sexta-feira, setembro 17, 2004

A sabedoria de Dom António de Castro Mayer - 3

Proposição falsa: Jesus Cristo pregou a pobreza e a humildade, a preferência pelos fracos e pequenos. Uma sociedade imbuída deste espírito deve eliminar as desigualdades de fortuna e condição social. As reformas políticas e sociais decorrentes da Revolução Francesa foram, conscientemente ou não, de inspiração evangélica, concorrendo para realizar uma sociedade verdadeiramente cristã.

Proposição verdadeira: Jesus Cristo pregou o espírito de pobreza e humildade, a preferência pelos fracos e pequenos. Por pobreza, a Igreja entende o desapego dos bens da terra, ou seja, um tal emprego dos mesmos, que sirvam para a salvação da alma e não para a sua perdição. Assim, nunca ensinou que ser rico é intrinsecamente mau; mas que tão somente é mau fazer uso desordenado da riqueza. Por humildade entende a Igreja o fato de o fiel reconhecer que nada tem de si e tudo recebeu de Deus, e de se situar no lugar que lhe compete. A existência de classes sociais é, pois, condição para a prática da virtude da humildade. Quanto à preferência pelos fracos e pelos pequenos, seria impossível numa sociedade em que todos fossem iguais. A Revolução Francesa, na medida em que tendeu para a completa igualdade política, social e económica, na sociedade ideal sonhada pelos seus fautores, foi um movimento satânico, inspirado pelo orgulho.

Explanação: Por certo, as desigualdades quer no domínio político, quer no social ou económico têm por vezes sido iníquas, e isto por dois motivos principais: ou porque essas desigualdades eram ilegítimas, e mero fruto da opressão; ou porque se acentuavam tanto que negavam a dignidade natural do homem, ou os meios para viver sadia e honestamente. Um exemplo frisante de desigualdade exagerada é a sorte duríssima e imerecida a que, no século XIX, foram lançados os operários em consequência da revolução industrial (Pio XI, "Quadragésimo anno", A.A.S. 23, p. 195, 197/8). Ao contrário do que se tem dito, a Igreja tem cumprido o seu dever de lutar contra essa situação. Mas em tal luta, seu objetivo é uma sociedade hierárquica dentro dos limites da ordem natural. Nunca a abolição de todas as desigualdades legítimas, sonhada pelos revolucionários (…) (cfr. Pio XII, Alocução de Natal de 1944, A.A.S. 37, p. 14).

terça-feira, setembro 14, 2004

Un pastor evangélico sueco fue encarcelado

Un Pastor evangélico sueco fue encarcelado el pasado mes de Julio por predicar durante sus sermones contra la homosexualidad. Evidentemente las blasfemias contra Dios, contra Cristo, contra la Virgen María, contra la Iglesia o contra todo lo sagrado que vienen de parte de los sodomitas tienen patente de corso. No está de más recordar que los católicos consideran el sexo contra natura como uno de los cuatro pecados que claman venganza al Cielo. Ni está de más recordar cuál fue el fin de Sodoma, Gomorra o Pompeya, esta última el San Francisco de los romanos.
Tampoco está de más volver sobre esta noticia porque es anticipo de lo que ya se huele y se viene: la persecución ya no moral, sino también física, de los cristianos. Hasta el martirio.
El Novus Ordo niega y/o oculta de mil y una maneras el aspecto sacrificial de la Misa. En la Misa de San Pío V, así como en los ritos católicos orientales no adulterados por el Vaticano II, el aspecto sacrificial es el más importante. Hemos negado esto; hemos determinado que no se celebre el sacrificio incruento del Altar por el cual la sangre inocente de Cristo se derrama por nuestros pecados. Y si no es la sangre de Cristo la que se derrama, entonces es nuestra propia sangre la que se derrama. Pues bien, es ahora la sangre de los mártires la que está a punto de derramarse. La que ya se derrama en Sudán, donde hace tiempo que crucifican a los cristianos. La que se derrama en Timor Este, donde los musulmanes matan a cristianos por el mero hecho de serlo. La que se derrama en Israel, donde judíos y musulmanes persiguen con saña y sutileza a los cristianos. La que se derrama en Irak, donde los cristianos caldeos están siendo perseguidos. Etc.
El encarcelamiento del Pastor por predicar la Biblia, que es muy clara al respecto de la homosexualidad, advierte de lo que se avecina en la vieja y decrépita Europa.

Rafael Castela Santos

domingo, setembro 12, 2004

A sabedoria de Dom António de Castro Mayer - 2

66 - Proposição falsa: No actual estágio da evolução da sociedade humana, o Estado tomou consciência maior de sua própria autonomia, pelo que já não lhe é mais possível manter com a Igreja relações tão intimas quanto outrora. Ao antigo Estado farisaicamente cristão, deve suceder, na futura Cristandade, um Estado vitalmente cristão, isto é, animado pelo espírito evangélico, fruto da colaboração de todas as religiões cristãs, seja mais ou menos densa a mensagem de cada qual, mas sem que haja por parte do governo especial proteção para qualquer uma delas.

Proposição verdadeira: O Estado tem por fim próprio prover o bem temporal, e em sua esfera é soberano. A Igreja, tutora do direito natural em todo o orbe, tem o direito de ver respeitadas as suas leis e doutrinas pelos poderes públicos temporais. O Estado deve declarar-se oficialmente católico, deve pôr ao serviço da preservação e expansão da Fé todos os seus recursos.

