sábado, março 26, 2011

Um homem digno de recordação



No vigésimo aniversário da morte de Monsenhor Marcel Lefebvre, o maior santo da segunda metade do século XX - “A man worthy of remembrance”, no “Rorate-Caeli”.

terça-feira, março 22, 2011

Reconhecer os falsos profetas à distância


Cumprindo o que havia prometido no início deste ano, aqui deixo publicado mais um actualíssimo trecho do livro “Trojan Horse in the City of God - The Catholic Crisis Explained”, da autoria de Dietrich von Hildebrand, no qual o grande filósofo católico alemão denuncia a “quinta coluna” de infiltrados do mundo - os falsos profetas - no interior da Igreja, expondo em simultâneo os tiques característicos destes. Os destaques são meus.

***

It is sad enough when people lose their faith and leave the Church; but it is much worse when those who in reality have lost their faith remain within the Church and try - like termites - to undermine Christian faith with their claim that they are giving to Christian revelation the interpretation that suits “modern man”.

I wish to conclude (…) with an appeal to all those whose faith is not corroded to beware of these false prophets who want to extradite Christ to the secular city in a way analogous to Judas’ betrayal of Jesus into the hands of His prosecutors.

Let us recall the marks of these false prophets. He is a false prophet who denies original sin and mankind’s need of redemption and thereby undermines the meaning of Christ’s death on the Cross. He is not a true Christian who no longer sees that redemption of the world through Christ is the source of true happiness and that nothing can be compared to this one glorious fact.

He is a false prophet who no longer accepts the absolute primacy of the first commandment of Christ - to love God above all things - and who claims that our love of God can manifest itself exclusively in our love of neighbor. He is a false prophet who no longer understands that to long for the I-Thou union with Christ and for transformation in Christ is the very meaning of our life. He is a false prophet who claims that morality reveals itself not primarily in man’s relationship with God, but in those things that concern human welfare. And he has fallen prey to the teaching of false prophets who only sees in the wrong done our neighbor our injury to him and remains blind to the offense against God that this wrong implies.

He who no longer sees the radical difference that exists between charity and humanitarian benevolence has become deaf to the message of Christ.

He who is more impressed and thrilled by “cosmic processes”, “evolution”, and the speculations of science than by the reflection of Christ’s Sacred Humanity in a saint and by the victory over the world that the very existence of a saint embodies, is no longer filled with the Christian spirit. He who cares more for the earthly welfare of humanity than for its sanctification has lost the Christian view of the universe.

(…)

Beware of false prophets who ignore the repeated warnings of our Holy Father (…), as well as the Holy See’s clear formulation of the various heresies and misconceptions pervading the world today. Beware of those who try to drown the voice of the Vicar of Christ in noisy propaganda.

Nevertheless (…), if my heart bleeds from seeing the ravages done in the vineyard of the Lord and from seeing the defilement of the sanctuary of the Church, I am yet full of hope, because our Lord has said: “The gates of Hell shall not prevail against it”.

Without a trace of optimism, but full of hope and love for the Holy Church, for the Mystical Body of Christ, for the City of God, and in spirit of deep devotion and obedience to our Holy Father (…), let me conclude with the words of [the] credo: I believe in one, holy, catholic and apostolic Church.

O ataque maciço contra o "Summorum Pontificum"...



… e a reacção em defesa do mesmo comentada por Michael Voris.

Leitura aconselhada

Os bispos gnósticos de Coimbra e de Lisboa, no “Espectivas”.

Um artigo cuja leitura aconselho vivamente, a qual deve ser feita com plena consciência de que a responsabilidade do episcopado português no desastre socialista sofrido pelo país nos últimos quinze anos, e em especial nos seis mais recentes do consulado de Sócrates, é muito maior do que à primeira vista se poderia supor. Portugal só caiu até onde caiu, em parte nada desprezível, também devido às omissões, silêncios e cumplicidades da maioria do episcopado português.

E termino com a pergunta habitual: até quando Roma tolerará esta situação calamitosa?

segunda-feira, março 21, 2011

As estranhas conferências patrocinadas pelo Bispo de Coimbra

Através de correio electrónico da “Infovitae” e de alguns blogues amigos (ver aqui, aqui e aqui), tomo conhecimento de que em Coimbra, no próximo dia 9 de Abril, se irá realizar um conjunto de conferências promovido pelo Centro Universitário Manuel da Nóbrega, da outrora gloriosa Companhia de Jesus, subordinado ao tema genérico “Fé e Cultura: no centro ou nas margens?”, com o público patrocínio do Bispo local, D. Albino Cleto, circunstância que denota bem - como de imediato se vai ver - o estado de desnorte doutrinário a que a Igreja institucional portuguesa em geral e o seu episcopado em particular chegaram.

