Para variar, graças a Deus, não se trata de Portugal… Que outro epíteto pode merecer um país onde o governo, por mesquinha vingança política, nega o direito de sepultura a um morto em solo pátrio, por muito censuráveis que se pudessem julgar as ideias e a postura política do falecido? Onde um cardeal com mais de oitenta anos de idade, por defender o ensinamento tradicional bimilenar da Igreja Católica sobre a homossexualidade, é, nos últimos dias da sua vida, insultado, enxovalhado e achincalhado pelas associações ditas de "gays", e ameaçado de ser processado judicialmente sob a acusação da prática de um crime racista, tudo sob o olhar conivente das autoridades públicas? Onde a respectiva classe política é das mais sordidamente corruptas da Europa - o tempo não provocou uma ruga sequer no implacável requisitório "La Cohue de 40" que contra ela escreveu, há mais de cinquenta anos, Leon Degrelle, o morto a quem foi recusado o direito de sepultura acima referido -, corrupção essa perfeitamente exemplificada no caso dos helicópteros "Augusta", bem como no das cumplicidades nunca clarificadas de tal classe com a rede pedófila de Marc Dutroux? Onde um partido político, tão-só por recusar o integracionismo forçado e o igualitarismo radical, numa ilustração perfeita do aberrante paradoxo democrático, é imediatamente posto à margem da lei, sob os labéus infames de xenófobo e segregacionista? Onde num território mais pequeno do que o Alentejo, no qual já existem três línguas oficiais, uma quarta mais parece querer apresentar os seus direitos de candidatura a tal estatuto, ou seja, o… árabe? Este país, como os meus leitores já adivinharam, chama-se Bélgica e a sua capital, Bruxelas, é também a capital da União Europeia. Um estranho país, de facto…
segunda-feira, novembro 15, 2004
Recomendaciones
Me permito compartir con Vds., queridos lectores de A Casa de Sarto, este enlace del que se ha convertido en el segundo periódico digital en España y cuya sección de religión siempre trae asuntos interesantes y más interesantes matices y comentarios. Con guante blanco pero firmeza en los comentarios les confesaré que a día de hoy apenas hojeo ya las páginas de religión de los diarios españoles. Con Zenit y ESD, la crisis de la Iglesia Católica en España y una selección siempre adecuada de las noticias internacionales sobre temas católicos hacen de esta sección de religión un puntal de comentario profundo y sosegado.
Tomen nota, por favor, y pónganlo entre sus favoritos porque merece la pena.
Tomen nota, por favor, y pónganlo entre sus favoritos porque merece la pena.
Rafael Castela Santos
sábado, novembro 13, 2004
Testemunho duma Geração
Artigo recentemente publicado pelo Manuel Azinhal, fez-me reflectir uma vez mais sobre os factores que enformaram decisivamente o Integralismo Lusitano e, em especial, a obra de António Sardinha.
A meu ver, não é possível compreender tal movimento sem se considerar a influência fulcral que sobre ele exerceu a doutrina católica tradicional, matizada pela luta antiliberal e contra-revolucionária que a Igreja se viu compelida a travar, desde finais do século XVIII, contra o jacobinismo iluminista e os seus frutos, os quais se consumaram na Revolução Francesa e no espírito do século que dela derivou, impondo a ditadura totalitária do relativismo ético-moral.
Assim sendo, tendo sempre em conta esse circunstancialismo, constata-se que o influxo dos pensadores tradicionalistas católicos é causa de primeira grandeza na formação do património ideológico integralista: este último é imperceptível, se não se sopesar o contributo que para o mesmo deram figuras comos os portugueses Frei Fortunato de São Boaventura, Padre José Agostinho de Macedo ou o Visconde de Santarém, o espanhol Donoso Cortés, os franceses Maistre, Bonald, Louis Veuillot, ou Cardeal Pio, mais até do que o próprio Maurras; mesmo no interior da Action Française, convém relembrar que Sardinha estimava particularmente Jacques Maritain - por suposto, o bom Maritain de "Antimoderne", antes de ter sido pervertido ao personalismo e à democracia cristã de Mounier… Tudo isto, claro, sem olvidar o papel determinante desempenhado em tal processo pelo magistério dos Papas Pio IX, Leão XIII e São Pio X.
E se as influências ideológicas do Integralismo, e em particular de Sardinha, não se cingem ao Catolicismo tradicional - aquele não esconde uma notória simpatia, entre outros, por Vacher de Lapouge, autor dos célebres livros "Les Selections Sociales" e "L'Aryen" -, a verdade é que o Integralismo é intrínseca e fundamentalmente animado por um espírito católico tradicional, antiliberal, contra-revolucionário e, por conseguinte, antimodernista, conforme se infere das palavras do próprio António Sardinha quando, no artigo "Testemunho duma Geração", publicado no seu "A Prol do Comum - Doutrina & História", executa o retrato da geração integralista:
"Geração de sacrifício e de resgate, já nós sabemos o que vale, tanto nas suas predilecções mais caracterizadas, como nas suas figuras representativas. É católica e monárquica. E é-o pelo coração e pela inteligência, realizando assim o acordo dessas duas ordens de conhecimentos do homem, - a ordem do coração segundo Pascal, e a ordem da inteligência segundo Descartes. Proclamemo-lo bem alto, numa hora em que as forças negativas da sociedade julgam chegado o seu triunfo! É antes a sua derrota que se aproxima, porque se aproxima o advento daqueles que, na expressão iluminada do neto de Renan, tomaram o partido dos avós contra o partido de seus pais. A guerra não acabou - a guerra continua! É uma guerra espiritual, de que sairão vitoriosos os direitos de Deus, e, mais nobre e mais invencível, a autoridade esquecida do sangue. Quem não nasceu para vítima, nasceu para apóstolo.
Apóstolos da Esperança, não é só o Portugal-Maior que nós haveremos de restituir à sua grandeza perdida. É também o Portugal cristão, - o Portugal cuja vocação histórica foi dilatar a Fé e o Império.
São calcinados e cheios de redes os caminhos que nos conduzem lá. Mas nem por isso o desfalecimento consegue aninhar-se-nos no peito. Se os Mortos mandam, os Mortos marcham connosco, ressuscitados da treva inferior do sepulcro pelos nosso votos de libertação.
Silêncio! Numa vigília atenta passam os cavaleiros da Grei. É Portugal que passa com eles para uma outra manhã de Ourique que já se anuncia tão gloriosa como a primeira!"
A meu ver, não é possível compreender tal movimento sem se considerar a influência fulcral que sobre ele exerceu a doutrina católica tradicional, matizada pela luta antiliberal e contra-revolucionária que a Igreja se viu compelida a travar, desde finais do século XVIII, contra o jacobinismo iluminista e os seus frutos, os quais se consumaram na Revolução Francesa e no espírito do século que dela derivou, impondo a ditadura totalitária do relativismo ético-moral.
Assim sendo, tendo sempre em conta esse circunstancialismo, constata-se que o influxo dos pensadores tradicionalistas católicos é causa de primeira grandeza na formação do património ideológico integralista: este último é imperceptível, se não se sopesar o contributo que para o mesmo deram figuras comos os portugueses Frei Fortunato de São Boaventura, Padre José Agostinho de Macedo ou o Visconde de Santarém, o espanhol Donoso Cortés, os franceses Maistre, Bonald, Louis Veuillot, ou Cardeal Pio, mais até do que o próprio Maurras; mesmo no interior da Action Française, convém relembrar que Sardinha estimava particularmente Jacques Maritain - por suposto, o bom Maritain de "Antimoderne", antes de ter sido pervertido ao personalismo e à democracia cristã de Mounier… Tudo isto, claro, sem olvidar o papel determinante desempenhado em tal processo pelo magistério dos Papas Pio IX, Leão XIII e São Pio X.
E se as influências ideológicas do Integralismo, e em particular de Sardinha, não se cingem ao Catolicismo tradicional - aquele não esconde uma notória simpatia, entre outros, por Vacher de Lapouge, autor dos célebres livros "Les Selections Sociales" e "L'Aryen" -, a verdade é que o Integralismo é intrínseca e fundamentalmente animado por um espírito católico tradicional, antiliberal, contra-revolucionário e, por conseguinte, antimodernista, conforme se infere das palavras do próprio António Sardinha quando, no artigo "Testemunho duma Geração", publicado no seu "A Prol do Comum - Doutrina & História", executa o retrato da geração integralista:
"Geração de sacrifício e de resgate, já nós sabemos o que vale, tanto nas suas predilecções mais caracterizadas, como nas suas figuras representativas. É católica e monárquica. E é-o pelo coração e pela inteligência, realizando assim o acordo dessas duas ordens de conhecimentos do homem, - a ordem do coração segundo Pascal, e a ordem da inteligência segundo Descartes. Proclamemo-lo bem alto, numa hora em que as forças negativas da sociedade julgam chegado o seu triunfo! É antes a sua derrota que se aproxima, porque se aproxima o advento daqueles que, na expressão iluminada do neto de Renan, tomaram o partido dos avós contra o partido de seus pais. A guerra não acabou - a guerra continua! É uma guerra espiritual, de que sairão vitoriosos os direitos de Deus, e, mais nobre e mais invencível, a autoridade esquecida do sangue. Quem não nasceu para vítima, nasceu para apóstolo.
Apóstolos da Esperança, não é só o Portugal-Maior que nós haveremos de restituir à sua grandeza perdida. É também o Portugal cristão, - o Portugal cuja vocação histórica foi dilatar a Fé e o Império.
São calcinados e cheios de redes os caminhos que nos conduzem lá. Mas nem por isso o desfalecimento consegue aninhar-se-nos no peito. Se os Mortos mandam, os Mortos marcham connosco, ressuscitados da treva inferior do sepulcro pelos nosso votos de libertação.
Silêncio! Numa vigília atenta passam os cavaleiros da Grei. É Portugal que passa com eles para uma outra manhã de Ourique que já se anuncia tão gloriosa como a primeira!"
Glosando a Félix Lamas - La Nácion (conclusão)
“A la luz de lo que llevamos dicho, son claras las diferencias que separan el concepto de nación del de patria. En contraste con el matiz biológico del primero, el segundo alude a una cierta extensión o proyección de la idea de paternidad, más allá de los límites de lo doméstico. Paternidad entendida no tanto, ni principalmente, en sentido natural o biológico, sino ético, social o religioso; como continuidad moral de una estirpe, de un patrimonio y de un culto, arraigada en una tierra a la que se hace participar del carácter casi sagrado de la vida humana así entendido. El naturalismo étnico que implica la nación, en cambio, no necesariamente connota esta relación con la tierra; una nación puede transmigrar, la patria no. La patria engloba a la nación y la trasciende espiritualmente, y por eso ella es, y no la nación, juntamente con los padres, objeto de la Pietas, virtud que guarda una cierta semejanza con la virtud de religión, en cuanto la patria, los padres ‑y, sobreeminentemente Dios‑ son principios de nuestra existencia. Por eso hemos dicho: ‘La patria es pueblo, tierra e historia vivificados por una tradición que les confiere sentido espiritual’.”
Por seguir con el ejemplo de los franceses, yo no sé si existe una nación francesa en el sentido filosófico. Si la hay, estoy convencido de que nada tiene en común con los francos de antaño. Estos franceses modernos, como diría Burke, hicieron el camino inverso y ‘se han vuelto salvajes a fuerza de sutileza’. Lo que definitivamente existe es el pueblo de Francia, la patria de los franceses y el Estado francés. Cuando comento acerca del Estado francés no lo hago exclusivamente en su versión moderna sino de un modo extensivo a su constitución real, es decir a sus leyes, hábitos cousuetudinarios, e historia política. El pueblo francés fue durante buena parte de su historia un pueblo dividido, donde los buenos católicos llevaron casi siempre la peor parte. Si admitimos ex hypothesis que la fundación de Francia coincide con la conversión de Clovis (hipótesis contestada entre otros por Alexis de Tocqueville), entonces la patria católica ha sido vejada y prostituida de un modo feroz por sus propios hijos. Joseph de Maistre dice sin tapujos que la revolución fue el castigo merecido (y no la causa) de precisamente ese abandono de la obligación fundacional. Jean Dumont dice algo similar.
“Es evidente, asimismo, que la nación no es el Estado, sino un constitutivo material de éste, en tanto es una formalidad bajo la cual puede ser considerado el núcleo de su causa material propia y adecuada: el pueblo. Ni siquiera se identifica extensivamente con éste último de una manera universal y necesaria. Por el contrario, varias ‘naciones’ pueden ser parte del pueblo de un Estado, como ocurre en el caso de España, o bien, varios Estados pueden estar constituidos por parte de una misma nación (v.gr. la nación alemana está distribuida entre Alemania, Austria, Suiza, etc.). El llamado ‘principio de las nacionalidades’ que puede formularse así: ‘a cada nación un Estado’, como pretendido principio de organización internacional o de Derecho político es falso y de hecho fue ‘un factor revolucionario, que modificó profundamente el mapa de Europa en los siglos XIX y XX’. Imperios añosos y prósperos, como el Austrohúngaro, Estados con una legitimidad histórica irreprochable, como los Pontificios, fueron arrasados y la consecuencia fue la inestabilidad europea que dio lugar a la II guerra mundial, a la guerra fría, y (...) a la bipolaridad político mundial ruso‑norteamericana. No se niega que en determinadas circunstancias concretas la unidad e identidad nacional del pueblo de un estado constituya un factor benéfico y deseable. Lo que se objeta es el valor universal y abstracto, y sobre todo su carácter de principio supremo. (...) Entre los países hispánicos, las fronteras nacionales son difusas, aunque sus fronteras políticas sean más o menos precisas.”
Sigamos con el ejemplo de Francia. Los alsacianos son incuestionablemente parte del pueblo francés, y Alsacia y Lorena son, al menos ahora, parte del Estado francés. Estrictamente hablando, sin embargo, son parte de la nación germánica desde este punto de vista clásico o tradicional).
“El concepto de nación tiene un contenido valioso, en tanto ordenado al bien común del Estado, principio supremo del orden político; el bien común que, a su vez, encuentra concreción y eficacia en la realidad de la patria. Es posible, además, elevarse e ir más allá de los contenidos biológicos y vitalistas que están connotados en la significación originaria del término ‘nación’, reconociendo la trascendencia ‑ y no ya la mera ‘emergencia’ (idea esta última evolucionista) ‑ del espíritu, y el carácter constituyente de la tradición respecto a la existencia de un tal pueblo, una tal patria y un tal Estado. Sin embargo, tales connotaciones biológicas y vitalistas, no sólo no pueden ser obviadas sino que forzosamente conforman el matiz significativo que permite diferenciar el concepto de nación del de patria, pueblo y Estado, ya que están en la base de la metáfora naturalista u organicista que le da sentido.”
“Por esa razón, y sin desmedro del valor real que indica, de la fuerza emotiva que connota y de su virtualidad como fin convocante, la idea de nación no puede ser legítimamente erigida como centro o eje conceptual de una concepción política, aunque tampoco pueda prescindirse de ella. Por el contrario, y conviene repetirlo, el bien común y la patria son el objeto del deber temporal más alto e incondicional del hombre en este mundo. La nación, como proyecto vital de un pueblo y de un Estado, resulta de la convivencia dentro de sus fronteras , bajo sus leyes y de acuerdo a su tradición, en la cual convivencia han de integrarse y enriquecerse recíprocamente las diferencias étnicas.”
La piedad para con la Patria, y su equivalente superior en la vida de la gracia, el don de Piedad, son el eje de la actividad política verdadera y la aspiración de su perfección. Toda la tradición de occidente desde Platón y Aristóteles, pasando Virgilio y Cicerón y los santos padres hasta llegar a Santo Tomás, a Billot y a Castellani o Chesterton, hace de la piedad la piedra fundamental del edificio de la doctrina política y el corazón del verdadero patriotismo. Lo más obviamente importante es que la virtud de Piedad es consistente y conducente a la de Imperio. Y ahora me entran unas ganas enormes de hablar de los Imperios portugués y español, pero me tengo que refrenar para aburrir a los pocos pero asiduos lectores. Ya habrá ocasión. Vale por hoy.
Por seguir con el ejemplo de los franceses, yo no sé si existe una nación francesa en el sentido filosófico. Si la hay, estoy convencido de que nada tiene en común con los francos de antaño. Estos franceses modernos, como diría Burke, hicieron el camino inverso y ‘se han vuelto salvajes a fuerza de sutileza’. Lo que definitivamente existe es el pueblo de Francia, la patria de los franceses y el Estado francés. Cuando comento acerca del Estado francés no lo hago exclusivamente en su versión moderna sino de un modo extensivo a su constitución real, es decir a sus leyes, hábitos cousuetudinarios, e historia política. El pueblo francés fue durante buena parte de su historia un pueblo dividido, donde los buenos católicos llevaron casi siempre la peor parte. Si admitimos ex hypothesis que la fundación de Francia coincide con la conversión de Clovis (hipótesis contestada entre otros por Alexis de Tocqueville), entonces la patria católica ha sido vejada y prostituida de un modo feroz por sus propios hijos. Joseph de Maistre dice sin tapujos que la revolución fue el castigo merecido (y no la causa) de precisamente ese abandono de la obligación fundacional. Jean Dumont dice algo similar.