Explanação: A sentença impugnada leva logicamente à doutrina da separação entre a Igreja e o Estado, condenada pelo Syllabus (prop. 55, D. 1755), e novamente proscrita por Leão XIII na encíclica "Imortale Dei" e pelo Bem-aventurado Pio X na encíclica "Vehementer" (…). Além disso a sentença impugnada contém várias outras noções inaceitáveis. No rigor da expressão, dir-se-ia que o regime de união entre a Igreja e o Estado, como existiu na Idade Média, representava uma fase incipiente ou intermediária, que os povos, movidos pela força imanente da evolução, teriam superado. Ora, a Igreja não admite o determinismo histórico evolucionista, que contém a negação do livre arbítrio e da Providência divina. E igualmente não admite que as condições da humanidade tenham superado um regime de relações logicamente deduzido da Revelação e da ordem natural das coisas.

Menos ainda pode a Igreja admitir que tal evolução se dê no sentido do indiferentismo religioso, de tal sorte que numa futura cristandade, o progresso do Estado devesse consistir na equiparação de todas as religiões cristãs.

(…)

Merecem ainda reparo as palavras "cristandade", "farisaico", "vital". Uma cristandade é uma ordem temporal de coisas, baseada na doutrina de Jesus Cristo. Se só a Igreja Católica ensina esta doutrina de modo genuíno, como pode uma cristandade organizar-se a igual distância do que ensina a Igreja e do que pregam as seitas heréticas? Um exemplo concreto. Se tal cristandade admitisse o divórcio, a organização da família seria cristã? E se o rejeitasse, poder-se-ia dizer inspirada tanto pela doutrina católica, quanto pela das seitas cristãs divorcistas?

De outro lado, parece que a palavra "farisaico" soa como uma injúria à Igreja. Se o regime de união da Igreja e do Estado foi sempre o único aceite pela Igreja; se, a despeito de irregularidades aqui e acolá, foi ele aprovado, mantido, praticado por tantos Papas, por tantos Reis elevados à honra dos altares, como conceber que este regime seja susceptível de ser qualificado de "farisaico", sem daí inferir consequências das mais injuriosas para a Santa Sé e para tantos Santos?

Quanto a "vital", que quer ao certo dizer esta expressão? Vital significa normalmente o que tem vida. Não foi vitalmente cristã a civilização nascida nas mãos da Igreja na Idade Média? Há esperanças de que seja vitalmente cristão o Estado interconfessional da cristandade futura?

Para terminar esta nota, seria conveniente lembrar que o regime de união entre a Igreja e o Estado traz como característica necessária a maior independência da Igreja em relação ao poder civil, em tudo quanto seja de alçada espiritual ou mista. Principalmente nos Tempos Modernos, este regime foi deformado por crescentes invasões do Estado na esfera eclesiástica. Cumpre censurar absolutamente tais invasões, reivindicar a liberdade da Igreja, mas não renunciar ao princípio da sua união com o Estado. E quando em algum país a desgraça das circunstâncias é tão profunda, que a separação constitui um mal menor do que a união, que necessariamente seria deformada, é preciso temer por esse país. Pois nada do que se separa de Deus e da sua Igreja tem possibilidade de se manter por muito tempo. Um dos piores efeitos da separação entre a Igreja e o Estado - mesmo quando um mal menor - é a deformação produzida na mentalidade popular que se habitua a considerar num plano absolutamente naturalista a vida temporal. Formam-se assim mentalidades profundamente laicizadas, e é forçoso confessar que à vista deste teor de relações é muito difícil plasmar a alma de todo um povo numa concepção reta da subordinação da vida temporal ao serviço de Deus.

sexta-feira, setembro 10, 2004

A sabedoria de Dom António de Castro Mayer 1

A "Carta Pastoral sobre Problemas do Apostolado Moderno contendo um Catecismo de Verdades Oportunas que se opõem a Erros Contemporâneos" (1953) é um dos mais notáveis documentos que a tradição católica produziu no século XX: de autoria de Dom António de Castro Mayer, que exerceu o seu magistério, primeiramente, como Bispo de Campos, no Brasil, entre 1948 e 1981, e, depois, como superior da União Sacerdotal São João Maria Vianney (Padres de Campos), até à data da sua morte em 1991, nela se desmistificam uma por uma todas as falácias com que os modernistas, autênticos lobos vestidos com pele de cordeiro, tentam impor o seu domínio sobre a incauta cidade católica.

O método utilizado por Dom António é simples, de cunho notoriamente tomístico: num momento inicial, referencia uma proposição falsa; subsequente, enuncia, em réplica, a proposição verdadeira, explicando-a aos seus leitores. Vejamos um exemplo prático disso com respeito à proposição 65 da Carta, primeira de algumas que julgamos de mais relevante interesse para publicação neste espaço:

"Proposição falsa: O católico deve ser homem do seu tempo e, como tal, deve aceitar sinceramente, sem segunda intenção as transformações e progressos por onde nosso século se diferencia dos anteriores.

Proposição verdadeira: O católico deve ser homem do seu tempo e, como tal, deve aceitar sinceramente as transformações e progressos por onde nosso século se diferencia dos anteriores, desde que tais transformações e progressos sejam conformes ao espírito e à doutrina da Igreja, e promovam da melhor maneira um civilização verdadeira cristã.

Explanação: A sentença impugnada é unilateral. Em face de qualquer época da História os católicos têm um duplo dever: de adaptação e de resistência. A sentença impugnada só cogita de adaptação.

