIENSA ... que ni los ángeles ni los arcángeles, ni Miguel ni Gabriel ni Rafael, ni príncipe alguno de aquellos que vencieron a Lucifer pueden hacer lo que un Sacerdote...
CUANDO SE PIENSA ... que Nuestro Señor Jesucristo en la última Cena realizó un milagro más grande que la creación del Universo con todos sus esplendores y fue el convertir el pan y el vino en su Cuerpo y su Sangre para alimentar al mundo, y que este portento, ante el cual se arrodillan los ángeles y los hombres, puede repetirlo cada día un Sacerdote...
CUANDO SE PIENSA ... en el otro milagro que solamente un Sacerdote puede realizar: perdonar los pecados y que lo que él ata en el fondo de su humilde confesionario... Dios obligado por su propia palabra, lo ata en el cielo, y lo que él desata, en el mismo instante lo desata Dios.
CUANDO SE PIENSA ... que la humanidad se ha redimido y que el mundo subsiste porque hay hombres y mujeres que se alimentan cada día de ese Cuerpo y de esa Sangre redentora que sólo un Sacerdote puede realizar... Cuando se piensa que el mundo moriría de la peor hambre si llegara a faltarle ese poquito de pan y ese poquito de vino...
CUANDO SE PIENSA ... que eso puede ocurrir, porque están faltando las vocaciones sacerdotales; y que cuando eso ocurra se conmoverán los cielos y estallará la tierra, como si la mano de Dios hubiera dejado de sostenerla; y las gentes gritarán de hambre y de angustia, y pedirán ese pan, y no habrá quien se los dé; y pedirán la absolución de sus culpas, y no habrá quien las absuelva, y morirán con los ojos abiertos por el mayor de los espantos...
CUANDO SE PIENSA ... que un Sacerdote hace más falta que un rey, más que un militar, más que un banquero, más que un médico, más que un maestro, porque él puede reemplazar a todos y ninguno puede reemplazarlo a él.
CUANDO SE PIENSA ... que un Sacerdote cuando celebra en el altar tiene una dignidad infinitamente mayor que un rey; y que no es ni un símbolo, ni siquiera un embajador de Cristo, sino que es Cristo mismo que está allí actuando el mayor milagro de Dios...
CUANDO SE PIENSA TODO ESTO, uno comprende...
Uno comprende la inmensa necesidad de fomentar las vocaciones sacerdotales ...
Uno comprende el afán con que en tiempos antiguos, cada familia ansiaba que de su seno brotase, como una vara de nardo, una vocación sacerdotal.
Uno comprende el inmenso respeto que los pueblos tenían por los Sacerdotes, lo que se refleja en las leyes.
Uno comprende que el peor crimen que puede cometer alguien es impedir o desalentar una vocación.
Uno comprende que provocar una apostasía es ser como Judas y vender a Cristo de nuevo.
Uno comprende que si un padre o una madre obstruyen la vocación sacerdotal de un hijo, es como si renunciaran a un título de nobleza incomparable.
Uno comprende que dar para construir o mantener un seminario o un noviciado es multiplicar los nacimientos del Redentor.
Uno comprende que dar para costear los estudios de un joven seminarista o de un novicio, es allanar el camino por donde ha de llegar al altar un hombre que durante media hora, cada día, será mucho más que todas las dignidades de la tierra y que todos los santos del cielo. Pues será Cristo mismo, sacrificando su Cuerpo y su Sangre, para alimentar al mundo.
Hugo Wast (escritor argentino, 1883-1963)
Y yo, querido lector, le pido humildemente que por favor rece por que Dios nos envíe muchas y santas vocaciones sacerdotales y religiosas, de las auténticas, de las tradicionales ... “Porque la mies es mucha y los obreros son pocos”, como rezan las Sagradas Escrituras.
RCS
CUANDO SE PIENSA ... que ni la Santísima Virgen puede hacer lo que un Sacerdote...
CUANDO SE PIENSA ... que ni los ángeles ni los arcángeles, ni Miguel ni Gabriel ni Rafael, ni príncipe alguno de aquellos que vencieron a Lucifer pueden hacer lo que un Sacerdote...
CUANDO SE PIENSA ... que Nuestro Señor Jesucristo en la última Cena realizó un milagro más grande que la creación del Universo con todos sus esplendores y fue el convertir el pan y el vino en su Cuerpo y su Sangre para alimentar al mundo, y que este portento, ante el cual se arrodillan los ángeles y los hombres, puede repetirlo cada día un Sacerdote...
CUANDO SE PIENSA ... en el otro milagro que solamente un Sacerdote puede realizar: perdonar los pecados y que lo que él ata en el fondo de su humilde confesionario... Dios obligado por su propia palabra, lo ata en el cielo, y lo que él desata, en el mismo instante lo desata Dios.
CUANDO SE PIENSA ... que la humanidad se ha redimido y que el mundo subsiste porque hay hombres y mujeres que se alimentan cada día de ese Cuerpo y de esa Sangre redentora que sólo un Sacerdote puede realizar... Cuando se piensa que el mundo moriría de la peor hambre si llegara a faltarle ese poquito de pan y ese poquito de vino...
CUANDO SE PIENSA ... que eso puede ocurrir, porque están faltando las vocaciones sacerdotales; y que cuando eso ocurra se conmoverán los cielos y estallará la tierra, como si la mano de Dios hubiera dejado de sostenerla; y las gentes gritarán de hambre y de angustia, y pedirán ese pan, y no habrá quien se los dé; y pedirán la absolución de sus culpas, y no habrá quien las absuelva, y morirán con los ojos abiertos por el mayor de los espantos...
CUANDO SE PIENSA ... que un Sacerdote hace más falta que un rey, más que un militar, más que un banquero, más que un médico, más que un maestro, porque él puede reemplazar a todos y ninguno puede reemplazarlo a él.
CUANDO SE PIENSA ... que un Sacerdote cuando celebra en el altar tiene una dignidad infinitamente mayor que un rey; y que no es ni un símbolo, ni siquiera un embajador de Cristo, sino que es Cristo mismo que está allí actuando el mayor milagro de Dios...
CUANDO SE PIENSA TODO ESTO, uno comprende...
Uno comprende la inmensa necesidad de fomentar las vocaciones sacerdotales ...
Uno comprende el afán con que en tiempos antiguos, cada familia ansiaba que de su seno brotase, como una vara de nardo, una vocación sacerdotal.
Uno comprende el inmenso respeto que los pueblos tenían por los Sacerdotes, lo que se refleja en las leyes.
Uno comprende que el peor crimen que puede cometer alguien es impedir o desalentar una vocación.
Uno comprende que provocar una apostasía es ser como Judas y vender a Cristo de nuevo.
Uno comprende que si un padre o una madre obstruyen la vocación sacerdotal de un hijo, es como si renunciaran a un título de nobleza incomparable.
Uno comprende que dar para construir o mantener un seminario o un noviciado es multiplicar los nacimientos del Redentor.
Uno comprende que dar para costear los estudios de un joven seminarista o de un novicio, es allanar el camino por donde ha de llegar al altar un hombre que durante media hora, cada día, será mucho más que todas las dignidades de la tierra y que todos los santos del cielo. Pues será Cristo mismo, sacrificando su Cuerpo y su Sangre, para alimentar al mundo.
Hugo Wast (escritor argentino, 1883-1963)
Y yo, querido lector, le pido humildemente que por favor rece por que Dios nos envíe muchas y santas vocaciones sacerdotales y religiosas, de las auténticas, de las tradicionales ... “Porque la mies es mucha y los obreros son pocos”, como rezan las Sagradas Escrituras.
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