“Es evidente, asimismo, que la nación no es el Estado, sino un constitutivo material de éste, en tanto es una formalidad bajo la cual puede ser considerado el núcleo de su causa material propia y adecuada: el pueblo. Ni siquiera se identifica extensivamente con éste último de una manera universal y necesaria. Por el contrario, varias ‘naciones’ pueden ser parte del pueblo de un Estado, como ocurre en el caso de España, o bien, varios Estados pueden estar constituidos por parte de una misma nación (v.gr. la nación alemana está distribuida entre Alemania, Austria, Suiza, etc.). El llamado ‘principio de las nacionalidades’ que puede formularse así: ‘a cada nación un Estado’, como pretendido principio de organización internacional o de Derecho político es falso y de hecho fue ‘un factor revolucionario, que modificó profundamente el mapa de Europa en los siglos XIX y XX’. Imperios añosos y prósperos, como el Austrohúngaro, Estados con una legitimidad histórica irreprochable, como los Pontificios, fueron arrasados y la consecuencia fue la inestabilidad europea que dio lugar a la II guerra mundial, a la guerra fría, y (...) a la bipolaridad político mundial ruso‑norteamericana. No se niega que en determinadas circunstancias concretas la unidad e identidad nacional del pueblo de un estado constituya un factor benéfico y deseable. Lo que se objeta es el valor universal y abstracto, y sobre todo su carácter de principio supremo. (...) Entre los países hispánicos, las fronteras nacionales son difusas, aunque sus fronteras políticas sean más o menos precisas.”
Sigamos con el ejemplo de Francia. Los alsacianos son incuestionablemente parte del pueblo francés, y Alsacia y Lorena son, al menos ahora, parte del Estado francés. Estrictamente hablando, sin embargo, son parte de la nación germánica desde este punto de vista clásico o tradicional).
“El concepto de nación tiene un contenido valioso, en tanto ordenado al bien común del Estado, principio supremo del orden político; el bien común que, a su vez, encuentra concreción y eficacia en la realidad de la patria. Es posible, además, elevarse e ir más allá de los contenidos biológicos y vitalistas que están connotados en la significación originaria del término ‘nación’, reconociendo la trascendencia ‑ y no ya la mera ‘emergencia’ (idea esta última evolucionista) ‑ del espíritu, y el carácter constituyente de la tradición respecto a la existencia de un tal pueblo, una tal patria y un tal Estado. Sin embargo, tales connotaciones biológicas y vitalistas, no sólo no pueden ser obviadas sino que forzosamente conforman el matiz significativo que permite diferenciar el concepto de nación del de patria, pueblo y Estado, ya que están en la base de la metáfora naturalista u organicista que le da sentido.”
“Por esa razón, y sin desmedro del valor real que indica, de la fuerza emotiva que connota y de su virtualidad como fin convocante, la idea de nación no puede ser legítimamente erigida como centro o eje conceptual de una concepción política, aunque tampoco pueda prescindirse de ella. Por el contrario, y conviene repetirlo, el bien común y la patria son el objeto del deber temporal más alto e incondicional del hombre en este mundo. La nación, como proyecto vital de un pueblo y de un Estado, resulta de la convivencia dentro de sus fronteras , bajo sus leyes y de acuerdo a su tradición, en la cual convivencia han de integrarse y enriquecerse recíprocamente las diferencias étnicas.”
La piedad para con la Patria, y su equivalente superior en la vida de la gracia, el don de Piedad, son el eje de la actividad política verdadera y la aspiración de su perfección. Toda la tradición de occidente desde Platón y Aristóteles, pasando Virgilio y Cicerón y los santos padres hasta llegar a Santo Tomás, a Billot y a Castellani o Chesterton, hace de la piedad la piedra fundamental del edificio de la doctrina política y el corazón del verdadero patriotismo. Lo más obviamente importante es que la virtud de Piedad es consistente y conducente a la de Imperio. Y ahora me entran unas ganas enormes de hablar de los Imperios portugués y español, pero me tengo que refrenar para aburrir a los pocos pero asiduos lectores. Ya habrá ocasión. Vale por hoy.
Rafael Castela Santos
quarta-feira, novembro 10, 2004
Glosando a Félix Lamas - La Nácion - 1
Esto fidelis usque ad mortem
et dabo tibi coronam vitae ...
Tomo, de nuevo, la editorial que publicara sobre la nación el profesor argentino Félix Lamas para la revista Moenia.
Lo que está en cursiva son mis glosas.
“La revolución anticristiana del s XVIII sólo en su inspiración final y abusiva es democrática: es también, primeramente, de inspiración monárquica, y de hecho no solamente de los monarcas protestantes. No hay esencialmente en Francia, como lo demostraremos, alianza del Trono y del Altar, sino en buena parte empresas igualmente sistemáticas del Trono, igualmente filosófico, contra el Altar”.
“Las provincias se vinculaban, por siglos de vida política, social y cultural, a esa tradición lotharingia, borgoñana e hispano-imperial que la monarquía de derecho divino a la francesa siempre ha ignorado y luego rechazó, cuando en los siglos XV y XVI se precisó el concepto.”
Jean Dumont. La Révolution Francaise ou Les Prodiges du Sacrilege.-
Vayamos pues con Lamas:
"Patria, Nación y Estado suelen designar en el lenguaje corriente a una misma y única realidad. Sin embargo, tomados con precisión y atendiendo a su contenido semántico originario, y sobre todo a la razón de imposición de su nombre, significan aspectos distintos de esa misma realidad, o bien lisa y llanamente cosas distintas. En el Derecho Internacional Público, ... los conceptos de Estado y Nación son sujetos de atribuciones jurídico‑normativas asaz diferentes. Cada uno de estos vocablos connotan además contenidos emotivos propios, que se tornan especialmente perceptibles cuando entran en composición con la partícula "ismo"; así, es obvio que no es lo mismo, ni doctrinaria ni emocionalmente, "patriotismo", "nacionalismo" y "estatismo". La identificación, no ya vulgar sino reflexiva, de estas palabras y de sus conceptos correlativos, ha sido más bien fruto de ciertas corrientes del pensamiento político contemporáneo, sobre todo identificadas con el democratismo rousseauniano, el romanticismo, el fascismo y algunas formas de socialismo.”
Estrictamente hablando, no hay una noción “tradicional” de nación, excepto en el sentido más lato de etnia (los hijos de cada patriarca). En el Nuevo Testamento el término “tá éthnee” designa simple, y en general peyorativamente, a los gentiles. Y, en realidad, la única nación específicamente consagrada en el Antiguo Testamento es Israel. La exégesis católica, empero, interpreta siempre a Israel en el NT como la Iglesia Católica. Como quiera que sea, el Cristianismo abandona esta posición, y la reemplaza por el dogma de que los hijos de Dios no nacen “neque voluntari carni, neque voluntari viri, sed ex Deo nati sunt”. La idea de que “la nación es una fundación” se aplica estrictamente a la patria o al Estado, pero no a la nación sensu stricto. Cristo, nuestro Señor, dijo sin embargo “id y evangelizad a todas las naciones”. No dijo a todas las gentes, a todos los pueblos o cualquiera de esas traducciones espúreas con doble significado que se apartan de la Vulgata.
“De estas tres nociones, la que resulta más fácil de definir ‑ y por lo tanto de distinguir de las dos restantes ‑ es la de Estado, por el desarrollo que la misma ha tenido en la ciencia política y el derecho desde la antigüedad clásica hasta nuestros días. Evitar la confusión entre "patria" y "nación" es ya tarea más delicada. (...)”
Para facilitar la discusión posterior voy a asentar aquí la definición de estado, con algunas precisiones, cosa que ya he hecho en posts previos. Para Aristóteles, el estado (Polis, polis) es “la comunidad de familias y municipios para una vida perfecta y autárquica, es decir, en nuestro concepto, para una vida bella y feliz”. Repasando lo anteriormente escrito, esta índole comunitaria del estado impide que se lo confunda con la mera estructura del poder (un error típicamente francés, y más desde Descartes), que no es sino uno de sus constitutivos formales. La autoridad es su causa eficiente, la ley su causa formal (entendida en sentido amplio e incluyendo los elementos consuetudinarios tanto como su composición administrativa y empírica), y el pueblo -constituido por el conjunto de las comunidades infrapolíticas- su causa material. La causa final es, como se sigue de la definición, el bien común. De aquí se sigue, por citar otro artículo de Lamas, que “la constitución o el régimen es principalmente fruto de la tradición, que es la fuente, la orientación, las posibilidades de éxito y el límite del gobernante que quiera asumir las funciones de fundador, conservador, reformador o restaurador de la vida política”.
“Tratándose de objetos sociales o culturales, que no constituyen sujetos subsistentes sino que forman parte del mundo humano, el recurso a la definición nominal suele ser necesario, máxime cuando lo significado por la palabra no tiene en nuestra mente contornos claros. Por otra parte, por este procedimiento de análisis semántico, se toma contacto con una forma de experiencia social muy rica, el lenguaje. La palabra nación (y sus correlatos en las lenguas europeas modernas) deriva de "natio", vocablo latino que indica principalmente la acción de la generación y el nacimiento (verbo nascor). Su etimología es común a geno, gigno, gens, etc dentro del ámbito latino, y a gignomai, génos, gónos, etc, en griego. (...)”
“A partir de esa idea originaria, y de acuerdo con la historia del vocablo y con las circunstancias que enmarcaron las sucesivas imposiciones del nombre a realidades diversas o a aspectos diversos de una misma realidad, podemos enumerar las siguientes connotaciones principales ... atinentes:
a) se pone de relieve un origen biológico común a una multitud.
b) es un principio vital de crecimiento o desarrollo.
c) comprende una comunidad de rasgos y caracteres, o semejanza, que constituyen una ‘clase’ en el sentido lógico y alguna forma de comunidad en el orden real. Semejanza que a su vez se refiere a la identidad de origen, o se explica por la misma.
d) se implica, por último, una cierta finalidad inmanente que rige la fuerza del desarrollo antes apuntada.”
La negrita es mía. De lo que se trata es de hacer las necesarias distinciones entre nación, pueblo y Estado.
“Es fácil advertir que el conjunto de las notas enumeradas aproximan el concepto semánticamente originario de ‘nación’ al de ‘naturaleza’. Su aplicación a las realidades sociales, por lo tanto, implica una concepción orgánica de las mismas, al modo de una naturaleza colectiva; el transfondo vitalista de esta imposición del nombre, (...) es evidente. De ahí la tendencia, común a muchos nacionalismos contemporáneos, a reducir la nación a la raza o a los vínculos de sangre, a identificar los caracteres nacionales con los rasgos étnicos o por lo menos a considerar lo racial como uno de los núcleos significativos del concepto de nación. A partir de este transfondo vitalista o biológico, se comprenden también los contenidos irracionales y emocionales que son anejos a este concepto.”
“Aplicada al orden político, pues, la idea de nación parece indicar el substrato natural y humano ‑con el fuerte matiz biológico apuntado‑ que constituye la causa material de las comunidades políticas. La comunidad de lenguaje, las semejanzas étnicas, la religión, las costumbres, la misma tradición, etc. son signos y a la vez efecto de una comunidad de sangre fundamental. La nación aparece así como la fuente de la vitalidad de un pueblo, y su cultura como una cierta ‘emergencia’ del espíritu. Estas nociones, desarrolladas sistemáticamente por Hegel, fueron profusamente recogidas por los nacionalismos románticos, positivistas e historicistas.”
Es precisamente por esta denotación que los idealistas y los dialécticos revolucionarios se apoyaron en la idea de nación para destruir la Cristiandad en Europa y en Hispanoamérica (en el último caso de la mano del indigenismo y sus variantes).
“A su vez, la visión vitalista (organicista, naturalista, etc.) que comporta originariamente el término y el concepto de "nación", lleva forzosamente a pensar en la finalidad inmanente del cuerpo social así concebido, es decir, en un destino que le es propio, al modo de la enletequia biológica de cuño aristotélico (aunque debe advertirse que precisamente Aristóteles se opone al organicismo político exagerado; no admite, en consecuencia, que se considere al estado, o al pueblo, como sustancia o naturaleza, pues en rigor son totalidades accidentales constituidas por una unidad de orden). Precisamente, José Antonio Primo de Rivera, en un brillante esfuerzo por superar las limitaciones estériles que advertía en los nacionalismos locales o particularistas, pero queriendo rescatar sus valores verdaderos y, sobre todo, el contenido de patriotismo que les es anejo, acuño su definición de nación como ‘unidad de destino en lo universal’.”
Aunque Lamas no hace hincapié en esto, hay una convergencia de la noción joseantoniana con la bíblica (en cuanto las naciones son vehículos directos e instrumentales de los designios de la Providencia en el Antiguo Testamento), como bien nota Carlos. Sin embargo lo crucial, y en lo que A Casa de Sarto ha venido insistiendo para dolor de asiduos lectores como Nelson Buiça y algún otro de cuyo nombre no quiero acordarme, y que para José Antonio quizás estuvo velado, es que el tiempo de las naciones está agotado. Por eso este modesto blog ha venido insistiendo en las claves proporcionadas por el Padre Leonardo Castellani para poder entender lo que pasa. (continua)
et dabo tibi coronam vitae ...
Tomo, de nuevo, la editorial que publicara sobre la nación el profesor argentino Félix Lamas para la revista Moenia.
Lo que está en cursiva son mis glosas.
“La revolución anticristiana del s XVIII sólo en su inspiración final y abusiva es democrática: es también, primeramente, de inspiración monárquica, y de hecho no solamente de los monarcas protestantes. No hay esencialmente en Francia, como lo demostraremos, alianza del Trono y del Altar, sino en buena parte empresas igualmente sistemáticas del Trono, igualmente filosófico, contra el Altar”.
“Las provincias se vinculaban, por siglos de vida política, social y cultural, a esa tradición lotharingia, borgoñana e hispano-imperial que la monarquía de derecho divino a la francesa siempre ha ignorado y luego rechazó, cuando en los siglos XV y XVI se precisó el concepto.”
Jean Dumont. La Révolution Francaise ou Les Prodiges du Sacrilege.-
Vayamos pues con Lamas:
"Patria, Nación y Estado suelen designar en el lenguaje corriente a una misma y única realidad. Sin embargo, tomados con precisión y atendiendo a su contenido semántico originario, y sobre todo a la razón de imposición de su nombre, significan aspectos distintos de esa misma realidad, o bien lisa y llanamente cosas distintas. En el Derecho Internacional Público, ... los conceptos de Estado y Nación son sujetos de atribuciones jurídico‑normativas asaz diferentes. Cada uno de estos vocablos connotan además contenidos emotivos propios, que se tornan especialmente perceptibles cuando entran en composición con la partícula "ismo"; así, es obvio que no es lo mismo, ni doctrinaria ni emocionalmente, "patriotismo", "nacionalismo" y "estatismo". La identificación, no ya vulgar sino reflexiva, de estas palabras y de sus conceptos correlativos, ha sido más bien fruto de ciertas corrientes del pensamiento político contemporáneo, sobre todo identificadas con el democratismo rousseauniano, el romanticismo, el fascismo y algunas formas de socialismo.”
Estrictamente hablando, no hay una noción “tradicional” de nación, excepto en el sentido más lato de etnia (los hijos de cada patriarca). En el Nuevo Testamento el término “tá éthnee” designa simple, y en general peyorativamente, a los gentiles. Y, en realidad, la única nación específicamente consagrada en el Antiguo Testamento es Israel. La exégesis católica, empero, interpreta siempre a Israel en el NT como la Iglesia Católica. Como quiera que sea, el Cristianismo abandona esta posición, y la reemplaza por el dogma de que los hijos de Dios no nacen “neque voluntari carni, neque voluntari viri, sed ex Deo nati sunt”. La idea de que “la nación es una fundación” se aplica estrictamente a la patria o al Estado, pero no a la nación sensu stricto. Cristo, nuestro Señor, dijo sin embargo “id y evangelizad a todas las naciones”. No dijo a todas las gentes, a todos los pueblos o cualquiera de esas traducciones espúreas con doble significado que se apartan de la Vulgata.
“De estas tres nociones, la que resulta más fácil de definir ‑ y por lo tanto de distinguir de las dos restantes ‑ es la de Estado, por el desarrollo que la misma ha tenido en la ciencia política y el derecho desde la antigüedad clásica hasta nuestros días. Evitar la confusión entre "patria" y "nación" es ya tarea más delicada. (...)”
Para facilitar la discusión posterior voy a asentar aquí la definición de estado, con algunas precisiones, cosa que ya he hecho en posts previos. Para Aristóteles, el estado (Polis, polis) es “la comunidad de familias y municipios para una vida perfecta y autárquica, es decir, en nuestro concepto, para una vida bella y feliz”. Repasando lo anteriormente escrito, esta índole comunitaria del estado impide que se lo confunda con la mera estructura del poder (un error típicamente francés, y más desde Descartes), que no es sino uno de sus constitutivos formales. La autoridad es su causa eficiente, la ley su causa formal (entendida en sentido amplio e incluyendo los elementos consuetudinarios tanto como su composición administrativa y empírica), y el pueblo -constituido por el conjunto de las comunidades infrapolíticas- su causa material. La causa final es, como se sigue de la definición, el bien común. De aquí se sigue, por citar otro artículo de Lamas, que “la constitución o el régimen es principalmente fruto de la tradición, que es la fuente, la orientación, las posibilidades de éxito y el límite del gobernante que quiera asumir las funciones de fundador, conservador, reformador o restaurador de la vida política”.