Este duplo dever é fácil de ser compreendido. Nenhuma época houve em que todas as leis, instituições, costumes, modos de ver e sentir, merecessem só louvor ou só censura. Pelo contrário, existem sempre - nas épocas melhores como nas piores - coisas boas e coisas más. Em face do bem, encontre-se ele onde se encontrar, nossa atitude só pode ser aquela que o Apóstolo aconselha: provadas todas as coisas, tomar o que é bom. Em face do mal, devemos igualmente obedecer ao conselho do Apóstolo: "não vos queirais conformar com este século" (Rom. 12, 2).

Entretanto, convém aplicar com inteligência um e outro conselho. É excelente analisar todas as coisas e ficar com o que é bom. Mas devemos ter em mente que bom é o que concorda não só com a letra mas ainda com o espírito. Bom não é aquilo que favorece a um tempo a virtude e o vício. Mas o que favorece sempre e unicamente a virtude. Assim, quando um costume não é reprovável em si mesmo, mas cria uma atmosfera favorável ao mal, a prudência manda rejeitá-lo. Quando uma lei favorece a única Igreja verdadeira, mas ao mesmo tempo também favorece a heresia ou a incredulidade, merece ser combatida.

A resistência ao século também tem que ser feita com prudência, isto é, não deve ficar nem aquém nem além do seu fim. Exemplo de resistência ininteligente ao século, de apego a formas mutáveis e sem maior importância intrínseca, temo-lo na volta ao "altar em forma de mesa". É uma resistência que vai muito além do seu fim, que é a defesa da Fé. De outro lado, a resistência ao século não deve ficar aquém de se seu objectivo. Não pode consistir em mera doutrinação sem aplicação concreta às circunstâncias do momento. Nem em protestos platónicos. É preciso doutrinar, é preciso conhecer os fatos do dia em toda a sua realidade viva e palpitante, é preciso organizar a ação para intervir a fundo no curso dos acontecimentos.

Por fim, é necessário lembrar que a fisionomia de uma época não pode ser decomposta em aspectos bons e maus reciprocamente autónomos. Toda a época tem uma mentalidade que resulta a um tempo dos aspectos bons e maus. Se aqueles forem preponderantes e estes se referirem apenas a aspectos secundários, a época, sem ser ótima, pode chamar-se boa. Se, pelo contrário, preponderarem os aspectos maus e o bem existir apenas em um ou outro pormenor, a época deve chamar-se má. No problema das relações entre o católico e o seu tempo, não baste que ele tome posição diante de aspectos fragmentários do mundo em que vive. Deve considerar a fisionomia do tempo em sua unidade moral profunda, e tomar posição diante dela. É sobretudo à vista deste princípio que se deve negar a sentença impugnada. Pois ela não nos fala da aceitação deste ou daquele aspecto do mundo contemporâneo, mas de sua unidade global.

(…)
".

Judios y Pio XII

Desde las entradas en A Casa de Sarto hemos hablado anteriormente de la vilificación a que está siendo sometida la figura del Papa Pío XII. Esta vilificación viene a menudo de las filas de judíos reformados (tan reformados que seguirán siendo hebreos racialmente, pero judíos ya ni lo parecen) a menudo profundamente y cínicamente anticatólicos. Esta forma del judaísmo reformado tiene mucho poder dentro de Israel. Son muchos de estos judíos, como Ben-Gurion, que no tenían vergüenza alguna en soltar diatribas anticatólicas, los mismos que impulsaron una política de machaque sistemático de los católicos en Israel. No está de más recordar que cuando Israel nació como estado en 1948 había más de 600.000 católicos en unas fronteras que eran incluso menores que las de hoy día. Los árabes cristianos en Israel han recibido bofetones y mucho más tanto de los judíos como de sus hermanos de raza, pero enemigos de religión, los palestinos musulmanes. La minoría cristiana ha acabado así por estar reducida hoy día a menos de 30.000 y el número va continuamente en descenso en Tierra Santa.
Empero sería injusto generalizar el abuso religioso de una minoría de judíos y culpabilizar a un grupo entero de gente. Entre los judíos, como en cualquier otro grupo humano, los hay justos y los hay que no. Jacobo San Miguel, a quien le doy las gracias por ello, tuvo a bien enviarme ayer la defensa que un Rabino Ortodoxo hace de Pío XII y que no puedo por menos de compartirla con Vds.
Rafael Castela Santos

segunda-feira, setembro 06, 2004

¡Éramos pocos y parió (¿o la matamos?) la abuela!

Tras el intento de manipulación de la opinión pública lusa con el barco holandés cargado de asesinos de niños, la revolución sigue ahora en España, similares objetivos: promover lo tanático, lo rebelde contra la razón y la Santa Religión.
Es curiosísima la noticia que da El Mundo
, al que dicen “de derechas”: El Gobierno apoyando públicamente a un cineasta que promueve la eutanasia. Lo que está claro es que este Des-gobierno español no tiene más horizonte que el divorcio-express, el aborto libre, el “matrimonio homosexual” (sic), la legalización de la eutanasia y ya así sólo le quedará poco más que la instauración de un orden luciférico totalmente opuesto a Dios y al Derecho Natural.
Exactamente igual que con el aborto empiezan por airear casos extremos de distanasia (de eutanasia nada, que “eu” significa bueno) para luego ir colando poco a poco aberraciones crecientes. Los holandeses, no contentos con las barbaridades de su sistema de “eutanasia”
, por el cual han asesinado a miles de personas ancianas que ni siquiera deseaban que las maten, ahora deciden ir un paso más allá y matar también niños ya nacidos. Así ya habrá cuerpo legal para matar al antojo del tirano - democrático o no - de turno y de paso hacer cuña para meter esta legislación en el resto de Europa. Es su último gran descubrimiento. Por cierto, ¿pensaría la Santísima Virgen en Holanda cuando dijo en Fátima que naciones enteras serían aniquiladas?
La otrora reserva espiritual de Occidente sigue cayendo a niveles ya cuasi-holandeses. Si las Tierras Bajas fueron y son más bajas que nunca con su pretensión de seguir asesinando niños, los españoles no van a la zaga con sus ancianos. Les recomiendo el atinado comentario de Carmelo López-Arias en El Semanal Digital
que acaba así: “Hay cosas que deben estar prohibidas para hacer posible la convivencia. Cuando ciertas formas de matarnos unos a otros (aborto, manipulación de embriones, eutanasia o "muerte digna") comienzan a estar bien vistas, el corazón de las personas normales se enfría y el de los canallas se envilece. A partir de ahí, todo es possible.”
Éramos pocos pero, qué más da, matemos a la abuela.
Y a quien se nos ponga por delante. Eso sí: democrática y civilizadamente.
Rafael Castela Santos