Sendo certo que da simples leitura do programa de tal ciclo de conferências resulta por si só evidente que os seus organizadores pactuam com a “hermenêutica da ruptura e o falso espírito do Vaticano II”, características tão próprias de um progressismo anticatólico que continua a ter influência nada despicienda na diocese conimbricense, duas das conferências previstas nesse ciclo fazem temer o pior dos piores: uma intitulada “Que Deus para hoje? O bispo, a feminista e o cientista”; a outra “Pensar a Igreja Plural - A freira, o homossexual e os recasados”.

Não é necessário ser-se adivinho para perceber o que irá sair delas: na primeira, ignorando-se a doutrina dogmática católica de que Deus é eterno, intemporal e imutável e portanto o mesmo ontem, hoje e sempre, entrar-se-á numa discussão inspirada pelos erros evolucionista e imanentista próprios da heresia modernista, tentando-se elaborar conceptualmente um “deus” que legitime e justifique todos os caprichos do homem contemporâneo, mesmo os mais perversos, divinizando-se assim subrepticiamente e afinal o próprio homem; em ambas as conferências, por outro lado, atacar-se-á obviamente o magistério constante da Igreja sobre a não-ordenação sacerdotal de mulheres, os fins primário e secundário da sexualidade e a indissolubilidade do matrimónio.

No meio disto tudo, é fácil imaginar qual será o discurso ambíguo de D. Albino Cleto, para delírio dos presentes, e em especial das megeras histéricas do tipo “Nós somos Igreja” que fazem sempre gala de comparecer a este género de eventos: o Bispo de Coimbra dirá mais ou menos que o amor humano se reveste de muitas formas e que o amor vivido entre recasados é digno de toda a consideração; que numa Igreja plural, os homossexuais também são chamados a viver a integralidade da mensagem evangélica cristã e que uma coisa é ser-se homossexual (o que em si mesmo não tem mal nenhum e é digno de respeito, desde que tal condição seja vivida num chamamento à castidade) e outra diferente é enveredar pela prática de actos homossexuais; e, enfim, que há que alargar e ampliar a participação das mulheres na vida da Igreja, e que não tendo talvez ainda chegado o momento certo para que estas possam aceder ao sacerdócio e presidirem às celebrações eucarísticas, talvez fosse bom ponderar desde já a sua ascensão ao diaconato. Perante estas palavras, espera-se tão-só que nenhuma das ditas megeras se entusiasme de tal maneira que, em manifestação pública das suas obsessões doentias, chegue ao ponto de perguntar despropositadamente ao Bispo de Coimbra se ele se masturba e com que frequência, à imagem do que em tempos vi suceder a um outro pobre bispo português (modernista do piorio) ainda vivo mas já afastado do exercício de funções pastorais devido ao limite de idade…

Ora, em face destes dados, não pode deixar de se estranhar a selectividade com que D. Albino Cleto defende uma Igreja plural, sendo certo que tal “pluralidade” é sempre e apenas a que favorece a heterodoxia, quando não a pura heresia, mas jamais a ortodoxia e a boa doutrina.

Por exemplo, daria o bispo conimbricense o seu patrocínio a um ciclo de conferências que tivesse por fim promover a Missa Tradicional de rito latino-gregoriano, subordinado ao tema de “Summorum Pontificum: uma esperança para a Igreja em Portugal"? Creio bem que não (ver aqui e aqui) e, para sublinhar a sua recusa, provavelmente até defenderia ser tal Missa fautor de divisões entre os fiéis católicos portugueses. Portanto, por esta “lógica”, é mister concluir que uma Missa celebrada segundo um rito litúrgico quinze vezes secular da Igreja Católica, sempre válido e jamais revogado, será fautor de divisões entre fiéis; mas já não o serão conferências onde, com resguardo ou descaro, se põe em crise o magistério constante da Igreja acerca da sexualidade ou da indissolubilidade do matrimónio.

Estranha “lógica” esta. Estranha "lógica" esta...

Já basta!


Se em Outubro último aqui escrevi que José Sócrates era um primeiro-ministro com prazo de validade esgotado, o evoluir da situação política interna dos últimos dias confirmou em pleno esse meu juízo. Já basta de José Sócrates! Assim o exigem a dignidade nacional de um país com quase novecentos anos de existência, o respeito devido a todos os portugueses e a simples decência da vida pública nacional! Porque a política é a actividade moral que visa a prossecução do bem comum do todo social; não o expediente arrivista de sobreviver no poder a todo o custo e de qualquer maneira, em manifestação de uma personalidade patológica desprovida de elementar honestidade intelectual e desguarnecida de basilar probidade moral. Já basta de José Sócrates, pois!