“Tratándose de objetos sociales o culturales, que no constituyen sujetos subsistentes sino que forman parte del mundo humano, el recurso a la definición nominal suele ser necesario, máxime cuando lo significado por la palabra no tiene en nuestra mente contornos claros. Por otra parte, por este procedimiento de análisis semántico, se toma contacto con una forma de experiencia social muy rica, el lenguaje. La palabra nación (y sus correlatos en las lenguas europeas modernas) deriva de "natio", vocablo latino que indica principalmente la acción de la generación y el nacimiento (verbo nascor). Su etimología es común a geno, gigno, gens, etc dentro del ámbito latino, y a gignomai, génos, gónos, etc, en griego. (...)”
“A partir de esa idea originaria, y de acuerdo con la historia del vocablo y con las circunstancias que enmarcaron las sucesivas imposiciones del nombre a realidades diversas o a aspectos diversos de una misma realidad, podemos enumerar las siguientes connotaciones principales ... atinentes:
a) se pone de relieve un origen biológico común a una multitud.
b) es un principio vital de crecimiento o desarrollo.
c) comprende una comunidad de rasgos y caracteres, o semejanza, que constituyen una ‘clase’ en el sentido lógico y alguna forma de comunidad en el orden real. Semejanza que a su vez se refiere a la identidad de origen, o se explica por la misma.
d) se implica, por último, una cierta finalidad inmanente que rige la fuerza del desarrollo antes apuntada.”
La negrita es mía. De lo que se trata es de hacer las necesarias distinciones entre nación, pueblo y Estado.
“Es fácil advertir que el conjunto de las notas enumeradas aproximan el concepto semánticamente originario de ‘nación’ al de ‘naturaleza’. Su aplicación a las realidades sociales, por lo tanto, implica una concepción orgánica de las mismas, al modo de una naturaleza colectiva; el transfondo vitalista de esta imposición del nombre, (...) es evidente. De ahí la tendencia, común a muchos nacionalismos contemporáneos, a reducir la nación a la raza o a los vínculos de sangre, a identificar los caracteres nacionales con los rasgos étnicos o por lo menos a considerar lo racial como uno de los núcleos significativos del concepto de nación. A partir de este transfondo vitalista o biológico, se comprenden también los contenidos irracionales y emocionales que son anejos a este concepto.”
“Aplicada al orden político, pues, la idea de nación parece indicar el substrato natural y humano ‑con el fuerte matiz biológico apuntado‑ que constituye la causa material de las comunidades políticas. La comunidad de lenguaje, las semejanzas étnicas, la religión, las costumbres, la misma tradición, etc. son signos y a la vez efecto de una comunidad de sangre fundamental. La nación aparece así como la fuente de la vitalidad de un pueblo, y su cultura como una cierta ‘emergencia’ del espíritu. Estas nociones, desarrolladas sistemáticamente por Hegel, fueron profusamente recogidas por los nacionalismos románticos, positivistas e historicistas.”
Es precisamente por esta denotación que los idealistas y los dialécticos revolucionarios se apoyaron en la idea de nación para destruir la Cristiandad en Europa y en Hispanoamérica (en el último caso de la mano del indigenismo y sus variantes).
“A su vez, la visión vitalista (organicista, naturalista, etc.) que comporta originariamente el término y el concepto de "nación", lleva forzosamente a pensar en la finalidad inmanente del cuerpo social así concebido, es decir, en un destino que le es propio, al modo de la enletequia biológica de cuño aristotélico (aunque debe advertirse que precisamente Aristóteles se opone al organicismo político exagerado; no admite, en consecuencia, que se considere al estado, o al pueblo, como sustancia o naturaleza, pues en rigor son totalidades accidentales constituidas por una unidad de orden). Precisamente, José Antonio Primo de Rivera, en un brillante esfuerzo por superar las limitaciones estériles que advertía en los nacionalismos locales o particularistas, pero queriendo rescatar sus valores verdaderos y, sobre todo, el contenido de patriotismo que les es anejo, acuño su definición de nación como ‘unidad de destino en lo universal’.”
Aunque Lamas no hace hincapié en esto, hay una convergencia de la noción joseantoniana con la bíblica (en cuanto las naciones son vehículos directos e instrumentales de los designios de la Providencia en el Antiguo Testamento), como bien nota Carlos. Sin embargo lo crucial, y en lo que A Casa de Sarto ha venido insistiendo para dolor de asiduos lectores como Nelson Buiça y algún otro de cuyo nombre no quiero acordarme, y que para José Antonio quizás estuvo velado, es que el tiempo de las naciones está agotado. Por eso este modesto blog ha venido insistiendo en las claves proporcionadas por el Padre Leonardo Castellani para poder entender lo que pasa. (continua)
Rafael Castela Santos
segunda-feira, novembro 08, 2004
D. José Policarpo, Papa?
Os rumores que nos últimos dias têm aparecido nos órgãos de desinformação do costume, dando conta de que D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, bem conhecido pelo seu modernismo desprezador da tradição católica, nomeadamente através do apoio que tem concedido ao ecumenismo de matriz jacobina gerador de indiferentismo e relativismo religioso, é um fortíssimo candidato a suceder no Papado a João Paulo II, merecem-me tão-só um sorriso de indiferença: certos pobres de espírito, para além de sistematicamente confundirem os seus desejos com a realidade, ignoram certamente o velho adágio romano de que aquele que entra num conclave como Papa sai de lá Cardeal…
sexta-feira, novembro 05, 2004
As eleições presidenciais americanas
No fundamental, os americanos uma vez mais optaram por escolher o Senhor Feliz em detrimento do Senhor Contente: qualquer que fosse o vencedor destas eleições, a verdade é que no fundamental nada mudaria nos EUA, isto é, nos poderes de facto que a partir da penumbra fazem a chuva e o bom tempo nesse país e, subsequentemente, no resto do mundo. Ainda assim, parece-me que venceu o menos mau dos candidatos, que nem por isso deixa de ser muito mau: com John Kerry e a intragável Madame Ketchup ocupando a Casa Branca, a guerra cultural aos valores tradicionais fundamentais do Ocidente conheceria um novo e forte alento, facto de que parte não despicienda do eleitorado americano se apercebeu atempadamente, reagindo em consonância; por outro lado, é sempre divertido observar a fúria descontrolada do esquerdalho bem-pensante europeu, que adora tomar os seus desejos pela realidade, face ao resultado final da compita presidencial americana.
Glosando a Félix Lamas - conclusão
“Es pues, desde esta perspectiva, desde la cual cabe inteligir la autarquía por la que se define la comunidad política. Autarquía significa etimológicamente autosuficiencia, es decir, la índole de aquello que ha satisfecho sus necesidades o apetitos naturales y que, en consecuencia, está colmado en cuanto a las exigencias de su esencia y, por lo tanto, no depende para la actualización de ésta de otro agente exterior. Es un concepto implicado por el de perfección y nocionalmente muy próximo a la paz. Del fin del hombre, vale decir, de la eudemonia (felicidad o perfección objetiva) predica Aristóteles en primer lugar la autarquía (Cfr. Etica Nicomaquea, LI, cap 7, 1097b); y como la felicidad consiste en una cierta forma de vida, es la vida feliz la que, en primer lugar, ha de ser considerada autárquica’ de ahí que la autarquía resulte una propiedad de la sabiduría, como la forma de vida del hombre feliz. Ahora bien, en la medida en que la perfección de la vida del hombre requiere de la vida social y, más específicamente, dentro de ésta, del Estado, la autarquía es también una propiedad del bien común. Ella es, pues, la autosuficiencia de la vida social perfecta, como realización social máxima de las posibilidades naturales del hombre, según sus circunstancias concretas. De la autarquía del fin del Estado deriva la autarquía formal de éste; en tal sentido, se identifica con la autosuficiencia social para la realización del bien común temporal; es decir, autosuficiencia comunitaria de los medios y de todas las disposiciones sociales en relación con el fin indicado. Y así como la sociabilidad del hombre no empece su condición de todo sustantivo que existe en sí y consigo mismo, análogamente la comunicación internacional de los Estados -hoy llamada quizás con abuso semántico y conceptual “interdependencia”- no le quita al Estado su autarquía, que es el fundamento de su independencia política y de la soberanía -en su orden- de su poder.”
Simplemente insistir que es el concepto filosófico de autarquía el señalado por Lamas, no el concepto económico. De todas maneras el filósofo alemán Carl Schmitt hablaba de una geopolítica basada en los grandes espacios naturales. Si uno lo mira bien ese concepto de la autarquía es hoy posible en un alto grado cuando se integra en los grandes espacios naturales. Un gran espacio natural sería Iberoamérica, desde México hasta la Tierra del Fuego, con sus zonas históricas y naturalmente afines como Portugal, España, Angola, Mozambique, Guinea Ecuatorial, Timor Este, las Filipinas, etc. Que no se diga que tal unidad natural no podría ser autárquica.
“Dado que la forma del Estado es un cierto orden, cuyo principio de ordenación es el bien común, ella se identifica con el plexo de relaciones que existen entre las partes -principalmente entre sus actos- y entre éstas y el todo social. En la forma del Estado debe pues distinguirse una estructura disposicional que comprende las relaciones constitutivas de la comunidad política y que, respecto de cada parte, son relaciones de pertenencia, y una estructura de organización de las partes, que a su vez es doble, a saber: a) las relaciones de autoridad o de subordinación entre los que mandan y los que obedecen; b) la disposición relativa y recíproca de todas las partes, entre las cuales puede haber relaciones de igualdad o de desigualdad. La forma total se identifica con el orden político. El régimen –entendido en sentido estricto como la disposición y distribución de las magistraturas públicas, según la clásica definición aristotélica- en cambio, es sólo una parte estructural -ciertamente principal, supuesta la existencia del Estado –del orden político. Consiguientemente, cuando se piensa en la Constitución del Estado, en cuanto forma o principio estructurante del mismo, debe hacerse análoga distinción; y así, más fundamentalmente que la división entre constitución material y formal, hay que hablar de: a) Constitución total del Estado, que incluye el orden social, económico y cultural, que está incluído en la totalidad estatal y regido por el orden político; y b) la constitución de los poderes y de las relaciones de éstos con los ciudadanos y con los grupos infrapolíticos.”
“De esto resulta que el orden político, si bien determina, actualiza, desarrolla, rectifica y perfecciona al resto del orden social, que respecto de él es como la materia inmediata, está limitado en sus posibilidades por la disposición de dicha materia, vale decir, por la realidad de las comunidades -con su encuadramiento concreto- que lo integra. De ahi que las formas constitucionales, cualquiera sea el sentido que quiera dársele a la expresión, no estén sujetas -en su verdad- al arbitrio de los que ocasionalmente mandan con autoridad, y menos aun, de los que detentan el poder. La constitución o el régimen es principalmente el fruto de la tradición, que es la fuente, la orientación, las posibilidades de éxito y el límite del gobernante que quiera asumir las funciones de fundador, conservador, reformador o restaurador de la vida política.”
Rafael Castela Santos
Simplemente insistir que es el concepto filosófico de autarquía el señalado por Lamas, no el concepto económico. De todas maneras el filósofo alemán Carl Schmitt hablaba de una geopolítica basada en los grandes espacios naturales. Si uno lo mira bien ese concepto de la autarquía es hoy posible en un alto grado cuando se integra en los grandes espacios naturales. Un gran espacio natural sería Iberoamérica, desde México hasta la Tierra del Fuego, con sus zonas históricas y naturalmente afines como Portugal, España, Angola, Mozambique, Guinea Ecuatorial, Timor Este, las Filipinas, etc. Que no se diga que tal unidad natural no podría ser autárquica.
“Dado que la forma del Estado es un cierto orden, cuyo principio de ordenación es el bien común, ella se identifica con el plexo de relaciones que existen entre las partes -principalmente entre sus actos- y entre éstas y el todo social. En la forma del Estado debe pues distinguirse una estructura disposicional que comprende las relaciones constitutivas de la comunidad política y que, respecto de cada parte, son relaciones de pertenencia, y una estructura de organización de las partes, que a su vez es doble, a saber: a) las relaciones de autoridad o de subordinación entre los que mandan y los que obedecen; b) la disposición relativa y recíproca de todas las partes, entre las cuales puede haber relaciones de igualdad o de desigualdad. La forma total se identifica con el orden político. El régimen –entendido en sentido estricto como la disposición y distribución de las magistraturas públicas, según la clásica definición aristotélica- en cambio, es sólo una parte estructural -ciertamente principal, supuesta la existencia del Estado –del orden político. Consiguientemente, cuando se piensa en la Constitución del Estado, en cuanto forma o principio estructurante del mismo, debe hacerse análoga distinción; y así, más fundamentalmente que la división entre constitución material y formal, hay que hablar de: a) Constitución total del Estado, que incluye el orden social, económico y cultural, que está incluído en la totalidad estatal y regido por el orden político; y b) la constitución de los poderes y de las relaciones de éstos con los ciudadanos y con los grupos infrapolíticos.”
“De esto resulta que el orden político, si bien determina, actualiza, desarrolla, rectifica y perfecciona al resto del orden social, que respecto de él es como la materia inmediata, está limitado en sus posibilidades por la disposición de dicha materia, vale decir, por la realidad de las comunidades -con su encuadramiento concreto- que lo integra. De ahi que las formas constitucionales, cualquiera sea el sentido que quiera dársele a la expresión, no estén sujetas -en su verdad- al arbitrio de los que ocasionalmente mandan con autoridad, y menos aun, de los que detentan el poder. La constitución o el régimen es principalmente el fruto de la tradición, que es la fuente, la orientación, las posibilidades de éxito y el límite del gobernante que quiera asumir las funciones de fundador, conservador, reformador o restaurador de la vida política.”
Rafael Castela Santos
Os Filhos de Ramires
Embora não tenha estado presente na sessão de lançamento do livro "Filhos de Ramires - As Origens do Integralismo Lusitano", de José Manuel Quintas - algum dos meus leitores compareceu a tal evento?... -, ontem mesmo adquiri tal obra e já me lancei à sua leitura. Brevemente, contarei neste espaço as impressões que a mesma me causou; até lá, sugiro que vão seguindo atentamente os textos do Rafael Castela Santos sobre Félix Lamas, pois é leitura de primeira classe merecedora de toda a nossa atenção.
quarta-feira, novembro 03, 2004
Glosando a Félix Lamas - 2
“Sólo desde semejante perspectiva puede entenderse que se pueda propiciar el ‘achicamiento del Estado’, lo cual, de suyo, significa nada menos que la pretensión de achicar el horizonte perfectivo de los hombres. Hablando con un mínimo de propiedad, empequeñecer el Estado es pura bellaquería, manifestación del enanismo moral y, en quienes tienen a su cuidado los destinos de la comunidad política, una enorme traición.”
Porque es precisamente Hobbes, en su Leviatán, el que señala con horror la imposibilidad de un orden dentro del estado. Desorden que es causado, aunque Hobbes no lo señale abiertamente, por la fractura ocasionada por la herejía protestante y por la secularización de la política de Jean Bodin. Ante este problema insoluble Hobbes opta, al igual que el heresiarca Lutero, por la autoridad máxima, incuestionable y tiránica del príncipe como manera de lograr imponer un orden externo donde antes había no un orden, sino una armonía interna inspirada por la sana doctrina del Evangelio en manos de la Santa Madre Iglesia. Se cumple así el dictum de Don Juan Donoso Cortés, quien afirmaba que “cuando el termómetro religioso está alto el termómetro político está bajo, pero cuando el termómetro religioso está bajo el termómetro político tiene que estar alto para mantener el orden”.
Cuando el protestantismo pierde con los años la conexión siquiera lejana que tenía con lo católico viene lo inevitable: la idolatría del éxito y de la fuerza, verdaderas hijastras del calvinismo, en particular en su versión puritana. Es lo que Max Weber explicitó en su libro La Ética protestante y el espíritu del capitalismo. Para que Weber lograse su revolución sociológica tuvo que haber antes un Adam Smith que fijase el quicio de la vida humana en la economía, en la adoración de Mamonna. Aparte de lamentar que hubiera habido un Moisés que hubiera ordenado que la tierra tragase a todos los plutócratas que en el mundo son, la reflexión lógica es que ahora hay que desembarazarse del estado porque el estado todavía, y como inercia de lo católico, todavía pone trabas a la usura, al comercio y a la dominación total por parte de la clase financiero-mercantil. Este es el punto de arranque del liberalismo moderno cuya manifestación última es la “globalización”. Pretender encontrar fundamentos étnicos en lo que tiene un fundamento crematístico y envilecedor del espíritu es marrar por completo.