domingo, setembro 05, 2004

São Pio X e o Juramento contra o Modernismo

Ainda em comemoração da memória litúrgica de São Pio X, aqui se deixa a transcrição integral do seu "Juramento contra o Modernismo", tendo-se sempre presente que o lema deste blogue é exactamente o combate cultural antimodernista. A título de curiosidade, saliente-se que tal juramento, a que estavam obrigados todos os sacerdotes católicos depois de serem ordenados, foi abolido pelo Papa Paulo VI após o final do Concílio Vaticano II; hoje em dia, apenas os Padres da SSPX o fazem oficialmente:
Eu, ______________, firmemente abraço e aceito cada uma e todas as definições feitas e declaradas pela autoridade inerrante da Igreja, especialmente estas verdades principais que são directamente opostas aos erros deste dia.
Antes de mais nada eu professo que Deus, a origem e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão a partir do mundo criado (Cf Rom. 1,90), ou seja, dos trabalhos visíveis da Criação, como uma causa a partir de seus efeitos, e que, portanto, Sua existência também pode ser demonstrada.
Segundo: eu aceito e reconheço as provas exteriores da revelação, ou seja, os actos divinos e especialmente os milagres e profecias como os sinais mais seguros da origem divina da Religião cristã e considero estas mesmas provas bem adaptadas à compreensão de todas as eras e de todos os homens, até mesmo os de agora.
Terceiro, eu acredito com fé igualmente firme que a Igreja, Guardiã e mestra da Palavra Revelada, foi instituída pessoalmente pelo Cristo histórico e real quando Ele viveu entre nós, e que a Igreja foi construída sobre Pedro, o príncipe da hierarquia apostólica, e seus sucessores pela duração dos tempos.
Quarto: eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exactamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente.
Quinto: eu mantenho com certeza e confesso sinceramente que a Fé não é um sentimento cego de religião que se alevanta das profundezas do subconsciente pelo impulso do coração e pela moção da vontade treinada para a moralidade, mas um genuíno assentimento da inteligência com a Verdade recebida oralmente de uma fonte externa. Por este assentimento, devido à autoridade do Deus supremamente verdadeiro, acreditamos ser Verdade o que foi revelado e atestado por um Deus pessoal, nosso Criador e Senhor.
Além disso, com a devida reverência, eu me submeto e adiro com todo o meu coração às condenações, declarações e todas as proibições contidas na encíclica Pascendi e no decreto Lamentabili, especialmente as que dizem respeito ao que é conhecido como a história dos dogmas.
Também rejeito o erro daqueles que dizem que a Fé mantida pela Igreja pode contradizer a história, e que os dogmas católicos, no sentido em que são agora entendidos, são irreconciliáveis com uma visão mais realista das origens da Religião cristã.
Também condeno e rejeito a opinião dos que dizem que um cristão erudito assume uma dupla personalidade - a de um crente e ao mesmo tempo a de um historiador, como se fosse permissível a um historiador manter coisas que contradizem a Fé do crente, ou estabelecer premissas que, desde que não haja negação directa dos dogmas, levariam à conclusão de que os dogmas são falsos ou duvidosos.
Do mesmo modo, eu rejeito o método de julgar e interpretar a Sagrada Escritura que, afastando-se da Tradição da Igreja, da analogia da Fé e das normas da Sé Apostólica, abraça as falsas representações dos racionalistas e sem prudência ou restrição adopta a crítica textual como norma única e suprema.
Além disso, eu rejeito a opinião dos que mantém que um professor ensinando ou escrevendo sobre um assunto histórico-teológico deve antes colocar de lado qualquer opinião preconcebida sobre a origem sobrenatural da Tradição católica ou a promessa divina de ajudar a preservar para sempre toda a Verdade Revelada; e que ele deveria então interpretar os escritos dos Padres apenas por princípios científicos, excluindo toda autoridade sagrada, e com a mesma liberdade de julgamento que é comum na investigação de todos os documentos históricos profanos.
Finalmente, declaro que sou completamente oposto ao erro dos modernistas, que mantém nada haver de divino na Tradição sagrada; ou, o que é muito pior, dizer que há, mas em um sentido panteísta, com o resultado de nada restar a não ser este fato simples - a colocar no mesmo plano com os fatos comuns da história - o fato, precisamente, de que um grupo de homens, por seu próprio trabalho, talento e qualidades continuaram ao longo dos tempos subsequentes uma escola iniciada por Cristo e por Seus Apóstolos.
Prometo que manterei todos estes artigos fielmente, inteiramente e sinceramente e os guardarei invioladas, sem me desviar em nenhuma maneira por palavras ou por escrito. Isto eu prometo, assim eu juro, para isso Deus me ajude, e os Santos Evagelhos de Deus que agora toco com minha mão.