“Tampoco puede identificarse con la patria, pues sus conceptos son distintos. Puede ocurrir, claro está, que ambos coincidan materialmente; pero esa coincidencia puede no verificarse, manteniéndose entonces la distinción de los órdenes de deberes que, eventualmente, pueden convertirse en fuente de conflictos políticos y de conciencia. La idea del Estado es formalmente más rígida, cuyo núcleo es, como se dijo, el concepto de autarquía; por esa razón, la forma del Estado -entendido en sentido riguroso como comunidad perfecta o autárquica en lo temporal- es excluyente de toda otra autarquía del mismo orden. De ahí que un Estado autárquico no pueda formar parte de otro Estado igualmente autárquico. Suárez piensa lo contrario. Él cree que una comunidad perfecta -v.gr. la ciudad, según él mismo entiende- puede formar parte de otra, como ser el reino; ambas serían perfectas, sólo que la primera, en cuanto parte de la segunda, sería por esa razón imperfecta comparada con la primera, aunque absolutamente sea perfecta (cfr. De Legibus ac Deo Legislatore, L.I, cap VI, 19). Esta opinión, que cabe reputar como falsa, no toma en consideración el concepto de autosuficiencia, central en la ética y en la política de Aristóteles y Santo Tomás. La patria, en cambio, tiene desde un cierto punto de vista fronteras materiales y formales menos rígidas, en la medida en que cabe hablar de una “patria chica” (la patria “local”) y de una patria grande (la totalidad del patrimonio físico y espiritual que conforma la personalidad de los hombres). La Argentina, por ejemplo, como patria, incluye las patrias chicas cuyos derechos reivindica el federalismo, y se inscribe a su vez en la patria grande, herencia del Imperio Hispánico, según el espíritu de la tradición viva y común de las Españas Universas. Desde otro punto de vista, en cambio, las fronteras internas y externas de la patria son más firmes e inalterables, pues ellas están constituidas por la naturaleza y la tradición, y no están sujetas a tratados, claudicaciones o asambleas en los cuales el arbitrio y la debilidad de los hombres singulares que representan al Estado negocian territorio, costumbres, formas políticas, la paz, la dignidad, y - a veces - hasta la misma existencia de lo innegociable: la patria. Como comunidad perfecta el Estado está ordenado a la perfección y a la grandeza de la Patria, porque ella asegura al hombre la más alta dignidad temporal de la vida.”
Con esto Lamas redondea la idea de la relación entre patria y Estado a que aludí arriba, en el contexto de la causa final del Estado, que es el bien común, la res-publica de los romanos.
“La materia inmediata del Estado no la constituyen las personas singulares, como sostienen los individualistas, sino el conjunto de comunidades infrapolíticas (familias, municipios, corporaciones y demás formas asociativas) que conforman el pueblo. Y más próximamente aun, las praxis colectivas respectivas, en las que el grupo se manifiesta y tiene realidad actual. El pueblo no es, obviamente, la masa indiferenciada de individuos, ni tampoco la mera colección o multitud de grupos sociales relacionados entre sí por la jurisdicción o la autoridad del Estado; por el contrario, es una cierta unidad cuasi-orgánica, constituida por la concordia o común querer acerca de ciertos bienes e intereses, necesarios para la vida, y conformada por el derecho.”
Hagamos hincapié en esto último. El pueblo es “una cierta unidad quasi-orgánica, constituida por la concordia y conformada por el derecho”. Como Lamas comenta a renglón seguido, la causa formal del estado devendrá también la Ley -el derecho perfecto-; sin embargo el derecho consuetudinario y específicamente los hábitos sociales y políticos son propiamente su materia inmediata, o causa material. El constituyente formal del pueblo, por su parte, es el “cierto querer común” que constituye la concordia política, cifrando así el profesor Félix Lamas la verdadera e íntima naturaleza del pueblo en un hecho espiritual. Más aún, indica aquí Lamas que el respeto del estado hacia las “personas intermedias”, hacia las “comunidades infrapolíticas”, lo que la muy católica doctrina política carlista llama “los cuerpos intermedios” es más que el respeto del estado hacia algo externo que debe respetar, sino es el respeto a sí mismo. La voladura de los cuerpos intermedios, como los gremios o corporaciones, las Universidades, o los municipios, entre otros, no lleva sino a la tiranía en línea recta, al estado omnipresente y regulador de todos los aspectos de la vida humana, al Leviatán último o, en su defecto, a la jungla del ultracapitalismo moderno, verdadera cacería de los débiles por parte de los poderosos y potentados.
“Claro está que sin Estado o comunidad perfecta no hay derecho perfecto; pero aún imperfecto, hay un derecho consuetudinario y convencional que casi con espontaneidad nace cotidianamente en la vida social y al cual el Estado debe reconocer, rectificar, y dotar de eficacia. Este concepto de pueblo, que tiene la antigüedad del pensamiento de Cicerón y que a través de San Agustín se prolonga hasta Suárez inclusive, se aproxima hasta casi identificarse con lo que Hegel denomina Sociedad Civil (die bürgerliche Gesellschaft). El pueblo no puede conservar su unidad sin la forma del Estado, de la misma manera que el cuerpo se descompone cuando el alma se separa. Pero ello no autoriza a identificarlo con el Estado, como no puede confundirse el cuerpo humano con el hombre. El pueblo, a su vez, está determinado materialmente por factores étnico-biológicos, geográficos, económicos y culturales. Su propia conformación social, más o menos fuerte, más o menos solidaria o armoniosa, determina las posibilidades del Estado. No puede haber un Estado grande, saludable y próspero con un pueblo raquítico. Si el pueblo es la materia próxima del Estado, de su adecuada disposición dependerá la armonía de éste, su vigor y perdurabilidad.”
“La forma o estructura inmanente constitutiva del Estado -y puesto que éste es un todo de orden práctico- consiste en una disposición a su fin inmediato, el bien común temporal.”
Y dado que el bien común temporal es cosa de hombres, su complexión y su acabamiento no pueden ignorar el fin último del hombre, y por lo tanto -al decir de León XIII- el estado tiene, en este sentido, obligación de ser católico. Cuando los que detentan el poder se inclinan consistentemente en contra de la verdadera fe, o en contra de la Iglesia de Cristo, se oponen al fin del estado y limitan la capacidad de los ciudadanos de alcanzar la perfección posible. Por seguir en con histórico ejemplo anterior, el estado francés, en cuanto comunidad política y expresión unificada del pueblo de Francia, comenzó a alejarse del camino del verdadero bien común y a favor de la centralización del poder y el engrandecimiento del gobierno mucho antes de la revolución, que no fue sino la consecuencia -y al decir de Joseph de Maistre el castigo- de ese alejamiento. A mi entender, los franceses encontraron su identidad “nacional” a expensas del abandono de la Iglesia y el Imperio. Ciertamente no fue ésto lo que Santa Juana trató de hacer, o lo que San Luis Rey hizo, pero en el curso de la historia de Francia, desde San Luis hasta Luis XVI, la cuesta abajo se fue acentuando cada vez más. (continua)
Porque es precisamente Hobbes, en su Leviatán, el que señala con horror la imposibilidad de un orden dentro del estado. Desorden que es causado, aunque Hobbes no lo señale abiertamente, por la fractura ocasionada por la herejía protestante y por la secularización de la política de Jean Bodin. Ante este problema insoluble Hobbes opta, al igual que el heresiarca Lutero, por la autoridad máxima, incuestionable y tiránica del príncipe como manera de lograr imponer un orden externo donde antes había no un orden, sino una armonía interna inspirada por la sana doctrina del Evangelio en manos de la Santa Madre Iglesia. Se cumple así el dictum de Don Juan Donoso Cortés, quien afirmaba que “cuando el termómetro religioso está alto el termómetro político está bajo, pero cuando el termómetro religioso está bajo el termómetro político tiene que estar alto para mantener el orden”.
Cuando el protestantismo pierde con los años la conexión siquiera lejana que tenía con lo católico viene lo inevitable: la idolatría del éxito y de la fuerza, verdaderas hijastras del calvinismo, en particular en su versión puritana. Es lo que Max Weber explicitó en su libro La Ética protestante y el espíritu del capitalismo. Para que Weber lograse su revolución sociológica tuvo que haber antes un Adam Smith que fijase el quicio de la vida humana en la economía, en la adoración de Mamonna. Aparte de lamentar que hubiera habido un Moisés que hubiera ordenado que la tierra tragase a todos los plutócratas que en el mundo son, la reflexión lógica es que ahora hay que desembarazarse del estado porque el estado todavía, y como inercia de lo católico, todavía pone trabas a la usura, al comercio y a la dominación total por parte de la clase financiero-mercantil. Este es el punto de arranque del liberalismo moderno cuya manifestación última es la “globalización”. Pretender encontrar fundamentos étnicos en lo que tiene un fundamento crematístico y envilecedor del espíritu es marrar por completo.
“Tampoco puede identificarse con la patria, pues sus conceptos son distintos. Puede ocurrir, claro está, que ambos coincidan materialmente; pero esa coincidencia puede no verificarse, manteniéndose entonces la distinción de los órdenes de deberes que, eventualmente, pueden convertirse en fuente de conflictos políticos y de conciencia. La idea del Estado es formalmente más rígida, cuyo núcleo es, como se dijo, el concepto de autarquía; por esa razón, la forma del Estado -entendido en sentido riguroso como comunidad perfecta o autárquica en lo temporal- es excluyente de toda otra autarquía del mismo orden. De ahí que un Estado autárquico no pueda formar parte de otro Estado igualmente autárquico. Suárez piensa lo contrario. Él cree que una comunidad perfecta -v.gr. la ciudad, según él mismo entiende- puede formar parte de otra, como ser el reino; ambas serían perfectas, sólo que la primera, en cuanto parte de la segunda, sería por esa razón imperfecta comparada con la primera, aunque absolutamente sea perfecta (cfr. De Legibus ac Deo Legislatore, L.I, cap VI, 19). Esta opinión, que cabe reputar como falsa, no toma en consideración el concepto de autosuficiencia, central en la ética y en la política de Aristóteles y Santo Tomás. La patria, en cambio, tiene desde un cierto punto de vista fronteras materiales y formales menos rígidas, en la medida en que cabe hablar de una “patria chica” (la patria “local”) y de una patria grande (la totalidad del patrimonio físico y espiritual que conforma la personalidad de los hombres). La Argentina, por ejemplo, como patria, incluye las patrias chicas cuyos derechos reivindica el federalismo, y se inscribe a su vez en la patria grande, herencia del Imperio Hispánico, según el espíritu de la tradición viva y común de las Españas Universas. Desde otro punto de vista, en cambio, las fronteras internas y externas de la patria son más firmes e inalterables, pues ellas están constituidas por la naturaleza y la tradición, y no están sujetas a tratados, claudicaciones o asambleas en los cuales el arbitrio y la debilidad de los hombres singulares que representan al Estado negocian territorio, costumbres, formas políticas, la paz, la dignidad, y - a veces - hasta la misma existencia de lo innegociable: la patria. Como comunidad perfecta el Estado está ordenado a la perfección y a la grandeza de la Patria, porque ella asegura al hombre la más alta dignidad temporal de la vida.”
Con esto Lamas redondea la idea de la relación entre patria y Estado a que aludí arriba, en el contexto de la causa final del Estado, que es el bien común, la res-publica de los romanos.
“La materia inmediata del Estado no la constituyen las personas singulares, como sostienen los individualistas, sino el conjunto de comunidades infrapolíticas (familias, municipios, corporaciones y demás formas asociativas) que conforman el pueblo. Y más próximamente aun, las praxis colectivas respectivas, en las que el grupo se manifiesta y tiene realidad actual. El pueblo no es, obviamente, la masa indiferenciada de individuos, ni tampoco la mera colección o multitud de grupos sociales relacionados entre sí por la jurisdicción o la autoridad del Estado; por el contrario, es una cierta unidad cuasi-orgánica, constituida por la concordia o común querer acerca de ciertos bienes e intereses, necesarios para la vida, y conformada por el derecho.”
Hagamos hincapié en esto último. El pueblo es “una cierta unidad quasi-orgánica, constituida por la concordia y conformada por el derecho”. Como Lamas comenta a renglón seguido, la causa formal del estado devendrá también la Ley -el derecho perfecto-; sin embargo el derecho consuetudinario y específicamente los hábitos sociales y políticos son propiamente su materia inmediata, o causa material. El constituyente formal del pueblo, por su parte, es el “cierto querer común” que constituye la concordia política, cifrando así el profesor Félix Lamas la verdadera e íntima naturaleza del pueblo en un hecho espiritual. Más aún, indica aquí Lamas que el respeto del estado hacia las “personas intermedias”, hacia las “comunidades infrapolíticas”, lo que la muy católica doctrina política carlista llama “los cuerpos intermedios” es más que el respeto del estado hacia algo externo que debe respetar, sino es el respeto a sí mismo. La voladura de los cuerpos intermedios, como los gremios o corporaciones, las Universidades, o los municipios, entre otros, no lleva sino a la tiranía en línea recta, al estado omnipresente y regulador de todos los aspectos de la vida humana, al Leviatán último o, en su defecto, a la jungla del ultracapitalismo moderno, verdadera cacería de los débiles por parte de los poderosos y potentados.
“Claro está que sin Estado o comunidad perfecta no hay derecho perfecto; pero aún imperfecto, hay un derecho consuetudinario y convencional que casi con espontaneidad nace cotidianamente en la vida social y al cual el Estado debe reconocer, rectificar, y dotar de eficacia. Este concepto de pueblo, que tiene la antigüedad del pensamiento de Cicerón y que a través de San Agustín se prolonga hasta Suárez inclusive, se aproxima hasta casi identificarse con lo que Hegel denomina Sociedad Civil (die bürgerliche Gesellschaft). El pueblo no puede conservar su unidad sin la forma del Estado, de la misma manera que el cuerpo se descompone cuando el alma se separa. Pero ello no autoriza a identificarlo con el Estado, como no puede confundirse el cuerpo humano con el hombre. El pueblo, a su vez, está determinado materialmente por factores étnico-biológicos, geográficos, económicos y culturales. Su propia conformación social, más o menos fuerte, más o menos solidaria o armoniosa, determina las posibilidades del Estado. No puede haber un Estado grande, saludable y próspero con un pueblo raquítico. Si el pueblo es la materia próxima del Estado, de su adecuada disposición dependerá la armonía de éste, su vigor y perdurabilidad.”
“La forma o estructura inmanente constitutiva del Estado -y puesto que éste es un todo de orden práctico- consiste en una disposición a su fin inmediato, el bien común temporal.”
Y dado que el bien común temporal es cosa de hombres, su complexión y su acabamiento no pueden ignorar el fin último del hombre, y por lo tanto -al decir de León XIII- el estado tiene, en este sentido, obligación de ser católico. Cuando los que detentan el poder se inclinan consistentemente en contra de la verdadera fe, o en contra de la Iglesia de Cristo, se oponen al fin del estado y limitan la capacidad de los ciudadanos de alcanzar la perfección posible. Por seguir en con histórico ejemplo anterior, el estado francés, en cuanto comunidad política y expresión unificada del pueblo de Francia, comenzó a alejarse del camino del verdadero bien común y a favor de la centralización del poder y el engrandecimiento del gobierno mucho antes de la revolución, que no fue sino la consecuencia -y al decir de Joseph de Maistre el castigo- de ese alejamiento. A mi entender, los franceses encontraron su identidad “nacional” a expensas del abandono de la Iglesia y el Imperio. Ciertamente no fue ésto lo que Santa Juana trató de hacer, o lo que San Luis Rey hizo, pero en el curso de la historia de Francia, desde San Luis hasta Luis XVI, la cuesta abajo se fue acentuando cada vez más. (continua)
Rafael Castela Santos
Uma história do Padre Pio
Tal como havia prometido ao Camisa Negra, aqui lhe retribuo o facto de me ter dedicado um magnífico texto de Gustavo Corção, como o são todos saídos da pena desse ilustre autor brasileiro. Apesar de não concordar com tudo aquilo que se publicita no Fascismo em Rede - que sempre faz parte dos meus recomendados desde o momento da sua aparição -, estou absolutamente convicto de que o seu responsável tem perfeita noção da fundamental importância do contributo do Cristianismo para toda a tradição ocidental, e que de modo algum confunde o Catolicismo com o seu sucedâneo herético modernista que por aí circula; daquelas bandas jamais ouviremos invectivas sobre o "bolchevismo da antiguidade" e outros dislates semelhantes.
A história que ora aqui se deixa faz parte do longo repertório bem-humorado com que o Padre Pio - São Pio de Pietrelcina (1887 - 1968) - gostava de brindar os seus amigos. Retirada do livro de Renzo Allegri, "Padre Pio, um santo entre nós - Lisboa, Paulinas, 1999", era muito contada pelo santo nos anos do pós-guerra:
"Havia certo homem que se queixava do rumo tomado pela política, dos roubos e dos maus costumes. Dizia ele: "Ah, se Mussolini ainda vivesse! Ah, como eu gostaria de poder contar ao Duce o que está a acontecer". Ouviu então uma voz, que lhe dizia: "Se queres falar com Mussolini, pega naquela escada e bate ao portão. Encontrarás o que procuras".
O homem olhou na direcção de onde provinha a voz, e viu uma escada cheia de silvos e de espinhos. Curioso, começou a subir com muito esforço, e deu consigo frente a um portão de ferro. Bateu, mas retirou imediatamente a mão, porque o ferro estava em brasa e tinha-lhe queimado a pele. O portão abriu-se e uma carranca muito feia perguntou-lhe: "Que queres? Que viestes cá fazer? Aqui entra-se com a alma, e não com o corpo!"
"Por favor," ,disse aquele homem, "eu vim para falar com Mussolini."
"Aqui não há nenhum Mussolini", respondeu a horrenda figura, e bateu-lhe com o portão na cara. Então o homem viu que havia outra escada. Estava mais limpa. Subiu os degraus e deparou com uma grande porta de madeira. Bateu e veio abrir um anjo. "Que queres? Não sabes que aqui se vem com a alma, e não com o corpo?"
"Ando à procura de Mussolini", replicou o homem.
"Aqui não há nenhum Mussolini", retorquiu o anjo. "Tenta no andar de cima".
Com efeito, ainda havia uma terceira escada. Era toda de veludo e, por corrimão, tinha dois cordões dourados. No cimo da escada havia uma porta aberta, que deixava entrever uma paisagem cheia de luz e de prados verdejantes. O visitante entrou e ouviu um coro maravilhoso. Ficou extasiado a escutar, quando apareceu a seu lado São Pedro que lhe perguntou, com ar severo: "Não sabes que aqui se vem com a alma, e não com o corpo?"
"Ando à procura de Mussolini", disse o homem. "Já estive no Inferno e no Purgatório, mas os porteiros disseram-me que ele não estava lá, e sugeriram-me que o procurasse aqui".
"Vejamos nos registos", disse São Pedro. "Então, que Mussolini procuras?"
"Benito, o Duce do Fascismo."
"Ah, aquele que vivia em Roma", comentou São Pedro, fechando o registo e esboçando um sorriso. "Não, não está cá, ainda não chegou cá acima. Ficou no coração dos italianos".
A história que ora aqui se deixa faz parte do longo repertório bem-humorado com que o Padre Pio - São Pio de Pietrelcina (1887 - 1968) - gostava de brindar os seus amigos. Retirada do livro de Renzo Allegri, "Padre Pio, um santo entre nós - Lisboa, Paulinas, 1999", era muito contada pelo santo nos anos do pós-guerra:
"Havia certo homem que se queixava do rumo tomado pela política, dos roubos e dos maus costumes. Dizia ele: "Ah, se Mussolini ainda vivesse! Ah, como eu gostaria de poder contar ao Duce o que está a acontecer". Ouviu então uma voz, que lhe dizia: "Se queres falar com Mussolini, pega naquela escada e bate ao portão. Encontrarás o que procuras".
O homem olhou na direcção de onde provinha a voz, e viu uma escada cheia de silvos e de espinhos. Curioso, começou a subir com muito esforço, e deu consigo frente a um portão de ferro. Bateu, mas retirou imediatamente a mão, porque o ferro estava em brasa e tinha-lhe queimado a pele. O portão abriu-se e uma carranca muito feia perguntou-lhe: "Que queres? Que viestes cá fazer? Aqui entra-se com a alma, e não com o corpo!"
"Por favor," ,disse aquele homem, "eu vim para falar com Mussolini."
"Aqui não há nenhum Mussolini", respondeu a horrenda figura, e bateu-lhe com o portão na cara. Então o homem viu que havia outra escada. Estava mais limpa. Subiu os degraus e deparou com uma grande porta de madeira. Bateu e veio abrir um anjo. "Que queres? Não sabes que aqui se vem com a alma, e não com o corpo?"
"Ando à procura de Mussolini", replicou o homem.
"Aqui não há nenhum Mussolini", retorquiu o anjo. "Tenta no andar de cima".
Com efeito, ainda havia uma terceira escada. Era toda de veludo e, por corrimão, tinha dois cordões dourados. No cimo da escada havia uma porta aberta, que deixava entrever uma paisagem cheia de luz e de prados verdejantes. O visitante entrou e ouviu um coro maravilhoso. Ficou extasiado a escutar, quando apareceu a seu lado São Pedro que lhe perguntou, com ar severo: "Não sabes que aqui se vem com a alma, e não com o corpo?"
"Ando à procura de Mussolini", disse o homem. "Já estive no Inferno e no Purgatório, mas os porteiros disseram-me que ele não estava lá, e sugeriram-me que o procurasse aqui".
"Vejamos nos registos", disse São Pedro. "Então, que Mussolini procuras?"
"Benito, o Duce do Fascismo."
"Ah, aquele que vivia em Roma", comentou São Pedro, fechando o registo e esboçando um sorriso. "Não, não está cá, ainda não chegou cá acima. Ficou no coração dos italianos".
segunda-feira, novembro 01, 2004
Glosando a Félix Lamas: el Estado - 1
Cuando JSarto me invitó a ser colaborador de su blog, lo hizo encomendándome encarecidamente que trajera a A Casa de Sarto principalmente aquellos autores hispánicos que hubieran descollado en la aplicación de los principios católicos a la política. Creo no haber cumplido debidamente en estos últimos meses, donde apenas las menciones a Don Rafael Gambra y a Don Juan Vázquez de Mella han ocupado algún espacio (aparte de las del Padre Leonardo Castellani, que se ha convertido a Dios gracias en un icono de este modesto blog).
Dado que ha habido más de un comentario donde la distinción entre estado, nación y Patria no está suficientemente matizada, quiero traer al profesor argentino Félix Lamas, discípulo del insigne católico y carlista Elías de Tejada. Para ello utilizaré un artículo publicado en la extraordinaria y recomendable revista Moenia (IX, 1982). La cursiva son mis glosas.
El Estado
La polis existe para la práctica de las buenas acciones y no en razón de la mera vida social.
Aristóteles, Política, III, 1281a
“La polis es una comunidad de familias y municipios para una vida perfecta y autárquica, es decir, en nuestro concepto, para una vida bella y feliz” (Aristóteles, Política, III, 1280b-1281a). Esta definición está formulada desde la perspectiva del fin natural del hombre, de ahí su valor universal, que excede los límites temporales de la polis griega y que se extiende a toda la comunidad política (civitas, república, imperio, reino, Estado), cualquiera sea su denominación, característica histórica o dimensión, que realice la “autarquía” humano-social, con las modalidades, posibilidades y limitaciones propias de cada época o cultura".
Mientras que los positivistas, como Kelsen, hacen una cierta identificación entre Estado y Nación (a la que definen como unidad de jurisdicción e unidad de impugnación), la definición de polis en términos aristotélicos se identifica con la de civitas en Cicerón y Santo Tomás, y con la de Estado en los autores de la Escuela de Salamanca de derecho de gentes (los Padres Melchor Cano, Vitoria, Suárez, Cayetano, etc.), y está tomada desde el punto de vista de la causa final.
“El Estado, pues, no se define por su extensión social, sino por la intensidad de realización del bien humano. De tal manera, más allá de las diferencias que surgen de sus realizaciones concretas, la polis o el Estado tiene ciertos rasgos esenciales inalterables. Dicha inmutabilidad esencial procede de la naturaleza específica del hombre de la que deriva como una propiedad. Por esta razón y en ese sentido, el Estado y la vida política en general, son naturales; y la estructura de ambos, que incluye una constitutiva relación con el valor y con la norma, no depende enteramente, sino sólo en sus aspectos más secundarios, del arbitrio e inventiva humanos. Y aun en este caso, no del puro arbitrio sino de la libertad prudencial, alimentada y vivificada en su contenido por la sabiduría acerca de las cosas políticas y por la tradición.”
El hombre es un “animal social”, según la sabia definición aristotélica. La proyección natural de la sociabilidad humana es la política, es decir, la organización de la vida social y del bien común. El estado es una sociedad perfecta en el sentido tomista, o sea, una sociedad que es capaz de cumplir todas las funciones que tiene en sí misma y por sí misma. Es decir, el estado es una institución perenne, necesaria en cuanto natural y orientada al fin del hombre. El fin del estado, en cuanto distinto del fin del hombre individual, es el bien común, o por decirlo con Aristóteles, la “vida bella y feliz” de sus ciudadanos. Aquí cabe preguntarse por qué no se dice simplemente “feliz”, esto ha de entenderse en el contexto de la ética aristotélica y más todavía dentro de la antropología y psicología tomistas: la aspiración última del hombre es a la felicidad suma. Nacemos con una sed de infinito frente a la que los modernos sucedáneos, como la sexualidad freudiana, es un chiste barato. Aquí está el quicio entre el fin último de la política y la moralidad y la ética que ésta debe exigir. De lo que se trata es de la grandeza de la Patria y del estado -en cuanto marco y medida de la perfección posible al hombre individual- que son ampliadas por la belleza de los actos heroicos y nobles. La nobleza y el heroísmo pueden no ser necesarias para la felicidad alcanzable en este mundo, pero ciertamente son virtudes hermosas que engrandecen lo que Lamas llama “el horizonte perfectivo” del hombre individual, que está contenido en los límites de la Patria y en el fin del estado.
“La índole comunitaria del Estado, reconocida en forma unánime por la tradición occidental, impide que se lo pueda confundir con una mera estructura de poder o con lo que, contemporáneamente, suele llamarse “aparato estatal”. Por el contrario, el Estado es un cierto todo social, y la autoridad estatal y su organización una parte de su constitutivo formal. Se debe a algunas corrientes del pensamiento francés, recogidas luego por el liberalismo, la idea según la cual el Estado se confunde con el poder.”
Pongamos por ejemplo a Francia, pues los franceses llevan padeciendo la herejía galicanista desde finales del siglo XII. En el momento en que la cosmovisión católica no tuvo la presencia necesaria ese galicanismo se amplificó y cristalizó en la monarquía absoluta de Luis XIV. Bien es cierto que anteriormente Richelieu, auténtico canalla y codificador del Renacimiento, ya había hecho un gran ensayo general de confusión del Estado con el poder. Y bien es cierto, también, que antes lo había logrado a la perfección el infausto anticatólico Oliver Cronwell, en cuya Guerra Civil inglesa están prefiguradas todas las revoluciones, como acostumbraba a insistir Eric Voegelin. Más aún, es necesario que ese estado moderno tenga características poco menos que divinas, para lo que es imprescindible que otro francés, Descartes, destroce la filosofía y un asno como Kant de forma filosófica al estado prusiano. De Kant a Hegel, de Hegel a Feuerbach (los comunistas) y a Nietzsche (los nihilistas, nazis o no) hay poca distancia. La piedra angular de este desaguisado sigue siendo el disparatado “L’Etat c’est moi”. El problema es que la errónea identificación de Estado y poder creó un conflicto autodestructivo con el pueblo, que en su desarrollo posterior devino en las teorías liberales del “estado árbitro” y necedades análogas, que Lamas continúa en el párrafo siguiente. De hecho el rechazo, cuando no la abierta eliminación, del estado preconizado por los liberales y anarquistas es tan pernicioso como la identificación pura y dura del Estado con el poder. (continua)
Dado que ha habido más de un comentario donde la distinción entre estado, nación y Patria no está suficientemente matizada, quiero traer al profesor argentino Félix Lamas, discípulo del insigne católico y carlista Elías de Tejada. Para ello utilizaré un artículo publicado en la extraordinaria y recomendable revista Moenia (IX, 1982). La cursiva son mis glosas.
El Estado
La polis existe para la práctica de las buenas acciones y no en razón de la mera vida social.
Aristóteles, Política, III, 1281a
“La polis es una comunidad de familias y municipios para una vida perfecta y autárquica, es decir, en nuestro concepto, para una vida bella y feliz” (Aristóteles, Política, III, 1280b-1281a). Esta definición está formulada desde la perspectiva del fin natural del hombre, de ahí su valor universal, que excede los límites temporales de la polis griega y que se extiende a toda la comunidad política (civitas, república, imperio, reino, Estado), cualquiera sea su denominación, característica histórica o dimensión, que realice la “autarquía” humano-social, con las modalidades, posibilidades y limitaciones propias de cada época o cultura".
Mientras que los positivistas, como Kelsen, hacen una cierta identificación entre Estado y Nación (a la que definen como unidad de jurisdicción e unidad de impugnación), la definición de polis en términos aristotélicos se identifica con la de civitas en Cicerón y Santo Tomás, y con la de Estado en los autores de la Escuela de Salamanca de derecho de gentes (los Padres Melchor Cano, Vitoria, Suárez, Cayetano, etc.), y está tomada desde el punto de vista de la causa final.
“El Estado, pues, no se define por su extensión social, sino por la intensidad de realización del bien humano. De tal manera, más allá de las diferencias que surgen de sus realizaciones concretas, la polis o el Estado tiene ciertos rasgos esenciales inalterables. Dicha inmutabilidad esencial procede de la naturaleza específica del hombre de la que deriva como una propiedad. Por esta razón y en ese sentido, el Estado y la vida política en general, son naturales; y la estructura de ambos, que incluye una constitutiva relación con el valor y con la norma, no depende enteramente, sino sólo en sus aspectos más secundarios, del arbitrio e inventiva humanos. Y aun en este caso, no del puro arbitrio sino de la libertad prudencial, alimentada y vivificada en su contenido por la sabiduría acerca de las cosas políticas y por la tradición.”
El hombre es un “animal social”, según la sabia definición aristotélica. La proyección natural de la sociabilidad humana es la política, es decir, la organización de la vida social y del bien común. El estado es una sociedad perfecta en el sentido tomista, o sea, una sociedad que es capaz de cumplir todas las funciones que tiene en sí misma y por sí misma. Es decir, el estado es una institución perenne, necesaria en cuanto natural y orientada al fin del hombre. El fin del estado, en cuanto distinto del fin del hombre individual, es el bien común, o por decirlo con Aristóteles, la “vida bella y feliz” de sus ciudadanos. Aquí cabe preguntarse por qué no se dice simplemente “feliz”, esto ha de entenderse en el contexto de la ética aristotélica y más todavía dentro de la antropología y psicología tomistas: la aspiración última del hombre es a la felicidad suma. Nacemos con una sed de infinito frente a la que los modernos sucedáneos, como la sexualidad freudiana, es un chiste barato. Aquí está el quicio entre el fin último de la política y la moralidad y la ética que ésta debe exigir. De lo que se trata es de la grandeza de la Patria y del estado -en cuanto marco y medida de la perfección posible al hombre individual- que son ampliadas por la belleza de los actos heroicos y nobles. La nobleza y el heroísmo pueden no ser necesarias para la felicidad alcanzable en este mundo, pero ciertamente son virtudes hermosas que engrandecen lo que Lamas llama “el horizonte perfectivo” del hombre individual, que está contenido en los límites de la Patria y en el fin del estado.
“La índole comunitaria del Estado, reconocida en forma unánime por la tradición occidental, impide que se lo pueda confundir con una mera estructura de poder o con lo que, contemporáneamente, suele llamarse “aparato estatal”. Por el contrario, el Estado es un cierto todo social, y la autoridad estatal y su organización una parte de su constitutivo formal. Se debe a algunas corrientes del pensamiento francés, recogidas luego por el liberalismo, la idea según la cual el Estado se confunde con el poder.”
Pongamos por ejemplo a Francia, pues los franceses llevan padeciendo la herejía galicanista desde finales del siglo XII. En el momento en que la cosmovisión católica no tuvo la presencia necesaria ese galicanismo se amplificó y cristalizó en la monarquía absoluta de Luis XIV. Bien es cierto que anteriormente Richelieu, auténtico canalla y codificador del Renacimiento, ya había hecho un gran ensayo general de confusión del Estado con el poder. Y bien es cierto, también, que antes lo había logrado a la perfección el infausto anticatólico Oliver Cronwell, en cuya Guerra Civil inglesa están prefiguradas todas las revoluciones, como acostumbraba a insistir Eric Voegelin. Más aún, es necesario que ese estado moderno tenga características poco menos que divinas, para lo que es imprescindible que otro francés, Descartes, destroce la filosofía y un asno como Kant de forma filosófica al estado prusiano. De Kant a Hegel, de Hegel a Feuerbach (los comunistas) y a Nietzsche (los nihilistas, nazis o no) hay poca distancia. La piedra angular de este desaguisado sigue siendo el disparatado “L’Etat c’est moi”. El problema es que la errónea identificación de Estado y poder creó un conflicto autodestructivo con el pueblo, que en su desarrollo posterior devino en las teorías liberales del “estado árbitro” y necedades análogas, que Lamas continúa en el párrafo siguiente. De hecho el rechazo, cuando no la abierta eliminación, del estado preconizado por los liberales y anarquistas es tan pernicioso como la identificación pura y dura del Estado con el poder. (continua)
Rafael Castela Santos
domingo, outubro 31, 2004
O Regresso do Rei
No calendário litúrgico tradicional, comemora-se no último Domingo do mês de Outubro, hoje, a festa de Cristo-Rei. Tal celebração recorda-nos que um dia, certamente não muito longínquo, ocorrerá o regresso do Rei para reclamar o seu Reino daqueles que presentemente o usurpam.
A este propósito, aqui fica um notável texto do padre argentino Leonardo Castellani, S.J. - nem todos os jesuítas traíram Cristo e Santo Inácio de Loyola, no século XX -, extraído do seu "Cristo, vuelve o no vuelve?":
"La enfermedad mental específica del mundo moderno es pensar que Cristo no vuelve más; o al menos, no pensar que vuelve.
En consecuencia, el mundo moderno no entiende lo que pasa. Dice que el Cristianismo ha fracasado. Inventa sistemas, a la vez fantásticos y atroces, para salvar a la humanidad. Está a punto de dar a luz una nueva religión. Quiere construir otra torre de Babel que llegue al cielo. Quiere reconquistar el Jardín del Edén con solas las fuerzas humanas.
Está lleno de profetas que dicen: "Yo soy. Aquí estoy. Este es el programa para salvar al mundo. La Carta de la Paz, el Pacto del Progreso y la Liga de la Felicidad. La Una, la Onu, la Onam, la Unesco! Mírenme a mí! Yo soy".