São Pio X
01/09/1910

São Pio X e o Sillon

Assinalando igualmente a passagem da data de 3 de Setembro, dia da Festa de São Pio X, aqui fica um extracto da Carta Apostólica "Notre Charge Apostolique", sobre os erros do Sillon - grupo francês de tendências liberais e modernistas -, promulgada pelo grande Papa antimodernista em 25 de Agosto de 1910:

"Queremos chamar vossa atenção, Veneráveis Irmãos, sobre esta deformação do Evangelho e do carácter sagrado de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem, praticada no Sillon e algures. Desde que se aborda a questão social, está na moda, em certos meios, afastar primeiro a divindade de Jesus Cristo, e depois só falar de sua soberana mansidão, de sua compaixão por todas as misérias humanas, de suas instantes exortações ao amor do próximo e fraternidade. Certamente, Jesus nos amou com um amor imenso, infinito, e veio à terra sofrer e morrer, a fim de que, reunidos em redor dele na justiça e no amor, animados dos mesmos sentimentos de mútua caridade, todos os homens vivam na paz e na felicidade. Mas para a realização desta felicidade temporal e eterna, Ele impôs, com autoridade soberana, a condição de se fazer parte de seu rebanho, de se aceitar sua doutrina, de se praticar a virtude e de se deixar ensinar e guiar por Pedro e seus sucessores. Ademais se Jesus foi bom para os transviados e os pecadores, não respeitou suas convicções erróneas por sinceras que parecessem; amou-os a todos para os instruir, converter e salvar. Se chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica. Se levantou os humildes, não foi para lhes inspirar o sentimento de uma dignidade independente e rebelde à obediência. Se seu coração transbordava de mansidão pelas almas de boa vontade, soube igualmente armar-se de uma santa indignação contra os miseráveis que escandalizam os pequenos, contra as autoridades que acabrunham o povo sob a carga de pesados fardos, sem aliviá-la sequer com o dedo. Foi tão forte quão doce; repreendeu, ameaçou, castigou, sabendo e nos ensinando que, muitas vezes, o temor é o começo da sabedoria, e que, às vezes, convém cortar um membro para salvar o corpo. Enfim, não anunciou para a sociedade futura o reinado de uma felicidade ideal, de onde o sofrimento fosse banido; mas, por lições e exemplos, traçou o caminho da felicidade possível na terra e da felicidade perfeita no céu: a estrada real da cruz. Estes são ensinamentos eminentemente sociais, e nos mostram em Nosso Senhor Jesus Cristo outra coisa que não um humanitarismo sem consciência e sem autoridade".

São Pio X

Celebrando a festividade de São Pio X, a presente edição do excelente "Daily Catholic", cuja leitura se recomenda vivamente, é em boa parte dedicada àquele grande Papa; destaque especial para este artigo sobre a sua vida e obra.

sexta-feira, setembro 03, 2004

Fátima, la saga sigue

El Rector del Santuario de Fátima, Monseñor Guerra, sigue meando fuera del tiesto. No contento con las barbaridades ecuménicas que ha cometido y/o dejado cometer, no contento con hacer un edificio “ecuménico” al lado de la Basílica, no contento con promover la oración de budistas e hindúes en la Basílica, ahora se despacha con una carta donde nos tacha a todos los que abominamos del ecumenismo como “ignorantes”.
Parece que Monseñor Guerra no aprendió la lección primera de filosofía cuando estuvo en el Seminario: el principio de no-contradicción. Si A es una aseveración y à su contraria, entonces A y à no pueden ser la misma cosa. ¿No hace falta doctorarse en Filosofía por Salamanca, Coimbra o la mismísima Gregoriana para entender esto? ¿Verdad? El señor Guerra, más que Monseñor (porque el título eclesiástico le queda ancho) no entiende que si se es católico no se puede ser budista, ni hindú, ni ateísta … ni siquiera protestante. O se es lo uno o lo otro. Ambas cosas al mismo tiempo no se puede ser: es metafísica y lógicamente imposible. Esta gentuza que tenemos por clérigos, estos hijos de mala madre que no son más que lobos vestidos con piel de cordero, que no nos enseñan la verdadera doctrina ni promueven la verdadera Fe han caído tan bajo que en sus obcecaciones heréticas ya Dios ha permitido que se les nuble el entendimiento. Ya no es la Teología lo que está en juego, sino la mismísima Filosofía, el pensamiento mínimamente racional y con una dosis de sentido común.
El excelente mensual norteamericano
Catholic Family News publica un artículo de Edwin Faust y cinco respuestas al señorito Guerra que ponen en su sitio a ese herejillo de tres al cuarto que los católicos tenemos que sufrir en una de las Basílicas más queridas de la humanidad. Léanlas porque, de verdad, merece la pena. Y recen para que la Santísima Virgen de Fátima, y también Santa Jacinta y San Francisco Marto, intercedan para que el individuo Guerra recupere (¿o adquiera?) la Fe que corresponde a un católico de verdad.
Rafael Castela Santos

quinta-feira, setembro 02, 2004

D. Januário Torgal Ferreira e o barco do aborto

A propósito da questão do barco do aborto, não deixa de ser revelador e bem sintomático que, num momento crucial em que a unidade de todos os católicos mais do que nunca deveria ser mantida para defesa do ensinamento da Igreja sobre esta matéria, apoiando-se por isso sem quaisquer hesitações a justa decisão do governo de não permitir que a nave homicida atracasse em portos nacionais, surja de novo o Judas Iscariotes do episcopado português, que também responde pelo nome de D. Januário Torgal Ferreira, a criticar tal decisão e a dividir hostes, espalhando à boa maneira modernista a dúvida, a confusão e a ambiguidade neste campo, tudo em nome de uma pretensa liberdade de expressão devida aos aborcionistas. Esqueceu-se ele da proposição 79 do Syllabus, do Beato Pio IX, na qual se condena explicitamente a seguinte asserção:

"É falso que a liberdade de cada culto, e o pleno poder concedido a todos de manifestarem clara e publicamente as suas opiniões e pensamentos, produza mais facilmente a corrupção dos costumes e dos espíritos e contribua para a propagação perniciosa da indiferença".

De resto, estranha-se que a Torgal criatura, tão preocupada com a liberdade de expressão dos apologistas do homicídio de nascituros, não manifeste igual desvelo relativamente a idêntica liberdade dos críticos da ideologia mundialista e multiculturalista, bem como dos fenómenos por ela gerados, maxime, da imigração sem regras.

Mas mais grave, acima de tudo, deplora-se que este bispo, com as suas atitudes públicas, escarneça sistematicamente das palavras de Cristo. Por exemplo:

"Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal" (Mt 5, 37);

"Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Pelos frutos, pois, os conhecereis" (Mt 7, 15-20);

"Mas, se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, seria preferível que lhe suspendessem do pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos! São inevitáveis, decerto, os escândalos; mas ai do homem por quem vem o escândalo!" (Mt 18, 6-7);

"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, e o que não é pastor, e a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo e abandona as ovelhas e foge e o lobo arrebata-as e espanta-as porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas" (Jo 10, 11-13);

"Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente. Assim, porque és morno - e não és frio nem quente - vou vomitar-te da minha boca" (Ap 3, 15-16).

terça-feira, agosto 31, 2004

Impressões de férias 5

I) Toledo: tudo parece correr mal. O Alcazar encerrado para obras, a Catedral com a missa de rito hispano-moçárabe atirada para horas impróprias e com o seu interior pejado de andaimes para trabalhos de recuperação - ainda assim, belíssima sacristia recheada de trabalhos de El Greco, de um tempo em que a Igreja não se envergonhava de ser "triunfalista". Salva o dia a contemplação da obra-prima do mesmo El Greco, "O Enterro do Conde de Orgaz";

II) Nesta loja, também na cidade imperial, adquiri uma miniatura em chumbo mais do que politicamente incorrecta: uma figura equestre do Generalíssimo. O vendedor assegura-me ser o artigo com mais saída na sua loja; apenas em Agosto, diz-me ter vendido mais de cinquenta peças semelhantes;

III) Que saudades que eu já tinha de um teclado com um "~" (til); não compreendo por que motivo "nuestros hermanos" criaram uma tecla especial tão-só para a letra "ñ";

IV) A triste verdade é que hoje terminam as férias; amanhã, regressa a rotina do dia-a-dia…

De Jauretche, Castellani y la Encarnación (la grande y la chica)

En estos días estivales, que no de vacaciones para mí, le he estado hincando el diente a un libro del argentino Arturo Jauretche “Los profetas del odio y la yapa”, publicado allá por 1957 e inencontrable salvo en algunos cualificados “alfarrabistas” de la Ciudad de la Santísima Trinidad y Puerto de Nuestra Señora de los Buenos Aires, nombre dado a la actual capital austral por el insigne Juan de Garay.
Este libro analiza con lujo de detalles la vida política y social de la Argentina que transcurre entre los años treinta y mediados de los cincuenta. Desde A Casa de Sarto se ha reivindicado la figura del Padre Leonardo Castellani
repetidamente. Pues bien, Jauretche escribe en paralelo, como proporcionando material y ejemplos suficientes para entender esa metapolítica castellaniana, esa metapolítica profética que desde los artículos que el Padre escribiera para las revista Jauja o su columna Periscopio, les vaticinó a los argentinos con suficiente antelación el triste status quo a que están hoy día sometidos.
Jauretche, un liberal sensato, no entra en asuntos directamente religiosos, pero concluye que el abandono y/o arrinconamiento de los modos tradicionales de una sociedad conlleva su destrozo y voladura. Don Arturo se hubiera quedado estupefacto de la sociedad argentina de hoy día, envilecida por la miseria, la corrupción, la sed materialista nunca colmada y las lacras que conlleva todo ello. Su análisis es más profundo porque da a entender que el abandono del Catolicismo por Argentina ha sido el hacedor de este desaguisado
. Tras la derrota de los federales católicos argentinos a manos de los “asquerosos e inmundos unitarios” liberales, la nación hermana del Plata ha padecido una laicización sin límites. Como la Argentina fue formada en la forja de un orden cristiano que abarcaba no sólo lo religioso, sino lo filosófico, lo jurídico, lo político o lo social y lo cultural - es decir, todas las facetas públicas de una nación - se creo un vacío imposible de suplir. Los pastiches de importación, francesa o inglesa en tiempos pretéritos o cosmopolitista-liberal en tiempos recientes, no pueden tapar el agujero de una amputación metafísica esencial.
La conclusión es que el Catolicismo, como Cristo mismo, es una religión encarnada. Un Cristo desencarnado, como el de Arrio o los monofisitas, es un Cristo falso, herético. Una Argentina desencarnada de su Hispanidad
, es decir, de la manera específica de los hispanos de vivir la Cristiandad, no es sino una caricatura de sí misma. La religión católica acaba por formar e informar forma e informa todos los demás órdenes de la vida humana de un modo orgánico, no teocrático. Concebir cualquier Patria, sea la argentina, la portuguesa o la española, que han sido engendradas por la Santa Madre Iglesia, sin la Encarnación de Cristo en la vida pública de la nación, es condenar la Patria a la perdición, al vasallaje y a la humillación innoble. La Religión Católica, una religión que exige consciencia, es el alma de las naciones católicas. El haber logrado erradicar de las mentes y de las almas argentinas el Catolicismo es la causa última de sus desastres. Jauretche remata:

A la estructura material de un país dependiente corresponde una superestructura cultural destinada a impedir el conocimiento de esa dependencia para que el pensamiento de los nativos ignore la naturaleza de su drama y no pueda arbitrar propias soluciones, imposibles mientras no conozca los elementos sobre los que debe operar y los procedimientos que corresponden, conforme a sus propias circunstancias de tiempo y lugar.
Arturo Jauretche, Los profetas del odio y la yapa

Y sin alma el cuerpo no tiene vida. Es por esto que Argentina agoniza
. Recemos por la resurrección en Cristo Jesús y en la Santísima Virgen de Luján de la Patria hermana austral. Y los demás aprendamos esta dura lección y hagamos cuanto podamos para volver a las coordenadas cristianas en la vida pública y en la privada, por ser auténticos Caballeros de Cristo.
¡Viva Cristo Rey!
Rafael Castela Santos

El ataque nazi a la Iglesia Católica

En estos tiempos donde el la calumnia sobre todo lo noble - empezando por la Iglesia Católica - se han convertido en norma y uso, donde la figura de Pío XII se ha atacado taimada y erradamente, a pesar de haber sido defendida hasta por rabinos ortodoxos, no está de más el exhumar uno de los muchos tesoros que guarda la revista Razón Española, que capitaneara durante muchos años Don Gonzalo Fernández de la Mora (uno de los mejores diplomáticos que ha tenido España el siglo pasado) y que fuera creada por Ramiro de Maeztu, autor este último de la obra maestra Defensa de la Hispanidad.
En este texto de Vega-Hazas que hoy comentamos se ilustran con mucha ecuanimidad una serie de hechos históricos que no dejan lugar a dudas sobre la mentira infame de que la Iglesia apoyó al nazismo.
Subrayaría el dato ya mencionado por el autor acerca de los escasos votos que los católicos dieron al Führer, en contraposición a los protestantes alemanes. Recomiendo a este respecto ojear el casi inencontrable libro “Seréis como dioses”, de Hans Graf Huyn, quien reproduce (páginas 206 y 207) los mapas de Eric von Kuehnelt en “Freiheit oder Gleicheit”, demostrando que el apoyo al nacional-socialismo fue abrumadoramente protestante. Y también me quedo con el hecho de que Israel condecoró a dos hombres que nunca reconocieron su existencia: Pío XII y Franco. Ambos salvaron a docenas de miles de judíos de la persecución nazi. Ambos eran católicos.
Lo único que el artículo no realza suficientemente es la gallarda actitud de los Obispos católicos germanos, Monseñor Faulhaber - de Munich - o Monseñor von Galen, de Münster, o el mismo Von Preysing (Berlín). Estos, junto a otros millares de católicos, se jugaron el tipo por defender la Alemania católica frente al despiadado ataque físico y moral por la secta negnóstica nazi.
Rafael Castela Santos

domingo, agosto 29, 2004

A nave homicida

Constitui uma magnífica notícia a proibição do barco aborcionista atracar em portos nacionais: de facto, em face do ordenamento jurídico nacional, outra não poderia ser a decisão do governo português, pois em causa estava impedir a prática de actos criminosos de aborto cuja efectivação se iniciaria sempre em Portugal, ainda que a sua consumação final se viesse a concretizar em águas internacionais num navio sob pavilhão holandês. Desta maneira, esteve bem o governo, evitando a perpetração de uma monumental fraude, deliberada e intencional, à lei portuguesa, que nenhum direito comunitário cobre.

Aliás, neste caso, estranha-se a pressa com que um certo pantomineiro se apressou a invocar esse direito comunitário para justificar o injustificável, ou seja, a entrada em águas territoriais portuguesas de um abjecto navio assassino, muito mais infame do que qualquer embarcação pirata, olvidando-se das suas actuações em circunstâncias onde tal arguição era certamente bem mais legítima, como, por exemplo, nas das visitas a Portugal de um determinado político francês; outrossim, também não se percebe o que ou quem faz aqui correr um outro figurão que se convenceu (ou alguém convenceu) ser uma sumidade jurídica, embora a promoção que o mesmo tem vindo a receber de há um ano a esta parte em órgãos de comunicação social controlados por um determinado grupo jornalístico - onde o dito cujo destila um ressentimento doentio por todos os poros - ajude a levantar a ponta do véu, remetendo-nos para o foro das agremiações mais ou menos discretas que pela calada vão decretando a chuva e o bom tempo.

quarta-feira, agosto 25, 2004

Impressöes de férias 4

I) Catedral de Almudena: gostei de visitá-la, porquanto é uma obra que consegue preservar com bom gosto a tradiçäo católica, apesar de concluída há relativamente pouco tempo; anoto, no entanto, que no altar dedicado a Säo Pedro Poveda, mártir falecido em 1936, na descriçäo da sua vida, olvidou-se qualquer referëncia aos autores do seu martirio, embora a data em que o mesmo ocorreu diga tudo…