La herejía de hoy, descrita por Hilaire Belloc en su libro "Las Grandes Herejías", pareciera explicitamente no negar ningún dogma cristiano, sino falsificarlos todos.
Pero, mirándolo bien, niega explícitamente la segunda venida de Cristo; y con ella, niega su Reyecía, su Mesianidad y su Divinidad. Es decir, niega el proceso divino de la Historia. Y al negar la Divinidad de Cristo, niega a Dios. Es ateísmo radical revestido de las formas de la religiosidad.
Con retener todo el aparato externo y la fraseología cristiana, falsifica el cristianismo, transformándolo en adoración del hombre; o sea sentando al hombre en el tiemplo de Dios, como si fuese Dios. Exalta al hombre como si sus fuerzas fuesen infinitas. Promete al hombre el reino de Dios y el paraíso en la tierra por sus proprias fuerzas.
La adoración de la Ciencia, la esperanza en el Progreso y la desaforada Religión de la Democracia, no son sino idolatría del hombre; o sea, el fondo satánico de todas las herejías, ahora en estado puro.
De los despojos muertos del cristianismo protestante, galvanizados por un espíritu que no es de Cristo, una nueva religión se está formando ante nuestros ojos.
Esto se llamó sucesivamente filosofismo, naturalismo, laicismo, protestantismo liberal, catolicismo liberal, modernismo... Todas esas corrientes confluyen ahora y conspiran a fundirse en una nueva fe universal que en Renán, Marx y Rousseau tiene ya sus precursores.
Esta religión no tiene todavía nombre, y cuando lo tenga, ese nombre no será el suyo. Todos los cristianos que no creen en la segunda venida de Cristo se plegarán a ella. Y ella les hará creer en la venida del OTRO. Porque yo vine en nombre de mi Padre y no me recibisteis; pero otro vendrá en su proprio nombre y le recibiréis (San Juan, V, 43).
De ellos escribió el primer Papa:
"Sabed, en primer lugar, que vendrán en los últimos días en decepción seductores que andan según sus concuspiscencias!
Y dirán: "Donde está la promesa de su venida? Todas las cosas perseveran lo mismo que desde el principio del mundo, después que murieron los Padres".
Se les esconde a los que esto quisieron, que al principio fue el cielo y la tierra sacada del agua y consistente sobre el agua por el verbo de Dios.
De donde aquel mundo de entonces, inundado del agua, pereció.
Pero los cielos de ahora y la tierra en el mismo verbo de Dios cimentados, están reservados al fuego del día del juicio, y la perdición de los impíos...
No olvida Dios su promesa, como algunos creen; mas obra con paciencia por vosostros, no queriendo que perezca nadie, sino que todos se conviertan a penitencia" (II Petr. III, 3-9)".
A este propósito, aqui fica um notável texto do padre argentino Leonardo Castellani, S.J. - nem todos os jesuítas traíram Cristo e Santo Inácio de Loyola, no século XX -, extraído do seu "Cristo, vuelve o no vuelve?":
"La enfermedad mental específica del mundo moderno es pensar que Cristo no vuelve más; o al menos, no pensar que vuelve.
En consecuencia, el mundo moderno no entiende lo que pasa. Dice que el Cristianismo ha fracasado. Inventa sistemas, a la vez fantásticos y atroces, para salvar a la humanidad. Está a punto de dar a luz una nueva religión. Quiere construir otra torre de Babel que llegue al cielo. Quiere reconquistar el Jardín del Edén con solas las fuerzas humanas.
Está lleno de profetas que dicen: "Yo soy. Aquí estoy. Este es el programa para salvar al mundo. La Carta de la Paz, el Pacto del Progreso y la Liga de la Felicidad. La Una, la Onu, la Onam, la Unesco! Mírenme a mí! Yo soy".
La herejía de hoy, descrita por Hilaire Belloc en su libro "Las Grandes Herejías", pareciera explicitamente no negar ningún dogma cristiano, sino falsificarlos todos.
Pero, mirándolo bien, niega explícitamente la segunda venida de Cristo; y con ella, niega su Reyecía, su Mesianidad y su Divinidad. Es decir, niega el proceso divino de la Historia. Y al negar la Divinidad de Cristo, niega a Dios. Es ateísmo radical revestido de las formas de la religiosidad.
Con retener todo el aparato externo y la fraseología cristiana, falsifica el cristianismo, transformándolo en adoración del hombre; o sea sentando al hombre en el tiemplo de Dios, como si fuese Dios. Exalta al hombre como si sus fuerzas fuesen infinitas. Promete al hombre el reino de Dios y el paraíso en la tierra por sus proprias fuerzas.
La adoración de la Ciencia, la esperanza en el Progreso y la desaforada Religión de la Democracia, no son sino idolatría del hombre; o sea, el fondo satánico de todas las herejías, ahora en estado puro.
De los despojos muertos del cristianismo protestante, galvanizados por un espíritu que no es de Cristo, una nueva religión se está formando ante nuestros ojos.
Esto se llamó sucesivamente filosofismo, naturalismo, laicismo, protestantismo liberal, catolicismo liberal, modernismo... Todas esas corrientes confluyen ahora y conspiran a fundirse en una nueva fe universal que en Renán, Marx y Rousseau tiene ya sus precursores.
Esta religión no tiene todavía nombre, y cuando lo tenga, ese nombre no será el suyo. Todos los cristianos que no creen en la segunda venida de Cristo se plegarán a ella. Y ella les hará creer en la venida del OTRO. Porque yo vine en nombre de mi Padre y no me recibisteis; pero otro vendrá en su proprio nombre y le recibiréis (San Juan, V, 43).
De ellos escribió el primer Papa:
"Sabed, en primer lugar, que vendrán en los últimos días en decepción seductores que andan según sus concuspiscencias!
Y dirán: "Donde está la promesa de su venida? Todas las cosas perseveran lo mismo que desde el principio del mundo, después que murieron los Padres".
Se les esconde a los que esto quisieron, que al principio fue el cielo y la tierra sacada del agua y consistente sobre el agua por el verbo de Dios.
De donde aquel mundo de entonces, inundado del agua, pereció.
Pero los cielos de ahora y la tierra en el mismo verbo de Dios cimentados, están reservados al fuego del día del juicio, y la perdición de los impíos...
No olvida Dios su promesa, como algunos creen; mas obra con paciencia por vosostros, no queriendo que perezca nadie, sino que todos se conviertan a penitencia" (II Petr. III, 3-9)".
Até quando?
Depois de ter lido este artigo do sempre muito estimável Corcunda, relembrei-me da seguinte passagem da obra de Jena Madiran, "Une Civilisation Blessée au Coeur":
"A partir de Constantin Ier le Grand, empereur de l'an 306 à l'an 337 de notre ère, la religion chrétienne a pu devenir la religion de l'Etat. Les pays d'Europe furent ceux où régnait un prince chrétien. On a dénommé "constantinisme" la doctrine et les situations où le Prince chrétien assure chrétiennement l'ordre temporel. La fin de ce "constantinisme" a crée une situation nouvelle qui laisse l'Eglise désamparée.
Car l'Eglise a besoin d'un bras temporel et même de beaucoup plus. Partout où elle n'a pas la collaboration sincère d'un pouvoir politique indépendant d'elle, elle ne peut plus survivre qu'en redevenant mystiquement, puis physiquement, une Eglise du silence, une Eglise des martyrs".
Com o Cristianismo debaixo do fogo cerrado dos seus implacáveis inimigos, nas vésperas daquela que será provavelmente a última, mas a mais feroz das perseguições que a Igreja alguma vez sofreu (ler a totalidade do capítulo 24, do Evangelho de São Mateus), e cujos primeiros indícios já se vislumbram claramente para quem tenha olhos de ver (choca a impiedade e a iniquidade da maior parte dos actuais dirigentes europeus, muito superior à dos criminosos que dirigiram a II República espanhola, os quais não hesitam em sobrepor as opiniões de um revolucionário apátrida com tendências comportamentais duvidosas às de alguém que defende o senso comum de mil e setecentos anos de civilização cristã …), é lamentável que Roma nada mais tenha para debitar, numa ocasião com a extrema gravidade da que vivemos, do que meio dúzia de lugares comuns extraídos directamente do falido ideário da heresia modernista.
Que diriam em tal situação um Gregório XVI, um Pio IX, um Leão XIII, um Pio X, um Bento XV, um Pio XI ou um Pio XII?!... Estes Pontífices, ao menos, bem conheciam as palavras de Deus: " Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente. Assim, porque és morno - e não és frio nem quente - vou vomitar-te da minha boca" (Ap. 3, 15 - 16).
Até quando tentará Roma conciliar o impossível, servindo em simultâneo a dois senhores?... Até ao dia em que o Papa tenha de fugir apressadamente do Vaticano, pelo meio de caminhos pejados dos cadáveres de sacerdotes, religiosos e leigos assassinados durante a última perseguição, tal como Nossa Senhora previu em Fátima?...
"A partir de Constantin Ier le Grand, empereur de l'an 306 à l'an 337 de notre ère, la religion chrétienne a pu devenir la religion de l'Etat. Les pays d'Europe furent ceux où régnait un prince chrétien. On a dénommé "constantinisme" la doctrine et les situations où le Prince chrétien assure chrétiennement l'ordre temporel. La fin de ce "constantinisme" a crée une situation nouvelle qui laisse l'Eglise désamparée.
Car l'Eglise a besoin d'un bras temporel et même de beaucoup plus. Partout où elle n'a pas la collaboration sincère d'un pouvoir politique indépendant d'elle, elle ne peut plus survivre qu'en redevenant mystiquement, puis physiquement, une Eglise du silence, une Eglise des martyrs".
Com o Cristianismo debaixo do fogo cerrado dos seus implacáveis inimigos, nas vésperas daquela que será provavelmente a última, mas a mais feroz das perseguições que a Igreja alguma vez sofreu (ler a totalidade do capítulo 24, do Evangelho de São Mateus), e cujos primeiros indícios já se vislumbram claramente para quem tenha olhos de ver (choca a impiedade e a iniquidade da maior parte dos actuais dirigentes europeus, muito superior à dos criminosos que dirigiram a II República espanhola, os quais não hesitam em sobrepor as opiniões de um revolucionário apátrida com tendências comportamentais duvidosas às de alguém que defende o senso comum de mil e setecentos anos de civilização cristã …), é lamentável que Roma nada mais tenha para debitar, numa ocasião com a extrema gravidade da que vivemos, do que meio dúzia de lugares comuns extraídos directamente do falido ideário da heresia modernista.
Que diriam em tal situação um Gregório XVI, um Pio IX, um Leão XIII, um Pio X, um Bento XV, um Pio XI ou um Pio XII?!... Estes Pontífices, ao menos, bem conheciam as palavras de Deus: " Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente. Assim, porque és morno - e não és frio nem quente - vou vomitar-te da minha boca" (Ap. 3, 15 - 16).
Até quando tentará Roma conciliar o impossível, servindo em simultâneo a dois senhores?... Até ao dia em que o Papa tenha de fugir apressadamente do Vaticano, pelo meio de caminhos pejados dos cadáveres de sacerdotes, religiosos e leigos assassinados durante a última perseguição, tal como Nossa Senhora previu em Fátima?...
terça-feira, outubro 26, 2004
Reflexiones metapolíticas sobre las elecciones en los Estados Unidos
Dejemos de lado la politiquería sucia y barata de Bush II y su séquito de “aristócratas” neoconservadores, ni tampoco en la de ese sujeto de dudosísimo pasado y peor futuro como es Kerry, a quien sospecho le cabe el clásico apelativo de “marrano”. Desconfío en general de la casta de Presidentes que han regido los Estados Unidos durante muchos años. Desconfío de los que aspiraban a convertirse en la nueva República romana de nuestra era y acabaron desembocando en la Nueva Cartago, en un imperio marítimo, eminentemente comercial, dirigido por una oligocracia de corte plutocrático y adoradores de una diosa Astarté a la que le ofrecen los sacrificios de sus propios hijos. Después de todo ya son varios millones los niños norteamericanos asesinados en los vientres de sus madres o justo cuando nacen. Desconfío, por más que son ya muchos los años que llevo por estas tierras de los Estados Unidos, país al que verdaderamente he llegado a amar, en el que tengo algunos de mis mejores recuerdos, muchos y buenos amigos y se ha convertido en mi segunda casa.
La diferencia sustancial entre los romanos de antaño y los cartagineses de hoy (léase los norteamericanos de hoy) es que los romanos tenían la poderosa amalgama de los lares, los dioses del hogar, que ellos veneraban piadosamente. Por el contrario en los EE.UU. cada vez hay menos piedad hacia la familia. Con horror, con asombro del que no logro reponerme, he sido invitado a varias casas últimamente donde carecen de una mesa sobre la que comer y departir juntos. Unas tasas de divorcio rampante, de infidelidad conyugal completamente salidas de madre, la observación sociológica de que la familia aquí es un lugar de paso –no un lugar de estancia-, la comida rápida y a domicilio como norma, a unos hijos casi forzados a abandonar el hogar tan pronto como cumplen los 18 años y otros muchos hechos me indican poderosamente que yo pertenezco a otra manera de entender la vida. A la postre las vivencias diarias configuran mucho más la psique que cualesquiera otra cosa. Recuerdo con saudade aquellas veladas de familia donde Portugal era ya el telón de fondo del horizonte, tres generaciones alrededor de una mesa, el rezo conjunto del Rosario, la laboriosidad y gusto por la buena cocina de las mujeres de mi familia cocinando platos a fuego lento que nosotros luego comíamos más despacio todavía, en mesas grandes y humildes, pero con mantel y cubiertos … aquellas conversaciones sin televisión hasta el amanecer con amigos y familiares, y yo sentía en esa provincia periférica del Imperio Romano de la Lusitania que me vio nacer la llamada de la Madre Roma, el pálpito común de la sangre compartida, el bálsamo de amistades como rocas y espíritu de los lares entre nosotros. Sé que aquello era Roma. Y sé que estos modernos USA tienen de todo, menos de Roma a la que algunos de sus visionarios como Patrick Henry o John Randolph of Roanoke soñaron poder ser.
Dejo que O Corcunda ponga el cierro a esta disquisición personal mía: «Talvez seja a minha “veia” vicoiana, mas um País sem uma unidade moral (implicitamente político-religiosa) não se pode afirmar como uma unidade perfeitamente coesa! A existência dos “lares” conferia uma unidade aos primeiros romanos, apesar do seu paganismo! A sua unidade espiritual era bem mais coesa (tanto em matérias privadas, como públicas) do que qualquer momento da história dos Estados Unidos da América. Aristóteles diria hoje que os EU nem sequer são uma “polis”, mas um mero agregado de interesses comerciais”. »
Querido amigo O Corcunda. Se lo repetiré por enésima vez: Idem sentire de Res-publica.
La diferencia sustancial entre los romanos de antaño y los cartagineses de hoy (léase los norteamericanos de hoy) es que los romanos tenían la poderosa amalgama de los lares, los dioses del hogar, que ellos veneraban piadosamente. Por el contrario en los EE.UU. cada vez hay menos piedad hacia la familia. Con horror, con asombro del que no logro reponerme, he sido invitado a varias casas últimamente donde carecen de una mesa sobre la que comer y departir juntos. Unas tasas de divorcio rampante, de infidelidad conyugal completamente salidas de madre, la observación sociológica de que la familia aquí es un lugar de paso –no un lugar de estancia-, la comida rápida y a domicilio como norma, a unos hijos casi forzados a abandonar el hogar tan pronto como cumplen los 18 años y otros muchos hechos me indican poderosamente que yo pertenezco a otra manera de entender la vida. A la postre las vivencias diarias configuran mucho más la psique que cualesquiera otra cosa. Recuerdo con saudade aquellas veladas de familia donde Portugal era ya el telón de fondo del horizonte, tres generaciones alrededor de una mesa, el rezo conjunto del Rosario, la laboriosidad y gusto por la buena cocina de las mujeres de mi familia cocinando platos a fuego lento que nosotros luego comíamos más despacio todavía, en mesas grandes y humildes, pero con mantel y cubiertos … aquellas conversaciones sin televisión hasta el amanecer con amigos y familiares, y yo sentía en esa provincia periférica del Imperio Romano de la Lusitania que me vio nacer la llamada de la Madre Roma, el pálpito común de la sangre compartida, el bálsamo de amistades como rocas y espíritu de los lares entre nosotros. Sé que aquello era Roma. Y sé que estos modernos USA tienen de todo, menos de Roma a la que algunos de sus visionarios como Patrick Henry o John Randolph of Roanoke soñaron poder ser.
Dejo que O Corcunda ponga el cierro a esta disquisición personal mía: «Talvez seja a minha “veia” vicoiana, mas um País sem uma unidade moral (implicitamente político-religiosa) não se pode afirmar como uma unidade perfeitamente coesa! A existência dos “lares” conferia uma unidade aos primeiros romanos, apesar do seu paganismo! A sua unidade espiritual era bem mais coesa (tanto em matérias privadas, como públicas) do que qualquer momento da história dos Estados Unidos da América. Aristóteles diria hoje que os EU nem sequer são uma “polis”, mas um mero agregado de interesses comerciais”. »
Querido amigo O Corcunda. Se lo repetiré por enésima vez: Idem sentire de Res-publica.
Rafael Castela Santos
segunda-feira, outubro 25, 2004
V2, Homossexualidade e Pedofilia
Conforme havia prometido no meu último artigo, de seguida, passo à análise do "Vatican II, Homosexuality & Pedophilia", da autoria de Átila Sinke Guimarães.
Em tal livro, analisando essencialmente a realidade da Igreja Católica nos EUA, país onde vive há vários anos, o autor sustenta a tese de que a crise homossexual e pedófila que abalou profundamente aquela Igreja norte-americana, mas não só, nos últimos anos tem origem directa no abandono do magistério tradicional sobre a homossexualidade, substituído por uma impossível tentativa de compromisso com as tendências corrompidas do mundo moderno sobre tal tema.
Olvidando-se do conselho de Cristo de que a linguagem dos cristãos deve ser sempre simples, clara e directa, sem subterfúgios ou subtilezas de qualquer espécie - "Seja este o vosso modo de falar. Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal." (Mt. 5 - 37) -, após o termo do V2, apartando-se do ensinamento bimilenar que sempre definiu o pecado sensual contra a natureza como um dos quatro de bradar ao Céu e que se encontra sintetizado com mestria no "Livro de Gomorra", de São Pedro Damião, e na "Suma Teológica", de São Tomás de Aquino, os modernistas tentaram falaciosamente destrinçar entre homossexualidade, que em si mesma não seria reprovável, e actos homossexuais, esses criticáveis; ora, é bom de recordar que não só os actos homossexuais são moralmente errados, como igualmente o é o simples condescender com a tendência homossexual, pois o pecado não se cinge apenas aos actos, mas também às palavras, pensamentos e até às omissões, conduzindo tal condescendência directamente aos ditos actos.
Tal sofisma teve como consequência prática a criação de um clima de tolerância para com a homossexualidade, quando não de aceitação pura e simples da mesma, junto de largos sectores da Igreja: após o V2, com esta empenhada num processo de auto-demolição e o sacerdócio debaixo de fogo, negando-se a sua dignidade e exemplaridade - o sacerdote tem de ser um homem como os outros… -, mofando-se dos actos de piedade pessoal e com os seminários totalmente rendidos ao ambiente de completa heterodoxia anticristã que Michael S. Rose tão bem descreve em "Good Bye, Good Men", deles afastando e expulsando todos os alunos defensores da ortodoxia, abriram-se as portas de par em par à escandalosa torrente que está à vista de todos, a qual, para mais, como todos os restantes desastrosos resultados do V2, tentou ser ocultada pela hierarquia eclesiástica, e ao mais alto nível.
Também aqui, como já havia dito anteriormente, se podem contemplar à saciedade a péssima qualidade dos frutos da árvore modernista, circunstância que o livro de Átila Sinke Guimarães transmite de modo exemplar.
Em tal livro, analisando essencialmente a realidade da Igreja Católica nos EUA, país onde vive há vários anos, o autor sustenta a tese de que a crise homossexual e pedófila que abalou profundamente aquela Igreja norte-americana, mas não só, nos últimos anos tem origem directa no abandono do magistério tradicional sobre a homossexualidade, substituído por uma impossível tentativa de compromisso com as tendências corrompidas do mundo moderno sobre tal tema.
Olvidando-se do conselho de Cristo de que a linguagem dos cristãos deve ser sempre simples, clara e directa, sem subterfúgios ou subtilezas de qualquer espécie - "Seja este o vosso modo de falar. Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal." (Mt. 5 - 37) -, após o termo do V2, apartando-se do ensinamento bimilenar que sempre definiu o pecado sensual contra a natureza como um dos quatro de bradar ao Céu e que se encontra sintetizado com mestria no "Livro de Gomorra", de São Pedro Damião, e na "Suma Teológica", de São Tomás de Aquino, os modernistas tentaram falaciosamente destrinçar entre homossexualidade, que em si mesma não seria reprovável, e actos homossexuais, esses criticáveis; ora, é bom de recordar que não só os actos homossexuais são moralmente errados, como igualmente o é o simples condescender com a tendência homossexual, pois o pecado não se cinge apenas aos actos, mas também às palavras, pensamentos e até às omissões, conduzindo tal condescendência directamente aos ditos actos.
Tal sofisma teve como consequência prática a criação de um clima de tolerância para com a homossexualidade, quando não de aceitação pura e simples da mesma, junto de largos sectores da Igreja: após o V2, com esta empenhada num processo de auto-demolição e o sacerdócio debaixo de fogo, negando-se a sua dignidade e exemplaridade - o sacerdote tem de ser um homem como os outros… -, mofando-se dos actos de piedade pessoal e com os seminários totalmente rendidos ao ambiente de completa heterodoxia anticristã que Michael S. Rose tão bem descreve em "Good Bye, Good Men", deles afastando e expulsando todos os alunos defensores da ortodoxia, abriram-se as portas de par em par à escandalosa torrente que está à vista de todos, a qual, para mais, como todos os restantes desastrosos resultados do V2, tentou ser ocultada pela hierarquia eclesiástica, e ao mais alto nível.
Também aqui, como já havia dito anteriormente, se podem contemplar à saciedade a péssima qualidade dos frutos da árvore modernista, circunstância que o livro de Átila Sinke Guimarães transmite de modo exemplar.
quinta-feira, outubro 21, 2004
Michael Davies
Éste blog no ha pasado por alto la muerte de Michael Davies hace menos de un mes. Este hombre se convirtió en uno de los más conocidos defensores de la Liturgia Tradicional, de Monseñor Lefebvre y es el autor de una extensa bibliografía en defensa de la Tradición.
Michael Davies es, sin duda, un autor conocido por todos aquellos que se han interesado por los problemas teológicos post-Vaticano II (V2). Davies defendió a la Tradición y en algún momento fue llamado por la Santa Sede para presidir una Comisión Pontificia en relación a la Misa Tridentina.
Quiero pararme hoy, entre otros muchos, en dos libros de Michael Davies. El primero es el de Cramer´s Godly Order, donde hace un análisis sucinto y penetrante de los cambios litúrgicos que acontecieron en los primeros pasos de la Iglesia Anglicana. Los ingleses, cuyo catolicismo llevaba el marchamo de haber sido la nación más monástica de la Cristiandad durante la Edad Media, no sospecharon al principio que enfilaban el camino de la herejía. Se cumple el adagio Lex Orandi, Lex Credendi. Lo crucial es entender el principio de gradualidad y cómo se aplicó aviesamente para conducir a los católicos ingleses al precipicio: destruida la doctrina y el vínculo con Roma se conservó al principio la apariencia católica para 50 años después no parecerse nada en sus liturgias y oraciones. Romano Amerio insiste una y otra vez en la aplicación de dicho principio de gradualidad en las reformas del V2 en su libro Iota Unum. La segunda obra es Pope John´s Council. Arranca Michael Davies en este libro suyo con un análisis sensatísimo de los problemas de la Iglesia preconciliar y a renglón seguido analiza todas las maquinaciones, todas las conjuras, todos los complots (generalmente venidos de los Episcopados alemán y francés y también de los anglosajones) contra la sana doctrina tradicional y el resultado final, que no ha sido otro que la destrucción de la Iglesia oficial, como es bien palpable. El análisis de Davies está tan bien documentado que todo interesado en saber qué pasó en el V2 tiene que leer este libro. El autor no deja lugar a dudas del empeño y éxito en la mutación esencial de la Iglesia Católica acometido por los modernistas (y por los tontos útiles, claro está). Mutación que no sólo atañe al tema litúrgico, sino también al de la Fe.
Me consta que ambos libros están traducidos al castellano, el segundo ciertamente por la editorial argentina Ictio, pero ignoro si lo están al portugués.
Su muerte anunciada por él mismo (padecía un cáncer de próstata muy agresivo) fue verdaderamente ejemplar en más de un aspecto. Recomendamos el Eulogio de The Remnant.
Descanse en paz Michael Davies.
Michael Davies es, sin duda, un autor conocido por todos aquellos que se han interesado por los problemas teológicos post-Vaticano II (V2). Davies defendió a la Tradición y en algún momento fue llamado por la Santa Sede para presidir una Comisión Pontificia en relación a la Misa Tridentina.
Quiero pararme hoy, entre otros muchos, en dos libros de Michael Davies. El primero es el de Cramer´s Godly Order, donde hace un análisis sucinto y penetrante de los cambios litúrgicos que acontecieron en los primeros pasos de la Iglesia Anglicana. Los ingleses, cuyo catolicismo llevaba el marchamo de haber sido la nación más monástica de la Cristiandad durante la Edad Media, no sospecharon al principio que enfilaban el camino de la herejía. Se cumple el adagio Lex Orandi, Lex Credendi. Lo crucial es entender el principio de gradualidad y cómo se aplicó aviesamente para conducir a los católicos ingleses al precipicio: destruida la doctrina y el vínculo con Roma se conservó al principio la apariencia católica para 50 años después no parecerse nada en sus liturgias y oraciones. Romano Amerio insiste una y otra vez en la aplicación de dicho principio de gradualidad en las reformas del V2 en su libro Iota Unum. La segunda obra es Pope John´s Council. Arranca Michael Davies en este libro suyo con un análisis sensatísimo de los problemas de la Iglesia preconciliar y a renglón seguido analiza todas las maquinaciones, todas las conjuras, todos los complots (generalmente venidos de los Episcopados alemán y francés y también de los anglosajones) contra la sana doctrina tradicional y el resultado final, que no ha sido otro que la destrucción de la Iglesia oficial, como es bien palpable. El análisis de Davies está tan bien documentado que todo interesado en saber qué pasó en el V2 tiene que leer este libro. El autor no deja lugar a dudas del empeño y éxito en la mutación esencial de la Iglesia Católica acometido por los modernistas (y por los tontos útiles, claro está). Mutación que no sólo atañe al tema litúrgico, sino también al de la Fe.
Me consta que ambos libros están traducidos al castellano, el segundo ciertamente por la editorial argentina Ictio, pero ignoro si lo están al portugués.
Su muerte anunciada por él mismo (padecía un cáncer de próstata muy agresivo) fue verdaderamente ejemplar en más de un aspecto. Recomendamos el Eulogio de The Remnant.
Descanse en paz Michael Davies.
Rafael Castela Santos
domingo, outubro 17, 2004
Bibliofilias - 3
Em alfarrabista, encontramos recentemente "O Culto da Tradição - Conferência realizada na Associação Católica do Porto", de Luís de Almeida Braga, leitura que tanto pelo calibre do autor como pelo nível do tema promete à saciedade; a seu devido tempo, daremos conta das nossas impressões neste espaço.
Falaremos igualmente de "Vatican II, Homossexuality & Pedophilia", de Átila Sinke Guimarães, autor católico tradicional brasileiro, mas radicado há largos anos nos E.U.A., onde é o principal animador do interessante grupo de resistência cultural "Tradition in Action", cujo sítio aconselhamos os nossos paciente leitores a visitar. No livro em questão, à luz do magistério tradicional da Igreja, o mesmo faz a análise não só da homossexualidade, bimilenarmente reputada como um dos quatro pecados de bradar ao Céu, mas sobretudo das causas profundas que estão na origem dos dolorosos escândalos ocorridos nos últimos anos no seio da Igreja Católica, especialmente nos Estados Unidos. Também nesta área se revelaram, em toda a sua podridão, os maus frutos do modernismo…
Falaremos igualmente de "Vatican II, Homossexuality & Pedophilia", de Átila Sinke Guimarães, autor católico tradicional brasileiro, mas radicado há largos anos nos E.U.A., onde é o principal animador do interessante grupo de resistência cultural "Tradition in Action", cujo sítio aconselhamos os nossos paciente leitores a visitar. No livro em questão, à luz do magistério tradicional da Igreja, o mesmo faz a análise não só da homossexualidade, bimilenarmente reputada como um dos quatro pecados de bradar ao Céu, mas sobretudo das causas profundas que estão na origem dos dolorosos escândalos ocorridos nos últimos anos no seio da Igreja Católica, especialmente nos Estados Unidos. Também nesta área se revelaram, em toda a sua podridão, os maus frutos do modernismo…
O Cardeal Ratzinger e a adesão da Turquia à UE
Retirada do sempre recomendável DICI, aqui se plasma a sensatíssima posição do Cardeal Ratzinger, uma das vozes mais esclarecidas da Igreja Católica, sobre este assunto:
"Ses propos repris dans le quotidien tessinois Giornale del Popolo du 20 septembre, n’ont pas été tenus lors d’une conférence, mais au cours d’une série d’échanges entre les participants du Congrès de Velletri portant sur les contenus fondamentaux de l’Exhortation apostolique Ecclesia in Europa. On y parlait d’annonce de l’Evangile, de l’engagement politique des chrétiens, de la laïcité de l’Etat, y compris du laïcisme "dogmatique et intolérant", et des racines chrétiennes. C’est dans ce contexte que le journaliste du Giornale del Popolo a posé au cardinal une question sur la compatibilité de la Turquie et de l’Union européenne.
Le prélat romain a dit parler "en modeste historien, qui a toujours conservé de l’amour et de l’intérêt pour cette discipline". C’est ainsi qu’il a d’abord précisé que l’Europe n’était pas un concept géographique, mais culturel, formé au long d’un parcours historique, conflictuel, marqué par la foi chrétienne. C’est un fait, a relevé le préfet de la Congrégation pour la doctrine de la foi, que l’Empire ottoman a toujours été en opposition avec l’Europe.
"Si Kemal Ataturk dans les années vingt a construit une Turquie laïque, le noyau de l’antique Empire est le fondement islamique. Il est donc bien distinct de l’Europe, qui est un ensemble d’Etats laïcs, mais avec des fondements chrétiens. Même si aujourd’hui on semble, sans justification aucune, le nier", a affirmé le cardinal. "Il serait antihistorique" d’accepter l’entrée de la Turquie dans l’Union européenne. Cela irait à l’encontre de l’âme européenne et des réalités. Une "grande erreur", a-t-il lancé, conséquence de raisons économiques. "Mais quelle Europe aurions-nous, qui serait construite seulement sur l’économie?" a-t-il demandé.
Poursuivant sur sa lancée, le cardinal a déclaré que "la Turquie, qui doit être respectée dans ses valeurs identitaires", aurait, selon lui, "une autre mission à accomplir": celle de "pont culturel" entre l’Europe et le monde arabe. Mieux encore, a-t-il ajouté: "La Turquie devrait former un continent culturel" avec les pays arabes, mais "le moment n’est pas propice, à cause des tensions existantes".
Le prélat romain a dit parler "en modeste historien, qui a toujours conservé de l’amour et de l’intérêt pour cette discipline". C’est ainsi qu’il a d’abord précisé que l’Europe n’était pas un concept géographique, mais culturel, formé au long d’un parcours historique, conflictuel, marqué par la foi chrétienne. C’est un fait, a relevé le préfet de la Congrégation pour la doctrine de la foi, que l’Empire ottoman a toujours été en opposition avec l’Europe.
"Si Kemal Ataturk dans les années vingt a construit une Turquie laïque, le noyau de l’antique Empire est le fondement islamique. Il est donc bien distinct de l’Europe, qui est un ensemble d’Etats laïcs, mais avec des fondements chrétiens. Même si aujourd’hui on semble, sans justification aucune, le nier", a affirmé le cardinal. "Il serait antihistorique" d’accepter l’entrée de la Turquie dans l’Union européenne. Cela irait à l’encontre de l’âme européenne et des réalités. Une "grande erreur", a-t-il lancé, conséquence de raisons économiques. "Mais quelle Europe aurions-nous, qui serait construite seulement sur l’économie?" a-t-il demandé.
Poursuivant sur sa lancée, le cardinal a déclaré que "la Turquie, qui doit être respectée dans ses valeurs identitaires", aurait, selon lui, "une autre mission à accomplir": celle de "pont culturel" entre l’Europe et le monde arabe. Mieux encore, a-t-il ajouté: "La Turquie devrait former un continent culturel" avec les pays arabes, mais "le moment n’est pas propice, à cause des tensions existantes".
Iglesia y Estado: puntualizaciones para aclarar conceptos sobre el Dogma del Reinado Social de Nuestro Señor Jesucristo
Extractado de DOUTRINA CATÓLICA SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE A IGREJA E O ESTADO (Mons. Dr. Emílio Silva de Castro)
· “Según Azpiazu ‘Estado católico no significa que todos los ciudadanos sean católicos, ni menos aún que el Estado obligue a sus ciudadanos a serlo..., ni significa que el Estado no puede tolerar otras religiones en privado; sino únicamente de los ciudadanos, por ser el verdadero y por tanto, respetado y respetable por todos.’”
· “Qual é pois a verdadeira doutrina? A que, mantendo por uma parte a perfeição jurídica da Igreja e do Estado, e sua independência recíproca, afirma a união dos dois poderes, ressalvando a devida hierarquia e a subordinação entre os fins diversos de uma e outra sociedade. Esta doutrina é chamada comumente de poder indireto da Igreja.”