II) Assisti a uma Missa – rito de Paulo VI, mas sem abusos – celebrada num Oratório localizado entre a Calle de Alcalá e a Gran Via, no qual os fiéis podem comungar de joelhos; que este facto seja merecedor de referência, é sintomaticamente ilustrativo do estado em que a Igreja modernista se encontra;

III) O governo Zapatero, pela calada, prepara-se para legalizar cerca de um milhäo de imigrantes entrados clandestinamente em Espanha, boa parte deles islâmicos; nada que já näo houvéssemos previsto neste espaço. Medidas deste tipo, às quais as autoridades políticas recorrem para disfarçar a sua inépcia (ou má fé), longe de acabarem com o fenómeno da imigraçäo ilegal, apenas servem para o estimular sempre cada vez mais;

IV) Seguindo o conselho amigo do Pedro Guedes, desloquei-me à Casa del Libro; excelente livraria, com uma qualidade infelizmente desconhecida em Portugal, e onde os livros políticamente incorrectos näo säo vitímas do lápis azul de algum censor de trazer por casa; local altamente recomendável, pois!

terça-feira, agosto 24, 2004

Impressöes de férias 3

Algures na Costa Vicentina: robalo grelhado na brasa acompanhado com um Bucelas fresco; há momentos que nos reconciliam com a vida. Se a gula é um dos sete pecados capitais, a apreciaçäo da boa mesa é, pelo contrário, uma grande virtude;

Madrid, agora mesmo: os fautores da revoluçäo cultural têm por estas bandas conseguido dar umas passadas de gigante; apesar de tudo, valha-nos a nossa teimosia portuguesa em recusar certas “modernices”.

segunda-feira, agosto 23, 2004

Interregno 2

Estando ausente a semana toda do País, as actualizações deste espaço ao longo da mesma serão esporádicas; o que suceder entretanto, fica reservado para um "Impressões de férias 3".

Jacques Maritain e Julio Meinvielle

Ao ver esta passagem de Jacques Maritain citada pelo Padre Júlio Meinvielle no seu livro "De Lammenais a Maritain", datado de 1945 e publicado em Buenos Aires, lembrei-me de quantas vezes é que já ouvi este tipo de discurso a figurões da Igreja modernista, cujos nomes nem sequer vale a pena referir, de tão conhecidos que são de todos:

"No es acordando a la Iglesia un tratamiento de favor, y buscando atársela con ventajas temporales pagadas con el precio de su libertad, como la ayudaría más el Estado en su misión espiritual, es pidiéndole más, - pidiendo a sus sacerdotes ir a las masas, juntarse a su vida para derramar en ellas el fermento del Evangelio, y para abrir los tesoros de la liturgia al mundo del trabajo y a sus fiestas -, y pidiendo a sus órdenes religiosas cooperar a la obra de assistencia social, de educación de la comunidad civil, y a sus militantes laicos y a sus organizaciones de juventud ayudar el trabajo moral de la nación y desarrollar en la vida social el sentido de la libertad, y de la fraternidad".

Responde Julio Meinvielle:

"Este modo odioso de presentar el problema, proprio de la hipocresía impía de los enemigos de la Religión, es corriente entre los liberales católicos desde los tiempos de Lamennais. Es evidente que la Iglesia cuando reclama el reconocimiento de sus divinos derechos no exige "un tratamiento de favor" y mucho menos exige para sus ministros una "situación social y política privilegiada", que está fuera del ambiente de una época. No exige sino la conformación de la vida individual, familiar, profesional, social y política a las normas de la misma Iglesia, contenidas en el Derecho Canónico y explicadas por el magisterio de los Romanos Pontífices. Que la educación de la juventud se realice cristianamente, de acuerdo a la "Divini illius Magistri" de Pio XI; que el matrimonio y la familia se conformen a la "Casti Connubii"; que los problemas del trabajo y del orden económico se ajusten a las enseñanzas de la "Rerum Novarum" y de la "Quadragesimo Anno"; que el derecho y la vida pública de los pueblos se desarollen en armonía con las grandes directivas enunciadas en el "Syllabus", en la "Inmortale Dei", "Libertas", "Quas Primas" y demás enseñanzas de Magisterio eclesiástico.

Estos Derechos que reclama la Iglesia son simplesmente los derechos de la verdad necesaria para la felicidad eterna y temporal de los hombres. Y como el sacerdócio católico es su depositário auténtico, su reconocimiento comportará asimismo el lugar de preeminencia social que le ha de corresponder en la ciudad cristiana. Porque si la ciudad ha de conformarse a las enseñanzas cuya custodia confió Dios al sacerdote, cómo impedir que ocupe en ella el primer lugar? Lugar de preeminencia que si no es ocupado por el sacerdote, a quien por derecho divino le corresponde, lo será por el periodista, o por el financista internacional o algún otro agente de disolución social".

Impressões de férias 2

Ao ler a "Carta Pastoral sobre os Problemas do Apostolado Moderno", de Dom António de Castro Mayer, apercebo-me definitivamente de que os problemas do clero modernista residem na sua falta de exemplaridade de costumes, de piedade privada e de ortodoxia doutrinária, bem como na perda de noção da dignidade sacerdotal provocada pela sua completa rendição ao mundo. Enveredando por estes caminhos, o desastre tinha forçosamente de acontecer…