· “A primeira base para a harmonia jurídica entre a Igreja e o Estado é o reconhecimento da soberana independência de ambos. Neste caso, quem diz independência diz soberania ou ‘direito de governar sem dependência de outro poder humano em sua ordem.’ { … }Por união entende-se a harmonia jurídica que deve reinar entre os dois poderes, eclesiástico e civil, por conseguinte, união de Igreja e Estado não significa unidade católica, senão, apenas, concórdia e harmonia, inteligência e boa amizade, mesmo no caso em que, por diversas circunstâncias históricas exista dentro do Estado, como é freqüente, pluralidade de cultos, que a lei admita e equipare ao católico.”
· “Suárez afirmaba: ‘A verdade da doutrina e os direitos da
Igreja — observa o sábio canonista — não dependem da condição dos tempos nem das dificuldades de execução; se assim fosse, deveriam também ser negados outros directos certíssimos da Igreja’, além de ser falso que em nossos tempos não tenha aplicação prática, porque, se por exemplo, a Igreja declara inválida alguma lei do Estado, ainda agora deixará de obrigar no mesmo foro civil.
· “De acordo com a doutrina tradicional, a Igreja e o Estado são duas sociedades distintas, comparadas ao corpo e à alma do homem. O corpo e a alma não são nem separados nem confundidos. São, apenas, distintas um do outro, mas estão perfectamente harmonizados. Da confusão ou do conflito entre ambos representam corpo e alma. Da união deriva-se a coordenação dos esforços, o auxílio recíproco de uma sociedade para a outra; a união da vitalidade ao corpo social. Da separação, da luta, só podem vir males. Os governos temporais pretenderam muitas vezes absorver, dominar a Igreja: disso só resultaram desordens e males. {…} A união harmoniosa dos dois poderes será sempre rico manancial de bens para as nações cristãs. ‘Quando o Império e o Sacerdócio — escrevia belamente Ivo de Chartres ao Papa Pascoal II — vão em harmonia, o mundo anda bem... Quando, porém, há entre eles discórdia, não só não crescem as coisas pequenas mas até as grandes perecem
miseravelmente.’ Esse união, todavia, como antes frisamos, há de respeitar a hierarquia e a independencia recíprocas. É esta doutrina muito antiga e veneranda no cristianismo.”
Extractado de ON THE SEPARATION OF CHURCH AND STATE UNE FOIS ENCORE St Pius X Encyclical (promulgated on January 6, 1907):
· “Nor has [the Catholic Church] any desire for violent persecution. She knows what persecution is, for [the Catholic Church] has suffered it in all times and in all places. Centuries passed in bloodshed give her the right to say with a holy boldness that she does not fear it, and that as often as may be necessary she will be able to meet it. But persecution is in itself an evil, for it is injustice and prevents man from worshipping God in freedom. The Church then cannot desire it, even with a view to the good which Providence in its infinite wisdom ever draws out of it. Besides, persecution is not only evil, it is also suffering, and there we have a fresh reason why the Church, who is the best of mothers, will never seek it.
· From the point of view of ecclesiastical property, this law is a law of spoliation and confiscation, and it has completed the stripping of the Church. Although her Divine Founder was born poor in a manger, and died poor on the Cross, although she herself has known poverty from her cradle, the property that came to her was nonetheless hers, and no one had the right to deprive her of it. Her ownership, indisputable from every point of view, had been, moreover, officially sanctioned by the state, which could not consequently violate it. From the point of view of the exercise of worship, this law has organized anarchy; it is the consecration of uncertainty and caprice. Uncertainty whether places of worship, always liable to be diverted from their purpose, are meanwhile to be placed, or not placed, at the disposition of the clergy and faithful; uncertainty whether they shall be reserved from them or not, and for how long; whilst an arbitrary administrative regulates the conditions of their use, which is rendered eminently precarious. Public worship will be in as many diverse situations as the other. On the other hand, there is an obligation to meet all sorts of heavy charges, whilst at the same time there are draconian restrictions upon the resources by which they are to be met. Thus, though but of yesterday, this law has already evoked manifold and severe criticisms from men belonging indiscriminately to all political parties and all shades of religious belief. These criticisms alone are sufficient judgment of the law. It is easy to see, Venerable Brethren and beloved sons, from what We have just recalled to you, that this law is an aggravation of the Law of Separation, and we can not therefore do otherwise than condemn it.
Extractado de THE REIGN OF CHRIST THE KING (Michael Davies, RIP)
· “The double claim of Our Lord Jesus Christ to our allegiance, as our Creator and our Redeemer, is well summarized in the Book of the Apocalypse, where St. John tells us that Christ is "the ruler of the kings of the earth." (Apoc. 1:5). The fact that the kings of the earth—in other words, the nations and those who rule them—are subject to the Kingship of Christ pertains to what is known as His Social Kingship, that is, His right to rule over societies, as well as individuals. No one claiming to be a Christian would, one hopes, dispute the fact that as individuals we must submit ourselves to the rule of Christ the King, but very few Christians, Catholics included, understand, let alone uphold, the Social Kingship of Our Lord Jesus Christ. His social kingship can be implemented fully only when Church and State are united. The separation of Church and State was condemned unequivocally by the Roman Pontiffs until the Second Vatican Council. The Church's teaching is that the State has an obligation to render public worship to God in accord with liturgy of the true Church, the Catholic Church, to uphold its teaching, and to aid the Church in the carrying out of her functions. The State does not have the right to remain neutral regarding religion, much less to pursue a secular approach in its policies. A secular approach is by that very fact an anti-God and an anti-Christ approach.”
· All authority comes from God." Pope Leo XIII explained in his encyclical Immortale Dei, Nov. l, 1885, that:
Every civilized community must have a ruling authority, and this authority, no less than society itself, has its source in nature, and has, consequently, God for its author. Hence it follows that all public power must proceed from God. For God alone is the true and supreme lord of the world. Everything without exception must be subject to Him, and must serve Him, so that whosoever holds the right to govern, holds it from one sole and single source, namely, God, the Sovereign Ruler of all. "There is no power but from God." (Rom. 13:1)
"There is no power but from God." This quotation from Romans 13:1 states all that needs to be stated concerning the source of authority. Because those who govern derive their authority from God and govern as His legates, and not as holding their authority from the people, no government can have a true right to enact any legislation contrary to the law of God, even if such legislation is the manifest wish of the majority of the people. The Church is totally opposed to any concept of democracy in which authority is said to reside in the people and in which those who govern are said to receive their authority from the people. Pope Leo XIII insisted in Immortale Dei that:
In a society grounded upon such maxims, all government is nothing more nor less than the will of the people; and the people, being under the power of itself alone, is alone its own ruler. . . . The authority of God is passed over in silence, just as if there were no God; or as if He cared nothing for human society; or as if men, in their individual capacity or bound together in social relations, owed nothing to God; or as if there could be a government of which the whole origin and power and authority did not reside in God Himself. Thus, as is evident, a state becomes nothing but a multitude, which is its own master and ruler.
Extractado de LA REALEZA DE CRISTO (P Mateo Crawley)
· “Los reyes y gobernantes podrán conculcar las tablas de tu ley; al caer del sitial del mando en la tumba del olvido, tus súbditos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los legisladores dirán que tu Evangelio es una ruina, y que es deber eliminarlo en beneficio del progreso...; pero, al caer despeñados en la tumba del olvido, tus adoradores seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los malos ricos, los altivos, los mundanos dirán que tu moral es de otro tiempo, que tus intransigencias matan la libertad de la conciencia...; pero, al confundirse con las sombras de la tumba y del olvido, tus hijos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los interesados en ganar alturas y dinero, vendiendo falsa libertad y grandeza a las naciones..., chocarán con la piedra del Calvario y de tu Iglesia, y al bajar aniquilados a la tumba del olvido, tus apóstoles seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los heraldos de una civilización materialista, lejos de Dios y en oposición al Evangelio..., morirán un día envenenados por sus maléficas doctrinas; y al caer a la tumba del olvido, maldecidos por sus propios hijos, tus consoladores seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los fariseos, los soberbios y los impuros habrán envejecido estudiando la ruina, mil veces decretada, de tu Iglesia ...; y al perderse, derrotados en la tumba del olvido, tus redimidos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Sí, que viva. Y al huir de los hogares, de las escuelas, de los pueblos, Luzbel, él ángel de tinieblas, al hundirse eternamente encadenado a los abismos, tus amigos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! ¡Viva en el triunfo de tu Eucaristía y de tu Iglesia! ¡Viva para siempre Cristo Rey!”
· “Según Azpiazu ‘Estado católico no significa que todos los ciudadanos sean católicos, ni menos aún que el Estado obligue a sus ciudadanos a serlo..., ni significa que el Estado no puede tolerar otras religiones en privado; sino únicamente de los ciudadanos, por ser el verdadero y por tanto, respetado y respetable por todos.’”
· “Qual é pois a verdadeira doutrina? A que, mantendo por uma parte a perfeição jurídica da Igreja e do Estado, e sua independência recíproca, afirma a união dos dois poderes, ressalvando a devida hierarquia e a subordinação entre os fins diversos de uma e outra sociedade. Esta doutrina é chamada comumente de poder indireto da Igreja.”
· “A primeira base para a harmonia jurídica entre a Igreja e o Estado é o reconhecimento da soberana independência de ambos. Neste caso, quem diz independência diz soberania ou ‘direito de governar sem dependência de outro poder humano em sua ordem.’ { … }Por união entende-se a harmonia jurídica que deve reinar entre os dois poderes, eclesiástico e civil, por conseguinte, união de Igreja e Estado não significa unidade católica, senão, apenas, concórdia e harmonia, inteligência e boa amizade, mesmo no caso em que, por diversas circunstâncias históricas exista dentro do Estado, como é freqüente, pluralidade de cultos, que a lei admita e equipare ao católico.”
· “Suárez afirmaba: ‘A verdade da doutrina e os direitos da
Igreja — observa o sábio canonista — não dependem da condição dos tempos nem das dificuldades de execução; se assim fosse, deveriam também ser negados outros directos certíssimos da Igreja’, além de ser falso que em nossos tempos não tenha aplicação prática, porque, se por exemplo, a Igreja declara inválida alguma lei do Estado, ainda agora deixará de obrigar no mesmo foro civil.
· “De acordo com a doutrina tradicional, a Igreja e o Estado são duas sociedades distintas, comparadas ao corpo e à alma do homem. O corpo e a alma não são nem separados nem confundidos. São, apenas, distintas um do outro, mas estão perfectamente harmonizados. Da confusão ou do conflito entre ambos representam corpo e alma. Da união deriva-se a coordenação dos esforços, o auxílio recíproco de uma sociedade para a outra; a união da vitalidade ao corpo social. Da separação, da luta, só podem vir males. Os governos temporais pretenderam muitas vezes absorver, dominar a Igreja: disso só resultaram desordens e males. {…} A união harmoniosa dos dois poderes será sempre rico manancial de bens para as nações cristãs. ‘Quando o Império e o Sacerdócio — escrevia belamente Ivo de Chartres ao Papa Pascoal II — vão em harmonia, o mundo anda bem... Quando, porém, há entre eles discórdia, não só não crescem as coisas pequenas mas até as grandes perecem
miseravelmente.’ Esse união, todavia, como antes frisamos, há de respeitar a hierarquia e a independencia recíprocas. É esta doutrina muito antiga e veneranda no cristianismo.”
Extractado de ON THE SEPARATION OF CHURCH AND STATE UNE FOIS ENCORE St Pius X Encyclical (promulgated on January 6, 1907):
· “Nor has [the Catholic Church] any desire for violent persecution. She knows what persecution is, for [the Catholic Church] has suffered it in all times and in all places. Centuries passed in bloodshed give her the right to say with a holy boldness that she does not fear it, and that as often as may be necessary she will be able to meet it. But persecution is in itself an evil, for it is injustice and prevents man from worshipping God in freedom. The Church then cannot desire it, even with a view to the good which Providence in its infinite wisdom ever draws out of it. Besides, persecution is not only evil, it is also suffering, and there we have a fresh reason why the Church, who is the best of mothers, will never seek it.
· From the point of view of ecclesiastical property, this law is a law of spoliation and confiscation, and it has completed the stripping of the Church. Although her Divine Founder was born poor in a manger, and died poor on the Cross, although she herself has known poverty from her cradle, the property that came to her was nonetheless hers, and no one had the right to deprive her of it. Her ownership, indisputable from every point of view, had been, moreover, officially sanctioned by the state, which could not consequently violate it. From the point of view of the exercise of worship, this law has organized anarchy; it is the consecration of uncertainty and caprice. Uncertainty whether places of worship, always liable to be diverted from their purpose, are meanwhile to be placed, or not placed, at the disposition of the clergy and faithful; uncertainty whether they shall be reserved from them or not, and for how long; whilst an arbitrary administrative regulates the conditions of their use, which is rendered eminently precarious. Public worship will be in as many diverse situations as the other. On the other hand, there is an obligation to meet all sorts of heavy charges, whilst at the same time there are draconian restrictions upon the resources by which they are to be met. Thus, though but of yesterday, this law has already evoked manifold and severe criticisms from men belonging indiscriminately to all political parties and all shades of religious belief. These criticisms alone are sufficient judgment of the law. It is easy to see, Venerable Brethren and beloved sons, from what We have just recalled to you, that this law is an aggravation of the Law of Separation, and we can not therefore do otherwise than condemn it.
Extractado de THE REIGN OF CHRIST THE KING (Michael Davies, RIP)
· “The double claim of Our Lord Jesus Christ to our allegiance, as our Creator and our Redeemer, is well summarized in the Book of the Apocalypse, where St. John tells us that Christ is "the ruler of the kings of the earth." (Apoc. 1:5). The fact that the kings of the earth—in other words, the nations and those who rule them—are subject to the Kingship of Christ pertains to what is known as His Social Kingship, that is, His right to rule over societies, as well as individuals. No one claiming to be a Christian would, one hopes, dispute the fact that as individuals we must submit ourselves to the rule of Christ the King, but very few Christians, Catholics included, understand, let alone uphold, the Social Kingship of Our Lord Jesus Christ. His social kingship can be implemented fully only when Church and State are united. The separation of Church and State was condemned unequivocally by the Roman Pontiffs until the Second Vatican Council. The Church's teaching is that the State has an obligation to render public worship to God in accord with liturgy of the true Church, the Catholic Church, to uphold its teaching, and to aid the Church in the carrying out of her functions. The State does not have the right to remain neutral regarding religion, much less to pursue a secular approach in its policies. A secular approach is by that very fact an anti-God and an anti-Christ approach.”
· All authority comes from God." Pope Leo XIII explained in his encyclical Immortale Dei, Nov. l, 1885, that:
Every civilized community must have a ruling authority, and this authority, no less than society itself, has its source in nature, and has, consequently, God for its author. Hence it follows that all public power must proceed from God. For God alone is the true and supreme lord of the world. Everything without exception must be subject to Him, and must serve Him, so that whosoever holds the right to govern, holds it from one sole and single source, namely, God, the Sovereign Ruler of all. "There is no power but from God." (Rom. 13:1)
"There is no power but from God." This quotation from Romans 13:1 states all that needs to be stated concerning the source of authority. Because those who govern derive their authority from God and govern as His legates, and not as holding their authority from the people, no government can have a true right to enact any legislation contrary to the law of God, even if such legislation is the manifest wish of the majority of the people. The Church is totally opposed to any concept of democracy in which authority is said to reside in the people and in which those who govern are said to receive their authority from the people. Pope Leo XIII insisted in Immortale Dei that:
In a society grounded upon such maxims, all government is nothing more nor less than the will of the people; and the people, being under the power of itself alone, is alone its own ruler. . . . The authority of God is passed over in silence, just as if there were no God; or as if He cared nothing for human society; or as if men, in their individual capacity or bound together in social relations, owed nothing to God; or as if there could be a government of which the whole origin and power and authority did not reside in God Himself. Thus, as is evident, a state becomes nothing but a multitude, which is its own master and ruler.
Extractado de LA REALEZA DE CRISTO (P Mateo Crawley)
· “Los reyes y gobernantes podrán conculcar las tablas de tu ley; al caer del sitial del mando en la tumba del olvido, tus súbditos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los legisladores dirán que tu Evangelio es una ruina, y que es deber eliminarlo en beneficio del progreso...; pero, al caer despeñados en la tumba del olvido, tus adoradores seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los malos ricos, los altivos, los mundanos dirán que tu moral es de otro tiempo, que tus intransigencias matan la libertad de la conciencia...; pero, al confundirse con las sombras de la tumba y del olvido, tus hijos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los interesados en ganar alturas y dinero, vendiendo falsa libertad y grandeza a las naciones..., chocarán con la piedra del Calvario y de tu Iglesia, y al bajar aniquilados a la tumba del olvido, tus apóstoles seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los heraldos de una civilización materialista, lejos de Dios y en oposición al Evangelio..., morirán un día envenenados por sus maléficas doctrinas; y al caer a la tumba del olvido, maldecidos por sus propios hijos, tus consoladores seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Los fariseos, los soberbios y los impuros habrán envejecido estudiando la ruina, mil veces decretada, de tu Iglesia ...; y al perderse, derrotados en la tumba del olvido, tus redimidos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! Sí, que viva. Y al huir de los hogares, de las escuelas, de los pueblos, Luzbel, él ángel de tinieblas, al hundirse eternamente encadenado a los abismos, tus amigos seguiremos exclamando: ¡Viva Cristo Rey! ¡Viva en el triunfo de tu Eucaristía y de tu Iglesia! ¡Viva para siempre Cristo Rey!”
Rafael Castela Santos
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